Editorial
o
D ECENIO
1975-1985
DAS NAÇOES UNIDAS PARA A MULH ER
A ONU reuniu em Nairóbi, Quênia, Leste Afriano, de 15 a 26 de julho de 19B5, com a participaão de mais de 10 mil mulheres, a Conferência Mundial para avaliar o De ênio das Nações Unidas ara as Mulheres, sob os três objetivos ásicos - Igualdade, De senvolvimeno e Paz.
A importante Conferência de Nairóbi, para debater a participaço da mulher na vida politia, social e econômica, desenvolveu-e em discussões, deliberações e aprovaões, onatenando as diferenes partes de modo coerente e recomendando aão futura. Uma aão futura poderá er outro Decênio, uma vez que este provou ter sido útil, mas insufi ciente.
Em 1975, temas foram apoados ara esta Conferência de Nairóbi. Diferentes Co missões e alguns órgãos da estrutura permanente da ONU (Asembléia Geral e do Sistea das Naões Unidas) compueram o orpo preparaório da Conferência, que e pode exem plifiar com: 1 - o próprio ecreário Geral, contribuindo com Informes sobre os Temas, e de que são exemplos: a)Atividades ara a Promoção da Mulher, Exame de Algumas Questões Principais dos Planos de Médio Prazo dos 6rgãos do Sistema das Nações Unidas
(Nota da R edatora: no Brasil, poder/amos, como c/ase, fortaleer órgãos que e esto cri
ando para que e cumpra a lei, evitando que os direitos da mulher ejam desrespeiados); b) Revião e julgamento do progresso obtido e obstáculos encontrados a niel nacional na realizaaõ dos alvos e objetios do Decênio das Nações Unidas para as Mulheres; 2 -Co misão (Internacional) da Condição Juridia e Social da Mulher, com reuniões em Viena, Austria; 3 - Comisão do Status da Mulher (om 5 memros femininos, um de ada Con tinente);4
- O Fundo das Naões Unidas para Atividades de Populaaõ (FNUAP), e outros.Transcrevemos, a seguir, comentários de técnicos da ONU, colhidos em publiaões existentes na Bibliotea da Câmara dos Deputados em Brasilia, na eção de Bibliografia e erviços Diversos e na eão de Reortes de Jonais. Escolhemos comentários sobre dados da FNUAP:
- Quanto à
população
- hoje, o mundo em a populaão masculina superando em 20 milhões a feminina, mas por volta do ano 200 as duas e equilibrarão e, dai em diante, a feminina irá superar a masculina. Nasem mais homens, porém, a expectativa de vida é maior entre as mulheres.- Ainda é grande a diferena na
ducação.
Hoje, ainda háoito meninos para
see
meninas no ensino primário, eeis ara
cinco no ecundário, mas a diferena esá dimi
nuindo. Nas naçjes pobres, os curriculos dos meninos inluem matérias técnico-cientifi cas para aesso a ocupações mais bem remuneradas e o das meninas, matéris úteis nas tarefas doméstias.- O Fundo das Naçes Unidas para Atividades de População (FNUAP) reomenda reduzir estas desigualdades. O alvo é o crescimento da Mulher. alienta: "A questão esen cial está no grau de participaão das mulheres na tomada de decisões, dentro da famlia e da sociedade".
- Na Améria Latina, as mulheres migram da zona rural para as cidades em núme ro maior quelS homens. Busam traalho e estudo. Infelizmene o traalho, na maioria, é como emprgada doméstica, e mal remunerado.
tais omo mortalidade infantil elevada, ou a idéia tradicional de maner famlias numero ss. Com artos consanes e prinipal traalhadora na aa e com os filhos, a mulher é exc/u{da: do aeso à educaão e à aaciwão profisional; dos empreos que não ejam normalmente dedicados ao exo femiino; da participaao em questões polítias e econô mias.
No Brasil, eria bom fazermos esquias e as divulgarmos sobre aqueles obstáculos enontrados elos profisionais de enfermagem e que ejam originários de discriminações conra profises tidas omo femininas, uma ez que, a Améria Latina, a cultura em es es hábitos araiados.
Muito dinheiro e muia energia de pessas apazes erão poupados e nsso País, co mo cultura, mudar no entido de as mulheres e adiantarem em eus direitos. O livro
"Asociaão Brasileira de Enfermagem - Documenário 1926-1976", da autria da Profa. Anayde Corrêa de arvalho (USP) precia er conhecido. Cia o guinte: após o Pareer do Consultor Geral da Repúblia - homologado elo Ministro da Eduação e aúde em 1946, afirmando que a profião de enfermeiro é liberal -, o Ministério do Traalho, pelo seu olegido Comisão de Enquadramento Sindial, em que só homens tinham aento, negou, de 1951 a 1962, o pedido de qe o
grupo enfermei ro pudee enquadrar-e na
Confederaão Nacional das Profisses Liberais em que todas as profisões de níel supe rior enquadram eus órgãos sindiais. Aliás, questões emântias, wis omo liberal, no en tido ora de universitária, ora de direito privativista de exercer, razem ambigüidade nessa nora legal.Há dezenas de exemplos de demora cultural, vividos na oasio de lutas para melho rar as leis: de exerccio, de ensino e de argos e empregos. Os projetos qe resultaram na Lei n9 5905, de 1973, qe cria os Conelhos Federal e Regionais de Enfermgem, ast! ram empo, energia e despeas de vigens de enfermeiros da ABEn, de 1945 a 1973 (28 anos!).
Melhores dias viro para o Brasil, que é parte da ONU, e qe experimenw mudan as culturais em direitos humanos. Ea Asociao (cultural, no entido sociológio) jun to com os Conelhos de Enfermagem e os Sindiats - de enfermeiros e dos demais exer entes a área - deve empenhara bandeira de luta, a or erde e amarela da Nova Repú