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Defensoria Pública Estadual

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Academic year: 2021

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Rodada 01.2019

1. MÁRIO moveu queixa-crime contra LUIGI por meio da qual lhe imputou a prática do crime de dano qualificado, tipificado no art. 163, parágrafo único, IV, do CP.

Segundo a inicial acusatória, MÁRIO, que é encanador e aufere renda de um salário mínimo, financiou uma motocicleta zero quilômetro e vinha pagando o veículo com muita dificuldade, uma vez que sua esposa está desempregada, e possui quatro filhos para sustentar.

Diz ainda a queixa-crime que, no dia 5 de junho de 2017, LUIGI, influenciado por violenta emoção ao descobrir que sua filha estava grávida do namorado, que é o filho mais velho de MÁRIO, dirigiu-se até a casa deste e, com uma barra de ferro, danificou significativamente a motocicleta de MÁRIO.

LUIGI é conhecido na vizinhança por ser extremamente violento, inclusive responde a processo no qual lhe é imputada a prática de lesão corporal grave contra sua ex-companheira.

Por preencher os requisitos legais, o juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS recebeu a queixa-crime. Seguido todo o trâmite processual regularmente, o juiz designou audiência de instrução e julgamento. Ao ser ouvido em juízo, MÁRIO disse que LUIGI reparara o dano um dia antes da audiência de instrução e julgamento, fato confirmado por LUIGI, que confessou o dano e averbou que indenizara MÁRIO pelos prejuízos sofridos.

Nas alegações finais orais da acusação, o advogado de MÁRIO requereu a absolvição de LUIGI, averbando que seu cliente não mais tinha interesse na demanda, porque já satisfeito com a indenização. O advogado de LUIGI também requereu a sua absolvição em sede de alegações finais orais.

Sucede que o juiz condenou LUIGI a uma pena de detenção de 6 (seis) meses, além de 10 (dez) dias-multa, em regime inicial aberto, aplicando por analogia o art. 385 do CPP e considerando as provas colhidas na audiência judicial, especialmente a confissão de LUIGI. Ademais, substituiu a pena privativa de liberdade por uma pena restritiva de direitos de prestação de serviços à comunidade.

Intimados da sentença, LUIGI e seu advogado não recorreram, razão pela qual a sentença transitou em julgado.

Ao ser intimado para comparecer à audiência admonitória para fixar as bases da prestação de serviço à comunidade, LUIGI procurou a Defensoria Pública solicitando assistência jurídica. Você é o(a) defensor(a) público(a) que prestará assistência jurídica a LUIGI. Nessa condição e com base apenas nas informações acima expostas e naquelas que podem ser inferidas do enunciado, redija a peça processual cabível diferente de “habeas corpus” que atenda aos interesses do assistido. Explane todas as teses defensivas pertinentes sem lançar mão de citação direta de doutrina, de jurisprudência, tampouco de texto literal de súmulas. Use apenas a lei sem comentários.

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Comentários

1. MEDIDA JUDICIAL CABÍVEL E ENDEREÇAMENTO.

Com fundamento no art. 621, inciso I, do CPP, o aluno deve apresentar revisão criminal, haja vista que a sentença condenatória contraria texto expresso de lei penal:

“Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida:

I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos;

II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos;

III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.”

Cumpre dizer que, a despeito de o inciso I, do art. 621, do CPP referir-se à lei penal, essa contrariedade não abrange apenas a lei penal substantiva, como também a lei processual penal e a própria Constituição Federal.

O art. 626 do CPP traz a última hipótese de cabimento de revisão criminal, senão vejamos:

“Art. 626. Julgando procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo.”

A parte final do art. 626 do CPP aduz que o julgamento procedente da revisão criminal pode conduzir a anulação do processo. Por tal razão, prevalece em doutrina e jurisprudência o entendimento de que também se admite o ajuizamento de revisão criminal na hipótese de nulidade do processo.

A revisão criminal pode ser proposta para desconstituir sentenças de juízes singulares ou do Tribunal do Júri, bem como acórdãos proferidos pelos tribunais. A revisão pode ter como objeto uma sentença condenatória (ou absolutória imprópria) ou acórdão condenatório (ou absolutório impróprio), isso porque, quando o réu é absolvido em primeiro grau e o Ministério Público apela, sendo acolhido o recurso, a decisão condenatória objeto da revisão criminal é o acórdão proferido pelo tribunal, e não a sentença (absolutória) do juiz.

Por fim, cumpre dizer que a revisão criminal é apresentada em peça única. Ademais, deve o aluno usar o verbo “propor”, ou seja, “Luigi vem propor ação de revisão criminal”, bem como o termo “revisionando” para designar o autor da ação.

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- DA NECESSIDADE DE O ALUNO EXPRESSAMENTE FAZER MENÇÃO À

CERTIDÃO DE TRÂNSITO EM JULGADO.

O art. 625, §1º do CPP prevê expressamente que a revisão criminal deve vir acompanhada da certidão de trânsito em julgado, sob pena de indeferimento liminar pelo relator (CPP, art. 625, § 1º e § 3º), razão pela qual é necessário que o aluno faça referência na sua peça à presença de tal certidão. DICA: Fazer referência à certidão de trânsito em julgado no preâmbulo da ação.

2. COMPETÊNCIA E ENDEREÇAMENTO.

A Constituição Federal de 1988 estatui a competência para o julgamento de revisões criminais em três disposições específicas: art. 102, I, “j”, art. 105, I, “e” e art. 108, I, “b”. Dessarte, (1) o Supremo Tribunal Federal tem competência para processar e julgar originariamente as revisões criminais contra seus julgados, (2) o Superior Tribunal de Justiça tem competência originária para processar e julgar as revisões criminais contra seus julgados e (3) os Tribunais Regionais Federais têm competência para processar e julgar não só as revisões criminais contra julgados seus, mas também contra as sentenças dos juízes federais que tenham passado em julgado.

Com base no princípio da simetria e em conformidade com as constituições estaduais e com as leis de organização judiciária (art. 125, § 1º, CF/1988), no âmbito estadual, compete aos Tribunais de Justiça processar e julgar originariamente as revisões criminais contra seus julgados e os dos juízes de direito. O mesmo raciocínio é aplicável à Justiça Militar e à Justiça Eleitoral, isto é, a competência para o processamento da ação de revisão criminal é do tribunal prolator da decisão final que tenha apreciado o mérito da demanda condenatória ou do recurso respectivo ou ainda do tribunal ao qual esteja vinculado diretamente o juiz que proferiu a sentença passada em julgado. Quanto às decisões proferidas pelos Juizados Especiais Criminais, embora não haja previsão legal, infere-se ser da Turma Recursal respectiva a competência para o julgamento, como inclusive já decidido pelo STJ. (TÁVORA, Nestor; ALENCAR, ROSMAR RODRIGUES. Curso de Direito Processual Penal. 11ª edição – Salvador: Editora Juspodivm, 2014).

Épossível inferir do enunciado que a decisão foi proferida pelo juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, motivo pelo qual a competência para processar e julgar a revisão criminal é do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.

Assim, o aluno deve endereçar a revisão criminal para o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.

3. DA TEMPESTIVIDADE.

A revisão criminal pode ser apresentada em qualquer tempo, mesmo após a extinção da pena ou até mesmo após a morte do réu, como se infere do art.

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622 do Código de Processo Penal. Logo, não há maiores problemas quanto à tempestividade.

4. LEGIMITIDADE.

Segundo o art. 623 do Código de Processo Penal, “A revisão poderá ser pedida pelo próprio réu ou por procurador legalmente habilitado ou, no caso de morte do réu, pelo cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.”

“O legitimado passivo da revisão é o Estado, representado pelo Ministério Público, cujo parecer tem a natureza de verdadeira contestação. Isso não impede, porém, que o Ministério Público concorde com o pedido da revisão. Nos casos em que há cumulação do pedido revisional com o pedido de indenização pelo erro judiciário, o Ministério Público será substituto processual da Fazenda Pública (CPP, art. 630).” (BADARÓ, Gustavo Henrique. Processo Penal. 1ª edição. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2015).

Na espécie, a revisão criminal será proposta pelo próprio réu, representado em juízo pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul.

Lembre-se de que a revisão criminal é uma ação autônoma de impugnação, motivo pelo qual o revisionando deve ser qualificado. Como o enunciado trouxe apenas o primeiro nome do revisionando, deve o aluno expor a qualificação da seguinte forma:

LUIGI, “...” (nacionalidade), “...” (estado civil), “...” (profissão), “...” (filiação), portador do RG n° “...” e do CPF nº “...”, residente e domiciliado na Rua “...”, nº “...”, bairro “...”, na cidade de “...”, Estado do “...”.

Também pode ser feito da seguinte maneira:

LUIGI, nacionalidade ________, estado civil ________, profissão ________, filiação ________, portador do RG nº ________ e CPF nº ________, residente e domiciliado na Rua ________ , nº ________, na cidade de ________, Estado de ________ .

5. DO MÉRITO.

5.1. DA IMPOSSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO NA AÇÃO PENAL PRIVADA QUANDO O QUERELANTE REQUER A ABSOLVIÇÃO. DA IMPOSSIBILIDADE DE ANALOGIA. DO PERDÃO TÁCITO. DA PEREMPÇÃO.

Percebe-se do enunciado que o juiz condenou LUIGI a uma pena de detenção de seis meses e a uma pena de multa de dez dias-multa, mesmo o querelante tendo requerido a absolvição de LUIGI porque se deu por satisfeito com a reparação do dano.

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Sucede que o juiz incidiu em “error in judicando”. Explica-se.

O art. 385 do CPP prevê que “Nos crimes de ação pública, o juiz poderá proferir sentença condenatória, ainda que o Ministério Público tenha opinado pela absolvição, bem como reconhecer agravantes, embora nenhuma tenha sido alegada.” Nota-se que a redação desse dispositivo legal é clara no sentido de que referir-se à ação pública.

Frise-se que doutrina minoritária defende que esse dispositivo não foi recepcionado pela CF/88, uma vez que violaria o sistema acusatório. Todavia, a jurisprudência entende que ainda está em vigor. A par disso, não há falar em aplicação dele para a ação penal privada (exclusiva ou personalíssima), haja vista que esta é regida pelo princípio da disponibilidade, segundo o qual a decisão de prosseguir ou não até o final da ação penal privada é do ofendido.

O art. 60, III, do CPP prescreve que ocorrerá perempção no caso de o querelante deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais. Assim, na hipótese de ação penal exclusivamente privada e privada personalíssima, se o querelante requerer expressamente a absolvição do acusado em sede de alegações orais ou memoriais, o juiz nada poderá fazer senão reconhecer a perempção com fundamento no art. 60, III, do CPP, com o consequente reconhecimento da extinção da punibilidade, nos termos do art. 107, inciso IV, do CP.

Não poderia o juiz aplicar para o caso em questão, por analogia, o art. 385 do CPP, haja vista inexistir o que integrar. Lembre-se de que a analogia é recurso para integração da lei, quando existe uma lacuna no ordenamento jurídico. No caso concreto, não há o que integrar, pois da interpretação dos arts. 385 e 60, III, ambos do CPP, pode-se extrair regra expressa no sentido de que o juiz somente na ação pública pode condenar o réu ainda que o Ministério Público tenha requerido a absolvição.

Ademais, é possível concluir que o fato de MÁRIO ter aceitado a reparação dos danos feita por LUIGI e formulado pedido de absolvição configura perdão tácito, causando a extinção da punibilidade, como estatui o art. 107, V, do CP. O perdão tácito é aquele que resulta da prática de ato incompatível com a vontade de prosseguir na ação, nos termos do art. 106, § 1º, do CP.

5.2. PEDIDO SUBSIDIÁRIO: DA ALTERAÇÃO DA PENA RESTRITIVA DE DIRIETOS SUBSTITUTA.

Percebe-se do enunciado que o juiz “a quo” aplicou pena privativa de liberdade de detenção de seis meses e a substituiu por uma pena restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade.

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“Art. 46. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas é aplicável às condenações superiores a seis meses de privação da liberdade.” Assim, a decisão do juiz é contrária a pedido expresso de lei, razão pela qual deve o aluno, como pedido subsidiário, requerer a alteração da pena privativa de liberdade infligida.

6. DA LIMINAR PARA SUSPENSÃO DA AUDIÊNCIA DE FIXAÇÃO DA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS.

De forma excepcional, é possível requerer a concessão de medida liminar em revisão criminal se presente erro judiciário grosseiro. Nesse sentido é o escólio de Norberto Avena:

“A questão não é totalmente consolidada, havendo opiniões divergentes. Modo geral, prevalece o entendimento de que não cabe o deferimento de liminar em revisão criminal, em face dos institutos da coisa julgada formal e material, salvo se houver a constatação de erro judiciário grosseiro ou de nulidades flagrantes, casos em que poderia ser deferida liminarmente medida suspensiva do cumprimento da pena imposta.” (Avena, Norberto Cláudio Pâncaro. Processo penal. – 9.ª ed. rev. e atual. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2017).

Assim, o aluno deve requerer medida liminar para suspender a audiência de fixação da pena restritiva de direitos, demonstrando em que consiste o “fumus boni iuris” e o “periculum in mora”. Pode averbar que o primeiro está fundado em documentos que acompanham a revisão criminal que atestam indícios da existência do direito. O segundo reside no fato de risco concreto de concretização da pena restritiva de direitos infligida, haja vista que o revisionando já foi inclusive intimado para comparecer à audiência de especificação da reprimenda.

7. INDENIZAÇÃO POR ERRO JUDICIÁRIO.

Segundo o art. 630 do Código de Processo Penal:

“Art. 630. O tribunal, se o interessado o requerer, poderá reconhecer o direito a uma justa indenização pelos prejuízos sofridos.

§1º Por essa indenização, que será liquidada no juízo cível, responderá a União, se a condenação tiver sido proferida pela justiça do Distrito Federal ou de Território, ou o Estado, se o tiver sido pela respectiva justiça.

§2º A indenização não será devida:

a) se o erro ou a injustiça da condenação proceder de ato ou falta imputável ao próprio impetrante, como a confissão ou a ocultação de prova em seu poder;

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Segundo a melhor doutrina, a alínea “b”, do § 2º, do art. 630 do CPP não foi recepcionada pela CF/88, de modo que é juridicamente possível o pleito de indenização por erro judiciário no caso de acusação meramente privada, sendo certo que a responsabilidade aqui é objetiva (independe de dolo ou culpa). Nesse sentido:

“5. Cabimento de indenização se a acusação tiver sido meramente privada: é dominante o entendimento no sentido de que esse dispositivo não foi recepcionado pela Constituição Federal, que consagra a responsabilidade objetiva do Estado. Com efeito, o fato de a acusação ser privada não tem o condão de exonerar o Estado de sua responsabilidade pelo erro judiciário.” (Lima, Renato Brasileiro de. Código de Processo Penal comentado - 2. ed. rev. e atual. - Salvador: Juspodivm, 2017, p. 1520).

Frise-se que essa indenização não é efeito automático do acórdão do Tribunal que julga procedente a revisão criminal. Deve, pois, haver pedido expresso. Caso o pedido de indenização não seja cumulado ao pedido rescindente e rescisório, a reparação dos prejuízos oriundos do erro judiciário somente poderá ser pleiteada em ulterior processo cível de conhecimento. Assim, o aluno deve expressamente requerer a fixação de indenização por conta do erro judiciário.

8. DOS PEDIDOS.

Posto isso, requer-se:

(a) os benefícios da gratuidade de justiça, porque o revisionando não tem condições de arcar com as despesas processuais, nos termos da Lei nº 1.060/50 e art. 98 do CPC;

(b) a concessão de liminar para suspender a audiência designada para fixação da pena restritiva de direitos imposta;

(c) no mérito, com apoio no art. 621, inciso I, e art. 626, ambos do CPP, requer-se a procedência o pedido de revisão criminal para absolver o revisionando, tendo em vista a ocorrência da perempção, nos termos do art. 107, inciso IV, do CP, bem como do perdão tácito, nos termos do art. 107, inciso V, do CP;

(d) subsidiariamente, requer-se a alteração da pena restritiva de direitos infligida, uma vez que o art. 46 do CP não permite a substituição de pena privativa de liberdade não superior a seis meses por pena de prestação de serviços à comunidade;

(e) a oitiva da Procuradoria de Justiça;

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indenização pelos prejuízos sofridos, nos termos do art. 5º, LXXV da Constituição da República e art. 630 do Código de Processo Penal.

Nesses termos, Pede deferimento.

Porto Alegre/RS, dia “...”, mês “...”, ano “...”. Defensor Público

Melhores Respostas

1) Marcela Corradi, de Belo Horizonte/MG:

https://www.emagis.com.br/static/emagis2/arquivos/downloads/respostas-prova-3835176-usuario-5356-12151581.pdf

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