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C_A%INA
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Doflzcøamws
V=.1)À}f:1ä§+-F¿\.sE DEml
MEDICVDJAUNIVERSIDADE DE SANTA CATARINA
cmfizao DE CIENG-ms m'~sAúDE_
FACÍEDAÂDE DE MEDICINA- ' U vàscuzlfzzii LEUcocITocLÁsmIcA (RELATO DE
UM
(01). CASO) _ U ¬ ¡GAIBRIEE ARCANJO DA LUZ* '
JACKSON U
MEES SÉERINGARI*
IMERNATO. HosP1mALà;amâ cLI1¶1:cA nnfinlcà
* 1>oU1oP.ANnos DA 122 3AsE no.cVuRso DE GRADUAÇÃO Em MEDICINA
. FtLoÉ1àNÓ1>o;ñIs,'
mao
DE 1985. \ af' I } .í E
E
E cE
. OOOOQQOOOOOOOOOOOOOOOOOOIOOIOOIOIOÓORE~
,OOOOOOOOOOO0OOIOOOOOÓIOOQÇOOOOOODOO 'QOOOOIOOOOOOOOOOOOOOOOQOIOOOI.OOOO I _' IIOOOÓÓOOOOOOOOOOOOOOQOOÔIOOOOÓOOOOOO _' 060CIOOÓGOOOIOQOOOOOIOOOCOCOOOOOO '_' QÓOQOOQOCODOOOIOOQOIOIOOÓOOOOIOOO _ Gøoooouuocoøoooooooooøoooçoooouoo IÍ4 _ -QOOOOOÓOOOOOOOÓOOOOOOOOQOOOOOOOOO " ohoøobauobooooøtøooo IO6 _' 'ÓOUÓOÓÕÕÓOOÕOOÓOÓÓOOO1.7 - DIAGNÇSTIGQ
E
Dzàançsmlco DIFERENCIAL E Q ...IO8`_' OIOOOOOIQOIOOOOOOIOOIIOOOOOOOOOQO
\
1.9 - cUEso CLINICQ E Efiosnósmlco ...
igooøoøoooooøomooooooooooooooouøøo III" E `u¢oooooøoooo¢ooooo0ooooooo docOøoooocøoooocoooøoooooo .af -\ -4 5 6 7 '7 7 7 8 8 1.1 f_._I 12 12 13 14 16 18
‹êoR¿DEo1m3Nmos
!
\
Dr: Paulo Zeni pela consecução dos textos Biblio-
gráficas referenfiss ao nosso trabalho, pela orieg
_. ,
tação e colaboração. _
_ _
›
Dda: Maria do Carmo Albuquerque pelo auxilio pros
tado na obtenção de dados do prontuário do i caso
relatado.| _
«
"
Rosa Lima Iüaquino, bibliotecária do Hospital Uni
versitário pelo auxilio na tradução de textos.
\
5
r
R
E SU
M
O 'Uma paciente com Vasculite Leucocitoclástica, con
firmada por Biópsia de péie,
foi
internada no 'Hospital un;versitário para investigação de Vasculite Secundária a do-
ença sistêmica. Iados acerca de anamnese¿ exame fisico e
exames laboratories são descritos, comentados e confronta
dos com dados de outros autores. Realizada conjuntamente
revisão bibliográfica a respeito de Vasculite
Leucocitocls
tica, descrevendo seu aspectos etiopatogênicos, clínicos,
laboratoriais,_tratamento e prognóstico. Esta é uma entida
de clinico¬PatolÕgica poucošfreguente, podendo atingir quai
quer faixa etária, com leve~predominância no sexo feminino.
Á
3
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Íâm.A T
Ejn
1g L
LífsM
É
m,oD o s
1.-.
i .
“ Utilizouese trabalhos científicos realizados por qg
tros Autores nacionais e estrangeiros; publicados em periá
dicos<e_livros-textos, alem de
daos
de prontuário fornecidos pelo SAME (Serviço de Arquivo Médico e Estatística) do
Hospital Universitário. V .. V 6 Í Í
7 R 1 1 1 - rnmRonUçÃoz(nEv1sÃo BIBLIoo3ÁF1cA1 VASCULITE LEUGOCITOCLÁSTICÀ 1.1 e DEFINIÇÃQ ~ p. v I
Vasculite Leucocitoclástica¿poàe ser definida como
uma entiâade clínico-patológica com múltiplas manifestações.
Trata-se de
um
padrão de reação cutânea caracterizado cli-nicamente por jpúrpuras palpáveis, erupções morbiliformes,
máculo-papulares, ulcerações ou lesões bolhosas. Pode . ou
não haver comprometimento sistêmico. Pode ser-primária ou
secundária a outras afiecçoes »(especialmente às doenças di
fusas do tecido_conäuntivo). '
'
1.2 - ETIOLOGIA
Sua etiologia permanece obscura. No`entanto existem
Ê
vidências clínicas e laboratoriais que se trata de uma doeg
ça ão complexo imune.
'
1.3 - PATOGENIA ,
_ O processo
se inicia pela deposição do complexo imune
na «Parede dos pequenos vasos (arteríolas, vënulas, capila- res) e junção denmo-epidérmica. Posteriormente, ocorre libe
ração de peptídeosvvasoativos, fatores quimiotáticos e con
sequente migracão de células inflamatórias para o local,ed§
ma e aumento da permeabilidade capiíar, extravasamento de
sangue e necrose fibrinóide da parede dos vasos.
`
1
Iz4 - PATOLOGIA
Hístopatológicamente as lesões caracterizam-se por
necrose fibrinóide da parede dos vasos, extravasamento -de
sangue e-a presença de neutrófilos fragmentados (leucocito-
class) na parede e região peri-vascular. Deve-se ter em msg
te que a patocronologia vasculite leucocitoclástica apreseg
ta todas as lesões no mesmo estágio evolutivo. '
Na imnnofluorescência podem ser observado principal
mente âepóeitee ae lgm, IgA, c3 e fibrine(2),'eontuâe,
e
ausência de depósitos de complexo imune não exclui a parti-
cipação_deste, pois o mesmo pode ser destruído pelo proces-
so inflamatório algumas horas após a sua deposição.
1.5 - MANIFESTAÇÕES oLIN1oAs
. As manifestações clínicas são variadas e estão na
dependência ou não do comprometimento sistêmico.'
rceraimente e 1eeão_âe pele é Q eeonteeimenze iniciei
que primeiro chama atenção para o processo patológico(l).
?g
\ 4 z É i É
9
la ordem de frequência,_podem ser das seguintes formas: pur
,pura palpável, lesões urticariformes, lesões vesico-bolhosaa
placas eritematosas,¬nÕdulos, livedo reticular, pápulas,
ui
ceraçëes ou necrose. Essas lesões podem aindafestar associa
'
das e são mais comuns no terço inferior das pernas. _
.Os Órgãos ou estruturas mais comumente comprometi -
dos são: articulações (artralgias `e/ou artrite); rins (pro
teinfiria, hematuria, hipertensão arterial e azotemia); -tra
to gastro-intestinal (dores abdominais, nauseas, v5mitos,hÊ
morragia digestiva); pulmfies (tosse seca, derrame pleural);
sistema nervoso (Éeurite periférica); coração (pericardite);
outros sintomas (febre, mal~estar, conjuntivite e angioede- .
IBB. z _
-
Normalmente quando o.comprometimento É apenas cutâ
neo, a doença é auto-limitada, desaparecendo em poucas semã
nas. Êor sua vez, o envolvimento sistêmico pode ser transi-
tório e desaparecer sem maiores.complicaç§es, ou se tornar
Í
_ ,
permanente, deixando desta feita, sequelas serias.
Conforme visto anteriormente, a vasculite leucocitg
dlástica pode ser primária (Í 50% dos casos) (1) ou secunf-
dária. Outros fatores envolvidos na sua gênese säo:
A: Doenças Difusas do Tec. Conjuntivo. -
- - Lupus-Eritematoso Sistêmico
Artrite Reumatóide
Síndrome de_Sjügren
Doença Nüsta do Tec. Conjuntivo
\ \ .Í¿‹a§` I 1 I ! I I 1 ¡ r 1 x É Í E .__ 7, -_-..-... _.--...-«z-.-._-›-‹-...›-W--..¬.. ..._...`.. vi h «i 5 | \ _.. um =«...v
B: Doença do 'Soro (símile) i - Proteína Heteráloga
C: Drogas
-'- Pénicilinas, Su.1.Í`ona.midas,_.Aspir_ina
- Quininà, Quiniaina, miouracil, Ipâeto,
V - Hidralfàzina, DÍH, Sais de ouro
D: Infecçfi.
es.
›E: Crioglobulinemiay Mista. Essencial
Ez rúrpuraoànafilaatóiâe (Heno¢nês¢hõen;e1n)
Strepto coccus
_ da Hepatite
B
Mononucleose- 1'.n.fe ctuosa
Microbactérias
Plasmodiüm. Ealariae.
Goccidioido Micose.
G: Doenças Neoplásicas
Poderíamos ainda citar' 'outras causas deáencadeantes,
tais como: Màcroglobulinemia de Waldenstron, Urticária Crâ
mié1Qmg.m1tip1ú
Leucoses
Izinfomas `
Carciomas. 9
ll
×\
nica e outros processos alérgicos.
1.6 - AcHÃDos_LABoR¿moRIAIs -
As anormalidades laboratoriais mais frequentemente
encontradas em pacientes com VasculitemLeucocitoclástica
ig
cluem aumento da .pëlo§;dade`de Hemo ssedimentação Í (VHS),
proteinfiria, hematfiria, cilindrfiria, discreta leucocitose,
presença de imnno complexos circulantes, diminuição das ta-
xas_de complemento sérico,`imnno fluorescência positiva, Ea
tor reumatóide, anticorpo antinnclear. Podem ainda ser so;
licitados:- F¶~ABS, ASLO,?HBsAg, pesquisa de CEA, dosagem
ae criogiobulinas, Eco,
RX
¶órax,'Hemú¢u1tura, pesquisa deACPS Heterofilos, Bi§psiaÃ-de'?e1e etc. _
1.7 - Dlàcnósmico
E
nlicnosmlco DIFERENCIALl
Dvemos
suspeitar de Vasculite Leucocitoclástica empacientes com lesões de pele e sinais e sintomas como os
descritos anteriormente¿
Na
anamnese procura-se identifi -car
a
causa da doença: o uso de medicamento, infecções právias, processo alérgicos, comprometimento da função renal
etco À
` H
`
- 'A .
¡ No exame fisico fazer inspeção cuidadosa
e análise
criteriosa do aspecto das lesões de pele por ventura existeg
tes,observação detida das articulações (especialmente ijog
lhos e tornozelos), pesquisar derrame pleural ou pericárdi-
co com bases na ausculta cándio-pulmonar, palpação das
principais cadeias linfáticas etc. ›z .
X . | l I \ 1 3 1 1 É \ 1 ! pi Íí 1z H 1 \ › \ É ;{ ll \ › r * r 1 i Y
Os exames de laboratório devem incluir hemogr-ama +
VHS, parcial de 'urina,¿ uréia ed- creatinina, glicemia,
Rx
tórax. Baseado nos dados de
anwnese,
exame físico e labo:-.›ratárieie de rotina, :podem ser solicitados
ainda
0 Fr-A3s,lHBsAg, ASLO, Pesquisa de Ao. Heterófilos, Hemocultura, faj
tor,BeuatÓide,
'Frota do Látex, Waaler-Bose, Mucoprotei - nas se'_r:I.cas, Proteína "G" reativa, Anticorpo Anti-Nuclear, ,Grioglobulinas, Complemento- sérico¿ Complexo Imune Circulan
te.
A
Bišpsia de pele geralmente' e' o exame que sela 'o digg.nõstico. Juntamente com
a
biópsia' pode-se solicitar afluorescência . _ `
..
O diagnosšsico diferencial deve ser feito com _ grâ.
nulomatose de Wegfier, Granuloma Letal da Linha Média, Foliar
terite Nodosa, Sind.__da'Imu.nodeficiênc:La adquirida, Doença
de Churg-Straus, outras
vasculitese
doenças difusas do te-*cido conjuntivo que cursem também com comprometimento
da
micro circulação .
`
~ l
I.8 - ¶RA¶£MENTO
Como em outras' doenças do complexo imune, sempre que
possível, deve-se
afastar
ou tratar a causa 'básica que está'determinando a manutenção do estímulo antigënico. O trata -
mento dos sintomas locais pode ser feito com anti-b.istamín._i_
cos e os processos inflamatórios sistêmicas com anti-in:£`la- matorios' hormonais ou não. Os casos mais graves exigem tera pêutica com corticosteróides em doses maciças. importa_1}_
te lembrar que os casos mais brandos e de localização res -
trita à pele são auto-limitados, regredindo espontaneamente.
13
1.9 - cunsoscnínlco E rnoenósmlco
.
A
Vasculite Leucocitoclástica pode apresentar trêsmodos de evoluçãcš *Aguda (menos de 3 meses de duração),
Rg
corrente (pelo menos 2.epis§dios durando menos de 3 , meses _
cada) ou crënica (lesëes persistentes por longos perdodos) (1). As lesões mais encontradas na vasculite'1eucocitoclás-
tica; Aguda e recorrente são púrpura palpáveis, enquanto'na
crônica temos mais_íreqpentemente lesëes urticariformes.
'
Em
termos de ocorrência, as Agudos são mais comuns(cerca de 50% dos casos), seguidas das Crônicas (sproxflmuëš
mente 30%) e Reeúrrenxee (Í“ 20%).
Í
~ _
Quanto ao prognostico,_as lesfies agudas limitadasía
manifestaçëes cutâneas têm melhor prognšstico, regredindo eg pontaneamente dentro de 2 a 3 semanas."
'
r 1
`
O comprometimenio sistêmico (Í 50% dos casos) ë em
geral brando e os sintomas.transitÕrios, Eoršm, em certos cg
sos, principalmente quando à vasculite š secundária a proces
sos sistêmicos, pode desenvolverese gravezinsuficiência
re
nal e morte. ,
.
~
x
II a-
Rmmmo
m1'cAsoJEX, 41 anos, Fem,_Br, do lar, natural de Campos
No
vos procedente de Curitibanos (SC), apresentoufse
na
emer -gênoia do Hospital Universitário_no inicio de junho de
1985 com queixas de "feridas pelo corpo e coceira" (SIC)J
Relatava que háif 6 anos surgiram pápulas pruriging
sas disseminadas pelo corpo e face. Há cerca de 6 meses
as lesäes exacerbaramfse, havendo formação de lesões crostg
sas, hiperemiadas e maculopapulosas'mnito pruriginosas, na
região anterior do tórax. Procurou tratamento medico em Cuf
ritibanos,
seno
tratada com penicilina.Há
2 meses as lgsëes papulares se difundiram pelo tronco e membros. Três se
manas antes do internação procurou dermatologista na sua qi
dade, foi solicitada biopsia de pele que demonstrou aspecto
histolégico compatível com vasculite,leucocitoclástica.
Queixavafse ainda de dispnšia, cefaléia e dvertigens
paroxísticas. Os antecedentes pessoais incluíam "varizes em membros inferiores com episódios de sangramento "SIC" ,go
norreüahá 4 anos, uso de antibióticos há 6 meses (näo soube
especificar). Na sua última gestação houve morte fetal, sen
do necessária curetagem. Faz uso de anovulatorios há 9
anos (atualmente usando Lindioíš. A
O exame fisico demonstrou lesões eritëmatofpápulo ¬É
crostosas em região anterior do tórax e lesoes papulosas
/
disseminadas pelo tronco e membros. Havia ainda área hiper
crômica e 1/3 inferior da perna esquerda, com espessamento
da pele no local, alopécia discreta e lesëes leucoplasicas'
na
mucosa oral. Os outros dados do exame físico foram' no;mais. N ` _ - 'X J*
15
Ibi então internada para investigação de vasculite
secundária a doença sistêmica. Inicialmente, foi medicada â
com anti-histamínico `(Dexclorfeniramina, ZGMG/Ria), '
não
havendo diminuição dos sintamas. -
r
0s_exames.laboratorias`demonstraram:'Hemograma,pfiHS e Goagulograma Normais, parcial de
urina com proteinfiria (a), proteinúria de 24 hs dentro de
taxas
norais.
Pesquisa de células LE, proteína de Bence-Jgnes, sorologia para Lues Negativas. RPD não reator,dosagens
ae cso, c3~ e 04, zu-éia, creatinina e~G1i¢azzz.¬;a normais. Após
investigação concluiufse que se tratava de forma cutânea de
vasculite leucocitoclástica. Iniciou então tratamento com
preâinisona (ZOMG/äia) com melhora dos_sintomas e diminui -
ção das les§es.i'
'Â
'
, _
'ApÕs 17 dias de hospitalização, a paciente recebeu
alta,_sendo orientada a retornar ao ambulatorio em 30 dias.
nas h Ê 1 š i 1 I 1 I o l I | É à E Í r? E cf lr 1;
111 - Discussão
E
GQNoLo§ÃoDe acordo com os dados obtidos atraves de anamnese
e exame fisico podemos concluir que a paciente apresentava
uma afecção dermatolágica crônica que se caracterizava por
periodos de exacerbação e remissão..Pelo aspecto e caracte rística das lesoeseacredita-se tratar de
um
processo alerggco (urticária crônica). Quanto aos antecedentes, o episódio
de "varizes de membros inferiores que sagravam" segundo ig
formação da paciente;-'aventa~se a hipdtese de-que na verda
de tal fato fosse decorrente de`uma'les§o'tipo púrpura pal-
pávelã Não havia entretanto história de infecção préYia(he-
patite, amigdalite) relatada, exceto gonorréia há 4 anos.
Não parece haver relação do uso de penicilina com as
lg
sães de pele, uma tem que estas surgiram anteriormenteâàine
da com relação ao uso de drogas, cumpre ressaltar que
nahig
tõria clínica a; paciente refereo uso de anovulatõrios (Ee
0v1ar(R). e Lindiol(R)) por 9 anos e há na literatura (6) o
relato de um (O1) caso de vasculite leucocitoclástica pelo
uso ae Linâ1o1(R>. Não reizmava febre, areraigias, altera -
ções urinárias, agienia, emagrecimento. O unico sintoma com
pativel com comprometimento sistêmico era dispnéia.
A
cancomitância da alopšcia, lesões leucoplasicas da mucosa
oral parecem não guardar relação com as lesšes cutâneas.
A
alopécia pode ter sido secundário ao uso de contraceptivos
orais (7) e as proteses dentárias terem determinado leucopla
sia de mucosa oral,-Excetuando a biópsia de pele, que
`
de
mostrou um padrão histopatologico típico de vasculite leucg
citoclástica, os outros exames laboratoriais não apresenta-
ram.qualquer anormalidade iindicativa de vascu1ite,mas que nos orientaram no sentido de excluir enfermidades que pudeg
sem ser causadoras de vasculite leucocitoclástica secundária
\ _ ' . ` al. I ) i I 1 ‹ 1 L iv \ 1 \ -.`...
17
ou comprometimento sistêmico.
*
z Wanderer Et Alii (5) demonstraram.que existe
ua
alta incidência (Í 20%) de Vasculite Leucocitoclástica com
urticária crônica, Há, entretanto, outros estudos em que
a
incidência chegoufa 50% (22/42) evidenciando a associação
/
frequente de urtieária crônica com a doença em questão(8).
. ›
V '
A
conclusão a que se pode chegar com relação a pac;ente em questão é que
a
mesma apresentouum
processo urticarial crônico que posteriormente desenvolveu vasculite leucg
citoclástica. Todavia, o uso de Lihdiol(R) (contrasceptivo
oral) por longa data, pode ter funcionado como fator coadjg
vante na gênese da doença.
O tratamento com Metil4Prednisona fez reäredir os
sintomas (pruridofi e melhorar o aspecto das lesoesó Acredi-
tamos nesse caso ser este o tratamento de eleição, ja que
não se obteve resultados satisfat6rios.com anti-histamíni -
CDS. _
Conclusöes definitivas so poderão ser efetuadas a
partir do momento que o antígeno for identificado e do our
so clinico que a doença tomar doravante.
-'
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nm¡›.¶1àm<›I..,.12oz 484-9., /Í;
. abz~i11984.
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ROBERT
E -WLe~.z1zo¢y:z‹›ç1as1zi¢ Ai '
VB-s0uli'biS¢ ARCH. DERMATOL., 118, 295-301, may; 1982.'
- HANNIGK, 'MABT &: GI[zLIA.ND¡ BRUCE G - VASCULIHIE in:HARRI-
_' SOB. T.R.¬ MÍEIDIG]1¶A=]1¶TE3NA, 93 EÕJ Rio de JnB.e'ir0¿'
. GuanabaraeKoogan, 1983. Vol.›l, p.p. 394-9
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1rzr§;1);c,1;v.àJ'ÍI1flrfl;í1‹:z1N,g. 14 Ed, Rio de Janeiro, Igteramericana¿ 1977; Vbl.f2, p.p. 1959-60 L
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ÊURTIGARIÁ. gncg 91=;R;M,gmo1,, 119 145-151 »
FEB. 1983. š
'
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Paulø, Sarvier,.l985, pp. 993-1003
7
-MUBAD,
FARID sz GILMAN, ALFRED -Esmósmos
E PRoc;EsmÓG;_-:_Nos.
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Goomzum, Lotus s. az GILMAN, ALFRE:no. As BAsEs
mfimcolzóclcàs
DA TERAPÊUTICA, 52 Ea; Rio de Je.-neiro,'Guanabara-Koogan, 1978, PP; 1265-859'
8 ¬- PEANUPHAK, I> Em' AI.. vAscUL1f1:Is IN cHRoNIc URm1:cA111A.g_o__~¿
*OF CLINIC J1=MUNQT‹0GY› 65= 436-444-
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