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Entender os diferentes tipos de agentes extintores.

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Academic year: 2022

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UNIDADE

III

MATERIAIS E

EQUIPAMENTOS MÓVEIS DE COMBATE AO INCÊNDIO

Objetivos de Aprendizagem

■ Entender os diferentes tipos de agentes extintores.

■ Compreender como proceder, no uso de extintores, em caso de princípio de incêndios, recargas e seus tipos.

■ Analisar as normas sobre os extintores de incêndios.

Plano de Estudo

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:

■ Agentes Extintores

■ Extintores de Incêndios

■ Normas sobre os extintores de incêndios

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INTRODUÇÃO

Prezado(a) aluno(a), nesta terceira unidade, entenderemos os diferentes tipos de agentes extintores, compreenderemos como proceder, no uso de extinto- res, em caso de princípio de incêndios, recargas e seus tipos, sinalizações de emergência para os extintores e analisar as normas sobre extintores de incên- dios. Para isso, dividimos esta unidade em três partes: agentes extintores, extintores de incêndios, normas sobre os extintores de incêndios.

Na parte dos agentes extintores, apresentaremos os tipos de agentes extin- tores existentes, que são: água, pó químico seco (PQS), que pode ser o PQS (ABC) e o PQS (BC), gás carbônico (CO2), espuma mecânica. Mostraremos as diferenças entre os agentes e como cada agente se enquadra para extin- guir o fogo. Dessa forma, conseguiremos entender que cada classe tem o seu método de extinção e que, dependendo do método utilizado, ao invés de extinguir o fogo, aumenta ou espalha o fogo.

Após estudarmos sobre os agentes extintores, veremos que essas substân- cias podem ser acopladas em equipamentos móveis de combate ao incêndio, os quais são os extintores portáteis ou os extintores sobre rodas. Nessa parte, mostraremos os tipos de extintores, descreveremos os tipos de inspeção, manu- tenção, forma de utilização, tempo de recarga e descarga. Discutiremos as sinalizações de emergência para extintores, por exemplo, em caso de incên- dio, de qual forma elas ajudariam para encontrar os extintores.

Por fim, mostraremos as normas sobre extintores de três diferentes códi- gos dos bombeiros (DF, SP, PR), veremos que esses códigos são semelhantes e, por isso, são sempre utilizados. Por meio deles, perceberemos a demarca- ção, a forma correta de demarcação e instalação do seu extintor.

Bons estudos a você e, caso haja alguma dúvida, assista às aulas e, se pre- cisar, faça perguntas tanto para mim, a autora do livro, como para os tutores.

Introdução

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

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AGENTES EXTINTORES

Segundo Camillo Jr. (2012), os agentes extintores são as substâncias sólidas, líquidas ou gasosas que utilizaremos para extinção de um incêndio. Elas podem ser dispostas em extintores (aparelhos portáteis de utilização imediata ou sobre rodas), conjuntos hidráulicos (hidrantes) e dispositivos especiais (chuveiros automáticos ou sprinklers).

Para Camillo Jr (2012), os agentes extintores, portanto, são todas as substân- cias capazes de interromper uma combustão, quer por resfriamento (retirada do calor), abafamento (retirada do comburente), extinção química (retirada da rea- ção em cadeia), quer pela utilização simultânea desses processos. Pode-se dizer que os principais agentes extintores são: água, espuma, pós químicos e gás carbônico.

Como mencionamos anteriormente, as substâncias (água, PQS, CO2 e espuma mecânica) podem ser dispostas dentro de extintores ou hidrantes. Agora, entendere- mos todos esses tipos de agentes extintores, dessa forma, saberemos onde e quando utilizarmos. Devemos ressaltar que é muito importante conciliar os conhecimen- tos sobre agente extintores com as classes de incêndios que já estudamos, pois cada classe tem um agente extintor que é mais favorável e o que não deve ser utilizado, porque poderá aumentar ou espalhar o incêndio ao invés de extingui-lo.

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ÁGUA

O primeiro agente extintor que estudaremos é a água, agente que existe em abundância. Sua ação extintora é o resfriamento (retirada do calor), podendo ser empregado tanto no estado líquido como no gasoso. No estado líquido, pode ser utilizado sob a forma de jato sólido, chuveiro e neblina. Nas formas de jato sólido, compacto e chuveiro, sua ação extintora é somente o resfria- mento. Na forma de neblina, sua ação extintora é resfriamento e abafamento;

no estado gasoso, é aplicada em forma de vapor. A água é condutora de cor- rente elétrica (CAMILLO Jr., 2012).

Conforme Seito et al. (2008, p. 233):

A água é o mais completo dos agentes extintores. A sua importân- cia é reconhecida, pois mesmo que não leve à extinção completa do incêndio auxilia no isolamento de riscos e facilita a aproximação dos bombeiros ao fogo para o emprego de outros agentes extintores.

Atualmente é mais utilizada em sistemas de proteção contra incên- dio como o sistema de hidrantes e mangotinhos, sistema de chuvei- ros automáticos e sistema de água nebulizada, tendo como objetivo o controle e a extinção rápida e eficiente de um incêndio.

Para Seito et al. (2008), a água é o agente extintor que pro- porciona a melhor absorção de calor, e o poder de extin- ção pode ser aumentado ou diminuído, conforme é apli- cado sobre o fogo. Ela pode proporcionar os seguintes métodos de extinção: por resfriamento, abafamento e emulsificação.

Como podemos notar, a água pode ser utilizada como agente extintor para os

Agentes Extintores

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Figura 1- Agente extintor - Água Fonte: Shutterstock - ID 198590924.

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métodos de extinção de resfriamento, prioritariamente e, depois, por aba- famento. O resultado da diferença desses métodos de extinção é o jato que será empregado e produzido por diferentes tipos de esguicho (em hidrantes).

Dessa forma, entenderemos os tipos de jatos existentes, os quais podem ser aplicados de quatro formas básicas: jato sólido, compacto, neblina e chuveiro.

O jato tipo sólido é o mais utilizado na maioria dos hidrantes, formado por um tubo único e totalmente denso de água, tipo tronco-cônico e não oco inter- namente. A água sai do esguicho com a forma de um tubo cilíndrico e comprido, apresentando características de volume e forma bem definidas, como se fosse um filete. Esse jato é produzido pelo esguicho agulheta e é utilizado para atingir locais com maiores distâncias, como incêndios que exigem penetração nos materiais combustíveis ou grande volume de água (CAMILLO Jr., 2012).

De acordo com Camillo Jr. (2012), o jato compacto é um jato fornecido pelo esguicho regulável e possui o centro oco, pois os filetes de água são produzidos pelas ranhuras externas da parte frontal do esguicho. Devemos tomar bastante cui- dado para não confundir esse jato com o jato sólido, pois ambos possuem formato e vazão diferenciados. Já Seito et al. (2008) mencionam que o jato compacto extin- gue o incêndio por resfriamento, e o seu sucesso depende, essencialmente, de se conseguir a vaporização da água na imediata proximidade do objeto incendiado.

Quando falamos sobre o jato chuveiro, temos que visualizar que ele é for- mado por:

[...] pequenas gotas de água que se assemelham a uma chuva. É pro- duzido pelo esguicho regulável e tem a aparência de um cone de 90º com a abertura voltada para frente. É utilizado para a aproximação em incêndios, pois fornece ótima proteção do calor irradiado e também tem grande poder de cobertura, ajudando a extinguir rapidamente as chamas. Pode ser utilizado também com um cone de 45º que atinge maior distância no combate ao incêndio e ainda fornece uma razoável proteção ao calor irradiando (CAMILLO Jr., 2012, p. 94-95).

Portanto, verificamos que, nos jatos sólido, compacto e chuveiro, estamos utili- zando o método de extinção de resfriamento. No jato sólido, o tipo de esguicho utilizado será o agulheta; no jato compacto e no jato chuveiro, o esguicho é o regulável, ou seja, depende da forma como regulamos para produzir o tipo de jato que desejamos.

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Conforme Seito et al. (2008, p. 233), ainda sobre o jato neblina, quando A água é aplicada na forma de neblina, possibilita o máximo de uti- lização da capacidade de absorver o calor (cerca de 90% da água se transforma em vapor). No sistema de hidrantes e de mangotinhos, o emprego do jato em forma de neblina é eficiente tanto na extinção de incêndio confinado como na extinção de incêndio aberto e em líquidos inflamáveis. O efeito de emulsificação é obtido por meio de neblina de alta velocidade. Pode-se obter, por esse método, a extinção de incêndios em líquidos inflamáveis viscosos, pois o efeito de res- friamento que a água proporciona na superfície de tais líquidos impe- dirá a liberação de seus vapores inflamáveis. Em geral, no processo de emulsificação, gotas de inflamáveis ficam envolvidas individualmente por gotas de água, dando, no caso dos óleos, aspecto leitoso.

A água em jato sob a forma de vapor, com esguichos especiais e com bombas de pressão, é aquela fragmentada em pequeníssimas partículas, de diâmetro quase que microscópico, chamada também de neblina. A água, na forma de neblina, apresenta o máximo de superfície em relação ao conteúdo líquido que a compõe, é borrifada em pequenas e finas quantidades na forma de névoa. Disso resulta a máxima capacidade prática para a absorção do calor.

A quase totalidade de água assim empregada no combate a incêndios é trans- formada em vapor, que continua agindo por abafamento, aumentando, dessa forma, o poder extintor da água, sobretudo, em locais confinados (SEITO et al., 2008, p. 233).

Para utilizar, então, o método de extinção de resfriamento e abafamento juntos, temos que produzir um jato chamado neblina, que é obtido por inter- médio de esguicho especial e com bomba de pressão. Assim, conseguimos os dois métodos de extinção utilizados em incêndios em líquidos inflamá- veis viscosos.

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2)

Segundo Saliba (2010), o CO2, ou dióxido de carbono, é um material não condutor que atua sobre o fogo pela exclusão do oxigênio, ou seja, por aba- famento e por uma pequena ação de resfriamento.

Agentes Extintores

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De acordo com Seito et al. (2008, p. 281),

a norma National Fire Protection Association (NFPA) fornece os requi- sitos necessários aos sistemas de proteção contra incêndio por CO2. É um gás inodoro, não tóxico, não condutor de eletricidade, não deixa resíduos corrosivos, que combate incêndios pela redução do nível de oxigênio do ambiente protegido para valores abaixo de 13,86%, im- possibilitando a respiração humana. O CO2 é utilizado em extintores portáteis e principalmente na indústria, na proteção de geradores de energia elétrica, laminadores, máquinas gráficas, tanques de óleo, for- nos, dutos, armazenamento de líquidos inflamáveis etc.

O agente extintor gás carbônico é muito utilizado quando se precisa extinguir incêndios em materiais elétricos energizados (Classe C), pois não danifica os equipamentos e não deixa resíduos. O método de extinção obtido por intermé- dio do gás carbônico é, prioritariamente, abafamento e, em seguida, resfriamento.

ESPUMA

Antigamente, utilizava-se a espuma química, a qual tem sua fabricação proi- bida pela ABNT atualmente, devido ao risco de explosão, pois pode acontecer a obstrução do bico de saída em extintores de incêndios. Depois dessa proibição, surgiram as espumas mecânicas, utilizadas, hoje em dia, em incêndios da classe B.

Segundo Camillo Jr. (2012), a espuma atua nos líquidos inflamáveis ou com- bustíveis classe B, impedindo o contato do ar com os vapores inflamáveis do combustível e resfriando o combustível e os demais combustíveis a sua volta, dessa forma, além do resfriamento há o abafamento como princípio principal.

Camillo Jr. (2012, p. 42) define o efeito da espuma como:

[...] um agente extintor cuja principal ação de extinção é a de abafa- mento e, secundariamente, a de resfriamento, por utilizar razoável quantidade de água na sua formação, conduz corrente elétrica, então não pode ser utilizado em incêndios da classe C. Por um processo de agitação de uma mistura de água com um agente espumante (extrato) e a aspiração simultânea de ar atmosférico em um esguicho próprio, temos a formação da espuma mecânica, que pode ser de baixa, média e alta expansão.

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A espuma mecânica é, portanto, uma mistura de água, juntamente, com o ar e com o Líquido Gerador de Espuma (LGE). Esse LGE pode mudar conforme muda a aplicação da sua espuma, por exemplo, combustíveis apolares (derivados do petróleo, ou seja, gasolina, óleo diesel), combustíveis polares (não derivados do petróleo, ou seja, álcool) ou, se precisar, de espuma de alta expansão.

De acordo com Camillo Jr. (2012), uma espuma, para ser eficiente, deve:

Possuir velocidade de extinção: possuir uma velocidade de dissipação rápida para obter uma cobertura em cima do combustível até a extinção total do fogo.

Ser eficiente na contenção dos gases: a cobertura tem que conter os gases inflamáveis e diminuir os riscos da volta do fogo.

Ser resistente ao combustível: a espuma tem que suportar os efeitos do combustível e não solubilizar as espumas.

Ser resistente ao calor: aguentar os efeitos do calor fornecido pelo fogo.

A espuma é formada por mais de 90% de água e, pela facilidade da mistura com o álcool e com a água, ela deverá ser, obrigatoriamente, resistente ao álcool.

Existem espumas específicas para combustíveis e solventes apolares, como os derivados de petróleo, e para os polares, como o álcool (CAMILLO Jr, 2012).

Por meio da espuma mecânica, conseguimos extinguir o fogo pelos métodos de abafamento, prioritariamente, e, em seguida, com resfriamento, que pode ser utilizado em incêndios classe A, classe B. Quando utilizar em classe A, verificar a necessidade de utilizar a água depois para abaixar a temperatura dos materiais, assim, não há o risco de o incêndio voltar.

PÓ QUÍMICO SECO (PQS)

Há vários tipos de Pó Químico Seco (PQS), os quais estudaremos na sequência.

Cada tipo possui uma composição diferente e, consequentemente, uma aplicação diferente. Há o PQS (BC), PQS (ABC), PQS (especial) e PQS (veículos). Vamos, a seguir, estudar todos esses tipos.

Agentes Extintores

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Mello (2011, p. 36) define o Pó Químico Seco (PQS) como sendo:

um material finamente pulverizado, não condutor de eletricidade, com característica de fluido, tratado para ser repelente a água, resistente a aglomeração, resistente à vibração e com propriedades extintoras va- riadas de acordo com o tipo e a classificação.

Mello (2011, p. 36) continua a explicar que:

PQS é um produto estável a temperaturas de até 60°C, acima desta margem, dissocia-se, exercendo sua função extintora de abafamento. O PQS não é tóxico para o ser humano, porém em grandes quantidades e/ou áreas fechadas pode causar dificuldade respiratória momentânea e irritação nos olhos e na pele.

Conforme Mello (2011), o agente extinto, Pó Químico Seco, pode ser classifi- cado, de acordo com o combustível, em:

Pó Químico Regular (Comum): empregado em incêndios de classe B e C, tendo em sua composição a base de bicarbonato de sódio ou bicar- bonato de potássio.

Pó Químico para Múltiplos Propósitos: empregado em incêndios classe A, B e C, tendo em sua composição a base de fosfato de amônio ou fos- fato de magnésio.

Pó Químico Especial: empregado em incêndios de metais combustí- veis, classe D.

Portanto, para utilizar o PQS, dependerá da classe de incêndio do seu incêndio a fim de sabermos qual tipo de pó que necessitamos para extinguir o incêndio, lembrando, que, independentemente do tipo de incêndio, o PQS atua sempre como abafamento, não possuindo ação de resfriamento. Dessa forma, os incên- dios em que necessitarem da ação de resfriamento para serem extintos, não se deve utilizar PQS para extingui-los.

Segundo Mello (2011), suas várias propriedades extintoras, devidamente combinadas, transformam o PQS em um eficiente agente extintor para quase todas as classes de incêndios, ou seja, classe B, C e D. A extinção por abafamento ocorre devido ao fato de que, quando aquecido, o bicarbonato libera dióxido de

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carbono e vapor de água, auxiliando na ação extintora do PQS. Quando aquecido, o pó apresenta a característica de criar um resíduo fundido e pegajoso, formando uma camada selante na superfície do combustível e o isolando do comburente, extinguindo o incêndio. A principal e mais importante propriedade extintora do PQS é a sua capacidade de quebrar a cadeia de reação da combustão, impe- dindo as reações de propagação.

Os pós à base de bicarbonato de sódio são eficientes na extinção de incên- dios classe B e C, especialmente em óleos e gorduras, pois reagem formando uma espécie de sabão na superfície do combustível, originando uma reação chamada de saponificação, ou seja, “tornou-se sabão”. Apesar de eficiente em classe C, o pó em maquinários pode provocar danos nos equipamentos, devendo ser evitado o seu emprego. Para incêndios classe A, possui ação eficiente nas chamas, mas, como não possui poder de resfriamento, não é recomendado, pois os incêndios em classe A sempre estão na superfície e na profundidade, dessa forma, a ação não será eficiente na profundidade.

O PQS (ABC) de monofosfato de amônia apresenta considerável eficiência em incêndios de classe A, pois, quando aquecido, se transforma em um resí- duo fundido, aderindo à superfície do combustível e o isolando do comburente (MELLO, 2011). Não é indicado em incêndios em óleos e gorduras, pois não ocorrerá a reação de saponificação, devido ao fato de ser outra reação química.

Nos incêndios classe D, também conhecidos como incêndios em materiais pirofóricos ou metais combustíveis, não é recomendável a utilização dos pós quí- micos comuns usados nas classes A, B e C, mas, sim, os chamados pós químicos especiais. O pó químico especial é, normalmente, encontrado em instalações industriais que utilizam esses tipos de metais, ou em seus depósitos. Tendo em vista a peculiaridade dos diferentes materiais pirofóricos, agentes extintores espe- cíficos devem ser pesquisados para cada caso (MELLO, 2011).

Agora, depois de entendermos que os agentes extintores são as substâncias de que dispomos dentro do equipamento móvel ou fixo de combate ao incên- dio para a extinção dos incêndios, analisaremos e entenderemos como são os extintores, como utilizá-los, veremos as normas atuais sobre extintores e como analisá-las. Antes dos extintores, vamos inserir uma tabela resumo do que estu- damos até agora sobre agentes extintores.

Agentes Extintores

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Tabela 1- Correlação dos agentes extintores com as classes de incêndios

CLASSE DE INCÊNDIO

DIÓXIDO DE

CARBONO ÁGUA PQS ESPUMA

MECÂNICA

A Não Sim (Indicado) Não Sim

(Razoável)

B Sim

(Indicado) Não Sim

(Indicado)

Sim (Indicado)

C Sim

(Indicado)

Não (Risco do operador)

Sim

(Pode danificar o aparelho)

Não (Risco do operador)

D Não Não Só PQS

especial Não

Efeito Abafamento

Resfriamento Resfriamento Abafamento Abafamento Resfriamento

Fonte: Camillo Jr. (2010, p. 71) e CBMDF – NT (003/2015).

Em caso de emergência e em um princípio de incêndio, você conseguiria manter a calma, procurar o extintor correto a ser utilizado e o utilizar de forma adequada?

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Depois de compreendermos quais são os agentes extintores, esperamos que você esteja motivado(a) a aprender sobre os extintores para saber como o utilizamos e quais seus tipos. É possível afirmar que essas informações serão muito úteis para você ou no caso de socorro a alguém em apuros.

EXTINTORES DE INCÊNDIOS

Os aparelhos de extintores de incêndios são destinados à extinção imediata de um princípio de incêndio quando, ainda em sua fase inicial, sua eficácia ficará condicionada ao fácil acesso aos aparelhos, ao perfeito serviço de manu- tenção e ao conhecimento pelo operador das técnicas de extinção de fogo e da operação dos extintores (CAMILLO Jr., 2012). Segundo Saliba (2010), os extintores são desenvolvidos para combater princípios de incêndios, e o agente extintor contido nos extintores deve ser adequado para cada classe.

Extintores de Incêndios

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Como podemos notar, os extintores são recomendados para princípios de incêndio, pois sua carga é pequena e, dessa forma, não atuarão com a mesma eficiência em incêndios maiores, além de não conseguirem a completa extin- ção pela limitação da quantidade de agente extintor disponível. Devemos ter consciência, também, de que não adianta ter o extintor e não saber como ele funciona, nem a diferença entre os extintores, não saber diferenciar o extintor para cada tipo de fogo. Essas são as mínimas informações de que precisa- mos para extinguirmos um princípio de incêndio de forma segura e eficiente.

Os extintores sobre rodas ou carreta são de grande volume e, para facilitar seu manejo e deslocamento, são montados sobre rodas. As carretas são posiciona- das em locais onde há grande quantidade de materiais estocados, não pode haver degraus onde estiverem localizados e deve ter abertura suficiente para a passagem do extintor. A forma de utilização é similar dos extintores portáteis, cobrindo uma área de risco maior, seguindo o que o código de cada estado determinar.

Conforme Mattos e Másculo et al. (2011), é importante observar que, no Brasil, existem diversas normas que regulamentam este assunto, sendo diferen- tes entre si. Há a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o Instituto de Resseguros do Brasil, a Norma Regulamentadora 23 (NR-23) do Ministério do Trabalho e as Normas dos Corpos de Bombeiros Estaduais, além de algumas normas municipais. Vale lembrar que cada Estado possui a sua, mas as normas do corpo de bombeiros mais completas são de Brasília (DF), São Paulo e Paraná, sendo as duas últimas similares. Dessa forma, antes de iniciar um projeto de extintores, deve-se verificar para qual órgão será enviado, escolher as normas mais exigentes e observar as peculiaridades de cada órgão.

De acordo com Camillo Jr. (2012), os extintores são constituídos por um recipiente de aço, cobre, latão ou material metálico equivalente, contendo em seu interior um agente extintor. Aqueles podem ser divididos em portáteis, quando manuais e operados por um único indivíduo, ou carretas, quando sobre rodas, exigindo, para seu emprego, um ou mais operadores. O uso de determinado tipo de extintor dependerá da classe de incêndio que se deseja extinguir, portanto, o adequado emprego dos diferentes tipos evitará que seu operador submeta-se a riscos desnecessários, tais como: choques elétricos, respingos de líquidos inflamáveis etc.

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A nomenclatura é feita em função dos agentes aos quais está acondicio- nada. Para cada classe de incêndio, existe um ou mais extintores próprios para combatê-lo e são classificados para o uso conforme a classe de incêndio a que se destinam: A, B, C e D. Todo extintor possui um rótulo, de acordo com o sistema internacional de identificação, do qual constarão as classes de incêndios que o extintor indicar (CAMILLO Jr., 2012).

Figura 2 - Identificação das classes de incêndios Fonte: Força Aérea Blog (2015, on-line)1.

Por meio da Figura 2, verifica-se que quando se tem incêndio de classe A, combustíveis sólidos, será identificado no extintor como um triângulo verde (vide cores no AVA); classe B, líquidos inflamáveis, como quadrado verme- lho; classe C, materiais elétricos energizados, como círculo azul; classe D, metais pirofóricos, como estrela amarela. Com os símbolos, espera-se que se torne mais fácil e rápida a identificação em caso de um princípio de incêndio.

De acordo com Camillo Jr. (2012, p. 48-49),

No Brasil, o sistema de classificação é baseado em estudos e normas elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), reconhecida em todo o território nacional como fórum nacional de normalização e membro do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial do Ministério da Indústria e Comércio. Todos os extintores fabricados atualmente estão providos de etiquetas de identificação, que permitem ao usuário saber a classe de incêndio a que se destinam e o seu emprego correto.

Extintores de Incêndios

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O manômetro dos extintores de incêndios permite que saibamos qual pres- são está no interior do extintor.

■ Nos extintores de CO2, que não possuem manômetro, é necessário que esse extintor seja pesado a cada 6 meses para que saibamos se o peso continua o mesmo ou está vazando gás.

■ Nos extintores de H2O, PQS e Espuma que possuem manômetros.

No manômetro, caso a seta esteja:

■ Na parte vermelha do lado esquerdo, é necessá- ria a recarga do extintor, pois a pressão está abaixo da recomendada.

■ No verde, o extintor está com a pressão correta e.

■ Na parte vermelha do lado direito, é necessária a recarga, pois está com uma pressão superior à recomendada.

Em alguns extintores, no manômetro, no lugar da cor vermelha do lado direito, há a cor branca. Se a seta estiver do lado direito, terá que recarregar, pois a pres- são está acima do recomendado. Dessa forma, verificamos que pode acontecer o fato de o seu extintor estar dentro do prazo de um ano, entre as recargas, e ser necessário recarregar, pois a pressão está incorreta.

Camillo Jr. (2012) explica que o manômetro, além de indicar a pressão do aparelho, serve também como válvula de segurança que se rompe, automati- camente, com o excesso de pressão, fora dos limites de segurança. Atualmente, os extintores de incêndio utilizados são: espuma mecânica, pó químico seco, água pressurizada, gás carbônico e classe D, os quais estudaremos na sequência.

A operação dos Extintores de incêndios de água, PQS (BC), PQS (ABC) e Classe D são semelhantes. Vejamos:

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Figura 3: Manômetro do extintor de H2O, PQS (BC) e PQS (ABC)

Fonte: Unicesumar (2018).

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Operação: o pó ou a água está pressurizado no cilindro, e, antes de reti- rá-lo do local, verifique, por intermédio do manômetro, a pressão do extintor. Se estiver correta, leve até um local seguro, o mais próximo pos- sível de onde será utilizado. Puxe o pino (trava) de segurança e retire a mangueira e o esguicho do suporte. Empunhe o esguicho e acione o gati- lho, dirigindo o jato à base do fogo (CAMILLO Jr., 2012).

EXTINTORES DE PÓ QUÍMICO SECO (PQS)

O agente extintor é o bicarbonato de sódio ou bicarbonato de potássio, os quais recebem tratamento para se tornarem higroscópicos. O agente propulsor é o CO2 ou nitrogênio. O pó químico não conduz eletricidade, entretanto não é recomendável o seu uso, visto que, onde haja circuitos com componentes elé- tricos, pode ser corrosivo (SALIBA, 2010; MATTOS, MÁSCULO et al., 2011).

A Figura 5 demonstra exemplos de extintores de Pó Químico Seco (BC) e Pó Químico Seco (ABC). Os extintores portáteis de PQS (BC) e (ABC), conforme NBR 15808, certificados pelo INMETRO, nas versões de 4 kg, 6 kg, 8 kg e 12 kg. Existem os extintores PQS (BC) e (ABC) sobre rodas (tipo carreta), conforme a NBR 15809 (ABNT, 2017), certificados pelo INMETRO, nas versões de 20 kg e 50 kg para PQS (BC), enquanto que, para o PQS (ABC), a versão é de apenas 20 kg.

De acordo com Camillo Jr. (2012, p. 53), seguem algumas definições:

• Aplicação: incêndios classe B e C ou classes A, B e C.

• Princípio de funcionamento: o pó químico seco é expelido pela mangueira por meio do gás inerte.

• Método de extinção: abafamento.

Atualmente, antes de ler as diferenças entre os extintores a seguir, você sabe qual extintor de incêndio deve ser utilizado, quando estiver incendiando uma panela com gordura ou mesmo o pneu do seu carro?

Extintores de Incêndios

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Figura 4 - Extintores PQS (BC) e PQS (ABC) Fonte: Unicesumar (2018).

Os extintores de incêndios carregam no rótulo as classes que estes extinguem quando estivem necessitando a utilização de um extintor verifique seus rótulos.

EXTINTORES DE ÁGUA PRESSURIZADA (AP)

O elemento extintor é a água que age por meio do resfriamento do combustí- vel material em combustão. O agente propulsor é um gás (dióxido de carbono, nitrogênio). Segundo a antiga NR 23, a água nunca será empregada em fogos de classe B, salvo quando pulverizada sob a forma de neblina, fogos de classe C, salvo quando se tratar de água pulverizada e fogos classe D (SALIBA, 2010).

Segundo Mattos e Másculo et al. (2011), no extintor de água (Classe A), o elemento que extingue é a água que atua pelo resfriamento da área do material em combustão. O agente propulsor é um gás (CO2, N2 ou ar com- primido). O extintor já vem pressurizado, não existindo mais o extintor que precisa ser pressurizado quando for utilizar.

Segundo Camillo Jr. (2012, p. 55), seguem algumas definições:

• Aplicação: incêndios classe A.

• Princípio de funcionamento: a água é expelida pela mangueira através de um gás inerte.

• Método de extinção: resfriamento.

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A Figura 5 é um exemplo do extintor no seu interior (vide cores no AVA):

Figura 5 - Extintores de incêndio de água pressurizada Fonte: adaptada de Castro (2015, on-line)2.

Os rótulos dos extintores de água pressurizada (AP) são muito interessantes, pois demonstram quais são as classes que não devem ser utilizadas e as que podem.

EXTINTORES DE CO2 (GÁS CARBÔNICO OU DIÓXIDO DE CARBONO)

“O gás carbônico é um material não condutor que atua sobre o fogo pela exclusão do oxigênio (abafamento) e por uma pequena ação de resfriamento”

(SALIBA, 2010, p. 63).

Conforme Mattos e Másculo et al. (2011, p. 70), no extintor de CO2 (Classe C), “o gás é encerrado no interior do tubo, onde permanece liquefeito e subme- tido a uma pressão de 61 atm nas condições normais”. O CO2 é uma substância não condutora de eletricidade, que atua sobre o fogo pela exclusão de oxigê- nio, tendo também uma pequena ação de resfriamento. Não é corrosivo, não deixa resíduos, nem perde as características com o passar do tempo. Substitui a espuma no combate a incêndios em que há dissociação da espuma (acetona, acetato de anila, ésteres, álcool metílico, butílico e etílico). Graças à sua nuvem de descarga, pode ser empregado em escapamento de gases. Em contrapartida, é muito pesado e, em virtude do pequeno alcance de seu jato (0,5 a 1m), exige

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muito a aproximação do operador junto à chama. Além disso, não estabele- cendo uma cobertura permanente, há perigo de retorno do fogo.

De acordo com Camillo Jr. (2012, p. 57), seguem algumas definições:

• Aplicação: incêndios classe B e C.

• Princípio de funcionamento: o aparelho expele um gás inerte mais pesado do que o ar.

• Método de extinção: abafamento.

A Figura 6 apresenta um exemplo de extintor de gás carbônico e demonstra o extin- tor portátil de gás carbônico, fabricado a partir de tubo de aço carbono SAE 1541, sem costura, conforme a norma NBR 15808 (ABNT, 2017), com certificação pelo INMETRO. A carga desse agente extintor é de 2 kg, 4 kg e 6 kg.

Existem, no mercado, os extintores sobre rodas (tipo carreta), ambos fabri- cados a partir de tubo de aço carbono, sem costura SAE 1541, conforme NBR 15809 (ABNT, 2017), certificados pelo INMETRO. As cargas desse agente extintor são de 10 kg, 25 kg e 50 kg (vide cores no AVA).

Figura 6 - Extintores de incêndio de gás carbônico Fonte: Unicesumar (2018).

Operação: o gás carbônico está pressurizado no cilindro. Leve o cilindro até um local seguro, o mais próximo do incêndio. Puxe o pino (trava) de segurança e retire o difusor do suporte e a mangueira. Empunhe o esgui- cho no punho ou empunhadeira e nunca no difusor, pois corre o risco de congelar, em seguida, acione o gatilho, dirigindo o jato à base do fogo.

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No rótulo dos extintores de CO2 estão demonstradas as classes que estes extin- tores extinguem, sendo o extintor portátil ou sobre rodas.

EXTINTORES CLASSE D Algumas definições:

Aplicação: incêndios classe D.

Princípio de funcionamento: o pó quí- mico seco é expelido pela mangueira por meio do gás inerte.

Método de extinção: abafamento.

DISTÂNCIA NECESSÁRIA PARA UTILIZAÇÃO DOS EXTINTORES

A distância segura para o combate a incêndios é de três metros entre a pessoa com o extintor e o foco de fogo. Essa distância é necessária para garantir a inte- gridade do combatente. Devemos ressaltar que cada extintor possui um alcance diferente, e as distâncias máximas dos extintores têm que ser respeitadas para que o agente extintor consiga agir para a extinção, efetivamente.

Tabela 2 - Dados Técnicos sobre extintores portáteis EXTINTOR

CLASSE DE FOGO

CARGA AGENTE EXTINTOR

TEMPO DE DESCARGA (EM S)

ALCANCE DE JATO EM MÉDIA (EM M)

AP A 10L Água 61-67 10

CO2 BC 6Kg Gás carbônico 15-19 2

PQS BC 6Kg Bicarbonato

de sódio 14-20 5

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Figura 7 - Extintores de incêndio de gás inerte - classe D

Fonte: adaptado de BUCKA ([2018], on- line)3.

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EXTINTOR

CLASSE DE FOGO

CARGA AGENTE EXTINTOR

TEMPO DE DESCARGA (EM S)

ALCANCE DE JATO EM MÉDIA (EM M)

PQS ABC 4Kg Fosfato

monoamônico 8-15 4,5

PQS ABC 1Kg Fosfato

monoamônico 8-11 3,5

Fonte: Camillo Jr. (2012, p. 61).

INSPEÇÕES E MANUTENÇÃO DOS EXTINTORES

A inspeção deve ser entendida como uma verificação sumária e necessária dos extintores no local da sua permanência, para assegurar que estejam em perfeitas con- dições de operação, isto é, carregados, desobstruídos e livres de obstáculos e danos que impeçam a sua perfeita utilização a qualquer momento (CAMILLO Jr., 2012).

Como a definição diz em perfeitas condições de operação, na Figura 9, veri- ficamos que a primeira imagem está com os bicos dos extintores totalmente obstruídos, isso pode acontecer com extintores que ficam localizados na parte de fora da edificação e sem manutenção nenhuma por muito tempo. Já a segunda demonstra um bico normal e com manutenções periódicas. Na sequência da definição, fala-se em extintores carregados, pois não adianta termos os extinto- res se não recarregarmos quando vencidos.

Figura 7 - Bico do extintor de incêndio Fonte: Brito (2012, on-line)4.

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Quando a definição fala de extintores obstruídos, temos alguns exemplos na Figura 8, quando se coloca algum material na frente ou pendurado no extintor, obstruindo-o. Em caso de emergência, temos que ter livre acesso aos extintores.

Figura 8 - Extintores obstruídos Fonte: Brito (2010, on-line)5.

A eficiência da inspeção dependerá, principalmente, da frequência, regulari- dade e técnica com que tal inspeção é realizada. A frequência das inspeções, conforme a necessidade de cada instalação, uso, riscos existentes, condições de trabalho, particularidades de cada agente extintor etc. Entretanto, como medida de segurança, os extintores deverão ser inspecionados, no mínimo, mensalmente (CAMILLO Jr., 2012).

Segundo Camillo Jr. (2012), em uma inspeção, deve-se verificar os seguin- tes itens:

■ A localização correta dos extintores, isto é, se todos se encontram em seus devidos lugares, pois, como existem os tapetes que podem ser utilizados como demarcação, às vezes, esses podem ser tirados dos lugares exatos.

■ O seu acesso, isto é, se estão livres e desobstruídos, sem nenhuma obs- trução na frente, aos lados ou em cima do extintor.

■ Os lacres de carga, pinos de segurança, rótulos de registro das inspe- ções, selo do INMETRO, analisando se estão em perfeitas condições,

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pois pode acontecer o rompimento do lacre e, com a ação do tempo, o rótulo do extintor ou do registro, ou o selo do INMETRO estarem corroídos.

■ Os possíveis danos sofridos em eventuais quedas, pancadas, choque etc. podem causar vazamento e despressurização do extintor.

Já a manutenção é a operação que envolve descarga, desmontagem, reparos, subs- tituição de peças danificadas, pinturas, marcação, teste hidrostático, recarga etc.

De acordo com Camillo Jr. (2012), a inspeção objetiva um exame completo dos extintores, de forma que o seu funcionamento seja seguro e eficiente. É rea- lizada por meio de vistorias periódicas, nas quais são verificados: localização, acesso, visibilidade, rótulo de instrução, lacres, selos indicativos, peso, danos físicos, entupimento de bicos e mangueiras, mangueiras rígidas, peças soltas ou quebradas, pressão. As inspeções podem ser divididas da seguinte forma:

■ Semanais: verificar acesso, visibilidade e sinalização.

■ Mensais: verificar se os bicos ou mangueiras não estão obstruídos, man- gueiras flexíveis, observar a pressão do manômetro, o lacre e o pino de segurança.

■ Semestrais: verificar o peso do extintor de CO2. Se estiver com 10% a menos do peso especificado, refazer a recarga. Lembre-se de que essa medida é necessária, pois os extintores de CO2 não possuem manômetro.

■ Anuais: verificar se não há dano físico no extintor, avaria no pino de segu- rança, lacre, válvula e alívio e recarregar os extintores.

Lembre-se de que, anualmente, é preciso recarregar os extintores de incêndios de H2O, PQS (BC), PQS (A, B, C). Os extintores de CO2 têm algumas normas únicas como é o caso da recarga. Segundo a Portaria INMETRO número 412 de 24/10/2011,

a primeira manutenção de segundo nível, desde que o extintor de in- cêndio não tenha sido utilizado e não esteja submetido a condições adversas ou severas, deverá ser executada após 12 meses da data de sua fabricação ou ao final da garantia dada pelo fabricante do extintor, o que for maior.

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Nota: Fica a critério e responsabilidade da Empresa de serviço de Ins- peção Técnica e Manutenção de Extintores de Incêndio a realização da recarga de extintores com carga de Dióxido de Carbono a cada 12 (doze) meses. Entretanto, deve ser respeitado o prazo máximo de 5 (cinco) anos para a recarga. Porém, se houver perda superior a 10% da carga nominal declarada, a recarga necessariamente deve ser efetuada.

Caso o prazo de recarga seja prorrogado, a empresa referida deve man- ter o Anel de Identificação da Manutenção e o Selo de Identificação da Conformidade, que só serão substituídos quando houver a manuten- ção de 2º ou 3º nível; neste caso, a garantia do serviço deve ser revalida- da na Etiqueta de Garantia (N.R.) (INMETRO, 2011).

A cada 5 anos: todos os extintores precisam passar por teste hidrostá- tico e revisão geral.

A inspeção, a manutenção e a recarga de extintores de incêndio devem obser- var o previsto na Norma Brasileira - NBR 12962 (ABNT, 1998). Para ficar mais claro que deve ser realizado em cada nível segue as divisões da inspeção em pri- meiro e segundo nível segundo a NBR 12962 (ABNT, 1998, p. 2).

4.2.1 Manutenção de primeiro nível

A manutenção de primeiro nível consiste em:

a. limpeza dos componentes aparentes;

b. reaperto de componentes roscados que não estejam submetidos à pressão;

c. colocação do quadro de instruções;

d. substituição ou colocação de componentes que não estejam submeti- dos à pressão por componentes originais;

e. conferência, por pesagem, da carga de cilindros carregados com dióxi- do de carbono.

4.2.2 Manutenção de segundo nível

A manutenção de segundo nível consiste em:

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a. desmontagem completa do extintor;

b. verificação da carga;

c. limpeza de todos os componentes;

d. controle de rosca visual, sendo rejeitadas as que apresentarem um dos eventos: - crista danificada; - falhas de filetes; - francos desgastados;

e. verificação das partes internas e externas, quanto à existência de danos ou corrosão;

f. substituição de componentes, quando necessária, por outros originais;

Atualmente, adota-se um selo de execução dos serviços, impresso em papel especial, que possui marca d’água, o símbolo do INMETRO, o organismo de certificação e a identificação da empresa de manutenção. O selo sofreu algumas alterações desde que foi criado, pois ocorreram algumas cópias do selo não ori- ginais. A Figura 9 apresenta o selo atual e original.

Figura 9 - Selo do INMETRO para extintores de incêndio Fonte: Unicesumar (2018).

Se for extintor, depois da recarga deve conter também um anel. Esse anel garante que seu extintor foi recarregado, comprovará a abertura do cilindro, em seguida, recolocam a válvula. A partir de 2012, é obrigado colocar o anel com a cor que é definida na Tabela 3. E, por fim, a empresa que for encarregada da manuten- ção deverá fornecer um cartão/selo de identificação no qual devem constar os serviços prestados e o nível de inspeção realizado. Um exemplo desse cartão de identificação é demonstrado na Figura 10.

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Tabela 3 - Cronograma para confecção dos anéis

CORES DATAS

01/01/2012 a 30/12/2012 Amarelo 01/01/2013 a 30/12/2013 Verde 01/01/2014 a 30/12/2014 Branco 01/01/2015 a 30/12/2015 Azul 01/01/2016 a 30/12/2016 Preto 01/01/2017 a 30/12/2017 Alaranjada 01/01/2018 a 30/12/2018 Púrpura

Fonte: Casa do Extintor ([2018], on-line)⁶.

Os extintores deverão ter lugar fixo, respeitando as distâncias que o código dos bombeiros deter- mina, e, dependendo do grau de risco a que a edificação pertence, devem estar sinalizados, visíveis e não obstruídos, não devem ser retirados do seu local, porém, poderão ser retirados somente pelos seguintes motivos: para manutenção (recarga, consertos e revisões), para exercícios (trei- namento e instruções) e para uso em caso de incêndios.

Você se lembra de todos os detalhes que precisamos conferir em uma inspeção de extintores de incêndio? Caso não se lembre, retome em seguida.

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Figura 10 - Exemplo de selo de identificação Fonte: Unicesumar (2018).

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Retomando, nas inspeções mensais, semestrais e anuais, primeiramente, deve- -se marcar o local em que seu extintor está e seu número, em seguida, lembrar sempre de conferir nos seus extintores:

■ Se o manômetro está na pressão correta.

■ Se a mangueira está flexível.

■ Se o gatilho está preso.

■ Se o lacre não está rompido.

■ Se o anel está na cor adequada, conforme norma.

■ Se os bicos não estão obstruídos.

■ Se os extintores estão dentro da validade.

■ Se a sinalização está correta e é atual.

■ Se há danificação no casco.

■ Se há suporte de chão ou de parede.

■ A limpeza do extintor.

■ O vencimento do teste hidrostático.

NORMAS SOBRE OS EXTINTORES DE INCÊNDIOS

Nesta última parte da unidade, vale salientar mais uma vez que utilizaremos como base os códigos dos bombeiros de São Paulo e do Paraná, pois são códi- gos completos e divididos por assunto de norma. Por exemplo, no caso dos extintores de incêndios de São Paulo, é o Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 021; no Paraná, é o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 021, os

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quais, juntos, abrangem a maioria que está escrito nos demais códigos. Com relação aos demais Estados, temos alguns links citados no elemento “Material Complementar - na web”, ao final desta unidade. Uma dica: caso queira saber acerca dos Estados que não estiverem lá, você deve buscar, na internet, por

“Código dos Bombeiros”, em seguida, incluir o Estado desejado.

Uma definição muito interessante para saber quando se trata de extinto- res é a diferença entre capacidade extintora e unidade extintora, dessa forma, segue a definição segundo o RSIP - DF NT 003 (2015, p. 2-3).

• Capacidade extintora: medida do poder de extinção de fogo de um extintor de incêndio, obtida em ensaio prático normaliza- do, ou seja, é quantidade de fogo que um extintor de incêndio extingue.

• Unidade extintora: extintor que atende à capacidade extintora mínima prevista nesta Norma, em função do risco e da natu- reza do fogo, ou seja, o tipo de extintor que será fixado em um determinado local, depende de em qual material que queremos utilizar este extintor.

Como a própria definição já diz, a unidade extintora é o local destinado a colocar os extintores com as distâncias pré-estabelecidas. Já a capacidade extintora é a “quantidade” de fogo que é possível extinguir com um extintor de incêndio. Conforme RSIP - DF NT 003/2015 (DISTRITO FEDERAL, 2015),

Normas sobre os Extintores de Incêndios

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os extintores portáteis devem ser dimensionados considerando-se:

a. A classificação de risco da edificação ou da área de risco a ser pro- tegida;

b. A classe do fogo a ser extinto;

c. O agente extintor a ser utilizado;

d. A capacidade extintora do extintor;

e. A distância máxima a ser percorrida.

A distância máxima a ser percorrida com o extintor portátil e sobre rodas vai depender do código do seu Estado, e, como já mencionamos, citaremos dois códigos, ou seja, de São Paulo e Paraná.

O CSCIP - CB/PMPR - NPT 021 - 2014 (PARANÁ, 2014) e o Regulamento de Segurança contra Incêndio das Edificações e Áreas de Risco do Estado de São Paulo - IT 021/2018 (SÃO PAULO, 2018) são equivalentes em recomen- dar que a distância de caminhamento máxima entre os extintores é para risco baixo (leve) - D = 25 m, risco médio (moderado) - D = 20 m e para risco alto (elevado) - D = 15 m, sendo que a classe de risco pode ser encontrada no NPT 017/2017parte 2 (PARANÁ, 2017) e IT 17/2018 (SÃO PAULO, 2018).

Nos dois códigos, é explicado que, quando se utiliza extintores sobre rodas, deve-se acrescer a metade dos valores das distâncias.

INSTALAÇÃO E SINALIZAÇÃO PARA OS EXTINTORES

O Regulamento de Segurança contra Incêndio das Edificações e Áreas de Risco do Estado de São Paulo - IT 021/2018 (SÃO PAULO, 2018) são equi- valentes em recomendar que:

Você sabe se ainda é obrigatória a demarcação de solo de extintores? Como seria essa demarcação?

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• Quando os extintores forem instalados em paredes ou divi- sórias, a altura de fixação do suporte deve variar, no máximo, entre 1,6 m do piso, de forma que a parte inferior do extintor permaneça, no mínimo, a 0,10 m do piso.

• É permitida a instalação de extintores em abrigo ou sobre o piso acabado, desde que permaneçam apoiados em suportes apro- priados, com altura recomendada entre 0,10 m e 0,20 m do piso.

• Os extintores não devem ser instalados em escadas. Devem es- tar desobstruídos e devidamente sinalizados de acordo com o estabelecido na norma de sinalização de emergência.

Convenciona-se, portanto, que os extintores estejam em seus suportes, fixos na parede ou sobre o piso acabado, com a altura máxima de 1,6 m do piso medido na altura da mangueira e o mínimo no suporte sobre o piso acabado, entre 0,10 e 0,20 m. A Figura 11 mostra a forma correta da instalação e sina- lização dos extintores; na Figura 12, há uma demonstração dos extintores e seus suportes mais utilizados no momento:

Figura 11- Instalação dos extintores de incêndio e sinalização Fonte: Unicesumar (2018).

EX TI NT OR

Parede Instalação dos extintores portáteis

1,60

Vermelho 0,15

0,75

0,15 0,75

Amarelo

0,15 0,15

Piso acabado

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O CSCIP - CB/PMPR - NPT 021 - 2014 (PARANÁ, 2014) e o Regulamento de Segurança contra Incêndio das Edificações e Áreas de Risco do Estado de São Paulo - IT 021/2018 (SÃO PAULO, 2018) são equivalentes em reco- mendar que:

• Cada pavimento deve possuir, no mínimo, duas unidades extin- toras, sendo uma para incêndio classe A e outra para incêndio classe B e C. É permitida a instalação de duas unidades extinto- ras iguais de pó ABC.

• O extintor de pó ABC poderá substituir qualquer tipo de extin- tor de classes específicas A, B e C dentro de uma edificação ou área de risco.

Os códigos mostram que cada pavi- mento deve possuir duas unidades extintoras, ou seja, dois extintores que podem ser todos de classe ABC, pois esses extintores protegem em relação às classes A, B e C, ou seja, extintor PQS (ABC) ou um extintor classe A (materiais sólidos), ou seja, extintor AP e outra BC (líquidos/gases inflamá- veis e materiais elétricos energizados, ou seja, PQS (BC) ou CO2.

O CSCIP - CB/PMPR - NPT 021 - 2014 (PARANÁ, 2014) e o Regulamento de Segurança contra Incêndio das Edificações e Áreas de Risco do Estado de São Paulo - IT 021/2018 (SÃO PAULO, 2018) são equivalentes em recomendar que:

• Os extintores de incêndio devem ser adequados à classe de in- cêndio predominante dentro da área de risco a ser protegida, de forma que sejam intercalados na proporção de dois extintores para o risco predominante e um para a proteção do risco se- cundário.

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Figura 12 - Suporte de extintores de incêndio Fonte: Unicesumar (2018).

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As classes de incêndios são classe A (materiais sólidos), classe B (líquidos/

gases inflamáveis), classe C (materiais elétricos energizados) e classe D (metais pirofóricos), dependerão da classe predominante e secundária para adequar seus extintores conforme o código:

• São aceitos extintores com acabamento externo em material cromado, latão ou metal polido, desde que possuam marca de conformidade expedida por órgão credenciado pelo Sistema Brasileiro de Certificação (Inmetro).

Atualmente, não é mais obrigatório manter os extintores de incêndio na cor ver- melha, apesar de ser uma prática utilizada, pois fica mais fácil a visualização e se utilizarem abrigos para colocar os extintores, desde que tenha a sinalização (sobre o extintor além da demarcação do solo) e uma parte transparente para que possamos ver o extintor de incêndio.

O CSCIP - CB/PMPR - NPT 021 - 2014 (PARANÁ, 2014) e o Regulamento de Segurança contra Incêndio das Edificações e Áreas de risco do Estado de São Paulo - IT 021/2018 (SÃO PAULO, 2018) são equivalentes em recomen- dar que:

■ As unidades extintoras devem ser as correspondentes a um só extin- tor, não sendo aceitas combinações de 2 ou mais extintores, à exceção do extintor de espuma mecânica.

No passado, era comum vermos mais de um extintor de incêndio em cada unidade extintora, atualmente, é obrigatória a instalação de um extintor em cada unidade extintora, a não ser quando nos referimos à espuma mecâ- nica, pois a espuma é eficiente no abafamento, mas não abaixa a temperatura abaixo do ponto de combustão, fazendo com que, quando a espuma acaba, o fogo possa voltar.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Iniciamos esta unidade abordando os agentes extintores, mostrando que agentes extintores são substâncias capazes de extinguir determinado tipo de fogo. Existem quatro agentes extintores: Água, Gás Carbônico, Espuma e Pó Químico Seco (PQS).

Quando falamos do gás carbônico, vimos que este é muito utilizado em incêndios classe C (materiais elétricos energizados) e que possui sua ação extintora, prioritariamente, como abafamento e, secundariamente, como res- friamento. Por último, mostramos os tipos de PQS existentes, esclarecendo que sua ação extintora é o abafamento e que extingue classes B, C e D, depen- dendo do tipo de extintor de PQS.

Em seguida, tratamos dos extintores de incêndios, vimos que os agen- tes extintores são acoplados em extintores, que podem ser portáteis ou sobre rodas, dependendo da quantidade de substância que possui no interior do extintor. Vimos aqueles que precisamos estar atentos nas inspeções, as sinaliza- ções dos extintores, assim como o que verificar em uma inspeção. Mostramos, também, as fotos de cada extintor, suas diferenças, e que devemos ter aten- ção especial no extintor de CO2 por não ter manômetros, devem ser pesados para a verificação do peso.

Por fim, falamos sobre as normas que precisamos seguir para os extintores de incêndios, citamos o Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR) - NPT 021, 2014, e o Regulamento de Segurança contra Incêndio das Edificações e Áreas de Risco do Estado de São Paulo - IT 021, 2018, por serem os ins- trumentos mais completos e mais utilizados no país. A partir dos códigos, mencionamos algumas regras, como a altura de instalação do extintor e que, atualmente, em cada unidade extintora, possui apenas um extintor.

Na próxima unidade, aprenderemos os tipos de hidrantes e suas normas.

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1. O extintor de incêndio AP - água pressurizada - pode ser utilizado em materiais de:

a) Classe A.

b) Classe B.

c) Classe C.

d) Classe D.

e) Classe K.

2. O extintor de incêndio de PQS - Pó Químico Seco pode ser utilizado em classes B, C e D. Havendo vários tipos desse extintor, indique o extintor de PQS que pode ser utilizado na classe A:

a) PQS (A, B, C).

b) PQS (B, C).

c) PQS (D).

d) PQS (K).

e) PQS (especial).

3. O agente extintor espuma possui sua ação extintora, abafamento e resfriamento. Dessa forma, pode-se utilizar em incêndios de:

a) Classes A e C.

b) Classes A e B.

c) Classes B e D.

d) Classes B e C.

e) Classe K e A.

4. O extintor de CO2 é o mais utilizado em incêndios classe C, pois não danifica os materiais energizados e não deixa resíduos. Para verificar a perda de carga, pesa-se o extintor, indicando a porcentagem que, acima desse valor, precisa ser recarregado. Qual é esse valor?

a) 60%.

b) 50%.

c) 40%.

d) 20%.

e) 10%.

5. Cite o que precisamos verificar em uma inspeção de extintores, independentemente do tipo de extintor.

(35)

A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO

O termo “prevenção de incêndio” expressa tanto a educação pública como as medidas de proteção contra incêndio em edificações e áreas de risco e a importância do planejamento nesta área é medida pelos sinistros evitados e não pelos incêndios extintos. Neste setor, das ações preventivas, os engenheiros, arquitetos e projetistas têm participação fundamental, mas, apesar disso, o desenvolvimento de projetos arquitetônicos e de outros projetos deri- vados, ainda são elaborados à margem da prevenção contra o fogo.

É importante compreender que, mediante a ocorrência de incêndios, caberão sanções econô- micas, jurídicas e atribuições de responsabilidades, pois o poder público está fundamentado, por meio dos códigos de obras e outras legislações correlatas, para proteção da vida humana, do meio ambiente e do patrimônio.

A importância das perdas de vidas humanas, econômicas e agressões ao meio ambiente, envolvidas em incêndios, possibilitaram o aprofundamento em pesquisas e investigações nesta área de conhecimento.

A segurança contra incêndios no Brasil é de competência dos Corpos de Bombeiros, sendo que as corporações possuem estatísticas de suas respectivas áreas de atuação, no que se refere às ocorrências de incêndios, pois expõe os cidadãos à condição insegura no exercí- cio de suas atividades, tratando-se, portanto, de questão relacionada à segurança pública.

A ocorrência de um incêndio, seja no interior de um edifício ou em área de risco, caracteriza- -se pela liberação violenta de calor, fumaça e gases tóxicos produzidos a partir da queima de materiais. Ocorre, portanto, o fenômeno da combustão, que se trata de reação química, sendo viável para sua prevenção o conhecimento de física, química e matemática, para entender este fenômeno complexo e para o desenvolvimento de atividades de segurança contra incêndios.

Dentro da realidade de países mais desenvolvidos, a preocupação com a segurança contra incêndios já é bastante antiga, com uma estrutura integrada à própria sociedade e perma- nentemente mobilizada para a sua prevenção e combate.

No Brasil os estudiosos, pesquisadores e profissionais estão caminhando neste sentido, porém, há necessidade de constante adequação de normas e legislações voltadas para o assunto, incentivo à educação pública de prevenção de incêndios, aprimoramento do ensino pro- fissional, ampliação de laboratórios de estudo do fogo, entre outros, mas já é verificada a estruturação de cursos voltados à área de segurança contra incêndios e a preocupação de tratar este assunto de forma científica, aplicando princípios da ciência.

O incêndio tem significado social e econômico, sendo que, caso ocorra, as medidas preven- tivas, de proteção e combate devem minimizar possíveis danos e perdas.

Fonte: Toldo ([2018], on-line)7.

(36)

Manual de Prevenção e Combate a Incêndios Abel Batista Camillo Júnior

Editora: Senac

Sinopse: em “Manual de Prevenção e Combate a Incêndios”, Camillo Jr., (Tenente Coronel da PM) escreve, de maneira simples, didática e de fácil entendimento. É direcionado a pessoas que iniciam seus estudos na área preventiva de extinção de incêndios e pronto- socorrismo.

Material Complementar

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ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15808: 2017. Extin- tores de Incêndios Portáteis. Rio de Janeiro: ABNT, 2017.

______. NBR 15809: 2017. Extintores de Incêndio sobre Rodas. Rio de Janeiro:

ABNT, 2017.

______. NBR 12962: 1998. Extintores de Incêndio - Inspeção e Manutenção. Rio de Janeiro: ABNT, 1998.

CAMILLO Jr., A. B. Manual de Prevenção e Combate a Incêndios. 13. ed. São Pau- lo: Editora Senac, 2012.

DISTRITO FEDERAL. Norma Técnica n° 03/2015 - CBMDF. Sistema de Proteção por Extintores de Incêndio. Disponível em: <http://www.amplospci.com.br/Files/

NT-n-03-Sistema-de-Protecao-por-Extintores-de-Incendio.pdf>. Acesso em: 02 jan. 2019.

INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.

Portaria n. 005, de 04 de janeiro de 2011. Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: <

http://www.inmetro.gov.br/legislacao/rtac/pdf/RTAC001653.pdf>. Acesso em: 02 jan. 2019.

MATTOS, U. A. O.; MÁSCULO, F. S. Higiene e Segurança do Trabalho. Rio de Janei- ro: Elsevier/Abepro, 2011.

MELLO, T. A. Material Introdutório para a Química Aplicada à Proteção e Com- bate a Incêndios: Curso Técnico Profissionalizante em Segurança do Trabalho.

Trabalho de Conclusão de Curso. Brasília, 2011.

PARANÁ. NPT 021, 2014. Código de Segurança Contra Incêndios e Pânico do Cor- po de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná (CSCIP-CB/PMPR). Curitiba: CSCIP - CB/PMPR, 2014. Disponível em: <http://sisweb.maringa.pr.gov.br:81/formulario- Processo/arquivos/pag_4_legisla%C3%A7%C3%A3o/Codigo%20de%20Seguran- ca%20Contra%20Incendio%20e%20Panico%20-%20CSCIP-CBMPR.pdf>. Acesso em: 02 jan. 2019.

______. NPT 017, 2017. Brigada de incêndio - Parte 02 - Dimensionamento e orientações. Curitiba: CSCIP - CB/PMPR, 2017. Disponível em: <https://pt.scribd.

com/document/369064714/NPT-17-Brigada-de-ince-ndio-Parte-2-dimensiona- mento-e-orientac-o-es-2017>. Acesso em: 02 jan. 2019.

______. NPT 017, 2018. Brigada de incêndio - Parte 02 - Dimensionamento e orientações. Curitiba: CSCIP - CB/PMPR, 2018. Disponível em: <https://pt.scribd.

com/document/369064714/NPT-17-Brigada-de-ince-ndio-Parte-2-dimensiona- mento-e-orientac-o-es-2017>. Acesso em: 02 jan. 2019.

SALIBA, T. M. Curso Básico de Segurança e Higiene Ocupacional. 3. ed. São Pau- lo: Editora LTr, 2010.

SÃO PAULO. IT 017, 2018. Brigada de incêndio. Disponível em: <http://www.

Referências

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