Caros Irmãos:
Dentro de nosso principal objetivo que é a divulgação da cultura maçônica, estamos, com vossa aquiescência, voltando a nosso agradável convívio apre-sentando nosso Boletim Virtual nº 130, correspondente ao mês de março de 2019
Tivemos nossa primeira reunião do ano de 2019, cujo resumo das decisões publicamos neste informativo e trazem bastante entusiasmo para todos os seus Membros, neste ano em que completamos 24 anos de nossa fundação.
Ainda no mês de abril estaremos conduzindo os novos administradores da Chico que estarão sobre a batuta de nosso atual Venerável Mestre Afrânio Mar-ques Correa, que tão bem nos conduziu neste último biênio e já apresentou seus belos planos para o novo período que se inicia.
Por certo os Membros da nova administração da Loja sempre trabalharão pa-ra o progresso de nossa Chico da Botica e da maçonaria universal.
Assim vos encaminhamos nosso Boletim nº 130, sempre buscando ser uma agradável e útil leitura para todos e para a divulgação da cultura maçônica.
Com o TFA
Loja Francisco Xavier de Pesquisas Maçônicas - GORGS EDITORIAL: “Novos Administradores da Chico”
INFORMATIVO CHICO DA BOTICA
Registro na ABIM nº. 18-B
AUG :. RESP :. LOJ :. “FRANCISCO XAVIER FERREIRA
DE PESQUISAS MAÇÔNICAS”AO GORGS
Ano 15, Edição nº. 130
Data: 31 de março de 2019
Editorial: “NovosAdminis-tradores da Chico”
H
istória do 8 demar-ço - Colaboração Irmão Getulio Rogério Ar-bo Pavlak - Pág. 2
1
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qui sempre é meio-dia - Irmão Franklin dos Santos Moura - Pág. 32
A
ÍNTIMA RELAÇÃO DA MAÇONARIA COM O MISTICISMO: UM RESUMO - Irmão José Ronaldo Vie-ga Alves - Pág. 4 a 73
O
CULTIVO DA AU-SÊNCIA - Irmão José Prudêncio Pinto de Sá - Pág. 8 e 94
S
onetos/Poemas de 4ª FEIRA: Grão Mestre; Venerável Mestre; Irmão Adilson Zotovici - Pág. 9 e 10 5Nesta edição:
À GLÓRIA DO G
A
D
U
Fundada em 19 de novembro de 1995 Especiais: Chico Social Reflexões Conhecimento
Notícias Rapidinhas
“O Olho através do qual eu vejo Deus, é o mesmo olho
através do qual Deus me vê; meu olho e o olho de Deus
são um único olho, uma visão, um saber, um amor."
(Meister Eckhart, Germany)
História do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos,
situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma
grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar
me-lhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária
de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de
traba-lho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres
chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para
executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do
ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total
vio-lência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi
in-cendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas,
num ato totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910,
durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de
março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em
homena-gem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente
no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela
ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na
maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões
cu-jo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O
esfor-ço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o
pre-conceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os
avan-ços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos,
violên-cia masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na
carreira profissional. Muito foi conquistado, conquistado, mas muito
ainda há para ser modificado nesta história.
Feliz Dia Internacional da Mulher
Colaboração Irmão Getulio Rogério Arbo Pavlak -
CBARLS Lessing, 61 - GLMERGS - REAA - Or.·. Santa Cruz do Sul/RS -
Membro Correspondente da Loja Francisco Xavier Ferreira de
Pes-quisas Maçônicas - Or.·. Porto Alegre/RS
CHICO DA BOTICA
CONHECIMENTO: Do dicionário On Line:
Metafísica:
substantivo feminino (Filosofia) 1. no aristotelismo, subdivi-são fundamental da filosofia, caracterizada pela investigação das realidades que transcen-dem a experiência sensível, capaz de fornecer um funda-mento a todas as ciências par-ticulares, por meio da reflexão a respeito da natureza primaci-al do ser; filosofia primeira.
2. no kantismo, estudo das formas ou leis constitutivas da razão, fundamento de toda es-peculação a respeito de reali-dades suprassensíveis (a tota-lidade cósmica, Deus ou a alma humana), e fonte de princípios gerais para o conhecimento empírico.
POR EXTENSÃO
qualquer sistema filosófico voltado para uma compreensão ontológica, teológica ou su-prassensível da realidade...
História do 8 de março
Colaboração Irmão Getulio Rogério Arbo Pavlak
Aniversariantes ABRIL: - Ir.·. Efetivos: 9 - MARCO ANTONIO MACHADO. 19 - JOÃO QUINT - Ir.·. Correspondentes: 05 - ORLEY ADEMAR IKERT 08 - PEDRO MOACYR MENDES CAMPOS
15 - ANTONIO DO CARMO FER-REIRA
17 - CELSO RICARDO DE AL-MEIDA
22 - ABSAI GOMES BRITO 27 - JORGE R. DE SENNA. Aos aniversariantes! Nossas
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Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas1968-2018: 50 anos à serviço da Arte Real Nos dias atuais, tão repletos de imediatis-mo e transitoriedade, uma instituição alcan-çar a marca de 50 anos é algo digno de celebração.
Quando essa marca é alcançada por uma loja maçônica a dignidade ganha um relevo ainda maior, pois são 50 anos construindo templos à virtude e cavando masmorras aos vícios. São 50 anos lapidando pessoas do bem e construindo, em meio a toda superação imaginável, uma sociedade melhor, uma sociedade Capixaba melhor.
Assim pode ser resumida a trajetória da ARBLS Pro-fessor Hermínio Blackman, no 1761, Oriente de Vila Velha, GOB-ES, que em 05/12/1968 iniciou suas atividades.
Os detalhes dessa destaca história podem ser conhe-cidos em dois livros. O primeiro chamado “Uma semente de Acácia” lançado na ocasião do aniversário de 45 anos. O se-gundo, chamado “Hermínio Blackman – Nosso Patrono”. Am-bos de autoria do valoroso Irmão Carlos Guilherme de Olivei-ra Egito, um incansável amante da reconstrução dos fatos históricos.
As comemorações dos 50 anos compreenderam qua-tro momentos: A compilação biográfica de todos Veneráveis Mestres desses 50 anos; O lançamento do livro registrando a história do patrono Professor Hermínio Blackman e sua famí-lia; A festa de gala em comemoração ao jubileu; e inaugura-ção da placa comemorativa na sala dos Passos Perdidos.
Quem já visitou as sessões dessa oficina pode pre-senciar o cuidadoso e rigoroso zelo pela ritualística, marca indelével de todas as diretorias que por ali passaram. Além disso, ações de beneficência são contínuas, além de a todo tempo promoverem a integração da convivência maçônica primando por uma expressiva ação de visitação a lojas não somente do condomínio, mas dos Oriente de Vila Velha e outros em torno da região metropolitana da Grande Vitória.
Muita alegria, gratidão e sensação de dever cumpri-do. Esses sentimentos marcaram os eventos, e certamente preparam os caminhos a serem percorridos nessa jornada que rogamos ao GADU que seja eterna.
Segue, a poesia comemorativa dos 50 anos, que consta no livro lançado.
AQUI SEMPRE É MEIO-DIA
Irmão Franklin dos Santos Moura - Obreiro da ARBLS Prof. Hermínio Blackman/1761
Membro Fundador e Efetivo da AcadGOB-ES,
Membro da Academia de Letras de Vila Velha – ALVV Membro Correspondente da Academia Maçônica de Letras do Leste de Minas – AMLM
AQUI SEMPRE É MEIO-DIA Irmão Franklin dos Santos Moura
Aqui sempre é meio-dia
É meio-dia Venerável Mestre! Aqui é sempre meio-dia.
Os Obreiros prontos a trabalhar, O mundo desnorteado em agonia. A alma não repousa diante da injustiça Aqui elevamos as virtudes.
Os Obreiros com a Pedra Bruta a lapidar, O mundo cego em banais inquietudes. Estudar, produzir, crescer, evoluir
Aqui tudo acontece em um quarto de hora. Os Obreiros com a sábia paciência de ouvir, O mundo surdo com o supérfluo agora. Assim, cinco décadas se passaram
Aqui as páginas estão vitoriosamente preenchidas Os Obreiros celebram o suor e a fraternidade, O mundo ora é vaidade ora é ferida.
O brinde tem uma taça nas mãos das cunhadas Aqui seu incentivo é braço forte.
Os Obreiros, sem elas, não teriam jornada. O mundo, sem rumo, está entregue a pobre sorte. O futuro é uma estrada a frente... desconhecida. Aqui o estandarte é de coragem quando se tem o desafio.
Os Obreiros, respiram o destino na esperança da dignidade,
O mundo, em desatino, vê as próximas gerações por um fio.
Avante homem que deixou de sonhar.
Aqui, na Hermínio Blackman, seguimos ao infinito. Os Obreiros, honram os que vieram e virão. O mundo, carente de fé, deixa à Maçonaria seu grito.
É meio-dia Venerável Mestre! Aqui é sempre meio-dia.
Os Obreiros brindam seu jubileu O mundo, tem hoje, um dia de alegria.
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INTRODUÇÃO
De uma coisa podemos ter certeza: o termo misticismo é muito abrangente. A prova maior é que ao efetuarmos pesqui-sas nessa área nos depararemos com muitas definições.
No parágrafo encimado, ainda se referindo ao adjetivo “abrangente” que ali constou, cumpre falar dessa liberdade de que uns se tomam e assim confundirem, pois, o termo tem sido usado como se fosse sinônimo de outras palavras, a exemplo do esoterismo, ocultismo, hermetismo, etc.
Quando falamos em “misticismo maçônico”, aí sem dúvida, estaremos nos referindo em primeiro lugar ao somatório de in-fluências que a Maçonaria recebeu ao longo da sua história originárias de antigas crenças e práticas, no entanto, há de se dizer também que cada Maçom é possuidor de uma maior ou menor intensidade em sua carga própria de misticismo. O tema é um tanto espinhoso, e tão somente por haver citado estes dois fatores, de imediato, já surgem perguntas do tipo:
O que compreende exatamente o “misticismo maçônico”? Ao dizermos que todo o Maçom é um místico em potencial, estaremos nos alinhando ao que defende a Escola do Pensa-mento Maçônico denominada Mística, para quem os graus são simbólicos e obedecem, cada um deles, aos graus de consciên-cia que podem ser despertados no Iniconsciên-ciado?
Levantar castelos às virtudes, evoluir em sua espiritualidade (metas buscadas pelo Maçom), podem ser ações tidas como de desenvolvimento do seu lado místico, o que se coadunaria com a busca da união consciente com Deus?
Se o misticismo é uma palavra normalmente associada à religião, mas, possui raízes também na Maçonaria, isso não facilita ao leigo associar de maneira fácil como é comum faze-rem Maçonaria com religião?
Alguns dos significados para misticismo, como, por exemplo, o da sua origem grega e que se refere a “colocar o dedo na boca para guardar silêncio”, parece que tem tudo a ver com a Maçonaria, mas, de antemão, nada é tão simples assim, por-tanto, veremos um pouco mais sobre as origens do misticismo na Maçonaria, assim como, sobre o que seria o misticismo ma-çônico propriamente, de uma maneira sucinta em vista da im-possibilidade de ser esgotado em tão pouco espaço. A título de ilustração: grande estudioso que foi o Irmão Octacílio Schüler
Sobrinho, certa feita começou a escrever sobre o as-sunto “Maçonaria e Misticismo” na revista “O Prumo”. Pelo interesse que acabou despertando entre os de-mais Irmãos, assim como, pelo fato de ter gerado, como ele mesmo disse “a provocação sábia e salutar de eminentes maçonólogos”, no balanço geral foram escritos dez artigos para a revista, proferidas seis pa-lestras, duas conferências e feito um seminário.
Com isso, fica claro o motivo do título conter a pa-lavra resumo.
DEFINIÇÕES PARA MISTICISMO
Do “Diccionario de Religiones”, com relação ao verbete transcrevemos o seu primeiro parágrafo:
“Misticismo. Creencia y prácticas de quienes bus-can la union íntima com Dios y aunsuabsorciónen Él. El misticismo ha aparecido en diversas fases en todas las grandes religiones; y se ha pretendido que lãs descripciones dadas por los místicos acerca de sus experiencias (em la medida en que es posible descri-birlo indescriptible), tienensorprendentesemejanzaen sus rasgos esenciales. La pasividad completa del al-ma en presencia de lo divino, lameditación concentra-da, la absorciónen las cosas del espíritu, la receptivi-dade tranquila: todo ello se encuentra wenlas experi-encias de los neoplatónicos de La antigua Alejandría, em los santos del hinduísmo, enlossufíesdelIslam y en todas lãs comuniones cristianas, desde los católicos hasta loscuáqueros y swendenborgianos; todos han sentido ungran „fuego‟ y un intenso gozo, hantenidola-impresíón de estar unidos a todo lo que existe y al Uno que es Todo en todo.” (Pike, pág.319, 1991)
COMENTÁRIOS:
Essa definição muito se prende às sensações e experiências vividas pelos religiosos, independente de qual seja a religião a que pertençam, já que o místico ou aquele que é propenso às experiências dessa na-tureza está presente em todas elas. Essa definição, assim posta, não estabelece uma ligação direta com o misticismo maçônico, embora, faça com que atente-mos para algumas das características essenciais rela-tivas ao ambiente e ao espírito, além do mais, e indi-retamente se entendermos que o misticismo é um desenvolvimento interno da religião, e que todo Ma-çom, em princípio, possui sua religião e é um homem de fé...
A ÍNTIMA RELAÇÃO DA MAÇONARIA COM O MISTICIS-MO: UM RESUMO - *Irmão José Ronaldo Viega Alves “Embora a Maçonaria use o misticismo
medieval e o de antigas civilizações para armar sua doutrina moral e suas práticas ritualísticas, ela não é de modo algum uma ordem mística, já
que foi criada como construtora social” Castellani, pág. 18, 2004)
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Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas MaçônicasE a Mística?
A Mística é definida como o estudo das coisas divinas e espirituais, mas, também, na vida contemplativa, é o fervor religioso que vai levar o místico a alcançar o êxtase. Ainda, é sinônimo de misticismo. (Grifo meu!)
Em um artigo da sua autoria, o Irmão Octacílio Schüller Sobrinho explicou muito bem:
“Todas as coisas no mundo visível e invisível tem o seu outro lado, o seu oposto e, em alguns casos, o seu contradi-tório. Captar o outro lado das coisas e dar-se conta de que o visível é parte do invisível: eis a obra da mística.”
Voltando às definições para misticismo, o “Dicionário Veja -Larousse registrou, entre outras, a seguinte:
“Disposição para crer no sobrenatural”.
Mas, uma das definições que vai permitir que entenda-mos melhor o que seja o misticismo, parece ser a que vem na sequência:
“Misticismo _ Termo abrangente para designar práticas, experiências e escritos em que o principal é a consciência direta da união com Deus e/ou da realidade final. O misticis-mo pode também denotar a crença de que existe um conhe-cimento mais alto, inacessível ao entendimento humano ou à experiência dos sentidos, mas obtenível através de práticas disciplinares, em estados dilatados de consciência ou intuiti-vamente.” (Hinnels, pág. 172)
E o místico?
O místico por sua vez, é definido assim:
“Que ou quem tem tendência a crer no sobrenatural e na ação deste na sua vida.”
Resumindo, podemos afirmar que o misticismo é um con-junto de práticas que buscam estabelecer uma íntima rela-ção com as coisas que compõe o universo e onde a comu-nhão com a divindade é o supremo objetivo.
ESOTERISMO, OCULTISMO E HERMETISMO: COMO DIFERENCIÁ-LOS DO MISTICISMO
Conforme o mencionado na introdução, algumas palavras utilizadas em alguns textos com os quais nos deparamos tem a intenção de parecerem sinônimos para misticismo, o que acaba redundando em confusão por parte de alguns leitores que não estejam familiarizados com seus significa-dos específicos. É o caso das palavras Esoterismo, Ocultis-mo e HermetisOcultis-mo, principalmente, já que existem outras, motivo pelo qual veremos seus verdadeiros significados na sequência. No “Vade-Mécum Maçônico”, o Irmão João Ivo Girardi compilou:
“Misticismo: é a disposição que tem o homem para crer no sobrenatural, ou seja, mediante a contemplação
espiritu-al, ele procura atingir o estado extático de união direta com a divindade.
Esoterismo: é a doutrina ou atitude de espírito que preconiza que o ensinamento da verdade (científica, reli-giosa ou filosófica) deve reservar-se a um número restri-to de iniciados, escolhidos por sua inteligência ou valor moral.
Ocultismo: é o estudo e/ou prática de artes divinató-rias e de fenômenos que parecem não poder ser expli-cados pelas leis naturais, como p.ex., a astrologia, a qui-romancia, a magia, a telepatia e a levitação.
Hermetismo: é a doutrina ligada ao gnosticismo, sur-gida no Egito no séc. I, atribuída ao deus Thot, chama-dos pelos gregos Hermes Trimegisto, e formada princi-palmente pela associação de elementos doutrinários orientais e neoplatônicos. Cristalizou-se num ensina-mento secreto em que se misturam filosofia e alquimi-a.” (Girardi, pág. 422, 2008)
O MISTICISMO MAÇÔNICO
Usando ainda do pensamento do Irmão Octacílio S-chüller Sobrinho expresso no artigo já citado anterior-mente, ele diz:
“... pois só existe ou pode existir mística a partir do mistério e mais: o conhecimento envolve o mistério; é superior ao mistério. (...) Por esta razão, na iniciação, é enfaticamente dito ao neófito que a ele serão mostrados e dados a conhecer os mistérios e o segredos da Maço-naria, o que não deixa de configurar uma mística maçô-nica.”
Em outras palavras: caberá ao iniciando, a partir do que lhe foi mostrado (a parte visível), descobrir por si só a parte invisível.
No intuito de esclarecer melhor a questão do empre-go do vocábulo misticismo no âmbito da nossa Sublime Ordem, além das diferenças em relação a alguns termos costumeiramente utilizados como se fossem sinônimos, e que não o são, o trecho logo abaixo foi citado pelo Ir-mão Nicola Aslan em seu “Grande Dicionário Enciclopé-dico...”:
“Segundo Fred L. Pick& G. Norman Knight, é chama-do místico o que é alegórico, espiritualmente, e tem um sentido esotérico, isto é, que encerra mistério ou razão oculta. Usa-se esta palavra, segundo eles, ampla e de-sembaraçadamente com a Maçonaria, sendo que alguns Irmãos, em geral dotados de fértil imaginação, dão a entender tratar-se do ensino de conhecimentos ocul-tos.” (Aslan, pág.839, 2012)
- Ano 15 Edição 130 - 31 Mar 2019 - A ESCOLA MÍSTICA
O fato de aliarmos misticismo e Maçonaria, passa a ser visto com mais naturalidade quanto tomamos conhecimento de que uma das quatro escolas ou tendências para o estudo e a inter-pretação dos símbolos e das cerimônias maçônicas tenha sido classificada na visão de Charles Leadbeater com o nome de “Escola Mística”.
Há que ser levado em consideração aí o exemplo da metáfora da caverna de Platão, onde o mundo que conhecemos pode ser comparado ao mundo das sombras projetadas na caverna ou o que seria um mundo ilusório, levando-nos a inferir que o verda-deiro conhecimento não é somente o que é proveniente dos nos-sos cinco sentidos, mas, que há algo mais para ser captado, algo que poderíamos chamar de transcendente.
Para Plotino, um grande seguidor de Platão, nos desdobra-mentos da sua filosofia é posto que a grande e única finalidade do homem seria a comunicação com o UNO.
Já conhecemos um pouco sobre o UNO quando estudamos Pitágoras: pela Unidade ele representava simbolicamente a Divi-na Unidade ou o Deus UNO.
Voltando a Plotino: o único meio de alcançar o Absoluto é identificando-se com Ele: o homem deve se libertar da matéria, aperfeiçoando o seu espírito com base nas artes e na filosofia, caminho para contemplar o UNO.
COMENTÁRIOS:
O desenvolvimento interno do iniciado em seu “continuum” evolutivo, com verdadeiros ganhos espirituais, digamos assim, se seguidos à risca, podem sim levar o homem livre e de bons costumes, justo e perfeito a alcançar esse propósito final que é o seu encontro com o Criador.
AS FONTES MAÇÔNICAS DO MISTICISMO
O Irmão José Castellani é um dos autores que mais pesqui-sou a respeito das raízes históricas do misticismo na Maçonaria. Seu livro “As origens históricas da Mística Maçônica” veio demonstrar de maneira incontestável o quanto o misticismo está entranhado na mesma. Na orelha do livro citado, o fragmento que extraímos nessa direção e diz assim:
“Embora a Maçonaria não seja uma religião e nem seja uma ordem mística, ela utiliza, em seus rituais e cerimônias, em sua simbologia e em sua estrutura filosófica e doutrinária, os padrões místicos de diversas civilizações antigas, relativo às religiões e às ordens iniciáticas de cunho religioso daqueles que represen-taram o alvorecer das civilizações modernas.”
O misticismo presente na Maçonaria se deve às tantas influ-ências recebidas: das grandes religiões monoteístas, o cristianis-mo, o judaísmo e o islamiscristianis-mo, que, guardadas as particularida-des de cada uma, possuem seus pilares místicos.
Além das religiões, muito do misticismo que po-demos encontrar na Sublime Ordem tem ligações com a Mitologia, com a Teosofia, com a Astrologia, com a Filosofia, etc.
Não teríamos como analisar aqui cada uma das contribuições provindas das civilizações antigas on-de se inclui o Egito, a Mesopotâmia, a Pérsia, a Gré-cia ou dos sistemas filosóficos e religiosos onde, o mitraísmo, o estoicismo, a cabala judaica e outros, no entanto, ao citar os mesmos podemos despertar a curiosidade naqueles Irmãos que nutram um inte-resse maior pelo assunto.
O importante é entendermos que todo esse ma-nancial serve aos ensinamentos que farão o Maçom evoluir em sua caminhada de aperfeiçoamento mo-ral e espiritual, onde também a tradição mística é transmitida em grande parte por via do rico simbolis-mo presente nos templos maçônicos.
O SEGREDO DA MÍSTICA MAÇÔNICA
O Irmão Octacílio que, como já foi mencionado, estudou a mística maçônica, resumindo-a assim:
“Mística não é, portanto, pensar em Maçonaria, mas sentir Maçonaria em todo o ser. Mística não é falar sobre a Sublime Ordem, mas falar à Sublime Ordem e entrar em comunhão com seus princípios, fundamentos e seus essência.
Quando rezamos, falamos com o Grande Arqui-teto do Universo, mas quando meditamos, o Grande Arquiteto do Universo fala conosco. Viver essa di-mensão no cotidiano é cultiva a mística.”
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Há um campo muito vasto de estudos nesta área e no que diz respeito às influências todas que os vários misticismos incorporaram à Maçonaria.
Evidentemente para o Maçom estudioso há um grande espaço para descobertas também.
Pode até soar contraditório admitir as muitas in-fluências oriundas das civilizações antigas, religiões e filosofias no seio de uma instituição que se declara buscadora da verdade, que prima pela razão e que combate a ignorância, mas, observemos fundamen-talmente que a Maçonaria prega sobretudo a liber-dade de pensamento, assim como, a de consciên-cia, além de que, nunca se deva colocar em discus-são o tipo de crença de qualquer um dos seus mem-bros. Como não considerar também essa que é uma das características do ser humano que é a tendên-Cont.: A ÍNTIMA RELAÇÃO DA MAÇONARIA COM O MISTICISMO
cia natural ao misticismo?
Não podemos esquecer que na antecâmara da Maço-naria Especulativa esteve essa outra Instituição, a Royal Society, e que mesmo tendo sido criada com o intuito de promover a ciência e a razão, seus membros, muitos dos quais Maçons responsáveis por alavancaram a Maçonaria Especulativa cultivavam também suas crenças místicas além de que eram objeto de estudo. Sem falar que a ciên-cia moderna esteve assentada por muito tempo em bases metafísicas.
Foi durante as leituras referentes a este modesto tra-balho que descobri a expressão “laço místico” registrada por Aslan em seu dicionário e que se refere segundo Mackey ao “sagrado e inviolável vínculo que une homens das mais discordantes opiniões dentro de uma associa-ção de Irmãos, dando uma única linguagem aos homens de todas as nações e um único altar aos homens de todas as religiões”, o que se adequa perfeitamente para o fe-chamento do presente trabalho.
Irmão JOSE RONALDO VIEGA ALVES - Loja Salda-nha Marinho, “A Fraterna” - Or.·. de S. do Livramento – RS.
CONSULTAS BIBLIOGRÁFICAS: Revistas:
O PRUMO, nº 113, Março/Abril 1977: “Escolas do pen-samento maçônico” – Artigo de autora do Irmão Octacílio Schüller Sobrinho
VOZES MAÇÔNICAS, Ano IV, 20ª Edição: “Mistério, Mística e Maçonaria” – artigo de autoria do Irmão Octací-lio Schüller Sobrinho
Livros:
ASLAN, Nicola. “Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia” – Volume 3 -Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. – 3ª Edição - 2012
CASTELLANI, José. “As Origens Históricas da Mística Maçônica” - Editora Landmark – 2004
Dicionário Enciclopédico VEJA LAROUSSE – Volume 15 _ Editora Abril S/A – 1ª Edição - 2006
GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite Vade-Mécum Maçônico” – Nova Letra Gráfica e Editora Ltda. 2ª Edição - 2008
HINNELS, John R. “Dicionário das Religiões” – Editora Círculo do Livro S.A.
PIKE, Edgar Royston. “Diccionario de religiones” – Fondo de Cultura Economica – 1991 – México, D.F.
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Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas MaçônicasSugestão de leitura formulada pelo Irmão Artêmio G. Hoffmann - MM - Loja União Fraternal - Oriente de Cachoei-ra do Sul-RS - Membro Efetivo da Loja FCachoei-rancisco Xavier Fer-reira de Pesquisas Maçônicas - Oriente de Porto Alegre - RS.
Título: “MAÇONARIA (Especulações sobre Metafísica, Espiritualidade e Simbolismo)”-Ed. Virtual Books (2018) - Autor: José Ronaldo Viega Alves
SOBRE O AUTOR
O Irmão José Ronaldo, nos a-presenta mais esta obra de ar-quitetura que em suas próprias palavras define: “O presente livro não tem a pretensão de ser filosófico em sua essência, mas lida com temas de natureza da Metafísica, da Teologia, assim como, do Esoterismo, do Misti-cismo, do Simbolismo e do Her-metismo, e mesmo outros que dependendo do ângulo da abor-dagem, podem ser visitados pela Filosofia também.”
No presente Boletim da Chico (a partir da pág. 6) apresentamos um trabalho do Irmão, um resumo, segundo ele, que tem muito haver com o livro em si. Estamos gratos por sua colaboração
JOSE RONALDO VIEGA ALVES é natural de Sant'Ana do Livramento, RS, onde nasceu em 24.07.55. Bancário apo-sentado. Possui vários livros publicados de poesias, contos e crônicas. Também escreve sobre Cinema e Ficção Cienti-fica. Maçom, é articulista e colaborador de várias revistas e informativos que circulam na Ordem.
Possui livros publicados -
"Reflexões de um Bibliotecário Maçom" Ed. A Trolha, Lon-drina - PR - novembro de 2012.
"Maçonaria e Judaísmo: Influências?" Ed. A Trolha, Lon-drina - PR - julho de 2014.
“Maçonaria:Incursões Filosóficas” Ed.Virtual Books (2015);
Extratos e Comentários Acerca da Gênese da Maçonaria Ed. Virtual Books (2015);
O Templo de Salomão e Estudos Afins” Ed. A Trolha, Londrina - PR - abril de 2016;
O Legado da Grécia antiga & Outros Temas Sobre Filoso-fia e Maçonaria Ed. Virtual Books (2016);
A Arca da Aliança, nos contextos: Bíblico, Histórico, Maçô-nico e Simbólico Ed. Virtual Books (2017);
As Fontes Bíblicas e suas Utilizações na Maçonaria Ed. A Trolha, Londrina - PR - setembro de 2017.
COLUNA CHICO DA BOTICA Cont.: A ÍNTIMA RELAÇÃO DA MAÇONARIA COM O ...
- Ano 15 Edição 130 - 31 Mar 2019 -
dos em frente à Bíblia e a uma assembleia de Irmãos que, a partir daquele momento, passam a depositar plena con-fiança em nós naquilo que se refere à Maçonaria. Em re-tribuição, eles nos apoiarão em todos os nossos empreen-dimentos meritórios e louváveis, em qualquer situação.
A Loja é a organização que executa todos os atos ma-çônicos destinados a cumprir a sua destinação constitu-cional, sendo a nossa ligação primeira com a Maçonaria. Ela faz isso através de suas reuniões periódicas, que cha-mamos de sessões, durante as quais desempenhamos nossas obrigações litúrgicas e/ou administrativas. Sendo essencial para a transmissão dos conhecimentos maçôni-cos de qualquer natureza, de uma geração para outra, a Loja tem a necessidade da presença de todos os Irmãos em suas sessões, razão pela qual, durante as entrevistas iniciais do processo de admissão, o candidato à admissão na Ordem é questionado sobre a sua disponibilidade de tempo para comparecer às sessões, devendo responder afirmativamente caso deseje continuar o seu processo de ingresso.
Assim, pode-se inferir que, através desse compromisso assumido durante a iniciação, o maçom afirmou poder estar presente nas sessões que a Loja decidir realizar, preferentemente, mas não exclusivamente, em dia e hora previamente marcados (admitidas algumas poucas exce-ções). Porém, após frequentar algumas sessões e passa-da a euforia do ingresso, o novato percebe que nem todos os Irmãos são assíduos aos trabalhos, chegando a faltar duas ou três vezes seguidas. Intrigado, ele presta atenção e não percebe nenhuma consequência disciplinar contra os faltosos, que, ao reaparecerem, sequer são admoesta-dos pelo descumprimento de um compromisso. Então, baseando-se no exemplo que recebeu, ele faz uma pri-meira e tímida tentativa, avisando o Venerável Mestre que não poderá vir no dia tal. Expõe algum motivo aparente-mente justo e a sua informação é bem recebida pelo Pre-sidente da Loja. Repete, então, algumas vezes, esse pro-cedimento e, finalmente, incorpora aos seus hábitos pes-soais o de faltar ao compromisso maçônico de vez em quando ou frequentemente, fazendo-o acompanhar de um motivo qualquer. É nesse momento que a Maçonaria dei-xa de contar com um obreiro e passa a ter nele, apenas, um contribuinte, o que é pouco para ele, no seu desígnio de aprimorar-se como homem; e decepcionante para os seus Irmãos, que confiavam na sua aderência incondicio-nal ao juramento feito.
Desde que ingressamos numa Loja maçônica pela pri-meira vez, passamos a buscar a nossa integração àquele grupo de pessoas, como forma de nos identificarmos pelas nossas características comuns. Essas características são muitas e podem ser classificadas segundo vários critérios. Um deles é a existência de uma ligação entre todos os membros a qual nos obriga a sermos solidários, fieis, ami-gos, tolerantes e um número elevado de outras característi-cas. Essa ligação tem um nome: fraternidade; ou seja: é a condição de irmandade que mantém os maçons unidos en-tre si.
Claro está que uma forma rápida e eficiente de nos sen-tirmos incluídos nesse bloco sólido de amizades e de frater-nidade é imitarmos os procedimentos daqueles que já estão há mais tempo na Ordem, pois eles já tiveram o seu apren-dizado da mesma forma, com seus antecessores. O exem-plo é a mais eficiente forma de convencimento conhecida. O raciocínio é claro: se ele, veterano, procede assim e é bem recebido e reconhecido, ele deve estar de acordo com o que lhe impõem as normas e regulamentos; logo, se eu o imitar, deverei ser considerado correto também.
Há, porém, uma falha nesse raciocínio. Ela é a presun-ção de que os mais antigos na Ordem sempre estão certos e não cometem erros comezinhos ou grosseiros. Por ela, alguns comportamentos adquiridos por imitação ou emula-ção devem prover o maçom de um conjunto de procedi-mentos julgados corretos e aceitáveis, quem sabe até mes-mo louváveis, quando confrontados com os praticados na Loja. Esse conceito é, evidentemente, errado, pois parte do princípio inaceitável da infalibilidade humana, figura de comportamento que não condiz com a realidade.
Quando ingressamos na Maçonaria, nos é ensinado que devemos buscar, sempre mais e mais, a perfeição de atitu-des, procedimentos, ações e sentimentos, que buscam nos afastar do vício sob todas as suas formas e nos tornar mais virtuosos. Ora, neste contexto imitativo, incluímos muitos pequenos desvios de comportamento que nos afastam da direção correta e nos levam a cometer erros pequenos, fa-cilmente toleráveis e perdoáveis, sem que nos aperceba-mos da sua gravidade em face dos nossos compromissos morais livremente assumidos na Ordem.
Exemplifiquemos esta análise, para que fique mais claro o raciocínio que aqui fazemos. Todos nos comprometemos a obedecer à nossa potência (no meu caso, o GOB), no cumprimento de todas as suas determinações, leis, regula-mentos e Constituição. Fazemos tal compromisso ajoelha-
O CULTIVO DA AUSÊNCIA *Irmão José Prudêncio Pinto de Sá
O exposto retro mostra, de modo incisivo, que o mestre não pode se tornar num mau exemplo de maçom não assíduo, falto-so, pois isso servirá de modelo incorreto e nocivo para os que com ele pretendem formar uma Loja regular. Somente em casos de inadiável necessidade ele pode se dar a licença para faltar ao compromisso assumido com a sua Loja, pois teve, antes de en-trar na Ordem, muitas oportunidades de recusá-lo. Os que copi-am seu mau exemplo cedem à tentação de tomar, como para-digma, aqueles que faltam, de vez em quando, como se tal pro-cedimento fosse minimamente aceitável, em lugar de seguir o que lhes mostram os assíduos Irmãos cumpridores de seus de-veres.
Todas as Lojas que frequentei, no passado, e algumas que ainda frequento hoje, apresentam essa nódoa comportamental que é a primeira de uma longa lista de falhas de caráter que a-ceitamos como naturais, mas que são, na verdade, vícios que deveríamos remover dos nossos procedimentos. Como podería-mos nós confiarpodería-mos que um Irmão das nossa Loja, encarregado de uma atividade ritualística ou de treinamento maçônico, habitu-ado a faltar, estará presente no dia aprazhabitu-ado, para cumprir o seu dever? Mais fundo ainda: como podemos reduzir ou eliminar esse tipo de comportamento e incrementarmos a assiduidade e a pontualidade em nossas oficinas? Essas são questões que desafiam qualquer administração, forçam a adoção de improvi-sos para a substituição dos que faltam aos trabalhos e cujas res-postas ainda são, entre nós, muito frágeis, levando, em geral, à aceitação de que “a Maçonaria funciona assim”.
Seria muito bom que, em nosso momento de reflexões, nos fixássemos na procura, em nós mesmos, de motivos fortes e razões inteligentes para continuar a busca da perfeição, corrigin-do-nos quando estivermos inclinados a infringir as nossas leis, deixando de estar presentes entre os Irmãos que um dia nos receberam cheios de esperanças e confiança. Livrando-nos da tentadora tendência de seguirmos exemplos que claramente podemos perceber como errados, aperfeiçoamos o nosso cará-ter e nos tornamos mais úteis à ordem e mais conscientes de nossa importância nela ou algures. Ainda mais, podemos culti-var, em vez da nossa ausência, o sentimento de dever cumprido, de palavra respeitada e de idoneidade intacta, pela simples e fácil assiduidade aos nossos trabalhos. E a solerte inimiga da nossa virtude, as displicências, juntamente com a maléfica pre-guiça física e mental, terão sido, então, derrotadas pela pujança da nossa moral.
*Irmão José Prudêncio Pinto de Sá Mestre Maçom - Instalado
Página 9 Informativo CHICO DA BOTICA
- Ano 15 Edição 130 - 31 Mar 2019 -
ojA
Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas MaçônicasCont.: O CULTIVO DA AUSÊNCIA COLUNA DA CHICO - POESIA DE 4ª FEIRA
O GRÃO MESTRE
“Sereníssimo”, “Eminente” Como também, “Soberano” Designação pertinente A proeminente ser humano
Livre pedreiro experiente Mestre maçom virtuoso Um bom orador, eloquente, Um ouvinte prestimoso
Na sociedade influente Líder nato da irmandade
Em quem a humildade é patente Livre de pompas, da vaidade
Qual Salomão, sapiente Justo na resolução Austero porém, clemente Cônscio de sua condição
Um cavaleiro valente Da liberdade paladino Que à humanidade carente Faz da felicidade seu hino
Corajoso, diligente...
Que seja enfim grande obreiro “Grão Mestre” mas, principalmente ...“Irmão, fiel e verdadeiro” ! Adilson Zotovici
Templo : Leonello Paulo Paludo Centro Templário - 3º andar
Rua Aureliano de Figueiredo Pinto, 945 Dia da Oficina: 3º Sábado de cada mês Hora: 10:00 h
AUG :. RESP :. LOJ :. “FRANCISCO XAVIER FERREIRA
DE PESQUISAS MAÇÔNICAS” JURISDICIONADA AO GORGS
Informativo Virtual Destaca:
Março/abril
Início do Exercício Maçônico e eleições no
GORGS
NOTÍCIAS RAPIDINHAS DA CHICO 1. REUNIÃO DA CHICO DA BOTICA
Tivemos nossa primeira Sessão neste ano aos 23 dias do mês de março de 2019, as 10:00h, como de costume no Templo Leonello Paulo Paludo, Centro Templário - 3º andar, na Rua Aureliano de Figueiredo Pinto, 945, e, sob a presidência do Venerável Mestre Irmão Afranio Marques Correa, contando com a pre-sença dos Irmãos que assinaram a tabua da Loja. Entre os diversos assuntos tratados foi analisada a composição da nova administração da Loja para o biê-nio 2019/2020, sendo aprovada por unanimidade para concorrer na eleição de 27 de abril de 2019, a seguinte composição:
Venerável Mestre: Irmão Afranio Marques Correa; 1º Vigilante: Irmão Francisco Roberto de Oliveira; 2º Vigilante: Irmão Alfredo Luiz Pinheiro;
Orador: Irmão Cleonir Bassani;
Secretário: Irmão Artemio Gelci Hoffmann; Tesoureiro: Irmão João Lauro Desidério Alves.
Como metas da Administração da Chico ficaram a continuidade do cultivo e a divulgação da cultura ma-çônica; o incremento no número de Membros Efetivos e Correspondentes, bem como a realização de reuni-ões em que, dentro do possível, sejam apresentados trabalhos, de Irmãos Efetivos, Correspondentes ou visitantes, buscando temas importantes para nossa Ordem. O que foi aprovado por unanimidade.
Já previsto e inscrito para a reunião do mês de abril de 2019 o Irmão Marco Antonio Perottoni, com o tema “Maçonaria frente a mudança dos valores sociais”. Para o 2º semestre de 2019, a perspectiva é apre-sentar Instruções para o Grau de Mestre Maçom, tam-bém aprovado por unanimidade. .
2. PUBLICAÇÕES NA CHICO DA BOTICA - Contatar: - Marco Antonio Perottoni - e-mail: [email protected]
- Artêmio Gelci Hoffmann - e-mail: [email protected]
Obs.: textos publicados são de inteira responsabilidade dos seus autores
COLUNA DA CHICO - SONETO DE 4ª FEIRA
VENERÁVEL MESTRE
Venerável... simples verbete Mas Mestre de grande dimensão De simples sessão a banquete, Numa crise, numa decisão
O tempo, veloz qual foguete, Dele exige empenho, vibração, Qual jamais pode ser joguete Ou fomentador de confusão
Se na rua ou no gabinete, Equidade e dedicação Amor e a razão seu sinete
Sabedoria é a munição A sua arma, o malhete E seu trono...o de Salomão !
Adilson Zotovici