• Nenhum resultado encontrado

Um Constructo Metodológico para Analisar a Sustentabilidade em Perímetros Irrigados

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2020

Share "Um Constructo Metodológico para Analisar a Sustentabilidade em Perímetros Irrigados"

Copied!
19
0
0

Texto

(1)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

181

UM CONSTRUCTO METODOLÓGICO PARA ANALISAR A

SUSTENTABILIDADE EM PERÍMETROS IRRIGADOS

A METHODOLOGICAL CONSTRUCTION TO ANALYZE

SUSTAINABILITY IN IRRIGATED PERIMETERS

UNA CONSTRUCCIÓN METODOLÓGICA PARA ANALIZAR

LA SOSTENIBILIDAD EN PERÍMETROS REGADOS

Larissa Luana Pereira Custódio1 Maria de Fátima Nobrega Barbosa2

Resumo: A sustentabilidade em perímetros irrigados foi analisada a partir de várias pesquisas como as de Santos

e Cândido (2013); Santos et al., (2014); Martins, Cândido e Aires (2017); Cândido et al (2015); Sales e Cândido (2016); Melo, Cândido (2013) e entre outros. Com base nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo apresentar um constructo metodológico para analisar a sustentabilidade em perímetros irrigados a partir de várias dimensões. A partir da revisão da literatura, conclui-se que as dimensões: ambiental, social, econômica, político-institucional, cultural, agroambiental, socioterritorial e formas de organização são as mais adequadas para se analisar a sustentabilidade em perímetros irrigados.

Palavras-chave: Sustentabilidade. Indicadores. Agricultura Irrigada.

Abstract: Sustainability in irrigated perimeters has been analyzed from various surveys such as Santos and

Cândido (2013); Santos et al. (2014); Martins, Cândido and Aires (2017); Cândido et al (2015); Sales and Candide (2016); Melo, Cândido (2013) and among others. Based on this context, this research aimed to present a methodological construct to analyze sustainability in irrigated perimeters from various dimensions. From the literature review, it is concluded that the dimensions: environmental, social, economic, political-institutional, cultural, agro-environmental, socio-territorial and organizational forms are the most appropriate to analyze sustainability in irrigated perimeters.

Keywords: Sustainability. Indicators. Irrigated Agriculture.

Resumen: La sostenibilidad en los perímetros de riego se ha analizado a partir de diversas encuestas como

Santos y Cândido (2013); Santos et al. (2014); Martins, Cândido y Aires (2017); Cândido et al (2015); Ventas y Candide (2016); Melo, Cândido (2013) y entre otros. Sobre la base de este contexto, esta investigación tuvo como objetivo presentar una construcción metodológica para analizar la sostenibilidad en perímetros regados de varias dimensiones. De la revisión de la literatura, se concluye que las dimensiones: formas ambientales, sociales, económicas, político-institucionales, culturales, agroambientales, socio-territoriales y organizativas son las más apropiadas para analizar la sostenibilidad en perímetros de riego.

Palabras clave: Sostenibilidad. Indicadores. Agricultura de Regadío.

Envio 02/09/2019 Revisão 02/09/2019 Aceite 15/06/2020

1 Graduada em Administração. Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, Sousa, Paraíba. E-mail:

[email protected].

2 Doutora em Recursos Naturais. Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, Campina Grande, Paraíba.

(2)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

182

Introdução

A sustentabilidade é um tema bastante utilizado e discutido no século XXI, a exemplo dos estudos acerca da sustentabilidade rural, onde várias pesquisas como as de Sontag, Silva e Hofer (2016); Vernetti et al. (2009); Damasceno, Khan e Lima (2011); Santos e Candido (2013); Santos et al. (2014); Vidal e Santos (2014); Cardoso et al. (2014), Martins, Cândido e Aires (2017); Cândido et al. (2015); Formiga Junior, Cândido e Amaral (2015); Souza, Martins e Verona (2015); Sales e Cândido (2016); Silva, Ferreira e Ribeiro (2017); Melo e Cândido (2013); Kemerich, Ritter e Borba (2014); Freitas et al. (2015); Souza, Martins e Verona (2012); Prigol e Simioni (2014); Severo et al. (2014); que incluem abordagens sobre as diferentes formas de se analisar a sustentabilidade, são referenciais que devem ser observados para a construção de um modelo adequado para avaliar as práticas ambientalmente sustentáveis na agricultura irrigada.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o agronegócio no Brasil tem uma atuação expressiva na economia, onde representou 22, 15% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012. Os estudos apontam que o Brasil tem a tendência de aumentar o nível do agronegócio devido as suas características típicas e as suas diversidades climáticas. Espera-se uma elevação do PIB agropecuário 10,9% em 2017, de acordo com a previsão do IPEA no setor do agronegócio, que se destaca por ser uma atividade de capital intensivo capaz de transformar as atividades produtivas em produtos agropecuários, sendo responsável por 37% de todos os empregos no país, tendo uma grande participação do PIB e aproximadamente 30% das terras brasileiras são utilizadas para a agropecuária (IPEA, 2017).

A agricultura irrigada impulsiona o crescimento em setores produtivos, aumentando as ofertas de produtos e beneficiando os agricultores. Mediante investimentos do governo para áreas irrigadas, com o intuito de expandi-las, tem sido desenvolvidas novas estratégias para analisar a sustentabilidade nos diversos perímetros irrigados, onde são áreas que requerem o uso eficiente dos plantios de seus recursos disponíveis de forma a melhorar o bem-estar social, condições e a qualidade de vida para as gerações futuras e os agricultores. E atualmente, segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), são 5,5 milhões de hectares irrigados no país (ANA, 2017).

(3)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

183

Segundo Cavalcanti (2003), o tipo de desenvolvimento que o mundo experimentou

nos últimos duzentos anos, especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, é insustentável. A partir do que foi colocado por Cavalcante (2003), faz-se necessário apresentar um modelo de desenvolvimento sustentável que diminua as práticas degradáveis ao meio ambiente e mais especificamente para o setor de perímetros irrigados há a necessidade de propor um modelo metodológico que busque analisar a sustentabilidade nas áreas irrigadas, com o intuito de impulsionar o desenvolvimento e o plantio de culturas na área em analise, utilizando dimensões avançadas e estudos ambientais, que busquem melhorar as condições de vida, trazendo impactos significativos e relevantes sobre a renda e o emprego, diminuindo a pobreza dos agricultores, impulsionando o crescimento da lucratividade e expandindo produção do agronegócio.

O trabalho de Cardoso et al. (2014) tem como objetivo caracterizar o desenvolvimento sustentável nos territórios Açu-Mossoró, Mato Grande e Sertão do Apodi, tomando como base empírica os resultados das pesquisas do sistema de gestão estratégica e, no campo teórico, as dimensões econômica, ambiental, sociocultural e político-institucional do modelo teórico de Buarque (2008). Foi um estudo que contribuiu para avaliar as dimensões nos territórios analisados e que se aproximou bastante do tema em análise.

Os fatores técnicos, econômicos e sociais contribuem para o bom ou mau desempenho dos perímetros irrigados. Um dos aspectos primordiais na análise desses fatores é a possibilidade de monitorá-los, o que significa transformá-los, de algum modo, em parâmetros mensuráveis. O nível desse monitoramento deverá estar situado entre o desejável e o viável, considerando-se, para isso, o padrão de avaliação a que se pretende proceder e os custos operacionais necessários à medição (Ortega e Sobel, 2010).

O Distrito de Irrigação do Perímetro Irrigado das Várzeas de Sousa - PB (DPIVAS) é uma iniciativa do Governo do Estado da Paraíba com a finalidade de impulsionar e dinamizar a agricultura na sua área de influência, com efeitos positivos sobre a economia estadual através de ações voltadas para o desenvolvimento das atividades agrícolas e agroindustriais (Sci, 2012). É recurso de extrema importância para o sertão paraibano, pois capta, conduz e distribui as águas dos açudes Coremas, Mão d´agua para irrigar as propriedades agrícolas localizadas nos municípios de Sousa e Aparecida, que tem o objetivo de melhorar a qualidade

(4)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

184

de vida dos agricultores, com a geração de emprego e renda por meio da exportação de

alimentos produzidos no perímetro irrigado (Silva et al., 2015).

O DPIVAS foi idealizado na década de 1930, mas somente em 2007 é que as várzeas de Sousa ganham conhecimento e apesar de ter apoio do governo, o mesmo apresenta fragilidades devido às irregularidades na funcionalidade do perímetro irrigado, que vão desde a má conservação dos equipamentos, passando pelo uso não autorizado da água, apresentando assim, prejuízos na aplicação dos recursos e desviando o foco e as metas do projeto (Silva et al., 2015).

A proposta de pesquisa ora apresentada faz parte de um projeto maior denominado: Gestão Ambiental, Competitividade e Sustentabilidade no Agronegócio: um estudo no Distrito de Irrigação do Perímetro Irrigado Várzeas de Sousa – PB. Em propostas anteriores desenvolvidas no âmbito do PIBIC/UFCG/CNPq foram exploradas com maior ênfase as dimensões competitividade e gestão ambiental do referido projeto. Assim, para esta vigência foi aprofundada a dimensão sustentabilidade. A sustentabilidade conforme Demajorovic (2003) significa não levar em consideração apenas o limite do crescimento mais ainda considerar várias iniciativas no sentido de abranger a participação de diversos agentes sociais significativos e ativos oriundos de práticas educativas, bem como de um processo de diálogo informado, o que segundo o autor contribui para um sentido de corresponsabilização e formação de valores éticos. Desde que o conceito de desenvolvimento sustentável foi apresentado pela primeira vez, vários estudiosos começaram a se interessar por essa temática e na atualidade existe uma base teórica que vem dando sustentação a muitas pesquisas desenvolvidas nessa área do conhecimento, e mais particularmente em relação à sustentabilidade. Almeida (2007) aponta que a mesma está vinculada ao surgimento de cada nova era tecnológica, uma vez que impõe novas demandas, a exemplo de lideranças e geopolíticas diversas.

No que tange ao estudo da sustentabilidade em perímetros irrigados, de forma direta ou indireta, se encontram pesquisas como as desenvolvidas por Jales et al. (2010); Ortega e Sobel (2010) Pontes e Aragão (2013), Tavares et al. (2017). No entanto, a maior parte dessas pesquisas exploram primordialmente a sustentabilidade a partir das dimensões social, econômica e ambiental, mas não apresentam de forma sistematizada um aparato metodológico

(5)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

185

que sirva de suporte para se analisar a sustentabilidade nos perímetros irrigados. Entendendo

que o desenvolvimento sustentável, e por extensão a sustentabilidade são conceitos complexos e que devem ser observados a partir de vários ângulos, parte-se da premissa que para se desenvolver um constructo metodológico que atenda com mais fidedignidade a complexidade inerente à análise da sustentabilidade em perímetros irrigados as dimensões social, ambiental, econômica, cultural, técnica e político-institucional carecem também serem exploradas.

Diante do exposto, objetiva-se apresentar um constructo metodológico para analisar a sustentabilidade em perímetros irrigados a partir de várias dimensões. De forma específica contextualizar os determinantes da gestão socioambiental em perímetros irrigados; descrever os modelos de sustentabilidade para analisar perímetros irrigados; identificar indicadores para perímetros irrigados e desenvolver um quadro síntese das dimensões e indicadores que poderão ser utilizados para avaliar a sustentabilidade em perímetros.

Metodologia

Os procedimentos metodológicos serão explanados a seguir, abordando os itens: método da pesquisa;tipo de pesquisa; instrumentos de coleta de dados; tratamento dos dados.

Os métodos de abordagem preocupam-se com o plano geral do trabalho, seus fundamentos lógicos e ao processo de raciocínio adotado (Cervo; Bervian, 1983). Nessa pesquisa foi adotado o raciocínio dedutivo, uma vez que parte da compreensão de teorias e modelos de sustentabilidade existentes para construir um aparato metodológico que possa subsidiar a análise da sustentabilidade em perímetros irrigados.

Quanto aos fins: foi uma pesquisa exploratóriae descritiva. Exploratória, no sentido de não existir conhecimento sistematizado sobre a construção de metodologias que explorem a avaliação da sustentabilidade em perímetros irrigados; descritiva, uma vez que expôs as características do setor pesquisado, no caso, as especificidades de perímetros irrigados (Vergara, 2013). Quanto aos meios: trata-se de uma pesquisa documental, pois através de documentos encontrados em sites da internet serão acessadas informações relativas à

(6)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

186

sustentabilidade. Ainda será uma pesquisa bibliográfica, uma vez que se trata de um estudo

sistemático por meio do acesso em livros, revistas especializadas, redes eletrônicas.

Os instrumentos técnicos utilizados na coleta de dados foram os seguintes: livros, artigos, anais de congressos, teses, dissertações, documentos disponibilizados em sites especializados que abordam o tema da sustentabilidade, especialmente em perímetros irrigados.

O tratamento dos dados dessa pesquisa foi realizado através de técnica qualitativa. Uma técnica qualitativa permite que o pesquisador chegue a determinadas conclusões a partir de variadas experiências individuais, bem como através de abordagens participatórias (Creswell, 2007).

Desenvolvimento

Na primeira fase da pesquisa foram analisados 7 artigos acerca do tema sustentabilidade no meio rural. Os mesmos foram retirados de revistas com qualis A1, A2, B1, B2, B3, com o intuito de ter uma maior abrangência de conhecimento para aplicabilidade na agricultura irrigada.

Já na segunda fase foram abordados 13 artigos englobando a sustentabilidade em geral, incorporando assim, os métodos e análise das pesquisas para uma melhor execução do tema em estudo.

Contudo, ao decorrer dos artigos analisados percebeu-se a expansão do desenvolvimento sustentável, pois a cada estudo os autores tem uma forma diferente de explorar a variável sustentabilidade, trazendo novos questionamentos e implicações para a escolha das dimensões para o constructo metodológico.

Resultados e Discussões

Sontag, Silva e Hofer (2016), abordam a sustentabilidade no meio rural a partir de estudos publicados no Brasil de 2005 a 2014, que teve como resultados, a contribuição para a

(7)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

187

população ter uma visão ampla da importância do tema sustentabilidade que está relacionada

ao desenvolvimento econômico e material sem agredir ao meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro.

Vernetti Junior, Gomes e Schuch (2009), analisaram a sustentabilidade de sistemas de rotação e sucessão de culturas em solos de Várzea no Sul do Brasil. Identificando que os indicadores de maior valor estiveram concentrados nas sucessões que contaram com a cultura do milho e o menor valor esteve distribuído nos sistemas de cultivo que incluíram a cultura da soja. Os autores observaram através da pesquisa de campo que os principais resultados foram no seguimento de plantio direto que se configura como a melhor forma de se “agricultar sustentavelmente” e que todos os sistemas de rotação e sucessão de culturas que incluem milho apresentam um maior índice de sustentabilidade.

Damasceno, khan e Lima (2011) verificaram o impacto que o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) tem sobre o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no estado do Ceará. Os resultados da pesquisa mostram que foram feitas comparações entre os grupos de agricultores familiares selecionados e observaram que tanto os beneficiários quanto aqueles não beneficiários apresentaram baixo nível de sustentabilidade e o PRONAF não causou impacto positivo significante sobre a renda dos beneficiários, e revelaram resultados negativos.

Santos e Cândido (2013) retratam uma análise da sustentabilidade e agricultura familiar sendo um estudo de caso em uma associação de agricultores rurais. Diante dos problemas ocasionados ao meio ambiente surge à necessidade de um modelo agrícola que busca por uma agricultura sustentável e demonstra como possível saída a agroecologia, dimensão também relevante no trabalho de Santos et al. (2014).

Vidal e Santos (2014), analisam as características de sustentabilidade em comunidades rurais do semiárido, por meio de parâmetros biofísicos, sociológicos e econômicos. Os principais resultados foram que os municípios de Tapera, Junco e Tiassol se evidenciaram mais sustentáveis em relação aos indicadores biofísicos.

Cardoso et al. (2014), analisaram o desenvolvimento territorial sustentável, através de um estudo comparativo de indicadores do sistema de gestão estratégica em territórios rurais

(8)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

188

do Rio Grande do Norte. Nos três territórios estudados, o resultado do desenvolvimento

sustentável, avaliado por meio das dimensões econômica, ambiental, sociocultural e político-institucional, alcança nível crítico, tendo na dimensão econômica o maior gargalo.

Cândido et al. (2015), retratam avaliação da sustentabilidade de unidades de produção agroecológicas: um estudo comparativo dos métodos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável das Explorações Agrícolas (IDEA) e Marco para Avaliação de Sistemas de Manejo de Recursos Naturais Incorporando Indicadores de Sustentabilidade (MESMIS). Enquanto o IDEA visa gerar informações para reflexão, o MESMIS foi desenvolvido com o propósito mais amplo de investigar e promover novos meios de produção agrícola, ou seja, ambos podem ser utilizados para avaliar unidades produtivas que buscam a sustentabilidade por meio da agroecologia.

Martins, Cândido e Aires (2017), retratam a sustentabilidade em sistemas agrícolas integrados: uma aplicação do método MESMIS em cooperativa de pequenos produtores rurais. A sustentabilidade da atividade da Cooperativa Hidroçu foi avaliada a partir das dimensões econômica, social e ambiental. Os resultados evidenciam que as atividades agrícolas da Cooperativa apresentam média contribuição à sustentabilidade no tocante às dimensões econômica e social, e alta contribuição em relação ao aspecto ambiental.

Souza, Martins e Verona (2012), analisam a gestão ambiental de agroecossistemas familiares mediante utilização do método MESMIS. Os resultados demonstram que a gestão ambiental de agroecossistemas, a partir de uma visão sistêmica, pode fortalecer a agricultura familiar tanto internamente, a partir de um conhecimento mais profundo e integral da situação do agroecossistema, quanto como grupo importante para os próprios consumidores.

Formiga Junior, Cândido e Amaral (2015), retratam o cultivo de melão no assentamento São Romão em Mossoró/RN: determinação dos indicadores de sustentabilidade através da metodologia MESMIS. Os principais resultados foram determinados a partir de sete pontos críticos e selecionados 23 indicadores que afetam diretamente a sustentabilidade da área pesquisada. Esse método também foi o adotado na pesquisa de Souza, Martins e Verona (2015) e de Silva, Ferreira e Ribeiro (2017). Como resultado, foi possível associar às

(9)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

189

etapas do MESMIS algumas atividades características de SGAs e então compor o roteiro de

gestão ambiental dos agroecossistemas familiares estudados.

Sales e Cândido (2016) analisaram um sistema de indicadores para aplicações na agricultura familiar na perspectiva do desenvolvimento alternativo: proposição e aplicação em comunidade rural. Os principais resultados demonstram que o Sistema de Indicadores do Desenvolvimento Alternativo e Sustentável para a Agricultura Familiar (DASAF) e consequentemente a teoria do desenvolvimento alternativo e sustentável possibilitaram identificar características específicas da comunidade analisada ao passo que se verificou que a organização do trabalho e da produção na agricultura familiar pode contribuir com a configuração do espaço rural.

Melo e Cândido (2013), retratam o uso do método IDEA na avaliação de sustentabilidade da agricultura familiar no município de Ceará-Mirim – RN. Os resultados obtidos apontaram a dimensão “socioterritorial” como sendo aquela que está limitando a sustentabilidade como um todo, nos três grupos de propriedades estudadas, sendo necessárias ações por parte do poder público, ou dos próprios agricultores, que venham a corrigir ou amenizar os entraves ao desenvolvimento de suas práticas agrícolas.

Kemerich, Ritter, Borba (2014) analisam indicadores de sustentabilidade ambiental: métodos e aplicações. Os autores concluíram que ao analisar os principais indicadores é possível observar os seus aspectos positivos e negativos, sendo que as discussões sobre este aspecto auxiliam na escolha do indicador mais adequado para a avaliação em questão, facilitando a tomada de decisões referentes aos questionamentos da sustentabilidade.

Freitas et al. (2015) abordam a avaliação de indicadores de sustentabilidade em agroecossistemas com barragens subterrâneas. Os autores observaram que as três propriedades estudadas estão caminhando ainda lentamente em direção a um agroecossistema mais sustentável, superando as limitações sociais, econômicas e ambientais da região semiárida brasileira.

Prigol e Simioni (2014) analisam os resultados econômicos de propriedades rurais familiares na região Oeste de Santa Catarina. Os resultados confirmam a hipótese apresentada

(10)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

190

para a amostra em análise, de que os sistemas de produção mais intensivos proporcionam a

obtenção de maiores taxas de remuneração do capital.

Severo et al. (2014) a partir do estudo “ser sustentável: qual o impacto do gerenciamento na propriedade rural familiar”. Dentre os principais resultados evidenciados, destacam-se as diferenças quanto às estratégias utilizadas pelos produtores rurais de pêssego, em que o primeiro produtor tem gerenciamento, maior domínio sobre a atividade, busca por melhores técnicas de manejo entomológico e prima pela qualidade do produto, sendo considerado um dos melhores produtores rurais de pêssego da região de Morro Redondo. Já o segundo produtor busca apenas a produção do seu produto, sem construir estratégias de diversificação de cultivos, não prima pela qualidade e, com isso, possui resultados econômico-financeiros reduzidos, seu foco é na quantidade.

A partir da revisão de literatura dos trabalhos analisados que abordam a sustentabilidade em geral e os perímetros irrigados em particular, conclui-se que as principais dimensões e indicadores para analisar a sustentabilidade em perímetros irrigados são as apresentadas no Quadro 1.

Quadro 1 – Seleção das Dimensões e Indicadores para Analisar a Sustentabilidade em Perímetros Irrigados Dimensão Indicadores Econômica -rentabilidade -controle de custos -lucro

-qualidade dos produtos -preço de venda

-quantidade mensal produzida -eficiência do sistema produtivo -aquisição de insumos

-retorno aos cooperados -eficiência na gestão

(11)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

191

Quadro 1 – Seleção das Dimensões e Indicadores para Analisar a Sustentabilidade em Perímetros Irrigados Dimensão Indicadores -acesso a créditos -seguros -mão de obra -comercialização -margem bruta (MB) -renda líquida (RL) Ambiental -fertilidade do solo -conservação ambiental -preservação -recuperação do solo -relevo -clima -degradação -poluição

-disponibilidade de água para produção -ausência de impactos ambientais da atividade -conservação dos recursos naturais

-diversificação da produção -rendimento

-eficiência energética -rotações

-quantidade de solo e água

-incidências de pragas e enfermidades -grau de dependência de insumos externos -conservação da biodiversidade

(12)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

192

Quadro 1 – Seleção das Dimensões e Indicadores para Analisar a Sustentabilidade em Perímetros Irrigados

Dimensão Indicadores

-saneamento

Social

-índices de qualidade de vida e a equidade social -saúde

-educação -habitação;

-condições sanitárias e de higiene -lazer

-quantidade de cooperados

-participação das instituições de apoio

-investimentos de instituições ou governamentais

-grau de adaptação do sistema produtivo às culturais locais -participação nas atividades

-distribuição dos rendimentos e envolvimento da comunidade -capacitação e formação dos integrantes

-adaptações locais aos sistemas propostos -evolução do número de produtores por sistema -geração de conhecimentos e práticas

-envolvimento dos beneficiários no projeto -reconhecimento dos direitos de propriedade -uso de conhecimentos locais

-poder de decisão sobre aspectos críticos do funcionamento do sistema

-organização comunitária -estrutura fundiária

-atuação participativa e acesso à informação -infraestrutura social

(13)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

193

Quadro 1 – Seleção das Dimensões e Indicadores para Analisar a Sustentabilidade em Perímetros Irrigados Dimensão Indicadores Político-Institucional -assistência técnica -difusão de tecnologias -crédito

-efetividade ou não de políticas públicas voltadas para os agricultores orgânicos

-confiança

-solidariedade e cooperação entre todos os envolvidos no processo de mudança

-estado

-instituições governamentais e não governamentais

Cultural

-capital social

-diversidades culturais

-difusão de tecnologia e mecanização do solo para suas atividades

Agroambiental

-diversidade de culturas anuais e temporárias -diversidade de culturas perenes

-diversidade vegetal associada -diversidade animal

-valorização e conservação do patrimônio genético -rotação

-dimensão das parcelas -gestão da matéria orgânica -zona de regulação ecológica -valorização do espaço -gestão de áreas forrageiras -fertilização

(14)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

194

Quadro 1 – Seleção das Dimensões e Indicadores para Analisar a Sustentabilidade em Perímetros Irrigados

Dimensão Indicadores

-pesticidas e tratamento veterinário -bem-estar animal

-proteção do solo

-gestão dos recursos hídricos -dependência energética -padrões de cultivo

-dimensão das parcelas cultivadas -usos dos resíduos orgânicos

-medidas de proteção do patrimônio natural

Socioterritorial

-abordagem de qualidade

-valorização do patrimônio construído e da paisagem -tratamento dos resíduos não orgânicos -disponibilidade de espaço

-envolvimento social -valorização da venda local -aperfeiçoamento

-serviços -pluriatividade

-contribuição para o emprego -trabalho coletivo

-sustentabilidade provável

-contribuição para equilíbrio mundial de alimentos -formação

-intensidade do trabalho -qualidade de vida -isolamento

(15)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

195

Quadro 1 – Seleção das Dimensões e Indicadores para Analisar a Sustentabilidade em Perímetros Irrigados Dimensão Indicadores -habitação -saúde -segurança -educação -capacitação profissional Formas de Organização -aspectos da habitação -planejamento do trabalho

-atividades sociais, políticas e culturais

-influência de políticas públicas assistencialista na unidade produtiva

-transporte

-organização do trabalho e produção -atividades empresariais comunitárias -formação de grupos

-atividades de integração -recursos humanos

-aspectos das políticas públicas setoriais -aspectos físicos/naturais da terra -cuidados com a terra

-gestão ambiental e sanitária -educação ambiental -lazer

-agregação de valor a produtos da agricultura familiar -armazenamento de produtos

(16)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

196

Considerações Finais

A partir dos resultados da pesquisa bibliográfica percebe-se que ainda são incipientes os trabalhos que abordam a utilização de indicadores de sustentabilidade que sejam apropriados para se analisar a sustentabilidade de perímetros irrigados.

Então, de acordo com a revisão, conclui-se que as dimensões: ambiental, social, econômica, político-institucional, cultural, agroambiental, socioterritorial e formas de organização são as mais adequadas para se analisar a sustentabilidade em perímetros irrigados.

Partindo dessa lacuna, esta pesquisa procura contribuir com a construção de dimensões e indicadores que sejam apropriados para se analisar especialmente os perímetros irrigados devido, entre outros aspectos, a sua importância econômica e social para as comunidades que comportam esse tipo de empreendimento.

Agradecimentos

“O presente trabalho foi realizado com apoio do CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Brasil”. O programa no qual o projeto foi desenvolvido foi PIBIC/CNPq-UFCG.

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUA – ANA. Atlas Irrigação: Uso da Água na Agricultura Irrigada. 2017. Disponível

em:<http://arquivos.ana.gov.br/imprensa/publicacoes/AtlasIrrigacao-UsodaAguanaAgriculturaIrrigada.pdf>. Acesso em: 07 out. 2017.

ALMEIDA, Fernando. Os Desafios da Sustentabilidade: uma ruptura urgente.3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

BUARQUE, Sergio José Cavalcanti. Construindo o desenvolvimento local sustentável: metodologia de planejamento. Rio de Janeiro: Garamond, 2008.

CÂNDIDO, Gesinaldo Ataíde et. al. Avaliação da Sustentabilidade de Unidades de Produção Agroecológicas: um estudo comparativo dos métodos Idea e Mesmis. Revista Ambiente &

Sociedade, v. XVIII, n. 3, p. 99-120, jul. /set. 2015. Disponível em:

(17)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

197

CARDOSO, Bruno Luan Dantas et al. Desenvolvimento Territorial Sustentável: estudo comparativo de indicadores do sistema de gestão estratégica em territórios rurais do Rio Grande do Norte. 2014.

RECADM v. 13 n. 1 p. 39-55 Jan-Abr/2014. Disponível em :<http://www.spell.org.br> Acesso em: 7

out. 2017.

CAVALCANTI, Clóvis. Desenvolvimento e natureza: estudo para uma sociedade sustentável. São Paulo: Cortez, 2003.

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica. 3.ed. São Paulo: McGrawHill do Brasil, 1983.

CRESWELL, John W. Projeto de Pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

DAMASCENO, Nagilane Parente; KHAN, Ahmad Saeed; LIMA, Patrícia Verônica Pinheiro Sales (2011). O impacto do Pronaf sobre a Sustentabilidade da Agricultura Familiar, Geração de Emprego e Renda no Estado do Ceará. RESR, v. 49, nº 01, p. 129-156, jan. /mar. 2011. Disponível em: <

http://www.scielo.br>. Acesso em: 9 out. 2017.

DEMAJOROVIC, Jacques. Sociedade de Risco e Responsabilidade Socioambiental: perspectivas para a educação corporativa. São Paulo: Editora Senac, 2003.

FORMIGA JUNIOR, Ivanildo Martins. ; CÂNDIDO, Gesinaldo Ataíde; AMARAL, Viviane Souza do. O Cultivo de Melão no Assentamento São Romão em Mossoró/RN: determinação dos indicadores de sustentabilidade através da metodologia MESMIS. Sustentabilidade em Debate, v. 6, p. 70, 2015. Disponível em: <http://periodicos.unb.br/index.php/sust/article/view/11720/10768>. Acesso em: 30 abr. 2018.

FREITAS, Maria José de; FERREIRA, Gizelia Barbosa; SILVA, Maria Sonia Lopes da; MOREIRA, Márcia Moura; SILVA, Janaina Nair. Avaliação de Indicadores de Sustentabilidade em

Agroecossistemas com Barragens Subterrâneas: a percepção dos agricultores na Bahia. Cadernos de

Agroecologia, v. 10, n. 3.2015. Disponível em:<

https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/1032726/1/2015107.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2018.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA - IPEA. Macroeconomia. 2017. Disponível

em:<http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=346>. Acesso em: 9 out. 2017.

JALES, Juliana Viana et al. Análise da Sustentabilidade do Perímetro Irrigado Baixo Acaraú, no Estado do Ceará. In: 48º Congresso SOBER (Sociedade Brasileira de Economia, Administração Sociologia Rural). 2010. Disponível em: < www.sober.org.br/palestra/15/706.pdf> Acesso em: 10 abr.2017.

KEMERICH, Pedro Daniel da Cunha; RITTER, Luciana Gregory; BORBA, Wilian Fernando. Indicadores de Sustentabilidade Ambiental: métodos e aplicações. REMOA - v. 13, n. 5, p. 3723-3736, 2014. Disponível em:< https://periodicos.ufsm.br/remoa/article/viewFile/14411/pdf>. Acesso em: 10 jun. 2018.

(18)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

198

MARTINS, Maria de Fátima; CÂNDIDO, Gesinaldo Ataíde; AIRES, Alcimara Batista. Sustentabilidade em sistemas agrícolas integrados: uma aplicação do método MESMIS em

cooperativa de pequenos produtores rurais. Revista Brasileira De Ciências Ambientais (Impressa), v. 1, p. 64-84, 2017. Disponível em:<

http://abes-dn.org.br/publicacoes/rbciamb/Ed43/RBCIAMB_n43_64-84.pdf>. Acesso em: 09 abr. 2018.

MELO, Luiz Eduardo Lima de; CÂNDIDO, Gesinaldo Ataíde. O Uso do Método IDEA na Avaliação de Sustentabilidade da Agricultura Familiar no Município de Ceará-Mirim – RN. REUNIR, v.3, n. 2, maio. /ago., p. 1-19, 2013. Disponível em:<

http://revistas.ufcg.edu.br/reunir/index.php/uacc/article/viewFile/117/pdf>. Acesso em: 05 jun. 2018. ORTEGA, Antônio César; SOBEL, Tiago Farias. Desenvolvimento Territorial e Perímetros Irrigados: avaliação das políticas governamentais implantadas nos perímetros irrigados Bebedouro e Nilo Coelho em Petrolina (PE). Planeamento e Políticas Públicas, n.35. jul. /dez. 2010. Disponível em: <

www.ipea.gov.br/ppp/index.php/PPP/article/view/198/192> Acesso em: 11 abr. 2017.

PRIGOL, Karlize.; SIMIONI, Flavio José. Resultados Econômicos de Propriedades Rurais Familiares na região Oeste de Santa Catarina. Organizações Rurais & Agroindustriais, v. 16, n. 4, p. 496-505, 2014. Disponível em: <http://www.spell.org.br/documentos/ver/34150/resultados-economicos-de-propriedades-rurais-familiares-na-regiao-oeste-de-santa-catarina/i/pt-br>. Acesso em: 20 jun. 2018. PONTES, Paulo Araújo; ARAGÃO, Klinger. Os Perímetros Irrigados do Ceará: os grandes projetos de irrigação têm impacto sobre a renda local? In: XXXVII EnANPAD. 2013. Disponível em: <http://www.anpad.org.br/admin/pdf/2013 _EnANPAD_APB84.pdf> Acesso: 6 abr. 2017. SALES, Ricélia Maria Marinho; CÂNDIDO, Gesinaldo Ataíde. Sistema de Indicadores para Aplicações na Agricultura Familiar na Perspectiva do Desenvolvimento Alternativo: proposição e aplicação em comunidade rural. Gaia Scientia, v. 10(1): 65-76, 2016. Disponível em:

<http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/gaia/article/view/29511>. Acesso em: 18 maio. 2018. SANTOS, Christiane Fernandes dos; SIQUEIRA, Elisabete Stradiotto; ARAUJO, Iriane Teresa de; MAIA, Zildenice Matias Guedes (2014). A Agroecologia como Perspectiva de Sustentabilidade na Agricultura Familiar. Ambiente & Sociedade (online), v. XVII, n. 2, p. 33-52, 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci _arttext&pid=S1414-753X2014000200004>. Acesso em: 15 set. 2017.

SANTOS, Jacqueline Guimarães.; CÂNDIDO, Gesinaldo Ataíde (2013). Sustentabilidade e

Agricultura familiar: um estudo de caso em uma associação de agricultores rurais. Revista de Gestão

Social e Ambiental - RGSA, v. 7, n. 1, p. 70-86, jan. /abr. 2013. Disponível em:

<https://rgsa.emnuvens.com.br/rgsa/article/ view/528>.Acesso em: 20 nov. 2017.

SEVERO, Patrícia Schneider; GOMES, Mário Conill; SILVA, Fernanda Novo da; ALTEMBURG, Shirley Grazieli Nascimento. Ser Sustentável: Qual o Impacto do Gerenciamento na Propriedade Rural Familiar?. Revista de Tecnologia Aplicada, v. 3, n. 2, p. 3-38, 2014. Disponível em:

http://www.spell.org.br/documentos/ver/ 36708/ser-sustentavel--qual-o-impacto-do-gerenciamento-na-propriedade-rural-familiar. Acesso em: 24 jun.2018.

SCI. Secretaria de comunicação institucional do Governo do Estado da Paraíba. Informe. Disponível em <http://www.paraiba.pb.gov.br/agropecuaria-e-pesca/programas-e-acoes>. Acesso: 12 set. 2018. SILVA, Francisco Tales da; CHAVES, Alan Dél Carlos Gomes; ALMEIDA, Ricardo Ricelli Pereira de; CAROLINO, Rodolfo de Abreu; CAROLINO, Eclivaneide Caldas de Abreu Carolino;

(19)

Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 7, n. 4, p. 181-199, jul./set., 2020.

199

PORDEUS, Gilvan Oliveira; GALVÃO, Josias de Castro Galvão. Perfil dos Agricultores do Projeto de Irrigação das Várzeas de Sousa - PB. INTESA – Informativo Técnico do Semiárido

(Pombal-PB), v. 9, n. 2, p. 21-4, jun./dez. 2015. Disponível em:

<https://www.gvaa.com.br/revista/index.php/INTESA/article/view/3502>. Acesso em: 10 out. 2017. SILVA, Maria Sonia Lopes da; FERREIRA, Gizelia Barbosa; RIBEIRO, Fabiano Neri. O uso da metodologia MESMIS na avaliação de agroecossistemas com barragem subterrânea. In: Congresso

Internacional Interdisciplinar em Extensão Rural e Desenvolvimento (CIIERD 2017). Disponível

em: ˂ https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/171025/1/2017-109.pdf˃. Acesso em: 29 maio. 2018.

SONTAG, Anderson Giovane; SILVA, Elizandra Da; HOFER, Elza (2016). Análise da

Sustentabilidade no Meio Rural: estudos publicados no Brasil de 2005 a 2014. Revista de Gestão

Social e Ambiental - RGSA, v. 10, n. 2, p. 70-86, maio. /ago. 2016. Disponível em:

<http://www.spell.org.br>. Acesso em: 25 nov. 2017.

SOUZA, Raquel Toledo Modesto de; MARTINS, Sergio Roberto; VERONA, Luiz Augusto Ferreira. A metodologia MESMIS como instrumento de gestão ambiental em agroecossistemas no contexto da Rede CONSAGRO. Agricultura Familiar: Pesquisa, Formação e Desenvolvimento. Belém v.11, nº1 p. 39-56. 2015 jan.-jun. 2017. Disponível em:

<https://periodicos.ufpa.br/index.php/agriculturafamiliar/ article/view/4676/4304>. Acesso em: 10 maio. 2018.

SOUZA, Raquel Toledo Modesto de; MARTINS, Sergio Roberto; VERONA, Luiz Augusto Ferreira. Gestão ambiental de agroecossistemas familiares mediante utilização do método MESMIS.In: IX

Congresso Da Sociedade Brasileira de Sistemas de Produção (IX CSBSP). 2012. Disponível em:

<https://wp.ufpel.edu.br/consagro/files/2012/07/Toledo-Gest%C3%A3o-Mesmis-2012.pdf>.Acesso em: 15 jun. 2018.

TAVARES, et al. Irrigação e Sustentabilidade: estudo de caso do perímetro irrigado Jaguaribe-Apodi sob a ótica do triple bottom line. In: ENGEMA (Encontro Internacional sobre Gestão Empresarial

e Meio Ambiente). 2017. Disponível em: <

https://www.revistas.unijui.edu.br/index.php/desenvolvimentoemquestao/.../5637 > Acesso em: 5 abr. 2017.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 14. ed. São Paulo: Atlas, 2013.

VERNETTI JUNIOR, Francisco de Jesus; GOMES, Algenor da Silva; SCHUCH, Luis Osmar Braga. 2009. Sustentabilidade de Sistemas de Rotação e Sucessão de Culturas em Solos de Várzea no Sul do Brasil. Revista SciELO. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/cr/2009nahead/a236cr988.pdf>. Acesso em: 15 dez. 2017.

VIDAL, Déa de Lima.; Santos, Daniel Paraguay Alves (2014). Sustentabilidade Rural no Semiárido Cearense: uma análise social, biofísica e microeconômica em comunidades rurais.

DESENVOLVIMENTO EM QUESTÃO, ano 12 n. 28 out. /dez. 2014 p. 170-192. Disponível em:

<https://www.revistas.unijui.edu.br/index.php/ desenvolvimentoemquestao/.../3424> Acesso em: 17 dez. 2017.

Referências

Documentos relacionados

Atualmente os currículos em ensino de ciências sinalizam que os conteúdos difundidos em sala de aula devem proporcionar ao educando o desenvolvimento de competências e habilidades

Preliminarmente, alega inépcia da inicial, vez que o requerente deixou de apresentar os requisitos essenciais da ação popular (ilegalidade e dano ao patrimônio público). No

A organização tem como objetivos (i) reportar violações de direitos humanos, (ii) influenciar os processos de formulação de políticas públicas baseadas no respeito pelos

a) Os candidatos classificados aprovados listados no item 2 deste Aviso, deverão comparecer no GHC, no dia 14/02/17, munidos da documentação necessária para

Para avaliação da performance de fundos de investimento, é recomendável uma análise de, no mínimo, doze meses; Fundos de investimento não contam com a garantia do Administrador,

Recuperações Judiciais e Falências; Prestações de contas; Revisões de contratos; Operações financeiras, de crédito e bancárias; fusões e aquisições; avaliações de

§1º - Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma seja superior a 30 (trinta) anos, devem elas ser unificadas para atender ao limite

À Diretoria Quantidade de ações cresceu 288% em relação a 2004 Ações de CTVA são as que mais impactam os planos Aportes não pagos pela Caixa passam de R$15 milhões em