A Galeria de Arte Copasa apresenta
Quem não pode com o pote,
não pega na rodilha
Lorena D’Arc
POTES
Potes, potes e potes. Como utensílio, um pote serve um bom chá ou um café com leite quentinho, onde um croissant, uma madeleine podem fazer criar uma obra como Em busca do tempo perdido de Marcel Proust. Mas com Lorena D’Arc a arte do inusitado faz do pote um ready-made à maneira de Marcel Duchamp. Um pote; um objeto que narra uma história da carochinha ou um poema do sumiço ou do chá de cadeira e tantas outras formas de narrar ou mostrar expressões da língua.
Objeto que potencializa a arte, o pote cultural chama nosso olhar para o poético- um ponto de vista teórico, um pensamento que ali se instaura. Gesto de cerâmica onde se escreve e se enredam fios de fibra orgânica tecida. Pote, instante do abismo da palavra. Cerâmica portadora de palavras inscritas e imagens que dizem, sugerem um sopro, uma respiração que se abre ao outro, significando sua própria significância: ser um pote.
Mas por que um pote branco? Uma matéria pura condensando sentidos, uma potência genealógica urna, útero de onde se vem e para onde se vai. No puro/impuro branco onde a vida e a arte se encontram.
Vera Casa Nova, professora pós-doutora em literatura comparada UFMG
A POéTicA dOS ObjETOS
A obra de Lorena D’Arc aplica o princípio de disfuncionalizar o objeto para dar-lhe novo significado. Ao conectar um ao outro por meio da aplicação de peças tecidas com fibra orgânica provoca estranheza, por vezes por sua bem humorada absurdidade.
A sofisticação de suas peças de porcelana – de constituição dura, mas retendo ainda o sentido da fragilidade, e o tecido tosco que as “amarra”, provoca por contraste esse estranhamento, ampliado pelo novo corpo orgânico que dessa articulação resulta.
Márcio Sampaio, professor-artista e crítico de arte.
lorena d’arc
São Domingos do Prata, 1964, MG
Vive e trabalha em Belo Horizonte, MG, Brasil [email protected]
FORMAÇÃO AcAdÊMicA
2009/11 - Mestrado em Artes Visuais ECA / USP
2001/02 - Pós-Graduação Lato Sensu Pesquisa e Ensino no Campo das Artes Plásticas - Escola Guignard / UEMG 1990/93 - Habilitação em Educação Artística Escola Guignard/ UEMG
1984/88 - Bacharelado em Artes Plásticas - Escola Guignard/UEMG
EXPOSiÇÕES iNdiVidUAiS
2011 - A poética do pote – Centro de Apoio Pedagógico MAC Ibirapuera, SP- SP 2007 - Inutilitários - Espaço Cultural Fórum Lafayete - BH - MG
1999 - Alguma medida no tempo - Sala Arlinda Corrêa – Palácio das Artes – BH – MG 1998 - Sem Título - Sala Ana Horta - Centro Cultural UFMG – BH – MG
PRÊMiOS
2010 - Prêmio 2nd Shanghai International Modern Pot Art Biennial Exibition, Shanghai - China 2008 - Menção Honrosa 2º Salão Nacional de Cerâmica. Casa Andrade Muricy. Curitiba - PR
ObRAS EM AcERVO
galeria de arte da copasa – Belo horizonte. Brasil museum modern art teapot - Shangai. china
museo internacional de cerámica contemporánea - Buenos aires. argentina museo de la cerámica contemporáneo - Santo domingo. republica dominicana
PRiNciPAiS cOLETiVAS
2012 - COM-JUNTOS – Galeria de arte do BDMG – BH – MG 2012 - SP Estampa 2012 – Galeria da Gravura Brasileira – SP - SP 2011 - Projeto Gravura Serigrafia.Galeria BDMG Cultural – BH – MG
2011 - Projeto Gravura Serigrafia. Centro de Convenções de Mariana – Mariana – MG
2010 - Pesquisa e Criação Artística nas Universidades Escola de Belas Artes/UFMG, Escola Guignard/ UEMG – Reitoria UFMG – BH
2010 - Original III - A Forma do Pote Vazio – Galeria Galveias – Lisboa – Portugal
2010 - Second International Biennial Exhibition of Contemporary Teapot Art – Shangai –China 2010 - Um Livro sobre a Morte – MUBE – São Paulo – SP
2010 - Quarta Trienal Internacional Tile Cerâmico Elit-Tile - MCC- Santo Domingo – Republica Dominicana 2009 - Cerâmica Hoje – Galeria Escola Guignard – UEMG – BH - MG
2009 - IV Bienal Internacional de Mosaico Contemporâneo - MICC - Buenos Aires – Argentina 2009 - Projeto Gravura Serigrafia - Casa de Portugal - São Paulo – SP
2008 - 2º Salão Nacional de Cerâmica - Casa Andrade Muricy - Curitiba - PR
2008 - II Verão Arte Contemporânea – Participação no Coletivo KAZA VAZIA VII com a Intervenção “Paisagem Sonora,” no Coreto do Parque Municipal Renné Giannetti - BH – MG
2008 - “Imbricamentos Poéticos” 6ª semana Internacional de Museus. MUNAP. Galeria da Árvore - BH – MG 2005 - 1° Salão de Artes Visuais Usina Cataguazes (Itinerante) Cataguazes, Nova Friburgo, Sergipe, Paraíba 2002 - 1° Salão Cataguazes - Leopoldina de Artes Visuais (caráter itinerante) Viçosa - MG, João Pessoa – PB 2001 - Brasil do Novo Milênio. Arte de Minas (exposição itinerante) Juiz de Fora, BH, Uberaba, Cataguazes – MG 2001 - Exposição Permanente de Cerâmicas - Estufa Evolutiva - Jardim Botânico - BH – MG
2000 - Ouvirandú - Galeria da Escola Guignard - BH – MG
1999 - O Grande Círculo das Pequenas Coisas - Museu de Arte de Florianópolis – SC 1999 - O Tridimensional na Arte Contemporânea - Galeria Telemar - BH – MG
1997 - Cerâmicas e Gravuras - Galeria Minas II - BH – MG
EXPOSiÇÃO
Quem não pode com o pote, não pega na rodilha
PERÍOdO
De 7 de março a 7 de abril de 2013 REALiZAÇÃO E cOORdENAÇÃO Copasa
cONSELHO cURAdOR Marco Elísio de Paiva Maria Angélica Melendi Maria José Fonseca MONTAGEM
Lorena D’Arc Jade Liz França Copasa
GALERiA dE ARTE dA cOPASA Rua Mar de Espanha, 525
Santo Antônio – Belo Horizonte – MG [email protected]
www.copasa.com.br
facebook.com/galeriadeartecopasa
FOTO dA cAPA Detalhe.
Quem não pode com o pote, não pega na rodilha.
Porcelana com impressão serigrafica e tricô de fibra orgânica.
Dim.18 x 81 x 35 cm. 2012
cRédiTOS FOTOS
Jade Liz França Miguel Aun
TEXTO