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O TERCEIRO TEMPORAL DO SÉCULO XX: O PARADOXO DE EINSTEIN (1927), OU DE EINSTEIN - PODOLSKY - ROSEN (1935)*+

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Texto

(1)

O TERCEIRO TEMPORAL DO SÉCI.JLO )O(: O PARADOXO DE

ETNSTETN

(1927),OU

DE EINSTEIN

-

PODOLSKY

-

ROSEN

(193s)*

t

O. COSTA DE BEAUREGARD

Institut

Henri Poincaré, Paris

L

lntrodução

Em

uma

palestra célebre

na Royal

Philosophical

Society,

em

1900,

Lord'Kelyint

disse

ver

duas pequenas nuvens

no

céu geralmente sereno da

Física:

a experiéncia

de

Michelson

e

os

"valores anormais" dos

calores específicos.

Ele

antevia assim,

muito

claramente, as

fontes de dois

grandes temporais iminentes:

o

da Relatividade de

Einstein (1905)

e

o

da Mecânica Quântica de Planck

(1900). Tanto

a tempestade breve e

brutal

da Relatividade, como a tempestade mais demorada

-

e

comumnovo

surto de atividade

em

1924-27

-

da Mecânica Quântica,levaram em suas águas muitos preconceitos.

Depois,

com a

bonanza,

uma

paisagem

toda

nova se revelou,

onde

se projetaram as construções da teoria.

Penso que

hoje

o

terceiro temporal

do

século

XX

começa lentamente

a

cair em

nosæ

cabeças e está em vias de engrossar, e penso que também esse temporal deixará uma paisagem conceitual inteiramente renovada. Da

forma

como vejo, a tempestade

é

a

Mecânica Quântica

Relativfstica

-

uma

teoria

formalizada

matematicamente,

cujas implicações

não

se encontfam bem esclarecidas.

Em

particular,

esse

é

o

cæo

do

problema que discutiremos.

Quanto

à

"saída"

deste problema,

no

contexto teórico experimental, desejamos citar que Eberhard,2 de Berkeley, vé quatro e somente quatro possibilidades:

(i)

Continua-se a

calculaç

porque

tal

funciona

bem, mas

não

se

reflete com

medo dose pegar uma enxaqueca. É a

política

da avestruz, e a opção da maioria.

(ii)

Talvez

a

Mecânica

Quântica

esteja errada

e

a

paradoxal "Correlação de

Eíns-tein"

(que

discutiremos)

não

exista

para grandes distâncias

(Furry,

1935;

Schrö-dinger, 1935)

ou

então em condições sufìcientemente sofisticadæ (Selleri et

al,

L978).

Tal

parece

muito

pouco

plausfvel,

tanto por

razões teóricas

quanto

experimentais.

(iii)

Talvez a Relatividade esteja errada, e

o

"colapso da função de

onda" (um

con'

ceito

sobre

o

qual voltaremos a

falar)

seja um fenômeno que não está de acordo com

a

Relatividade,

estabelecendo

uma

ligação "instantânea

à

distância"

(D'Espagnat, 1976;

Piron,

1976). Tal

possibilidade.parece também

muito

pouco plausfvel, porque

.

Conferência apresentada no

II

Encont¡o de História e Filosofia da Ciência

-

UNICAMP

-,

14

a 17 de novemb¡o de 1979.

I

Noto editorial. As notas e referências bibliográfîcas são apresentadas conforme o original. Excep'

cionalmente, elas estão reunidas no fim do artigo'

(2)

44

O. Costa de Beauregørd

o

formalismo

da

Mecânica

Quântica Relativfstica

leva em conta

admiravelmente bem a situação experimental.

(iv)

Finalmente, se escolhemos

manter

os

os a confiança nos esquemas gerais da Mecânica

Quântica

segundo

Eber-hard,

¿

ítnica

saída

que

rcsta ê

mudar

a

7ue inføimos

'dø vida cotidiana e da Física macroscôpica.

Eberhard

cita

três

proposições:

a

fi

de

Everett, que se parece a

um

"camaleão" astuto

e

es de

Stapf

e

a minhaa, que são

muito

semelhantes,

metafísicas:

um

,.determinismo

whiteheadiano",

na

proposição

de stapp,

e

a

consideração da parapsicologia, na minha.

Minha proposiçÍfo

consiste

em uma leitura literal do

formalismo

da

Mecânica

Quântica

Relativística,

tal

como

ele existe, seja

no

esquema

de

"segunda quantiza-ção,' (Tomonaga, schwinger, Feynman, Dyson), como

no

da "primeira quantização", que eu propus.s

'

Oas quatro saídas mencionadas por Eberhard, somente a ultima é realmente

parado-xal.

É

também

a

única

a

abraçar

totalmente

o

problema

e

querer

tomar

os fatos simples

em

sua ingenuidade.

É

a única que realmentetrata o

paradoxo de Einstein' Mas,

de

fato, o

que

é

exatamente um pøradoxo2 Em todos os dicionários (quase sem exceção)

o

sentido fundamental,

ou ng

l,

da palavra paradoxo,

é o

seguinte:

u* ,n

niiodo

supreendente (eventualmente,

muito

surpreendente), mas talvez verda-entrismo de Copémico. Quando o trabalho

científico

produz

a

natureza,

não

deve ser

o

caso de

reduzí-lo. É

preciso, ao

antes

de

mais

nada

na forma de

uma receita

matetruitica

dades quase uniformes; desapareceram os epiciclos de Ptolomeu! E o discurso

interpre-tativo

soube considerar essa solução

"cômoda" (no

sentido de Poincaré) como sendo, de uma certa maneira, mais verdadeira do que a precedente.

Um

exemplo anrflogo se encontra na Relatividade de Einstein de 1905' Neste caso,

a

receita matemática consiStia das fórmulas do grupo de Lorentz-Poincaré

conhe-cidas

por

Larmor em 1898 e mesmo, quase exatamente, por

Voigt

em 1887). O discur-so

interpretativo,

devido a Einstein,

foi

que as variáveisx e

f

dæ fórmulas represent:lm

o

espaço e

o

tempo

"verdadeiros"

ou

"vividos",

ñð

relatívos acadasistemainercial'

Penso

que

hoje

nos confrontamos

com um

novo exemplo

do

mesmo processo'

A

receita matemdtica perfeitamente adequada, no sentido de que descreve exatamente os fatos (os mais paradoxais que sejam), ainda não

foi

lida em sua ingenuidade. Como

Einstein

fez

em1905,

é

necessário

hoje

que desvendemos

o

"sentido

das Escrituras"

(3)

O Terceiro Temporal do Século

XX

45

2.

O paradoxo de Einstein de 1927

Em

1927,

Einsteins,

no

59 Congresso Solvay, mergulhado ainda

no

berço da "Nova Mecânica

Quântica" de

L.

de Broglie,

Schrödinger, Heisenberg,

Dirac,

disceme nela

um

"sinal

de

contradição", cuja

gravidade

não

cessou de se

confirmar

com o passar

dos

anos.

Por

muito

tempo

a

"contradição"

foi

objeto de

dissertações acadêmicas, até que de repente, como conseqüência de

um

teorema de Bells de 1964, se percebeu

que

o

problema

poderia

ser submetido ao

veredito da

experiência. As discussões se

esquentaram; experiências antigas

foram

reinterpretadas; novas experiências, mais adequadas,

foram

executadas; e se difunde a conclusíio de que o paradoxo está mesmo

dí,

nos

fatos e

também nos ctilculos (os da Mecânica Quântica Relativfstica).

O

que devemos fazer? Devemos

moldar

o

discurso

interpretativo em

consonância

com

as

fórmulas que a experiência verifica;

tentar

ser, após

um

Copérnico, após um Einstein, um

hábil

alfaiate.

Em

resumo,

Einstein

em

1927 dizia: Consideremos uma tela plana

(Fig.

1)

x

-- 0

com uma

pequena abertura

C,

sobre

a

qual

incide uma onda plana monocromática,

portadora

(para

simplificar)

de

um único

corpúsculo.

A

onda difratada pela abertura

é

absorvida

por

uma placa

fotográfica

semiesférica

de centro

Ç

e

se

o

corpúsculo airavessa a abertura, ele vai escurecer

um

grão

L

da placa. Como, perguntava Einstein,

c

L

N

(4)

46

O. Costa de Beauregard

um outro

grão, por exemplo ìy', é informado que não

foi

escurecido? Notemos que não haveria nenhum problema se pudéssemos pensar

que os "dados

são jogados" em C, na abertura; mas, precisamente,

o

formalismo da "Nova Mecânica Quântica", segundo a recente interpretação

de Bom (1926),

enunciava imperativamente que não é em C que os dados sãojogados, mæ sim em

L

eiy'(ou

em qualquer outro ponto da placa que

se queira considerar).

Einstein

notava também

que

essa misteriosa transferência "instantânea" de

infor-mação de

L

a

N,

ou

vice-versa

(pois

existe também uma

"forma

negativa"

do

argu-mento, devida a Renningerro), parece contrária aos princípios da Relatividade de 1905.

Por volta de

1947

o

problema

era

discutido

ativamente

no

grupo de Louis

de Broglie, a quem um dia eu fiz notar o seguinte: existe de

fato

um caminho físico ligando

L

a

N,

pelo pæsado, situado em

C

Como a teoria flsica constatou repetidas vezes que

em

Mecânica,

em teoria de

ondas, em Mecânica Relativística, e mesmo

no

esquema

geral

do

cálculo

de

probabilidades,

os

fenômenos elementares são intrinsicamente simétricos em relação

futuro

r= passado,

por

que não seria este

o

caso também neste problema? Teríamos então que, uma vez 'Jogados" os dados

emL

eil,

eles poderiam estar correlacionados

por

meio de

um

ngue-zagte

LCN

-

o

que certamente implica uma concepção

"T-simétrica"

da causalidade. Mas, uma

vezmus,por

que não?

Louis de

Broglie

pensou positivamente

que

eu

havia enlouquecido. Entretanto,

pude publicar minha

hipótese

em

1953

nos

Comptes

Rendus

de lAcadémie

des Sciencesa e em diversas outras ocasiões. Minha hipótese é hoje discutida abertamente2,

e não é considerada nem mais nem menos louca que a de colegas que também estudam o incrfvel paradoxo de Einstein . . .

A

interpretação matemática da Nova Mecânica Quântica, proposta

em

1926 por

Bom,

consiste

em

uma modificação

radical

do

cálculo de

probabilidades aceito até então, e

levou

à definição

do

que é bem necessário chamar

um

"cálculo ondulatório

de probabilidades",

de

onde nascem os

mil

e um paradoxos

(muito

bem verificados)

dessa teoria,

incluindo

o que se estuda aqui.

Born troca

o

princípio

clássico de adição de probabilidades parciais por seu

princl-pio

de adição de amplitudes parcfuis (que se propagam como ondas).

A

probabilidade, segundo

Born,

é o

quadrado

do

módulo dæ

somæ das amplitudes. Sua expressão

contém

termos

quadráticos

que, se

aparecessem sós,

recairiam

na

lei

antiga;

mas existem ainda termos retangulares, que

têm

a

forma

de termos de interferência, ou de

batimento ondulatório. São'tais

termos

que

se encontram

na

origem dos

mil

e

um paradoxos da Mecânica Quântica. Sob este

ângrfo

ana1.rfieza. do paradoxo de Einstein não é nova. Sua especialidade consiste no valor das distâncias espaciais (vários metros) e temporais onde ele se manifesta.

3.

O paradoxo de Einstein em 1979

Uma

pequena

fábula permitirá introduzir

o

assunto.

A

0h

G.M.T. dois

viajantes deixam Calcutií,

C

indo um

para Londtes,

Z,

e

outro

para Nagasáki,.Ày', levando cada

um

uma caixa fechada, que contém, ou não, uma única bola, que um terceiro homem

(5)

O Terceiro

Tanporal

do Século

XX

4T

guardou

em

Calcutá

por

trás de uma

cortina.

Às

t

h

G.M.T.,

tendo aterrissado, cada viajante abre a caixa e encontra, ou não, a bola. Cada um infere imediatamente o que

o outro

encontrará. Nenhum paradoxo existe neste fato: é um problema elementar de

informática. "Os

dados foram lançados" em Calcutá, e

foi

lá que a probabilidade

-

ou

a entropia

-

"objetivamente"

variou de uma maneira "escondida".

O

que varia em

L

e,fy' é somente uma informação

"subjetiva".

Estamos trabalhando,

na

linguagem da nossa problemática,

com uma

"teoria

de variável escondida

local",

que vale

0

(zero) numa caixa e

I

(um) na outra. E este é o começo e o

fim

dahistória.

O

cálculo usado é

o

cálculo clássico de probabilidades, que

trata

de objetos separada-mente dotados de propriedades.

Unu

observaçdo signiftcativa ë' entretanto aproprinda.'a inferência lógica de

I

em relação a ¡y',

ou

vrce-versa, não é telegrafada diretamente, mas ao longo do zigue-zague

LCN,

com uma ligação no passado, em C. De fato, para obter a inferência, cada um dos viajantes deve se lembrar de seu

vôo

desde Calcutá, do

joguinho

que

foi

realizadalâe

inferir

o

vôo

do

outro

desde Calcutá. Como deve ær, a Lógica, a Matemática e a Física

seguem o mesmo caminho:

o

zigue-zague LCN.

ct

xyz

(6)

48

O. Costa de

Bøuregard

Essa situação será reencontrada na ccinelação de Einstein,

stricto

sensu,, mas com

umã

mudança

radical

devida ao

fato

de que a regra

do

c¡ílcr¡lo de probabilidades

foi

mudada por Bom.

Uma

versão quântica

do

problema

e

que

deu margem a váriæ

experiênciasll

é a

seguinte

(fig 3).

Em

C um átomo decai em "cascata" de um nível superior a um nível

inferior,

passando

por um nível

intermediário,e

emitindo

assim dois fótons correlacio-nados a e ö. Destes pares são selecionados aqueles que percorrem, em sentidos opostos,

um

mesmo

eixo

¡

do

laboratório. Dois

polarizadores lineares

L

eN,

de orientações arbitrariamente ajustáveis,

portanto com

um

ângulo

relativo

a

(entre

æ direções de

polarização),

são

colocados respectivamente sobre cada

æmifeixe.

Iæmbremos que se

um

fóton

incide

sobre

um

polarizador

linear, então

acontece

de

duas uma: ele passa, respondendo s¡rn à questão "sua polarização æ encontra paralela à direção

y

do

polanzador",

ou

ele

não

passa, respondendo

não a

essa questão

(quer dizer, sdn

à

mesma questão com relação à direção z, perpendicular à precedente).

Para

os

pares

de fótons

ø

e å

existem

portanto quatro

respostas possfveis, que denotarei probabilidades (1,0) e (0,1).

A

Mecânica

Quiîntica

prediz,

e

a experiêncía

verihca,

que

existem dois tipos

de

cascatas possíveis. Para um dos tipos ela prediz que

(l,l)=(0,0)=

|cost

a

;

(1,0)=(0,1)=

lsn"a.

(1)

Para

outro

tipo

os

dois

valores são

trocados.

Em

particular,

no

primeiro

tipo,

se

ct= n | 2 (polarizadores cruzados),

(l,l)=(0,0)=0;

(1,0)=(0,1)=|.

Q)

Tais resultados, à primeira vista nada excepcionais, equivalem a

um

terremoto que abre

o

solo

sob

os

t's

do bom

senso.

No

cæo

a=r12,

eles predizem que /odos os

pares de

fótons

analisados exibem duas polarizações lineares paralelas entre si

(muito

bom);

mas além disso,

que

essas

poldzações

slo

paralelas a

um ou

a

outro

dos dois polarizadores cruzados,

cuja

orientaçõo

é

arbitniria, e,

em

princípio,

possível de ser decidida depois que os

fótons

tenlwm deixado a

fonte!

Incidentalmente, uma experiência

está

sendo

montada

em

Orsay, para testar

este

ponto particular, mæ

muito

importante.l2

Em

outrds

palavras,

a

teoria

neo-quântical3

e

a

experiência,

concordando entre si, mostram:

(i)

Que os dois

fótons

coneløcionados ntío possuem polarizações ao deixar ø

fonte

C,

mas adquirem uma mais tarde, øo interagir com os polarizadores

L

e N.

(ä)

Que, no entanto, essas polarizações se encontram correlacionadas. Em termos mais figurativos:

(i')

Os "dados são lançados" não

"çando

agitados

no

copo

emC",massimquando

(7)

O Terceiro Temporal do Sécub

XX

49

(ü')

No entanto eles se encontram corrälacionados !

Não há

nenhuma

dúvida de

que, se esse resultado experimental pudesæ

ter

sido

obtido

antes de

lg24,Ienaprovocado

amesmaestupefaçãoqueaexperiênciadeMichel-son. Os físicos paleoquânticosr3, de

fato,

pensavam que os fótons, quando deixavam a

fonte,

possuíam

polanzações

-

polarizações compatfveis,

bem

entendido,

porém arbitrárias.

Ora,

em nenhum casora

tal

hipótese

permite obter

o

resultado medido

(l,l)=0

se a

=n12.

Por que canal a paradoxal correlação de Einstein é estabelecida?

Somente

um

canal é fisicamente ocupado,

o

zigue zague

LCN,

tendo umaligação

no

pæsado, na

fonte

C

(Fig¿Ð

Mostra-se tambémrs que esse cerl'al é o que segue do cálculo e do ¡aciocínio:

voltarefa

falar sobre o assunto.

N

E

mais: experiênciæ de correlação de polarizações (baseadas, destavez, na desinte-gração do

positrônio)mostraraml6

que a fórmula precedente de correlação é invariante

po¡

deslocamentos arbitrários dos detetores

L

e

N

ao

longo

do eixo

x

no laboratório.

No

espaço-tempo, isso significa que a

fórmula

de correlação é invariante por deslo-camentos

arbitrários

dos pontos-instantes

de

detecção ao

longo

dos feixes

CL

e CN

-

e

tal

é equivalente a explorar,

ponto por ponto, o

zigue-zague

ICM,

verificando se

ele é realmente

o

canal de conexão.

Isto

é verdade em particular para distâncias

espa-ciais

ZC e.l/C

bastante diferentes

e,

conseqüentemente, para instantes

de

detecção em ordem cronológica qualquer. Por todas essas razões

-

e "æsinando um cheque em

branco"

sobre a experiência que está sendo efetuada

por

Aspectl2

-

considero

muito

difícil

refutàr minha idéiaa

-

que é fambém a de Stapp3 e

Davidonu

-

de que o

caral

da coneloção de Einstein é o zigue-zague LCN.

A

sirnetria intrfnseca passado

+

futuro,

invocada no argumento precedente, implica

a

existência

do

fenômeno temporalmente

recíproco ao anterior

(Fig. 4),

uma

anti-cascata

Cinduzida

pela absorção conjunta de dois fótons (Fig. 5).

Tal

tipo

de experiência se

tornou rotina

depois

do

aparecimento do laser com fre-qüéncia regulávell8. Bem entendido, uma correlação de fase bem definida é necessária

para

a excitaçfo da

anticascata.

Em

verdade,

os

dois

lasers pulsam

na

freqüência

(ry

-ru),

de

maneira

que

a

absorção se

faz por

baforadas. Fqra isso, nada mudou

L L,

N,,

(

(8)

50

O.

Østø

de

ßuuregørd

ct

N

,t

N

t

N I D tvï

c

t

L L L

(9)

O Terceiro Temporal do Sécub

XX

51

e

as

fórmulas

(1)

podem set "testadas"

para essa experiência,

e

na

realidade mais facilmente e com maior precisÍo le do que no caso das cascatas.

Incidentalmente, dois aspectos bastante paradoxais das cascatas parecem à primeira vista completamente triviais nas anticascatas: a conservaçÍo da

fórmula

de correlação 1ó para distâncias especiais

LC

e

NC

muito

grandes e

o

fato

de que a orientação

signifi-cativa

dos

polarizadoresr'

é a

existente

quando

os fótons os

atravessam. Essa cir-cunstância resulta

díretamente

do princfpio

de

irreversibilidade macroscópica, que, devidamente projetado ao

nfvel

microscópico, tende

a

fazer crer que

o fóton

adquíre

e conserva uma certa polarização durante e após a travessia do polarizador.

Existe

af

uma

especifìcação

do "princfpio

de

ondas retardadas"

e do 'þrincfpio

do

colapso de ry'" que, em minha opinião, é completamente enada em nível elementar.

As

figuras 6a e 6b

ilustram

a concepção de origem macroscópica (em minha

opiniÍo,

errada) e a concepção T-simétrica do colapso de ry'.

xt

x

N L Fisura 6ø

L

Figrrro

6b

N

De

qualquer

forma,

o

conceito "retardado"

da

causalidade

utilizado pelo

físico

paleoquântico

não teria sido

sufÌciente

pala

liberá-lo

de uma grande perplexidade:

a

presença

dos termos

retangulares

na fórmula de

correlação

implica

que os

dois

fótons

correlacionados

nffo

sto obietos

separadamente

dotødos

de

polarizaçdots ,

(10)

52

O. Costa de

Beøurqard

concluindo

esta seçÍlo, eu

diria

que a

teoria formula,

e gue a experiência em

gran-de

parte

verificou, a

existência de uma

conelaçío preditíva

entre medidas futuras (sobre sutsistemas

tendo uma

origem

comum:

correlação

de Einstein

strícto

sensu)

e

o

de

lma

coftelaçEo retroatíva entre preparaçõès paswdas

(tendo

uma

interaçÍo

futura:

correlação de Einstein inversa).

Nos dois

casos existe

o

que

B.

D'EspagnatÐ, seguindo os passos de Einstein,

Po-dolsky e

Rosen2l

,

chama

de

nÍo-separabilidade

entre

medidas

ou

prepafações

espa-cialmente

muito

distantes,

a

conexão

sendo

feita

-

penso

ter

provado

-

Por

um zigue-zague

LCN

a

Feynman, estando a ligaçlto

C

ou no

passado

ou no

futuro.

Trata-se

aqui de uma

conseqüência

tlpica

-

e

surPreendente

-

da prcpagaçdo

ondulatória

da

amplitude

de

prcbabilidade

(princfpio de

Born)

junto

à

T-simetria

intrfnseca inerente em

teoria de

ondas,

com

a

qual

se calculam as probabilidades'

4.

Invaríâncias de

I'orentz

e CPT

Sendo

tai

ente, a T-simetria invocada

precedent

l¡schmidt

e

de Zermelo)

è

uma

ab

à

luz

da invariltncia de

l¡-rentz relativfstica.

Nem a T-simetria (segundo

o

eixo

dos tempos

f)

nem a P'simetria (segundo

os três

eixos

espaciais

x,

y,

e

z)

são separadamente

I¡rentz'invariantes.

No

entanto,

a PT-simetria (segundo os

quatro

eixos

x,

y,

z

e

t) o

é.

Em

todos os Iu-gares onde se

falou de

T-simetria é preciso,

portanto,

mais precisømente, rubentender PT-simetria. Mas isso ainda não é

tudo.

Iæe

e

Yang,

em

1955,

evidenciaram

que

a invariância partícula-antipartícula, a

C-invariância,

é

violada nas interações fracas;

fìcou

estabelecido entffo, sob hipóteæs

muito

gerais,

que a

simetria

invariante

associada

à

l¡rentz-invariância

é o

produto CpJ.

A

rigor, portønto,

é preciso

ler

CPT-simetria

em

todos os lugøres onde se

fala

de T-simetria.

A

Teoria

Quântica

de

campos, que

é a formã

superquantifìcada

da

Mecânica

Quîntica

Relativística,

é

Larentz

e

CPT-invariante (assim

como,

é claro,

o

esquema da

"matriz

S" que se deduz com Tomonaga, Schwinger, Feynman e Dyson).

O

esquema de Feynman é particularmente bem adaptado (como

mostreils)

para a

discussão das correlações de

Einstein

direta e inversa. Ele coloca em plena evidência

a

sfntese

dos dois princípiop "paradoxais"

da CPT-simetria e da adição de probabili-dades

de Born.

Fornece espontaneamente

a fórmula

das correlações preditivas entre medidas

futuras L2M2N2

e das correlações

"retroditivas"

entre preparações passadas

LrNrMr

(Fig. 7). Concluo que o zigue-zagte de

Feynmm

LtCNt

ou

LxCNz

(po.

exemplo)

é

o

"deus

ex

machinn

da

correlaçtio"

e

o

"feiticeirc do

pamdoxo"

de Einstein.

Portanto,

quando tomada a sério, a CPT-simetria da matriz S implica, em particular,

a

simetriq

mtitua

completa dos conceitos

de

preparação (em

LrMrN)

e de medída (pm

L2M2N2)

e, assim, suo troca efetiva pela

opøa@o

CPT (é o argumento

(11)

anterior-O Terceiro Temporøl do Séatlo

XX

53

M2

L N2 2

c

ct

Lt

A I I

l+

xY

z

Figura

mente

utilizado na

discussão

de

cascatæ e

Mt

7

anticascatas

N1

secção

3).

A

CPT+imetria

implica,

por

outro lado,

que

o

conceito

do

"colapso

de

,þ"

deve necesvriamente ær

definido

ao mesmo tempo conto Lorentz-invatiante e CPT-simétrico.

Em

relação

à

posição covariante

relativística, mostreirs

que

não

somente isso é

possível, mas que

tal

segue automaticamente

do

esquema covariante

relativístico

da primeira quantizaçãos. Resumo aqui a conclusão obtida.

Trata-se de obter a generalização covariante da fórmula bem conhecida da Mecânica Quântica de Schrödinger

ú(x',

t)

=fr

ô

(x'

-

x)

ú

(x,

t)dx,

(3)

onde a distribuição

ô

de Dirac

é

a função

própria

associada ao operador de posição

¡22.

Demonstrou-ses que a extensão relativística de (3) é

(;"'lal=(x'lx)klù,

(4)

onde

(x'l,a)

denota a função de

onda

em

todo ponto do

espaço-tempo,

e

onde o

(12)

hipersu-54

O.

Østa

de

Buuregard

perflcie

arbitrária

o; (x' lx)

denota o propagador de Jordan.Pauli,

D,

que, como é bom conhecido, admite æ duæ expressões

D=D._D-=4a

+h

(5)

exibindo

as¡im uma conexão

(pucial)

entre æ duæ simetriæ

lntrfnsecæ, partlcula.

antipartlcula (D*

e

D)

e ondas retardadas e ávançadas

(D¡ct eDor).

Bsto propagador, identicamente

nulo

na

região

"qualquer-lugar", é

nlenulo

no futu¡o e

no

pæsado. Mostraeo quo

(x'l¡')

=(x'l¡)

(x

l¡")

(6)

desde que

haja

ortogonalidade entre

(x

l¡')

e

(.r

lx")

e se

(x'-

x')

é do

tipo

espaço.

A

fórmr¡la

(4),

que resolve o problema de Cauchyæ, pode ser interpretada também

como

o

desenvolvimento

da

fiurção de

onda

em

todo ponto do

espaço.tempo, no sistema

ortogonal

dos propagadores

(x'lx),

tendo os seus

¡

sobre

ø;

os coefìcientes do desenvolvimento sendo os valores

(x

I ¿) de

b'lù

sobre o.

Este formalismo

existe para as soluções da equação

Klein.Gordon (com

ou

sem

termo

de mæsa), e neste caso

o

operador de

conente

de Gordon, [ ô ¡,

] = ô-¡

-

ô-r

é inserido

em

lx )

(x

I (é preciso portanto conhecer sobre øa

funçÍo

de onda e súà

¿eriül

da normal). Ele existe também pars as soluções da equação de onda com spin (Dirac, Petiau-Duffin-Kemmer,

etc.

.

.)

e em tais casos a soma sobre

lx)(tlimplica

também uma soma sobre os fndices de spin (é preciso conhecer várias componentes da função de onda).

o

ct

ryz

(13)

O Terceiro Temporal do Século

XX

55

A

generali

da medida de posição é

portanto

como segue:se a

partí-cula é

encont

a hipersuperflcie a¡bitrária o qo elemento

do^

(Fig. 8),

a

posição

pr

ente

é

kl

lx),

com

x

em

dol.

Isso

quer

dizer que

a

partícula

chegou em Jt

no

semicone

do

pæsado,

e

que partirá

novamente de

x

no semicone

do futuro

-

uma verdade

conhecida

por Minkowski. Mæ

o formalismq

quântico

implica,

além

disso,

que

a

medida

de

posição efetuada sobre

o em

do\

colapsa

k'

la). sobre

(x'

lx).

A

matemática impõe

portanto

a idéia de colapso

T-simé-trico

(CPT-simétrico), isto é, o conceito de cobpso e anticolapso.

Esta

é

a

idéia

sustentada ao

longo de todo

este artigo como chave

do

paradigma formalizando o paradoxo de Einstein.

Incidentalmentg, este

m

operador posição covariante é

o

quadrivetor

x^,

com

a

em o

Q

graus de liberdade e

não 4; por exemplo, æ três

5. As duas faces simétricas do conceito de ínformaçdo: aquisição de conhecimmto e poder de organizøção

A

cibemética

-

uma extensão (considerável)

do

cálculo clássico de proþabilidades

-define

a informação, 1, como matematicsmente equivalente à negentropia

N,

e escreve a fórmula reversível

N+I

(7)

Na

recepção de uma mensagem, o sinal, dotado de uma "negentropia estrutural" try',

é

"decodificado"

e

"compreendido", fornecendo

uma informação-conhecimento

I.

Na,emissão, este sinal

foi

"concebido"

e

"codificado",

de uma informoçãoorganizaçdo

Lu

Infelizmente, no

nlvel

macroscópico, o

princípio

da ineversibilídade física (Segun-do

Princípio

da Termodinâmica) impõe uma "degradação"

tal

que

Ir

> N>-

12

(8)

que

é

somente

um

incidente

aborrecedor,

porque de

direito

existe

a reversibilidade

I'=|l-¡''

No

"óálculo ondulatório dæ probabilidades" de

Bom,

Fock2s, Watanabe26

e

de

outros2?, Colocou-se em evidência,

por um

lado, uma ligação biunívocø entre as duas

simetrìns

de

direito,

"probabilidade

cfescente e decrescente"

("predição

e retrodiçâ'o cegas") e "ondas reta¡dadæ e avançadas"; e,

por

outro lado,

entre

os

dois princípios

de

ente"

e "ondas

r

da

CPT

- invar

a reversibilidade

(14)

56

O. Costa de Beanregard

perturbaçdo sobre

o

que esili

sendo

medido.

A

bem da verdade, esta afirmação está

impllcita

em todos os tratados de Mecânica Qr.r,întica onde está escrito que o aparelho de medida perturba, inevitavelmente, a entidade medida.

O ponto

é

que

nîo

se pode parar a aruilise do apørelho, pois onde

fica

a separação entre o aparelho e o observador?

Einstein,

Podolsþ

e

Rosen2l

,

no

célebre

artigo de

1935,

escreviam:

"Se,

sem

perturbar

de nenhuma

forma um

sistema

[B],

é posslvel entretanto

[por

uma medida envolvendo

um outro

sistema

A]

predizer

["teledizer"

seria mais apropriado] o valor

tomado

[por

um

ai¡Uuio

b de B se nós o medimos], então existe um elemento cores-pondente da realidade

física

.

.". A

premissa

maior

do

silogismo: Se, sem perturbar

de

nenhuma

þnna

(qtue

8.,

P.,

R.

consideram posslvel) estd

qrada:

a

medidt feita

emA "pûttnba" B,

sendo o canal de ligação,o zigue-zague ACB . . .

Como

se

pode testar este

ponto

crucial?

Certamente,

niío com

uma geringonça

(como

alguns autores propuseram anteriormente). É precisojogar com a reciprocidade

da

transição

N+1,

alterando-se

æ

probabilidades de

predição

dos valores de uma gratdeza a pertencendo a

A.Em

outros termos, é preciso proceder com uma experiên-cía de psicocinese em

A, e

velilrcar que a perturbação provocada é repercurtida em

B.

Eu

creio saber que uma experiência deste

tipo

está sendo preparada num laboratório dos EUAæ.

6.

Conclusões

P. DuhemT, seguido

por

outros,

explicou

muito

bem

que a experiência propriamente

crrcial

nõo existe,

porque

não

se

terminaria

de enumerar os pressupostos

implícitos

qnure cada

um

p6e,

diþrentemenfe,

na hipótese a testar.

Segue então qræ a

vitória

de um novo paradigma não é julgada

por "nocaute",

nem

"por

pontos",

como numa

luta

de

boxe.

O paradigrna balança quando os tempos são

profiícíos e

qwndo a

acumulação de experiênctas diversas termina

por

tomar muito

difícil

a vida para o antigo paradigma.ze

No

problema

do

"paradoxo

de

Einstein",

existe, incontestavelmente,

um conflito

entre os

/øros

(observados

e

descritos

pela

Mecânica Quântica),

por um

lado,

e

a

Relatividade Restrita no sentido de 1905, por

outro.

Definida

por

Einstein

em

1905, a Relatividade Restrita era considerada invariante sob

o

grupo de

I¡rentz

ortócrono (sem inversão do eixo do tempo) e ligada ao

princí-pio

de causalidademacroscóp,ica (p_roibição de Einstein de se telegrafar para o passado). Confrontados com esse

conflito,

alguns propuseram

um

"recuo estratégico?': Bell3o e

D'Espagnat

por

um

lado,

Vigier3o e outros, por

outro,

queriam restabelecer um éter e, através dele,

um

substituto

aceitável para

o

conceito de

tempo

absoluto de Newton

(e

de

Schrödinger).

Eu

vejo

múltiplæ

dificuldades nessas tentativas, em particular se

levamos em conta os resultados experimentais de Wilson-Lowe-Butt e Bruno-D'Agosti-no-Maroni.ló

Proponho, ao

contrário,

uma "ofensiva

nova", e

"seguir avante":

definir

arelsttvi-Qade pela invariôncia sob o grupo de

Lorentz

completo e a

CW-simetria.

Apelo para o

(15)

O Terceiro Temporal do Século

XX

57

"poder

encantador" de uma

leitura ritual

do formalismo da Teoria de Campos.

Assim, o que acho é que as propriedades "paradoxais" do telégrafo espaço-temporal

no

nlvel

discutido (esse transmissor

ondulatório

de informações)

implica

a existência

de direito

d,os fenômenos da parapsicologin. Mas, de

fato,

não era

o

próprio

Einstein que falava a respeito de telepatia3l ? Schrödinger, de "magia"12?

L.

de Broglie, de uma mudança das nossas concepções aceitæ sobre o espaço e o tempo?33

NOTAS E REFERENCIAS

1 Lord Kelvin,PåilMag.2,1 (1901).

2 P. Eberhard,lYrovo Cimenlo 468,392 (1978).

3 H.P. Stapp,,fruow Cimento 298,270 (1975).

4 O. Costa de Beauregard, Compîes

Rendus

62,1 (1964); Dialectica 19, 280 (1965); noshoc.

Int.

g ed., Butler, London, 539 (19?0); Proc. Int. Symp.

R

Phys. 6,539

(19'l 6); Synthese 35, l29C (1977).

1

O

Costa de Beauregard, Précis de Mécanique Quantique Relativiste, Dunod, Paris (196?). Ver

também a nota 15.

ó T. Kuhn, The Structure of Scientific Rewlutions, Univ. of Chicago Press, 1962; segunda edição

(1970).

7 P. Duhem, I^a Thêoríe Physique, son Objet, Structure, Rivière, Pa¡is (1906); segunda edição

(1913).

8 A. Einstein em Rapports

et

Díscussíons du 5Q Consetl Solvay, G. Villars, Paris, p.253 (L928). e J.S. neu,flrysr'cs,

l,

195 (1964).

r0 W Renninge4Physik 158,417 (1960);Phys. Zeíts,136,251 (1963).

1l S.J. Freedman e J.F. Clauser, Phys. Rev.

Lett,28,938

(1972);J.F. Clauser,Phys. Rev. Iætt.,

,

36,1223 (1976); E.S. Fry e R.C. Thompson,Phys. Rev. Lett., 37,465 (1976). t2

A.

Aspect,Phts. Lett,54A.,1l7 (197i):Phys. Rer- D14,1944 (1978).

13 Os qualificativos neo-e paleoquântico se refe¡em à "Nova" e à "Velha" Mecânica Quântica.

14 Enquanto a Mecânica neoquântica fo¡nece uma expressai unívoca para as prob

. . . etc . . ., a Mecânica paleoquântica fornece expressões diferentes, dependent

feitas sobre as polarizações "possuídas" de saída pelos fótons.

A

correlação

assim, mais forte e precisa que a da Mecânica paleoquîntica.

ls

O.

Costa de Beauregard, Nuovo Címento

428,41

(1977)

e

518,267 (19't9); Lett. Nuovo Cimento 25,91 (1979).

16 A. R. Wilson, J. Lowe e D.K.Butt, Journ. Phys. G,

2,

613 (L9'16); N. Bruno, M. D'Aeostino e

C.Marcni,Nuow Cimento 408, 143 (1977).

17 W.C. Davtdon,Nuovo Cimento,36B,34 (1976).

rB

A.

Kastler, Ann. Ph.ys. (Pa¡is),6, 663 (1936); P. F. Liao e G. C. Bjorklund,Phys.Rer. Lett., 36, s84 (1976).

19 Esbarramos aqui no.problema da coincidência das absorções precedentes; a abertura quase nula

dos feixes doslasers afina a correlação e dispensa um cáIculo mais preciso.

20 B.d'EspagnaI, Conceplual Foundations

of

Quantum Mechanics, segunda edição, Benjamin

(r976).

Rosen, P/rys.

2). Este foi

21

A.

Einstein, B. Podolsky e N.

História e Fìloso.fio da Cîêncía

Rev. 47,'17'7 (1935) (traduzido nos Cadernos de

o

artigo que atraiu a atençâo geral sobre a idéia

(16)

58

O. Costø de Beauregard

anunciada por Einstein em 192'l (ver a nota 8). O raciocínio de EPR, em 1935, ó não relativista,

o

formalismo usado sendo o da equação de Schrädinger. O formalismo da Mecânica Quântica

Relativística foi dose.nvolvido mais ta¡de (Tomonaga, Schwinger, Dyson e Feynman),

22 Os problemas ¡elativos ao rigor matemático fo¡am deliberadamente deixados de lado. 23 Ver também J. Schwinger,På¡s. Rev.79,1439 (1948).

24 Assim, a cibernética

ree

dupla natureza do conceito do

informa-ção,

mencionado

São Tomás de Aquino, a antissimet¡ia

das duas faces do

concei

ta em evidência. 2s V. Fock,Dokl. Akad.ll¿u,t, SSSR 60, 115? (1948).

S. ìrVatanabe,Rev. Mod. Phys. 27,179 (1955).

27

O. Costa de Beauregard, J. Phys. 12,31'l (1958); Y. Aharonov, P.G. Bergmarm e J. L. Lebowitz, Phys. Rev. 1348,

i410

(1964); F.

I.

Belinfante, Measurements and Time Reversl in Obiective

Qutntum Theory, Pergamon Press (1 975).

28 J. Hall, C. Kim, B. McElroy e A. Shimony, Found. Phys. 7,759.(1977) ftzenm uma

experiên-cia deste tipo, onde faltou o essencial: a presença de um "agente ty'". . .

29

'!{

verdade triunfa porque seus adversários terminam por morrer" (M. Planck). 30

!-ecJaração oral no Colóquio sob¡e o paradoxo EPR da associação Ferdinand Gonseth (Genebra,

10-l

l-l

2, nov. 1979).

3r

A.

Einstein, em Alberî Einstein, Philosopher, Scientist, P.

A.

Schilpp (ed); "The Library of Living Philosophers", Evanston,

Ill,

85 e 683 (1949).

32 E. Sch¡ödinger,Naturaviss 48,844 (1935). Ver. p. 845.

tt

!._¿-g.Brog!e,_ Une.Tent¿tive d'Interprctat¡on C,ausle de Io Mécanique Ondulatoí¡e, Paris,

G. Villars, 73 (1957).

Trødução de

Referências

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