AS HAB I L lTAÇOES PROF ISSIONAIS DA ÁREA D E ENFE RMAG EM
Maria Francia Ranel Jesus Barros!
B A R RO S . M . F . R . J . A s habili tações profissionis da rea de enfermagem. R ev. ras. Enf, Brasília, 38( 1): 8794, j a n . / mar. 1 985 .
No planejamento de recursos h umanos para atuarem nas áreas de produção de bens e erviços, con sidera-se importante a análise das necessidades de mercado, visando a introdução de novos tipos de re cursos humanos, de mneira a equlibrar-se a produção de bens e de serviços em n íveis compatíveis aos ti pos de : deana, clientela e objetivos a serem alcançados .
Quando se trata d e formar recursos humanos, a peça principl pasa a e r o próprio recurso huma no, que deve ser leva do em conta , no que diz respeito às suas potencialidades, de maneira a poder deen volver-se e realizar-se como pessoa humana, motivar-se para determinado tipo de trabho, e, fmamente , alcançar al to n ível de satisfação, através desse próprio trabalho.
Ceramente, assim procedendo, o se tor de formação estana atendendo às expectativas do etor de utilização , concorrendo em parte para que o mesmo pudesse alcançar elevados níveis de eiciência e de� sempenho, porque se estaria oferecendo um produto adequado, capz de apicar sua criatividade e de corresponder às perspectivas institucionais.
Ora , isso representa ao que e supc , o ideal de integração que deveria existir para a formação e uti lização de todo e qualquer tipo de recurso h umano que dependese da aplicação de conhecimentos, habi lida des e destreza no exercício de sua profissão.
Assim devem proceder os etores responsáveis pela formação e utilização dos recursos humanos desinados à pro dução de bens de consumo, de peças de equipamento e matéria-prima , de utilidades e de
supérfluos, enfim, de todos os componen tes que formam o estilo de vida do ser humano na sociedade ur bana ou rural , e que con ribuem para a elevação con tínua de seus n íveis de bem-esar.
O que diríamos da importância da análise desses pontos, em e tratando de formar e utlizar recur
sos humanos destinados a trabalhar diretamente para o ser humano, visando à promoção, à proteção, ou à reabilitação de sua saúde? Principlmente , quando sabemos que essa situação se desenvolve m uitas ve zes em mom,ntos cr íticos quando o ser humano a receber a atenção pode encon rar-se em estado de ex trema dependência, exigindo, por tanto , a maior dedicação, o n ível correto do conhecimen to e a habli dade precia para garantir determinado n ível de bemestar .
Essa é a imagem que desejamos criar do recurso humno componen e da equipe de saúde, mais pre cisme nte , da equipe de enfermagem, posto que reletimos sobre a relação que existe entre o preparo do recurso humano , a comple xida de da tarefa a ser desenvolvi da e o grau de risco para a clientela.
Considerando a impossibilidade registrada, até o momento, de se consubstanciarem plenamene as aspiraçcs das várias categorias que têm a responsabilidade de realizar o trabalho , 0 1 1 dar respldo a que
esse trabalho e realize com egurança para ambos : o clien te e o recurso humano que presta o cuidado no e tor saúde , principalmen te na enfermgem; e considerando que a diiculda de maior reside, exata mene, na in tegração dos setores de formação e utilização, não nos parece suicien te analisar a situação do setor de u tilização para serem criados quantos cursos ou aprovados quantos currículos, em que
es-D ire tora do Cen tro l n te rescolar de Saúde de S rasilia - FHDF . Mestrado em Saúde Pública - /· ENSP - M S . Pós Graduação em Dcsenvolvimcn to de Recursos H um an os. Adm inis ração Pública, U niversidade de Manche ster. Ingla terra .
se esforço r eprese n te a . garan tia da absorção d os rec ursos humanos formados. Acreditamos que , ao e re
conhecer a necessidade real de formr-se um tipo de recurso h wnno, então, ime dia tame n te , açes de veriam e seguir, para que o exercício daquela profissão e aquela categoria proissional fossem reconheci dos.
Essa atitude n os parece ser a correta e a que deveria consti tuir a pre ocu pação constan te daqueles que se oc upam da análie ua situação na área de trabalho para regulamentar o ensino desta ou daquela proissão .
Os Ministérios da Educação, da Cultura, da &l úde e do Trabalho deveriam trabalhar e m conj u n to para que a avaliação de um curso correspondesse ao reconheómen to da profissIo, num proce sso simples e e fe tivo para evitar-se o que vemos n o momen to, em que processos no mesmo sen tido, da legalização do exercício profi ssio nal , de a tividades consi deradas e ssenciais, tramite m anos a· 10, nos dois sentidos ( do executivo pra o legislativo e vice-versa) e sejam torpedeados, em demonstraçào da m aior inensibl idade.
Enquanto duram os impasses na s decises que regulamentariam essas pro fissões, maiore s con tin gentes de recursos human os são formados e law,:ados no mercado de trabalho, sem con tud o, terem dire i to de a tuar de acordo com a hablitação alcançada , enquan to a caa dia cresce o n úmero e tipos de n mencla tura , que de maneira aleatória vão surgindo nas diferentes regies, tonando confusa uma situação
que poderia ser bastante clara e obje tiva.
Nesse m omen to , poueria o atual Ministério da Ed ucação considerar a possi bilidade de pronunciar -se quanto à aprovação d o PLC-60-8 2 , que, e m i nl de tramitação n o Congreso Nacional, visa atualizar a regulmentação do exercício da Enfermagem. Este projeto, além de incl uir em eu bojo a regulamenta ção de e xerc ício do técnico, organiza o setor no que concerne às categorias derivadas do técnico e apre sen a os pré-requisitos exigidos para cada n ível . Vale lembrar que a formação do técnico está reconheci da há dezesseis anos.
De acordo com o Parecer 4 5 / 7 2 , o Técnico em En fermagem é Habilitação Plena de n9 47 na lis tagem geral de ha bilitaçes. Sua formação foi regul amen ta da a nível de e gun do grau, a travé s da Resolu
ç ão n9 07/77 , do Conelho Federal de Educação , que determina os mínimos profissionalizantes, a carga
horária teórica e os estágios práticos superv isionados.
O mesmo Parecer 4 5 /72 cr iou a Habilitação Parcial de Auxiliar de Enfermagem, n9 1 1 9 da lista gem geral , também a n ível de segundo grau, tendo a Resolução 07/77 determinado que a carga horária para sua formação , bem como os mínimos profissionalizan te s e condições de estágios fossem extraídos
dos m ínimos profissio nalizan tes do n ível técnico .
Diz textualmente o Parecer 4 .078{74 do Con selho Federal de d ucação que a Habilitação Parcial Auxiliar de Enfermagem é a única das habilitaçes listadas no catál go anexo à Resol ução 02/72 do Con
selho Federal de Ed ucação , que é realmente derivada do Técnico em Enfermagem. Fora um profissio nal po/iva/ente a t;nfermagem. por isso teve destaque na Resolução 07/77 . Dilcilmen e , segundo e sse Parecer , outras habilitações po deriam surgir, oriunuas do Técnico em Enfermagem .
Mas, em 1 979 , com o Parecer 1 .468 , o Conselho Federal de Ed ucação recomenda o segulll le : 1 . Visitadora Sanitária contin ua como h abilit ação parcial do Técnico em En fermagem .
2 . A s habilit ações parciais d a Área d e Administração passaram a cons ti tuir uma n ova habilitação plen a : a de Técnico de Ad ministração Hospitalar. a ela se agregando as seguintes habilitaçes parciais : Auxiliar de Ad minist ração Hospitalar, A uxiliar de Documen tação Médica e Secre tária ue Internação .
3 . Para se evi tarem poss íveis dúvidas, diz o mesmo Parecer :
A s habilitações d e Enfermagem con s ta n tes d o catálogo a nexo à Resolução 0 2 j7 2-C F E , com as alte
raçes posteriores, inclusive do preente parecer, constituem, at ualmen te , as seguintes habilitaçõe s :
1 . Técnico -Habili tação Ple na.
Ou tras Habil itaçes : Auxiliar de Enfermagem - Visitadora Sani tária
A - E N F E R MAG E M
Obs. : Os mínimos proissionalizantes e demaIs exigências, de acordo com a Resolução
07/77-CFE.
Diz ainda o mesmo Parecer:"om referênca às ouas categorias ocupacioais de Enfragem reacoaas a Resoução 1 8 do onselho Fedeal de Enfermagem, como� Atendente , Ajudante de Ambulância, Atendente Rural, Auxliar Hospitalar, Auxiliar de Matenidade, Auxiliar Operacional de erviços Diversos, Auxili�r de Pue ricultura, Auxiliar de eviços Médicos, Orienta dor de Saúde, Parteira Curiosa, Samaritana, Socorrista, Voluntária de Creche, Voluntária Socorrista, Educador Sanitário e Instrumentador Cirúrgico, que po dem ser confundidos com as Habilitações de Auxiliar, cabe ao onselho Fedeal de Enferagem delibe rar sobre os possíveis conJUtos que estejam ocorendo. "
Estas ocupações
já
existiam antes da ei5692/7 1
e não estão aprovadas como habilitaçes em nível de segundo grau , de validade nacional.
Baseado no Parecer 76/7 5 , foi aprovado o Parecer 3962/7 5 , que estabelece as Habliaçes ásicas,
consideradas sob o conceito de preparo básico representando apenas uma iniciação, ão consiuido
elementos para uma profisão especíica. A complementação da formação específica deses recursos hu
manos e sua utlização nos campos especicos é que lhes determinará a futura denominação, não e jus
tiicando qualquer denonúnação profissional a priori.
A s ocupações que posam ensejr o aproveiamento do ereso desses cursos, terão de ofrecr os m ínimos proissoalizantes e os estágios práticos suprvisionados compatíveis, de acordo com a
legisa-ção específica . .
Ex . : O eresso da habilitação que venha a sr aproveitado a Enfennagem, deverá completar a for
ação especal prevista pea Resolução
0 7j77-CFE.
Excetundo-se , naturalmente , a carga horária destinada às disciplinas instrumenais que coincidi rem e que constituam pré-requisitos aos mínmos proissionlizantes do Auxiliar de Enfermagem, ou do Téc'nico em Enfermagem.
Com os estudos e observaçes realizados pelo próprio rupo de enfermagem qunto às condições.
de desigualdade do desenvolvimento nas diferentes regies do Pa ís, imedindo que em algumas áreas fos se possível estruturar-se a habilitação parcial a nível de segundo grau, foi possível coninuar-se em cará ter transitório e emergencial seu preparo a nível de primeiro grau, conforme determinou a Resolução 08/77-CFE.
Essas mesmas dificuldades produziram, ao longo dos anos, as diferentes denominaçes pra catego rias que exercem atividades na Enfermagem e que, oriundas dos sistemas estaduais de saúde , não aten dem em grau de escolaridade nem em preparo técnico às exigências próprias do setor, considerando-se a complexidade das tarefas que realizam.
Esses recursos humanos têm, hoje, a esperança, não só de alcançar a escolaridade requerida para a atividade que realizam, mas de ocupar, após a aplicação dos módulos de ensino e o aproveiamento do íreinamen o em serviço, a hablitação reconhecida por lei, atendendo, não apenas aos obje ivos do etor proissional, mas à sua satisfação pessoal.
Para mehor visualização do quaro de Enfemagem, tendo em vista as diferentes modalidades en conradas nas ecre tarias de Saúde dos Estados, as denominaçes listaas no DASP, que servem de refe rência para a nomenclatura adotada elo INAMPS, e as habilitações reconhecidas pelo Coneho Federal
de Educação/Ministério da Educação , tendo em vista, também, que essas hablitações podem er alcan
çadas via aproveitamento de experiências de treinamen to em serviço conforme prevê o Pro
)
e to arga Escala, preparamos alguns esquemas que apreentaremos a seguir.
A validação desses treinamentos em serviço se apóia no sistema de módulos de ensino de alto ou baixo teor de supletividade , visando a adequação dos recursos humanos hoje existentes nas difere�tes re giões do País.
A situação que acabamos de expor nos permite entender porque a profissão de Enfermagem no Brasl apreenta dois aspectos distintos para o setor de formação e o e tor de utilização de recursos hu manos.
Os Estados e Regiões ainda conservam determinaas denominações para as categorias que realizam o mesmo tipo de tarefa.
Essas categorias, reconhecidas algumas no etor de formação, outras no setor de utilzação, fogem,
na maioria das vezes, .às especiicações desenhadas em n ou outro .etor ; no enanto, correspondem ao tipo de recuro humno que executa arefas básicas do etor de Enfermagem, tanto na área de aúde Pú blica, quanto na área curativa.
O Conelho Federl de Enfermagem eí' documento oicial/circular estabeleeu que, a partir de ja neiro do ano em curso, os CORENs não mais inscreveriam auxlir de efemgem que não portase com provane de primero grau completo.
Assim, a pirâmide de categorias de Enfermagem e reduiu ao seguinte :
o SETO R D E SERViÇOS
- Auxiliar de seviço médico - Atendene
- Auxiliar de Saúde - Viitadora sanitária
{
Auliar Oeracionl de erviços Diversos{
Agen te de saúdeO SETO R D E FORMAÇÃO
- Habilitação Plena - Técnico em Enfermgem - Habilitação Parcil - Auxiliar de Enfermagem - Habilitação Básica - (após treinmento em erviço)
Auxiliar Operacional de Serviços diversos Agene de saúde
Visitadora ani ária
CONCLUAo
O Conelho Federal de Enfermagem e a ABEn estão concluindo a etapa inal de ampla pesquisa que vêm realizando com a ajuda de órgãos nacionais e internacionais.
Esa pesquia tem o objetivo de identiicar, quantiicar e loclizar os recursos humanos exercentes da Enfermagem nas diferentes regies do País, seu grau de formação e as atividades que realizam.
"Para assegurar à fiscalização do exercício de enfermagem efeitos no aprimorlento dos erviços de saúde colcados à disposição da comunidade brasileira, serão também identiicados e
à
nalisados os problemas do exercício da enfermagem, as condições de deempenho, suas perspectivas e tendências, bem como os fatores sócio-pol ítico-econômicos que vêm condicionando seu deenvolvimento, com o obje ivo de proporcionar elementos à elaboração a Política Nacional de aúde e à reordenação dos re cursos humanos da área, inclusive no que e refere ao respectivo preparo, mediante o fornecimento de nformação às autoridades do etor saúde e do sistema de ensino. "O Conselho Federal d e Enfemagem preocupa-se com a situação d o ensino e da prática de Enfer magem em to do o território nacional .
Os resultados da referida pesquisa deverão facilitar a compreenão dos problemas da formaão e utilização dos recursos hnanos no setor de seviços. ervirão de bae para o posicionamento do órgão de classe, que acredi!a na necessidade de os setores de serviço continuarem a preparar seu pesoal, de acordo com os resultados disponíveis no local, principalmente os de escolaridade.
Considera o mais adequado caminho, a validação contínua pelo sistema de educação, do trabalho de preparação do pessoal de enfermagem treirado em serviço, o qual poderá, através da oma de esforços dos etores de formação e de utilização, deixar de ser clientela cativa, passando não somente a participar do processo de ascensão proissional, mas tamém, a conscientizar-se da imortância de trabalhar de acordo com seu grau de cometência, o que trará menor risco à clientela e mior satisfação pesoal.
A igura do técnico neste País é apontaa como corre ta na composição da equipe de enfermagem, uma vez que demanda menos tempo de preparação esecial que o enfermeiro e apreenta requisitos de escolaridade capazes de ermitir uma boa atuação junto ao paciente e à comunidade, de acordo com o grau de compleidade das tarefas que pode executar e os níveis de responsabilidade que eses requisitos
lhe conferem, podendo ocupar erfeitamente a posição intermediária do enfermeiro ao auliar de enfer
magem. Aear disso, é de e lamentar que ainda não tenha o exercício de sua proissão sido regulamen
tada por lei, o que impede que, até o momento, milhares de técnicos em enfermagem posam exercer a
proissão e, coneqentemente , estes estão se evadindo numericamente e e deteriorando qulitativamen
te, na amarga espera pela reulamentação do exercício proissionl.
Nas regies onde o técnico vem sendo preparado, raramente existirão chances para o eu aproveita
mento no setor utilizador, porque a maioria da oferta de posiçes em Enfermgem e realiza no regime
estatutário e, como tal, somente considera os cargos cuja regulamentação do exercício proissional já e
tenha procesado. No regime
C LT,na emprea privada,
aintenção óbvia de reduzir o custo da mão-de
-obra faz com que muitos deses técnicos sejam aproyeitados com um salário às vezes aviltante com con
taçes desprezíveis, sobre eu preparo, validade de seus cursos e de sua identidade . (pesquisa - ETEB,
197 5).Tais fatos contribuem para uma distorção da imgem da profissão e do eu exercício frente a um
público que ainda não se libertou das manifestaçes de rejeição
àprofissão de enfermagem por fatores de
herança sócio-culturl.
-Esses aspectos aliam-se
àprópria atitude de um signiicativo número de proissionais que oferecem
resistência à atuação do técnico e que reagem
àpossiblidade de sua multiplicação, desconhecendo, tal
vez, o papel desse técnico e o seu próprio na equie de enfermagem, por desconhecerem, quem sabe,
os pontos principais de uma análise das funçes de enfermagem.
Todos sabemos que os proissionais de enfermgem têm, há muito tempo, se esforçado pra aten
der às crescenes necessidades da proissão no País. Ao mesmo tempo, procuram colocá-la em
éde
igualdade , no âmbito de atenção de saúde, com outras profisses. Por isso,
osmodelos de formação e de
utilização têm de er elaborados de tal mneira que posam atender a eses obje ivos:
1 . Atendimento das necessidades crescentes da profissão ;2 .
Empenho na elevação contínua de eu
statusatravés de estudos e aplicação de um modelo edu
-cativo que possa inluenciar
osl'Oissionais de saúde e o indivíduo na comunidade e na familia, para
esa elevação .
Segundo Lucille Wood, uma análise das funçes de enfermagem, baseada na educação para a fun
ção, leva às seguintes concluses:
1 .
essenta por cento de todas as funçes são realizadas por todos os membros a equipe e , por
isso, são consideradas funções básicas, ou fundamentais.
2.
Vinte e oito por cento de funções mais complexas, incluindo técnicas assé ticas, administração
de medicamentos, assistência em terapia somática (choques), assistência em tratamentos e exames, iden
tiicação das necessidades do paciente, interpretação de sinais e sintomas, ensino de medidas e procedi
mentos simples de aúde, seleção de métodos de atenção ao paciente, podem er relizaas por técnico
em enfermagem e enfermeiros.
3 .
Doze por cento das funções correspondem exclusivamente ao âmbito do enfermeiro, compreen
dendo o planejamento da atenção do paciente, a distribuição das atribuiçes da equipe, a avliação
aqualidade de atenção de enfermgem, do deemenho do essoal e os ajustes apropriados aos dois aspec
tos, o planejmento e a execução de programas e ducativos para pacientes e funcionários, ou empregados
e a utilização de técnicas consideradas complexas.
omente
eis deses
1 2%foram reconhecidas de caráter exclusivo da formação ,do enfermero e
não podem ser delegadas ao técnico, correspondendo a : medicação intravenoa, transfuses de ngue,
leituras de dispositivos de viilância fetal e cardíaca, leitura de reaçes a provas dérmicas, sucção traqueal
e sondagem nasogástrica.
A carrera de enfermagem,
aeaa a(ormção por função, assim
e
repreenria raicmene.
No campo da prática, na hipótee de entender-e a enfermagem por função, equeno número de
enfermeiros e dedicaria à pesquia e planejamento, e um grande número à prática de habilidades básicas.
Enre esses extremos, eria estmlada a formação de pessoal de enfermagem com diferentes níveis de
teoria e prática, compatíveis às necessidades regionais.
O
principal problema em relação à formação e utilização do técnico e do auxiliar de enfermgem
éa flta de legitimidade proissionl ou especiicidade de proissão a er exigida dos docentes.
F UNÇOES
60% 28% 1 2%
i�
85%1
7 5%1 5% 2 5 %
�
Habilid ades--____ �I Conhecimentos
Para o grupo técnico , além dos problemas de formação, ainda há a falta de regulamenação do exercício proissional , o que diiculta sua absorção no mercado de trabalho .
A preparação do técnico e do auxiliar de enfermagem em estabelecimen tos da empresa priva a, constitui outro problema, pois esses estabelecimen tos atendem a dois obje tivos princi pais:
1 . Oferta de um mínimo d� preparação teórico-prática para atender aos requisitos da ei 5 692/7 1 -7044/82 , através de programa�ào deicien te e ina dequada às necessidades da verda deira formação prois sionalizan te , e , o que
é
lamen tável, nem sempre apresen am proissionais para ministrarem o ensino específico , que passa a ser uma farsa e , como tal, não ajuda a melhorar o pro blema de mão-de-obra no se tor .
2 . Proliferação de cursos, viando excl usivamen te l ucro.
Assim , o produto deses cursos passa a concorrer com os de formação adequada para ocupar as
vagas eisten tes no merca do de trabalho. -.r
No
Brasil , há no momentQ 1 5 5 cursos de A uxililres de Enfermagem e 1 90 de Técnicos em Enfermagem . Por ser falha ainda a conscientização do se tor utilizador do valor da contribuição desse recurso
humano, o técnico con tinua à margem da lei para o exercício proissional, que é absorvid o pelo sistema
utilizador na categoria de Auxiliar de Enfenngem, e este último vê dimnuir suas oportunidades de em
prego por falta de planejamento para o se tor.
Reconhecemos que a formação, a utilização e a distribuição dos recursos humanos em saúde devam ser parte de um to do analisado à luz dos benefícios para o ser humano na comunidade ou que , conside rados o ipo e os problemas de cada região , as açes de saúde capazes de gerar esses recursos possam ter características de ordem específica de acordo com um planejamento global.
L E I 7044/82 IMPL ICAÇÕES PA RA O ENSINO DA E N F E RMAG EM
Art. 19 O ensin o d e 1 9 e 2 9 graus via a formação do educando para o desenvolvimen to de suas
poten-cialidades o que permitirá auto-realização
preparação para o trabalho
exerc ício da cidadania.
§ 1 9 De acordo com os Artigos 1 76- 1 78 da Consti tuição
Ensino prmário compreende 1 9 grau
Ensino médio compreende 29 grau.
Observar a importância de concluão de
19
e29
graus de Educação Geral para caracterizar a For mação Especial de Auxiliar ou Técnico da área de Saúde, Seor Enfermagem para cuja Habilitação já eiste regulamentação desde1977.
Art. 49
§
1 9
A preparação para o trabalho será obrigatória nos estabelecimentos de ensino de1 9
e29
raus.A preparação para o trabalho no ensino de
29
rau poderá enejar habilitação proissionl, a cri tério do estabelecimento de ensino.§
29
Observar a necessidade de cada estabelecimento de ensino, que e disponha a oferecer Habili taçào no setor de Enfemagem, seguir com eriedade o dispositivo legal existene.
Art. 59 - Os currículos plenos de caa grau de ensino, constituídos por matérias tratadas sob a forma de atividades, áreas de estudos e disciplinas, com as disposições necessárias ao eu relaci nmento, ordenação e seqüência, serão estruturados pelos estabelecimentos de ensino.
Parágrafo Único
-e) Para oferta de Habilitação Profissional ão exigidos mínimos de conteúdo e duração a serem i xados pelo Conseho Federal de Educação.
f) Para atender às peculiaridades regionais, os estabelecmentos de ensino poderão oferecer ouras habilitaçes profissionais para as quais não haja mínimo de conteúdo e duração previamente es tabelecidos na forma da alínea anterior.
As habilitaçes de Auxliar e Técnico em Enfermagem têm mínimos de conteúdo e duração esta belecidos elo CFE, desde 1 97 7 .
A rt. 79 - As Habilitaçes profissionais poderão ser realizadas em regime de cooperação com empreas
e ouras entidades públicas ou privadas.
Parágrafo Único - A cooperação quando feita sob a forma de estágio, mesmo remunerado, não acar retará para as empresas ou outras entidades, vínculo algum de emprego com os esta giários e SUd� obrigaçes serão apenas especificadas no instrmento imado com o estabelecimento de ensino.
Art. 89 - A ordenação do curr ículo será feita por séries anuais de disciplinas, áreas de estudo ou ativi:
dades, de modo a permitir, conforme o plano e s possibilidades do estabelecimento, a inclu são de opções que atendam às diferenças individuais dos alunos.
Observar a excluão de : (e, no ensino de 2 J rau, ensejam variedade de habilitaçes).
At. 12 - O regimento escolar regulará a substituição de uma disciplina, área de estudo ou atividade por outra a que se atribua idênico ou equivalente valor formativo, excluídas as que resultem do núcleo comum e, quando for o caso, dos mínmos ixados pelo CFE para as habilitaçes proissionais.
Parágrafo Único - Caberá aos Conselhos de Educação fixarem, para os estabelecimentos de ensino si tuados nas respectivas jurisdições, os critérios gerais que deverão presidir ao aprovei-' tamento de estudo defmidos neste artigo.
Art. 1 6 - Caberá aos estabelecimentos de ensino situados ns respectivas jurisdiçes, expedir os certii cados de conclusão de série de disciplinas ou grau escolar, e os diplomas ou certiicados co-
respondentes às hablitações proissionais. .
Observar a expedição de certiicados ou diplomas.
Art. 22 - O ensino de 29 rau terá a duração mínima de 2 .200 horas de trablho escolar efetivo e erá desenvolvido em pelo menos três éries anuais.
§ 1 9 Quando e tratar de habilitação proissional, ese mínimo poderá ser ampliado pelo Conselho
de Educação de acordo com a natureza e o nível dos estudos pretendidos. '
§ 29 Mediante aprovação dos respectivos Conselhos de Educação, os sistemas de ensino poderão admitir que, no regime de matrícula por disciplina, o aluno posa concluir em dois anos, no mí nimo, a cinco, no máximo, os estudos correspondentes às éries da escola de 29 grau.
Art. 23 (que cuida do aproveitamento de estudos a nível de 4J série, quando equivalentes, em nível superior).
Art. 30 Exigir-se-á como formação mínima para o exercício de magistério : a) No ensino de
1
Q grau, de1
J a 4J séries, habilitarão especíica de 29 grau ;b
/
No ensno de 1 > grau, da
Ha
8�séries, habilitação esec ífica de grau superior, ao nível de gra
duação , repreentaa por licenciatura de
1 9grau obtida em curo de cura duração ;
c)
Em todo o ensino de
1 9e
29graus, habilitação especíica obtida em curso superior de gradua
ção correspondente à licenciatura plena.
Obervar a importncia da Licenciatura Plena para o ensino de
29grau.
Art. 76 -
A preparação pra o trablho no ensino de
19rau, obrigatória nos termos da preente
ei,poderá enejar qualiicação proissional, ao n ível de érie realmente alcançada pela gratuida
de escolar em cada sistema, para adequação às condiçes individuais, inclinações e idade dos
alunos.
A qualiicação para o trabalho ao nível da érie representada pela gratuidade escolar, em cada sis
ema, pode corresponder às propostas de legitimação pelo setor de formção das ações desenvolvidas no
etor de uilização.
H A R RO S , M. F. R . J . Pro fession I compe c nces in nursing. R ev. Bra. En. , B rasília, 38( 1 ) : 87 -94 , j an. /mr. 1 9 8 5 .