UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT
EVERTON GUSTAVO PRÁ
AVALIAÇÃO DE RISCOS NA CONSTRUÇÃO DA USINA
HIDRELÉTRICA DE SINOP
Sinop
2015/1
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO – UNEMAT
EVERTON GUSTAVO PRÁ
AVALIAÇÃO DE RISCOS NA CONSTRUÇÃO DA USINA
HIDRELÉTRICA DE SINOP
Projeto de Pesquisa apresentado à Banca Examinadora do Curso de Engenharia Civil – UNEMAT, Campus Universitário de Sinop-MT, como pré-requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil.
Prof.ª Orientadora: MSc. Sylvia Karla Ferreira dos Santos
Sinop
2015/1
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Produção de Energia no Brasil ... 11 Tabela 2 - Estatística de acidentes de trabalho... 13 Tabela 3 - Equipamentos de Proteção Individual ... 18
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Cadeia do Acidente ... 12
Figura 2 – Grupo de Riscos... 15
Figura 3 – Relatório de Riscos Encontrados ... 15
LISTA DE ABREVIATURAS
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica UHE – Usina Hidrelétrica
EIA – Estudo de Impacto Ambiental RIMA – Relatório de Impacto Ambiental
PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais NR – Norma Regulamentadora
CES – Companhia Energética de Sinop EPI – Equipamento de Proteção Individual
CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
1. Título: Avaliação de Riscos na Construção da Usina Hidrelétrica de Sinop 2. Tema: Engenharia Civil (30100003)
3. Delimitação do Tema: Engenharia de Segurança 4. Proponente(s): Everton Gustavo Prá
5. Orientador (a): MSc Sylvia Karla Ferreira dos Santos
6. Estabelecimento de Ensino: Universidade do Estado de Mato Grosso 7. Público Alvo: Acadêmicos e profissionais da Engenharia Civil
8. Localização: Avenida dos Ingás, 3001. Jardim Imperial, Sinop – MT. 9. Duração: Seis meses.
SUMÁRIO
LISTA DE TABELAS ... I LISTA DE FIGURAS ... II LISTA DE ABREVIATURAS ... III DADOS DE IDENTIFICAÇÃO ... IV 1 INTRODUÇÃO ... 6 2 PROBLEMATIZAÇÃO ... 8 3 JUSTIFICATIVA... 9 4 OBJETIVOS ... 10 4.1 OBJETIVO GERAL ... 10 4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 10 5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 11
5.1 USINA HIDRELÉTRICA DE SINOP - MT ... 11
5.2 ACIDENTES ... 12
5.3 PREVENÇÃO DE ACIDENTES ... 13
5.3.1 NORMAS REGULAMENTADORAS ... 13
5.3.1.1 NR 5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES .... 13
5.3.1.1.1 Mapa de Risco ... 14
5.3.2 NR 6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI... 17
5.3.3 NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS ... 18
5.3.4 NR 18 – PROGRAMA DE CONDIÇÕES DO MEIO AMBIENTE DE TRABALHO ... 19
6 METODOLOGIA ... 21
7 CRONOGRAMA ... 22
8 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ... 23
1 INTRODUÇÃO
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL (2015), hoje o Brasil dispõe de cerca de 62,50% da energia elétrica produzida através de usinas hidrelétricas, as quais são obras de grande porte e que envolvem vários setores da engenharia, seja ela civil, elétrica, mecânica, ambiental, florestal, entre outras. Estão ativas 201 Usinas Hidrelétricas - UHE, produzindo 84, 778 GW de energia elétrica.
Neste ano de 2015, onze Usinas Hidrelétricas estão em fase de construção, e quatro em fase de projeto. Através do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal, existem atualmente em construção seis usinas hidrelétricas no estado do Mato Grosso, juntas elas terão 3.636 MW de potência instalada. São obras gigantescas, os quais os trabalhadores estão expostos a riscos e acidentes no canteiro dessas obras.
Esses riscos podem levar a acidentes e podem ocorrer por vários motivos, sendo eles, classificados em: típicos, atípicos ou trajeto. Tendo causas como: condições inseguras, atos inseguros, fator pessoal de segurança, força maior, entre outros. Dentro os riscos e suas causas, os acidentes que mais ocorrem na construção civil são quedas, choques e soterramentos.
O número de acidentes no trabalho vem aumentando ao longo dos anos, segundo o Tribunal Superior do Trabalho, em 2013 ocorreram 559.081 acidentes, dentre esses 2.797 resultaram na morte dos acidentados.
Dados fornecidos pelo Ministério da Previdência Social mostram que no estado do Mato Grosso em 2013 ocorreram 13.920 acidentes do trabalho, e no município de Sinop – MT foram 684 acidentes, sendo que cinco destes acidentes os trabalhadores foram a óbito, esse número de mortes teve um aumento de 150% se comparado ao ano de 2012, o qual teve duas mortes por acidente de trabalho. (BRASIL, 2015)
A Usina Hidrelétrica de Sinop está localizada entre os municípios de: Sinop, Cláudia, Itaúba, Ipiranga do Norte e Sorriso. Terá a potência instalada de 400 MW, e segundo a Companhia Energética de Sinop, a obra irá gerar mais de 3000 empregos diretos.
Pela grandiosidade da obra, é muito importante que haja instrução para os trabalhadores sobre a segurança do trabalho, pois uma vez que, um funcionário
afastado por doença gera encargos para a empresa, atraso no andamento da obra e afeta diretamente a autoestima de outros funcionários, tudo influenciando no curso da obra.
Nesse contexto, pretende-se avaliar o Sistema de Gestão da Segurança do Trabalho na construção da Usina Hidrelétrica Sinop/MT, com levantamento de dados de riscos e de acidentes, se houver.
2 PROBLEMATIZAÇÃO
Na elaboração do Estudo de Impacto Ambiental - EIA e do Relatório de Impacto Ambiental - RIMA da UHE Sinop não foi tratado da segurança do trabalho dos colaboradores, por isso será analisado se as Normas Regulamentadoras estão sendo aplicadas ao longo dos serviços realizados e se existe uma prevenção aos riscos de acidentes na UHE Sinop.
Muitas empresas não executam um plano de ação de prevenção de acidentes, o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, esse plano possui grande importância para o colaborador, o qual é elaborado por um Engenheiro de Segurança, a qual o colaborador também deve- se sentir integrado ao plano, para que ocorra mutualidade de ações.
3 JUSTIFICATIVA
Segundo estudos realizados por SILVA (2013), segurança do trabalho não é um assunto que vem sendo abordado na construção do EIA/RIMA das Usinas Hidrelétricas. Além disso, dados estatísticos de acidentes de trabalhos das UHE não fazem parte do banco de dados da ANEEL. Dessa forma buscou entender qual o comportamento em relação ao sistema de gestão adotado por essa usina a qual empregará 3000 trabalhadores diretos.
Todos esses trabalhadores estão sujeitos a acidentes, portanto é de extrema importância esse tipo de investigação, para que os profissionais e empresas terceirizadas atuantes na obra, venham a fazerem uma auto avaliação da sua gestão de segurança e encontrem métodos de melhoramento em seus planejamentos, visando sempre o acidente zero.
As Normas Regulamentadoras - NR estão disponíveis para melhorar os ambientes de trabalho e trazer mais segurança ao trabalhador, visto que percebendo que o local é seguro o colaborador consegue realizar suas tarefas com mais confiança e sendo executada com melhor precisão.
Um serviço bem executado gera conforto para os envolvidos, e com instrução adequada o trabalhador se sente confiante pra realizar a tarefa que lhe foi incumbida.
Devido aos vários tipos de acidentes que podem ocorrer em obras da construção civil é de suma importância realizar a análise da segurança do trabalho na implantação da Usina Hidrelétrica de Sinop e verificar qual será a metodologia empregada em relação a atos inseguros e condições inseguras.
Esta pesquisa também servirá para enriquecimento intelectual e aprofundamento de conhecimento de pesquisadores interessados na área de estudo, através de pesquisas bibliográficas.
Finalmente, os resultados da pesquisa trarão proveito aos interessados que poderão acessar as informações que propiciaram a conclusão da pesquisa.
4 OBJETIVOS
4.1 OBJETIVO GERAL
O presente trabalho tem como objetivo avaliar o Sistema de Gestão da Segurança do Trabalho na UHE de Sinop MT, através de um estudo de caso, que busca um ambiente livre de acidentes com lesões devendo este ainda, estar alinhado a um amplo programa de prevenção de acidentes.
4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Avaliar a gestão de Segurança do Trabalho na UHE Sinop, incluindo estudo de caso, dentro de seu estágio atual de evolução na construção;
Verificar o Mapa de Riscos do layout da obra;
Aplicar questionários sobre capacitações e integrações realizadas aos colaboradores;
Investigar se já houve acidentes sem mortes (com lesão e sem lesão), Analisar os acidentes ocorridos, identificando suas causas e fins específicos;
Analisar os dados e realizar propostas de melhoria, definindo medidas preventivas em locais de riscos;
5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
5.1 USINA HIDRELÉTRICA DE SINOP - MT
Segundo SCHREIBER, (1977), o Brasil é um país com uma grande capacidade energética:
“De acordo com investigações e inventários realizados em algumas regiões, e avaliações em outras, pode-se afirmar que o Brasil dispõe, falando-se em números redondos. De um potencial hidrelétrico de aproximadamente 150 milhões de quilowatts. Dos quais 80 milhões foram verificados com base em estudos energéticos e 70 milhões avaliados. Menos de 10% desse potencial está aproveitado.” (SCHREIBER, 1977)
Tabela 1 - Produção de Energia no Brasil
Fonte: Adaptado de ANEEL, 2015
Desse potencial de aproximadamente cento e cinquenta GW o Brasil produz apenas oitenta e quatro GW anualmente (ANEEL), um aumento considerável desde os inventários realizados, contudo a produção ainda é reduzida, e devido a esse problema a criação de novas usinas vem se tornando realidade.
Com a construção da Usina Hidrelétrica de Sinop, cerca de um milhão e meio de pessoas serão abastecidos (CES), ela será capaz de produzir quatrocentos MW, contudo por ser uma obra de grande porte, irá gerar cerca de três mil empregos diretos (EIA/RIMA), com isso a questão de segurança e integridade do funcionário tende a ser questionada.
A usina está com prazo de execução previsto para quatro anos e meio. No seu primeiro ano de execução serão feitos as instalações do canteiro de obras, ensecadeira da margem à direita, escavações e tratamento das fundações, o que ocasionará uma grande movimentação de terra.
TIPO QUANTIDADE POTÊNCIA OUTORGADA (KW) POTÊNCIA FISCALIZADA (KW) %
CGH 496 324.546 326.443 0,24 EOL 266 5.966.761 5.862.249 4,3 PCH 477 4.827.148 4.797.722 3,52 UFV 317 19.179 15.179 0,01 UHE 201 87.308.965 84.778.838 62,2 UTE 2453 40.016.501 38.522.724 28,26 UTN 2 1.990.000 1.990.000 1,46 TOTAL 4212 140.453.100 136.293.155 100 EMPREENDIMENTOS EM OPERAÇÃO
5.2 ACIDENTES
“Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos
no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho".( Art. 19 da Lei nº 8.213/91)
Figura 1 - Cadeia do Acidente
Fonte – Adaptado, ZOCCHIO, 1971, p. 49.
Acidente de trabalho ocorre devido a uma série de fatores, que somados culminam com o fato, esses fatores podem ser tanto um ato inseguro ou uma condição insegura do local de trabalho.
A questão de acidente de trabalho decorrido de ato inseguro pode ser de diversas causas, tais como, improviso, inaptidão para o trabalho, preocupação, emoção, exibicionismo, a não utilização de Equipamentos de Proteção Individual - EPI, sendo tanto atos consequentes como inconsequentes.
Outro fator que ocasiona diversos acidentes são as condições inseguras do local de trabalho, onde a empresa acaba por não prestar equipamentos e meios de serviços adequados, tais como falta de EPI’s, equipamentos com mau funcionamento, instalações elétricas sem estarem devidamente isolados os componentes de força, ferramentas inadequadas, falta e má organização do espaço. Esses fatores estando ou não ligados, ocasionam acidentes no meio de trabalho, dentre essas causas, todas afetam o psicológico do acidentado e dos demais trabalhadores, uma vez que quando alguém se machuca a alto estima de todos diminui, propiciando para a ocorrência de novos acidentes.
Na tabela 2 são apresentadas as estatísticas dos anos de 2012 e 2013 em relação aos acidentes de trabalho ocorridos.
Tabela 2 - Estatística de acidentes de trabalho
Fonte: Adaptado de Ministério da Previdência Social (2014)
5.3
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
“Segurança do trabalho é o conjunto de medidas técnicas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes, quer eliminando condições inseguras do ambiente, quer instruindo ou convencendo pessoas na implantação de práticas preventivas.” (ZOCCHIO, 1971, pag. 19)
Devido ao tamanho e tipo de obra que se realiza, é impossível conseguir um método eficaz que possa ser usado em todas, garantindo a integridade e saúde do trabalhador, contudo pode-se planejar com certos cuidados para que os riscos diminuam.
“Aprova as Normas Regulamentadoras - NR - do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas a Segurança e Medicina do Trabalho” (Portaria N .° 3.214, 1978).
Para ajudar na prevenção de acidentes de trabalho, passou-se a executar Normas Regulamentadoras (NR), as quais passaram a diminuir significativamente os acidentes ocorridos. (NR 2, 1978)
“Basicamente toda obra requer um planejamento, contudo os planejamentos variam de obra para obra, portanto o programa deve ser adaptado, ao tipo de obra e meio onde se executa a obra”. SAAD, et. al. (1981).
Para a avaliação desta obra será utilizadas algumas Normas Regulamentadoras, se tratando de uma Usina Hidrelétrica (UHE), será utilizado a NR 5, NR 6, NR 9, NR 18.
5.3.1 NORMAS REGULAMENTADORAS
5.3.1.1 NR 5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES
2012 2013 2012 2013 2012 2013 2012 2013 BRASIL 713.984 717.911 546.222 559.081 167.762 158.830 2.768 2.797 MATO GROSSO 13.372 13.920 9.888 10.701 3.484 3.219 115 111 SINOP 587 684 585 684 2 - 2 5 SEM CARTEIRA DE TRABALHO REGISTRADA ÓBITO TOTAL COM CARTEIRA DE TRABALHO REGISTRADA
Estatísticas de acidentes do trabalho 2012/2013
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) tem como intuito a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, garantindo a integridade física saúde do trabalhador. (NR 5)
A CIPA e os trabalhadores constituem outros contatos importantes, cuja principal finalidade deve ser a de disseminar a mentalidade de segurança nos ambientes de trabalho e consolidar, nos trabalhadores, o verdadeiro sentido e objetivos da Comissão Interna para Prevenção de Acidentes e da prevenção de acidentes do trabalho. (ZOCCHIO, 1971, pag.29)
Segundo a NR 5, a CIPA é composta por membros da organização empregador e dos empregados, tendo duração de um ano, após são feitas novas votações. Dentre as varias atribuições que a CIPA terá, algumas das mais importantes serão citadas abaixo:
Identificar riscos;
Elaborar mapa de riscos;
Elaborar um plano de trabalho para prevenir problemas de segurança e saúde no trabalho;
Participar da implementação de um controle de prevenção de riscos; Realizar vistorias no ambiente de trabalho;
Verificar o cumprimento das metas fixadas; Divulgar e executar as NR.
5.3.1.1.1 Mapa de Risco
Feito pela CIPA, o mapa de risco possui como finalidade a fácil visualização dos possíveis riscos existentes nos locais de trabalho, destacando-os por meio de círculos, e cores. Mapa de risco deve ser de fácil visualização e fixado em lugares acessíveis a todos, para que desse modo possa contribuir para a segurança. (NR 5)
Primeiro faz se o levantamento dos possíveis locais com algum tipo de risco, após feito o levantamento, define-se a gravidade dos riscos, e por fim monta-se o croqui dos riscos em uma empresa/canteiro.(NR 5).
Na figura 2 tem os riscos separados por grupos, a identificação de cada grupo é feito pela cor, para melhor entendimento do mapa de risco.
Figura 2 - Grupo de Riscos
Fonte – Adaptado, SESI, 2005, p. 31.
“Quanto às empresas de construção civil, os mapas de cada obra podem ser feitos por fase, fundações, concretagem, acabamento, etc. porque cada uma envolve pessoal e riscos diferentes. Andares iguais de um prédio podem ser representados por um mesmo mapa padrão.”(Santos, J., pag. 29)
Na figura 3, tem se um exemplo de relatório de risco, esse relatório é preenchido por meio de visitas ao local e comparação com o mapa de risco existente.
Figura 3 - Relatório de Riscos Encontrados
Fonte – adaptado (SANTOS, J.)
Na figura 4, tem – se um exemplo do mapa de risco inserido no layout da obra, os tamanhos das circunferências vão aumentando à medida que o risco aumenta, e a cor é relacionada a cada grupo de risco, como visto na figura 2.
Figura 2 - Exemplo de Mapa de Risco Fonte – SESI, 2005, p. 30.
5.3.2 NR 6 - Equipamento de Proteção Individual – EPI
A Portaria nº 25 da Secretaria de Inspeção do Trabalho de 15 de outubro de 2001 define: “Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”.
É de responsabilidade de o empregador fornecer o EPI necessário para cada função, já o trabalhador tem como responsabilidade fazer o uso do equipamento a ele disponibilizado, e a CIPA deve fiscalizar se estes equipamentos estão sendo utilizados de forma correta. (NR 6)
É interessante que haja uma capacitação dos trabalhadores para o uso correto do EPI e a conscientização de que o EPI é muito importante para prevenção de acidentes.
São vários tipos de EPI que existem, todos com uma função específica de proteger algum local do corpo humano, na tabela a seguir tem-se alguns dos EPI
utilizados e qual parte do corpo eles podem prevenir os acidentes. A tabela 3 mostra a lista de equipamentos que devem ser utilizados para proteção.
Tabela 3 - Equipamentos de Proteção Individual
Fonte: Adaptado de Ministério do Trabalho e Emprego (2001)
Pode – se constatar que existem vários EPI, por isso é de grande importância que cada função exercida receba o EPI necessário para prevenção de acidentes.
5.3.3 NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS
“Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.” (PORTARIA N.º 25, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1994, Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho)
Qualificar e quantificar os riscos ambientais são alguns dos objetivos que esse programa tem. O PPRA deve ser elaborado pela empresa e ser utilizado para assegurar a saúde e integridade física e psicológicas dos colaboradores. “Para efetivamente reduzir os inaceitáveis índices de acidentes e doenças do trabalho no País, é preciso agir com competência técnica e de maneira regular em cada ambiente laboral.” (GOMES, et.al. p.3. 2013)
Cabeça Olhos/ Face Audição Respiratória Tronco Membros superiores Membros inferiores
Corpo Inteiro Macacão; vestimenta
Óculos; protetor facial; máscara de solda Protetor auditivo
Respirador purificador
Vestimentas; colete a prova de balas (vigilantes) Luvas; creme protetor; manga; braçadeira; dedeira
Calçado; meia; perneira; calça EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Partes do
corpo EPI
Os riscos ambientais podem ser físicos, químicos ou biológicos, e variam em função do tempo de exposição, da natureza do agente, da intensidade e da concentração.
Riscos ambientais causados por agentes físicos podem ser: ruído, vibrações, radiação (ionizante e não ionizante), temperaturas extremas, pressões anormais. Riscos ambientais acarretados por agentes químicos são compostos que penetram no organismo pela via respiratória, através da pele ou ainda por ingestão. Agentes biológicos que causam riscos ambientais são bactérias, fungos, vírus, entre outros. (NR 9, 1978)
A estrutura do PPRA deverá conter: planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; estratégia e metodologia de ação; forma do registro, manutenção e divulgação dos dados; periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. (NR 9, 1978)
O PPRA deve ser revisto sempre que preciso, ou no mínimo uma vez ao ano, para serem feitas as mudanças necessárias, avaliação do programa e estabelecimento de novas metas. (NR 9, 1978)
5.3.4 NR 18 – Programa de Condições do Meio Ambiente de Trabalho
O Programa De Condições do Meio Ambiente de Trabalho – PCMAT tem como objetivo uma serie de medidas a serem adotadas no decorrer da obra a fim de, planejar e incentivar a implementação de meios de controle e prevenção de segurança, nas condições e no meio de trabalho. (NR 18)
Segundo a NR 18, o PCMAT é obrigatório com em locais com mais de 20 trabalhadores, e baseia-se nas exigências da NR 9, onde se planeja metas para a diminuição de riscos, executa-se e avalia o andamento.
Contudo o PCMAT deve ser alterado caso ocorra alguma mudança na obra, sendo mudanças de cronogramas, a utilização de novas tecnologias, alterações de projetos entre outras. (SESI, 2005)
A NR 18 cita os documentos necessários para o PCMAT:
Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho, e suas respectivas medidas.
Projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas da execução da obra; Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas.
Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT.
Layout inicial do canteiro da obra, contemplando inclusive, a previsão do dimensionamento das áreas de vivência.
Programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária.
O PCMAT por ser um PPRA mais detalhado traz normas de segurança mais especificas em relação à construção; como a UHE Sinop é uma obra que no seu primeiro ano será apenas escavações e execução do canteiro, será destacado as mais importantes:
O local deve ser previamente limpo, retirando e escorando o que for necessário. (NR 18, 1978).
Os serviços que envolvam movimentação de terra devem possuir um responsável técnico legal. (NR 18, 1978).
“Taludes com profundidade superior a um metro e setenta e cinco centímetros devem ser propriamente escorados com estruturas.” (NR 18, 1978).
As escavações dever ter sinalizações de advertência, e isolamento da área que está sendo executada a mesma, (NR 18, 1978).
Qualquer escavação só poderá ser executada com a autorização do engenheiro responsável, (NR 18, 1978).
6 METODOLOGIA
Primeiramente será realizado o estudo do Sistema de Gestão implantado pela UHE Sinop, no departamento da Engenharia de Segurança responsável, através da coleta de dados junto a Coordenação e entrevistas.
A fim de identificar os riscos, será solicitado o mapa de risco (layout) da obra, na qual será realizada uma visita técnica, para identificar os reais riscos enfrentados pelos trabalhadores.
Após a visita, será realizada uma entrevista ao responsável pela Segurança do Trabalho e sistema de gestão, através da ouvidoria 0800 642 5009 para levantamento de mais informações, como por exemplo, a ocorrência de acidentes sem mortes (com lesão e sem lesão) e posterior comparação com o sistema observado e respectivas respostas.
Será aplicado um questionário (Anexo I) visando entender os conhecimentos de 50 colaboradores do local, de forma a identificar o entendimento, comprometimento e interesse com o sistema adotado pela empresa. A qual serão perguntas simples e direcionadas.
Finalmente inspirado nos locais visitados, entrevistas e questionários, será avaliado os acidentes ocorridos, riscos enfrentados pelos colaboradores, identificando causas e fins específicos elaborando assim propostas de melhorias e medidas preventivas nos locais que apresentam maiores fragilidades no sistema.
7 CRONOGRAMA
O cronograma a seguir apresenta as atividades que serão realizadas ao decorrer do segundo semestre de 2015.
JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO
ENTREGA DA VERSÃO FINAL DO ARTIGO ATIVIDADES REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2015
COLETA DE DADOS ANÁLISE DOS DADOS REDAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO ENTREGA DO ARTIGO AO ORIENTADOR APRESENTAÇÃO DO TRABALHO EM BANCA8 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
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<http://www3.fsa.br/localuser/Producao/arquivos/mapaderisco.pdf>. Acesso em: 10 de maio. 2015
SCHREIBER, G.P. Usinas Hidrelétricas. São Paulo, Edgard Blucher, 1977. SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA; SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. Dicas de Prevenção de Acidentes e Doenças
no Trabalho. 68 p. Disponível em:
<http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivos/dwnl_1227209981.pdf>. Acesso em: 09 de maio 2015.
SILVA, L.G.G. Acidentes de Trabalho: Um Impacto Socioambiental das Usinas Hidrelétricas. Estudos do Trabalho. Ano IV. Nº 13. 2013. Disponível em: <http://www.estudosdotrabalho.org/07revistaRET13.pdf>. Acesso em: 10 de maio. 2015
ZÓCCHIO, A. Prática de Prevenção de Acidentes. 2º Ed. São Paulo: Atlas, 1971.
9 ANEXOS
Anexo A – Questionário que será utilizado para coleta de dados da pesquisa
Cargo/ função:_____________________________________________
1) Já sofreu algum acidente de trabalho durante o período de trabalhado na UHE Sinop? Se sim, qual foi o acidente.
2) Você conhece os riscos de acidente no seu ambiente de trabalho?
3) Você se sente seguro no seu ambiente de trabalho?
4) Na sua opinião, qual é o lugar mais perigoso dentro do canteiro de obras?
5) Cada colaborador cobra do colega o uso do equipamento de proteção individual?
6) Você acha que a empresa forneceu treinamento adequado?
7) Você conhece o significado e as funções que a CIPA deve exercer?
8) A CIPA fiscaliza os ambientes de trabalho?
9) Você acha importante o papel da CIPA na prevenção dos acidentes de trabalho?
11) O que você acha que poderia melhorar em relação à segurança do trabalho?