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PROGRAMA. Apresentação

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Academic year: 2021

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1 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA

Disciplina: 135348- Identidade e Relações Interétnicas. Prof. Stephen G. Baines

E-mail: [email protected] Semestre: 01/2017

Dias/hora/sala: terça-feira e quinta-feira das 16:00 às 18:00 / PAT AT 076 Carga horária: 60 horas

Créditos: 04

Pasta: Xérox do Multiusos I,

PROGRAMA Apresentação

A disciplina examina algumas contribuições da antropologia social para o estudo das relações interétnicas e da identidade étnica focalizando, sobretudo, o Brasil. Após uma breve introdução histórica, examinaremos as noções de “aculturação”, “transfiguração étnica”, “fricção interétnica”, e “situação histórica”, assim como os conceitos de “identidade étnica”, “etnicidade” e “cultura”. Em seguida, apresentaremos alguns exemplos de trabalhos contemporâneos sobre o contato interétnico. Abordaremos algumas dimensões da política indigenista e dos movimentos indígenas contemporâneos. A partir do exame da situação de alguns povos indígenas vivendo em região de fronteiras internacionais, abordaremos a interface entre nacionalidade e etnicidade. Examinaremos também os processos contemporâneos de reelaboração étnica entre povos indígenas, marcadamente no Nordeste brasileiro. Discutiremos as novas identidades coletivas categorizadas pela antropologia como populações, comunidades ou povos “tradicionais”, como o caso dos quilombolas. O programa poderá sofrer ajustes no decorrer do semestre, mas suas diretrizes gerais não serão alteradas.

Dinâmica da disciplina

A dinâmica do curso será composta por aulas expositivas e discussões sobre o conteúdo dos textos do programa. Também haverá filmes documentários sobre temas relacionados à disciplina. A leitura, a preparação dos textos para as discussões e a participação em sala de aula são condições indispensáveis para o bom aproveitamento da disciplina. O professor realizará avaliações sobre a leitura dos textos programados que serão levadas em consideração na avaliação final do aluno. A leitura dos textos (numerados) com antecedência para discussão em sala de aula é imprescindível.

Avaliação

A avaliação será realizada com base nos seguintes itens:

a – Duas provas escritas em sala de aula que serão realizadas ao longo do semestre, baseadas em leitura dos textos do programa (30 % da nota final para cada prova escrita = 60%). Só haverá segunda chamada para a prova em sala de aula mediante razões devidamente justificadas: atestado médico, etc.

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2 b - Participação nas discussões em sala de aula, apresentação de textos do programa em sala de aula com regularidade ao longo do semestre e desempenho em responder questões sobre os textos em sala de aula (30% da nota final).

c - uma apresentação individual sobre um tema de seu interesse, dentro da temática da disciplina, a ser combinada com antecedência com o professor - com preferência, a partir de textos escolhidos entre a "leitura complementar" (em letra itálica) indicada neste programa [cada aluno deve apresentar um tema em 30 a 40 minutos, deixando pelo menos 15 minutos para discussão em grupo em sala de aula. No caso de apresentar um texto da "leitura

complementar", procure combinar com o professor para apresentá-lo na mesma aula em que se discute o texto correspondente] (10% da nota final);

A ausência em mais de 25% das aulas implicará em reprovação conforme estabelece o regulamento da UnB.

Observação: Coloquei referências às páginas dos textos para facilitar a sua localização. As páginas citadas referem-se somente a estas edições e às respectivas datas. Verifique as referências, também, pelos títulos, pois, em alguns casos, as páginas variam conforme as diferentes edições.

Além dos horários de aula, alunos podem combinar horários para orientação acadêmica que se fizer necessária, ou com o estagiário/a docente/monitor/a da disciplina ou com o professor.

TEXTOS BÁSICOS

Textos referentes à história de colonização: os Andes, o litoral brasileiro, e o Rio Branco

1. CORRÊA, Anna Maria Martinez & BELLOTTO, Manoel Lelo. A América Latina de Colonização Espanhola: Antologia de Textos Históricos. São Paulo: Editora HUCITEC; Editora da USP, 1979. (coleção textos vol. 4). p.19-38; p.71-80; p.109-116.

2. FERNANDES, Florestan. Antecedentes Indígenas: organização social das tribos tupis, In: BUARQUE DE HOLANDA, Sérgio (org.) História Geral da Civilização Brasileira. Difusão Européia do Livro, 1960. Tomo I, 1º volume, livro segundo, Capítulo II, p.72-86. 3. FARAGE, Nádia. As Muralhas dos Sertões: os povos indígenas no rio Branco e a colonização. Rio de Janeiro: Paz e Terra; Anpocs, 1991. Capítulo II, A expansão portuguesa para o Rio Branco, p.55-83.

(leitura complementar: outros capítulos do livro de N. Farage;

PORRO, Antônio. As Crônicas do rio Amazonas: notas etnohistóricas sobre as antigas populações indígenas na Amazônia. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992.

PORRO, Antônio, O Povo das Águas: ensaios de etno-história amazônica. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.

MONTEIRO, John Manue. Negros da terra: Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

VAINFAS, Ronaldo. A Heresia dos Índios: Catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

HOORNAERT, Eduardo, História da Igreja na Amazônia, Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 1992, Comissão de Etudos da História da Igreja na América latina – CEHILA).

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3 I. Por uma Análise das Relações Interétnicas: Estudos de aculturação; transfiguração étnica

4. GALVÃO, Eduardo. Encontro de Sociedades: Índios e brancos no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. Ler: “Estudos sobre a aculturação dos grupos indígenas do Brasil”, p.126-134. e, “Índios e brancos na Amazônia brasileira”, p.273-290.

(leitura complementar: GALVÃO, E. [op.cit.]: Encontro de sociedades tribal e nacional no Rio Negro, Amazonas, p.257-271; Para a abordagem culturalista na etnologia brasileira, ver, também, SCHADEN, Egon. Aculturação Indígena. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1969).

5. RIBEIRO, Darcy. Os Índios e a Civilização: A Integração das Populações Indígenas no Brasil Moderno. Petrópolis, RJ: Vozes, 1979, 3ª ed. [1970 Civilização Brasileira]. Introdução, p.7-17; V. A Política Indigenista Brasileira, p.127-148; O Problema Indígena, p.191-197; Colocação do Problema, p.217-227; XII. Conclusões: População Indígena Brasileira, Graus de Integração, Avaliação dos resultados da Integração, p.431-435.

(Leitura complementar: RIBEIRO, Darcy. Os Índios e a Civilização: A Integração das Populações Indígenas no Brasil Moderno. Petrópolis, RJ: Vozes, 1979, 3ª ed. [1970 Civilização Brasileira]. Convívio e Contaminação p.272-316).

II. A noção de fricção interétnica

6. CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. O Índio e o Mundo dos Brancos. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 4a edição 1996 [1964] (Existe uma 3a edição, São Paulo: Pioneira; Brasília: UnB, 1981). Leia, sobretudo: Introdução: A Noção de Fricção Interétnica, p.33-52 (p.15-30 na 3a edição) e Apêndice: Estudo de áreas de fricção interétnica do Brasil (projeto de pesquisa), p.173-182.

(leitura complementar: outros capítulos do livro).

7. CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. A Sociologia do Brasil Indígena. Brasília: UnB; R.J.: Tempo Brasileiro, 1978. Capítulo V, “O Índio na consciência nacional”, p.65-74; Capítulo VII, “Problemas e Hipóteses Relativos à Fricção Interétnica”, p.83-98,

(leitura complementar: outros capítulos do livro).

PEIRANO, Mariza G.S. The Anthropology of Anthropology: The Brazilian Case, Doctoral Thesis, Harvard University, 1981, (publicada em Série Antropologia Nº 110, DAN, UnB), Capítulo 4: Indians and Territorial Integration, p.119-175.

MELATTI, Julio Cezar. Índios e Criadores: A Situação dos Krahó na Área Pastoril do Tocantins. R.J.: Monografias do I.C.S. - 3, 1967. BCE Reserva, 39 (81:082) M517IN LARAIA, Roque de Barros e DA MATTA, Roberto. Índios e Castanheiros. R.J.: Paz e Terra, 1979 (1978). BCE Reserva, 39 (81:082) L318I).

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4 8. OLIVEIRA FILHO, João Pacheco de. "O Nosso Governo": os Ticuna e o Regime Tutelar. São Paulo: Marco Zero; Brasília: MCT/CNPq 1988. Sobretudo: ‘Os Obstáculos ao Estudo do Contato’, p.24-59.

(leitura complementar: outros capítulos do livro).

CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto - Posfácio: 1994-Trinta anos depois. O Índio e o Mundo dos Brancos. 4ª edição, Campinas, S.P.: Editora da UNICAMP, 1996, p.183-190). IV. Grupos Étnicos e Seus Limites/ Identidade Étnica

9. BARTH, Fredrik (org. Tomke LASK) O guru, o iniciador e outras variações antropológicas. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2000. Os grupos étnicos e suas fronteiras, p.25-67; A identidade pathan e sua manutenção, p.69-93.

(original em ingles, BARTH, Fredrik (org.). Ethnic Groups and Boundaries: The Social Organization of Culture Difference. Bergen-Oslo: Universitets Forlaget; London: George Allen & Unwin, 1970 [1969]).

10. CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. 1976. “Identidade Étnica, Identificação e Manipulação”. Em: Identidade, Etnia e Estrutura Social. São Paulo: Pioneira, pp. 1-31. (leitura complementar: outros capítulos do livro BARTH, Fredrik (org. Tomke LASK). O guru, o iniciador e outras variações antropológicas, Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2000.

BARTH, Fredrik. Problems in conceptualizing cultural pluralism, with illustrations from Somar, Oman. In: MAYBURY-LEWIS, David (org.) The Prospects for Plural Society: 1982 Proceedings of the American Ethnological Society. 1984, p.77-87).

11. CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. Antropologia do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1987. Etnicidade: da cultura residual mas irredutível p.97-108; Parecer sobre os critérios de identidade étnica, p.113-119. Estes ensaios foram republicados em CARNEIRO DA CUNHA, Manuela, Cultura com aspas e outros ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2009.

(leitura complementar: CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. Identidade, Etnia e Estrutura Social. São Paulo: Pioneira, 1976. Capítulo I, Identidade étnica, identificação e manipulação, p.1-31; Capítulo II, Um conceito antropológico de identidade, p.33-52; Capítulo III, Processos de Articulação Étnica, p.53-78.e Capítulo IV deste livro).

MELATTI, Julio Cezar. "Os Patrões Marúbo", p.155-198, Anuário Antropológico/83. R.J.: Tempo Brasileiro; Fortaleza: UFC, 1985.

RAMOS, Alcida Rita. Hierarquia e Simbiose: relações intertribais no Brasil. São Paulo: HUCITEC, INL/MEC, 1980. Prefácio, p.VII-XII; Introdução, p.1-21; e Capítulo I, Sanumá, Maiongong e o Problema da Identidade Ambígua, p.23-65, e outros capítulos do livro, sobretudo o capítulo V, Bugre ou índio: Guarani e Kaingang no Paraná, p.183-240). V Repensando o conceito de cultura

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5 12. SAHLINS, Marshall. 1997a. O ‘pessimismo sentimental’ e a experiência etnográfica: Por que a cultura não é um ‘objeto’ em via de extinção (Parte I), Mana 3 (1): 41-73.

13. SAHLINS, Marshall. 1997b. O ‘pessimismo sentimental’ e a experiência etnográfica: Por que a cultura não é um ‘objeto’ em via de extinção (Parte II), Mana 3 (2): 103-150. VI Repensando o contato interétnico no Brasil

14. OLIVEIRA FILHO, João Pacheco de. Ensaios de Antropologia Histórica. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ,1999. A problemática dos ‘índios misturados’ e os limites dos estudos americanistas: a um encontro entre antropologia e história, p. 99-123.

(Leitura complementar: RAMOS, Alcida Rita. Indigenism: ethnic politics in Brazil, Madison; London: The University of Wisconsin Press, 1998. Capítulo 6,The spector of nations within the nation, p.168-194; Capítulo 7, Development does not rhyme with Indian, or does it?, p.195-221; Capítulo 8. No man’s land, everybody’s business, p.222-242; Conclusion: what would we do without them?, p.284-292. ALBERT, Bruce. 1997. ‘Ethnografic situation’ and ethnic movements. Notes on post-malinowskian fieldwork”. Critique of Anthropology, v. 17, n°1, p.53-65. ALBERT, Bruce. “Introdução”. In Pacificando o Branco. Cosmologias do contato no norte-amazônico, Bruce Albert & Alcida Rita Ramos (orgs.), São Paulo: Editora UNESP, pp. 9-21).

VII O Contato Interétnico no Brasil: algumas abordagens recentes

15. BAINES, Stephen G. 1991. Capítulo IX - Os funcionários da Funai, In: BAINES, Stephen G. “É a Funai que sabe”: a frente de atração Waimiri-Atroari. CNPq; Museu Paraense Emílio Goeldi: Belém, p.254-279.

16. BAINES, Stephen G. O Território dos Waimiri-Atroari e o Indigenismo Empresarial, capítulo 9, Ciências Sociais Hoje, São Paulo: HUCITEC; ANPOCS, 1993, p.219-243. 17. BAINES, Stephen G. Imagens de liderança indígena e o Programa Waimiri-Atroari: índios e usinas hidrelétricas na Amazônia. Revista de Antropologia. São Paulo: USP, Vol.43, no.2, 2000, p.141-163.

(Leitura complementar: OLIVEIRA FILHO, João Pacheco de. 1990. Segurança das fronteiras e o novo indigenismo: formas e linhagens do projeto Calha Norte. OLIVEIRA, João Pacheco de (editor). Antropologia e Indigenismo, nº. 1, Projeto Calha Norte: Militares, Índios e Fronteiras, Rio de Janeiro: UFRJ; PETI - Museu Nacional, p.16-33. VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo, & ANDRADE, Lúcia M. de. Hidrelétricas do Xingu: O Estado Contra as Sociedades Indígenas, In: SANTOS, L.A.O. & ANDRADE, L.M.M. de (orgs.) As Hidrelétricas do Xingu e os Povos Indígenas. São Paulo: Comissão Pró-Índio de São Paulo, 1988, p.7-23).

18. OLIVEIRA, João Pacheco de & IGLESIAS, Marcelo Piedrafita – As demarcações participativas e o fortalecimento das organizações indígenas. In: LIMA, Antonio Carlos de Souza & BARROSO-HOFFMANN, Maria (orgs.) Estado e povos indígenas: Bases para

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6 uma nova política indigenista II. Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria/LACED, 2002, p.41-68.

19. OLIVEIRA, João Pacheco de. Os instrumentos de bordo: expectativas e possibilidades do trabalho do antropólogo em laudos periciais. In: OLIVEIRA, João Pacheco de (org.) Indigenismo e territorialização: poderes, rotinas e saberes coloniais no Brasil comtemporâneo. Rio de Janeiro: Contra capa Livraria Ltda., 1998, p.269-295.

(leitura complementar: OLIVEIRA, João Pacheco de. Ensaios em Antropologia Histórica, Rio de Janeiro: UFRJ, 1999. Entrando e saindo da ‘mistura’: os índios nos censos nacionais, p.124-151.

TEÓFILO DA SILVA, Cristhian. ‘Cativando Maíra: A sobrevivência Avá-Canoeiro no Alto Rio Tocantins’. Tese de doutorado em Antropologia Social. Brasília: PPGAS/DAN/UnB, 2005

PIMENTA, José Vieira. 2004. Povos Indígenas e Desenvolvimento Sustentável: Os paradoxos de um exemplo amazônico. Anuário Antropológico 2002/2003, pp. 115-150. OLIVEIRA, Adolfo Neves de. Fragmentos da etnografia de uma rebelião do objeto: indigenismo e

antropologia em tempos de autonomia indígena. Anuário Antropológico 98, Rio de Janeiro:

tempo brasileiro, 2002, p.109-130.

GALLOIS, Dominique Tilkin. De arredio a isolado: perspectivas de autonomia para os povos indígenas recém-contactados, In GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (organizador), Índios no Brasil. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura, 1992:121-134.

OLIVEIRA, João Pacheco de. – Cidadania e globalização: povos indígenas e agências multilaterais. In: LIMA, Antonio Carlos de Souza & BARROSO-HOFFMANN, Maria (orgs.) Além da Tutela: bases para uma nova política indigenista III. 2002, p.105-119). VIII Perspectivas indígenas do contato interétnico

20. LUCIANO, Gersem José dos Santos. 2009. Indígenas no Ensino Superior: novo desafio para as organizações indígenas e indigenistas no Brasil. In: SMILJANIC, Maria Inês; PIMENTA, José; BAINES, Stephen Grant. (Org.). Faces da Indianidade. 1ed.Curitiba: Nexo Design, 2009, v. 1, p. 187-202.

21. HOWARD, Catherine V., A domesticação das mercadorias: Estratégias Waiwai. In: ALBERT, Bruce & RAMOS, Alcida Rita (orgs.). Pacificando o branco: cosmologias do contato no Norte-Amazônico. São Paulo: Editora UNESP: Imprensa Oficial do Estado, 2002, p.25-56.

22. SANTILLI, Paulo, Trabalho escravo e brancos canibais: uma narrativa histórica Macuxi. In: ALBERT, Bruce & RAMOS, Alcida Rita (orgs.) Pacificando o Branco: cosmologias do contato no Norte-Amazônico. São Paulo: Editora UNESP: Imprensa Oficial do Estado, 2002:487-503).

23. CAYÓN, Luis. 2014. Planos de vida e manejo do mundo: cosmopolítica indígena do desenvolvimento na amazônia colombiana. Interethnica: Revista de Estudos em Relações

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7 Interétnicas, V.18, N. 1, p. 92-113.

http://periodicos.unb.br/index.php/interethnica/article/view/12360

(leitura complementar: outros capítulos deste livro. FARAGE, Nádia, Instruções para o presente: os brancos em práticas retóricas Wapishana. In: ALBERT, Bruce & RAMOS, Alcida Rita (orgs.). Pacificando o Branco: cosmologias do contato no Norte-Amazônico. São Paulo: Editora UNESP: Imprensa Oficial do Estado, 2002:507-527.

LUCIANO, Gersem José dos Santos. 2011. Educação para manejo e domesticação do mundo entre a escola ideal e a escola real : os dilemas da educação escolar indígena no Alto Rio Negro. 2011. 368 f. Tese (Doutorado em Antropologia) Universidade de Brasília, Brasília. http://repositorio.unb.br/handle/10482/9931

LUCIANO, Gersem José dos Santos. 2012. A conquista da cidadania indígena e o fantasma da tutela no Brasl contemporâneo. In: RAMOS, Alcida Rita.(Org.). Constituições nacionais e povos indígenas. 1ed.Belo Horizonte: UFMG, v. 1, p. 206-227.

LUCIANO, Gersem José dos Santo. 2010. CARDOSO DE OLIVEIRA, Jô; HOFFMANN, Maria Barroso (Orgs.) Olhares Indígenas Contemporâneos. Brasília: Centro Indígena de Estudos e Pesquisas (CINEP).

BENITES, Tonico. Rojeroky hina ha roike jevy tekohape (Rezando e lutando): o movimento histórico dos Aty Guasu dos Ava Kaiowa e dos Ava Guarani pela recuperação de seus tekoha. 2014. Rio de Janeiro: UFRJ/MN/PPGAS, Tese (Doutorado em Antropologia). BANIWA, Gersem. 2008. Entrevista (e vídeo) sobre Educação Indígena no Brasil com Gersem José dos Santos Luciano Baniwa, Diretor-presidente do Centro Indígena de Estudos e Pesquisas – CINEP, antropólogo e representante indígena no Conselho

Nacional de Educação a Trilhas de Conhecimentos.

<http://www.trilhasdeconhecimentos.etc.br/entrevistas/entrevista_gersem_integra.htm>). IX Indígenas em situações urbanas

24. WEISS, Laura; ENGELMAN, Juan: VALVERDE, Sebastián. 2013. Pueblos Indígenas Urbanos en Argentina: un estado de la cuestión. Revista Pilquen, Sección Ciencias Sociales, Año XV, Vol. 16, Nº 1, p. 1-14.

25. BAINES, Stephen G. 2015. A situação prisional de indígenas no sistema penitenciário de Boa Vista. Vivência: Revista de Antropologia. UFRN/DAN/PPGAS v. I., N 46 (jul/dez.), Natal:UFRN. p. 143-155.

26. ALBUQUERQUE, Marcos Alexandre dos Santos. 2015. Indígenas na Cidade do Rio de Janeiro. Cadernos do Desenvolvimento Fluminense, Rio de Janeiro, N.7, p. 149 - 168, jan./jun.

(leitura complementar: BAINES, Stephen G. 2009. “Esperando para ser julgado”: Indígenas no sistema penitenciário de Boa Vista em Roraima”. In: SMILJANIC, Maria Inês; PIMENTA, José: BAINES, Stephen G. (Orgs.) Faces da Indianidade, Curitiba: Nexo Design, Capítulo VII, p. 169-186.).

CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. 1968. Urbanização e tribalismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

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8 ALBUQUERQUE, Marcos Alexandre dos Santos. 2011, O Regime Imagético Pankararu: (Tradução Intercultural na Cidade de São Paulo). Tese de doutorado, Florianópolis, SC: Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social.

ENGELMAN, Juan Manuel. 2013. Em Busca del Recurso: abordaje económico de nucleamientos indígenas al sur del conurbano bonaerense. Cadernos NAUI Vol. 2, n.3, jul-dez p. 1-19.

PALADINO, Mariana, 2006. Estudar e experimentar na cidade: Trajetórias sociais, escolarização e experiência urbana entre “Jovens”indígenas ticuna, Amazonas. Rio de Janeiro: UFRJ/PPGAS, Museu Nacional,Tese de doutorado.

NUNES, Eduardo Soares, 2010. Aldeias urbanas ou cidades indígenas? Reflexões sobre índios e cidades. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 4, n. 1, p. 9-30.

VALVERDE, Sebastián. 2015. “Veríamos a forma de aproveitar suas culturas e de fazer um produto turístico mais”: relações interétnicas, cenificações e territorialidades divergentes no Norte da Patagônia Argentina. Agália: Turismo em terras indígenas. p. 59-91.

GRÜNEWALD, Rodrigo de Azeredo. 2015. Turismo na Terra Indígena Pataxó de Coroa Vermelha: imperialismo e pós-colonialidade na região do Descobrimento do Brasil. Pasos. Revista de Turismo y Patrimonio Cultural. Vol. 13 No. 2. Special Issue p. 411-424. CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. 1968. Urbanização e tribalismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

SILVA, Giovano José da. 2009. A presença Camba-Chiquitano na fronteira Brasil-Bolívia (1938 – 1987): identidades, migrações e práticas culturais. Goiânia: UFG, Tese de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em História da Faculdade de História.)

X Reelaboração cultural indígena

27. OLIVEIRA, João Pacheco de. - Uma etnologia dos "Índios misturados"? Situação colonial, territorialização e fluxos culturais. In: OLIVEIRA, João Pacheco de (org.) A Viagem de volta: etnicidade, política e reelaboração cultural no Nordeste indígena. 2a edição, Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria/LACED, 2004:13-42

28. VALLE, Carlos Guilherme do. – Experiência e semântica entre os Tremembé do Ceará. In: OLIVEIRA, João Pacheco de (org.) A Viagem de Volta: etnicidade, política e reelaboração cultural no Nordeste indígena. 2a edição, Rio de janeiro: Contra Capa Livraria/LACED, 2004: 281-341.

(leitura complementar: BARRETTO FILHO, Henyo Trindade. – Invenção ou renascimento? Gênese de uma sociedade indígena contemporânea no Nordeste. In: OLIVEIRA, João Pacheco de (org.) A Viagem de Volta: etnicidade, política e reelaboração cultural no Nordeste indígena. 2a edição, Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria/LACED, 2004:93-137.

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. – Etnologia brasileira. In: MICELI, Sérgio (org.) O que ler na ciência social brasileira (1970-1995): Antropologia (volume I). São Paulo: Editora Sumaré: ANPOCS; Brasília, DF: CAPES, 1999:109-223.

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9 CLIFFORD, James. - Identity in Mashpee. In: CLIFFORD, James. The Predicament of Culture: Twentieth-Century Ethnography, Literature, and Art. Cambridge, Massachusetts & London: Harvard University Press, 1988:277-346).

XI. Índios, Estados nacionais, fronteiras, globalização

29. OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. “Introdução”. Em: Etnicidade e nacionalidade em fronteiras. Roberto Cardoso de Oliveira e Stephen Baines (Orgs.), Brasília, Editora da UnB, pp. 9-20.

30. BAINES, Stephen G. 2014. Relações interétnicas na fronteira Brasil-Guiana: reafirmação étnica entre os povos indígenas Makuxi e Wapichana. In: TRINCHERO, Héctor Hugo; MUÑOZ, Luis Campos; VALVERDE, Sebastián. Pueblos indígenas, Estados nacionales y fronteras: tensiones y paradojas de los procesos de transición contemporáneos en América Latina. 1a ed., Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Editorial de la Facultad de Filosofía y Letras Universidad de Buenos Aires, v. 2, p. 169-194.

31. PIMENTA, José. 2015. “‘Alteridade contextualizada’: variações ashaninkas sobre o branco.” Anuário Antropológico 40 (1) p. 279–306

(leitura complementar: RAMOS, Alcida R. - Nações dentro da nação: um desencontro de ideologias. In: ZARUR, George de Cerqueira Leite (org.) Etnia e Nação na América Latina. Washington: OEA, 1994:79-88.

STAVENHAGEN, Rodolfo. Challenging the Nation-State in Latin America. Journal of International Affairs. Winter 1992, 45, nº 2, pp.421-440.

VARESE, Stefano. Parroquialismo y globalizacion: Las etnicidades indígenas ante el tercer milenio. In: VARESE, Stefano (coord.) Pueblos indios, soberanía y globalismo. Quito: Abya-Yala, 1996, p.15-30.

SEGATO, Rita Laura.- Identidades políticas/ Alteridades históricas: una crítica a las certezas del pluralismo global. Anuário Antropológico 97, Rio de Janeiro: tempo brasileiro, 1999, p.161-196).

BAINES, Stephen G. 2006. “Entre dois estados nacionais: perspectivas indígenas a respeito da fronteira entre Guiana e Brasil”. Anuário Antropológico, 2005, pp.35-49. PIMENTA, José Vieira. Reciprocidade, Mercado e Desigualdade Social entre os Ashaninka do Rio Amônia. Série Antropologia n° 392. Brasília: DAN, UnB, 2006. (Site do DAN).

PIMENTA, José. 2012. “Parentes diferentes: etnicidade e nacionalidade entre os Ashaninka na fronteira Brasil-Peru”. Anuário Antropológico, 2011 (1): 91-116.)

32. RAMOS, Alcida R. 1995. O Índio hiper-real. Revista Brasileira de Ciências Sociais, no.28. 1995:5-14.

33. TEÓFILO DA SILVA, Cristhian. 2015. Movimentos indígenas na América Latina em perspectiva regional e comparada Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas, V.9 N.1, p. 165-206.

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10 (Leitura complementar: OLIVEIRA FILHO, João Pacheco de - "A difícil etnografia de uma tribo em mudança", Anuário Antropológico 79. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1981:277-290

TEÓFILO DA SILVA, Cristhian. "Interculturalidade tutelada: Experiências indigenistas com a educação indígena no Brasil". Série Ceppac, 2009, 13p. (download no site do CEPPAC/UnB)).

XII. Organizações indígenas e legislações indigenistas em diferentes contextos nacionais

34. BAINES, Stephen G. 2003. Organizações indígenas e legislações indigenistas no Brasil, na Austrália e no Canadá. Arquivos do Museu Nacional, Rio de Janeiro, v.61, n.2, p. 115-128.

XIII. Comunidades/populações “tradicionais” e “novas identidades”

35. LITTLE, Paul Elliot. 2002. “Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: Por uma antropologia da territorialidade”. Série Antropologia nº 322.

36. ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. 2008. “Terras de preto, terras de santo, terras de índio - usos comum e conflito”. In: ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Terras de quilombo, terras de indígenas, "babaçuais livres", "castanhais do povo", faxinais e fundos de pasto: terras tradicionalmente ocupadas. 2ª ed., Manaus: PGSCA-UFAM, p. 133-162. (leitura complementar: BAINES, Stephen G. Primeiras impressões sobre a etnologia indígena na Austrália. In: CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto & RUBEN, Guilhermo Raul (orgs.) Estilos de Antropologia. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1995:65-119. Outros capítulos deste livro.

BAINES, Stephen G. Etnologia indígena no Canadá: primeiras impressões. Série Antropologia, 196. 1996. Brasília: DAN/UnB. 38p.

ALMEIDA, Alfredo Wagner B. 2002. “Os quilombos e as novas etnias”. In: O’DWYER, Eliane Catarino (Org.). Quilombos: identidade étnica e territorialidade. Editora FGV, Rio de Janeiro.

BAINES, Stephen G. Tendências recentes na política indigenista no Brasil, na Austrália e no Canadá. Série Antropologia, 224. 1997. Brasília: DAN/UnB. 14p).

XIII. Etnicidade e o Mercado

37. COMAROFF, J. L.; COMAROFF, J. 2009. Ethnicity, Inc, Chicago & Londres: The University of Chicago Press. Sobretudo: Capítulo 3. Questions of theory, p.22-59; Conclusion, p.139-150.

(Disponho de muitos outros textos, em inglês, que abordam questões relativas a relações interétnicas e etnicidade na Austrália e no Canadá).

(11)

11 JACKSON, Jean E. Culture, genuine and spurious: the politics of Indianness in the Vaupés, Colombia. American Ethnologist, 22(1)1995, p.3-27.

BRUNTON, Ron. The Hindmarsh Island Bridge and the credibility of Australian anthropology. e WEINER, James F. - Bad Aboriginal anthropology: a reply to Ron Brunton. Anthropology Today, Vol.12(4)1996, p.2-8

LYNN, Stephen. The creation and re-creation of ethnicity: lessons from the Zapotec and Mixtec of Oaxaca. Latin American Perspectives, Issue 89, vol.23(2), 1996, p.17-37.

MANDEL, Ruth. Shifting centres and emergent identities: Turkey and Germany in the lives of Turkish Gastarbeiter. In: EICKELMAN, Dale F. & PISCATORI, James. Muslim Travellers: Pilgrimages, migration, and the religious imagination. Berkeley, Los Angeles: University of California Press, 1990:153-171.

RIBEIRO, Gustavo Lins. `Bichos-de-Obra': fragmentação e reconstrução de identidades Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº.18, ano 7, ANPOCS, 1992, p.30-40.

TAMBIAH, Stanley. Conflito etnonacionalista e violência coletiva no sul da Ásia. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol.12, nº.34, 1997, p.5-24.

ASCH, Michael. Aboriginal self-government and Canadian constitutional identity: building reconciliation. In: LEVIN, Michael D. (org.) Ethnicity and Aboriginality: case studies in ethnonationalism. Toronto/Buffalo/Londres: University of Toronto Press, 1993, p.29-52.

Referências

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