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Cada entre os governos de Iiondre^eVichy;

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TCtll|inrtiUli'iis máximas e mínima» rl« «nlem : ,i- s.,,in, Dumont. 22.n e 14.4 — Bangú, 22,8 f i"m noAi 0"o 2 fl ¦ 18,4 - Cawadun, 2B.2 e 10.0

CAMBIO! t ¦**?i»"<|: »»lnr ,!,?'',n: Mnr' fíW'°'' E,c- m,i reso arg. IS1I0: P. urug. S$30n. (Mais o Imp. de 5141.

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Redação e Oficina — Rua da Constituição, 11

Rio dc Janeiro, Quarta-Fcíra, 4 de Junho

de 1941

Fundado eni 1??0 — Â"" X' j

^ 5?°6

rrnprle.ln.1e dn 8. A. DIÁRIO DE NOTICIAS O. II. Dantas, proa.i M. Gomes Moreira, tesoureiro;

Aurélio Sllvn, aooretarlo. Gerente - MAxiino Bhcrtng

ASSINATURAS - Ano, 75?; Sem., 40»! Trlm., 20»; Mil, 1». Tels.: 42-2918 42-2010 — 42-2910 — (Rede Interna) ED. DB HOJE, 2 SECÇOES, 1Z rAOlNAS ¦ 1800

Cada

mais tensas as relações

entre os governos de Iiondre^eVichy;

O marechal Pétain e seus

au-xiliares resolveram levar o

país a guerra contra a Grã

Bretanha, caso esta prossiga

em seus ataques a Siria, a

Tu-nisia ou a qualquer ponto do

Império Colonial Francês

Beinit teria sido bombardeada pelos ingleses

VICHY, 3 (TJ. P.) — O mn-rechal Pétain e seus principais oonselhelros militares resolveram hoje, em duas memoráveis ses-eoès do Conselho de Ministros, le-rar a França à guerra contra a Grã Bretanha, caso esta continue eeus ataques à Siria ou a. Tunisia ou ataque qualquer outra parte do Império Colonial Francês.

Esta informação íol fornecida por esferas francesas autorizadas, no terminar a segunda reunião do Conselho de Ministros Os obser-¦vadores neutros vêem nessas dc-Clarações o epílogo da singular evolução da política francesa que, do papel de ex-aliada da Inglater-ra chegou ao de Inimiga ativa dos Ingleses. Entretanto os meios fran-ceses acentuam que qualquer ação militar partida de Vichy seria efe-tuada sem qualquer auxilio e completamente separada da guer-ra do Eixo contguer-ra o Império Bri-tânico.

A defesa do Império

Não"fór emitido nenhum comu-nicado depois das reuniões, mas 8e sabe que íoi elaborado, até o «eu mais insignificante detalhe, o programa da "defesa do Império" e que o general Mnxime Weygand, comandante em cheíe das forças francesas na África, foi encarre-gado de executar esse programa.

O sensacional acontecimento produziu-se depois da reunião de duas horas e vinte minutos ha-Tida entre o marechal Pétain, o almirante Darlan, general Wey-gand o o gabinete, ao melo dla, na qual não íoram tomadas reso-luções concretas. A tarde, o ma-rechal conferenciou longamente com o general Weygand e com o almirante Darlan, no Hotel do Pare, onde se realizam tambem na reuniões do gabinete. Depois des-. ta conferência, na qual íoram íl-xados os detalhes do programa de defesa, o marechal Pétain voltou a convocar o Conselho de Ministros, que se reuniu às 18 horas e este-Te deliberando até às 20 horas.

A segunda reunião causou sur-presa, pois se supunha que todos os assuntos pendentes tinham sido abordados ou resolvidos na sessão de meio-dia.

Entretanto, na segunda reunião foi que o Conselho tomou a impor-tante resolução de aprovar o pro-grama de deíesa. Foi informado na noite de hoje que o general Weygand estava pronto para re-gressar à Algeria, dando-se a en-tender que por motivos militares não se anunciará a sua partida de Vichy enquanto não tenha che-gado a Alger.

Apesar da presença do general Weygand às reuniões e da primor-dlal importância dada à situa-çâo da Siria, um porta-voz oficial declarou que nas reuniões do Conselho "tinha sido discutida simplesmente a criação de uma comissão encarregada de cuidar dos problemas da familia na Fran-ça e das relações entre os donos de terras e os arrendatários".

Em outras fontes fidedignas confirmou-se, entretanto, que a3 deliberações foram muito mais lm-portantes do que deixou tra aspa-recer o porta-voz oficial. A im-portancia das reuniões ficou de-monstrada pela presença de todos os secretários de Estado, alem de todos os ministros.

Os membros do gabinete 6e comprometeram a guardar o mais absoluto silencio, porque as ir.-formações do general Weygand sobre a situação na Siria — ba-seadas na experiência que colhe'.i quando chefe das íorças militares anglo-francesas do Oriente Próxi-mo, antes da derrota da França — se rclncionavnm com a defesa nacional. Disseram, em troca, que lhes causou funda impressão a exposição feita sobre as defesas sírias e do império francês em ge-ral, as quais, acrescentaram, se encontram em boas condições.

Novos ataques ingleses

jtoi informado que se os-.ingle-ses desfecharem novos ataques sé-rão repelidos pelas íorças trance-sas de terra e do ar que se en-contram na África, pois a aviarão francesa no Império Colonial íol reorganizada com o consentimento do Eixo. Não houve a menor re-ferencla à frota francesa.

A aviação francesa está agora em condições de defender a Sirla e a Tunísia, devido às

transferen-(Conciue na 2" página)

BERLIM NOVAMENTE SOB O FOGO

DAS REAIS FORÇAS AÉREAS

Está sendo desempenhado um papel

decisivo pelos Estados Unidos

'i

'

Como falou o secretario da Marinha na conferência dos construtores navais

Preconizado um sistema de competição original entre o governo e os

construtores particulares

Atacadas tambem as zonas

industriais do norte da

Ale-manha e a bacia do Ruhr

O canal dc Kid fei bombardeado dc

uma extremidade a outra

WASHINGTON, 3 (U. F.) — O secretario da. Marinha sr. .Frank Knox, em discurso que pronun-ciou hoje, durante uma conferen-cia de construtores navias e ve-prrsentantes das ndustras afins, afirmou que os Estados Unidos estão desempenhando um "papel decisivo" na, tragédia mundial que se desenrola na Europa e pediu que os construtores realizassem todos ns esforços ao seu alcance, afim de fornecer um maior nume-ro de navios à Grã-Bretanha.

"Devemos desempenhar um papel decisivo na tragédia que se desen-rola nestes momentos, — declarou, — ou passar o rosto de nossa vi-da e a vivi-da de nossos filhos ten-tando conter um inimigo que tem em seu poder o resto do mundo".

Não hâ lugar para

complacencias

> .

O sr. Knox acrescentou: "A atu-ai situação mundial não dá. lugar para complacencias. A situação mundial está cheia de perigos para nós como tambe',n para quantos nos s3.o caros. Temos que. lutar contra o inimigo durante as 24 horas do dia e durante os sete dias da se-mana".

O secretario da Marinha propôs a criação de uma espécie de

con-correncla entre os diversos esta-leiros, para. acelerar a construção de navios mercantes, com o fim ri? substituir os que atualmente são afundados pela ação bélica do Eixo. O governo daria um pre-mio para esta concorrência.'»'

Uni apelo à industria

de construção naval

WASHINGTON, 3 (United

Press) — O secretario da. Marl-nha, sr. Frank Knox, propôs, ho-je, a implantação de um siste-ma de competição, patrocinado pelo governo, . entre os constru-tores particulares de navios do pais, para "consegui- o ,'mila-gre'' de proporcionar um .maior número de navios mercantes à Grã Bretanha,.

Pouco 'depois dp sry Knp^,.h£p: ver formulado sua proposta,' "o sr. John J. Dempsey, membro da Comissão Marítima Federal, re-velou que atualmente os estalei-ros entregarão navios mercantes a, razão de 3 em cada duas se-manas e acrescentou que em no-vembro do corrente ano, os na-vins mercantes estarão sendo construídos a razão de um por dia.

O atual ritmo da construção, não chega a. cobrir as necessi-¦ dades da Grã Bretanha, segundo declarou o sr. Knox perante uma conferência de construtores ma-ritimos e de representantes das industrias afins.

O Secretario da Marinha decla-rou: "Devemos desempenhar um paflôl decisivo na tragédia que atualmente se desenrola, ou pas-saremos o resto de nossa, vida e da fvida de nossos filhos, ten-taífffij conter o inimigo, que pos-su§ c- resto do mundo".

0 "sr. Knox declarou aos ar-madbres: "Temos que lutar con-tra'*) inimigo durante as 24 ho-ras *dô dia. e durante os sete dias 'da semana".

i*Suâ, proposta acerca de um sis-ten&i'?d,e concorrência implica na (concessão de prêmios aos estalei-frosKf-.flUe terminem suas constru-|$>es com maior presteza,

't que a estábeíecfâa nos respectivos "cinW tratos.

A industria aceita o

desafio

O sr. L. S. Corondorff, falando em nome dos construtores marl ti-mos, aceitou a sugestão formulada ;;elo sr. Knox, ao declarar que a

idustria aceita o desafio e reall-zr,rá o trabalho.

A declaração do sr. Dempsey, feita perante a Comissão do Sena-do que investiga o progresso do programa rie Defesa Nacional, nâo lo: rie toda elogiosa para a indus-tria de navegação. Declarou que "umas

quantas" empresas se rc-cv.saram a cooperar no programa do Presidente Roosevelt para a concentração de 2.000.000 de to-neladas de navios mercantes para ferem postas C disposição da Grã Bretanha e declarou que isto bem poderia provocar o fracasso do plano.

Acrescentou que a guerra havia obrigado a muitas empresas de navegação comercial a abandonar su'is atividades e que em muitas rotas as companhias norte-amerl-canas são as únicas que se dedl-cam ao comercio privado.

"Em alguns casos, — acrescen-tou, — as taxas- fretes íoramiau-mcrítádas^de 1500"|0. Eápero "qué* uâo passará muito tempo antes de siguns-operadores se verem obriga-dos a dar a conhecer seus balan-ços financeiros perante o

Congres-£0".

O sr. Dempsey declarou que ai-guns armadores empregavam cer-tos recursos para obter lucros maiores em lugar de cooperar nos planos de Deíesa Nacional.

LONDRES, 3 (U. P.) — Esqua-drilhas de bombardeio da RAF, de grande raio dc ação, atacaram durante as últimas 24 horas as Eonas Industriais do norte da Ale-manha, concentrando suas bombas sobre a bacia do Ruhr e efetuan-do, ao mesmo tempo, o 40.» "raid" de guerra contra Berlim.

A atlvUade acrea inimiga sobre a Grã Bretanha se limitou a pe-quenos bombardeios.

As noticias oficiais sobre os bombardeios britânicos contra a capital alemã dizem que foram provocados vários grandes incen-dios, apesar do ataque ter sido realizado por um pequeno nume-ro de aparelhos. O bombardeio concentrou-se contra o centro da cidade e segundo o Ministério da Aviação britânico "as bombas c'.c Um de nossos aviões provocaram cinco grandes incêndios". Por ou-tra parto, noticia-se ainda que o? tripulantes dos aviões britânicos informaram que puderam ooser-Var um imenso circulo de fogo.

Bófnbas de alio P.°<?&

|

Acredita-se que a Intensilade dos incêndios, causadps na noite de ontem em Berlim, teve como fator a utilização dos mais novos bombardeiros pesados britânicos que conduzem "formosas bombas de grande calibre", segundo as pa-lavras de um funcionário do Mi-nisterio da Aviação. Supõe-se que o mesmo se referiu âs novas

bom-aumeWaITclamor em prol de uma

ação inglesa imediata na siria

EM FACE DE GRANDES

SURPRESA^

HITLER E MUSSOLwTtcRM COMBINADO 0

NOVO GOLPE SENSACIONAL D0JIX0

Os dois chefes totalitários

procura-riam íazer com que os Estados Unidos

entrassem na guerra antes de

estarem preparados

Os alemães se adiantariam aos britânicos desembarcando

tropas nesse território sob o mandato da França

Ainda a

reti-rada de Creta

Os ingleses teriam salvo

75 por cento de suas

for-ças que defendiam a

ilha

WELLINGTON," NOVA ZEELAN-DIA, 3 (U. P.) Informa-se, se-gundo um calcula provisório, que loram retrados de Creta uns 2.800 Tieo-zeelandcses, porem é provável que a maior parte das forças neo-zelandesas que participaram da defesa da ilha. tenha desaparecido.

Salvo 75 por cento

ALEXANDRIA. 3 (U. P.1 — In-form-SQ que os britânicos salva-rnri 75 nn das forças qun tinham em creta. cujo número totnl ai cançava h 20 oon homens. EggM tropa* salvas sVi m 15 ooo ho. mrne quo íoram evacuados para o Bgito.

BERLIM, 3 (United Pressl — O encontro dos srs. Hitler e Mus-solini é considerado aqui como prenuncio de um próximo golpe do Eixo contra a Inglaterra., por-quanto todas as entrevistas dos dois lideres totalitários tõm sido seguidas de ações de surpresa.

HA. indícios de que a aviação alemS. prosseguira em suas ativi-dades no Mediterrâneo logo que estejam convenientemente repara-dos os aeródromos da ilha de Creta.

Resoluções do Passo

de Brenner

WASHINGTON, 3 (United Press) — O publicista William Philip Simms, da cadeia jornalis-tica Scripp-Howard, declarou que nos círculos militares dos Estados Unidos acredita-se que Hitler e Mussolini resolveram no Passo de Brennev tomar a iniciativa con-tra os Estados Unidos, afim de obriga-los a entrar na guerra an-tes que estejam prontos.

Simms declara que alguns diri-gentes do Eixo, inclusive do Ja-pão, estão convencidos de que este ft o momento do provocar a inter-venção norte-americana.

Declaram esses "lenders" que a produção de munições nns Estados Unidos <:. atualmente, escassa e tine mini ve/. esto pula em guerra só poderia enviar quantidades muito pequenas pura a Inglaterra, porquanto necessitaria grande pari»1 pam «uns próprias noccsal-dades.

O poder de iniciativa acha-se, evidentemente, nas mãos do Eixo e Hitler poderá arrastar os Esta-dos UniEsta-dos fl. guerra, no momento que mais convier aos seus pro-pósitos.

O presidente Roosevelt compro-meteu-se a não enviar contingen-tes de tropas, salvo no caso dos Estados Unidos serem atacados, porem declarou que a ajuda nor-te-americana deverá chegar ã. Grã Bretanha custe o que custar. E cnmo ns nazistas declararam que afundariam os navios que levas-sem os referldns materiais de. aju-da, inclusive ns da frota norte-americana, os Estadns Unidns en-trarão na guerra quando os na-zlstas quiserem.

Simms declara que se considera nas referidas esferas que há me-ses a Alemanha e a Italia haviam desejado a entrada dos Estados Unidos na guerra e que tentaram persuadir o Japão de provocar a referida entrada.

A inteligência nipônica

Por sua vez, os estadistas ja-poneses, demasiado inteligentes para fazft-lo, preferiram esperar a evolução da situação. Porem, agora, o Relcli tirou a Italia de apuros subjugou os Bálcãs, n li-nha vilnl do Império Britânico ficou Impraticável, a frota fran-rpRii prometeu cooperar com o Klxn, e Espanha, Portugal o RtÔ ,i Turquia poderiam imiinr poal-çAn an lado dr- Hitler, enquanto a batHlhn do AUAntlcn poderá

ar-(Concluo nn 2" pagina)

IONDRES,

3 (U. P.) — Aumen-çj j lou boje o clamor dos círculos políticos e militares para. que a Grã-Bretanha ocupe a, Siria, em vista, das noticias ainda náo con-firmadas de que os alemães se adiantarão aos britânicos, desem-baixando divisões de tropas nesse território sob o mandato da Fran-ça.. Cálculos não oficiais dizem que a Alemanha já possue na Si-ria. cerca de 20.000 soldados e em geral acredita-se que esse pais será o próximo teatro de uma grande batalha entre as forças britânicas e do Eixo.

Estas noticias não preocupam os meios oficiais britânicos, nos quais há uma tendência para prestar maior atenção aos possi-vjis resultados da, conferência que Hitler e Mussolini realizaram on-tem.

Pouco provável

Nos círculos autorizados decla-rou-se que nada se sabia, acerca do pretenso desembarque de tro-pas alemãs na Siria. "embora não se deva afastar a possibilidade de que algum navio mercante tenha conseguido burlar o bloqueio, é muito improvável que tenham sido realizadas operações considera-veis".

Respondendo à pergunta de que se a Siria estava sendo cnnside-rada. atualmente como território ocupndo pelo inimigo, um porta-voz oficial respondeu: — "Acredi-to que isso será respondido por nossas ações".

Diante dessa atitude dos meios oficiais, aumenta mais e mais o clamor da imprensa para que se tomem medidas rápidas o imodia-tas. A opinião unânime dos co-mentadores 6 de que a Sirla o não Chipre nei'á n primeiro objetivo tln. rápida campanha bélica do Reich.

Despertou atenção .

Km gorai, notou-se que a entre-vista de nntem rins dois ditadores, nn Passo do Bronor, devo mero-cer maior Btençflo dos cheios ml-lll n ren dfl GrA-Bretarthft. Numo-rosos computadores as 'nalam quo

As tropas do general Wavell, concentradas nas

fronteiras, acham-se prontas para a ação

(j, Ia-se. ao mesmo tempo, que af íorças imperiais na Palestina es-tariam em nxcelenl.es condiçâec-para avançar contra a Síria, se re-ceberem ordem para isso.

atê agora, as entrevistas de Hi-tler e Mussolini foram precurso-ras de ações transcendentais do Eixo.

Da Siria chegam noticias sobre iminentes acontecimentos, pois tropas francesas se encontram concentradas ao longo da frontei-ra do Ifrontei-raq e fofrontei-ram interrompidas as comunicações com o Egito. Ademais, informou-se que os ale-mães ocuparam os aeródromos principais da. Siria e que nas últi-mas 6 semanas aumentou, de ma-neira constante a. infiltração de "tursitas". Sabe-se que há gran-des concentrações de tropas e aviões alemães em Hodas e ou-trás ilhas do Dndecaneso. Os ale-mães concentraram no mar Egeu numerosas embarcações capazes de transportar um exercito para a invasão da Siira.

Cercada

Por sua parte, os britânicos con-centraram tambem grandes forcas na Palestina, as quais loram nu-mentadas há pouco tempo. As tropas imperiais no Iraq estão agora em condições de penetrar l.a Síria através da fronteira orien-tal, no caso em que isso se torne necessário. Simultaneamente fo-ram intensificados os bombardeios de Alepo e de outros aeródromos sírios, o que revela que a atitude da Grã Bretanha cm face de Vi-chy 6 cada vez mais firme.

Se os alemães pretendessem In-vadlr a Sirla, teriam que enfren-tar a poderosa esquadrn britânica, a grande quantidade de nvlóes (ie raça e o exército da Palestina, sob o comando dn general Wilson, cujas divisões blindadas são atual-mente Iguais mi melhores do que as alemãs, ns britânicos, por "'*** píirt.e, nn capo rie uma invasão melosa da Sirla, teriam quo levar em conta apenas o possibilidade

de que a esquadra francesa entras-se em ação contra eles.

Embora tudo indique que a pró-xima zona de batalha será a Siria, observa-se que os alemães, tendo Creta em seu poder, poderão ata-car outros pontos do Mediterrâneo, devendo, assim, o general Wavell antecipar-se ao próximo golpe alemão.

Embora se reconheça, franca-mente, que Creta foi uma- gra\e derrota, afirma-se que isto deu ao general- Wavell umas três sema-nas para sufocar a revolta do Iraq, deixar livre mais tropas da África Oriental e tomar medidas para ía-zer frente aos alemães na riirla, na Libia ou onde quer que seja. As autoridades britânicas tam-bem declaram que as futuras re-lações do Eixo com Vichy foi, pro-vavelmente, um dos principais te-mas tratados na conferência de ontem, no Passo do Brcner. In-sinua-se que os dolsjriitadores re-solveram que Vich, 'í "solicite ' a Alemanha que "proteja a Sirla, de maneira parecida á proteção di.s-pensada pelo Reich à Noruega e á Dinamarca".

Esses mesmos círculos tambem acreditam que a França de Vichy desloca a Italia do panorama cia guerra, como colaboradora do Reich, pois a nação italiana não se encontra cm condições, no mo-mento, de prestar à Alemanha a ajuda que necessita a aliança do Retch com a Italia.

Em posição as forças

Desmentido francês

BEYRUTH, 3 (U. P.) — Em fontes francesas autorizadas des-mente-se categoricamente a noti-cia divulgada no exterior, segun-do a qual os alemães teriam efe-tuaclo um desembarque de tropas em Lataquié, declarando-se que é materialmente Impossível uma operação dessa natureza devido ao domínio que exercem os ingleses no mar e especialmente porque Lataquié está muito perto de Chipre.

Diz-se ainda quo tais boatos são lançados propositalmente, para Justificar a eventual Invasão da Siria pelas tropas britânicas.

Sob a proteção do

Eixo

-'¦¦' s

LONDRES, 3 (U. P.) — Ufgen-tR — Pontes diplomáticas decla-ram que, talvez multo em breve, os governos da Alemanha exigirão ao de Vichy que peça a proteção do Eixo para a Siria.

Ocupação protetora

LONDRES, 3 (U. P.) — Re-gundo fontes diplomáticas, a "ocupação protetora" da Siria, que a Alemanha e a Italia querem que o governo de Vichy solicite, permitirá ao Eixo desembarcar forças para operações em grande escala no Oriente Próximo.

Não há alemães na Siria

bas de 1.000 quilos, anunciadas re-centemente pelo ministro da Pro» dução Aeronáutica, lord Beaver-brool;. O ataque foi realizado com forcas pouco consideráveis .devido ao mal tempo.

Ao que parece, as condições at-mosíérlcas foram boas na zona do Ruhr e em outros pontos atacados, pois os bombardeiros noturnos Jo-oaram uma verdadeira chuva de bombas explosivas e incendiarias não somente sobre os centros in-dustrials alemães, mas tambem no canal de Kiel. em vários objetivos terrestres * de Sehleswig-Holstem, contra a navegarão diante' da cos-ta norueguesa e os chamados "por-tos" de invasSo". Priis navios ini-migos foram afundados diante da costa dn Noruega o do canal de Kiel.' Ester; ataques foram -eall-zados á luz do dla.

As cidade- dc Dusseldoi1" e DU1S-bur-2-R.Utirot, situadas a 32 quilo-metros-, uma da outra, sobre a margem do Reno. receberam ? vl-sita dos a«õe*^^g»0»satoMi fftrW <tm í^rlcas U£ fuçduÇes, Ç& c;planadfcs?6errVtarias -recebe-ram uma infinidade dè bombas. Acredita-se que os britânicos at'n-ciram com diversas bombas a fá-brica rie armamento--; de Matirse-mau-Rohrenwerk de Dusseldorf.

Tanto Dusseldorf como Duls-burg-Rolirort são importantes en-troncamentos ferroviários e ceiit.roa vitais da industria híllca alf^-1 Os pilotos dos aparelhos de ie-conhecimento britânicos tinham declarado que possivelmente esta-va sendo acumuldaa arando quan-tldade de material de guerrn em Duisburg-Rohvor, pois a ultima vez que" essa localidade receou a visita da RAF íol em 14 de feve-reiro passado.

Sobre Kiel

Descrevendo a Incursão diurna efetuada contra o canal de Kiel e toda a região de Schleswlg-Hols-t.eln, o Ministério da Aviação disse que esse canal íoi coberto

"de bombas dc uma extremidade a ou-tra". Os aviões britânicos, num de seus raros ataques diurnos con-tra território alemão, aproveitaram as nuvens baixas para se aproxl-mar de seus objetivos. Uma vea sobre eles. mergulharam para des-carregar suas bombas. Um dos aparelhos deixou cair a metade de suas bombas sobre um navio de 1 200 toneladas e a outra metade • obro um outro de 3.500 toneladas. Os demais aviões deixaram ca r bombas Incendiarias sobre objetl-vos terrestres de Schleswlg-Hols-teln.

Tambem bombardearam outras unidades no canal de Kiel, cujo deslocamento oscilava entre 6.000 e 10.000 toneladas.

de Wavell

cairo, 3 (U. V.) — Sabe-se quo o general Slr Archibald Wavell está removendo suar, tropns pnrn posições de primeira linha naa imediações da fronteira com n 81-rie Supõe-se quo n medida 'em caráter defensivo; porem,

assina-BEYRUTH, 3 (U. P.) — O alto comissário francos, general Dent/, declarou quo "não chegou um uni-co soldado alemão para ocupar a Sirla ou o Líbano". ^

O general Dentz reafirmou n politlra de Vichy do quo esto l.ií-ilioim nãn sorA cedido a ponhll-ma potência, inclusive a Alenia-nha.

$

constituído o

novo governo

do iraq

O jovem soberano

Fey-sal II ainda estaria em

Bagdad

BEYRUTH, 3 (United Pressa -= Noticia-se que o novo governo do Iraq foi assim constituído :

Chefe do governo — Jamil Madfai;

Interior — Mustafa ol-Omarl;. Exterior — Ali Jaudat; Finanças e Justiça — Ibvahlm Komal;

Obras Públicas — Djalal Baban; Instrução — Rouda Shahibl; Economia — Nasrat Farisi.

O rei estaria em

Bagdad

CAI RI), 3 (United Vlessl — Acrodltn-sp que o rei do Iraq, Feyan.1 II, dc 7 anos ile idade, está em Bagdnd, nílo kc confirmando n nol uni i|e ipie Rashld Ali o linha levnrln por ocasião da fuga, para lé-lo como refem.

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