BOLETIM ECONÔMICO
Dezembro/2015
Grupos chineses querem construir usina de carvão
no Rio Grande do Sul.
A usina, batizada de Ouro Negro, que prevê gerar 600 megawatts (MW), seria construída entre os municípios do Rio Grande do Sul de Pedras Altas e Candiota, na fronteira com o Uruguai. Um projeto avaliado em R$ 4 bilhões está sendo costurado por duas estatais chinesas e empresários gaúchos.
$
3,90
Mercado projeta
dólar em R$ 3,90
no fim de 2015.
*Fonte: Boletim Focus
(-3,62)
2015Mercado projeta
queda do PIB de
3,62% em 2015,
com projeções de
maior queda.
*Fonte: Boletim Focus
14,25
Projeção de juros
permanece estável
em 14,25% no fim
de 2015.
*Fonte: Boletim Focus
10,61
2015 Meta: 4,5% Teto: 6,5%Projeção da
inflação para
10,61% em 2015.
*Fonte: Boletim Focus
Inflação
Dólar
Juros
PIB
Agência de risco Fitch rebaixa nota de crédito
do Brasil para grau especulativo.
Em seu comunicado, a Fitch também informou que a perspectiva para a economia brasileira é negativa, o que pode indicar um novo rebaixamento no futuro. Agora, a economia brasileira detém o selo de boa pagadora apenas pela Moody´s, que também já ameaça com um novo rebaixamento. O rebaixamento deve
reduzir investimento estrangeiro no país.
Intenção de consumo
das famílias caiu 36%
nos últimos 12 meses.
O volume de vendas do varejo
ampliado apurado
desde 2003 pelo IBGE acumulou
queda inédita de 6,0% nos últimos
12 meses encerrados em
setembro na comparação com o
mesmo período do ano anterior.
*Fonte: CNC, Dez/15
Dívidas protestadas
crescem mais de 50% em
12 meses.
As dívidas protestadas de empresas
representaram menos da metade do total
dos protestos no país (49,4%).
*Fonte: Boa Vista SCPC, Dez./15
Desemprego em
Novembro chega a 7,5%.
No ano passado, nesse mesmo período, a
desocupação havia atingido a taxa de
4,5%.
64 mil lojas são fechadas
no País.
Segundo a CNC, nos últimos 12
meses houve queda de 9,1% no
número de estabelecimentos
comerciais. O segmento de hiper e
supermercados, responsável por
32,6% das lojas em operação liderou
a queda. Em seguida, vieram os
segmentos de vestuário e o de
materiais de construção.
*Fonte: CNC, Dez/15
Confiança do comércio cai
28% nos últimos 12
meses.
Em novembro, o indicador que mede a
confiança do comércio atingiu o menor nível
da série histórica.
*Fonte: CNC, Dez./15
Indústria reduz pela metade
participação no PIB em uma
década.
Em apenas 10 anos, a participação da
indústria de transformação no PIB caiu de
20% para 10%, retornando aos níveis
pré-industrialização, na década de 1940.
“Nenhum país do mundo passou por essa
situação”, afirma Paulo Francini, diretor de
Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp.
Consumidor brasileiro
prepara um Natal
multicanal.
Estudo realizado pela varese retail
mostra que menos de 40% dos
clientes comprarão somente em lojas
físicas.
*Fonte: O negócio do Varejo, Dez/15
CNC projeta queda de
4,8% para as vendas de
Natal.
Comércio pode ter a menor contratação
temporária desde 2012, diz entidade.
*Fonte: CNC, Dez./15E-commerce deve
movimentar R$ 6,7 bi neste
Natal.
A expectativa é que as vendas do setor
tenham um crescimento de 18% em
relação ao mesmo período do ano
passado.
-2,67%
Projeções vem caindo
*Fonte: Boletim Focus
Inflação
Dólar
Juros
PIB
2016
R$ 4,20
*Fonte: Boletim Focus
14,63%
BC vê horizonte menos pessimista em 2016.
O Banco Central vê excesso de pessimismo nas previsões do mercado financeiro para a economia em 2016. Os técnicos do Departamento de Pesquisas Econômicas do BC acreditam que o consumo das famílias e as exportações vão garantir um piso para o Produto Interno Bruto (PIB).
“A confiança das empresas e famílias ainda
em queda, as incertezas relacionadas ao
ambiente político e certa paralisação da
atividade em cadeias importantes da
economia nos levaram a revisar mais uma
vez nosso cenário macroeconômico, com
retomada da economia a partir de 2017.”
“Incerteza política e recessão em 2016, com
alta do dólar para R$ 4,50, do desemprego
para 10,6% e da Selic para 14,25%.”
“2016 será um ano desafiador para o Brasil.
Esperamos rebaixamento do Brasil no
primeiro semestre de 2016 e uma queda do
PIB de 3,5%. Além disso, projetamos um
contínuo déficit das contas públicas até 2017
e um aumento do desemprego para 11,2 em
2016 e 12,6% em 2017.”
“A perspectiva é que o brasileiro enfrente arrocho no
crédito, inflação alta, deterioração do mercado de
trabalho, aumento de tarifas públicas e de impostos, o
que tende a elevar o endividamento das famílias.
Paralelamente, a expectativa é de estabilidade no
preço internacional das (commodities)
matérias-primas e de fraca demanda externa, o que dificulta a
retomada da economia doméstica via aumento das
exportações e deve elevar o nível de estoques nas
empresas - em especial nas indústrias. Tudo isso
acompanhado do aumento da incerteza política e uma
generalizada
falta
de
confiança,
tanto
dos
consumidores para ir às compras, quanto dos
empresários em relação ao desempenho de seus
negócios.”
Fitch avalia que empresas brasileiras terão
crise de fluxo de caixa em 2016.
Em relatório, a agência avalia que as quedas nas receitas, combinadas com maiores custos financeiros e operacionais, levarão a um profundo encolhimento do fluxo de caixa de operações.
Investimentos continuarão desabando em 2016, prevê CNI.
CNI (Confederação Nacional da Indústria) projeta uma retração de 15,5% nos investimentos neste ano e queda de 12,3% em 2016. O motivo apontado é a crise política, que não tem prazo para acabar. Para a indústria, alternativa mais concreta para sair da crise serão as exportações.
“Entre as poucas certezas está a que 2016
será outro ano de recuo no Produto Interno
Bruto (PIB) — será a primeira vez que o país
registra dois anos seguidos de contração na
economia (a série histórica oficial, do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
tem início em 1948). Mas não há como
garantir que seja o fundo do poço, apesar de
a maioria das projeções de analistas e
consultorias apontar o segundo semestre
de
2017
como
início
de
uma
recuperação.”
Analistas projetam quando Brasil será capaz de superar a crise.
*Fonte: ZH, Dez/15
Retomada a partir do segundo
semestre de 2016
•
Exportações sobem e consumo
interno estimula a indústria
local.
•
Inflação está mais baixa e
redução de juros a partir de
março.
•
Situação política resolvida e
ajuste fiscal impactando.
•
Construção
civil,
consumo
interno e agronegócio vão puxar
o crescimento.
Volta a crescer apenas em 2017
•
Aumento da taxa de juros e
inflação menor.
•
Ajuste fiscal forte em 2016 segura
economia.
•
Chegaremos no fundo no fundo
do poço do desemprego em
2016.
•
Prolongamento da crise política.
Volta a crescer após 2017
•
2016
e
2017
estariam
comprometidos pela crise política
e ajuste fiscal.
•
Retomada
da confiança
dos
investidores e empresários seria
lenta, com perda do grau de
investimento.
•
Demora
nos
ajustes
e
na
retomada da confiança, seguidas
de ações na área economia,
levaria a retomada para até 2020.
Projeção PIB
Brasil só volta a crescer em 2018, diz presidente da Renner.
Segundo ele, a economia brasileira só vai se estabilizar no segundo semestre de 2017. Já a retomada do crescimento, na sua avaliação, deverá começar em 2018. "Eu não vendo ilusões. Não adianta dizer que vai melhorar em 2016 porque não vai", afirmou em evento na sede da Federação das Associações
Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul).
“Águas claras só em 2018″, afirma
presidente do Grupo Boticário.
O ano de 2016 será tão duro quanto 2015 e não enxerga melhorias no futuro próximo. “No passado, eu falava que teríamos águas claras só em 2017. Agora, no entanto, só em 2018. Está muito difícil fazer qualquer previsibilidade, inclusive para o Natal”.
Grupo Pão de Açucar
investirá em
minimercado e atacarejo.
O foco dos investimentos em 2016
estará na bandeira de atacarejo Assaí
(que deverá contar com 12 novas
lojas) e nos minimercados Extra.
*Fonte: O negócio do varejo, Dez./15
CVC chega a 1000 lojas
no Brasil e foca no
interior.
Segundo a CVC, suas vendas de viagens de
lazer continuam aquecidas no interior e
cidades com mais de 60 mil habitantes.
“Iniciamos nosso projeto de interiorização há
menos de seis meses e, desde então, temos
ampliado nosso mapa de expansão e
interiorização pelo Brasil.
*Fonte: O negócio do varejo, Dez./15Chilli Beans investe na
expansão internacional.
Presente no Brasil, Portugal, Estados
Unidos, Colômbia, Kuwait, Peru,
Emirados Árabes Unidos e México, a
Chilli Beans estuda a entrada em
mercados como Espanha, Chile, Tailândia
e Austrália.
A liderança do "Made in China" está caindo aos pedaços.
E são México e Brasil os candidatos mais prováveis a roubar o trono do gigante, diz publicação americana. Isso porque os trabalhadores chineses custam cerca de cinco vezes mais do que há duas décadas — mais até do que os mexicanos. "A realidade aqui, porém, é que o cenário de fabricação simplesmente mudou
na China e em todo o mundo. Durante anos, a história de produção global era só sobre China: o trabalho era mais barato e consumo era maior", diz o Business Insider. "E esse simplesmente não é mais o caso."
Argentina anuncia fim de barreira à importação.
Dos cerca de 16.000 itens da pauta de importação argentina, 18.000 poderiam ter licenças automáticas de entrada, pois “têm a ver com a produção e o emprego e não foram paralisadas por questões comerciais e sim por falta de divisas. Isso não deveria ocorrer.”