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O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO COM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

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(1)

Instituto de Estudos para o

Desenvolvimento Industrial

O C

OMÉRCIO

E

XTERIOR

B

RASILEIRO

COM

P

AÍSES EM

D

ESENVOLVIMENTO

(2)

Introdução...4

1. As Exportações Para Países em Desenvolvimento no Período 1999-2003...5

As Exportações Para a América Latina e a Crise do Mercosul ...5

As Exportações para Países em Desenvolvimento da África, Oriente Médio e Ásia..7

2. O Ano de 2003...10

3. Países em Transição e Países de Economia Avançada...13

4. Contribuição ao Aumento das Exportações ...16

5. Importações, Saldo e Comércio...20

6. A Participação do Brasil nas Importações dos Países em Desenvolvimento ...24

Anexo...28

Classificação FMI ...28

(3)

O presente estudo é o segundo trabalho do IEDI que procura analisar as

características e os condicionantes da evolução das exportações brasileiras em

2003 (o primeiro trabalho, As Exportações em 2003, está disponível no site

IEDI, www.iedi.org.br). A evolução, em valor, foi de 21,1%, a maior taxa desde

1988 (28,8%). Nos últimos 50 anos, além desse ano, apenas em sete (1984,

1979/80, 1972/74 e 1969) as exportações evoluíram mais do que em 2003.

A propósito, o crescimento muito alto, concentrado no período de doze anos

entre 1973/1984, tornou possível ao Brasil ampliar sua participação nas

exportações mundiais de aproximadamente 1% (nível semelhante ao atual) para

a sua melhor posição desde 1956: 1,5%. Nesses anos, as exportações

aumentaram 17,3% ao ano, em média, um diferencial de quase 5 pontos

percentuais com relação às exportações mundiais. Em 2003, o aumento das

exportações brasileiras superou a evolução das exportações mundiais em 7,4

pontos percentuais.

O retorno a uma participação de 1,5% no comércio mundial será um percurso

relativamente longo (prolongando-se até o final da década) tendo em vista um

crescimento das exportações mundiais de 6% ao ano (esta é a previsão do FMI

para a expansão em volume das exportações mundiais entre 2004 e 2008) e as

exportações brasileiras, algo como 14%.

Mas, algumas estimativas, como a do Banco Central, estão projetando um

crescimento muito baixo para as exportações em 2004: 3%. Como a previsão do

FMI é que as exportações mundiais em valor cresçam 6,1% nesse ano, a

posição brasileira retrocederá, caso as estimativas se confirmem. Segundo

nossas próprias projeções, a evolução das exportações poderá ser maior e a

meta do MDIC é de um crescimento de 10%, mas não se trata de comparar

projeções. A observação pertinente é que se há uma expectativa do próprio

governo de um desempenho das exportações tão modesto e tão abaixo da

tendência mundial, ações mais efetivas (na área cambial, inclusive) devem ser

providenciadas para incrementar a performance exportadora esperada.

Os países que ampliaram substancialmente sua posição no comércio mundial e

removeram duradouramente suas fragilidades externas tiveram não apenas um

ano, mas uma sucessão de 10 a 15 anos de grande evolução de seu comércio

exterior.

No trabalho anterior salientamos que importantes fatores concorreram ao lado

do estímulo da desvalorização cambial de 2002 para incrementar as

exportações em 2003: os aumentos de preços de commodities de exportação, a

parcial recuperação do mercado de exportação argentino e o grande

crescimento das vendas para “novos mercados”, destacando-se a China. Esses

fatores extra-câmbio condicionaram isoladamente ou em conjugação com o

(4)

fator câmbio, cerca de 50% do aumento das exportações no período

janeiro-setembro. Se agregarmos outros fatores associados a programas setoriais de

exportação (automóveis para o México, por exemplo), esse percentual pode

chegar a 60% da evolução das exportações. Isso, em grande parte, explica o

surpreendente desempenho exportador brasileiro no ano passado.

No presente trabalho, nossa atenção está voltada para as exportações para os

mercados dos países em desenvolvimento, procurando tratar de duas questões

principais:

• No período pós-mudança do regime cambial desde 1999, particularmente,

em 2003, como evoluiu a participação nas exportações brasileiras dos

países em desenvolvimento e qual foi a contribuição desses países para o

aumento das exportações totais do Brasil?

• A participação brasileira nas exportações mundiais é de cerca de 1%. Mas,

qual é e como vem evoluindo a sua participação nos mercados em

desenvolvimento?

As duas questões são abordadas comparativamente com relação ao desempenho

das exportações para países desenvolvidos e países em transição.

(5)

Introdução

Para efeito desse trabalho, os países foram agrupados segundo a classificação utilizada pelo FMI (World Economic Outlook, setembro, 2003): economias avançadas, países em desenvolvimento e países em transição, segundo a discriminação abaixo:

• Economias Avançadas:  G7;

 Outras Economias Avançadas;

 Economias Asiáticas de Nova Industrialização. • Países Em Desenvolvimento:

 África (África):

 Oriente Médio e Turquia;  América Latina;

 Países Asiáticos em Desenvolvimento. • Países em Transição:

 Países em Transição - Europa Central e do Leste;

 Países em Transição – Comunidade dos Estados Independentes e Mongólia. • Outros Países/Não Classificados.

Os dados básicos têm como fonte a referida publicação do FMI, cobrindo o comércio exterior dos países segundo a classificação acima. As informações sobre o comércio exterior brasileiro, segundo a mesma classificação, foram obtidas na Secex/MDIC. Em ambos os casos, os dados são referentes ao período 1999/2003. No trabalho do FMI, os dados para 2003 são projetados, enquanto para o Brasil as informações são para o período janeiro/outubro. Os dados de importação de alguns países dentre os principais parceiros comerciais brasileiros (Argentina, Chile, China, México, Índia, além de Rússia e EUA) foram obtidos no banco de dados do FMI (IFS - International Financial Statistics, dez./2003) para o período 1999/2002. Para 2003, segundo a disponibilidade dos dados para os meses deste ano (em geral, cobrindo os meses de janeiro/setembro), os valores foram estimados.

No Anexo, são relacionados os países segundo a classificação adotada e são apresentados os dados básicos do levantamento.

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1. As Exportações Para Países em Desenvolvimento no Período 1999-2003

As Exportações Para a América Latina e a Crise do Mercosul

Desde a mudança da política cambial em 1999, apresentou-se uma tendência de redução na participação de países de economias avançadas nas exportações brasileiras com aumento da importância de países em desenvolvimento e países em transição. A mudança não foi intensa, mas foi persistente. Em 1999, os países em desenvolvimento absorviam 34,2% das exportações do Brasil e os países em transição, 2,7%, totalizando 36,9%; em 2003 esses percentuais sobem para, respectivamente, 36,9%, 3,3% e 40,2%.

Composição das Exportações Brasileiras - %

58,2 60,7 59,1 61,5 61,4 36,9 34,5 35,8 34,7 34,2 3,3 3,1 3,1 2,7 2,0 1,7 1,9 2,0 1,7 1,7 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2003 (jan-out) 2002 2001 2000 1999

Econ. Avançadas Países em Desenvolv. Países em Transição Outros/Não Classif.

Este processo desenvolveu-se em meio a uma grave crise no principal mercado consumidor de produtos brasileiros entre os países em desenvolvimento: a América Latina, especialmente, os países do Mercosul. Para se ter uma idéia desta crise, as exportações brasileiras para o mercado regional no ano de 2003, no valor, segundo a Secex, de US$ 5.671 milhões, apesar de uma evolução de 71% com relação a 2002, ainda foram inferiores ao valor exportado em 1999 (US$ 6.778 milhões). Isto explica o baixo crescimento das exportações para os países da América Latina ao longo do período: apenas 6% como média anual para o período 2000/2003, enquanto as exportações totais brasileiras cresciam 11% e as exportações para países em desenvolvimento aumentavam 13%. Em 2003, um crescimento de 26% para a região, sob a liderança destacada das exportações para a Argentina, foi um importante indutor do desempenho das exportações totais do país e das exportações para os países em desenvolvimento, que aumentaram 30%.

(7)

Brasil - Exportação - Variação Com Relação ao Ano Anterior - em % 2000 2001 2002 2003 (jan-out) Média 2000/ 2003 Econ. Avançadas 15 2 7 15 9 G7 18 1 6 13 9

Outras Ec. Avanç. 9 2 3 19 8

Ec. Asiáticas de Nova Indust. 2 5 32 27 16

Países em Desenvolv. 16 9 0 30 13

África 7 44 27 24 25

Or. Méd. e Turquia -6 38 13 22 15

Am. Latina 21 -3 -15 26 6

Países Asiát. em Des. 15 46 37 49 36

Países em Transição -16 68 3 28 17

Total 15 6 4 21 11

Fonte: dados básicos da Secex/MDIC

Devido aos problemas no mercado regional, a participação da América Latina nas exportações totais brasileiras e nas exportações para os países em desenvolvimento foi declinante ao longo do período. Como ilustra o gráfico abaixo, a participação da região nas exportações para países em desenvolvimento que chegou a ser de 70,5% em 1999, recuou para 53,8% em 2003.

Portanto, se considerarmos o período de 1999 a 2003 como um todo, podemos afirmar que a evolução das exportações do Brasil para países em desenvolvimento se deu a despeito da contração do seu principal mercado, ou seja, os países latino-americanos, principalmente os do bloco do Mercosul. Significa isso dizer que em uma situação de maior normalidade da economia regional, a evolução da participação dos países em desenvolvimento nas exportações brasileiras teria sido bem maior ou, ainda, olhando para a frente, que haverá um espaço importante para uma expansão ainda maior da participação dos países em desenvolvimento nas exportações brasileiras, caso esse mercado prossiga na recuperação iniciada em 2003.

Composição das Exportações Brasileiras Para Países em Desenvolvimento - %

8,7 9,3 7,3 5,5 6,0 12,7 13,7 12,1 9,6 11,8 53,8 55,8 65,1 73,3 70,5 24,8 21,2 15,5 11,6 11,7 0% 20% 40% 60% 80% 100% 2003 (jan-out) 2002 2001 2000 1999

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As Exportações para Países em Desenvolvimento da África, Oriente Médio e Ásia

A questão pode ser abordada por um outro ângulo: se o mercado regional não contribuiu para a maior participação dos países em desenvolvimento nas exportações brasileiras, mas, ainda assim, esta participação aumentou, os demais mercados tiveram evolução bem mais expressiva do que a média de países em desenvolvimento. De fato, as exportações brasileiras para os países em desenvolvimento da África e, principalmente, Ásia evoluíram muito mais (24,1% e 36,5%, respectivamente) do que a média de crescimento das exportações para países em desenvolvimento (13%). No caso dos países em desenvolvimento do Oriente Médio a taxa média ficou mais próxima da média para países em desenvolvimento: 15,2%.

Brasil - Exportação - Participação %

1999 2000 2001 2002 2002 (jan-out) 2003 (jan-out) Econ. Avançadas 61,4 61,5 59,1 60,7 61,0 58,2 G7 42,5 43,8 41,9 42,9 42,9 40,1 Outras Ec. Avanç. 15,5 14,7 14,2 14,1 14,3 14,1 Ec. Asiáticas de Nova Indust. 3,4 3,0 3,0 3,8 3,8 4,0

Países em Desenvolv. 34,2 34,7 35,8 34,5 34,2 36,9

África 2,0 1,9 2,6 3,2 3,1 3,2 Or. Méd. e Turquia 4,1 3,3 4,3 4,7 4,6 4,7 Am. Latina 24,2 25,4 23,4 19,3 19,1 19,8 Países Asiát. em Des. 4,0 4,0 5,6 7,3 7,4 9,2

Países em Transição 2,7 2,0 3,1 3,1 3,1 3,3 Outros/Não Classif. 1,7 1,9 2,0 1,7 1,7 1,7 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Fonte: dados básicos da Secex/MDIC

Em função disso, a participação dos países em desenvolvimento da Ásia nas exportações brasileiras para países em desenvolvimento mais do duplicou no período, passando de 11,7% para 27,8% entre 1999 e 2003 (período janeiro/outubro), a dos países da África sobe de 6% para 8,7% e a dos países do oriente médio de 11,8% para 12,7%. Nas vendas externas totais do país, a participação dos países asiáticos em desenvolvimento salta de 4% para 9,2%, dos países africanos de 2% para 3,2% e dos países do oriente médio de 4,1% para 4,7%.

A Diversificação de Mercados

Em parte, o aumento das exportações para países em desenvolvimento que não os do mercado regional correspondeu à crise deste último mercado, na medida em que a retração aí ocorrida levou os exportadores brasileiros a buscarem outros mercados como forma de compensação da queda das exportações no âmbito regional, mediante a diversificação de mercados de venda. Isso foi particularmente verdadeiro no caso de manufaturados. A desvalorização do Real em 1999 conferiu maior competitividade ao produto nacional e foi um ingrediente importante para a busca de diversificação em todas as classes de produtos.

Realmente, os dados mostram que a ampliação de exportações brasileiras para países em desenvolvimento que não os países do bloco regional foi elevada, em todos os casos, já a

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partir de 2001. Nesse ano, enquanto as vendas para a América Latina recuavam (-3%), para os países em desenvolvimento da África, Oriente Médio e Ásia cresciam a taxas verdadeiramente extraordinárias (44%, 38% e 46%, respectivamente), um processo que iria se repetir no ano seguinte (27%, 13% e 37%), enquanto as exportações para América Latina declinavam 15%. Como uma deliberada política em favor de uma maior penetração comercial em países em desenvolvimento é algo recente (final do governo FHC, em 2002, e, com maior intensidade, no atual governo Lula) podemos atribuir às iniciativas empresariais o motor desse processo de diversificação.

Já em 2002 os resultados da diversificação eram evidentes, embora tivessem sido pouco divulgados e analisados: as exportações para países em desenvolvimento da África passaram a representar 3% das exportações totais brasileiras, quando em 1999 correspondiam a 2%; para países do Oriente Médio, 4,7% (4,1% em 1999); para países da Ásia, 7,3% (4% em 1999).

Variação das Exportações - %

21 30 26 -14 19 28 16 12 -36 20 93 -20 -7 11 13 6 34 27 20 18 15 -1 -3 -4 -7 -13 -50 -40 -30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Total Países em Desenvolv. Am. Latina Equador México Chile Peru Colômbia Venezuela Paraguai Argentina Bolívia Uruguai 2003 (jan-out) Média 2000/ 2003

Quanto às exportações para os países em desenvolvimento da América Latina, a queda de 24,2% para 19,3% das exportações totais brasileiras entre 1999 e 2002, corresponde à já observada crise do Mercosul, muito embora nesta região também tenha ocorrido uma diversificação das exportações. Com efeito, a busca por mercados alternativos envolveu os países da América Latina. O gráfico a seguir mostra que no período 2000/2003, ao lado do declínio acentuado das vendas para Argentina, Uruguai e Paraguai (os países do Mercosul),

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assim como para outros países como Bolívia e Venezuela, as exportações para Colômbia, Peru, Chile e México tiveram significativa ampliação. Assim, ao lado do encolhimento da participação nas exportações brasileiras de países como a Argentina (de 11,2% para 6% entre 1999 e 2003 – período janeiro/outubro), para países como México e Chile, por exemplo, esta participação sobe, no primeiro caso, de 2,2% para 3,8%, e de 1,9% para 2,5%, no segundo.

Participação nas Exportações Brasileiras - Países da América Latina - %

34,2 24,2 11,2 2,2 1,9 0,8 1,6 1,1 0,6 1,4 36,9 19,8 6,0 3,8 2,5 1,0 1,0 0,7 0,6 0,5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Países em Desenvolv.

Am. Latina Argentina México Chile Colômbia Paraguai Venezuela Peru Uruguai

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2. O Ano de 2003

Em 2003, o processo de diversificação atingiu um auge. As vendas para países em desenvolvimento cresceram 30%, com aumentos expressivos para todos os grupos, incluindo, desta feita, a América Latina (26%) em função, principalmente, de uma parcial recuperação das exportações para a Argentina. Para esse país, as vendas cresceram 93% com relação a 2002 para períodos janeiro/outubro. Para os demais grupos as variações foram de 24% no caso dos países da África, 22% para o grupo Oriente Médio e Turquia e 49% para a Ásia.

É neste último resultado que desponta o tão comentado “fenômeno China” a partir de uma evolução verdadeiramente espetacular das vendas para esse país (85% com relação a 2002 para períodos janeiro/outubro), o que o levou à posição de terceiro mercado para as exportações brasileiras. Mas, o “fenômeno” não é propriamente novo. Nos anos anteriores as taxas também foram muito altas, contando com uma base de comparação pequena: 61%, 75% e 33%, respectivamente em 2000, 2001 e 2002, o que elevou o percentual das exportações para a China no total das exportações brasileiras de 1,4% para 4,2% entre 1999 e 2002, passando para 6,5% em 2003.

O crescimento das exportações em 2003 (período janeiro/outubro) para os principais países em desenvolvimento é mostrado no gráfico a seguir. Destaque negativo para o declínio expressivo das exportações para vários países da América do Sul (Venezuela, Bolívia, Equador, Uruguai) e para a Índia. E, do lado positivo, para uma longa lista de países para os quais as exportações aumentaram vigorosamente, dentre eles: Argentina, Irã, China, Turquia, África do Sul, Chile, Tailândia, Egito, Paraguai, México e Peru.

O exercício seguinte procura averiguar a dependência do resultado do crescimento das exportações para países em desenvolvimento em 2003 com relação aos principais mercados de exportação do Brasil. Consiste em retirar de cada uma das regiões o principal país de exportação brasileira. Seriam eles: África do Sul para a África, Irã para o grupo Oriente Médio e Turquia, Argentina para América Latina e China no caso da Ásia. O mesmo procedimento foi adotado para a Rússia, com relação ao grupo de países em transição e EUA com relação aos países desenvolvidos.

Os resultados mostram que, excetuando-se os “grandes” países em desenvolvimento para os quais o Brasil mais exporta em cada região, o crescimento das exportações brasileiras para países em desenvolvimento não seria de 30% em 2003 (período janeiro/outubro), mas, sim, de 8%. Para a África, a variação das exportações passaria de 24% para 13%, respectivamente com e sem a África do Sul; no grupo Oriente Médio e Turquia, de 22% e 9% com e sem o Irã; de 26% para 9% no caso de América Latina com e sem Argentina e de 49% para apenas 1% no caso de Ásia com e sem a China.

Para Economias Avançadas e Países em Transição, a retirada do líder (EUA e Rússia, respectivamente) eleva o crescimento das exportações para o grupo, indicando uma menor dependência das exportações brasileiras com respeito ao mercado de maior expressão. Portanto, foram os “grandes” países em desenvolvimento que asseguraram o tão elevado crescimento das exportações brasileiras em 2003 para o mundo em desenvolvimento. Ações de política comercial como as que foram promovidas no último ano, podem contribuir para reduzir tal dependência e ampliar a diversificação das exportações brasileiras para países em desenvolvimento.

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Variação das Exportações em 2003 (período jan-out) - Países em Desenvolvimento - 20 Maiores Exportações do Brasil - em %

93,3 87,9 85,1 69,1 54,2 27,6 26,2 22,0 19,7 18,5 16,3 12,4 9,7 0,8 -5,1 -6,9 -13,3 -13,8 -20,0 -36,1 -50 -30 -10 10 30 50 70 90 110 Argentina Irã China Turquia África do Sul Chile Tailândia Egito Paraguai México Peru Colômbia Arábia Saudita Nigéria Índia Uruguai Emirados Árabes Unidos Equador Bolívia Venezuela

Crescimento das Exportações para Países em Desevolvimento em 2003 (Período Janeiro/Outubro) - % 30 8 24 13 22 9 26 9 49 1 0 10 20 30 40 50 60 Países em Desenvolv. P.em Des.,exc.A. do Sul, Irã, Arg.,Chi.

África África, exc. A. do Sul

Or. Méd. e Turquia

Or. Médio, exc. Irã

Am. Latina Am. Latina, exc. Argent.

Países Asiát. em Des.

P. Asiát. em Des.,exc.China

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Brasil - Exportação - Variação Com Relação ao Ano Anterior - em % 2000 2001 2002 2003 (jan-out) Média 2000/ 2003 Econ. Avanç. 15 2 7 15 9 Estados Unidos 23 8 8 10 12

Ec. Avanç. Exc. EUA 10 -2 5 19 8 Países em Desenvolv. 16 9 0 30 13

A. do Sul, Irã, Arg.,Chi. 17 -2 -25 86 13

P.em Des.,exc.A. do Sul, Irã, Arg.,Chi. 15 17 14 8 14

África 7 44 27 24 25

África do Sul 27 40 13 54 33

África, exc. A. do Sul 1 46 33 13 22 Or. Méd. e Turquia -6 38 13 22 15

Irã -41 51 11 88 17

Or. Médio, exc. Irã 6 35 13 9 15

Am. Latina 21 -3 -15 26 6

Argentina 16 -20 -53 93 -4

Am. Latina, exc. Argent. 24 11 8 9 13 Países Asiát. em Des. 15 46 37 49 36

China 61 75 33 85 62

P. Asiát. em Des.,exc.China -10 18 42 1 11 Países em Transição -16 68 3 28 17

Rússia,Federação da -43 161 14 20 19

P. em Trans., exc. Rússia 22 8 -12 42 13

Fonte: dados básicos da Secex/MDIC

Feitas essas observações, a conclusão é que, seja devido à mudança da política cambial de 1999 - a qual concedeu um significativo aumento de competitividade às exportações brasileiras de uma forma geral -, seja pela necessidade de busca de mercados para exportação de manufaturados alternativos ao mercado regional em crise, houve significativa diversificação das exportações brasileiras. Essa diversificação, cujos primeiros resultados já apareceriam nas estatísticas do comércio exterior brasileiro de 2001, envolveu os países em desenvolvimento de todas as regiões, como África, Oriente Médio, Ásia e mesmo países da América Latina fora do eixo do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai). Quando, em 2003, se dá uma parcial recuperação do mercado regional (Argentina, especialmente) e se apresenta para o mundo o “fenômeno China”, o processo ganhou uma força ainda maior.

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3. Países em Transição e Países de Economia Avançada

Cabe observar que o processo envolveu ainda os chamados países em transição, notadamente a Rússia. As vendas para esses países passaram a representar 3,3% das exportações no período janeiro/outubro 2003, contra 2,7% no ano de 1999. Seu crescimento médio anual foi de 17% em todo o período e, em 2003, a evolução chegou a 28%.

Variação das Exportações para Países em Transição - %

28 20 85 39 19 -26 59 82 53 60 -15 246 41 8 17 19 35 22 2 -12 21 17 12 103 -18 51 60 48 -30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Países em Transição Rússia,Federação da Romênia Ucrânia Eslovênia Polônia Bulgária República Tcheca Croácia Geórgia Hungria Eslovaca,República Iugoslávia Lituânia 2003 (jan-out) Média 2000/ 2003

Em contraste, o crescimento das exportações para países de economia avançada não acompanhou as médias de crescimento dos países em desenvolvimento e em transição. No primeiro caso, o crescimento médio no período 1999/2003 foi de 9% ao ano, enquanto para os dois outros grupos as taxas foram de 13% e 17%, respectivamente, para uma média de 11% para as exportações totais do país. Algumas ressalvas devam ser feitas acerca dos resultados para os países deste grupo. A primeira delas é a base de exportações para esses países, muito maior na origem do período aqui considerado (1999) do que os demais grupos. Nesse ano, as exportações para países desenvolvidos correspondiam a 61% das exportações brasileiras (e 58% no período janeiro/outubro de 2003). A segunda, é que as exportações para o maior país de destino das vendas externas brasileiras, os EUA, tiveram um bom crescimento médio no período (12%), superando ligeiramente a média global, e foram importantes para a diversificação das exportações de manufaturados. Com efeito, se a participação desse país mas exportações totais brasileiras não aumentou expressivamente entre 1999 e 2003, o mesmo

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não foi verdadeiro para as exportações de produtos manufaturados. Em 2003 (período janeiro/outubro), cerca de 1/3 (33,7%) das vendas de manufaturados foi colocada neste país, contra 28,5% em 1999, um aumento de 5 pontos percentuais. A propósito, a União Européia foi o bloco de países desenvolvidos que não contribuiu para a diversificação de mercados de manufaturados: destino de 20,5% das exportações brasileiras de manufaturados em 1999, recua para 16,5% em 2003. A participação dos países do UE nas exportações brasileiras também caiu expressivamente: de 29,0% para 24,9% no mesmo período.

A observação final diz respeito aos países asiáticos de nova industrialização (Cingapura, Coréia do Sul, Hong Kong e Taiwan) que fazem parte do grupo de países de economia avançada. Nesse caso, a participação nas exportações brasileiras cresceu de 3,4% para 4% entre 1999 e 2003. Foram mercados dinâmicos para as exportações brasileiras (crescimento médio de 16% ao ano), especialmente, Taiwan (19% ao ano) e Coréia do Sul (18% ao ano). Cabe sublinhar que a evolução das exportações para esses países foi muito elevada em 2003, com uma média de crescimento de 27% (com destaque para Taiwan, 57% e Coréia do Sul, 44%).

Participação dos EUA nas Exportações Brasileiras Por Fator Agregado - % (Períodos janeiro/outubro) 9,1 7,0 25,9 21,6 28,5 33,7 22,8 23,4 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 1999 2003 1999 2003 1999 2003 1999 2003

(16)

Participação dos Países da União Européia nas Exportações Brasileiras Por Fator Agregado - % (Períodos janeiro/outubro) 52,0 42,7 24,8 22,5 20,5 16,5 29,0 24,9 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 1999 2003 1999 2003 1999 2003 1999 2003

Básicos Semi Manufaturados Manufaturados Total

Variação das Exportações para Países de Economia Avançada - %

21 15 10 34 29 11 20 5 -5 14 40 44 23 29 57 2 -30 11 9 12 13 7 2 4 7 0 10 8 18 17 11 19 15 12 -50 -40 -30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Total Econ. Avançadas Estados Unidos Países Baixos (Holanda) Alemanha Japão Itália Reino Unido Bélgica-Luxemburgo França Espanha Coréia,República da (Sul) Canadá Hong Kong Taiwan (Formosa) Portugal Cingapura 2003 (jan-out) Média 2000/ 2003

(17)

4. Contribuição ao Aumento das Exportações

Em 2003, as exportações do Brasil aumentaram US$ 12,7 bilhões (de 60,4 bilhões em 2002 para US$ 73,1 bilhões) e US$ 25,1 bilhões entre 1999 e 2003 (de US$ 48,0 bilhões para US$ 73,1 bilhões). O desempenho do ano passado, portanto, responde por quase metade de todo o aumento acumulado das exportações após a mudança cambial de 1999. Queremos averiguar quem mais contribuiu para a evolução das vendas externas brasileiras.

Contribuição ao Aumento das Exportações Brasileiras - %

13,3 49,6 3,6 23,7 51,4 35,2 10,9 5,2 42,6 5,6 6,1 18,9 4,4 1,6 44,8 26,4 5,0 4,9 17,6 1,5 4,1 12,0 0 10 20 30 40 50 60 Econ. Avançadas G7 Outras Ec. Avanç. Ec. Asiáticas de Nova Indust. Países em Desenvolv. África Or. Méd. e Turquia Am. Latina Países Asiát. em Des. Países em Transição Outros/Não Classif.

2003 (estim.)* 2000 a 2003

Para o período como um todo, aos países em desenvolvimento coube uma contribuição de, aproximadamente, 43% e para o ano de 2003, 50%, destacando-se os países em desenvolvimento da Ásia no primeiro resultado e os países em desenvolvimento da América Latina, seguidos dos países asiáticos em desenvolvimento, no segundo.

Outras indicações interessantes são:

• Para os países de economia avançada, cabe sublinhar a expressiva contribuição do mercado norte-americano para o aumento das exportações brasileiras no período como

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um todo e sua baixa expressão para o resultado de 2003, enquanto que a União Européia destaca-se pela importante contribuição ao aumento das exportações no ano passado. • A baixa contribuição das exportações para o Japão, tanto no período como um todo,

como em 2003.

• No bloco de países em desenvolvimento, destaque para a contribuição negativa do Mercosul no período como todo em razão dos problemas já salientados e sua contribuição muito relevante (em função da Argentina) em 2003, um dos motivos do grande aumento das exportações brasileiras nesse ano.

• A contribuição expressiva e relativamente estável nas duas bases de comparação dos chamados “Brics” (os quatro grandes países em desenvolvimento, Brasil, Rússia, Índia e China, excluído o Brasil para efeito do cálculo da contribuição).

• O mais relevante resultado diz respeito à contribuição dos quatro mercados líderes regionais (África do Sul, Irão, Argentina e China). O grupo desbalanceou o crescimento das exportações brasileiras em 2003, sendo responsável, isoladamente, por 40% desse crescimento.

Dentro desse grupo, dois países, Argentina e China, responderam por mais de 1/3 (34%) do aumento das exportações brasileiras no ano passado. Como estas cresceram 21% (correspondente, em valor, a US$ 12,7 bilhões), somente esses dois países foram responsáveis por um crescimento das exportações de 7,2% (em valor: US$ 4,4 bilhões).

Contribuição ao Aumento das Exportações Brasileiras - Blocos e Grupos Selecionados - %

11,9 24,1 1,9 17,5 47,9 39,6 34,3 19,1 24,7 17,7 0,6 -4,9 30,0 16,3 12,7 20,4 -10 0 10 20 30 40 50 60 EUA União Européia Japão Mercosul 10 Maiores em Desenv. 4 Líderes Regionais China e Argentina Brics, exc. Brasil

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Os resultados acima sugerem que se nada mais tivesse ocorrido em 2003 em termos de crescimento econômico do resto do mundo, ainda assim as exportações brasileiras teriam crescido 7% devido, exclusivamente, à parcial recuperação das exportações para a Argentina e à grande demanda de importações oriunda da China, dois casos de crescimento “autônomo” que influenciaram as exportações brasileiras com alto grau de independência das taxa de câmbio real. Se agregarmos a esses fatores o “efeito preço” das exportações brasileiras, podemos concluir que cerca de metade do crescimento das exportações brasileiras em 2003, ou seja, algo como 10% (ou US$ 6,1 bilhões) é explicado pela demanda “autônoma” de Argentina e China e por melhores preços de exportação1. A expectativa de que esses fatores de dinamismo voltem a se apresentar em 2004, confere uma boa perspectiva de crescimento das exportações brasileiras neste ano, independentemente do fator cambial.

Contribuição ao Aumento das Exportações Brasileiras - Países em Desenvolvimento !0 Maiores Segundo Exportações e Rússia - %

17,5 16,9 3,4 3,1 3,2 2,0 0,6 0,9 0,4 -0,3 1,9 16,2 -3,5 6,8 3,8 1,6 2,0 1,2 -0,3 0,8 1,2 3,0 -5,0 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 China Argentina México Chile Irã África do Sul Colômbia Paraguai Arábia Saudita Índia Rússia 2003 (estim.)* 2000 a 2003

1 Em média, os preços de exportação de produtos brasileiros aumentaram 4,4% até novembro de 2003 sobre o

mesmo período do ano anterior (os dados são da Funcex), fator responsável por cerca de 20% do aumento das exportações do país. Se os preços de exportação para Argentina e China cresceram no mesmo percentual da média brasileira, o aumento das exportações para esses países, deduzido o “efeito-preço”, corresponde a 27% do aumento das exportações brasileiras. A soma dos dois efeitos – “efeito-preço” e efeito Argentina-China” – explicam 47% do aumento total das exportações do Brasil em 2003.

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Contribuição ao Aumento das Exportações - % 2000 2001 2002 2003 (estim.)* 2000 a 2003 Econ. Avançadas 61,9 16,8 106,3 44,8 51,4 G7 52,5 8,8 69,5 26,4 35,2 Outras Ec. Avanç. 9,0 5,2 11,2 13,3 10,9 Ec. Asiáticas de Nova Indust. 0,4 2,8 25,6 5,0 5,2

Países em Desenvolv. 37,3 56,6 (2,7) 49,6 42,6

África 1,0 14,9 19,5 3,6 5,6 Or. Méd. e Turquia (1,6) 22,0 15,1 4,9 6,1 Am. Latina 33,8 (13,0) (92,5) 23,7 12,0 Países Asiát. em Des. 4,1 32,6 55,2 17,6 18,9

Países em Transição (2,9) 23,4 2,9 4,1 4,4 Outros/Não Classif. 3,7 3,2 (6,5) 1,5 1,6 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Memo EUA 35,4 32,2 54,4 11,9 24,7 União Européia 14,8 2,6 11,6 24,1 17,7 Japão 4,0 -15,5 5,2 1,9 0,6 Mercosul 13,5 -43,7 -142,7 17,5 -4,9 10 Maiores em Desenv. 31,5 10,3 -52,8 47,9 30,0 4 Líderes Regionais 16,1 -4,5 -90,6 39,6 16,3 China e Argentina 18,1 -13,2 -95,5 34,3 12,7 China 5,8 26,0 28,9 17,5 16,2 Argentina 12,3 -39,2 -124,4 16,9 -3,5 México 9,1 5,0 22,2 3,4 6,8 Chile 4,9 3,4 5,1 3,1 3,8 Irã -2,9 4,8 2,3 3,2 1,6 África do Sul 0,9 3,9 2,5 2,0 2,0 Colômbia 1,6 2,9 1,4 0,6 1,2 Paraguai 1,2 -3,6 -7,6 0,9 -0,3 Arábia Saudita -0,1 5,0 -0,5 0,4 0,8 Índia -1,4 2,2 17,2 -0,3 1,2

Brics, exc. Brasil -0,2 49,9 53,1 19,1 20,4

China 5,8 26,0 28,9 17,5 16,2

Índia -1,4 2,2 17,2 -0,3 1,2

Rússia,Federação da -4,6 21,7 7,0 1,9 3,0 * Projeção com base na variação total dos meses de novembro/dezembro Fonte: dados básicos da Secex/MDIC

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5. Importações, Saldo e Comércio

A seguir, algumas notas acerca da evolução de importações, comércio e saldo comercial.

A participação das importações brasileiras de países em desenvolvimento cresceu no período, em magnitude maior, diga-se de passagem, do que evoluiu a participação desses países nas exportações do Brasil. É certo que representavam relativamente pouco na origem no primeiro ano do período (29,7% do total das importações em 1999), percentual que chegaria a 35,7% em 2003 (período janeiro/outubro).

Importações Brasileiras - Participação dos Grupos - em %

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70

Econ. Avanç. G7 Outras Ec. Avanç. Ec. Asiáticas de Nova Indust. Países em Desenvolv. África Or. Méd. e Turquia Am. Latina Países Asiát. em Des. Países em Transição 1999 68,8 52,5 12,1 4,2 29,7 4,4 1,9 19,7 3,7 1,5 2000 63,8 47,7 10,9 5,2 33,8 5,1 2,4 21,4 4,9 2,2 2001 65,9 49,0 11,6 5,3 31,8 5,9 2,2 18,5 5,2 2,1 2002 64,6 47,9 11,7 5,0 33,2 5,6 2,7 18,0 6,9 2,0 2003 (jan-out) 61,7 45,0 11,7 5,0 35,7 6,7 3,1 17,6 8,3 2,3 Econ. Avanç. G7 Outras Ec. Avanç. Ec. Asiáticas de Nova Países em Desenvol África Or. Méd. e Turquia Am. Latina Países Asiát. em Des. Países em Transição

O aumento das importações brasileiras originadas de países em desenvolvimento (4% ao ano em média para o período 2000/2003 e 10% para 2003 – período janeiro/outubro) foi modesto em confronto com a evolução das exportações. Porém, diante de um crescimento médio anual negativo das importações totais do Brasil no período 1999/2003 (-1%) e de uma evolução nula em 2003 (período janeiro/outubro), pode ser considerado expressivo. No caso dos países desenvolvidos as importações retrocederam, em média, 4% ao ano entre 1999 e 2003 e 6% em 2003.

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Variação das Importações - % -6 -7 0 -2 10 29 29 -2 21 19 0 -4 -5 -2 3 4 12 15 -4 21 12 -1 -10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 Econ. Avançadas G7 Outras Ec. Avanç. Ec. Asiáticas de Nova Indust. Países em Desenvolv. África Or. Méd. e Turquia Am. Latina Países Asiát. em Des. Países em Transição Total

2003 (jan-out) Média 2000/2003

Ao longo do período, o saldo comercial foi crescente no comércio brasileiro com todos os grupos de países. Mas, no caso dos países em desenvolvimento, este foi um resultado obtido com aumento simultâneo de exportações e importações. Com os países em transição o mesmo ocorreu, mas não quanto aos países de economia avançada, onde os maiores saldos comerciais que foram sendo obtidos pelo Brasil contaram em boa medida com a queda das importações. Em 1999, o resultado do comércio brasileiro com países em desenvolvimento já era superavitário: US$ 1,8 bilhões. Em 2003, para o período janeiro/outubro, alcançou US$ 7,9 bilhões, representando 39% do saldo comercial do país. Note-se que o único grupo de países em desenvolvimento com o qual o comércio brasileiro ainda é deficitário é a África.

Brasil - Saldo Comercial - Valores em US$ Milhões

1999 2000 2001 2002 2002 (jan-out) 2003 (jan-out) Econ. Avançadas (4.396) (1.727) (2.247) 6.147 4.366 10.457 G7 (5.439) (2.500) (2.810) 3.260 2.076 6.202 Outras Ec. Avanç. 1.482 2.023 1.799 2.969 2.431 3.823 Ec. Asiáticas de Nova Indust. (439) (1.250) (1.236) (82) (141) 432

Países em Desenvolv. 1.824 259 3.216 5.112 4.108 7.948

África (1.194) (1.804) (1.748) (716) (511) (743) Or. Méd. e Turquia 1.017 521 1.298 1.591 1.359 1.580 Am. Latina 1.920 2.072 3.323 3.104 2.326 4.931 Países Asiát. em Des. 81 (530) 343 1.132 934 2.180

Países em Transição 566 (128) 643 939 789 1.071 Outros/Não Classif. 746 897 1.038 932 783 869 Total (1.260) (698) 2.650 13.130 10.046 20.346

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Saldo Comercial Brasileiro - 2003 (jan-out) Econ. Avanç. 52% Outros/Não Classif. 4% Países em Transição 5% Países em Desenvolv. 39%

Comércio (Exp. Mais Imp.) Brasileiro - %

59,6 62,9 62,4 62,4 62,6 65,1 36,4 33,5 34,0 33,9 34,3 32,0 2,6 2,6 2,6 2,9 2,1 2,1 1,0 1,1 1,0 1,1 1,1 0,8 - 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 2003 (jan-out) 2002 (jan-out) 2002 2001 2000 1999

(24)

A observação final diz respeito à corrente de comércio, ou seja, a soma de exportações e importações, do Brasil com países em desenvolvimento. Como o comportamento das importações foi diferente em se tratando dos países em desenvolvimento com relação aos países de economia avançada (crescimento e declínio, respectivamente) e, ainda, como as exportações brasileiras para países em desenvolvimento evoluíram mais do que as exportações para os países desenvolvidos, o volume de comércio cresceu muito mais expressivamente no primeiro caso do que no segundo. Para o período como um todo, em média, o comércio com os países em desenvolvimento cresceu 9% ao ano (21% em 2003 – período janeiro/outubro) e com os países desenvolvidos, 3% ao ano (6% em 2003), enquanto o volume total de comércio brasileiro aumentava 5% ao ano (12% em 2003). O elevado crescimento do comércio com os países em transição (15% e 25%, respectivamente, média anual do período 2000/2003 e ano de 2003) contou com bases iniciais de comércio muito baixas.

Em suma, a corrente de comércio com países em desenvolvimento evoluiu expressivamente entre 2000 e 2003 (particularmente neste último ano), de forma que passou a representar 36,4% do comércio brasileiro (32% em 1999). Por outro lado, a participação de países de economia avançada que era de 65,1% em 1999 recuou para 59,6% em 2003.

Variação do Comércio (Exportação + Importação) - %

6 3 12 12 21 27 24 14 37 25 12 3 2 4 9 9 16 15 2 29 15 5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Econ. Avançadas G7 Outras Ec. Avanç. Ec. Asiáticas de Nova Indust. Países em Desenvolv. África Or. Méd. e Turquia Am. Latina Países Asiát. em Des. Países em Transição Total

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6. A Participação do Brasil nas Importações dos Países em Desenvolvimento

Mesmo com um aumento das exportações de 52% no acumulado do período 2000/2003, a participação brasileira nas exportações mundiais tão-somente voltou ao nível de 1993. Segundo estimativas, esta participação alcançou 1,03% em 2003 Portanto, foram dez anos entre o início de uma fase de declínio (motivada pela política cambial dos anos 1994/98) e a etapa de recuperação iniciada com a mudança da política cambial para chegarmos ao mesmo ponto. Evidentemente é uma participação baixa frente a índices como 6% para a China, 2,5% para a Coréia e 2,4% para o México. O objetivo das observações a seguir é acompanhar a trajetória da participação brasileira nos mercados de países em desenvolvimento no período recente.

Participação Brasileira nas Exportações Mundiais - Em %

1,04 1,04 0,90 0,97 0,95 0,97 0,96 1,03 0,88 0,86 0,92 0,7 0,8 0,9 1,0 1,1 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003

Os dados apresentados abaixo comparam as exportações do Brasil (dados da Secex), segundo a classificação utilizada nos itens anteriores, com as importações dos países seguindo também a mesma classificação (dados do FMI). Devemos observar que os dados do FMI para 2003 correspondem a estimativas, de forma que podem haver discrepâncias com os dados efetivos para este ano.

As importações dos países em desenvolvimento, exclusive o Brasil, somam US$ 1,3 trilhões, segundo estimativas para 2003, representando 25% das importações dos países de economia avançada. O crescimento anual médio entre 2000 e 2003 foi de 10%, uma evolução superior ao crescimento das importações dos países desenvolvidos (6%), com destaque para os países asiáticos (14%). Devido aos problemas já apontados nas seções anteriores, o crescimento médio anual no caso dos países latino-americanos (excetuando as importações

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brasileiras) foi muito baixo (2%) e contrasta com os resultados para países em desenvolvimento das demais regiões.

A tabela e o gráfico abaixo, que fornecem mais informações sobre o tema, mostram ainda que o aumento das exportações brasileiras para os distintos grupos de países em desenvolvimento se deu a taxas bem superiores ao crescimento de suas importações, notadamente, quanto à África e Ásia. No entanto, a média de exportações para países em desenvolvimento de 13% ao ano, relativamente pouco superior à média de crescimento das importações desses países (10%), reflete a influência da região mais destacada para as exportações do país: a América Latina.

Importações em US$ bilhões

1999 2000 2001 2002 2003 Econ. Avançadas 4.359 4.890 4.629 4.737 5.421 Países em Desenvolv. 914 1.097 1.088 1.169 1.332 África 102 107 110 117 134 Or. Méd. e Turquia 173 200 197 217 241 Am. Latina 214 247 242 226 236

Países Asiát. em Des. 425 543 539 610 721

Fonte: FMI

Crescimento Anual Médio 2000/2003 - %

9 13 25 6 36 6 2 14 15 10 9 7 0 5 10 15 20 25 30 35 40

Econ. Avançadas Países em Desenvolv. África Or. Méd. e Turquia Am. Latina Países Asiát. em Des. Exportações Brasileiras Importações Países em Desenvolvimento

Convém destacar que a pequena expressão do Brasil nos mercados internacionais de mercadorias é mais acentuada nos mercados de países de economia avançada do que nos mercados de países em desenvolvimento. Nesse caso, o percentual das exportações brasileiras no total das importações de bens para países em desenvolvimento oscilou em torno a 1,8%

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entre 1999 e 2002. Um grande impulso das vendas brasileiras para esses países em 2003 elevou essa participação para 2,02%. Nas importações dos países desenvolvidos, a tendência vem sendo de crescimento da participação brasileira a partir de 2001, mas mesmo a participação alcançada em 2003 (0,78%), a maior no período, é ainda significativamente inferior (menos da metade) ao correspondente dos países em desenvolvimento.

Exportações Brasileiras / Importações das Economias Avançadas e dos Países em Desenvolvimento - em %

(Importações dos países em desenvolvimento, exc. Importações brasileiras)

0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 1999 0,68 1,80 0,97 1,13 5,42 0,45 2000 0,69 1,74 0,99 0,92 5,68 0,41 2001 0,74 1,92 1,39 1,28 5,62 0,60 2002 0,77 1,78 1,66 1,31 5,16 0,72 2003 0,78 2,02 1,74 1,42 6,15 0,93

Econ. Avançadas Países em Desenvolv. África Or. Méd. e Turquia Am. Latina Países Asiát. em Des.

Seguramente, o protecionismo dos países desenvolvidos em setores nos quais o Brasil tem grande competitividade (agropecuária e agroindústria, principalmente) está na raiz deste resultado. Note-se que se excluirmos os EUA do bloco dos países de economia avançada, a evolução da participação brasileira nas importações desses países torna-se ainda mais decepcionante. Como já vimos, com a crise do Mercosul, o mercado americano absorveu importante parcela da evolução das exportações de manufaturados brasileiros, de modo que de uma participação brasileira de 1% nas importações desse país em 1999, em 2003, devemos atingir 1,35%. Para os demais países desenvolvidos, as exportações brasileiras representam pouco mais de 0,5% do total importado por esses países, o que é muito pouco.

Nos mercados de países em desenvolvimento, o produto brasileiro tem maior expressão na América Latina. O percentual aí sobe para 6,15% em 2003. Se excluirmos o México do cálculo da participação brasileira, esta sobe para 17%, um índice evidentemente muito expressivo e que não é derivado exclusivamente da elevada participação brasileira nas compras do país de maior destino das exportações brasileiras para a região, a Argentina. De fato, se excluirmos esse país do mercado latino-americano (além do México), a participação brasileira cai, porém permanece em um percentual alto: 13,12%, segundo estimativa para 2003.

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No mercado de países em desenvolvimento da Ásia, a participação dos produtos brasileiros dobrou entre 1999 e 2003, mas ainda é muito baixa: 0,93% em 2003. É menor ainda se for excluída a China. Neste caso, a participação brasileira se reduz para 0,54% no mesmo ano. Excluída a Índia, ademais da China, a participação das exportações do Brasil nas importações dos países em desenvolvimento da região cai para apenas 0,44% em 2003, praticamente o mesmo percentual do início do período (0,42% em 1999). Ou seja, excluídos os dois maiores mercados dos países em desenvolvimento asiáticos, pouco evoluiu a penetração de produtos brasileiros nesse mercado.

Outros resultados que merecem destaque são:

• Os significativos aumentos da participação brasileira nas importações de países em desenvolvimento do Oriente Médio e, principalmente, da África, em ambos os casos, processos que se desenvolveram ao longo de todos os anos do período.

• No grupo dos “gigantes” em desenvolvimento (Rússia, Índia e China que, juntamente com o Brasil, vem sendo denominado de “Brics”), a presença brasileira vem sendo crescente e em 2003 representou 1,34% (0,74% em 1999), um percentual ainda baixo. • No mercado dos países envolvidos na formação da ALCA (inclusive EUA e Canadá), a

participação das exportações brasileira é pouco inferior a 2%, portanto também baixa, embora esteja em evolução.

Exportações Brasileiras / Importações dos Países em Desenvolvimento - Grupos Selecionados - em % 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 16,00 18,00 20,00 1999 0,56 14,60 10,78 0,47 0,42 0,71 1,56 2000 0,56 17,05 12,58 0,34 0,34 0,54 1,62 2001 0,58 15,97 12,39 0,43 0,42 0,96 1,76 2002 0,60 16,33 14,35 0,58 0,47 1,09 1,72 2003 0,61 17,23 13,12 0,54 0,44 1,34 1,90 Econ. Avançadas, exc. EUA América Latina, exc. Méx América Latina, exc. Méx. e Arg. Países Asiáticos em Des.,exc.China P. Asiát. em Des.,exc.China e Índia

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Anexo Classificação FMI Economias Avançadas G7 Alemanha Canadá Estados Unidos França Itália Japão Reino Unido

Outras Economias Avançadas Austrália Áustria Bélgica-Luxemburgo Chipre Dinamarca Espanha Finlândia Grécia Irlanda Islândia Israel Noruega Nova Zelândia

Países Baixos (Holanda) Portugal

Suécia Suíça

Economias Asiáticas de Nova Industrialização Cingapura Coréia,República da (Sul) Hong Kong Taiwan (Formosa) Países em Desenvolvimento África África do Sul Angola Argélia Benin Botsuana Burkina Faso Burundi Cabo Verde Camarões Chade Comores Congo Congo,República Democrática do Costa do Marfim Djibuti Eritreia Etiópia Gabão Gâmbia Gana Guiné Guiné Equatorial Guiné-Bissau Lesoto Libéria Madagascar Malavi Máli Marrocos

(30)

Maurício Mauritânia Moçambique Namíbia Niger Nigéria Quênia República Centro-Africana Ruanda

São Tomé e Príncipe Senegal Serra Leoa Seychelles Somália Suazilândia Sudão Tanzânia,República Unida da

Território Britânico do Oceano Índico Togo

Tunísia Uganda Zâmbia Zimbábue

Oriente Médio e Turquia Arábia Saudita

Bahrein Catar Coveite Egito

Emirados Árabes Unidos Iêmen Irã Iraque Jordânia Líbano Líbia Malta Omã Síria,República Árabe da Turquia América Latina Anguilla Antígua e Barbuda Antilhas Holandesas Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermudas Bolívia Cayman,ilhas Chile Colômbia Costa Rica Dominica El Salvador Equador

Falkland (ilhas Malvinas) Granada Groenlândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Honduras Jamaica Martinica México

(31)

Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Santa Lúcia

São Cristóvão e N‚vis São Pedro e Miquelon São Vicente e Granadinas Suriname Trinidad e Tobago Turcas e Caicos,ilhas Uruguai Venezuela Virgens,ilhas (Americanas) Virgens,ilhas (Britânicas) Zona do Canal do Panamá

Países Asiáticos em Desenvolvimento Afeganistão Bangladesh Brunei Darussalam Butão Camboja China Coréia,República Pop.Democrát.(Norte) Fiji Filipinas Índia Indonésia Kiribati Laos,República Pop.Democrát.do Malásia Maldivas Mianmar Nepal

Papua Nova Guiné Paquistão Salomão,ilhas Samoa Sri Lanka Tailândia Timor Oriental Tonga Vanuatu Vietnã Países em Transição Albânia Armênia Azerbaijão Belarus Bósnia-Herzegovina Bulgária Casaquistão Croácia Eslovaca,República Eslovênia Estônia Geórgia Hungria Iugoslávia Letônia Lituânia Macedônia,República Iugoslava da Moldávia (Moldova),República da Mongólia Polônia Quirguíz

(32)

República Tcheca Romênia Rússia,Federação da Tadjiquistão Turcomenistão Ucrânia Uzbequistão

Outros Países/Não Classificados* Andorra Christmas (Navidad),ilha Cocos (Keeling),ilhas Cook,ilhas Cuba Feroe,ilhas Gibraltar Guam Johnston,ilha Lebuan,ilha Macau Marianas do Norte,ilhas Marshall,ilhas Micronésia,Estados Federados da Midway,ilhas Nauru Niue Norfolk,ilha Nova Caledônia Pacífico,ilhas do (EUA) Palau Pitcairn Polinésia Francesa Reunião Saara Ocidental Samoa Americana Santa Helena Toquelau Tuvalu Vaticano,Estado da Cidade do Wake,ilha Wallis e Futuna,ilhas

* Provisão de navios e aeronaves e

produtos com destino não declarado estão incluídos neste item.

(33)

Dados Adicionais

Brasil - Exportação - Valores em US$ Milhões

1999 2000 2001 2002 2002 (jan-out) 2003 (jan-out) Econ. Avançadas 29.470 33.849 34.376 36.649 30.487 35.128 G7 20.407 24.120 24.395 25.881 21.456 24.191 Outras Ec. Avanç. 7.447 8.086 8.250 8.490 7.126 8.510 Ec. Asiáticas de Nova Indust. 1.616 1.642 1.731 2.279 1.905 2.427 Países em Desenvolv. 16.481 19.119 20.894 20.836 17.114 22.259 África 987 1.060 1.528 1.944 1.565 1.934 Or. Méd. e Turquia 1.947 1.832 2.523 2.847 2.327 2.831 Am. Latina 11.622 14.014 13.607 11.629 9.524 11.977 Países Asiát. em Des. 1.925 2.212 3.235 4.417 3.697 5.518 Países em Transição 1.281 1.074 1.809 1.870 1.543 1.970 Outros/Não Classif. 779 1.045 1.144 1.006 848 999 Total 48.011 55.086 58.223 60.362 49.992 60.356 Fonte: dados básicos da Secex/MDIC

Brasil - Importação - Valores em US$ Milhões

1999 2000 2001 2002 2002 (jan-out) 2003 (jan-out) Econ. Avançadas 33.866 35.575 36.623 30.502 26.121 24.670 G7 25.846 26.620 27.204 22.620 19.379 17.988 Outras Ec. Avanç. 5.965 6.063 6.451 5.520 4.695 4.687 Ec. Asiáticas de Nova Indust. 2.056 2.892 2.967 2.361 2.046 1.995

Países em Desenvolv. 14.657 18.859 17.677 15.725 13.006 14.311

África 2.181 2.864 3.276 2.660 2.076 2.677 Or. Méd. e Turquia 930 1.311 1.225 1.255 968 1.251 Am. Latina 9.701 11.943 10.284 8.524 7.199 7.046 Países Asiát. em Des. 1.844 2.742 2.892 3.285 2.763 3.337

Países em Transição 715 1.202 1.166 932 754 899 Outros/Não Classif. 34 147 106 74 65 130 Total 49.272 55.783 55.572 47.232 39.947 40.010

Fonte: dados básicos da Secex/MDIC

Brasil - Corrente de Comércio - Valores em US$ Milhões

1999 2000 2001 2002 2002 (jan-out) 2003 (jan-out) Econ. Avançadas 63.337 69.424 70.999 67.151 56.608 59.798 G7 46.253 50.740 51.599 48.501 40.835 42.179 Outras Ec. Avanç. 13.412 14.150 14.701 14.010 11.821 13.196 Ec. Asiáticas de Nova Indust. 3.672 4.534 4.698 4.640 3.952 4.423

Países em Desenvolv. 31.138 37.978 38.571 36.561 30.120 36.570

África 3.169 3.924 4.803 4.604 3.642 4.611 Or. Méd. e Turquia 2.877 3.144 3.748 4.102 3.295 4.082 Am. Latina 21.323 25.957 23.892 20.153 16.723 19.023 Países Asiát. em Des. 3.769 4.953 6.128 7.702 6.461 8.855

Países em Transição 1.996 2.276 2.975 2.802 2.298 2.869 Outros/Não Classif. 813 1.192 1.250 1.080 913 1.129 Total 97.283 110.869 113.795 107.594 89.939 100.366

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