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Desenvolvimento dos Recursos Humanos

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Academic year: 2021

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Mas é, acima de tudo, o volume de água captada que é devolvida à fonte que irá determinar a abundância ou es-cassez relativas das reservas de cada país. Enquanto que, na Bélgica e na Alemanha, mais 80% da água capta-da é devolvicapta-da, em Espanha e na Itália essa percentagem é de apenas 40% (ver Gráfico A.20).

O tratamento das águas residuais e dos resíduos domésticos

Os progressos nas técnicas de irrigação na agricultura e no tratamento das águas residuais provenientes da in-dústria e de consumidores domésticos fizeram aumentar a eficiência na utilização dos recursos hídricos. Na agri-cultura do Mediterrâneo, novos métodos de irrigação es-tão a permitir que a água seja tratada ou reutilizada, en-quanto que o processo de dessalinização poderá vir também melhorar a situação no sul da Europa.

Dado que a maioria da população vive em cidades médi-as e grandes, é importante dar a máxima atenção aos im-pactos negativos que a deposição dos resíduos domésti-cos poderão ter sobre o ambiente, bem como os da indústria e da agricultura. É essencial criar políticas de consciencialização pública e as infra-estruturas neces-sárias para o tratamento das águas e dos resíduos, por forma a reduzir as pressões sobre o ambiente.

No que diz respeito ao tratamento das águas domésticas, 90% da população da UE encontra-se ligada a redes de abastecimento de água e 70% a redes de saneamento. Existem, porém, marcadas variações a nível regional. Enquanto que em todo o norte da Europa 90% da popula-ção se encontra ligada a um sistema de saneamento para tratamento as águas residuais, nos países da coesão a proporção varia entre 27% em Portugal e 58% na Grécia (ver Gráfico A.21). Na Bélgica o valor é de 32%. Nos paí-ses candidatos, 40% da população não está ligada a uma rede de abastecimento de água, e apenas são tratadas 42% das águas residuais, sendo que só uma pequena parte destas são tratadas de acordo com os padrões da Comunidade.

Os resíduos domésticos são tratados de formas muito variadas nas diferentes partes da União, sendo esses re-síduos incinerados, reciclados, enterrados ou simples-mente colocados em lixeiras. Embora os Estados-Membros do sul tenham tendência para produzir níveis mais baixos de resíduos domésticos do que o resto da UE (ver Gráfico A.22), eles também dispõem de menos siste-mas de tratamento. Enquanto que, em 1995, 60% dos re-síduos domésticos eram reciclados em toda a UE, e 80% na Alemanha e na França, o valor era de apenas 5% na Grécia, 30% em Portugal e 45% em Espanha.

Embora os países candidatos tenham já introduzido a re-ciclagem a uma escala relativamente elevada por forma a compensar a sua falta de recursos primários, quase to-dos eles têm tido dificuldades em atingir os objectivos de reciclagem estabelecidos na directiva comunitária (50% de resíduos reciclados até 2001 para os actuais Esta-dos-Membros). As infra-estruturas para reciclagem não foram ainda modernizadas e algumas tiveram até que ser encerradas devido à falta de fundos públicos. A Repúbli-ca CheRepúbli-ca, por exemplo, recliRepúbli-ca actualmente apenas 15% dos resíduos de embalagens, a Eslovénia, 29%, e a Hun-gria, 32%. É provável que a situação se venha a deteriorar ainda mais no futuro, uma vez que a elevada taxa de cres-cimento económico que muito provavelmente se verifica-rá podeverifica-rá fazer aumentar a quantidade de resíduos pro-duzidos (de acordo com o Relatório da Agência Europeia do Ambiente para 1999). Consequentemente, torna-se indispensável o apoio de medidas estruturais nesta área para assegurar um desenvolvimento económico susten-tável na União alargada.

Desenvolvimento dos

Recursos Humanos

Tal como já referido, a competitividade de uma economia depende não só do seu capital físico, mas também do co-nhecimento que empresários e mão-de-obra possuem. Daí que sistemas de ensino e formação eficazes sejam, portanto, essenciais para aumentar a produtividade e promover o crescimento económico. Verificam-se, contu-do, diferenças consideráveis no ensino e na formação na Europa.

Variações significativas nos níveis de escolaridade entre os Estados-Membros

Apesar de, ao longo dos últimos trinta anos, se ter vindo a verificar uma redução gradual das disparidades a nível do ensino, existe ainda uma considerável discrepância entre os níveis de escolaridade dos países da coesão e os do resto da União. Naqueles, uma grande proporção da população com idades compreendidas entre os 25 e os 59 anos possui apenas um baixo nível de escolarida-de, isto é, não tem quaisquer habilitações para além da escolaridade obrigatória (1999: 75% em Portugal, cerca de 65% em Espanha, e cerca de metade na Grécia e na Irlanda). O mesmo se aplica à Itália, onde mais de metade das pessoas neste grupo etário têm um baixo nível de es-colaridade.

Pelo contrário, nos três Países Nórdicos, na Bélgica e no Reino Unido, mais de um quarto das pessoas entre os 25 e os 59 anos tem um elevado nível de escolaridade (grau universitário ou equivalente) (Mapa 12).

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Países candidatos: maiores necessidades de ensino do que os números indicam

Nos países candidatos da Europa Central, uma grande parte da população entre os 25 e os 59 anos possui uma escolaridade ao nível do secundário complementar, prin-cipalmente na República Checa e na Polónia, onde atin-ge mais de 70%.

Estudos recentes, contudo, apresentam uma avaliação menos optimista e sugerem que um elevado número de pessoas com níveis de escolaridade para além do ele-mentar, se fica apenas a dever ao facto de as escolas de formação profissional oferecerem apenas uma forma ele-mentar de formação: “o facto de haver um número relati-vamente elevado de trabalhadores com níveis de escola-ridade acima do elementar foi simplesmente um sub-produto da presença, nestes países, de escolas de formação de nível inferior, que geralmente ofereciam um a dois anos de formação em áreas muito específicas até à conclusão da escolaridade obrigatória. Estas escolas de formação faziam, de facto, parte das escolas básicas, e nem sequer eram formalmente consideradas parte do sistema de ensino secundário destes países”15

.

Além disso, existe uma interrogação sobre a qualidade e natureza da formação profissional no nível complementar do secundário que, em muitos casos, parece ultrapassa-da. Tal facto sublinha a necessidade de desenvolver es-tratégias adequadas para os recursos humanos nestes países, por forma a evitar que os baixos níveis de qualifi-cações venham atrasar o desenvolvimento económico e social.

Um número crescente de jovens com habilitações

Os avanços tecnológicos e a crescente globalização vêm aumentar a procura de mão-de-obra especializada. Os níveis de escolaridade dos jovens na UE têm vindo a aumentar continuamente ao longo dos últimos trinta anos. Em 1999, na UE; apenas 27% dos jovens entre os 25 e os 34 anos não tinham quaisquer habilitações para além da escolaridade obrigatória, comparados com 48% no grupo da faixa etária dos 50 aos 59 anos. De igual for-ma, 49% das pessoas entre os 25 e os 34 anos possuiam uma escolaridade ao nível do ensino secundário comple-mentar, contra apenas 35% das da faixa etária dos 50 aos 59 anos. Quanto à formação superior, apenas 24% das pessoas da faixa etária dos 25 aos 34 anos possuiam uma licenciatura ou grau equivalente, contra 17% das pessoas entre os 50 e os 59 anos. Estima-se que o núme-ro de pessoas matriculadas no ensino superior venha a duplicar nos próximos dez anos, o que implicará eleva-das pressões nos sistemas do ensino superior na Europa.

O aumento dos níveis de escolaridade é manifesto em to-dos os Estato-dos-Membros, particularmente nos países da coesão, bem como na Itália, onde os níveis médios de es-colaridade das pessoas mais velhas são relativamente baixos. A proporção das pessoas na faixa etária dos 15 aos 34 anos com habilitações ao nível do ensino secun-dário complementar nos países da coesão em 1999 era o dobro do verificado na faixa etária dos 50 aos 59 anos, com idêntica diferença no caso do ensino superior (Gráfi-co 12). Daí resulta que a discrepância nos níveis de es(Gráfi-co- esco-laridade entre os Estados-Membros está a diminuir. Ao mesmo tempo, verifica-se uma forte tendência ascen-dente nos níveis de escolaridade das mulheres em rela-ção aos homens, sendo que, em quase todos os Esta-dos-Membros, as mulheres do grupo etário mais jovem atingiram um nível superior de escolaridade mais elevado do que o dos homens.

Contudo, o número de jovens que, tendo apenas um nível muito elementar de habilitações, abandona prematura-mente os estudos, é ainda substancial. Estes jovens não conseguirão responder adequadamente à necessidade de uma contínua actualização de conhecimentos e de competências ao longo da vida, indispensáveis para acompanhar o ritmo dos avanços tecnológicos, científi-cos e económicientífi-cos da sociedade.

Na União Europeia, apenas uma média de 22% de jovens entre os 14 e os 24 anos completa, no máximo, o ensino secundário16

. Alguns Estados-Membros situam-se signifi-cativamente acima desta média. Além disso, verificam-se também taxas alarmantemente elevadas em certas zona urbanas ou periféricas, bem como em grupos socialmen-te desfavorecidos. O problema é particularmensocialmen-te grave em Portugal, onde mais de 45% dos jovens entre os 18 e os 24 anos não vão para além da escolaridade mínima obrigatória.

Na sociedade do conhecimento a estratificação social baseia-se cada vez mais na divisão entre os ‘ricos e os pobres’ em termos de habilitações e de competências. Daí que o abandono escolar tenha, hoje, consequências muito mais profundas do que no passado, uma vez que pode marcar um indivíduo para toda a vida e reduzir dras-ticamente o leque de saídas profissionais ao seu dispor. A escola é o centro da sociedade do conhecimento e é nela que começa a aprendizagem ao longo da vida. O insucesso escolar afecta todos os sectores da socieda-de, embora não da mesma forma. Os inquéritos levados a cabo mostram que quem abandona a escola provém pre-dominantemente de famílias de baixos recursos, onde já existem histórias de insucesso escolar. Muitas dessas pessoas provêm de lares desfeitos ou de famílias de imi-grantes ou refugiados que não se conseguiram integrar.

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% total da popula çã o com 25-59 anos < 19,95 19,95 - 28,65 28,65 - 37,35 37,35 - 46,05 ≥46,05 sem dados M é dia = 33,0 Desvio-padr ã o = 17,45

D (Sachsen): NUTS1 Fonte: Eur

ostat (IFT) % total da popula çã o com 25-59 anos < 35,3 35,3 - 43,5 43,5 - 51,7 51,7 - 59,9 ≥59,9 sem dados M é dia = 47,6 Desvio-padr ã o = 16,4 D (Sachsen): NUTS1 % total da popula çã o com 25-59 anos < 13,25 13,25 - 17,35 17,35 - 21,45 21,45 - 25,55 ≥25,55 sem dados M é dia = 19,4 Desvio-padr ã o = 8,24 D (Sachsen): NUTS1 250 0 1250 km © Eur

oGeographics Association para as fr

onteiras administrativas

12 N

ív

eis de escolaridade, 1999

Baixo

M

édio

Alto

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O abandono escolar está, pois, relacionado com uma gama de factores de ordem social, familiar, financeira e de saúde. Muito embora este seja apenas um dos ele-mentos do processo cumulativo de exclusão social, é muitas vezes o mais crítico e o que priva os jovens das ha-bilitações, competências e contactos sociais necessári-os ao sucesso, ou necessári-os impede de desempanhar um papel significativo na sociedade.

A luta contra o insucesso escolar encontra-se no cerne do debate sobre a refoma da educação, e é essencial para sustentar uma economia baseada no conhecimento e para manter uma sociedade coesa e uma democracia em que todos podem participar.

O aumento dos níveis de escolarização é também evi-dente nos países candidatos. Na maior parte deles, a pro-porção de pessoas entre os 25 e os 34 anos com forma-ção secundária complementar é significativamente mais elevada do que nas da faixa etária dos 50 aos 59 anos, muito embora a proporção das pessoas com um nível de formação superior seja bastante semelhante e se mante-nha relativamente baixa entre os jovens. As taxas de ins-crição nas universidades são, portanto, em geral consi-deravelmente inferiores às da UE.

Perspectivas de emprego aumentam com o nível de formação

Em quase todos os Estados-Membros da UE, o nível de escolaridade é um factor determinante para se encontrar emprego. Com excepção da Grécia e, a um menor nível, em Portugal, o desemprego na UE é muito inferior entre as pessoas com níveis de escolaridade elevados. Em 1999, a taxa média de desemprego das pessoas entre os

25 e os 59 anos com nível superior de escolaridade era de 5%, contra 8% para as pessoas com um nível secundário complementar e 12% para as que possuiam apenas a es-colaridade básica. Em alguns Estados-Membros, a taxa de desemprego das pessoas com baixo nível de escolari-dade foi quatro vezes superior à das com nível elevado (Gráfico 13).

A relação entre a escolaridade e as taxas de emprego é ainda mais estreita no caso das mulheres. Isto fica a de-ver-se ao facto de uma elevada proporção de mulheres com baixo nível de escolaridade (e um número significati-vo de homens) nem sequer fazerem parte das forças do trabalho. Por outras palavras, os níveis de escolaridade aumentam não só as probabilidades de desemprego, mas também as de se ser economicamente activo. Os países candidatos apresentam um padrão semelhan-te. A diferença nas taxas de desemprego entre as pesso-as com diferentes níveis de escolaridade é muito mais marcada na República Checa, Hungria, Polónia, e Eslo-váquia, onde as pessoas com um baixo nível de escolari-dade têm até 7 vezes mais probabiliescolari-dades de estarem no desemprego do que as outras.

Principalmente na Grécia, Espanha, e Itália, bem como na maioria dos países candidatos, contudo, um número significativo de jovens entre os 25 e os 34 anos com um ní-vel de formação superior têm dificuldades em encontrar emprego após a conclusão dos estudos, o que contrasta com a situação das pessoas mais velhas com identicas habilitações.

Deve igualmente ser sublinhado que continuam a existir diferenças nas perspectivas de emprego entre homens e mulheres. Na maior parte da UE, as mu-lheres com um determinado nível de es-colaridade têm maiores probabilidades de estarem desempregadas do que os homens com nível equivalente. Essas de-sigualdades são particularmente marca-das na Grécia, Espanha e Itália. Na maior parte dos países candidatos, pelo contra-rio, as mulheres parecem estar numa po-sição menos desigual do que na UE.

Finalmente, deverá notar-se que existe uma relação positiva muito clara entre os níveis de habilitações escolares e os ren-dimentos. Em todos os Estados-Mem-bros, os empregados com formação su-perior a trabalhar a tempo inteiro ganham, em média, significativamente mais do que os que possuem escolaridade secundá-ria complementar. A diferença é de mais de 50% na Alemanha, França e Áustria, e

0 5 10 15 20 25 30 35 40 B DK D EL E F IRL I L NL A P FIN S UK CZ EE HU LV PL RO SI 0 5 10 15 20 25 30 35 40 25-34 50-59

% população por grupo etário

12 População com grau universitário ou equivalente por

grupo etário, 1999

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de 100% em Portugal. Já a diferença de rendimentos en-tre as pessoas com o ensino secundário e as com escola-ridade secundária complementar, embora menor, é, mesmo assim, significativa na maioria dos Estados-Membros (10-20%).

O acesso à formação contínua ainda varia muito entre Estados-Membros

A escolarização e a formação contínua são factores es-senciais tanto em termos de perspectivas individuais de emprego, como para manter a competitividade da eco-nomia moderna. Muito embora os indicadores sugiram que a participação em acções de formação profissional para quem está empregado aumentou em toda a Europa, eles também revelam que a essa participação é ainda re-lativamente baixa e que há ainda disparidades conside-ráveis entre os Estados-Membros. O Inquérito Europeu sobre as Forças do Trabalho (IFT) de 1999 mostrou que apenas pouco mais de 10% dos empregados da UE havi-am participado em algum tipo de formação nas quatro se-manas anteriores ao inquérito. As taxas de participação variaram desde menos de 5% em cerca de metade dos Estados-Membros, até mais de 20% nos Países Baixos, Dinamarca, Finlândia e Suécia. Embora estes valores en-volvam um elevado grau de incerteza e não sejam exac-tamente comparáveis entre países, eles mostram que o acesso à formação é quase de certeza menor nos países da coesão.

Embora não tivesse tido em conta a qualidade e a rele-vância da formação, um recente inquérito realizado pela OCDE sugere que a duração da formação ligada ao em-prego também varia significativamente entre os países in-quiridos. Assim, as horas de formação frequentada pelos empregados por ano variaram desde as

27 horas na Bélgica (apenas na Flan-dres), até às 57 nos Países Baixos17

.

O IFT mostra ainda que, na UE, os traba-lhadores mais jovens tendem a receber mais formação do que os mais velhos. Enquanto que apenas 2,5% dos traba-lhadores entre os 55 e os 59 anos havi-am participado em formação nas semanas de referência, a percentagem foi de 10% para os trabalhadores entre os 25 e os 29 anos, e de 8% para os do grupo etário dos 30 aos 34 anos. Além disso, em todos os Estados-Membros parece existir uma clara relação entre os níveis de escolaridade e o acesso à formação, havendo muito mais oportu-nidades de formação para as pessoas com escolaridade mais elevada. É, por-tanto, necessário envidar esforços no

sentido de evitar que os problemas das pessoas com baixa escolaridade inicial sejam agravados pelo aces-so muito limitado à formação contínua.

A adaptação dos sistemas de ensino

às TIC já se iniciou, mas muito há ainda a fazer Para mais facilmente se poderem integrar no mercado de trabalho moderno, os estudantes têm que ser ex-postos às tecnologias de informação e comunicação (TIC) logo desde a escola. Por isso, a difusão das TIC nos sistemas de ensino está a tornar-se, cada vez mais, uma realidade na UE. À medida que os Estados-Membros começam a pôr em prática as conclusões do Conselho de Lisboa e da iniciativa e-Aprendizagem – que recomendaram o reforço das TIC nos sistemas educativos – esta está a ser incluida nos curricula do ensino primário e secudário na maior parte da UE e dos países candidatos. Os progressos nesta área são, contudo, ainda difíceis de avaliar. É que, muito embora existam dados a nível nacional, ainda não existem da-dos harmonizada-dos disponíveis na UE.

Um estudo piloto levado a cabo pela OCDE indica que o acesso às TIC no ensino, medido através do número de estudantes por computador, varia significativamente na UE18

. Enquanto que na Finlândia, Suécia e Dinamarca, as escolas primárias têm geralmente entre 11 e 14 alunos por computador, na Itália e em Portugal esses números vão de 50 a 150. Nas escolas secundárias, a média é de 7 alunos por computador na Suécia, Finlândia e Irlanda, e de 65 em Portugal. Nas escolas primárias e secundárias, o acesso aos computadores é, em quase todos os Esta-dos-Membros, inferior ao dos EUA.

0 5 10 15 20 25

B DK D EL E F IRL I L NL A PFIN S UK CZ EE HU LT LV PL RO SI E15

0 5 10 15 20 25 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo % da mão-de-obra

13 Taxas de desemprego por nível de escolaridade, 1999

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