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Testes de um modelo de propagação de radiação solar em atmosfera de múltiplas camadas.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA CURSO DE MESTRADO EM METEOROLOGIA

TESTES DE UM MODELO DE PROPAGAÇÃO DE RADIAÇÃO SOLAR EM ATMOSFERA DE MÚLTIPLAS C A M A D A S

JUAREZ DANTAS DE SOUZA

CAMPINA GRANDE AGOSTO DE 1995

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J U A R E Z D A N T A S D E S O U Z A T E S T E S DE U M M O D E L O DE P R O P A G A Ç Ã O D E R A D I A Ç Ã O S O L A R EM A T M O S F E R A DE M Ú L T I P L A S C A M A D A S D I S S E R T A Ç Ã O A P R E S E N T A D A A O C O L E G I A D O D O C U R S O DE M E S T R A D O EM M E T E O R O L O G I A DA U N I V E R S I D A D E F E D E R A L DA P A R A Í B A , E M C U M P R I M E N T O À S E X I G Ê N C I A S P A R A A O B T E N Ç Ã O D O G R A U DE M E S T R E

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: RADIAÇÃO NA ATMOSFERA E SENSORIAMENTO REMOTO

DISSERTAÇÃO ORIENTADA PELO PROF. Dr. JUAN CARLOS CEBALLOS

CAMPINA GRANDE PB AGOSTO DE 1995

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TESTES DE UM MODELO DE PROPAGAÇÃO DE RADIAÇÃO SOLAR EM ATMOSFERA DE MÚLTIPLAS CAMADAS.

JUAREZ DANTAS DE SOUZA

DISSERTAÇÃO APROVADA EM 18/08/95

Membro

ARTÊMIO PLANA FATTORI Membro

CAMPINA GRANDE AGOSTO - 199 5

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A G R A D E C I M E N T O S

Aos p r o f e s s o r e s : Enilson Palmeira e Pedro Vieira, p e l o t r a t a m e n t o c o r d i a l , i n c e n t i v o s e a s i n c e r i d a d e demonstrada nos nossos r e l a c i o n a m e n t o s .

Aos p r o f e s s o r e s : Jose Oribe Aragão, Regina Aragão e Celia

Campos p e l a a atenção que me f o i dada no nosso r e l a c i o n a m e n t o

p r o f e s s o r a l u n o .

Em e s p e c i a l ao p r o f e s s o r Dr. Juan Carlos Ceballos, p e l a orientação sempre p r e c i s a e p r e s e n t e n e s t e t r a b a l h o , p e l o c r e d i t o de confiança em m i n e i n c e n t i v o s d u r a n t e t o d o c u r s o .

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R E S U M O

0 p r e s e n t e t r a b a l h o implementa um modelo de transferência de radiação s o l a r ( e s p e c t r o visível) numa a t m o s f e r a e s t r a t i f i c a d a em 16 camadas. O esquema tem e s t r u t u r a estocástica onde os fótons d i f u s o s r e a l i z a m um p a s s e i o aleatório na a t m o s f e r a até a t i n g i r um e s t a d o a b s o r v e n t e (no céu, numa camada ou no s o l o ) . 0 f o r m a l i s m o associado(uma c a d e i a de Markov de p r i m e i r a ordem) p e r m i t e o cálculo de refletância planetária, de irradiância g l o b a l à superfície e de t a x a s de absorção em cada camada.

Os dados básicos necessários p a r a a implementação são a refletância, a absortância e a transmitância, p a r a radiação d i r e t a e d i f u s a , em cada camada. Estes parâmetros f o r a m a v a l i a d o s mediante aproximação d e l t a - S S de d o i s f l u x o s .

Os r e s u l t a d o s f o r a m comparados com os de o u t r o s t r a b a l h o s já p u b l i c a d o s , a p l i c a d o s à situações padrão (haze-L, Cúmulus C l , a t m o s f e r a R a y l e i g h com e sem zônio, a t m o s f e r a média t r o p i c a l de McCLATCHEY). V e r i f i c a - s e boa precisão do modelo ao a v a l i a r refletância planetária e irradiância g l o b a l à superfície. As p r i n c i p a i s vantagens do modelo u t i l i z a d o são: e s t r u t u r a s i m p l e s , adaptação p a r a um número arbitrário de camadas e boa precisão.

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A B S T R A C T A computer p r o c e d u r e was d e v e l o p e d f o r a s s e s s i n g s o l a r r a d i a t i o n t r a n s f e r i n t h e v i s i b l e e s p e c t r u m t h r o u g h s t r a t i f i e d atmosphere o f s i x t e e n l a y e r s . R a d i a t i o n t r a n s f e r i s d e s c r i b e d assuming a s t o c h a s t i c p o i n t o f v i e w ( d i f f u s e photons p e r f o r m i n a random w a l k i n t h e atmosphere u n t i l r e a c h i n g a b s o r p t i o n s t a t e s a t sky, w i t h i n a l a y e r o r i n t h e g r o u n d ) . The a s s o c i a t e f o r m a l i s m (a f i r s t o r d e r Markov c h a i n ) a l l o w s t o assess p l a n e t a r y r e f l e c t a n c e , g l o b a l i r r a d i a n c e a t t h e s u r f a c e and a b s o r p t i o n r a t e i n each l a y e r i n terms o f f i n a l p r o b a b i l i t i e s f o r each s t a t e .

The b a s i c d a t a used by t h e p r o c e d u r e are r e f l e c t a n c e and t r a n s m i t t a n c e i n each l a y e r ( f o r d i r e c t and d i f f u s e r a d i a t i o n ) . These p a r a m e t e r s a r e e v a l u a t e d by u s i n g SS t w o - f l u x a p p r o x i m a t i o n (SS = h e m i s p h e e r i c i s o t r o p y ) , as w e l l as i t s d e l t a - v e r s i o n f o r t h e case o f v a r y asymmetric phase f u n c t i o n .

The r e s u l t i n g model was checked t h o u g h comparison w i t h o t h e r works c o n s i d e r e d " e x a c t " a p p l i e d t o s t a n d a r d a t m o s p h e r i c p r o f i l e s (haze-L, D e i r m e n d j i a n cumulus C I , R a y l e i g h atmosphere w i t h and w i t h o u t ozone, McClatchey's t r o p i c a l a t m o s p h e r e ) . R e l i a b l e r e s u l t s are f o u n d f o r e s t i m a t e s o f p l a n e t a r y r e f l e c t a n c e , n e t i r r a d i a n c e p r o f i l e and g l o b a l i r r a d i a n c e r e a c h i n g t h e ground. The main advantages o f t h e p r o c e d u r e are t h e i r s i m p l e s t r u c t u r e , easy a d a p t a t i o n t o any number o f l a y e r s and f a i r a c c u r a c y .

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S Í M B O L O S M A I S U S A D O S

A - absortância de uma camada As - a l b e d o da superfície. Ap - albedo planetário. b - fração de r e dQ - elemento de :roespalhamento. ângulo sólido.

f - "peso" da ô-Birac em aproximações-ô da função de f a s e . F- - p r o b a b i l i d a d e s c o n d i c i o n a i s de propagação no

modelo estocástico

F(a r t ) 0 ~ p r o b a b i l i d a d e s de absortância, refletância e transmitância p a r a a radiação d i f u s a em uma camada, g - f a t o r de a s s i m e t r i a . L - radiância Md r = ^c-S^t1) _ irradiância s o l a r d i r e t a . Mq£ - irradiância d i f u s a . irradiância(s d i f u s a s , M+ é ascendente e M~ d e s c e n d e n t e , g l o b a l . Ml - s a l d o de irradiância. P - pressão atmosférica.

R - refletância de uma camada, r p - refletância planetária. r5 - refletância do s o l o .

K-Mg - irradiância

f l u x o s o l a r (monocromático) no t o p o da a t m o s f e r a . (T) = S0 f jwexp (-T/U0) - f l u x o s o l a r (monocromático) d i r e c i o n a l .

T - transmitância de uma camada, w - caminho óptico. Z - ângulo z e n i t j a l . 3 - c o e f i c i e n t e l i n e a r de atenuação. <J) - ângulo a z i m u t a l . A. - comprimento de onda. q> - p r o b a b i l i d a d e s a b s o l u t a s p a r a a propagação de radiação d i f u s a no modelo estocástico

K - c o e f i c i e n t e "mássico" de atenuação.

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UQ = COSZ.

co - a l b e d o s i m p l e s p a r a uma única interação, v - frequência de radiação. *¥ - irradiância r e l a t i v a a i n c i d e n t e no t o p o da a t m o s f e r a . p - d e n s i d a d e . cr - seção e f i c a z . x - p r o f u n d i d a d e óptica. Q - direção e s p a c i a l ( v e t o r unitário).

Cl'- direção de incidência numa função de f a s e .

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S U M Á R I O Dedicatória I I A g r a d e c i m e n t o s I I I Resumo I V A b s t r a c t V S i m b o l o g i a mais usada V I C A P Í T U L O 1 - INTRODUÇÃO E OBJETIVOS 1 C A P Í T U L O 2 - APROXIMAÇÕES DE DOIS FLUXOS. DEFINIÇÕES, CONCEITO

E TEORIA. 2.1 - A l g u n s c o n c e i t o s p r e l i m i n a r e s 3 2.2 - A propagação no e s p e c t r o s o l a r 7 2.3 - Aproximações de d o i s f l u x o s 10 2.3.1 - I s o t r o p i a Hemisférica 14 2.3.2 - aproximação de E d d i n g t o n 14 2.3.3 - Aproximações d e l t a 17 2.4 - Modelo de várias camadas 18

2.5 - Modelo estocástico 18 2.5.1 - O c o n c e i t o estocástico 19

2.5.2 - Interpretação microscópica da l e i de BEER 19 2.5.3 - Camada única 2 0

2.5.4 - Camadas múltiplas 2 1 C A P Í T U L O 3 - APROXIMAÇÃO DE DOIS FLUXOS: SOLUÇÕES E

PARAMETRIZAÇÕES EM CAMADAS HOMOGÊNEA.

3.1 - Solução clássica p a r a uma camada homogênea 25

3.1.1 - A t m o s f e r a não c o n s e r v a t i v a 25 3.1.2 - A t m o s f e r a c o n s e r v a t i v a 2 6

3.2 - Solução com conotação probabilística 27 3.2.1 - P r o b a b i l i d a d e s p a r a incidência de fótons d i f u s o s . . 27

3.2.2 - P r o b a b i l i d a d e s t o t a i s 28

3.3- Parametrizações 32 3.3.1 - Camada l i m p a e seca ( A t m o s f e r a R a y l e i g h ) 32

3.3.2 - Camada coma presença de O 3 (ozônio) 33

3.3.3 - Camada com a presença de aerossóis 35

3.3.4 - Vapor 37 3.3.5 - Nuvens s t r a t i f o r m e s 37

3.3.5.1 - C o b e r t u r a p a r c i a l de nuvens 38 3.3.5.2 - P r o p r i e d a d e s ópticas das nuvens 39 C A P Í T U L O 4 - 0 MODELO PROPOSTO

4.1 - Método de cálculo 43 C A P Í T U L O 5 - APLICAÇÕES DO MODELO

5.1 - Aplicação em uma névoa seca 4 9

5.2 - Aplicação em um cumulus C l 53 5.3 - Aplicação em a t m o s f e r a l i m p a e seca 54

5.4 - Aplicação em a t m o s f e r a l i m p a e seca i n c l u i n d o ozônio...56

5.5 - Inclusão de aerossóis 58 5.6 - Caso com c o b e r t u r t a p a r c i a l de nuvens e s t r a t i f o r m e s . . . . 61

C A P Í T U L O 6 - CONCLUSÕES E SUGESTÕES 69

BIBLIOGRAFIA 71

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C A P Í T U L O 1

INTRODUÇÃO E O B J E T I V O S

A radiação s o l a r é uma f o n t e de e n e r g i a de m u i t a influência nos processos atmosféricos. As variações no balanço de radiação são fundamentais nos processos atmosféricos e t e r r e s t r e s , a l t e r a n d o p o r , exemplo, a t e m p e r a t u r a à superfície, o p e r f i l da t a x a v e r t i c a l de aquecimento e a circulação atmosférica.

A propagação da radiação s o l a r na a t m o s f e r a é c o n s i d e r a d a um fenômeno r e l a t i v a m e n t e complexo, em p a r t i c u l a r quando se pensa na sua possível inclusão em modelos de circulação atmosférica. Neste c o n t e x t o os denominados "métodos de d o i s f l u x o s " surgem como uma a l t e r n a t i v a s i m p l i f i c a d o r a de cálculo

(STEPHENS, 1984) .

CEBALLOS (1986) d e s e n v o l v e u um modelo de d o i s f l u x o s p a r a a radiação s o l a r com p e r s p e c t i v a estocástica, i s t o é, c o n s i d e r a n d o em termos de p r o b a b i l i d a d e s os f l u x o s de radiação p r o d u z i d o s a p a r t i r da incidência de fôtons no t o p o da a t m o s f e r a . Como será d e s c r i t o mais a d i a n t e , um modelo estocástico a p r e s e n t a características s i m p l i f i c a d o r a s i n t e r e s s a n t e s do ponto de v i s t a de cálculo de f l u x o s de irradiâncias.

0 modelo p e r m i t e a introdução de s i s t e m a s descontínuos (como exemplo: campos de n u v e n s ) , além de e v i d e n c i a r as interações e n t r e os d i v e r s o s elementos componentes da a t m o s f e r a . A determinação de p e r f i s v e r t i c a i s de t a x a s de aquecimento ou

r e s f r i a m e n t o , a p a r t i r de situações climáticas p r e v i a m e n t e c o n h e c i d a s , é uma consequência do modelo.

O p r e s e n t e t r a b a l h o tem como o b j e t i v o i m p l e m e n t a r um modelo estocástico de d o i s f l u x o s p a r a uma a t m o s f e r a de 16 camadas, p r o c u r a n d o p r e s e r v a r a s i m p l i c i d a d e e precisão nos cálculos r e f e r e n t e s a e s t i m a t i v a e absorção de radiação em cada

(13)

camada. E n t r e t a n t o , sua aplicação ficará r e s t r i t a ao i n t e r v a l o e s p e c t r a l visível, ou s e j a , aproximadamente \:(0,3-0,7um).

No capítulo 2, comenta-se os c o n c e i t o s básicos e n v o l v i d o s no p r o c e s s o de transferência r a d i a t i v a . No capítulo 3, a p r e s e n t a - s e as soluções p a r a modelos de d o i s f l u x o s e n f a t i z a n d o a solução de CEBALLOS ( 1 9 8 6 ) ; também são f e i t a s as parametrizações necessárias p a r a aplicação do modelo. No capítulo 4, a p r e s e n t a - s e a e s t r u t u r a ' do modelo com base nos c o n c e i t o s do capítulo 2 e nas soluções do capítulo 3.

F i n a l m e n t e , no capítulo 5 são f e i t a s comparações com r e s u l t a d o s de o u t r o s modelo p u b l i c a d o s na l i t e r a t u r a r e c e n t e .

(14)

C A P Í T U L O 2

A P R O X I M A Ç Õ E S D E D O I S F L U X O S , D E F I N I Ç Õ E S , C O N C E I T O S E T E O R I A

2.1 ALGUNS C O N C E I T O S PRELIMINARES

Nesta seção são d e f i n i d a s variáveis e parâmetros que serão u t i l i z a d o s no p r e s e n t e t r a b a l h o . As definições correspondem a grandezas "monocromáticas, e v e n t u a l m e n t e variáveis com o comprimento de onda {X) da radiação s o l a r .

A l e i de BEER-BOUGUER-LAMBERT, à q u a l passaremos a nos r e f e r i r apenas como a " L e i de BEER", descreve a atenuação do f l u x o s o l a r d i r e t o com relação à p r o f u n d i d a d e óptica (T) da a t m o s f e r a ( e s t r a t i f i c a d a v e r t i c a l m e n t e ) , na forma

sâ (t) " so , / .e xP (- T/uo ) (2.1)

onde S ^ ( T ) é o f l u x o monocromático d i r e c i o n a l e S0 í^ ( 0 ) o f l u x o

específico monocromático i n c i d e n t e no t o p o da a t m o s f e r a ; u0 é o

ângulo de incidência d e f i n i d o p o r : u0 = cosZ, onde Z é o ângulo

z e n i t a l do s o l ; x é a p r o f u n d i d a d e óptica d e f i n i d a ao l o n g o de um t r a j e t o v e r t i c a l e n t r e uma a l t i t u d e z e o t o p o da a t m o s f e r a , onde 00 X = J Pe( s ) d s . (2.2) z Nesta equação, Pe = Pa + Ps = c o e f i c i e n t e de extinção.

(15)

Pa = c o e f i c i e n t e de absorção.

Ps = c o e f i c i e n t e de espalhamento ( s c a t t e r i n g ) .

As q u a n t i d a d e s Pa e ps são, g e r a l m e n t e , funções da posição

s, e dependem do comprimento de onda X (LEN03LE, 1985) .

A espessura óptica pode s e r c a l c u l a d a p o r

s s s

x = J pe( s ) d s = J Kpds = J Kdw , (2.3)

0 0 0

onde d e f i n i m o s dw = "caminho óptico" e K = " c o e f i c i e n t e mássico de atenuação", sendo: K = p/p e p = densidade (massa/unid. de v o l u m e ) .

A posição de um ponto Q é d e f i n i d a p o r um v e t o r r ( x , y , z) ; a direção de propagação de radiação é d e f i n i d a p e l o v e t o r unitário Q ( a , P , y ) . A direção Q é c a r a c t e r i z a d a p o r um ângulo Z

(ângulo z e n i t a l ) com o e i x o z, onde u = cosZ, e o ângulo a z i m u t a l <j>; considerar-se-á que se u>0 a radiação é descendente e, se u<0 a radiação é ascendente.

Dois parâmetros i m p o r t a n t e s p a r a d e s c r e v e r características atmosféricas são;

1) aLbedo simples d e f i n i d o p o r :

CO = Ps/Pe (2-4) Quando CO = 1, d i z - s e que a a t m o s f e r a é c o n s e r v a t i v a , e não

c o n s e r v a t i v a quando C0<1.

2) função de fase P ( r , Q ' , Q ) . E s t a função c a r a c t e r i z a o

espalhamento p o r elementos de volume no p o n t o Q ( r ) , desde uma direção Q' p a r a o u t r a direção Q. Sua forma n o r m a l i z a d a obedece a relação:

J P ( r , Q ' ,Q)dn=47i. ( 2.5)

4a

Considerando a a t m o s f e r a como o p t i c a m e n t e homogênea, os parâmetros pa , Pe e P não dependem de r . Se P ( r , Q ' , Q ) = l o

(16)

espalhamento é d i t o isotrópico, o que não acontece na a t m o s f e r a r e a l . Usualmente, c o n s i d e r a - s e que a função de f a s e depende apenas do ângulo de dispersão 0(Q',Q) e, p o r t a n t o , a p r e s e n t a s i m e t r i a a x i a l em t o r n o de Q'(direção de incidência). Consequentemente é útil seu d e s e n v o l v i m e n t o conforme a expressão

P(H*) = £ ck?k( u * ) , (2.6)

onde: u * = cos9, cjc são c o e f i c i e n t e s independentes do albedo s i m p l e s (co) , Pk são polinómios de Legendre em u * .

0 fator de assimetria (g) é d e f i n i d o como o cosseno do ângulo de dispersão 9 ponderado com a função de fase, podendo ser a v a l i a d o p e l a expressão

1 +1

g = - Í P ( u , u ' ) u c , u = <cos9> (2.7)

2 J

onde: u = cos9. Note-se que para uma função de fase pouco assimétrica g << 1 .

A fração de retroespa7harnento ( " b a c k s c a t t e r e d f r a c t i o n " ) , b( u ' ) . Este parâmetro corresponde à p r o b a b i l i d a d e de que a p a r t i r de uma direção Q1 ( u ' >0, <t>') , dado que tenha o c o r r i d o um

espalhamento, a direção f i n a l Q(u<0,<))) se e n c o n t r e no hemisfério s u p e r i o r . A fração de r e t r o e s p a l h a m e n t o é a v a l i a d a p o r

b ( Q ' ) = — f p ( Q \ Q ) d Q = b ( n ' ) . (2.8 ) 471 J

271

Por construção a função b(Q') depende apenas de u1 e não de (j>,

podendo s e r e s c r i t a na forma 1 r

-b ( n ' ) = - J P ( H , H ' ) d n (2.9)

2 0

onde, conforme CEBALLOS (1988)

P( , u , M ' ) = £ cnPn( u ) Pn( ^ ' ) (2.10)

(17)

sendo P a média a z i m u t a l de P(Q',Q), e os Pn polinómios de

Legendre de g r a u n.

L ^ ( r , Q ) = radlâncla espectral no p o n t o d e f i n i d o p e l o v e t o r r com propagação de radiação na direção Q, é o f l u x o p o r unidade de comprimento de onda, p o r unidade de ângulo sólido e p o r u i n i d a d e de área normal a Q.

J ^ ( r , Q ) = função fonte espectral, d e f i n i d a p o r :

onde Q' se r e f e r e à direção de incidência e Q à direção de dispersão. E s t a função r e p r e s e n t a a contribuição do campo de radiação t r a n s f e r i n d o e n e r g i a de todas as direções ( f iv) p a r a a

direção Q. E s t a forma da função f o n t e não i n c l u i o caso de existência de emissão de radiação, e p o r t a n t o é adequada p a r a o e s p e c t r o s o l a r .

As grandezas L^, J^, ^ o , X e a s irradiâncias a v a l i a d a s

n e s t e t r a b a l h o são d e n s i d a d e s e s p e c t r a i s ( r e f e r e m - s e a f l u x o s p o r unidade de comprimentos de o n d a ) . Visando s i m p l i f i c a r expressões matemáticas, no que segue o índice X será o m i t i d o nas grandezas ~L\, J\ e M^. Todavia, e l e continuará a ser u t i l i z a d o e x p l i c i t a m e n t e para as variáveis S0/^ e S^.

D e f i n i m o s p o r ML( r ) , a irradlância líquida no p o n t o Q ( r )

no e i x o v e r t i c a l , sendo:

onde: M' ( r ) e M ( r ) são as irradiâncias ( d i f u s a s ) descendente e ascendente r e s p e c t i v a m e n t e , numa a t m o s f e r a e s t r a t i f i c a d a v e r t i c a l m e n t e .

A irradlância global Mg(x) que chega na base da a t m o s f e r a compreende uma p a r t e d i f u s a M+d f ( x ) e o u t r a d i r e t a M+d r ( ^ ) = VOSxM.

A refletância "R" de uma superfície é d e f i n i d a como a t a x a e n t r e a irradiância r e f l e t i d a M~ (x) e a i n c i d e n t e M+( x ) ou s e j a ;

o

(2.11)

(18)

R = M (X) M+( x ) No t o p o da a t m o s f e r a tem-se: [ 2 . 1 3 : M (0) Rp = — , (2.14) H 0s0 , X onde Sc,;v é o f l u x o monocromático i n c i d e n t e no t o p o da a t m o s f e r a . A transmitância da a t m o s f e r a " T ( f i0) " é d e f i n i d a p o r : , , M g ( X ) T(Mo)=—7 = Td f + Td r (2.15) M+( T )

onde Tdf = é a transmitância d i f u s a e Td r = exp(-x / (ic) é

a transmitância d i r e t a .

2.2 - A PROPAGAÇÃO D E RADIAÇÃO NO E S P E C T R O S O L A R

A propagação da radiação s o l a r monocromática na a t m o s f e r a é d e s c r i t a p e l a equação de SCHWARZSCHILD (LIOU,1980), c u j a e s t r u t u r a matemática é b a s t a n t e complexa. E s t a equação p e r m i t e d e s c r e v e r d e t a l h a d a m e n t e a distribuição e s p a c i a l da absorção e do espalhamento de radiância, e n t r e t a n t o , p a r a v a r i a d o s f i n s é s u f i c i e n t e o conhecimento da irradiância ( f l u x o p o r u n i d a d e de área). No caso de uma a t m o s f e r a e s t r a t i f i c a d a , a equação de SCHWARZSCHILD pode s e r r e d u z i d a a aproximações de d o i s f l u x o s ( v e j a seção 2 . 4 ) , as q u a i s descrevem a transferência de um f l u x o ascendente e de o u t r o descendente.

CHANDRASEKHAR (1950) f o r m a l i z o u a equação de SCHWARZSCHILD na s e g u i n t e forma

(19)

ÔL

= - L + J (2.16) ÕXQ

sendo J a função f o n t e d e f i n i d a na e q . ( 2 . 1 1 ) , e xQ e x p r e s s a a

espessura óptica na direção Q.

Considerando uma a t m o s f e r a e s t r a t i f i c a d a , a eq.(2.16) pode s e r e s c r i t a na forma (LENOBLE,1985)

li V. = -L(t,Q) + J(t,Q). (2.17)

ox

A radiância pode s e r separada numa componente d i r e t a ( L ^r)

e o u t r a d i f u s a ( L ^ f ) . A radiância d i r e t a propaga-se na direção Q0, atenuando-se segundo a l e i de Beer:

L d r ( T , « ) = L ( 0 , Q0) exp (-T/UC) ,

L ( 0 , o0) = s0;ô(no, n),

com 5 = função d e l t a de D i r a c . I n t r o d u z i n d o - s e e s t a definição na E q . ( 2 . 1 7 ) , obtem-se uma equação de propagação p a r a Ldf com a

função f o n t e J ^ f d e f i n i d a t a l que

^cL(t,Q) = _L ^ + co_ JL d f ( T 5 n )p( T 5 Q.j Q ) d Q + ^ .s x e x p (_ L ) p( T, Q0, Q)

471 . 471

Un

(2.18)

cx

4TC

471

MO

onde Uo = cosZ, Z é o ângulo z e n i t a l dos r a i o s s o l a r e s d i r e t o s (CEBALLOS 198 6 ) .

A solução da Eq.(2.18) pode s e r o b t i d a decompondo-a em d o i s f l u x o s de radiância L+ e L , os q u a i s e s p e c i f i c a m a

radiância monocromática p a r a u>0 (descendente) e u<0 (ascendente) r e s p e c t i v a m e n t e , com as s e g u i n t e s condições de c o n t o r n o :

1) L+(0,Q) = 0, (2.19a) que c o r r e s p o n d e a ausência de radiação d i f u s a i n c i d e n t e no t o p o

(20)

2) J u I / ( T5, f i ) d Q = J rsuL+(xs, Q ) d Q

-2x +2x

(2.19b)

que corresponde a radiação r e f l e t i d a p e l o s o l o , sendo r s a

refletância do mesmo e Ts a p r o f u n d i d a d e óptica da a t m o s f e r a . Se

f o r c o n s i d e r a d a a t e r r a como um corpo negro ( rs= 0 ) tem-se:

1) L+( 0 , n ) = 0, (2.20a)

2) L~ (T/fl) = 0, (2.20b)

A a t m o s f e r a do t i p o RAYLEIGK ( a r " l i m p o e seco") t e m s i d o b a s t a n t e estudada cem relação às p r o p r i e d a d e s de transmitância e reflexão. CHANDRASEKHAR (1950) d e s e n v o l v e u uma solução g e r a l e x a t a da Eq.(2.18) p a r a o caso de uma a t m o s f e r a e s t r a t i f i c a d a . P o s t e r i o r m e n t e DEIRMENDJIAN & ZEKERA (1954) a p l i c a r a m essa solução a uma a t m o s f e r a RAYLEIGH, p a r a d e t e r m i n a r a irradiância s o l a r g l o b a l à superfície como função da espessura óptica, do ângulo z e n i t a l e do comprimento de onda. COULSON (1959) u t i l i z o u - s e das mesmas soluções p a r a e s t i m a r refletância planetária. LACIS & HANSEN (1974) u t i l i z a r a m métodos " e x a t o s " p a r a r e s o l v e r a equação de transferência em a t m o s f e r a s modelos, i n t e r p o l a n d o os r e s u l t a d o s com fórmulas s i m p l i f i c a d a s . Para a v a l i a r d i v e r s o s parâmetros ( p o r exemplo; refletância planetária, absorção p o r v a p o r d1água, e t c . )

A. propagação da radiação s o l a r em a t m o s f e r a s com p e r f i s mais complicados ( i n c l u i n d o e f e i t o s de aerossóis e gases atmosféricos) tem s i d o estudada p o r vários p e s q u i s a d o r e s , gerando numerosos métodos de solução da E q . ( 2 . 1 8 ) .

A atenção do p r e s e n t e t r a b a l h o está v o l t a d a aos denominados "métodos de d o i s f l u x o s " , que reduzem a Eq.(2.18) a um p a r de irradiâncias (ascendente e descendente, r e s p e c t i v a m e n t e ) , t e n d o e v i d e n c i a d o s i m p l i c i d a d e de cálculo d e n t r o de margens razoáveis de precisão. Na seção s e g u i n t e descreve-se os fundamentos básicos d e s t a s aproximações. Na seção s e g u i n t e d e s c r e v e - s e os fundamentos básicos d e s t a s aproximações.

(21)

2.3 - APROXIMAÇÕES DE DOIS F L U X O S .

As aproximações de d o i s f l u x o s c o n s i s t e m na solução da equação de transferência de radiação p o r integração do campo de radiância em d o i s f l u x o s v e r t i c a i s , c o r r e s p o n d e n t e às irradiâncias no hemisfério s u p e r i o r (Mg = MT + M^r; u>0) e

i n f e r i o r (M ; u < 0 ) , sendo Mg a irradiância g l o b a l , M^r = u

QS^(T) a d i r e t a e Mx as d i f u s a s .

As aproximações de d o i s f l u x o s são a p r e s e n t a d a s em m u i t o s t r a b a l h o s (SHETTLE & WEINMAN,1970; LIOU,1974; MEADOR & WEAVER,1980; STEPHENS,1984; LENOBLE,1985; FILYUSHKIN et al 1994,

e t c ) . Suas soluções impõem algumas condições básicas t a i s como: 1) c o n s i d e r a r a a t m o s f e r a e s t r a t i f i c a d a em camadas h o r i z o n t a i s , com irradiância i n c i d e n t e Mg(0) no t o p o da a t m o s f e r a dada p o r :

onde uo = cosZ.

2) a atenuação de f l u x o específico monocromático obedece a l e i de Beer:

Sx(T)=S0 rx.exp(-T/no) •

3) da radiação atenuada p o r u n i d a d e de volume, r e s u l t a uma fração a b s o r v i d a (1-0)) e o u t r a d i s p e r s a d a co.

A radiância d i f u s a "L" gerada propaga-se com irradiâncias M+ p a r a b a i x o e M p a r a cima, onde:

Mg( 0 ) = u0S0 / X. (2.21)

M

±

(x)=

íuL(u,Q)dQ,

=

27t

nL(t,±n)du (2.22)

(22)

com L = média a z i m u t a l da radiância.

4) As condições de c o n t o r n o no t o p o M+( 0 ) e na base da

a t m o s f e r a M ~ ( Ts) ( F i g . 2.1) são:

M+( 0 ) = 0 , M-(Xg) = rSMG( TS) ( 2.23)

onde Ts é a espessura óptica v e r t i c a l t o t a l da a t m o s f e r a e r s a

refletância do s o l o . 0 s i s t e m a s o l o - a t m o s f e r a a p r e s e n t a uma irradiância r e f l e t i d a p e l a a t m o s f e r a M ~ ( 0 ) , refletância planetária Rp e irradiância a b s o r v i d a p e l o s o l o Mã-DSf t a i s que: M"(0) = ^0S o ARP ( 2-2 4 ) Ma b s = (1 - rs) Mg( ls) . (2.25)

Para uma a t m o s f e r a c o n s e r v a t i v a a relação e n t r e o f l u x o t o t a l i n c i d e n t e no t o p o da a t m o s f e r a S^(0) e as frações a b s o r v i d a s , é:

Sx(0) = M-(0) + MABS (2.26)

A solução g e r a l p a r a o método de d o i s f l u x o s a p r e s e n t a - s e na s e g u i n t e forma (CEBALLOS, 1 9 8 6 ) ;

fi^--I!=Sfi±airw+^lrw+-ll(tK1^i) (2.27a)

d l +

dM-(x) Cûb+ [ l - C O ( l - b - ) ] (2.27b)

(23)

onde b0 = b ( u0) , e

Í^L(T,±n)dn |b(n)L(x,±n)dn

= \ , b*(x)«-2-r

jL(T,±Ji)d^ JL(T,±^

o o (2.28)

Nestas expressões, p. e b são o cosseno médio (hemisférico) de orientação de r a i o s s o l a r e s e fração de r e t r o e s p a l h a m e n t o média, n e s t a ordem, ponderados com a distribuição a n g u l a r das radiâncias d i f u s a s . Fazendo:

[ l - c o ( l - b+) ] cob+ còb+ [ l - c o ( l - b ) ]

OCll — A 0 t l 2_ A ' C X 2 1- A r OC22 _ A _ f (2.2 9)

pode-se e s c r e v e r as equações (2.27) na forma:

d M+ ( t ) = dx ( t ) = dx ' « l i « 1 2 - « 2 1 « 2 2 M M" (x) + © Sx( x 1 - b0 - b0 (2.30) A A

Assim como as irradiâncias M- os parâmetros b+, \x+, b0 e co são

funções de x (espessura óptica) .

A fração de r e t r o e s p a l h a m e n t o b ( u ' ) , numa aproximação de p r i m e i r a ordem, tem a forma

b(M') = | ( l - | g ^ ) (2.31)

S u b s t i t u i n d o - s e essa expressão nas E q s . ( 2 . 2 9 ) , pode-se r e p r e s e n t a r os c o e f i c i e n t e s a-j_j segundo aproximações de p r i m e i r a ordem

(24)

a (D CO J A . CO J A (D I [ 1 ~ 2 ^ " (X 1 2 d) a „ = A (D a 2 2 = c oM 3 * 2 [ 1 + 2 § ^ " (2.32)

A Eq.(2.30) é a expressão g e r a l do método de d o i s f l u x o s , e deve f o r n e c e r uma solução e x a t a para a equação de transferência de irradiância. A solução depende das condições de c o n t o r n o (2.23) e de conhecer exatamente a variação dos c o e f i c i e n t e s o t i j com x, o que não é possível (desde que

L ( x , u ) não é conhecida a p r i o r i ) , de forma que os parâmetros A+ A+

b-, u ~ e os c o e f i c i e n t e s ctíj são p a r a m e t r i z a d o s e g e r a l m e n t e

supõe-se que sejam c o n s t a n t e s . Com a introdução das expressões (2.32) a solução do s i s t e m a (2.30) é apenas uma aproximação das irradiâncias r e a i s .

MEADOR & WEAVER ( 1 9 8 0 ) , STEPHENS (1984), LENOBLE ( 1 9 8 5 ) , KING & HARSHVARDHAN (1986) e FILYUSHKIN e t alii (1994) comentam uma e x t e n s a l i s t a de aproximações de d o i s f l u x o s .

A aplicação p a r a várias camadas f o i u t i l i z a d a p o r d i v e r s o s a u t o r e s . E n t r e t a n t o , LIOU (1980) a f i r m a que e s t e método pode i n d u z i r e r r o s apreciáveis, quando a p l i c a d o a m u i t a s camadas atmosféricas com pequena e s p e s s u r a óptica.

A s e g u i r comenta-se os modelos denominados de " i s o t r o p i a hemisférica" (SS) e " E d d i n g t o n " (EDD) . O p r i m e i r o é o mais s i m p l e s , e o segundo é o de m e l h o r aproximação segundo comparações f e i t a s p o r LENOBLE (1985) .

KING & HARSHVARDHAN (1986) comparando o desempenho de d i v e r s o s modelos em situações específicas, apontam um ótimo comportamento dos modelos SS e EDD. O modelo SS produz ótimos r e s u l t a d o s p a r a espessuras ópticas pequenas, sendo p o r t a n t o , uma boa e s c o l h a p a r a o p r e s e n t e t r a b a l h o já que a a t m o s f e r a será

(25)

d i v i d i d a em 16 camadas. No e n t a n t o , no t r a t a m e n t o de camadas com nuvens poderá s e r usado o modelo EDD.

2.3.1 - ISOTROPIA HEMISFÉRICA (MODELO S S ) .

A versão mais s i m p l e s das aproximações de d o i s f l u x o s , segundo NEIBURGER (1948) e WISCOMBE e t aJ (1976), é a adotada p o r SCHUSTER e SCHWARZSCHILD em 1905-1906 ( a q u i denominada de

"SS") p a r a aplicação em a t m o s f e r a s e s t e l a r e s .

O modelo supõe que as radiâncias ascendente e descendente são, cada uma, isotrópicas p o r hemisfério e função da p r o f u n d i d a d e óptica. A função de f a s e também é c o n s i d e r a d a isotrópica com P(u,u') = 1 . Nesse caso, a fração de r e t r o e s p a l h a m e n t o r e s u l t a b ( u ) = 1/2 p a r a t o d o u . Este r e s u l t a d o também aparece n a t u r a l m e n t e numa a t m o s f e r a R a y l e i g h , apesar da função de f a s e não s e r isotrópica. No caso g e r a l , a hipótese de i s o t r o p i a hemisférica i m p l i c a em o b t e r b * como s i m p l e s média de b( u ) no i n t e r v a l o ; u : ( 0 , l ) , de forma que

l - c o ( l - b ) cob

a,, = a „ — , a,, = a,, = -rr~. (2.33) II ZZ ^ ^

Para um f l u x o isotrópico 1/2, e o modelo SS t o r n a - s e idêntico ao a p r e s e n t a d o p o r COAKLEY e t al (1975) .

2.3.2 - A APROXIMAÇÃO D E EDDINGTON (MODELO EDD)

A hipótese de E d d i n g t o n c o n s i s t e em supor gue as radiâncias d i f u s a s L- são funções l o c a i s l i n e a r e s em relação ao cosseno do ângulo z e n i t a l . Os c o e f i c i e n t e s a ^ j são

(26)

e v e n t u a l m e n t e função das p r o p r i e d a d e s ópticas da camada atmosférica.

Conforme SHETTLE & WEINMAN (1970) a aproximação EDD é s i m i l a r ao método de d o i s f l u x o s . E l e s supõem s i m e t r i a a x i a l da radiância d i f u s a ma forma

L ( T, u ) = LQ( T ) + L1( T ) p , (2.34)

enquanto a função de f a s e expandida em série de polinómios de Legendre pode s e r aproximada p e l a expressão:

P(9) = 1 + 3 g c o s ( 9 ) , (2.35)

onde cos9 = u u * + (1 - u2)1/2( l - n'2) 1 / 2c o s (9-9') , 9 é o ângulo

e n t r e o r a i o de incidência e o de espalhamento de radiância ( L ) . Da integração da Eq.(2.34) r e s u l t a m as aproximações

3 , (2.36) de onde tem-se

27iL0=M++3VT; (2.37)

4T Ç L1= 3 ( M+- M - ) . (2.38)

Conforme SHETTLE & WEINMAN (1970) a introdução da Eq.(2.34) na equação de transferência a c a r r e t a no s e g u i n t e s i s t e m a de equações:

^ = - 3 ( 1 - co)L0 + - © SX( T ) ( 2 -3 9 a>

(27)

= - ( 1 - o g J L j + - c o o ucSÀ( x ) d l 4 (2.39b) A p l i c a n d o em (2.39) as Sqs.(2.37) e ( 2 . 3 8 ) , obtem-se — = - [ 2 - c o ( l + - o ) ] M+ + [ - - + c o ( l - - g ) ] M ( i + - ÇJOQ) (2.40a) dr 4 4 4 4 2 2 dM" 1 3 + 7 3 eoS(x) 3 = - [ - - © d - - g)]M+ + [- - co(l + - g)]M — ( l - - q U o ) (2.40b) dx 4 4 4 4 2 2

CEBALLOS (1988) m o s t r a que as Eqs.(2.40) c o n s t i t u e m uma aproximação da expressão _d dt W M" "«li «12 «21 «22 M" + coS^(x) l - b 0 + 4TT Tf (2.41)

onde M± e b0 são v a l o r e s e x a t o s da irradiância e da fração de

r e t r o e s p a l h a m e n t o b ( u0) , e os r|- são termos de correção. Para

uma aproximação de p r i m e i r a ordem os c o e f i c i e n t e s «ij!)=aij (2F)

do modelo de d o i s f l u x o s nas Eqs.(2.32) e os c o e f i c i e n t e s a,j(EDD) do modelo EDD obedecem a s e g u i n t e relação

a-j_j (EDD) = cc-LJ (2F) - 1/4, se \l=\/2f (2.42)

A aproximação de E d d i n g t o n supõe a hipótesede rj± w 0. A conveniência de se t e r a versão e x a t a de b ( u0) f o i comprovada

p o r MEADOR & WEAVER ( 1 9 8 0 ) . Nas Eqs.(2.40) r e g i s t r a - s e apenas a aproximação de p r i m e i r a ordem.

(28)

2.3.3 - APROXIMAÇÕES DELTA.

A propagação de radiação numa a t m o s f e r a r e a l e em nuvens i n t r o d u z d i f i c u l d a d e s de cálculos nos métodos de d o i s f l u x o s , d e v i d o ao f a t o dos aerossóis e gotículas d'água a p r e s e n t a r e m funções de f a s e a l t a m e n t e assimétricas, enquanto os métodos de d o i s f l u x o s supõem que os d e s v i o s da i s o t r o p i a sejam pequenos. Para f a t o r e s de a s s i m e t r i a e l e v a d o s , a aproximação de p r i m e i r a ordem para a j _ j d e i x a de s e r adequada.

POTTER (1970) u t i l i z o u a "aproximação d e l t a " na parametrização da função de f a s e , p r o c u r a n d o m i n i m i z a r as d i f i c u l d a d e s p r o d u z i d a s p e l o p i c o a n t e r i o r ( " f o r w a r d " ) da r e f e r i d a função m e d i a n t e a eliminação desse p i c o . O critério de POTTER c o n s i s t e em t r a t a r o espalhamento no i n t e r i o r do p i c o a n t e r i o r separadamente, de forma que a função de f a s e a d m i t e uma componente d e l t a de DIRAC (JOSEPH e t al, 1976; SCHALLER, 1979) na forma:

P( u ' , u ) * 2 f Ô ( u - u ' ) + ( l - f ) P ' ( u ' , u ) , (2.43)

onde ô ( u - u ' ) é a função d e l t a de D i r a c , f é a fração de radiação espalhada no i n t e r i o r do p i c o " f o r w a r d " e P '( u , u ' ) é a função de f a s e descrevendo a distribuição de radiação espalhada após remoção do p i c o " f o r w a r d " (SCHALLER,197 9 ) . Numa aproximação de p r i m e i r a ordem para a função de f a s e P' ( u ' , u ) remanescente d e f i n i d a p e l a Eq.(2.10) tem-se

P' ((!' , u ) = l + 3 g ' u u ' (2.44) onde 3g' c o r r e s p o n d e ao c o e f i c i e n t e de p r i m e i r o g r a u da expansão

de P', sendo g' o " f a t o r de a s s i m e t r i a " . JOSEPH e t al (1976) u t i l i z a n d o as aproximações (2.43) e de E d d i n g t o n p a r a a função de f a s e de HENYEY-GREENSTEIN o b t e v e o peso f = g2 p a r a a função

d e l t a .

Conforme CEBALLOS (1986) a utilização de aproximações-ô é e q u i v a l e n t e a i n t r o d u z i r uma mudança de e s c a l a na p r o f u n d i d a d e óptica, no f a t o r de a s s i m e t r i a e no albedo s i m p l e s , c o n s e r v a n d o

(29)

-se a mesma e s t r u t u r a do modelo e s c o l h i d o , s e j a e l e a equação o r i g i n a l de SCHWARZSCHILD ou uma aproximação de d o i s f l u x o s . Uma vez a p l i c a d a a mudança de e s c a l a , pode-se então e s c o l h e r uma aproximação de d o i s f l u x o s , p o r exemplo SS ou EDD. O r e s u l t a d o é uma aproximação ô-SS ou ô-EDD

Os novos v a l o r e s de T, CO, g são e g u i v a l e n t e s a " v a l o r e s e f e t i v o s " e c a l c u l a d o s como segue; T 1 s CO' (1 - COf)T d - f ) a 1 - cof g - f í - f ;2.45a) [2.45b) [2.45c;

2.4 - MODELO DE VÁRIAS CAMADAS

O modelo de d o i s f l u x o s ( 2 F ) pode s e r a p l i c a d o em uma a t m o s f e r a s u b d i v i d i d a em N camadas homogêneas. Para t a n t o f o r m a -se um s i s t e m a de 2 N equações onde as condições de c o n t o r n o em uma i n t e r f a c e " i " ( i = 1 , 2 , 3 , . . . , n - 1 ) de duas camadas a d j a c e n t e s são: M + i d j . ) = M+Í+1( T Í ) , M - i d i ) - M -i+1( T i ) . A solução

p a r a várias camadas é d e s c r i t a em S H E T T L E & WEINMAN ( 1 9 7 0 ) e ZDUNKOWSKI ( 1 9 8 0 ) .

2.5 - MODELO ESTOCÁSTICO

Os modelos u t i l i z a d o s p a r a c a l c u l a r a propagação da radiação na a t m o s f e r a envolvem um número considerável de cálculos, dosados de uma c e r t a complexidade, p o r i s s o m u i t o s esforços tem s i d o f e i t o s em busca de um método s i m p l i f i c a d o e ao mesmo tempo confiável.

(30)

CEBALLOS (1S86) a p r e s e n t o u um modelo estocástico de propagação de radiação s o l a r , no q u a l a a t m o s f e r a é d i v i d i d a em várias camadas. 0 modelo além de a p r e s e n t a r r e s u l t a d o s p r e c i s o s , a p r e s e n t a um método de resolução mais s i m p l e s que o u t r o s modelos usados para o mesmo f i m . N e l e , o p a s s e i o aleatório de um fóton d i f u s o que i n g r e s s a no t o p o da camada da a t m o s f e r a , t e r m i n a com sua absorção no s o l o , ou no céu após s e r r e f l e t i d o p e l a a t m o s f e r a , ou na própria a t m o s f e r a . 0 p r o c e s s o de transmissão tem as mesmas características de uma c a d e i a de Markov de p r i m e i r a ordem o que p o s s i b i l i t a o d e s e n v o l v i m e n t o de um modelo estocástico.

2.5.1 - O C O N C E I T O ESTOCÁSTICO

Conforme CEBALLOS (1S88), os parâmetros de transmissão e reflexão admitem uma interpretação probabilística. Por exemplo: p a r a um fóton d i r e t o que i n g r e s s a no t o p o da a t m o s f e r a , Rd r é a

p r o b a b i l i d a d e de s e r r e f l e t i d o , Td r é a p r o b a b i l i d a d e de s e r

t r a n s m i t i d o e A ^ r a de s e r a b s o r v i d o . Da mesma forma a refletância do s o l o ( rs) , pode s e r i n t e r p r e t a d a como sendo a

p r o b a b i l i d a d e de um fóton i n c i d e n t e na camada atmosférica e n c o n t r a r - s e com a superfície e r e t o r n a r em s e n t i d o contrário, assim como 1 - r s é a p r o b a b i l i d a d e de absorção no i m p a c t o com o

s o l o .

2.5.2 - INTERPRETAÇÃO MICROSCÓPICA DA LEI D E B E E R .

Uma interpretação microscópica da l e i de BEER pode s e r a n a l i s a d a conforme a F i g . ( 2 . 2 ) (CEBALLOS,1986).

Um fóton que i n c i d e no t o p o da camada atmosférica (x = 0) , com inclinação Z j , ao i n i c i a r o seu p a s s e i o nessa camada poderá: a) i n t e r a g i r várias vezes sempre mudando de direção a cada interação, até a t i n g i r o s o l o , s e r r e f l e t i d o p e l a

(31)

superfície e, em s e g u i d a , s e r a b s o r v i d o p e l a a t m o s f e r a ( F i g . 2 . 2 a ) . b) i n t e r a g i r na camada atmosférica e v o l t a r p a r a o espaço ( F i g . 2 . 2 b ) , e c) após i n t e r a g i r várias vezes no i n t e r i o r da camada atmosférica, s e r a b s o r v i d o p e l o s o l o ( F i g . 2 . 2 c ) . Para um fóton i n c i d e n t e no t o p o da camada, com inclinação Z j , que i n t e r a g e N vezes em N pontos d i s t i n t o s distribuídos v e r t i c a l m e n t e , c u j a espessura óptica c o r r e s p o n d e n t e a cada p o n t o em relação ao t o p o é r e s p e c t i v a m e n t e x0, x \ X2, • • • 'Tn , a o

a t i n g i r a base da camada a transmissão T é dada p o r :

T = e x p [ - xs/ c o s Z ] (2.46)

onde; Ts = U i - x0) + U 2_ T1 ) + • • •+ (Tn_ Tn - l ) ® a espessura óptica

t o t a l da a t m o s f e r a .

A p r o b a b i l i d a d e de um fóton i n t e r a g i r no nível x' desde gue tenha i n t e r a g i d o em x é:

P [ v ( x ) / v ( x ' ) ] = e x p [ - ( x - x ' ) ] ,

onde: v ( x ) é o evento "sobrevivência até o nível x". Do p o n t o de v i s t a probabilístico o deslocamento do fóton pode s e r v i s t o como um p r o c e s s o estocástico semelhante a uma c a d e i a de MARKOV de p r i m e i r a ordem (CEBALLOS 1986) .

Os e s t a d o s transitórios r e f e r e n t e s ao deslocamento do fóton no i n t e r i o r da camada atmosférica são de menor importância. I n t e r e s s a n t e p a r a nós é o e s t a d o f i n a l c o r r e s p o n d e n t e a absorção do fóton gue pode s e r no céu, no s o l o ou na a t m o s f e r a .

2.5.3 - CAMADA ÚNICA

A i d e i a básica p a r a d e s c r e v e r a propagação de fótons através de uma camada atmosférica, está i l u s t r a d a na F i g . 2.3

(esquema de propagação de fótons d i r e t o s ) . O f l u x o de radiação d i r e t a que i n c i d e no t o p o é p r o p o r c i o n a l ao número de fótons

(32)

(Ng) c o r r e s p o n d e n t e ao f l u x o com inclinação Z j (ângulo z e n i t a l ) . As frações A ^ r , ^ d r ' T d r , correspondem r e s p e c t i v a m e n t e , a absortância, refletância e transmitância de radiação d i r e t a , p e l a camada. Enquanto A ^ f , R<jif/ T ^ f correspondem a f l u x o s de radiação d i f u s a . A transmitância g l o b a l que a t i n g e a base da camada após i n c i d i r de forma d i r e t a no t o p o é: Tg = T d f ( d r ) + Tdr (sendo, T d f ( d r ) = transmitância d i f u s a da d i r e t a após interação no i n t e r i o r da camada). No caso de incidência de radiação d i f u s a , processa-se de forma semelhante onde Tg =

Td f ( d r ) - E m c a^ a caso os v a l o r e s adequados podem s e r a v a l i a d o s

mediante resolução de um s i s t e m a de duas equações d i f e r e n c i a i s l i n e a r e s , como as equações ( 2 . 3 0 ) , a p r o p r i a d a s p a r a aproximação de d o i s f l u x o s .

2.5.4 - CAMADAS MÚLTIPLAS

No caso de propagação em uma a t m o s f e r a d i v i d i d a em várias camadas, o método de d o i s f l u x o s f o r n e c e condições p a r a c a l c u l a r as p r o b a b i l i d a d e s de transmissão e n t r e estados transitórios e a b s o r v e n t e s de cada camada. O p r o c e s s o se d e s e n v o l v e segundo uma c a d e i a de Markov de p r i m e i r a ordem e n t r e estados transitórios e a b s o r v e n t e s , desde que e s t e j a m d e f i n i d o s de forma adequada. Pode-se t e r d o i s t i p o s de p r o b a b i l i d a d e : 1) p r o b a b i l i d a d e de e s t a d o i n i c i a l p a r a um fóton d i f u s o , gerado p e l a interação de um fóton d i r e t o com a a t m o s f e r a ; 2) p r o b a b i l i d a d e de transição p a r a fótons d i f u s o s . A F i g . ( 2 . 4 ) i l u s t r a a propagação de radiação d i f u s a em uma a t m o s f e r a com 16 camadas.

Na F i g . ( 2 . 4 ) a e s t r u t u r a de transição está i n d i c a d a na camada 2; as demais têm a mesma configuração. As transições e n t r e d o i s níveis I-»J de e s t a d o s de fótons d i f u s o s têm p r o b a b i l i d a d e s T, R, A, conforme s e j a o caso, adequadas p a r a cada camada. Os estados de 1 a 18 são a b s o r v e n t e s ; sendo os de números ímpares descendentes e os de números p a r e s a s c e n d e n t e s . O e s t a d o i n i c i a l de número 49 é um e s t a d o e s p e c i a l ; e l e recebe

(33)

radiação d i f u s a do e s t a d o 47, e se l i m i t a a t r a n s m i t i - l a ao s o l o ( p r o b a b i l i d a d e l - rs) ou a r e f l e t i - l a ao estado 50 ( p r o b a b i l i d a d e

rs) , onde r s é a refletância do s o l o .

Com base num c o n j u n t o a p r o p r i a d o de c o e f i c i e n t e s T, R, A p a r a cada camada, d e t e r m i n a - s e uma m a t r i z Q de p r o b a b i l i d a d e s de transição de p r i m e i r a ordem.

D e f i n i m o s um v e t o r i n i c i a l de p r o b a b i l i d a d e P 0 , i n d i c a n d o o c o n j u n t o de p r o b a b i l i d a d e s para presença de um fóton d i f u s o no s i s t e m a a p a r t i r de um fóton d i r e t o . I n i c i a - s e então um p a s s e i o aleatório d e s c r i t o p e l a relação:

pn = P0Q°° - ^ p ^ = n = P0Q ° ° . ( 2 -4 7>

O v e t o r n descreve as p r o b a b i l i d a d e s de e s t a d o f i n a l ( n e c e s s a r i a m e n t e a b s o r v e n t e ) p a r a o fóton d i f u s o i n i c i a l . No caso do modelo de 16 camadas, os estados a b s o r v e n t e s são 18, os q u a i s recebem fótons transitórios de 16 estados ascendentes e 16 estados descendentes.

CEBALLOS ( 1 9 8 9 ) , o b s e r v a que as m a t r i z e s Q e Q ° ° podem ser r e p r e s e n t a d a s na forma ( v e r também FERNANDEZ ( 1 9 8 4 ) , pg. 118) : I o " i o Q = u V , Q"= w o (2.48) onde W = ( I - V ) - ' U . As Eqs. (2.47) e (2.48) p e r m i t e m a v a l i a r o v e t o r LI em função de u = cosZ.

(34)

SX ( 0) =flQ S q / J r - 0 M +( 0 ) = 0 A T M O S F E R A r = T, M " ( rs) - rs M + ( rs) + rSS ? J >s) S O L O

Fig. 2.1: Condições de contorno numa camada

atmosférica homogênea.

?

\ / > o

V—

x = ° 1\ (a)

Fig. 2.2: Possiveis trajetóris de uin fóton ao

ingressar no topo da atmosfera

(35)

CÉU

Fig. 2.3: Propagação de radiação direta incidente no topo

da camada atmosférica e de radiação difusa

incidente em uma camada.

CÉU

0

_ camada-1

(?)

V J \ f 2 2 í | v A R A ^ ~ ~ R 19 T 1 21 camada-15 50

0

camada-16 47

© ®

-SOLO

©

Fig. 2.4: Estados transitórios e absorventes de

propagação de radiação numa atmosfera

dividida em 16

(36)

C A P Í T U L O 3

APROXIMAÇÕES DE DOIS F L U X O S : SOLUÇÕES E PARAMETRIZAÇÕES EM CAMADAS HOMOGÊNEAS

3.1 - SOLUÇÃO CLÁSSICA PARA UMA CAMADA HOMOGÊNEA

3.1.1 - ATMOSFERA NÃO CONSERVATIVA.

Neste caso os c o e f i c i e n t e s a ^ j no sistema (2.27) são d i s t i n t o s . A solução g e r a l do s i s t e m a pode s e r a p r e s e n t a d a na s e g u i n t e forma

M+( x ) - Ci e K T + C2e "K T - y1(x) (3.1)

M

-

ix)

=

Cl

^H

e

^

+ C 2

^ l l l

e

- ^ .

y 2 ( x ), ( 3. 2 )

(X2 ot2

onde K = ( a1 2- a2 2)1 / 2 são os a u t o v a l o r e s da m a t r i z dos

c o e f i c i e n t e s a j _ j . As soluções p a r t i c u l a r e s y-±r 72 s ã o t\ Q S o1a o { l - b0+ , u o [ a1( l - b0) + a2b0] } YI(T) = 77= e x p ( - t / u0) (3.3a) 1-Ho k , v G ) S0^ { - b0+ n o t a d o + a2( l - b0) ] } Y2( T ) = 575 e x p ( - t / ^0) (3.3b) 1-Ho k Os c o e f i c i e n t e s Cj_, a p l i c a n d o as condições de c o n t o r n o (2.23) nas eqs. ( 3 . 1 e 3 . 2 ) , são a v a l i a d o s como segue:

a2[ rsM „ + Y2 e x p ( - m0x ) ] - Y 1 ( a ! - k ) e x p ( - k x )

Q _ i 2 (3.4a)

(37)

- a 2 [ rsMg + y2e x p ( - m0x ) ] + y1( a1 +k)exp(kx) ^

( a i + k ) e x p ( k T ) - ( a ! - k ) e x p ( - k x )

Observe-se que os termos r e p r e s e n t a d o s p o r M*(x), até agora, r e f e r e m - s e à irradiância a b s o l u t a . No que segue d e f i n e - s e vj/-(x) = M-(x) /u0S0,?c como irradiância r e l a t i v a à irradiância no t o p o .

Desse modo, u t i l i z a n d o a solução acima d e t e r m i n a - s e a Rp (refletância planetária), a ^ e f g (irradiância líquida e g l o b a l , r e s p e c t i v a m e n t e , na superfície), onde:

Rp = i|/-(0) = M - ( 0 ) / ucS0 í À ( 3. 5 )

vj/(x)L = 1 - Rp (3.6)

M»g(t) = M/+(x) + e x p ( - x / u0) = v | / ( T )L/ ( l - rs) (3.7)

sendo \y+ (x) = irradiância d i f u s a e exp(-x/uQ) a d i r e t a que a t i n g e m a superfície, sendo ambas r e l a t i v a s à irradiância no t o p o .

A solução a p r e s e n t a d a n e s t a seção pode s e r a p l i c a d a a uma a t m o s f e r a d i v i d i d a em N camadas. Para t a n t o formam-se 2N equações onde as condições de c o n t o r n o

V|/+(Xi) = d i + i - T i ) ,

nas i n t e r f a c e s das camadas p e r m i t e m d e t e r m i n a r os 2N c o e f i c i e n t e s C i do s i s t e m a de N f l u x o s (SHETTLE & WEINMAN, 1970; SCHMETZ,1984). V i d e p o r exemplo ZDUNKOWSKI e t a l ( 1 9 8 0 ) .

3.1.2 - A T M O S F E R A C O N S E R V A T I VA

Para uma a t m o s f e r a c o n s e r v a t i v a (co=l, a]_=(X2) as soluções p a r a Rp e vj/^íx) são:

(38)

1 I V|/L(X) = [1 + ( a u0 - b0) . (1 - exp( )] 1 + a^x Rp - 1 - VL( T ) . (3.8) (3.9)

Considerando apenas as p r o p r i e d a d e s intrínsecas da camada com relação à transmissão T e reflexão R, p a r a a radiação d i f u s a tem-se (CEBALLOS,1988) R = OCi x 1 + O C ] _ X T = 1 - R = 1 + OCT X ;3.io: [ 3 . u :

3.2 - SOLUÇÃO COM CONOTAÇÃO PROBABILÍSTICA

Um o u t r o f o r m a l i s m o de solução p a r a o s i s t e m a (2.27) é o de CEBALLOS ( 1 9 8 9 ) , sendo n a t u r a l m e n t e adequado para a aplicação de um modelo estocástico. E s t a solução pode s e r a p r e s e n t a d a em d o i s a s p e c t o s , um c o n s i d e r a n d o apenas fótons d i f u s o s i n c i d e n t e s no t o p o da camada e o u t r o c o n s i d e r a n d o apenas incidência de fótons d i r e t o s . As p r o b a b i l i d a d e s de reflexão, transmissão e absorção de radiação, d i f u s a ou d i r e t a , i n c i d e n t e no t o p o da camada com espessura óptica x = xs e refletância nula na base, são

d e s c r i t a s a s e g u i r .

3.2.1 PROBABILIDADES PARA INCIDÊNCIA DE FÓTONS D I F U S O S

a) CASO CONSERVATIVO.

Ft /0 ( *s) = — " <3-1 2>

1 + mqxs

(39)

Fa , 0 (xs ) = 1 - Ft( xs) - Fr( xs) = 0. (3.14)

Nestas expressões:

Ft , 0 ' Fr , 0 ' Fa , 0 correspondem às p r o b a b i l i d a d e de

transmissão, reflexão e absorção, r e s p e c t i v a m e n t e , p e l a camada, 1

m = — , sendo u o cosseno médio do ângulo z e n i t a l no modelo M

"2F" .

g = b , é a fração ponderada de r e t r o e s p a l h a m e n t o no modelo "2F" .

xs é a espessura óptica t o t a l da camada.

b) C A S O N Ã O C O N S E R V A T I V O . coqshx _ . . D chx - 1 + 1 - co shx Fa,oCrS) = — — (3.16) W x Ft , 0 ( ^ s ) = 1 " Fr , 0 ( ^ s ) - Fa,0(Ts) (3-17) onde W ( x ) = Dchx + ( l - c o p ) s h x . ( 3 . 1 8 ) x = mDxs, q = b , p + q = 1 .

D = - co)(1 - cop + coq).

c h x e s h x , são o cosseno e o seno hiperbólico, r e s p e c t i v a m e n t e , da variável x

(40)

3.2.2 P R O B A B I L I D A D E S T O T A I S

Nesta seção c o n s i d e r a - s e a irradiância de fótons d i r e t o s , denominando;

- ça = p r o b a b i l i d a d e t o t a l p a r a a absorção. - £r = p r o b a b i l i d a d e t o t a l p a r a a reflexão. - £t = p r o b a b i l i d a d e t o t a l para a transmissão.

As p r o b a b i l i d a d e s ta, tr e £t que serão expressas a s e g u i r correspondem às soluções do método da seção ( 3 . 1 ) , a q u i a r b i t r a r i a m e n t e denominado método clássico.

Se fótons d i r e t o s i n c i d e n t e s no t o p o da camada tornam-se d i f u s o s em algum p o n t o i n t e r i o r da mesma, dando o r i g e m à propagação de radiação d i f u s a , as p r o b a b i l i d a d e s r e l a t i v a s a absorção, reflexão e transmissão de fótons d i f u s o s p r o d u z i d o s na camada, r e p r e s e n t a d a s p o r 9 a , r , t ' podem n e s t a ordem, conforme CEBALLOS (1989), serem c a l c u l a d a s p e l a expressão:

< ? a , r , t , ( * s ) -

J

[ d - h0'>Fa,r)t{X' Ts 5 + b°Fr , r , t( T' Ts ) ] °m0 e x p ( - m0T ) d l

0

(3.19)

onde F + . ( T , T J são p r o b a b i l i d a d e s c o n d i c i o n a i s de tendo-se a , r , t1 ' s' e

p r o d u z i d o um fóton d i f u s o descendente no nível t de uma camada com espessura xs, e l e s e j a a b s o r v i d o( F+ A) , r e f l e t i d o ( F + R ) ou t r a n s m i t i d o ( F++ - ) . F ~ » . ( T , Ts) são as p r o b a b i l i d a d e s p a r a fótons

i n i c i a l m e n t e ascendentes e são d e f i n i d a s de forma s e m e l h a n t e ,

a) C A S O C O N S E R V A T I V O .

Neste caso, a transmitância na base da camada tem a s e g u i n t e forma:

(41)

onde a solução p a r a o 2o membro da eq. ( 3 . 2 0 a ) , c o r r e s p o n d e à

Eq. (3.8) com cc]_ = mq, de modo que (CEBALLOS, 1989) :

1 T Çt(Ts> = : í1 + («Ho - b0) . ( l - exp( )] (3.20b) 1 + m q is H0 Ç r, 0 (Ts ) = l-£t,0<TS>- (3.21) ^ a, 0 (Ts ) = 0 - (3.22) b ) C A S O N Ã O C O N S E R V A T I V O .

Neste caso, a solução e n c o n t r a d a p o r CEBALLOS (1989) p a r a a eq.(3.19) a p r e s e n t a - s e g e n e r i c a m e n t e da s e g u i n t e f o r m a :

<Pa,r,t(Ts) = -(HloLi + mDI^ - L3 ) +

[(mDL]_ + mcL2) s h x + (m0Li + mDI^Jchx - L3] . e x p ( - m0xs

onde p a r a a transmitância tem-se:

(3.23) L i = m0c o [ p0FT # 0( TS yO ) ] 1 - . (3.24a) m D - mg T m f

,

Ft

'

0ÍXs

'

0 ) [P 0(1 "

^

+ b0(Úb ] f» L2 = m0co . — . (3.24b) D mzDz - m0 2 L3 = 0. (3.24c) Para a refletância, tem-se:

1

L i = moC 0 [ poFr 0 ( T S 0) + b0]—z-z - . (3.25a)

mzDz - ZIQ

m0G>{po [0 - cop)Fr o ( TS 0) - cob] - b0[ 1 - cop + cobFr 0( T « 0)]>

L2= ! '—T-z 1 ! . (3.25b)

D[rn Dz - m02]

(42)

Nas eqs. ( 3 . 2 4 - 2 5 ) , FR Í Q ( TS, 0 ) e Ft, o ( TS, 0 ) , são f o r n e c i d o s

p e l a s eqs. ( 3 . 1 5 - 1 7 ) ; p0 = 1 - b0; m0 = l / n0 ; ^2D2

*

M 0 2 •S E =

mg2 tem-se um caso de ressonância, e n e s t e caso a solução é

e n c o n t r a d a através de v a l o r e s de mg que aproximam a expressão (m2D2 - mg2) de 0, uma solução p a r t i c u l a r para co = 1 c o n s i s t e das

Eqs. ( 3 . 1 2 , 1 3 ) (ZDUNKOWSKI e t al. 1 9 8 0 ) . Pelo e x p o s t o ( pt( is) e cp r( Ts) são c a l c u l a d o s a p l i c a n d o - s e as eqs. ( 3 . 2 4 ) e ( 3 . 2 5 ) em

( 3 . 2 3 ) , r e s p e c t i v a m e n t e .

A irradiância t o t a l na base da camada é

£t(Ts) = <Pt(Ts) + e x p ( - m g Ts) , (3.26)

onde ( P t ( ts) é dada p e l a eq. (3.23) e o 2o termo c o r r e s p o n d e à

p r o b a b i l i d a d e de transmissão de fótons d i r e t o s . A p r o b a b i l i d a d e de absorção no i n t e r i o r da camada é

£a(T> = <PaW + (1-co) [l-exp(-mgT) ] (3.27)

onde o 2° termo do 2° membro da Eq.(3.27) r e p r e s e n t a a p r o b a b i l i d a d e de absorção de radiação d i r e t a sendo que

Ça(Ts) + Çr(Ts) + St( Ts) = 1 . (3.28)

Para a radiação r e f l e t i d a tem-se

çr(is) - <pr(Ts) . (3.29)

(43)

3.3 - PARAMETRIZAÇÕES

O o b j e t i v o de uma parametrização da radiação atmosférica é a simplificação do método de cálculo do p e r f i l do f l u x o t o t a l r a d i a t i v o , sem prejuízo da exatidão dos r e f e r i d o s cálculos.

A parametrização a s e r empregada n e s t e t r a b a l h o incluirá e f e i t o s combinados de absorção e espalhamento na presença de O3, aerossóis e gotículas d1água.

As parametrizações destinam-se a a v a l i a r a espessura óptica (x) , a l b e d o s i m p l e s (00) e função de f a s e em uma camada c o n s i d e r a d a homogênea. Por t a n t o , d e f i n e m também os c o e f i c i e n t e s a-j_j #

3.3.1- CAMADA LIMPA E S E C A (ATMOSFERA RAYLEIGH)

D e f i n e - s e como a t m o s f e r a R a y l e i g h uma a t m o s f e r a de composição homogênea e sem absorção, composta apenas p o r gases cognominados "permanentes". Diz-se que uma a t m o s f e r a é l i m p a e seca quando r e g i s t r a - s e a ausência de O3 , aerossóis e v a p o r d'água.

Na dispersão R a y l e i g h a função de f a s e é simétrica em relação ao p l a n o no g u a l u=90°, nesse caso o c o e f i c i e n t e de a s s i m e t r i a é n u l o (g = 0) e a fração de r e t r o e s p a l h a m e n t o v a l e 1/2 p a r a t o d o ângulo de incidência da radiação, ou s e j a

b0( u ) = b ( u ) = 0,5; = 0 , 5 ; co = 1

p a r a t o d o v a l o r de u0. Assim, os c o e f i c i e n t e s a-j_j r e f e r e n t e s aos

modelos de d o i s f l u x o s adotados r e s u l t a m a-j_j = a e p a r a os modelos SS e EDD tem-se:

3

cx(SS) = 1; a (EDD) = -4

(44)

A espessura óptica TR no nível de pressão P é c a l c u l a d a

conforme a expressão (PALTRIDGE & PLATT, 1976)

tR=(^-).0,0088A.-4-0 8

0 ' (3.30)

onde X é o comprimento de onda em um, P0 = 1013HPa e P é a

pressão atmosférica no nível d e s e j a d o . Para uma camada com espessura AP = Pj_ - P Í _ I > 0 tem-se:

ATR= — — ( 0 , 0 0 8 8 A , )

Po (3.31:

3.3.2- CAMADA COM A PRESENÇA DE 03 (OZÔNIO).

A absorção no visível e u l t r a v i o l e t a é c o n s i d e r a d a separadamente. No u l t r a v i o l e t a c o n s i d e r a - s e que toda absorção no espaço é d e v i d o ao ozônio. No e s p e c t r o s o l a r , o ozônio a p r e s e n t a as bandas de absorção de HARTLEY {X < 0,31um), de HUGGINS (0,313um < X < 0,34Cum) e de CHAPPUIS (0,45um < X < 0,76um). A absorção na banda de CHAPPUIS está c o n c e n t r a d a no i n t e r v a l o 0,5um < X < 0,6um (HENSE et a i , 1979).

O alargamento de l i n h a s p o r colisões m o l e c u l a r e s é desprezível, de modo que os c o e f i c i e n t e s de absorção podem s e r c o n s i d e r a d o s como funções contínuas do comprimento de onda da radiação i n c i d e n t e , p o s s i b i l i t a n d o a aplicação da l e i de BEER em termos monocromáticos. Conforme CEBALLOS (1986), a espessura óptica do ozônio (^03) pode s e r c a l c u l a d a usando dados r e p r o d u z i d o s p o r GOODY ( 1 9 6 4 ) , (Tab. 3 . 1 ) , de modo que:

(45)

onde: Az = a p r o f u n d i d a d e geométrica, N = — — N0 é o número de

M

moléculas p o r unidade de volume, po 3 é a densidade do ozônio, M

= 4 8g/mol é a massa m o l a r do ozônio e N0 é o número de Avogadro.

a03 (X) é a seção e f i c a z no comprimento de onda X, c a l c u l a d a p e l a

expressão

a ( X ) = Aexp[-B(X. - Xi)] (3.33)

c u j o s v a l o r e s de A, B e X são o b t i d o s conforme a Tabela (3.1)

Tabela 3.1: Bandas de absorção do ozônio no UV e visível. Parâmetros p a r a e s t i m a t i v a de secção

e f e t i v a segundo GOODY ( 1 9 6 4 ) . Fonte: CEBALLOS (1986) X A B 0.28 0.315 380 127 0.315 0.35 5.3 131 0.45 0.565 0.033 22 0.565 0. 605 0.46 0 0. 605 0.79 0. 51 17 I

A razão de m i s t u r a " u3" p a r a o ozônio é a razão e n t r e o

número de moléculas de O3 e o de a r , a g u a l f o r n e c e informações sobre a importância da absorção p e l o O3 com relação à dispersão R a y l e i g h , de modo que o a l b e d o s i m p l e s "co" é a v a l i a d o p o r

(ù = - — = - ~, X

-onde:

(46)

s e ç ã o e f i c a z d o a r =

5,402(n

s

-1)

2

10

25

A.

4

em rrv - ( ns- l ) 1 0a = 6432,8 +

2949810 25540

146-A

2

% 1 - X

2

Os demais c o e f i c i e n t e s do modelo de 2F, c o n s i d e r a n d o que g = 0, são:

b ( u0) = b = 0,5,

u ±=0 , 5 , se co > 0,2,

u± - 1,67, se co < 0,2.

3.3.3 - CAMADA COM PRESENÇA DE AEROSSÓIS.

A presença de aerossóis na a t m o s f e r a c o n s t i t u i um problema no cálculo de f l u x o s r a d i a t i v o s , d e v i d o à função de f a s e s e r m u i t o assimétrica. Este problema é s o l u c i o n a d o com a aplicação de aproximações-ô (JOSEPH e t al., 1976; SCHALLER, 1979; HENSE e t a l 1979), comentada na seção ( 2 . 3 . 3 ) . Por o u t r o l a d o , é difícil e s t a b e l e c e r uma parametrização g e r a l p a r a transferência r a d i a t i v a numa camada contendo aerossóis, d e v i d o à d i v e r s i d a d e de t i p o s de aerossóis, e a sua v a r i a b i l i d a d e t e m p o r a l .

Os aerossóis são i m p o r t a n t e s p o r contribuírem s i g n i f i c a t i v a m e n t e na t a x a de aquecimento da a t m o s f e r a , não só d e v i d o à absorção p e l o s próprios aerossóis, mas também ao "feedback" de múltiplos espalhamentos e n t r e a superfície e os gases a b s o r v e n t e s (HENSE e t al., 1979).

Os parâmetros co e x da m i s t u r a são a v a l i a d o s p o r :

Os parâmetros de índice "a" r e f e r e m - s e aos aerossóis e os parâmetros com índice "R" r e f e r e m - s e ao a r .

(47)

Os parâmetros e f e t i v o s de uma c e r t a camada "C" são a v a l i a d o s como segue: f — 2- — Sc

, * 1

b o c = 2( 1 1+ g c '

1

3 * (3.36) * oc( l - fc) coc = l - t ocfc t c = ( l - ©cf c ) Tc.

JOSEPH e t al. , (1976) mostram que a e s c o l h a f * = g2 é

* c o e r e n t e com aproximações o-EDD. Todavia, n e s t e t r a b a l h o f é u t i l i z a d o p a r a uma aproximação Ô-SS (aproximação de p r i m e i r a ordem em SS).

Considerando uma a t m o s f e r a composta de aerossóis + a r + gases a b s o r v e n t e s , CEBALLOS (1986) i n t r o d u z i u um f a t o r y, c o r r e s p o n d e n t e à p r o b a b i l i d a d e de dispersão p o r aerossóis na função de f a s e , de modo que o peso e f e t i v o " fc " da d e l t a - D i r a c é

a v a l i a d o p o r :

fc* ' = yfc* (3.37)

com:

y-= ' ^ a + ^ A t A

onde coA, Ta são, r e s p e c t i v a m e n t e , o albedo s i m p l e s e a e s p e s s u r a

óptica do gás, de modo que:

* (g

a

~

f

)

Sc

1 ( — 0

y

(48)

b S c = [ d - f ) b a+ j e - l ) ] / ( - - f ) . Á y y bc= [ ( l - f ) ba+ | e - l ) ] / ( - - f ) . z y y ( 3 . 3 9 ] 3.3.4-VAPOR D-ÁGUA

0 v a p o r d'água a p r e s e n t a uma g r a n d e variação de concentração no t e m p o e no espaço, e s u a importância é f u n d a m e n t a l n o s p r o c e s s o s termodinâmicos e na propagação de radiação de o n d a s l o n g a s . No I V s o l a r a dispersão de radiação p o r uma m i s t u r a a r + v a p o r é desprezível.

As b a n d a s de absorção do v a p o r d'água não p e r m i t e m um t r a t a m e n t o monocromático d a absorção, não a p l i c a n d o - s e a l e i de 3 e e r . No e n t a n t o a l g u n s t r a b a l h o s , c o m p a t i b i l i z a m o u s o de funções de transmissão com a equação de propagação. N e s s e s t r a b a l h o s a transmitância em c a d a b a n d a é c a l c u l a d a como a soma p o n d e r a d a de d i v e r s a s transmitâncias r e g i d a s p e l a l e i de B e e r

(STEPHENS, 1984 e KERSCHGENS e t a l . , 1 9 7 6 ) .

No i n t e r v a l o visível não se a p r e s e n t a m b a n d a s de absorção de v a p o r d'água, e s u a existência não será c o n s i d e r a d a no que s e g u e .

3.3.5 - NUVENS ESTRATIFORMES

N u v e n s e s t r a t i f o r m e s são n u v e n s c u j a dimensão h o r i z o n t a l é bem m a i o r que a dimensão v e r t i c a l .

As n u v e n s i n t e r a g e m com a radiação s o l a r ; s u a s gotículas e c r i s t a i s de g e l o em suspensão são os p r i n c i p a i s e l e m e n t o s com p r o p r i e d a d e s de dispersão. A absorção através de g o t a s é f r a c a no visível e f o r t e no i n f r a v e r m e l h o s o l a r ; n e s t e c a s o ,

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