Museologia
e
(
'omumcacdo
I60984II818U0
Maria Natalia Bnto da Silva Correia Guedes
f.c.s.h
_!_!____.
BIBLIOTECA
MUSEOLOGIA
E
COMUNICA(;O
Volume
II
Disserta^o
de
Doutoramento
em
Antropologia
(especializa^o
em
museologia),
apresentada
Faculdade de Cincias Sociais
e
Humanas
da
Umversidade Nova de Lisboa
Onentada
pelo
Prof
Doutor
Augusto Mesquitela
de
Lima
Lisboa,
1994
- ' :
.
3--.
**Ml-J-^
./
.\luseologia
e
Comumcaco
INDICE
II
VOLUME
II Parte
"A
Arte
de
trabalhar
a
madeira. Antnio
Angelo.
um
entalhador de Lisboa da 2a metade do sculo XVIII"
Elementos
para
a
pnmeira
Exposi^o
mtegrada
no
ciclo
"Conhecer Portimal"
Captulo
I
-Memria descntiva da
Exposico
Esquema
da
conespondncia
dos
paineis
com
as
vitnnes
e
bases
Captulo
II
-Roteiro da
exposico
Painel introdutno
1.
A
arte
de trabalhar
a
madeira
-Painis I
a
XVI
2.
Antnio
Angelo,
um
entalhador de
Lisboa da
segunda
metade do sculo
XVIII
-Painis
XVII
a
XXXII
Terminologia
3.
A
Arte
de trabalhar
a
madeira
na
Guin-Bissau
-Painel
XXXIII
Plantas
e
alcados:
Esquema
de
coloca^o
de
objectos
e
textos
nos
painis
Painel
da
zona
de
inicia^o
Esquema
geral
da
Exposigo:
corte
e
distribui^o
no
espaco
Museologia
e
Comunicaco
PARTE I
A
arte
de
trabalhar
a
madeira.
Antonio
Angelo,
um
entalhador
de Lisboa da
2a
metade do
sculo
XVIII
Elementos para
a
Y~
Exposico integrada
no
Ciclo "Conhecer
Portugal"
Museoiogia
e
Comanicaqo
CAPTULO
I
Memria descritiva da
Exposigo
Museologia
e
Comumcacao
"A
identificaco
espontnea
de
um
homem
com a
sua
comunidade
local,
regional.
nacional,
linguistica
e com os
valores
eticos
e
esteticos
que
a
caracterizam:
a
maneira
como
ele
se
apropna
da
historia,
das
tradices.
dos
costumes.
dos modos
de
vida.
o
sentimento
que
tem
de
suportar.
de
partilhar
ou
de mudar
um
destino
comum.
A
forma
como
ele
se
projecta
no
eu
colectivo
que lhe
reenvia
incessantemente
a sua
imagem.
Ihe
permite
construir
a sua
personalidade pela
educaco
e se
regozija
no
trabalho.
ao
agir
sobre
o
mundo,
eis
o
que
e a
identidade
cultural"83.
Conhecendo
a
aptido
mata
de
um
grande
numero de
etnias
aricanas para
modelar
e
esculpir,
apresentamos
como
Exposi^o-tipo,
a
incluir
no
Ciclo
"Conhecer
Portugal",
um
tema
referente
a
talha,
com a
obra de
um
entalhador da 2a metade do sculo XVIII
que
viveu em
Lisboa
e a
trabalhos
na
capital
se
dedicou
durante
quase toda
a sua
vida.
83
Guia Pratico
da
Decada Mundia UNESCO.
Pa<z.
23
Museologia
e
Comunicai/ao
A
talha
setecentista
que
cobre
espacos
solarengos
e
capelas
conventuais
hoje.
a
par
do
azulejo.
considerada
uma
das
mamfestaces
artsticas
de
maior
onginalidade
no nosso
Pas:
a sua
histna
contudo
sumna,
precisamente
pela
dificuldade
de
dentificacio
cronolgica
e
de
autona
dos
objectos
ou
conjuntos.
Histonadores
como
Sousa
Viterbo,
Vergilio
Coneia,
Flvio
Gon^alves,
Reinaldo dos
Santos.
Robert Smith.
Aires
de
Carvalho,
Natlia Feneira
Alves,
divulgaram
alguns
nomes,
relacionando-os
com
a
respectiva
produclo,
mas
ainda
vasto
o
conjunto
de obras
cujo
autor
se
desconliece. Esta lacuna
refor^a
o
interesse
em
divulgar
a
obra de talha
que
a
seguir
apresentamos.
Ela
conhecida
atravs de
uma
relaco
manuscrita
coeva,
mdita
e
que,
pela
pnmeira
vez
se
divulga
numa
exposicio
-um
caso
raro
de
registo
de
actividade
artstica
ndividual,
motivado
pela
candidatura do
entalhador
Antnio
Angelo
para
"Mestre da Casa
das
Obras
e
Pacos
Reais",
cargo que,
de
facto,
vem a
obter.
As
pec^as
onginais,
escolhidas de
entre
o
conjunto
que
o
entalhador
executou, vo
ter
na
Exposico complementos
didticos
-desenhos,
manuscntos
e
mpressos
da
poca
-referentes
ou
relacionveis
com
o
monumento
para que foram
concebidos,
com a
inserco deste
na
malha
urbana,
com
o
contexto
social
da
encomenda,
referncias
s
tcnicas,
fenamentas
e
matenais
utilizados,
assim
como
o
smbolo
e
objectivos
da
corporaco
profissional.
Museologia
e
Comunicaco
Nela
se
mcluem tambm
grficos
e
ampliaces fotogrficas,
pondo
em
evidncia obras cujo
onginal.
pelas
suas
grandes
dimenses.
no
ser
possivel
transportar
para
a
Exposico:
a
desloca^o
de
um
altar
completo.
por
exemplo,
no
conveniente,
pela
difculdade
de
montar
e
desmontar
nos
diferentes locais de
itinerncia
e
pelo significativo
acrscnno
de
encargos
que
representana
no
or^amento
global. unplicando
mo
de obra
especializada
e
embalagens
de
grandes
dimenses.
A
observaco
dos
objectos
expostos
servir de
ponto
de
referncia
para
materiais idnticos
existentes
no
Pas
receptor
e
estmulo
para
um
levantamento
sistemtico
local.
Consideramos fundamental
a
ntensifica^o
de pesqmsas
nesta
rea
tanto
mais
que
a
transposico
de tcnicas.
matenais
e
estilos
para
alm
Atlntico,
por
entalhadores portugueses,
estmulo
para
nvestiga^o
histnca
conjunta, referente
a um
patnmmo
cultural
de
razes
comuns.
No
momento
presente.
em
que
se
alteram.
por
op^o
post-conciliar,
as
pos19c.es
relativas
de
mobilino
eclesistico,
prescindindo
por
vezes
do
mais
antigo,
uma
chamada de
atenco
deve
ser
feita para que
este
no
seja vendido
ou
nutilizado,
mas sim
devidamente
enquadrado
em
museus
ou
reutilizado
com
enquadramento
modemo84.
Tratando-se,
de
um
modo
geral
de
talha
x4
Consulte-se
aeste
propdito
SANTI,
Don
Giancarlo
"Quello
che
l'architecto
deve
sapere"
in
Chiesa oggi.
Pg.
10
Museologia
e
Comumca^o
dourada.
o
programa
enquadra-se
nclusivamente
numa
proposta
de
investigaco
que diversos
pases
centro-afncanos
apresentaram
a
UNESCO.
ntitulada "Sur
les
traces
de
l'or":
justificando-a,
afirmam
"Durante
sculos.
o
comrcio
do
ouro
foi
uma
componente
mportante
das
trocas
e
dos
contactos entre
diferentes
partes
de
Afnca,
o
que
teve
um
nnpacto
histnco
e
cultural muito
forte.
0
tema
proposto
permitir
a
diferentes
Museus
do
Magreb
e
da
Africa
Subsaanana efectuar
e
organizar
uma
exposico
nternacional
que
ser
acompanhada
de
outras
ac9c.es
culturais"*5.
Paralelamente
recolha
de elementos sobre talha de
capelas
e
igrejas
ou
sobre matenal
civil de real
significado
e
provenincia
portuguesa.
sugere-se
o
levantamento
de pecas
de
confec^o
local
-tnpe^as,
teares.
bancadas
tpicas
ou
prateleiras
decoradas
de
tabancas.
de
modo
a
estimular
o
interesse
pela
conserva^o
desse
patnmmo.
A
arte
da
decora^o,
diz-nos
Ola
Balogun,
"manifesta-se
de
um
modo
ainda mais
evidente
do
que
nas
mscaras
esculpidas
nos
objectos
decorativos de
uso
domstico.
Trata-se aqui de
objectos
que, por
mteiro, devem
ser
agradveis
de
ver ou
ter
um
aspecto
divertido,
bastando
at,
por
vezes,
que
consigam
captar
a
atenco.
Muitos dos
pequenos
objectos
de mobilino
so
assim
ornamentados
com
elementos
decorativos
que
vo
das
formas geometncas
85
Ouels
Muses
pour
l'Afrique"-
.Atelier
du
Togo
sur
les
traces
de l'or
Exemplar
dactilografado Pg
12
Museoiogia
e
(
'omumca^ao
abstractas
s
representa^es
naturalistas
ou
a
outros
motivos
ornamentais.
por
vezes mesmo em
tamanho natural. Estes
motivos
encontram-se
quer
em
tronos, quer
em
encostos
de
cabe^a.
em
batentes
de
portas.
em
potes.
em
recipientes
de
madeira,
etc."86.
Por
outro
lado,
o
ofcio
de
entalhador persiste,
embora
com
fraca
expresso numnca,
nos
Pases africanos lusfonos.
E
a
eles
que
se
dinge.
em
especial,
todo
o
empenho
que
o
Comissariado
ir
pr
na
montagem da oficina
anexa
Exposi^o:
nela
estaro
disponveis
fenamentas
e
matnas pnmas
utilizveis
sob
a
orientago
de
um
artfce
portugus
que
acompanhar
toda
a
itinerncia.
A
exposi^o desenvolve-se,
portanto.
em
quatro
reas:
na
pnmeira.
apresenta-se
resumidamente
o
panorama
da
histna da
talha
em
Portugal;
na
segunda,
descrevem-se
os
aspectos
mais
salientes
da
talha
em
Lisboa
na
2a
metade do seculo
XVIII,
mencionando
a
regulamentaco
do
ofcio de
entalhador,
a
teona
e
prtica
do
ensino,
cntenos
para
selec^o
de
madeiras,
perfis
e
modelos,
os
acabamentos,
fenamentas utilizadas
e
finalmente
a
obra
do entalhador Antnio
Angelo;
na
terceira.
apresentam-se
exemplos
de trabalhos
de talha
local,
do
Pas
receptor da
Exposi^o;
na
quarta,
funcionar
uma
pequena
oficina
de entalhador cujos
matenais
e
fenamentas
estaro
acessveis
ao
visitante.
Introduqo
cultura
africana. Pag.
61
Museologia
e
Comunicacao
Como
a
componente
de
mecaniza^o
actual da
arte
de trabalhar
a
madeira
no
pode
ser
esquecida
numa
exposi^o
que
pretende
ser
pedaggica.
na
oficma
sero
apresentadas
projec^es
de
diapositivos
ou
filmes
em
vdeo
registados
nas
mais
modernas empresas da
especialidade,
incluindo
imagens
com
actividades
informatizadas.
Estas
pr0jec9c.es
completam
outras
que
se
entenda incluir
ao
longo
do percurso
da
exposico,
focando
aspectos
sectonais de
curta
dura^o (escolha
e
corte
das
madeiras,
tcnicas de
"assemblagem",
o
emprego das
fenamentas,
etc.) colocados
junto
aos
painis.
A
oficina
ser
tambm
a
rea
prpria
para
o
atendimento
de
grupos
escolares
post-visita;
a
estes
sero
facultados matenais
didcticos,
propositadamente
concebidos,
e
instru9c.es
para
funcionamento
de
maletas
pedaggicas*7.
Incluem-se
quarenta
e
uma
pe^as
ou
conjuntos
de
pe^as
originais, designadamente:
nove
pe^as
de talha
da
autona
do
entalhador
Antnio
ngelo,
dezoito
livros
tcnicos,
cinco
desenlios,
cinco
mostrunos
(de fenamentas,
de
madeiras,
perfs,
pes
e
entalhes de
mobilirio),
uma
bandeira da
corpora^o
de
provenincia
portuguesa
e
duas obras
de
talha
de
provenincia
local.
Trinta
e
trs
painis
amovveis introduzem
o
visitante,
atravs de
textos,
fotografas
e
grfcos.
s
matrias
em
causa,
servindo
87
Consulte-se
diverso material
audio-visual
no
Ministerio
de
Educacio
(Programas
de
Ensino
Tecnico-Profissional
e
Artes
eOficinas
Tradicionais),
Instituto do
Emprego
e
Formaco
Protissional,
Universidade
Aberta
eRadioteleviso
Portuguesa.
Museoiogia
e
(
'omunicaqao
tambm.
nalguns
casos,
de
suporte
para
caixas
de
acnlico,
protectoras
de livros
tcnicos;
em
duas
vitnnes
honzontais fcaro
expostos
os
livros
mais
frageis,
construindo-se quatro vitrmes
verticais para
objectos
de
talha.
Apenas
uma
tela
exige
uma
estrutura
prpna
para
suspenso
vertical
ou
ser
pendurada
directamente
na
parede.
0
33
painel
destina-se
a
expor elementos
sobre
a
arte
de
trabalhar
a
madeira
localmente,
no
Pais
lusfono receptor.
Todos
os
painis
tm
um
texto
ntrodutno
resumido, dntico
ao
do "Roteiro
da
Exposi^o". redigido
em
lmguagem
acessvel.
no
excedendo trs
pargrafos
(excepto
em
dois
painis
que,
pela
mportncia
das obras
o
justifca),
acompanhado
de
notas
ou
pequenos
esclarecimentos de
maior
erudi^o,
sempre que
se
considere conveniente;
junto
dos
objectos
havera
a
respectiva
legenda
que nclui
designa^o,
autoria,
poca
de
fabnco,
matenais
de
execu^o
e
dimenses.
Incluimos
descn^o, documenta^o
e
fotografa
das
obras
ainda
existentes.
no
deixando,
no
entanto,
de
refenr
nos
painis
todas
as
outras
de que
se
desconhece
o
actual
paradeiro
ou
foram
j
destrudas.
Um esquema de
conespondncia
dos
painis
com as
vitrmes
e
bases
ser
facultado
ao
Arquitecto
ou
Designer
da
Exposi^o,
de
modo
a
poder
project-los
com a
dimenso
exigida
pelos
textos
e
demais
elementos
grfcos
que
ro
mcluir,
assim
como
estudar
a
respectiva
coloca^o
e
o
percurso.
Museologia
e
Comunicaco
Madeira,
papel.
tecido
e
fotografia
constituem
os
materiais
a
preservar
constantes
desta
exposi^o;
de
diferentes sensibilidades.
exigiro
manuseamento
especfico
e
ambiente
prpno
para
que
a sua
conserva-yo
no
perigue.
Aparelhagem
de
registo
e
medi^o
(tennohigrografos,
psicmetros
e
luxmetros)
devem
constar
do
equipamento
da
Exposi^o
de
modo
a
obter
antecipadamente
(seis
meses
antes)
o
registo dos valores
ambientais,
procedendo-se
a
sua
conec^o.
se
necessno
fr.
com
desumidifcadores
de
absor^o,
ventiladores.
aquecimentos
elctncos por
convectores
mveis,
conforme
as
circunstncias
aconselhem.
Sendo
a
pnmeira
de
um
Ciclo
de
exposi^es,
convem,
no
s
contar
o
nmero
de
visitantes,
mas
proceder
a
um
nquento
sunples.
ainda que
bastante
esclarecedor,
para
dele
obtermos
ensinamentos
cerca
de
temticas
preferidas,
condi^es
de
acesso,
frequncia.
publicidade,
etc.
0
nqunto
deve
ser
conduzido
por
um
Momtor,
depois
dos
visitantes terem
terminado
o
percurso,
atingindo
um
mmmo
de
trezentas
pessoas
de diversas dades88.
A
divulga^o
da
exposi^o
far-se- atravs de
uma
conferncia
de
imprensa
na
vspera
da
naugura^o89,
de
desdobrvel9lJ,
cartaz
e
entrevistas directas dos
comissnos
rdio,
imprensa
e
televises
locais.
X8
Vd.
Anexo 3
*';
Vd
Anexo 7
*J
Vd.
Anexo
8.
Museologia
e
Comumcacao
Os
assuntos
de carcter
geral
no mencionados
nesta
memna
descritiva,
esto
includos
no
Captulo
III. I Parte.
Museologia
e
(
'omumcacao
Exposi^o
"A
Arte
de Trabalhar
a
Madeira.
Antnio
Angelo,
um
entalhador
de Lisboa da
segunda
tnetade do sculo
XVIII"
Painis
V
Descri^o
Pg.
I
Evolu^o
da
talha
em
Portugal
II
A
talha de Lisboa
na
2~
metade do
seculo
XVUI
III
Ofcios mecnicos
de Lisboa
em
1
788
IV
Bandeiras
das
Corpora^es
V
0 ensino da
arte
de
entalhar
VI
Manuais
tecnicos
VII
Regras
do desenho
VIII
Madeiras da
terra
e
de fora
IX
Ferramentas
de entalhador
X
Fases
do trabalho da talha
XI
Perfis
e
modelos para diversas
componentes
XII
Acabamentos
XIII
Assentamento do
ouro
XIV
Regulamentaco
do ofcio
de
entalhador
XV
Entalhadores de
Lisboa
na
2~
metade do seculo XVIII
XVI
A
dificil
atribui^o
de
autoria
XVII
Antonio
.Angelo,
entalhador
de
Lisboa
XVIII
Matenais,
tecnicas
e
prazos
XIX
A
aprendizagem
oficinal
XX
A
obra
de Antonio
Angelo,
segundo
a
"Relaco"
para
candidatura
aMestre Entalhador
XXI
Mobiliario
para
os
tribunais.
Pa^os
da
Ajuda
e
Queluz
eMosteiro de
Santos-o-Novo
Museologia
e
(
'omunicaqo
XXII
Mobiliario
para
os
Pa^os
de
Queluz
e
para
a
Igreja
Patriarcal
288
XXIII
Mobiliario
para
os
Pacos
da
Bemposta
e
de
Queluz,
Igrejas
da
Estrela
e
da
Ajuda
e
para
o
Convento de Mafra
296
XXIV
Mobiliano
para
os
Pacos
de
Queluz
eda
Bemposta
e
para
o
Convento
de
Mafra
Z-03
XXV
Talha
para
o
Mosteiro
de
Santos-o-Novo,
Se de Evora
e
Igreja
daLapa
309
XXVI
Talha para
a
Igreja
da
Bemposta
3
1 7
XXVII
Talha para
a
Igreja
de S Vicente de
Fora
328
XXVIII Talha
para
a
Igreja
da
Ajuda
e
Picadeiro
de Belem
335
XXIX
Talha para
o
Paco
de
Queluz
346
XXX Talha
para
o
Convento de Mafra
352
XXXI
Torre para
bgo
de
artificio
e
armaces
304
XXXII
Modelos
para
fundir
373
XXXIII
A
arte
de trabalhar
a
madeira
naGuin-Bissau
387
Museologia
e
(
'omunicacao
ESQUEMA
DA
CORRESPONDNCIA
DOS
PAINIS
COM AS
VITRINES
E
BASES
33
paineis
comtexto.caixaspara
7Vnrines
5 liiiSCS
1 i e!aiivrcs/documentaij'o
etbtografias
integradas
N
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De>. Docum.Fotografta
Honz.nia]
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P2
-
3Ux42
P3
- ux42P4
-20x23.5
P5
-22x34.5
VI
Fl"1
Vitnne II
L-TOS
P6-
36x24
P7-
18x27
P8- 34x25
P9-
21x32
PIO- 21x30
Pll -3Ux47
VII P12
Vitrine
IIIi ivros
l
P13- 11.5x17 P14- 11x16
P15-
19.5x13.6
P16- UxP
vn: P1X-3U..20
Vitrinc
IV
_[adeira.s
P17-
1U0x70
.Museologia
e
Comunicaco
IX P19- 16x21
F18aF22
VitrmcIV
Ferrament-S
P20- luuxlSO
V F23a
F39
x: F40a
F42
\itnne\Pertis
P21 -
!'J!xI5._
Vitrine VI
Moldes de
ps
P22-
iuiixi50
Moldes de
molduras
P23 - U0xI5U XI 1
P24- 20x30
F43
aF46
XIII P25-
11x16
F4~
XIV P26- 39x27
F48
aF53
xv F54aF55
1
xvi
F56
aF5***
1
XVII
F58aF61
XVII F62a
F63
XLX P27-
22.5X35
P28- 22.5.X35P29
-22.5X35
P30-
22.5X35XX F64aF68
.XXI Cadeiras
P31 -(.._<_"'..
P32-6tix7u P33- 60x71)
P34
-6!)\70
xxi: F69aF73 \ itrineVII
Vara
P35
- P(Jx40Museologia
e
(
'omunicaco
XXI _I I_4aF"*?
Vitrine
\II.Anlora
P36
- 30.\4UEstame
P_
7-7ijx*"0
.xx:v
i-'SU
aF82
Vitrine
\IIVara
P39
-200x30
Puitura
P38-!5U\13i;
XX".
F83
aF90
XXV L F91 ai'99
XXVII
FlOOa
F106
xxvn: P4U -35.40 FlU7a
F114
XXIX F115a
F121
XXX
FI22a
>: * i XXXI F132a
F135
XXXIIF136a
1 139 x.xx:;iFl4Ua
F148 Escuitura P41 -(.(!\70As
dimenses
indicadas
emcentimetros
referem-se
aosobjectos
onginais
P
-pcca
F
-fotografia
Museoiogia
e
Comunicaco
CAPTULO
II
Roteiro da
Exposigo
"A
arte
de trabalhar
a
madeira.
Antnio
Angelo,
um
entalhador de Lisboa
da
sesunda
metade do sculo
XVIII"
\luseologia
e
Comunicai/ao
Painel Introdutrio
Conhecer
Portugal
Inicia-se
com
"A Arte de
trabalhar
a
madeira"
uin
ciclo
de
exposices
tinetrantes
subordinado
ao
tema
"Conhecer
Portugal".
No
so
a
arte,
como
tambm
a
cincia
e a
tecmca
nele
sero
includas,
transmitindo
aos
Pases
e
Comumdades
de
lingua
portuguesa
a
evoluco
de
um
Pas que
com
eles conviveu
ou
de onde
provm,
estreitando
e
fortalecendo afnidades familiares
e
culturais.
Pretende-se
gualmente.
com
este
ciclo de
exposices.
dialogar
com
os
visitantes,
pesquisando
razes
comuns
e
colaborando
na
preservaco
do
patnmnio
histnco local.
-Sinaliza^o
interna
da
Exposi^o
indicando
o
percurso
-Programa
de
todo
o
ciclo
de
exposi^es
"Conliecer
Portugal".
tinernos
previstos
e
respectiva calendanzaco.
Museoiogia
e
Comunicacao
Museologia
e
Comumcaco
Painel
I
Evolu^o
da talha
em
Portugal
A
talha representa
para
Portugal
uma
das
suas
prmcipais
cna^es
artsticas,
talvez
a
mais
divulgada
para
alm
Atlntico: ela
decorou
mtenores
de
casas e
templos,
forrou
tribunais,
bibliotecas
e
sales.
A
percia
de
execu^o
manteve-se
ao
longo
dos
sculos utilizando
a
gramtica
decorativa dos
sucessivos
estilos
-gtico.
renascenca.
maneinsmo,
barroco
e
neoclssico.
Em
tempos
medievais,
produziram-se
composi^es,
como
o
retbulo da
Capela
Mor da
S Velha
de
Connbra,
em
que
o
espaco
e
quase por
completo preenchido
por
um
arrendado de talha
ogival
libertando
apenas
msulas
para
coloca^o
de estatuna. Toda
esta
subtil invenco
cede
o
lugar
s ordens
clssicas
no
seculo XVI
e a
mfluncia do
mundo
romano
redescoberto
explica
a nova
diviso
modelar,
entablamentos
e
arcos
de
volta
perfeita, capiteis
cormtios
ou
compsitos,
grandes apainelados
para
marca^o
de
pintura
nclusa;
faunos,
mscaras
e
stiros
so
prefendos
para decoraco de
longos
cadeirais de
cro
como
o
do Mosteiro dos
Jernnnos,
em
Lisboa.
Em
meados
do
sculo
XVII,
o
barroco
e
ntroduzido
especialmente
no
Norte
e
Centro do Pas.
"Os retbulos
so.
num
sentido
muito
justo,
o
grande
abecedrio
da talha
portuguesa.
Museoiogia
e
(
'omunicacCto
constituem
o
elemento bsico
e
pnncipal
na
decoraco do
qual
o
autor
punlia
toda
a
sabedona
e
capacidade
tcmca. esforcando-se
na
procura
de
onginalidade
e
distinco artstica"'-1.
Porto.
Coimbra
e
Lisboa
adoptam
o novo
estilo
-colunas
torsas
ou
salommcas
decoradas
com
grmaldas
flondas,
frontes
quebrados.
sobretudo
o
preeenchnnento
do espaco
com
elementos
vegetalistas
e
conchas,
volutas
e
cartelas.
anjos
esvoacantes.
atingiu
o
auge
em
meados
do sculo XVIII.
em
que. reduzindo embora
o
relevo.
uma
assnnetna
propositada
e
movadora
transmite
uma
aparncia
de movimentaco natural.
S
o
geometrismo
neoclssico
na
suster esta
exuberncia,
encerrando
um
ciclo
decorativo
e uma
tcnica que
a
partir
de
ento
raramente
procurada
com os mesmos
objectivos9:.
Fl
Retbulo da
Capela
Mor
da S Velha de Coimbra
Madeira
policromada
e
dourada.
Obra dos
escultores
rlamengos
Olivier
de Gand
e
Jean
de
Ypres.
executado
no
fnal do sculo
XV.
91
SMITH,
Robert
Frei
Jos
de Santo Antonio
Ferreira
l'ilaga,
Vol II
Pag
399
l':
Consulte-se
abibliograia
in Arte
Portugus
de J.A. Franca
e
outros.
Madrid,
1986.
Pg.
647.
Museologia
e
Comumcaco
F2
Cadeira de bracos
com
espaldar
alto.
provemente
do Convento
do
Varatojo
Madeira de carvalho.
ltnno quanel
do sculo
XV.
Dim.
183x65,5x46
cm
MNAA,
Inv. 51
Mov.
F3
Cadeiral do Cro
do
Mosteiro
dos Jeronnnos.
desenhado
em
1550o
Most
pelo Arq
Diogo
de
Torralva
e
executado
pelo
mestre
entalhador
Diogo
de
Qar^a.
Pormenor.
Lisboa
F4
Aitar da
Capela-mor
do
Colegio
da
Graca,
Coimbra
Retbulo de madeira dourada.
la metade do
sculo
XVII.
Museoogia
e
Comunicaco
F2
F
1
Museoio'jia
e
(
'omumca^a
oim_]
W^mi^ss^.
zffj
mp
i-3^j
.'"'
_~-ir>*jv>F3
h
/,&
*Museologia
e
Comunicacao
Painel
II
A
talha
em
Lisboa
na
segunda
metade do sculo
XVIII
Trabalhou-se
ntensamente
na
reconstruco
da
capital depois
de
1755;
era
preciso recuperar
casas
e
palcios
que
o
Terramoto
destrura
e,
sobretudo,
Igrejas
e
Mosteiros.
Na
composico
decorativa
de intenores
teve
mfluncia decisiva
a
Capela
de S.
Joo
Baptista,
construda
com
luxuosos
mrmores,
em
Roma,
propositadamente
para
a
Igreja
de
S.
Roque.
segundo
projecto
do
Arq.
Luigi
Vanvitelli.
Ao
transpor
esta
composico
para
diversas
obras
novas,
os
matenais
so
substituidos
por
talha
pintada
nnitando
aqueles.
Paralelamente,
prossegue
a
evoluco
da
talha
dourada
tradicional,
novando
com
a
ntrodu^o
de elementos
arquitectmcos
e
vegetalistas,
propositadamente
assunetncos.
opco
ensaiada
na
Igreja
da
Nossa Senhora das Mercs
e
que
atinge
o
seu
extremo
potico
e
fantasioso,
tpico
da fase
epigonal,
na
tnbuna da
Capela-mor e
sacnstia
da
igreja
da
Madre de Deus
ou na
Capela-mor
da
Igreja
dos Paulistas
e
plpito
da
Igreja
de Nossa Senhora da Pena.
para
citar
apenas
alguns exemplos.
Museologia
e
(
'omunicaco
F5
Capela
mor
da
l__reja
de Nossa Senhora
das Mercs
Lisboa
F6
Capela
mor
da
Igreja
da
Madre de
Deiib
Lisboa
F7
Capela
mor
da
Igreja
doa Paulistas
Lisboa
F8
Plpito
da
Igreja
de Nossa Senliora da Pena
Lisboa
Museologia
e
(
omuntca<.ao
F5
F6
Museologia
e
Comumcaco
Painel
III
Ofcios
mecnicos
de Lisboa
em
1788
Lisboa tinha 200 000 habitantes
aproxnnadamente
no
final do
sculo
XVIII93,
dos
quais
cerca
de
14 000
exerciam
"Ofcios
mecmcos"
-actividades
profissionais
de
caracter
artesanal
reconhecidas
e
agrupadas geralmente
em
"corporaces"94.
Cada
"corporaco"
ou
grande
grupo de
ofcios semelhantes
era
representada
por
dois dos
seus
membros
na
Cmara de
Lisboa.
atravs da
"Casa
dos
24",
instituda
na
capital
por D. Joo
I,
com o
objectivo
de
participar
nas
decises
que
queles
diziam
respeito,
extinguindo-se
em
183495.
F9
Lisboa
vista
da
mar^em
esquerda
do
Te.o
Guache
sobre
papel,
assinado "Noel"
(Antoine
Apuriel
du
Pontreau),
pintor
ffancs,
nascido
em
Rennes,
em
1740,
que
visitou
Portugal
em
1792-93.
v
SERRO,
Joaquim
Venssimo.
A
popula^o
de
Portugal
eml~9S
-()
Censo
de Pina
Manique.
Paris. 1970,
FCG.
14CRUZ.
Antonio "Casa dos Vinte
eQuatro".
in
Dicionano
de Histna de
Portugal,
dirigido
por
Joel Serro
Porto,
1985
95
Arruamentos
de
Lisboa
por
oficios.
5
de Novembro de
1760
A.T.C..
impressos
C
73
f*.-.':
,%M<:
t/.
'-'._! -w ;'
^-.;.
l-S'
Tt.
lit
... *_."". '
i_fV4.:|l:'!4:i|
Museologia
e
(
'omunicaco
FRESS,
Lisboa
Bibliografa:
PAMPLONA,
Fernando de. Dicionrio de
Pintores
e
Escultores
portugueses
ou
que
trabalharam
em
Ponugal.
Vol.IIL
Lisboa,
1957.
"Lisboa.
1779
"Imaginai
uma
extenso
marginal
consideravel
ao
longo
de
um
no
espacoso,
capaz
de
conter
toda
a
qualidade
de
navios,
e
que lanca
as
suas
guas
imediatamente
no
vasto
Oceano Atlntico. Considerando
a
sua
posico,
bem melhor
do que nenhuma
outra
do
continente
europeu,
o
seu
extenso
comrcio
com
todo
o
continente
amencano,
e
ainda
a
salubndade do
clima,
a
variedade infimta das
frutas,
e
de
qusi
todas
as
espcies
de
produces
naturais.
"Contando
o
comprimento
da
cidade.
a
comecar
das aldeias de
Pedrou^os
e
de Belm
(situadas
na
margem
direita,
abaixo de
Lisboa,
e
s quais
a
cidade
est
hoje completamente ligada
por
uma
sene
de
edifcios
at
Marvila,
subindo
ao
longo
do
Tejo,
v-se
que
a
cidade
tem
seis a
sete
milhas
inglesas
de
extenso.
A
largura
varia
muito. Os
campos
erguem-se
em
colinas.
logo
na
parte
de trs da cidade
mas
dentro tambm
as
Museoiogia
e
Comunicaco
h,
separadas
por
vales,
o
maior
dos
quais
aquele
em
que
se
encontra
a
Rua
Augusta,
a
mais bela
de
Lisboa,,%
F 10
Oficina
de Cadeireiro
leo
sobre
madeira,
assinado
Delenve,
pnncpio
do sculo
XIX.
Dim. 34x2 lcm
FRESS,
Lisboa.
F 11
Oficina
de
Carpinteiro
de Carros
leo
sobre
madeira,
assinado
Delenve,
pnncipio
do
sculo
XIX.
Dim.
16xl3cm
FRESS,
Lisboa.
F
12
Oficina
de Serralheiro
leo
sobre
madeira,
assinado
Delerive,
prmcipio do sculo XIX.
Dim. l9X14cm
FRESS,
Lisboa.
96
COSTIGAX. Arthur
William,
Cartas de
Portugal
Im"8-1"9.
Lisboa.
s.d.
Muscoio'i/ia
e '
'omumcacao
F1U
1
_Miiscoio<_:ia
e
(
'nmunicacao
F
13
Oficma de
marccneiro.
in
L'Art
du
Menusier
iVd. P
Pans. 1769.
F
14
e
15
Oficina
de
marccnciro
e
cntalhador
"Jose de
Ohveira".
Caldas da Rainha.
1993
VCH
/XITRLEURE
J)F. LA
fioillQlT:
i)'l_\
JI?.VllsrKR
Tl
H_.
Museoio'jia
e
( omunicaeao
FU
-15
Museoiogta
e
Comunicacdo
Painel
IV
Bandeira das
Corpora^es
Sabemos que
havia
em
1788.
em
Lisboa,
171
entalhadores
nscntos
na
"Casa dos
24",
o
que representava
uma
percentagem
de
1,99%
de todos
os
mesteres.
0
grupo
tinha
bandeira
prpna,
com a
mvocaco
de
um
Santo,
que
transportava
quando
se
fazia representar
em
actos
solenes,
em
procisses
e
festejos.
Assim,
Nossa
Senhora
da
Encarnaco
era
patrona
dos
carpmteiros
de mveis
e
sembladores,
dos entalhadores
e
dos
coronheiros.
S. Jos
era
patrono
de
outros
artesos
de madeira
-carpinteiros
de
casas,
violeiros
e
peneireiros97.
F16
Procisso
com
Bandeira de Innandade
"As
Promessas".
Pintura
a
leo
sobre tela.
Assinado
e
datado "Jos
Malhoa,
1933".
KEIL,
Luis.
"A
Bandeira
da Irmandade de
S. Jose dos
Carpinteiros".
in
Revista
MunicipaL
n
32,
1
trimestre.
1947
Museoiogia
e
(
'omumcacao
Pl
Bandeira da Irmandade de
S.
Jose dos
Carpinteiros,
amda existente
na
Igreja
do
mesmo
orago,
em
Lisboa
(R.
Alves
Correia).
Seculo XVIII.
Veludo
e
seda adamascada.
bordada
a
ouro,
prata
e
fio de seda.
Medalho central
bordado
a
matiz.
representando
no
anverso
os
"Desposrios
da
Virgem
e
de S.
Jos"
e no reverso
"A
Sagrada
Familia".
Dim.
200x1 Ocm
"Comecou
pois
esta
to
luzidia
como
assombrosa
Procisso
ou
triunfo do Sacramento
pelas
bandeiras dos
Ofcios
mecmcos que
so
maneira
de
grandes
pamis
suspensos por
cordes
de
seda
e ouro e varas
compndas
com
remates
e
pontas
de
ouro
de que
pendem
mmtas
e
grandes
borlas
do
mesmo
metal.
"Estas
bandeiras sendo
muitas
em
nmero
eram
sem
igual
no nco
de
que
eram
fabncadas
e no
artificio
com
que
se viam
bordadas,
sendo
umas
de
damasco,
outras
de
brocado
e
muitas
de bordadura de
ouro;
sobre
o
mesmo
ouro,
representavam
em
preciosas
tarjas
e
crculos de
ouro
as
Imagens
dos Santos que
na
vida
exercitaram
os
seus
oficios
mecmcos,
ou
de
outros
Santos
a
quem
escolheu
a
sua
devoco
para
seus
Museologia
e
Comuntcaco
singulares
protectores.
Eram
levadas
por
homens
vestidos
com
opas
ou
tumcas
talares
perfiladas
de
galo
de
prata;
e
algumas
bandeiras
eram
to
grandes
e
to
pesadas pelo
muito
ouro
de
suas
guarnices.
franjas
e
bordadura,
que
por
se moverem
necessitavam
das
forcas
de
trs
ou
quatro homens,
que de
quando
em
quando
se
revezavam
para
tolerar
o
trabalho que tinham
em
leva-las.
"Vestiam
estes
de
encamado
com
perfil
de
galo
de prata, vendo-se
em
todas
o
capncho
dos
oficiais de
Lisboa.
A
preeminncia
do
lugar
em
que
iam
mostrava
a
ordem
da
sua
antiguidade.
seguindo-se
a
cada
uma
de
dois
em
dois
os
Oficiais da
bandeira
que
levavam.
Depois
das bandeiras
se
seguia
a
Imagem
de S.
Jorge,
especial
protector
deste
Reino
contra
as
annas
de
Castela
nos
confiitos mais
pengosos."
Histona
Critico-C
ronologica
da
instituico
da
Festa,
Procisso
e
Oficio
do
Corpo
Santissimo de
Cristo,
Ignacio
Barbosa
Machado.
Lisboa,
1759.
Pg.
167.
Museoiogia
e
(
'omunicacao
M-pi 5-.--J
de JUiiUm.nio doi lnd-.-duoi, di q_ m c._cpo--n iRepuil.ca
doi !__ioi deiUCip.UJ
i Liioi'D'.tiiIo d( _!__.01
qc_.:_._-Udei
di Hcdrei. C-iT.::iiiApreodiiei.
0 ^oe .ulo u ti.culoup*li
direcQlo do Hocrido Ja.x do Poo. J.M Laii _". ietiarretidenUdoSeDiodiC_UDxr. 0r__U_Ui.e Exc-I-enUiiim. C:ade diPo roLide-. __.1!_oi* 1781'rro
. *>->*
Binditndi ! Jo.-ji
..-bi.o>.- f.ri..: Brt>ir d
'.urn*.*-Ftrridorei ... -.lUfolhu
Ferr.iroi
F'j..dii1rti d '_*o_r LiouridorM
_irrt\_t:'__ .
CuUieiroi ....
-E.ipi3jrrd:TO-
...Bindiiridi8
Ktg.il
L.vr.ro_
Sarigueiroa
.,-_....Lomi.*o_ ... . benff-ij-idc L'ii>_*
Coolairot ...
Penienroi
_xi
BisdiL-i i_ S
C_j.-:ipu_i
.-|r!*.ro__: .:c r t _..-frc_>
Biadiiri di !. S _i
Frie.ru.
BiLd diH. S ii Mirci*
Pu_-.:roi
LlLxir.iJ'to._'..-.il
!____(.._i._'-_.::..-*_ri
BindiL-t di S J-.n !!t-lr._.relt'".".Uiro
Ci-p:_r.Tni
c. i!ui L_'r..:_1_r_ Vio__i.-.iBiad.::i di S C:n;iJo
f-.t<.o--i T..-Ure:f "_"-. >-.i Ei-_i.-_rol 4 7_-13 1!'. .' 9 167 11 13 ._: 57 40 i
Ts
3 16 ;: m :i se .'. K.7 :j 4.'' 4-6 _ B3 '.'_ B9 7 1+4 100 S1 42. 5_i 23 3 106 3 i_ 43 3 I 12 3 33 ( T3P_u{r__o
itiirio '_.o :o
3i> 41 B3 S-_
13..: 1004
1. i'.1 . 1
3 4
'.- t! .'. _ -.>
36 i_rs
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3:5- 278 &3 .-*->
7"-atU|jr<f
r_ ^>-Jl/Biad iK. S _ -'..Tiiri '"Wn.i.rc.
CirpeoUriroi
eC_TtipeiiCi.indndiu. Ptiilctro*Bud. i I 3. du Cndiii Alfuiui
_Jfbt-M . .
Crkpwfirai
ButW-roi . .
lnd di >. I. di
I_c_Bi;o
C*_"<B'-iiroi:_ Moxiit3br^>.
.EUl--__-._ ... ...
C_.ro_J__r-4.liot*= !_d:.-7a-*_rw
S^nfj-O*
IVuri-t. io G_.ro. .
Lpi-j-_i
'ur.irt:Pru S_-i:(,r -.*
.-.-:.,1. i_ K,,.i-v
C/d_iroi,:Lir.hu
11 ::tj -0
Vtr'ir?ri-*
.Tori?rrolttM W.ui
Vltrd.:-- -
-!1*-**... :a.
Ajro !___-:.-:-*e..r._-:rc 'fl.r:oi.f itr;.I
1ipM io A-:f
'-..:> 11 _r.-;u-. _M Lierriioi. -\?.rt_-~'.tu'.:.:_-_ _ ni_,:o
A'--je 00 mnin.oh.:Arr_nl h
3ICT 17: i3 :_ X. "2 - ::_ -V f > (i _-,, v. u 43 ia' r. w se _: ;_ 1 3 _M 41 _M
ii
17 6 1 34 ac_ 50
c 11. (4 ftt- -/--y :_. ? JU7 10 V. _t :: H ;n i . K :._ i> :3 111 - 11 58 >_: 3 ?':
1". 31; 1S 23: 4', 524 1 ll'J V. t" :!. 301 13 :34'.i --.:.' :<'.'74
L_';-:'i
di Oi*f;_.-i deFiiipp.
-ii S.'.fi _ ,._.'.(;;;,C-xLlcea;*
ci -_r! M.-J_ dC-Xtnl; n.\-i!
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Museoio'jia
e
(
'omumcacao
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P
1
.Museologia
e
(
'omunicacdo
Painel
V
O Ensino
da Arte
de
Entalhar
O ensino da
arte
de entalhar
era
normalmente ministrado
pelos
"Mestres" do
ofcio
em
oficina
prpna
ou nos
grandes
estaleiros
pennanentes,
como
na
Ribeira
das
Naus
ou
no
Arsenal
do Exrcito.
De
geraco
em
geraco,
de Mestre
a
oficial
e
deste
a
aprendiz.
se
transmitia
o
segredo
do
oficio:
arte
que
evolua
na
prtica,
no
dia-a-dia,
mais
do
que
com o ensino
terico,
s
oficializado tardiamente;
por
vezes,
a
miciaco
comecava na
oficina de
um
carpinteiro
ou
marceneiro,
chegando,
dez
a
quinze
anos
depois,
ao
topo.
como
entalhador. Tal
como em
qualquer
dos
outros
ofcios mecmcos.
a
progresso
na
carreira
fazia-se
medida
que
se
a
adquinndo
experincia,
prestando-se
provas
ou
"exames"
perante
um
jri
devidamente
habilitado.
A reconstruco
da
capital,
durante
quase trs decadas da
segunda
metade do sculo
XVIII,
viria
proporcionar
uma
prtica
mtensiva
aos
artfces.
Competia
ao
Arquitecto
"nventar"
o
modelo
pretendido,
como
foi
o caso
da
moldura do
painel
do
oratno para
Casa do
Corregedor
Museoiogia
e
(
'omumcacao
Caetano de
Sousa,
e
da
sacra
que lhe
atnbuda9*,
ou
"fazer
o
nsco"
nspirando-se
em
gravuras avulsas
ou
msendas
em
publica^es
que
se
adquinam
correntemente
em
Lisboa.
P2
"Burro
do
pen.9am.t0 por
honde
se
executou
o
Painel dit_o
a
Mol dura do
Painel do
Oratrio do
Corre^edor
da Rua
Nova/Alberto
de Andrade
e
Oliveira
Inventado
e
de^enhado
em
o
mez
de
Agosto
de
1777
pello
Arquitecto
das
Ordens
/Manoel
Caetano
de
Sousa//"
Dnn.
22x35cm
ANBA,
Caixa
89-A,
N 744.
P3
Esboyo
para
uma
Sacra
Final
do
sculo XVIII.
Dim. 30x42cm
ANBA,
Caixa
89-A.
N 746.
P4
Esboco
para
duas
mesas com
tampos
lisos
e
"pes
de
galo"
entalhados
98