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Avaliação (Campinas) vol.13 número3

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Academic year: 2018

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ENTREVISTA

881 Avaliação, Campinas; Sorocaba, SP, v. 13, n. 3, p. 881-882, nov. 2008.

Entrevista: FRANCISCO LOPEZ SEGRERA*

INTERVIEw: FRANCISCO LOPEz SEGRERA

* Francisco López Segrera é doutor em Estudos latino-americanos (Paris VIII, Sorbonne); atualmente tra-balha como assessor acadêmico da Global University network for Innovation (GUNI-UNESCO); francisco. [email protected]

1. Avaliação: Em sua opinião, quais seriam, para a educação superior da

América Latina, os principais desaios e problemas relacionados com o de

-senvolvimento humano sustentável?

Francisco López Segrera: Em que pese a expansão quantitativa, o acesso

desigual à educação superior persiste por diversas razões: geográicas, eco -nômico-sociais, de gênero, éticas, religiosas. O aumento da privatização e o

incremento de pseudo-universidades com ins de lucro se contrapõem aos ideais

das instituições de educação superior públicas e das instituições privadas sem

ins de lucro. Um grande desaio para as IES consiste em superar suas deici

-ências em servir a sociedade, sua falta de pertinência e suas diiculdades em

promover conhecimentos e atividades que tenham relevância para a comunidade. As IES, públicas e privadas, precisam assumir um compromisso público com a sociedade em que estão inseridas.

2. Avaliação:Quais deveriam ser as principais características dos processos

de avaliação e acreditação na América Latina? Quais os papéis dos Estados e das comunidades acadêmicas?

Francisco López Segrera: Os processos de avaliação e acreditação devem facilitar o trânsito da cultura de avaliação a uma cultura responsável, autônoma,

pertinente e eiciente nas IES. Os Estados têm o dever de zelar pela qualidade da

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FRANCISCO LOPEz SEGRERA

882 Avaliação, Campinas; Sorocaba, SP, v. 13, n. 3, p. 881-882, nov. 2008. 3. Avaliação:Para alcançar a garantia de qualidade na América Latina seria

adequado criar agências multilaterais independentes dos Ministérios de Edu

-cação nacionais e orientadas por critérios gerais estabelecidos nos círculos acadêmicos e cientíicos centrais?

Franciso López Segrera: Como propõe a UNESCO, a educação superior na região, para ser proativa e dinâmica, requer uma política de Estado, uma estratégia de longo prazo, que transcenda o âmbito temporal dos governos. A internacionalização da educação superior demanda critérios e ações avaliati-vas que sejam consensuados entre os diversos países latino-americanos e que correspondam às realidades, necessidades e projetos desta região. Desta forma, são importantes as redes de cooperação solidária e os intercâmbios entre IES e agências nacionais, sem hegemonias. O IESALC-UNESCO pode ser uma

agência importante para o fortalecimento de intercâmbios acadêmico-cientíicos

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