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FILOSOFIA - RESUMO

FILOSOFIA - RESUMO

Prof. Rodolfo Prof. Rodolfo 1. FILOSOFIA CLÁSSICA 1. FILOSOFIA CLÁSSICA 1.1. SÉC. V a.C. 1.1. SÉC. V a.C. • • Democracia;Democracia; •

• Ruptura com a Filosofia Naturalista (pré-socrática)Ruptura com a Filosofia Naturalista (pré-socrática) •

• Antropocentrismo;Antropocentrismo; •

• Retórica/Discurso;Retórica/Discurso; •

• Ruptura com a visão mitológica;Ruptura com a visão mitológica; 1.2. SÓCRATES (470-399 a.C.)

1.2. SÓCRATES (470-399 a.C.) •

• Conceitos com validade universal.Conceitos com validade universal. •

• Técnicas:Técnicas:  –

 – Diálogo/discussão;Diálogo/discussão;  –

 – Expor contradições do interlocutor;Expor contradições do interlocutor;  –

 – Abandono do “discurso competente”;Abandono do “discurso competente”;  –

 – Maiêutica = “dar a luz” ao conhecimento;Maiêutica = “dar a luz” ao conhecimento;  –

 – Parteiro das idéias;Parteiro das idéias;  –

 – O conhecimento verdadeiro vem deO conhecimento verdadeiro vem de dentro;

dentro;  –

 – “Ironia socrática” = aparentar não saber;“Ironia socrática” = aparentar não saber;  –

 – “Tudo que sei é que nada sei”;“Tudo que sei é que nada sei”;  –

 – Racionalismo = razão é o pilar doRacionalismo = razão é o pilar do conhecimento;

conhecimento;  –

 – Certo e Errado = conceitos absolutos;Certo e Errado = conceitos absolutos;  –

 – Ética socrática!Ética socrática!  –

 – Universalismo.Universalismo.  –

 – Razão = absoluto!Razão = absoluto!  –

 – Sociedade = corrompida por não saber.Sociedade = corrompida por não saber. 1.3. PLATÃO (427-347 a.C.)

1.3. PLATÃO (427-347 a.C.) •

• Fundação da Academia;Fundação da Academia; •

• “Diálogos” = herança socrática;“Diálogos” = herança socrática; •

• ETERNO X FLUXO! (Sócrates X Sofistas);ETERNO X FLUXO! (Sócrates X Sofistas); •

• ESSÊNCIA E APARÊNCIA!ESSÊNCIA E APARÊNCIA! •

• Busca o verdadeiro, o eterno em tudo!Busca o verdadeiro, o eterno em tudo! 1.3.1. NATUREZA= Fluxo

1.3.1. NATUREZA= Fluxo •

• Desintegra-se;Desintegra-se; •

• Não há essência imutável;Não há essência imutável; •

• O conteúdo é perecível.O conteúdo é perecível. •

• A forma é ETERNA e IMUTÁVEL.A forma é ETERNA e IMUTÁVEL. •

• FORMA = ELEMENTO ETERNO E ABSTRATO.FORMA = ELEMENTO ETERNO E ABSTRATO. 1.3.2. AÇÃO HUMANA NA CONSTRUÇÃO DO

1.3.2. AÇÃO HUMANA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

CONHECIMENTO •

• As coisas, aparentemente diversas, são sempre asAs coisas, aparentemente diversas, são sempre as mesmas em essência.

mesmas em essência. •

• É A AÇÃO HUMANA QUE CONSTRÓIÉ A AÇÃO HUMANA QUE CONSTRÓI •

• EXEMPLO: quebra-cabeças.EXEMPLO: quebra-cabeças. •

• AA “imagem perfeita está na mente”!“imagem perfeita está na mente”! •

• NÚMERO LIMITADO DE FORMASNÚMERO LIMITADO DE FORMAS 1.3.3. MUNDO DAS IDÉIAS:

1.3.3. MUNDO DAS IDÉIAS: •

• Imagens primordiais;Imagens primordiais; •

• NOMENO X FENÔMENO.NOMENO X FENÔMENO.

1.3.4. EMPIRISMO = conhecimento parcial. 1.3.4. EMPIRISMO = conhecimento parcial.

• Conhece o que não é eterno;Conhece o que não é eterno;

1.3.5. RAZÃO = conhecimento verdadeiro. 1.3.5. RAZÃO = conhecimento verdadeiro.

• Conhece a idéia!Conhece a idéia! 1.3.6. ALMA X CORPO 1.3.6. ALMA X CORPO • • CORPO:CORPO:  –  – Flui;Flui;  –

 – Não é perene;Não é perene; • • ALMA:ALMA:  –  – Eterna;Eterna;  –  – Absoluta;Absoluta;  –  – Verdadeira!Verdadeira! 1.3.7. ESQUECIMENTO 1.3.7. ESQUECIMENTO • • ALMA:ALMA:  –

 – Ao habitar o corpo, esquece o que sabe.Ao habitar o corpo, esquece o que sabe.  –

 – Ao ver o objeto imperfeito, lembra-se daAo ver o objeto imperfeito, lembra-se da essência;

essência; •

• DESEJO DA ALMA:DESEJO DA ALMA:  –

 – Voltar ao perfeito, ao eterno;Voltar ao perfeito, ao eterno;  –

 – EROS X AMOR.EROS X AMOR. 1.3.8. O ESTADO IDEAL

1.3.8. O ESTADO IDEAL •

• Visão de todo;Visão de todo; •

• Funcionalismo do Estado;Funcionalismo do Estado; •

• REI FILÓSOFO.REI FILÓSOFO.

1.4. ARISTÓTELES (384-322 A.C.) 1.4. ARISTÓTELES (384-322 A.C.)

• Crítico da teoria platônica;Crítico da teoria platônica; •

• OBJETIVO: natureza viva.OBJETIVO: natureza viva.  –

 – Processos naturais;Processos naturais;  –

 – Processos de mudanças;Processos de mudanças;  –

 – Conhecimento “enciclopédico”.Conhecimento “enciclopédico”.  –

 – Sistematização da ciência.Sistematização da ciência. 1.4.1. TEORIA DAS IDÉIAS

1.4.1. TEORIA DAS IDÉIAS •

• PLATÃO:PLATÃO:  –

 – A idéia precede a realidade;A idéia precede a realidade; •

• ARISTÓTELES:ARISTÓTELES:  –

 – Inversão da teoria platônica;Inversão da teoria platônica;  –

 – IDÉIA: conceito criado pelos homens apósIDÉIA: conceito criado pelos homens após a experiência com o real.

a experiência com o real.  –

 – NÃO É INATA!NÃO É INATA!  –

 – A forma não existe independentementeA forma não existe independentemente do conteúdo!

do conteúdo!  –

 – Corpo e alma são indissociáveis.Corpo e alma são indissociáveis.  –

 – SENTIDOSSENTIDOS •

• Mecanismo de percepção da realidade.Mecanismo de percepção da realidade. •

• A consciência é um reflexo do que percebemos naA consciência é um reflexo do que percebemos na realidade.

realidade. 1.4.2. RAZÃO 1.4.2. RAZÃO •

• Capacidade INATA.Capacidade INATA. •

• FUNÇÃO:FUNÇÃO:  –

 – Organizar a realidade percebida;Organizar a realidade percebida;  –

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FILOSOFIA - RESUMO

Prof. Rodolfo  – VAZIA ENQUANTO NÃO PREENCHIDA

COM A REALIDADE PERCEBIDA PELOS SENTIDOS.

1.4.3. FORMA E SUBSTÂNCIA • SUBSTÂNCIA:

 – Material do que é composta a coisa; • FORMA:

 – Características peculiares das coisas; • MORTE:

 – Fim da forma; persistência da substância;  – Sem a forma, a substância não “é”. 1.4.4. PROCESSO • TRANSFORMAÇÃO:  – POSSIBILIDADE => REALIDADE.  – EXEMPLOS: • Michelangelo/Esculturas. • Ovo/Galinha. • Semente/Planta.

 – FORMA: limita as possibilidades.

• Uma semente não se transforma em um carro!

• Pedra: ao ser alçada, TEM que voltar ao chão!

1.4.5. CAUSA E EFEITO

• Diferentes tipos de causa. • CAUSA DA FINALIDADE:

 – Causa substancial (material);  – Causa atuante (eficiente);

 – Causa formal (inerente à substância);  – CAUSA FINAL: o PROPÓSITO pelo qual as

coisas acontecem.  – EXEMPLO: CHUVA!

• Chove para que as plantas nasçam!

1.4.6. CATEGORIAS

• COISAS INANIMADAS; • CRIATURAS VIVAS;

 – Sub-categorias: Animais e Homens. 1.4.7. PROGRESSÃO DA NATUREZA:

 – Gradual.

 – Inanimados => Vivos => Homem (Razão).  – RAZÃO = centelha divina (Deus???).  – DEUS = causa incausada.

1.4.8. ÉTICA

• FELICIDADE:

 – Desenvolver todas as possibilidades inerentes.

 – Três Felicidades: • Prazeres; • Liberdade; • Conhecimento.

 – FELICIDADE ABSOLUTA: a combinação das três categorias.

 – Teoria do “meio-termo”/equilíbrio. 1.4.9. POLÍTICA

• HOMEM = ser político.

• SOCIEDADE = realização plena do humano. • QUAL O BOM ESTADO?

 – Aquele que apresenta o equilíbrio para não derivar em uma forma extrema.  – EXEMPLOS: • MONARQUIA => TIRANIA • ARISTOCRACIA => OLIGARQUIA • DEMOCRACIA => OCLOCRACIA 1.4.10. VISÃO DE MULHER • “Homem incompleto” • Ser inferior.

• Visão de mulher da sociedade ateniense. • HOMEM: dá a forma.

• MULHER: dá a substância.

• IDADE MÉDIA: herança aristotélica da visão de mulher.

 – Ruptura com a visão bíblica de mulher (judaísmo).

1.5. HELENISMO

• CÍNICOS: Antístenes (400 a.C.)

 – A felicidade é interna ao ser e não externa.

 – Pode ser alcançadas por todos.  – Diógenes (barril).

 – Visão contemporânea: insensibilidade. • ESTÓICOS: Zenão (300 a.C.)

 – LOGOS = microcosmo é reflexo do macrocosmo.

 – Direito natural.

 – Monismo: não há separação entre alma e matéria.

 – Sêneca: “para a humanidade, a humanidade é sagrada”.

 – Lei natural = destino inevitável.

 – Aceitação do destino de forma impassível. • EPICUREUS: Epicuro (341-270 a.C.)

 – Prazer: bem supremo.  – Dor: mal supremo.

 – Equilíbrio: fundamento do prazer.  – Morte: abstração que não existe!

• Existe quando deixamos de existir.

• NEOPLATONISMO: Plotino (205-270).  – Influencia filosofia cristã.  – Teologia da salvação.  – Mundo dual:

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FILOSOFIA - RESUMO

Prof. Rodolfo • LUZ (UNO) X Trevas (ausência da

luz).

 – MATÉRIA: tênue reflexo da luz.  – Tudo é Deus

 – Logo: devemos viver tudo para chegarmos a Deus.

2. IDADE MÉDIA

2.1. SANTO AGOSTINHO (354-430) • Herança platônica.

• MUNDO: realização dasidéiasde Deus.

• MAL: ausência de Deus (o bem não cria o mal  – o não ser não é).

• Teoria da predestinação: o homem não compreende os desígnios de Deus.

• VIRTUDE = reconhecimento de que fomos “escolhidos por Deus”.

• Distanciamento do humanismo ateniense. • “Cidade de Deus” X “Cidade do Mundo”

 – Ambos existem no homem  – Dualidade na unidade.

 – BEM X MAL: luta existente ao longo da história.

2.2. SÃO TOMÁS DE AQUINO (1225-1274): • Herança aristotélica.

• RAZÃO + FÉ

• Verdade naturais + Verdades de fé.

• VERDADE ABSOLUTA: causa primordial (incausada) • “Ler o mundo é conhecer a obra de Deus”

• “A verdadeira razão nos encaminha para Deus” • NATUREZA: ponto de partida.

• BÍBLIA: ponto de chegada.

• “É POSSÍVEL CRIAR UMA PEDRA TÃO PESADA QUE DEUS NÃO POSSA CAREGAR?”

• RESPOSTA:

 – Para Deus, não há tempo (passado, presente e futuro); logo, não há possibilidade.

 – Deus é vontade (eterno); a ação é humana (tempo).

 – Deus é tudo (pedra); o homem é lim itado (não é a pedra).

3. IMMANUEL KANT

• DEBATE: EMPIRISTAS x RACIONALISTAS

• KANT: crítica ao apelo exagerado à Razão e ao Empírico.

• METÁFORA DOS ÓCULOS:

 – Premissas sobre as quais construímos nossas realidades.

 – TEMPO e ESPAÇO: categorias apriorísticas.

• Existem antes de percebemos a realidade.

 – Tempo e Espaço são características de nossa consciência.

 – As coisas se adaptam à consciência e a consciência se adapta às coisas.

 – RAZÃO: relação de causa e efeito. • Causalidade eterna.

 – O mundo não é “em si”; ele é “para mim”.  – RAZÃO = TEMPO/ESPAÇO =

HUMANIDADE;

 – Todos percebemos segundo a razão. • RAZÃO:

 – Não responde as questões existenciais;  – Tais questões operam além dos limites

da razão;

 – Tais questões são postulados.

 – RAZÃO PRÁTICA: percepção dalei moral

universal 

• Lei moral:formal, anterior à experiência.

• Imperativo categórico: universal e absoluta

• A lei moral garante a verdadeira liberdade.

4. NIETZCHE

• Ruptura com a “moral cristã”; • Moral Cristã = moral escrava;

• Crítica à valorização do “mundo de Deus”; • Deus = limitador da “vontade de potência

humana”.

• Crítica à reificação do mundo em conceitos como “bem” e “mal” (dualismo cristão).

• “Deus está morto” = consciência da verdadeira realidade absoluta da existência humana. • VERDADEIRAS VIRTUDES:

 – O orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior e a vontade de poder.

• Oposição aoimperativo categóricokantiano do igualitarismo.

 – MUNDO: Acaso e Caos

• HOMEM: incapaz de perceber a ordem no caos, pois é um indivíduo em meio ao todo.

• Crítica ao Racionalismo (RAZÃO = PRISÃO). • Negação do sentimento de culpa!

• ACIMA DO BEM E DO MAL

 – “O cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada."

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FILOSOFIA - RESUMO

Prof. Rodolfo  – "Para ler o Novo Testamento é

conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária.“

 – "O cristianismo foi, até o momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o Corpo."

 – "A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade."

 – "A moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo.“

 – "Deus está morto mas o seu cadáver permanece insepulto"

5. JEAN PAUL SARTRE • EXISTENCIALISMO:

 – Radicalismo humanista;

 – HOMEM: único ser consciente de sua existência;

 – COISAS FÍSICAS: “são em si” (simplesmente são);

 – EXISTÊNCIA HUMANA: “para si” (consciência);

 – “Existir precede saber que eu existo”.  – “A existência precede a essência”.

 – O Homem precisa, conscientemente, criar sua existência.

 – LIBERDADE:

 – HOMEM: condenado a improvisar;  – Somos vítimas de nossas escolhas;

 – FALTA DO ABSOLUTO: a consciência traz a percepção de que não há um sentido na vida.

 – ORIGEM DO MEDO: o homem se sente um estranho no mundo.

• MEDO: irrefletido. • ANGÚSTIA: refletido.  – A EXISTÊNCIA É NAUSEANTE.

 – O HOMEM NÃO SE CRIOU E É LIVRE! • TODA AÇÃO DO HOMEM TEM COMO ORIGEM A

LIBERDADE DE ESCOLHA HUMANA.

• NÃO É POSSÍVEL CULPAR ALGO EXTERNO AO PRÓPRIO HOMEM PELAS SUAS AÇÕES. • NIILISMO:

 – Sartre nega o niilismo.

 – A vida tem um sentido, que deve ser criado pelos homens e não imposto por algum imperativo externo aos homens.  – “Somos nós que criamos aquilo que

somos”!

 – EXEMPLO: percepção da realidade! 6. SIMONE DE BEAUVOIR

• Existencialismo a partir da sexualidade:

 – EXISTÊNCIA: transcende todas as diferenças;

 – Não há “homem” e “mulher” enquanto gêneros diferentes.

• Homem: agente. • Mulher: objeto.

 – A mulher precisa romper a alienação do seu ser e perceber que, além dos homens, ela se reprime.

• EXISTENCIALISMO: somos o que escolhemos.

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