O MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO-INFORMACIONAL NOS ESTUDOS DE GEOGRAFIA AGRÁRIA: LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO DE TRABALHOS PUBLICADOS EM REVISTAS ELETRÔNICAS BRASILEIRAS
Henrique Faria dos Santos
Graduado em Licenciatura em Geografia Pesquisador do Grupo de Estudos Regionais e Socioespaciais - GERES Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) E-mail: [email protected]
Flamarion Dutra Alves
Prof. Dr. do curso de Geografia do Instituto Ciências da Natureza Coordenador do Grupo de Estudos Regionais e Socioespaciais - GERES Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) E-mail: [email protected]
Introdução
O conjunto das grandes transformações materiais e imateriais do espaço geográfico atual faz parte do atual período da globalização, que não é só econômica, mas também política, cultural e social. Esta fase pode ser também denominado de meio técnico-científico-informacional, conceito elaborado pelo professor e geógrafo Milton Santos para explicar a atual dinâmica do espaço geográfico e fase da evolução das técnicas, este responsável pelas profundas reestruturações e integrações da produção, do trabalho, do consumo, da economia e dos territórios no sistema capitalista.
As transformações se fazem sentir hoje tanto no campo quanto na cidade, cuja tendência da tecnicização das atividades é cada vez mais inexorável. Mais ainda, se torna evidente e abruptamente percebível nas áreas de produção agropecuária moderna, onde os espaços que antes possuíam atividades e modos de vida simples e “atrasada” em relação à cidade, hoje é tomada por máquinas e técnicas sofisticas de produção, que multiplicam os rendimentos em trabalho e produtos, contribuindo para a acumulação mais eficiente de capital. Considerando esta nova realidade do campo, o presente trabalho, cuja pesquisa já está concluída, tem por objetivo apresentar um levantamento bibliográfico realizado nos principais revistas eletrônicas brasileiras de Geografia, para identificar estudos de Geografia Agrária que tiveram como um dos referenciais teórico-metodológicos o conceito de meio técnico-científico-informacional, e a partir desses
trabalhos fazer uma análise da importância que este conceito e as reflexões de Milton Santos vem tendo nos estudos do campo, bem como conhecer as temáticas e as formas de abordagens mais comuns nesses trabalhos e os principais geógrafos agrários do país que trabalham com esse conceito em suas pesquisas.
Metodologia
O levantamento bibliográfico foi realizada em 13 revistas eletrônicas de Geografia, sendo 10 periódicos de Geografia em geral e 3 específicos de Geografia Agrária (conforme tabela 1), selecionadas a partir dos seguintes critérios: melhores periódicos avaliadas no Qualis da Capes 2013, periódicos que publicaram frequentemente artigos de Geografia Agrária, periódicos com tempo mínimo de 10 anos de circulação e periódicos disponíveis online na internet.
A seleção de artigos de interesse foi realizada a partir da observação dos títulos e resumos dos trabalhos publicados no período entre 1995 até 2013, conforme metodologia adotada por Alves (2010). Foram contabilizados o total de artigos relacionados à Geografia Agrária e desse montante, extraído o total de artigos com uso do conceito de meio técnico-científico-informacional. Nestes últimos identificamos as abordagens geográficas (econômica, social, política, ambiental, histórica, estatística, teórico-metodológica), as temáticas (agronegócio, relação campo-cidade, agricultura familiar, questões sociais, meio ambiente e sustentabilidade, geotecnologias no campo, teoria e método nos estudos agrários), e os conceitos geográficos (espaço, território, região, paisagem, lugar, redes, circuito espacial produtivo, círculo de cooperação, horizontalidade, verticalidade, etc.) mais comuns; e alguns dos principais geógrafos agrários do país que trabalham com o conceito em suas elaborações científicas. Foi feito também a contagem do número de artigos de Geografia Agrária que continham em suas referências bibliográficas citações de obras de Milton Santos. Os resultados nos permitiu analisar a frequência na qual as reflexões do geógrafo vem sendo empregadas nas pesquisas do campo brasileiro, bem como saber quais são as suas obras mais consultadas.
O conceito de meio técnico-científico-informacional
O conceito de meio técnico-científico-informacional é mais bem fundamentado nas obras: Técnica, Espaço, Tempo – Globalização e meio técnico-científico-informacional, de 1994 e A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção, de 1996. No livro publicado em co-autoria com Maria Laura Silveira, intitulado “O Brasil: território e Sociedade no Início do Século XXI, de 2001, este conceito é utilizado para fazer uma leitura da formação, desenvolvimento e estado atual do território brasileiro.
Considerando a técnica como elemento chave das mudanças do espaço, Milton Santos divide grosseiramente a história do meio geográfico em três etapas principais, de acordo com as mudanças na relação homem natureza a partir da evolução da produção e uso das técnicas: meio natural, meio técnico e o meio técnico-científico-informacional.
O meio técnico-científico-informacional começa após a segunda guerra mundial, mas sua afirmação, incluindo os países em desenvolvimento, vai realmente se dar nos anos de 1970. O período se constrói na profunda interação da ciência, da técnica e da informação sob a égide do mercado global, principalmente na atuação das transnacionais e das instituições financeiras, impondo uma lógica de produção, circulação, distribuição e consumo em praticamente todos os territórios. A produção e a aplicação dos objetos técnico-científicos são realizadas sob extrema intencionalidade (mercantil ou simbólica) dos agentes hegemônicos da economia, da cultura e da política, cujas ações são guiadas por meio da informação. A localização e o uso dos objetos técnicos marcam a racionalidade espacial e temporal, ou seja, na presente época, os sistemas técnicos se tornam funcionais aos agentes hegemônicos no processo de acumulação capitalista.
No caso do Brasil, Milton Santos e Maria Silveira (2001) refletem muito sobre as recentes transformações provocadas pelos fatores da globalização e a consolidação dos aspectos do meio técnico-científico-informacional sobre o território, numa análise sistemática e abrangente dos acontecimentos, abarcando toda a dinâmica da organização
socioespacial. No entanto, os autores advertem que o território é constituído por uma totalidade híbrida de situações, aonde algumas áreas sofrem maiores transformações técnico-científicas em detrimento de outras, na medida que os agentes do capital decidem em quais atividades e em quais localidades aplicar seus investimentos. Atualmente, tem se chamado a atenção o conjunto de mudanças que vem ocorrendo principalmente em alguns pontos no campo brasileiro, a partir do avanço da modernização das atividades agropecuárias.
Expansão do meio técnico-científico-informacional e transformações no campo brasileiro
Como o meio técnico-científico-informacional foi se expandindo pelo campo e transformando as atividades tradicionais da agropecuária no Brasil? Esse processo vem ocorrendo já faz algum tempo, desde a época de 1970, a partir das reformulações técnica e política/normativa do setor agropecuário brasileiro que contribuiu para a consolidação dos chamados complexos agroindustriais. Segundo Mazzali (2000), a constituição de uma sociedade interna urbano-industrial e de uma conjuntura internacional extremamente favorável para exportações permitiu o aumento da demanda de produtos agropecuários e a sua diversificação.
Com a internalização de novos produtos e técnicas industriais na agricultura, como os agrotóxicos, fertilizantes químicos, equipamentos de irrigação, mudas e sementes melhoradas, maquinários e implementos; advindos principalmente do pacote tecnológico denominado de Revolução Verde (DELGADO, 1985), ofertada principalmente pelas empresas transnacionais e custeadas por incentivos creditícios estatais; houve uma significativa mudança na base técnica da agricultura, representando, portanto, os primeiros sinais da constituição do meio técnico-científico no campo brasileiro. Essas inovações tecnológicas vão sendo implantadas aos poucos nos processos produtivos e o seu aprimoramento concebidas pelo desenvolvimento de novas pesquisas científicas. Teixeira (2005, p. 28) afirma que “a década de 1970 vai sendo
marcada pela chamada ‘industrialização da agricultura’, sendo esta cada vez mais subordinada à indústria e, consequentemente, uma maior subordinação da natureza ao capital”.
No processo de modernização do campo brasileiro, a atuação do Estado é primordial, pois segundo Delgado (1985) e Frederico (2013) as principais políticas deliberadas pelos governos para estimular o processo foram: fornecer crédito subsidiado para custeio, investimento e comercialização de produtores e agroindústrias; garantir a política de preço mínimo; facilitar a entrada e instalação de empresas transnacionais do ramo de capital agrícola (insumos químicos e mecânicos) e processadoras; articular as empresas públicas de pesquisa agropecuária em aliança com essas transnacionais; oferecer assistência técnica; criar uma rede de armazéns públicos; e investir em transporte e energia. Observa-se desde o início uma parceria estratégica entre Estado e a iniciativa privada, cujas atuações foram decisivas no processo de modernização e na conformação do meio técnico-científico no campo brasileiro.
Mas a partir de 1990, Frederico (2013) explica que, “com a inserção definitiva da formação socioespacial brasileira no atual período da globalização (SANTOS, 2000), transformações de ordem técnica e político-normativa alteram novamente o padrão de organização de parcela do campo brasileiro.” Dentre as alterações de ordem normativa, o autor destaca a adoção das políticas neoliberais, que permitiram que “grandes empresas agroindustriais e tradings – articuladas em rede entre si, com empresas complementares e com o Estado (MAZZALI, 2000) -, passassem a exercer gradativamente as antigas funções estatais, como o fornecimento de crédito de custeio, a inovação tecnológica e o armazenamento e transporte” de produtos agrícolas. Com relação às mudanças de ordem técnica, Frederico (2013) destaca que:
A emergência das novas tecnologias da informação e da comunicação (NTIC), que aperfeiçoou e/ou substituiu os sistemas técnicos provenientes do paradigma da Revolução Verde (agrotóxicos, mecanização, irrigação, sementes selecionadas). A nova vaga de modernização introduziu no campo o uso da informática, da microeletrônica, da biotecnologia, da engenharia genética, da agricultura de precisão e da formação e transmissão de bancos de dados, resultando numa crescente demanda externa de racionalidade (FREDERICO, 2013, p. 221).
Essas recentes mudanças consolida uma nova geografia do campo, no qual várias regiões do território nacional passam por profundas reestruturações técnica-produtivas e se inserem na dinâmica do mercado internacional, constituindo áreas de agricultura científica globalizada (ELIAS, 2007). Para Santos (2010), eis que agora se estabelece no campo e também em todo o território nacional, o meio técnico-científico-informacional.
Inovações técnicas e organizacionais na agricultura concorrem para criar um novo uso do tempo e um novo uso da terra. O aproveitamento de momentos vagos no calendário agrícola ou o encurtamento dos ciclos vegetais, a velocidade da circulação de produtos e de informações, a disponibilidade de crédito e a preeminência dada à exportação constituem, certamente, dados que vão permitir reinventar a natureza, modificando solos, criando sementes e até buscando, embora pontualmente, impor leis ao clima. Eis o novo uso agrícola do território no período técnico-cientítico-informacional (SANTOS; SILVEIRA, 2010, p. 118).
O meio técnico-científico-informacional em estudos de geografia agrária nos principais periódicos científicos
No levantamento bibliográfico realizado sobre as 13 revistas científicas de Geografia selecionadas, em edições a partir do ano de 1995, foram analisadas no total, 3.784 títulos de trabalhos em 369 edições, a procura de artigos relacionados a pesquisas de Geografia Agrária. Do total desses títulos, identificamos 701 trabalhos de Geografia Agrária, sendo que deste total, 305 são artigos presentes dentre as 10 revistas de geografia em geral e os restantes 396 presentes nas 3 revistas específicas de Geografia Agrária. Do total de artigos de Geografia Agrária, 27,5% (109 trabalhos) continham alguma obra de Milton Santos citada. Com relação ao total de artigos sobre Geografia Agrária que possuíam como uma das referências teórico-metodológicas o conceito de meio técnico-científico-informacional, foram encontrados em nossa pesquisa documental 41 artigos (6% do total), sendo identificadas 28 nas revistas de geografia geral e 13 nas revistas específicas de Geografia Agrária.
Tabela 1 – Número de artigos encontrados por revista científica de Geografia Título da Revista Total de Artigos Total de Artigos Sobre Geografia Agrária Total de artigos sobre Geografia Agrária com citações de Milton Santos Total de artigos sobre Geografia Agrária com uso do conceito de MTCI
Revistas de Geografia em geral
Mercator 352 39 14 2
Boletim Goiano de Geografia 307 34 6 4
Geografia (UNESP - Rio Claro) 373 46 11 5
Geosul 231 21 5 1
GEOUSP – Espaço e Tempo 271 18 10 6
Sociedade & Natureza 310 29 9 2
Boletim de Geografia (UEM) 226 17 2 0
Boletim Gaúcho de Geografia 229 20 10 4
Caminhos de Geografia 779 48 10 4
Geografia (UEL) 310 33 3 0
Total 3388 305 80 28
Revistas de Geografia Agrária
Campo-Território 170 170 64 10
Agrária (USP) 71 71 11 0
Revista NERA 155 155 34 3
Total 396 396 109 13
Total de Todas as Revistas 3784 701 189 41
Organização: FARIA, H.
Com o levantamento bibliográfico foi possível quantificar também a frequência de publicações de artigos de Geografia Agrária por ano nas 13 revistas avaliadas. Foi constatado que houve um aumento expressivo na publicação de artigos relacionados à Geografia Agrária nos periódicos avaliados, conforme pode ser observado no gráfico da figura 1. Isso mostra que o campo vem ganhando cada vez mais importância como objeto de estudo na geografia.
A organização dos dados permitiu observar também que houve um aumento significativo no número de artigos de Geografia Agrária cuja pesquisa continha como um dos referenciais teórico-metodológicos o conceito de meio técnico-científico-informacional. Como pode ser visto no gráfico da figura 2, há uma tendência no
aumento das publicações desse tipo trabalho ao longo dos anos, sobretudo após 2005. Isso nos mostra que muitos pesquisadores aos poucos estão adotando este conceito como referência chave para explicar as recentes transformações ocorridas no campo, a partir da introdução das inovações tecnológicas nos processos produtivos e das novas formas de gestão, normatização e regulação das atividades agrícolas.
Figura 1 – Número de artigos de Geografia Agrária publicados nas revistas avaliadas,
nos anos de 2000-2013
Figura 2 – Número de artigos de Geografia Agrária com uso do conceito de meio
técnico-científico-informacional publicados nas revistas avaliadas, nos anos 2000-2013.
Organização: SANTOS, H.
Através da leitura dos artigos de Geografia Agrária que contém o conceito de meio técnico-científico-informacional identifica-se que dentre os 41 trabalhos, 28 tem como principal temática agrária de pesquisa o agronegócio, seguido do tema relação campo-cidade, que totalizou 5 trabalhos, e teoria e método nos estudos agrários, com 4 artigos. A maioria desses trabalhos se enquadram também na abordagem econômica (30 artigos) e teórico-metodológico (5 artigos), conforme pode ser visto nos gráficos da figura 3.
Além do conceito de meio técnico-científico-informacional, os outros conceitos geográficos mais empregados nesses trabalhos foram o de território/territorialização/territorialidade (presente em 23 dos 41 artigos), circuito espacial produtivo (presente em 9 artigos), círculo de cooperação (presente em 9 artigos), fronteira agrícola (presente em 9 artigos), espaço rural/agrário (presente em 6 artigos), reestruturação/reorganização espacial/produtiva (presente em 6 artigos) e região (presente em 5 artigos).
Figura 3 – Porcentagem de artigos de geografia agrária com uso do conceito de meio
técnico-científico-informacional por temas agrários (esquerda) e abordagens geográficas (direita).
Organização: SANTOS, H.
Um outro resultado observado foi o aumento de trabalhos de Geografia Agrária que apresentam reflexões teórico-metodológicos de Milton Santos como referência para se pensar o novo momento do campo brasileiro. Após contabilizarmos, por ano, o número total desses trabalhos publicados nas 3 revistas específicas de Geografia Agrária, apuramos um expressivo aumento na quantidade de artigos com citações do autor ao longo dos anos, conforme pode ser visualizado no gráfico da figura 4.
Figura 4 – Número de artigos com citações de Milton Santos publicados nas revistas de
geografia agrária avaliados, nos anos 2002-2013
Organização: SANTOS, H.
Nesse contexto, as quatro obras de Milton Santos mais consultados para a elaboração desses estudos de Geografia Agrária foram os livros A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo. Razão e Emoção, presente como referencial bibliográfico em 57% da amostra de artigos que continham citações do autor, seguido de O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI (28%); Metamorfoses do Espaço Habitado (25%); e Por Uma Outra Globalização (21%). Dentre os artigos que tinham como ambasamento teórico-metodológico o conceito de meio técnico-científico-informacional, são mais populares os livros A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo. Razão e Emoção, citado em 70% desses artigos, seguido de O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI (65%), Por Uma Outra Globalização (51%) e Técnica, Espaço, Tempo: Globalização e Meio Técnico-científico-informacional (46%); aparecendo portanto as principais obras que melhor fundamentaram o conceito de meio técnico-científico-informacional.
Por fim, com o auxílio de consultas aos currículos lattes de vários autores dos artigos publicados nas revistas avaliadas, conseguimos apurar alguns dos principais geógrafos agrários do país que mais trabalham o conceito de meio técnico-científico-informacional em suas pesquisas: Denise Elias (UECE), Ricardo Castilho (UNICAMP), Samuel Frederico (UNESP), Mirlei Fachini Vicente Pereira (UFU), Samira Peduti Kahil (UNESP), Vera Lúcia Salazar Pessoa (UFG), Francisco das Chagas do Nascimento Júnior (UNIFEOB), Luís Angelo dos Santos Aracri (UFJF), Marcos Leandro Mondardo (UFBA), Iara Rafaela Gomes (UESPI), Júlia Adão Bernardes (UFRJ), Evandro César Clemente (UFG), Patrícia Francisca de Matos (UFU), Glória Maria Vargas (UNB), Márcio Toledo (UFSJ), Soraia de Fátima Ramos (IEA) e William Ferreira da Silva (UFG).
Referências Bibliográficas
ALVES, Flamarion. D. Trajetória teórico-metodológico da geografia agrária brasileira: a produção em periódicos científicos de 1930 – 2009. 350f. Tese de doutorado. Programa de Pós-Graduação em Geografia. Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista. Rio Claro/SP, 2010.
DELGADO, G. C. Capital financeiro e agricultura no Brasil: 1965-1985. Campinas: Ìcone, 1985.
ELIAS, Denise. O meio técnico-científico-informacional e a reorganização do espaço agrário nacional. In: MARAFON, G. J.; RUA, J.; RIBEIRO, M. (orgs.) A. Abordagens teórico-metodológicas em geografia agrária. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2007, p. 49-66. FREDERICO, Samuel. Modernização da agricultura e uso do território: a dialética entre o novo e o velho, o interno e o externo, o mercado e o estado em áreas do Cerrado. Revista GEOUSP – Espaço e Tempo. São Paulo/SP, n. 33, 2013, p. 218-232. MAZZALI, Leonel. O processo recente de reorganização agroindustrial: do complexo à organização em rede. São Paulo: Ed. Unesp. 2000.
SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 4ª ed. São Paulo: Edusp, 2012 (1996).
SANTOS, Milton.; SILVEIRA, Maria. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 13ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010 (2001).
SANTOS, Milton. Espaço e Método. 5ª ed. São Paulo: Edusp, 2008a (1985).
SANTOS, Milton. Técnica, Espaço, Tempo: Globalização e Meio técnico-científico informacional. 5ª ed. São Paulo: Edusp, 2008b (1994).
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000. 174 p.
SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 3º ed. São Paulo: Hucitec, 1994. TEIXEIRA, Jodenir C. Modernização da agricultura no Brasil: impactos econômicos, sociais e ambientais. Revista Eletrônica da AGB. Três Lagoas/MS, vol. 2, n. 2, ano 2, p. 21-42, setembro de 2005.