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Informacioes sobre alguns aspectos do problema alimentar no Brasil

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Academic year: 2017

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INFORMACOES SOBRE ALGUNS ASPECTOS DO PROBLEMA

ALIMENTAR NO BRASIL

ESTUDOS FEITOS

Pelo Dr. JoAo DE BARROS BARRETO com a colaboracão do Dr. OSWALDO LOPES DA COSTA

Metabolismo

de

base e necessidades

energéticas totais.-Náo têm sido numerosos os estudos feitos no Brasil sôbre alimentacão e clima; e contam-se poucas pesquizas sobre modiicacóes das necessidades nutritivas, imputaveis a condi@es do meio.

De referência ao gasto energético mfnimo, Alvaro Ozório de Almeida, após experiências feitas com técnica irrepreensivel e controle rigoroso de aparelhagem, concluiu ser o metabolismo basal, em climas quentes, muito inferior ao observado em climas frios ou temperados. Tendo encontrado, em individuos norma& vivendo em clima quente, uma reducáo de 24% sobre o padráo Aub-Du-Bois-desvio consideradonos climas frios como indicativo de estados patológicos-, Ozório de Ahneida considera os valores obtidos como resultantes da influência da tempera-

tura

e atividade muscular, fatores determinantes do que foi por êle chamado metabolismo habitual médio.

Após contestacóes de Eijkman, os trabalhos daquele fkiologista foram retornados por vários pesquizadores brasileiros. Moura Campos e Paula Santos em 1928 e em 1932, Josué de Castro em 1931, Dutra de Oliveira em 1935, Vasco Azambuja em 1936 e Couto e Silva em 1939, encontraram reducóes maiores de 10% sobre o padráo estrangeiro, e isso num total de 240 observacóes. As variacóes dos resultados obtidos e as observacóes feitas por outros investigadores, que apontam desvios

bem

menores, indicam a conveniência de novos trabalhos experimentais, antes de ser considerado o assunto como encerrado.

No tocante ao total energético da racáo, Josu de Castro recomenda, para o adulto em trabalho moderado, o mínimo de 2,800 calorias, che- gando porem a 2,900 para os habitantes das zonas centro e su1 do psis. Cauto e Silva, para a zona norte, fica entre 2,500 e 2,600 calorias e em 3,000 na zona sul; Alfredo de Andrade, anteriormente, deixara, respec- tivamente, em 2,946 e 3,070 calorias, o total energético.

A Comissáo Especial do exército fixara-o em 3,500 calorias no norte e, no sul, em 3,500 e 3,800, consoante a estacáo (veráo ou inverno). Plane- jando com A. Moscoso e N.D. Soeiro, um regimen para meninos em media de 12 anos de idade, preconizou J. B. Barreto, baseado nos dados de Holt, um valor energético de 2,530 calorias: trazendo essa sugestão profunda modiflca@o 88 normas alimentares dos colegiais do Rio, preferiram os autores, numa fase de transi@o, deixar o regimen com quota elevada de calorias, dêsse

modo

fugindo

a

maiores increpacóes.

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404 OFICINA SANITARIA PANAMERICANA [MUYO

Necessidades de elementos nutritivos.-No particular do padrão proteico, na realidade apenas Couto e Silva cuidou de recomendar, para a zona tropical do Brasil, urna quota diaria inferior a 1 gm. por quilo de peso. Outros que cuidaram do assunto ficaram em 65.75 ou 100 gms.

(J. de Barros Barreto, A. Andrade, Josue de Castro).

Quanto às gorduras, a relacão adipo-proteica, clkssicamente reco- mendada, não foi atendida por Alfredo de Andrade nem por Josué de Castro, quando fizeram descer aquela quota, o primeiro a 50 e 70 gms. nas zonas norte e sul do país, em contraste com a de 75 e 90 de proteina ; e o segundo a 40 gms., para 100 a

110

gms. de proteina. J. Barros Barreto preconisou, porbm, para a regigo tropical a quota de 60 gms. de gordura, quasi análoga à de 66 gms. de proteina.

Composi@o e valor

nutritivo de alimentos brasileiros.-Duas as tabelas mais habitualmente consultadas no Brasil, ambas organizadas na base de dados estrangeiros e de verificacões nacionaiz : a de Oswaldo de Ahneida Costa e Godoi Tavares, compreendendo cêrca de 400 ali- mentos ; e a de Alfredo de Andrade com ll 6, analizados apenas no tocante a proteinas, gorduras e hidratos de carbono.

I!! muito grande, porbm, o número de pesquizas s6bre o valor total energkico de alguns dos nossos alimentos e sobre a determinacão neles de um ou mais elementos nutritivos. Merecem especial consignacão, neste ríltimo grupo, os trabalhos que evidenciam a riqueza:

(1) Em protidios de alto valor biológico, do amendoim (Moura Campos e Paula Santos), de castaha de cajb (Camargo Nogueira e Moma Campos), castanha de sapucaia (C. Nogueira) castanha do Par6 (Moura Campos), feijão soja (C. nogueira) ; certos frutos do Norte, como o tucumã e cupuapd teem alta taxa pro- tídica (M. Campos e cols).

(2) Em calcio, de diversos queijos, do carurú, brócele, couve, mostarda, varios peixes do extremo norte, serralha, feijáo soja, varia8 frutae da Amazonia, agriao, chicórea (Moma Campos e cols.).

(3) Em fósforo, de diversos queijos, feijóes, ervilha, aveia, lentilha, chocolate (Paula Santo8 e C. Nogueira).

(4) Em ferro, de feij8e8, mostarda, serralha e chicórea amargas, couve espinafre, almeirão, carurb, escarola, agrião, alface, macarrão (Moura Campo8 e 0018).

(6) Em mangan&, de tremocos, lentilha, arroz, trigo, centeio, manga, feijóes (Di Dio e Mauri) .

(6) Em vitamina A, da banana nanita, goiaba (Moura Campos e cols.), do8 óleos de buritf (Paula Souza e Wancolle, Moura Campos e cols.), de piquí (Moura

Campos e cols.), do peixe jati, do lambarí (Moura Campos).

(7) Em tiamina, do cará, mandioca, inhame, batata doce, amendoim, almeirão, castanha do Para, goiaba, manga, laranjas (Moura Campos), pinháo (Arquimedes Cruz).

(8) Em riboflavina, do cara, inhame, mandioquinha, fígado de ca@o, moranga, quiabo, abacate, goiaba, laranjas (Moura Campo8 e cols).

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í9.461 ALIMENTA@0 405

(10) Em vitamina D, do8 ãleos de capivara (Dutra Oliveira), peixe jabí, ca@0 (Junqueira e Figueira de Melo), castanha do Para e de cajú (Dutra de Oliveira).

0 aumento do valor nutritivo de alimentos, pelo seu enriquecimento, por associacão ou pela adubacão do ~810, tem sido bem estudado pela escola de Moura Campos. Dai e do Serviso de A.limenta$o da Previ- dência Social, estão surgindo trabalhos sôbre o valor nutritivo de ali- mentos deshidratados.

Inquéritos alimentares.-Além do contingente valioso que, s8bre aIimenta$ío habitual das popula@es de diversas regiões do Brasil, se obtém através de informacóes, urnas mais amplas (Gilberto Freire, Rui Coutinho, Costa Couto, Salvio de Mendonca, Arruda Câmara), outras adstritas a certas zonas, (Araujo Lima, Dante Costa, A. G. Sampaio- no norte, Queiroz Morais, Cleto Seabra V’eloso-no sul), vários inqueritos regionais têm sido realizados no Brasil. Assim:

(a) No Amazonas, pelo D.N.S. (1943), abrangendo mais de 1,000 familia8 de Manaus, e em que se salientaram, no estudo feito por O.L. da Costa, entre outros pontos, que: apena8 1.7% da8 familias cultivarn horta8, í’3.7y0 possuem pomar e 69.4yo têm criacáo; a racáo habitual (de mais de 75% das familias) compóe-se de gordura8, arroz, farinha de mandioca, peixe, páo, feijáo, xarque, macarrão e tomates, notando-se a ausência de leite, vegetais folhosos, outras verdura8 e legumes e frutas, o que permite supor que a ra#o seja pobre em minerais (princi- palmente em calcio) e em vitaminas, especialmente C e A. Foram apresentada solupões praticaõ para corrigir a8 deficiências apontadas.

(b) No Maranh%o, pelo D.N.S.-(1943), compreendendo 333 familias de Sáo Luiz, da8 quais 3%, 15.40/. e 54.8’% cultivarn hartas, possuem pomares e têm cria&o . Conforme apurou Oswaldo Lope8 da Costa, a ra@o habitual (maia de 75% da8 familias) consta de farinha de mandioca, carne de boi, arroz, páo, &88ucar, gordura, feijaea 8eco8, bananas, vegetais náo folhosos, tomate8 e outros legumes. Ha deficiencia marcada no consumo do leite e derivados, e baixa de 0~08, vegetai folhosos e laranjas, donde prever-se um teor baixo de calcio, e possívelmente em &cido ascórbico.

(c) Em Pernambuco, primeiro por Josué de Castro, que em 500 familias de oper&rios do Recife (1934) apontou 50% delas consumirem 86 páo, xarque, feijao, farinha, cafë e aqucar, parecendo patente, destarte, a deficiencia em calcio e em fatores vitamínicoa, especialmente A e C. Rui Coutinho, mais tarde, examinando 08 elemento8 obtidos no inquérito feito pelo D.N.S. em 666 familias, ainda de Recife (1938), verificou que 49% não usam leite algum, sendo baixo o consumo de frutas, raro o de ovo8 e vegetais; a carne, mai8 utilisada, era a de xarque, ma8 na familias de salario muito reduzido, a ra@o constava apenas de carangueijos e mariscos e de um pouco de farinha de mandioca. No interior do Estado, Parahym, em 200 famílias de Salgueiro (1943), verificou, al6m de uma deficiência energbtica no regimen de operarios em trabalho pesado, 8erem baixas a8 quotas de proteinas de origem animal, de calcio, vitamina8 liposoldvei8, 6cido ascórbico, apontada a deficiência desta dltima em inqu6rito especial, que revelou pela prova de satura.&o a car&ncia em 95yo do8 examinados.

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406 OFICINA SANITARIA PANAMERICANA Who

Lopes da Costa, &cucar, ~50, frutas (exceto as citricas), farinha de mandioaa e de milho, feijáo sêco, mariscos e crustaceos, peixe fresco, manteiga, vegetais não folhosos, xarque, arroz, tuberculos e raizes, carne de boi. Muito baixo era o consumo de leite, ovos, vegetais folhosos e frutas cítricas, dando a supor defici&ncia pelo menos em calcio.

(e) No Distrito Federal, onde J. Barros Barreto, Josue e Almir de Castro publicaram em 1938 o resultado do inquérito feito em 12,106 familias, pelo qual se infere, de umlado, um exagero do total energ&ico da raoão habitual, mas de outro um deficit no consumo de leite, legumes, verduras e frutas. Foram os autores levados a concluir ser o regime alimentar, no Rio de Janeiro, incompleto e desar- m~nico, por ser deficitario em principios minerais e em vitaminas. J& anterior- mente, Castro Barreto (1933) e J. Barros Barreto, A Moscoso e N. D. Soeiro (1934) haviam mostrado quáo pequeno era o esf8rco dispendido para aplicar os conheci- mentos modernos dos principios de nutricáo ao escopo de assegurar o 6timo desen- volvimento físico e mental dos escolares. A seu turno, em 1936, Rubens Siqueira, estudando a aliment@o de presidiarios do Distrito Federal, concluiu, em face do valor calórico muito elevado, do escessivo teor proteico e da ausência de vegetais, ser o regimen desarm8nico, monótomo e carente em certas vitaminase em calcio.

(f) Em S. Paulo, em 1935, por Davies, Paula Souza e cola., Almeida Jbnior, que fazendo inquéritos respectivamente em 221,472 familias e 653 pessoas, apon- taram ser a alimenta9áo pelo menos carencia1 e desequilibrada.

(g) Em Curitiba, pelo D.N.S. (1943) : em 1,385 famílias, das quais 47.2, 44.4 e 45.2% tinham respectivamente horta, pomar e cria@o, mostrou Oswaldo Lopes da Costa que a rs.@o habitual, consumida por 75% das famílias, se compunha de gorduras (outras que náo a manteiga), arroz, carne de boi, outras farinhas que não a de milho, macarrgo, tuberculos e raizes, p&o, banana; notava-se a ausência de leite, vegetais folhososefrutas cítricas. Dai, a suposigão de ser o regime pobre em minerais e em alguns fatores vitaminioos, especialmente em calcio e na vitamina A.

PADREES ALIMENTARES PROPOSTOS

Pràticamente o assunto tem sido, ainda, pouco cuidado no Brasil. Merecem especial consigna@io os trabalhos de JosuB de Castro, que levando em conta as necessidades nutritivas e as principais disponibili- dades alimentares das diversas regioes do Brasil-norte, nordeste (litoral e sertão), centro e sul-propas, dentro do criterio ja referido anterior- mente, varios tipos de regimes.

Não dispensando, lbgicamente, em nenhuma região, o uso do leite, verduras e frutas, aconselhou, como fontes de proteinas de origem animal, ora a carne fresca, o xarque, a carne skca ao sol ou o peixe ; substituiu a manteiga por toucinho na região do centro e o acucar pela rapadura no sertão do nordeste ; entre os amiláceas prescreveu variàvelmente o pão, a farinha de mandioca (salvo no sul), o milho, o feijáo, a batata, o arroz e o aiplm ; e na região norte, a castanha do Pará tambem por outras qualidades nutritivas.

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ltwl ALIMENTA@0 407

INSTITUI@ES INTERESSADAS EN VARIOS ASPECTOS DO PROBLEMA ALIMENTAR NO BRASIL

Al6m de vArios 6rgãos de administra@i& pública federal, uns de caráter temporhio, outros permanentes e subordinados aos Ministérios da Agricultura (Departamentos de Producão Animal, de Produ@o Vegetal, de Economia Rural), da Educa@0 e Saúde (Departamento Nacionais de Saúde e de Educacáo) e do Trabalho (Servico de Alimenta@0 da Previdência Social), merecem consignacáo especial os centros de pes- quiza organizados no Estado de S. Paulo, especialmente no Departa- mento de Fisiologia da Faculdade de Medicina e também no Instituto de Higiene.

A criacão proposta de um ServiGo Nacional de Nutricão no D.N.S., permitirá desenvolver de modo sistem&ico um programa amplo, visando particularmente :

(a) Realiza@0 de pesquisas sôbre necessidades energéticas e nutri- tivas nas diversas regiões do Pais ;

(b) Verificacão da composicão e do valor nutritivo de aIimentos regionais, ainda incompletamente estudados ;

(c) Estudo das carências alimentares no Brasil;

(d) Establecimento de padrks alimentares para os vários grupos de populacão ;

(e) ArticuIa~ão do trabalho realizado peIos diversos brgãos de ad- ministra@o pública interessados no assunto ;

(f) Educapão alimentar da populacão brasileh.

THE NUTRITION PROBLEM IN BRAZIL (Summary)

Not much has been done in the study of diet and climate in Brazil. It is a fact, however. that basal metabolism in warm climates is much lower than in cold or temperate zones, about 24$& lower according to the Aub-Du-Bois standard. Var- ious Brazilian students took up since 1928 the work of Eij kman and found figures of more than lo?& lower than abroad.

Castro recommends for an adult doing moderate mork a minimum of 2,800 calories and up to 2,900 for those living in central and southern Brazil. Couto and *L Silva recommend 2,509-2,600 calories for the northern part and 3,000 for the south- ern part of the country, while Andrade before had given 2,946 and 3,070, respec- tively. A special committee of the Brazilian Army allowed 3,500 for the north and 3,500-3,806 for the South. Using Holt’s data as a basis, J. B. Barreto arrived at 2,530 calories for children averaging 12 years.

As to proteins, 1 gram per kilogram of body weight is recommended for tropical regions in Brazil. Fat requirements, as given by Andrade, are 50 and 70 grama and 75 and 90 for proteins for the north and South, while Castro recommcnded 40 grama of fats to 100-110 grama of proteins. J. B. Barreto advised 60 grama of fats to 65 grama of proteins for the tropical sections of the country.

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408 OFICINA SANITARIA PANAMERICANA WW

vitamin D was found in products from all sections of Brazil. Studies have been made concerning the enrichment of food values by proper fertilization of the soil, as well as of the nutritive value of dehydrated foods.

Studies made by Costa of the food consumed by 1,000 families in Manaus, Amazonas, showed that, while 73.7% have orchards and 68.4’% raise domestio animals, only 1.70j0 have vegetable gardens; and the usual diet of 75% of these families is composed of fats, rice, manioc flour, 6sh bread, beans, jerked beef, macaroni and tomatoes, milk, leafy vegetables, greens, vegetables and fruit being conspicuously absent. Conditions were even worse at sáo Luiz, capital of Ma- ranh%o State. In Recife, Pernambuco, 50% of 500 families studied ate only bread, jerked beef, beans, manioc flour, coffee and sugar. More recent studies at the same place of 666 families revealed that 49% took no milk, that very few fruit, eggs and vegetables were used, and the meat consumed was mostly jerked beef. The diet of a representative group of inhabitants of Rio de Janeiro was found to be ex- cessively high in calories and proteins with a decided lack of vegetables as well as essential vitamins and calcium. The situation in Sao Paulo was found to be much better. Suggestions have been made for the improvement of conditions through- out the country, through more general use of local products, consumption of more milk, butter and eggs, and even Brazil nuts in the northern part of the country. Serious studies should be made of food values of al1 native products and the people should be educated to give preferente to such products found to have higher nutritive value.

POLIOMIELITIS EN PALMIRA, COLOMBIA

Por el Dr. H~WTORPEDRAZA

Jefe del Departamento de Protección Infantil y Materna, Direcci&n Nacionaí de Salubidad

El 17 de noviembre de 1945 se presentó en la ciudad de Palmira, Depto.

del Valle, Colombia, el primer caso de poliomielitis que marca el comienzo de un brote epidémico, que alcanza a fines de enero a 19 casos, de los cuales a 17 solamente se refiere este informe.

La enfermedad ha afectado en totalidad a niños menores de 6 años quienes han presentado, pasado el periodo general de invasión, parálisis de diferentes grupos musculares pertenecientes a los miembros inferiores

únicamente. La mortalidad ha sido de dos casos sobre 17. En cuanto a los casos restantes, están mejorando y hay algunos pocos que no pre- sentan ninguna parálisis como secuela y es necesario aguardar algunos dfas para calcular el numero de casos que queden con parálisis residual de uno o m&s mtisculos. Un estudio clfnico más detenido será. pre- sentado posteriormente por el Director del Centro de Higiene respectivo.

Referências

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