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as antigas mitologias à filosofia moderna, a discussão sobre a ontologia do tempo tem se manifestado reconstruindo a compreensão sobre a dualidade eternidade/ temporalidade.O autoconhecimento da relação humana com o tempo remete a uma consciência com potencial libertador e autodisciplinar, uma vez que a lucidez de consciência favorece a liberdade da autoconstrução do indivíduo. O estudo filosófico do tempo expõe a variedade e diversidade do pensamento formal ao longo dos séculos. Na Idade Antiga (e mais especificamente na Antiguidade Clássica, entre os séc. VIII a.C. e V d.C.), por exemplo, o conhecimento filosófico relacionado ao tempo se confunde com o entendimento do tempo em seu sentido físico, como se pode verificar em Aristóteles. Antes, porém, a construção da ontologia do tempo é dotada de elementos míticos, como na história do titã da mitologia grega Cronos, filho de Netuno e de Gaia,rei dos titãs e deus do tempo, numa era onde o mundo teria sido governado pelos titãs. Em tempos posteriores, como em Agostinho de Hipona, o dilema humano em relação a compreensão do tempo deixa o aspecto mítico e físico em favor de uma irrevogável busca filosófica que se foca em compreender a relação entre o tempo e as aspirações ou emoções humanas, ou seja, naquilo que posteriormente veio a ser conhecido por subjetividade humana.
Idade Antiga
Platão: Em concordância com o conjunto de sua obra, Platão (? -384 a.C.) distingue a temporalidade da eternidade na mesma medida em que distingue o mundo real do ideal. O homem, enquanto corpo e alma, experimenta a temporalidade em seu corpo assim como experimenta a eternidade em
O tempo
e sua relação com o indivíduo
na filosofia ocidental
ser pertinente ao mundo perfeito das ideias. O corpo perece, uma vez que está sujeito a temporalidade, mas as ideias, a produção e o significado que o indivíduo constrói para si ou para o mundo, se dirige à eternidade. Por fim, a intuição matemática de Platão não deixou passar a medição e quantificação do tempo desapercebida. Alega ele que o tempo “é a imagem móvel da eternidade movida segundo o número” [1].
Aristóteles: Quanto a Aristóteles (384-322 a.C.), como já mencionado, seus conceitos sobre o tempo se confundem com a busca por sua compreensão física. No livro 4 de sua Física, ele considera aporética a questão do tempo, ou seja, uma questão logicamente insolúvel. A
aporia indicada consiste no fato de que um instante, ou um momento é, por definição, único; porém, cada instante vivido deixa o presente em direção ao passado por uma inevitável substituição por um novo instante. Entretanto, a substituição de um instante por outro só é possível por algum tipo de interação entre os instantes subsequentes, e essa interação necessita, para Aristóteles, de uma coexistência temporal, pois se o instante posterior estiver ainda no futuro, não pode agir sobre o presente, e se o instante anterior estiver já no passado, também não terá ação no presente; mas se nem o instante futuro nem o instante passado têm ação sobre o instante presente, qual força – num sentido amplo do termo – faz remover um instante do presente
lançando-o ao passado e trazendo um novo, e até então futuro instante, ao presente? Com tal consideração, Aristóteles propõe uma formulação filosófica sobre o tempo que é considerada das mais complexas [2].
Epicuro: Diferente de Platão e Aristóteles, Epicuro (341-270 a.C.) também contribuiu com uma formulação ontológica bastante peculiar sobre o tempo, formulação essa que ganhou novas apropriações ou adaptações na filosofia moderna. O tempo para Epicuro é um conceito subjetivo. Sua doutrina indica ao homem a busca pelo prazer a partir das pequenas coisas e das simples ações, e seu conceito de tempo traz referência a sensação de prazer, donde se busca extirpar o medo e a dor. Sob essa relação entre o indivíduo e o tempo que parte da percepção interior do ser humano, Epicuro extrai um pensamento que pretende esvair o medo e a imagem aterrorizante da morte:
Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo o bem e todo o mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o
desejo da imortalidade. (…) Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não significa nada para nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que não está presente; ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos. [3]
Com essa concepção, Epicuro contraria a ideia da busca pela imortalidade como um objetivo ou um ideal para o ser humano. Essa busca pela imortalidade – e portanto pela eternidade, tão insistentemente almejada pelos mortais que se dedicavam a vencer os jogos olímpicos para provarem da divina ambrosia e a alcançarem; ou tão almejada pelos cristãos que se dedicam a perder suas vidas por amor do evangelho de Cristo para salvá-las na eternidade, é simplesmente desconsiderada na particular concepção hedonista de Epicuro: viva os prazeres do presente, busque a felicidade agora e não receies a morte, tampouco desejes a eternidade, uma vez que os prazeres em vida garantem o sentido e o significado da existência humana.
Agostinho: Ainda na Idade Antiga, Agostinho (354-430 d.C.), bispo de Hipona, também contribuiu com a questão filosófica do tempo de forma excepcional para a construção do saber humano. Em suas Confissões, ele argui
a Deus, em forma de oração, a respeito do tempo com as palavras:
Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem o poderá apreender, mesmo só com o pensamento, para depois nos traduzir por palavras o seu conceito? E que assunto mais familiar e mais batido nas nossas conversas do que o tempo? Quanto dele falamos, compreendemos o que dizemos. Compreendemos também o que nos dizem quando dele nos falam. O que é, por conseguinte, o tempo? Se ninguém mo perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei. [4]
Em concordância ou sob influência do pensamento platônico, Agostinho distingue a temporalidade da alma da temporalidade do mundo, sendo a temporalidade da alma um fruto de nossa memória, que configura a construção do tempo passado, e nossas perspectivas e aspirações, o que configura a construção do tempo futuro. Essa temporalidade difere da temporalidade do mundo no sentido de que o tempo fora da apreensão de uma mente pensante se restringe ao presente momento. Ainda em suas confissões, expressa ele um inigualável lampejo de iluminação filosófica quando assevera ter entendido o porquê de
nossa ignorância a respeito do tempo: não podemos compreender o tempo por estarmos “imersos” materialmente nele, e essa “imersão” é tão inevitável a qualquer humano quanto a própria experiência da vida. Por outras palavras, apenas o ser Eterno pode compreender o tempo por se excetuar de sua limitação.
Idade Moderna e
Contemporânea
Pascal: O físico, matemático e teólogo Blaise Pascal (1623-1662) dedicou atenção ao comportamento humano relativo a sua atitude sobre o tempo. Ele adverte que as pessoas costumavam viver no que chamou de escapismo, ou seja, a fuga do presente. Em suas palavras:
Cada um examine seus pensamentos, e os encontrará constantemente ocupados com o passado e com o futuro. Dificilmente pensamos no presente, e, se pensarmos nele, é apenas para tirar dele orientação para o futuro. O presente nunca é nosso alvo, e enquanto o presente e o passado são nossos meios, o futuro sozinho é nosso fim. Assim, nós nunca vivemos, mas estamos sempre nos esperando para viver, e constantemente nos preparando
para sermos felizes, e assim sem dúvida nunca seremos felizes. [5] O pensamento de Pascal se aproxima, em alguns aspectos, do pensamento de Epicuro, principalmente em se preocupar com o comportamento humano relativo a temporalidade, ou seja, sua reação ao presente, passado ou futuro. Epicuro indicava o prazer do momento como a relação ideal entre o indivíduo e o tempo, de modo que esse priorizasse o instante presente em suas satisfações, e paralelo a esse pensamento, Pascal exorta o indivíduo a direcionar seus objetivos e sua felicidade para o presente, uma vez que ocupando o indivíduo seu presente preparando-o para uma felicidade futura, essa felicidade jamais se realizará. Apesar das formulações de Epicuro e Pascal concordarem em contrariar a projeção de felicidade e realização humana para o futuro, a distinção entre elas se apresenta no fato de que Pascal exorta a busca da satisfação presente sem isentar a busca pela imortalidade, uma vez que defende a fé cristã em sua obra.
Hume: Um outro ponto de vista sobre a relação entre o tempo e o indivíduo foi proposta por David Hume (1711-1776), que volta ao raciocínio de Agostinho, quando discorre sobre o tempo da alma e o tempo do mundo, mas agora com um diferencial: Hume não aceita a dualidade corpo/alma do indivíduo,
nem qualquer forma de transcendência à matéria. Ele propõe, em lugar da dualidade tempo da alma e tempo do corpo, a dicotomia entre tempo do corpo (como em Agostinho, mas absorvendo aqui o conceito de tempo da alma) e tempo do mundo. O tempo do corpo remete a toda forma de sensação, percepção e memória que determinado evento produza em alguém. O tempo do mundo, por sua vez, consiste do evento físico em questão. A boa sensação produzida pela audição de uma bela música vai além do tempo efetivo de duração da música. A lembrança e todas as sensações produzidas por essa audição consiste no “tempo do corpo”, enquanto que a duração efetiva da música consiste no “tempo do mundo” do evento físico correspondente a execução da música. A dor produzida por uma pancada vai além do tempo da pancada. Assim, Hume diferencia a imaginação humana das paixões. As paixões seguem a lógica do tempo do corpo, enquanto que as imaginações, o tempo do mundo. Ele compara esses tempos com instrumentos musicais:
Assim sendo, se considerarmos a mente humana, observaremos que, no que diz respeito às paixões, ela não é similar a um instrumento de sopro, que, na execução de todas as notas, imediatamente deixa de produzir som quando cessa o sopro, mas antes se parece mais com um
instrumento de cordas, no qual, depois de cada toque, as vibrações continuam mantendo algum som que, gradual e insensivelmente diminui. [6]
Assim, para Hume, as paixões humanas perduram em temporalidade além do tempo estrito da sensação que as produziram, da mesma forma que o som produzido por um instrumento de cordas perdura além do tempo do toque.
Kant: Mas foi Immanuel Kant (1724-1804) quem deu a mais importante contribuição do pensamento moderno para a questão do tempo. Kant afirma que o tempo é uma das competências inatas do ser humano para conhecer o mundo. Além da competência do tempo, o ser humano conta ainda com a competência do espaço e da causalidade. De uma abstração singular, a concepção de Kant sobre o espaço e o tempo tange os conceitos do transcendental e do empírico, e se guia por uma linha de raciocínio que nos remete a uma contradição aberta, como verificou Koch (2009): se o espaço e o tempo são formas ideais (de geometria linear, euclideana e ortogonal), então pertencem ao campo da estética transcendental, mas se os objetos que existem nesse espaço e no tempo são apercebidos de forma real e empírica, logo o espaço e o tempo que media nossa
percepção a tais objetos também deve ser empírico. A contradição se configura quando por um lado, o conceito ideal e transcendental de espaço e tempo carece herdar a realidade empírica dos objetos que nele subsistem, pois um objeto puramente ideal, conceitualmente concebido a despeito de sua real existência, não pode ser real, mas sendo real, não pode corresponder a uma construção ideal pura. A respeito dessa incompatibilidade lógica, Koch encontra [7], na física moderna, uma saída que Kant não teve acesso em seu tempo: o espaço e o tempo real, segundo a teoria da relatividade, não correspondem ao espaço-tempo ideal euclideano. Segundo a teoria de Einstein, o espaço e o tempo curvam-se diante da precurvam-sença de matéria, e um espaço-tempo real contém um volume ilimitado de matéria. Assim, o espaço e o tempo ideal e transcendental (plano, linear e infinito) não corresponde, como deveria ser, ao espaço e ao tempo real (curvo, não linear e finito).
Nietzsche: Finalmente, Nietzsche (1844-1900) também desenvolveu um conceito relativo ao tempo, mas em seu caso, o conceito busca estabelecer um parâmetro de avaliação para a vida. Avesso ao transcendente e a qualquer normatização preestabelecida para a vida, propõe Nietzsche um padrão de verificação distinto de qualquer outro, e seu padrão adota a temporalidade
humana como mediador da qualidade da experiência da vida. Eis a ideia nas palavras do seu criador:
E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!”. Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: “Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa:
“Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?” pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela? [8]
É nesse princípio, denominado de princípio do “Eterno Retorno” que ele define sua métrica para a vida. A filosofia do Eterno Retorno consiste na proposta de viver a vida de tal forma que, hipoteticamente, cada indivíduo voltará a reviver cada instante de sua vida infinitas vezes. Assim, uma pessoa que viveu muitos momentos de tristeza, mágoas, rancor, ódio, medo ou dor, concluirá que sua vida é avaliada, pela métrica do eterno retorno, como uma vida de infelicidade. Por outro lado, quem viveu de tal forma a colecionar muitos momentos de alegria, felicidade, satisfação e prazer, terá na ideia do eterno retorno uma classificação muito satisfatória para sua vida, pois se sua vida se repetisse exatamente como foi vivida infinitas vezes, essa pessoa estaria certa que reviveria infinitos momentos de alegria e prazer.
Apesar de parecer hedonista, a métrica baseada no “momento em que se vive” proposta por Nietzsche é assaz eficaz. Alinha-se com as premissas de Epicuro
e Pascal em dar significado ao tempo e sua relação com o indivíduo no que diz respeito à qualidade do momento vivido. A particularidade dessa concepção de termômetro da qualidade de vida é sua isenção de parâmetros externos: cada indivíduo adota suas escolhas e buscas conforme sua própria satisfação ou realização. Diferente das métricas de outras ideologias ou crenças, onde se atribui valor a vida dedicada a uma missão exterior ao indivíduo, o calibre de Nietzsche atende diretamente aos anseios da pessoa, e não sua função para outrem nem sua contribuição para qualquer realização alheia a seu próprio almejo interior.
Conclusão
A ideia de compreender o tempo e sua relação com o indivíduo ocupou as mais brilhantes mentes da filosofia ocidental em toda a história. Desde o pensamento mítico da Idade Antiga, quando a ideia do surgimento do tempo foi relacionada à ação do deus Cronos em castrar o pai Netuno (figurando o celestial) e separá-lo da Gaia (figurando o terreno), dominando o mundo, gerando filhos e os devorando em seguida, o conceito do tempo sofreu as mesmas influências que todos os outros conceitos filosóficos, passando pelo questionamento de sua
essência ou sua ontologia e chegando ao seu significado para o ser humano. Na sua mais moderna e importante concepção, o tempo define a condição humana diante do mundo e valida suas ações perante si mesmo. Não seria exagero dizer que, aquilo que os antigos vislumbraram em suas mitologias ainda segue tão válido em significado quanto em aplicação: o deus Cronos, trazendo à existência um distanciamento entre céus e terra, devora seus filhos até que é sobrepujado pela astúcia de sua mulher Reia, mãe dos deuses, que salva um dos filhos, Zeus, que por fim o destitui; assim também, o homem contemporâneo tem sido subjugado pelo tempo; tempo esse que o assalta quando se vê na maturidade acuado por suas responsabilidades todas dotadas de prazos e validades limitantes. Todas as suas produções são fatalizadas pelo tempo: a ciência e a tecnologia caducam, a filosofia envelhece, o poder passa e nenhum empreendimento humano sobrevive à disposição do tempo em engolir todas as suas próprias crias. O sequestro da vida humana pelo tempo termina, por fim, quando o indivíduo engana a implacável efemeridade da vida descobrindo que é o próprio tempo quem lhe fornece um padrão para calibração de sua felicidade, e como o trunfo de Zeus sobre seu pai Cronos, ele reorganiza sua vida no momento em que, figuradamente, Cronos é
lançado no Tártaro. Em suma, enquanto o homem corre contra o tempo, este o devora, mas quando consegue o dominar impedindo que seus projetos e produções pessoais sejam tragados, então a vida ganha uma nova imposição de ritmo, e agora, quem dá o compasso é o indivíduo regendo sua própria vida e usando o tempo para calibrar a qualidade de suas realizações.
Este texto foi inspirado na aula do Prof. Clóvis de Barros Filho – vide referência [2], que pode ser acessada e assistida no YouTube, o que deixo recomendado para quem quiser se aprofundar no assunto.
____________________________ André de Sousa Freitas é professor adjunto na Anhanguera Educacional.
Referências
[1] Platão in: R. Brague. O Tempo em Platão e Aristóteles. São Paulo: Loyola, 2006.
[2] Clóvis de Barros Filho. YouTube. (2015, Dezembro 28). [Video file]. “Tempo e Temporalidade - Clóvis de Barros Filho - Aula 4 (ECF)” Encontrado em https://www.youtube.com/ watch?v=RJ50aepQXT4. Aula ministrada no II Encontro de Filosofia da Unimed BH em 14/08/2010.
[3] Epicuro de Samos. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). São Paulo: Fundação Ed. da UNESP, 2002.
[4] Agostinho de Hipona. Confissões. 2ª. ed. Trad. Maria Luiza Amarante. Rev. H. Dalbosco. São Paulo: Paulus, 1997.
[5] Blaise Pascal. Pascal’s Pensées. Editado por Gertrude Burfurd Rawlings. New York: The Peter Pauper Press, 1900. Tradução livre. Disponível em https://openlibrary. org
[6] David Hume. A Dissertation on the passions. The natural history of religion: a critical edition. Tom L. Beauchamp (ed.); Oxford: Oxford University Press, 2007. (The Clarendon Edition of the Works of David Hume, v. 5). Tradução: Jaimir Conte.
[7] Anton Friedrich Koch. Espaço e tempo em Kant e Hegel. Revista Eletrônica Estudos Hegelianos, ano 6, n. 11, Dezembro de 2009 – 57-73. [8] Friedrich Nietzsche. A Gaia Ciência. Tradução: Paulo César de Souza. São Paulo: Editora Schwarcz S.A. 2012.