• Nenhum resultado encontrado

CARTILHA DO USUÁRIO DO SERVIÇO DE FISCALIZAÇÃO DE PRODUTOS CONTROLADOS DA 4ª REGIÃO MILITAR: EMPRESAS QUE TRABALHAM COM BLINDAGEM

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "CARTILHA DO USUÁRIO DO SERVIÇO DE FISCALIZAÇÃO DE PRODUTOS CONTROLADOS DA 4ª REGIÃO MILITAR: EMPRESAS QUE TRABALHAM COM BLINDAGEM"

Copied!
5
0
0

Texto

(1)

COMANDO MILITAR DO LESTE 9 DE MARÇO DE 2015 COMANDO DA 4ª REGIÃO MILITAR

(4º Distrito Militar/1891)

REGIÃO DAS MINAS DO OURO

CARTILHA DO USUÁRIO DO SERVIÇO DE FISCALIZAÇÃO DE PRODUTOS CONTROLADOS DA 4ª REGIÃO MILITAR: EMPRESAS QUE TRABALHAM

COM BLINDAGEM Os objetivos da presente cartilha são:

a. Padronizar procedimentos na condução dos processos relativos ao trato com blindagem de veículos e instalações, no âmbito da 4ª RM.

b. Prover a entidade que presta serviços de blindagem de informações que lhe permitam adotar condutas acordes com a prática legal de atividades com produtos controlados.

c. Prover a pessoa física ou jurídica adquirente dos serviços de blindagem de informações que lhe permitam a prática legal de atividades com produtos controlados.

A legislação de referência, listada abaixo, pode ser obtida na página da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados na internet: www.dfpc.eb.mil.br

- Lei nº 10.826, de 22 DEZ 03; - Lei nº 10.834, de 29 DEZ 03;

- Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados (R-105), aprovado pelo Decreto nº 3.665, de 20 NOV 00;

- Decreto nº 5.123, de 01 JUL 04;

- Portaria nº 013-D Log, de 19 AGO 02 (NORBLIND) - Portaria nº 005-D Log, de 02 MAR 05; e

- Portaria nº 018-D Log, de 19 DEZ 06.

CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO

Certos produtos e atividades são definidos como controlados devido ao seu potencial para causar danos. São objeto de legislação específica, estabelecendo requisitos e condições para o uso dos produtos e o exercício das atividades. Devido ao risco envolvido no trato com esses produtos, práticas em desacordo com o que prescreve a legislação são enquadráveis como crime. Portanto, caso seja de seu interesse exercer atividades com produtos controlados, consulte a legislação antes

de adotar qualquer procedimento. A FINALIDADE PRINCIPAL DE FISCALIZAR E CONTROLAR É A PRESERVAÇÃO DA VIDA.

O trato com produtos controlados exige o registro junto ao Exército, materializado no Certificado de Registro (CR), documento com validade temporária, sujeito ao atendimento de vários requisitos e passível de suspensão ou cancelamento no caso do cometimento de irregularidades. Os produtos controlados têm de ter origem certa, local de guarda certo, status definido e destino

certo, sempre em conformidade com a legislação.

As armas, munições e os materiais de proteção balística têm sua fabricação, aquisição, uso, tráfego, controle e descarte regulamentados no R-105. A Portaria nº 013-D Log, de 19 AGO 02 (Normas Reguladoras dos Procedimentos para a Blindagem de Veículos e demais Atividades Relacionadas com Veículos Blindados – NORBLIND) regula: a blindagem de veículos automotores; a locação, o comércio, a importação, o registro e a transferência de propriedade de

(2)

veículos blindados, além dos procedimentos específicos para a avaliação de protótipos de blindagem.

As atividades que envolvem os serviços de blindagem estão relacionadas na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), nas subclasses 4330-4/99, 4329-1/99 ou 4520-0/07.

A aquisição de produtos controlados de uso permitido é norteada pelo artigo 148 do R-105. Às entidades que não sejam Forças Armadas ou Órgãos de Segurança Pública (OSP) somente é autorizado pleitear a aquisição de produtos controlados de uso permitido – no caso das blindagens, até o nível de proteção III-A.

A autorização para as pessoas jurídicas realizarem atividades envolvendo blindagem é o Certificado de Registro (CR). Se o detentor de CR adotar procedimentos em desconformidade com as normas que regem a atividade que lhe tenha sido autorizada, torna-se passível de penalidades administrativas capituladas no R-105, podendo chegar até mesmo a um processo criminal em seu desfavor.

Enquanto não estiverem disponíveis nos sistema as operações de concessão, revalidação,

apostila ou cancelamento de CR para pessoas jurídicas, ainda haverá a montagem e apresentação

física dos processos no SFPC/4, usando os formulários disponíveis na página da 4ª Região Militar na internet (www.4rm.eb.mil.br/Produtos Controlados/CR-Formulários/Pessoa Jurídica). Os formulários foram elaborados com o fito de orientar com mais precisão a montagem do processo, de modo a agilizar a análise e, no caso do deferimento, a implantação do requerente.

Estão disponíveis, também, na página da 4ª Região Militar os formulários referentes aos requerimentos de autorização para blindar veículos e de autorização de venda de veículos blindados, e o Termo de Responsabilidade da blindadora, em conformidade com os anexos das NORBLIND.

O formulário deve estar impresso frente-e-verso na seqüência das páginas para cada via. Tal exigência é uma salvaguarda para o próprio usuário do serviço. O preenchimento deve ser feito em letras maiúsculas, conforme o modelo (também disponível na página da 4ª Região Militar). O

formulário deve ser juntado ao processo a ser protocolado no SFPC em duas vias, de modo a

permitir que, sendo concedido ou denegado o que se pleiteia, uma delas seja restituída ao requerente com o despacho, simplificando, assim, o procedimento.

No formulário, os campos marcados com asterisco (*) são de preenchimento obrigatório. Na operação do sistema eletrônico, o não preenchimento dos campos obrigatórios (*) impedirá o avanço.

Para o protocolo do processo, o mesmo deve conter todos os documentos constantes da lista de verificação. A apresentação do processo para protocolo é responsabilidade de quem o elaborou, e a eventual constatação de que o processo está incompleto ou incorreto acarretará o indeferimento, com o consequente arquivamento no SFPC. Conforme estabelece a Lei 10.834/03, o recolhimento da Taxa de Fiscalização de Produtos Controlados (TFPC) constitui requisito prévio para a

apreciação da pretensão do contribuinte. Assim, a apreciação constitui fato gerador de tributo e,

independentemente do resultado final (deferimento ou indeferimento), não será aplicável a restituição do comprovante de recolhimento da taxa ou seu aproveitamento para outro processo. Caso persista o interesse do requerente, o mesmo deverá reiniciar o procedimento, com o devido recolhimento da TFPC e a adequada coleção dos documentos.

(3)

Ainda quanto ao recolhimento da TFPC por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), o interessado deve atentar para o preenchimento do campo “número de referência” com o código correto referente à Região Militar de vinculação e ao objeto do recolhimento. O código é constituído por 5 (cinco) algarismos, dos quais os três primeiros se referem à RM – no caso da 4ª RM, 204, e os dois últimos, ao objeto do recolhimento – 21 para obtenção de CR por pessoa jurídica, 22 para revalidação/apostila, e assim por diante. No site da DFPC há orientações passo-a-passo para o preenchimento da GRU, incluindo os códigos de referência e os valores correspondentes.

O número do protocolo é a chave para identificar o status do processo – tanto o protocolizado fisicamente quanto o que o foi por meio do sistema eletrônico. Mantenha-o à mão para qualquer consulta, atentando para maiúsculas, minúsculas e outros caracteres.

O veículo de passeio blindado é um produto controlado – não pelo seu potencial para causar danos, mas por ser uma contramedida de proteção contra disparos de arma de fogo. Em conseqüência, para realizar uma blindagem, a empresa blindadora deve solicitar autorização junto ao Exército, por meio do seu SFPC de vinculação, mediante a apresentação de documentos que atestem a situação regular do veículo e a idoneidade do beneficiário do serviço.

A lista de verificação abaixo orienta a coleção dos documentos para solicitar autorização para blindagem de veículos e para venda de veículos blindados.

Ordem DOCUMENTOS A COMPOREM O PROCESSO

1 TFPC no original (não serve recolhimento pela internet). 2 Requerimento ao Comandante da 4ª Região Militar (2 vias). 3 Cópia do CNPJ da blindadora. (Ativa)

4 Cópia de documento oficial de identidade do responsável legal (adquirente do serviço/doveículo). 5 Cópia de comprovante de inscrição no CPF do responsável legal (adquirente do serviço/doveículo). 6 Comprovação de residência certa do adquirente do serviço/do veículo no endereço declarado(confirmar a vinculação do serviço público ao endereço – conta de água, luz ou telefone

fixo).

7

Comprovação de idoneidade do adquirente do serviço/do veículo, por intermédio de certidões emitidas no máximo há 30 dias, das comarcas de residência e eleitoral nos últimos 5 anos.

a Justiça Militar da União b Justiça Militar Estadual c Justiça Federal (Criminal)

d Justiça Estadual (Criminal)

e Justiça Eleitoral (Criminal)

8 Cópia do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

AQUISIÇÕES, TRANSFERÊNCIAS, LOCAÇÃO E IMPORTAÇÃO DE VEÍCULOS BLINDADOS

A revendedora de veículos terá que ter Certificado de Registro junto ao Exército. As Regiões Militares controlarão o comércio de blindados por meio de Mapas de Estocagens Mensais.

(4)

Após autorizar a venda do veículo, a Região Militar emitirá documento (Declaração de Blindagem – Anexo III, das NORBLIND) para fins de registro no órgão de trânsito estadual, com os dados do respectivo veículo (os mesmos que constam do CRLV), informando tratar-se de veículo blindado com autorização do Exército Brasileiro. A declaração será entregue ao proprietário do veículo ou seu representante legal. O veículo só poderá ser entregue ao novo proprietário após ter sido registrado no órgão estadual de trânsito. As empresas blindadoras devem emitir o Termo de Responsabilidade, do qual uma via ficará com o proprietário e outra com a empresa (artigo 5º das NORBLIND).

O registro do veículo deve ser feito na mesma Região Militar em que for feita a blindagem. Somente depois do registro no órgão de trânsito é que, caso necessário, o proprietário poderá pedir a transferência para outra Unidade da Federação. Não é correto blindar em uma RM e legalizar o veículo em outra, pois o veículo para sair da blindadora tem que estar em situação regular junto ao DETRAN. Um eventual flagrante de tráfego em situação irregular pode resultar em apreensão do veículo e abertura de processo contra seu proprietário.

Transferência de Propriedade: a pessoa interessada para quem o veículo blindado será transferido deverá ter autorização prévia da Secretaria de Segurança Pública do Estado onde resida. O veículo deverá ter sido registrado anteriormente.

Descarte de veículo blindado: quando o veículo se tornar inadequado para continuar em uso, deverá ser solicitada a sua destruição, competentemente documentada para baixa junto ao DETRAN e à Secretaria de Segurança Pública. As partes blindadas deverão ser retiradas e encaminhadas a blindadora em situação regular ou totalmente destruídas (§ 2º do artigo 18 das NORBLIND).

No caso da locação de veículos blindados, a empresa locadora terá que ser registrada previamente no Exército. O locatário, ou seja, aquele que pretende alugar um veículo blindado,

deverá estar autorizado, também, previamente pela Secretaria de Segurança Pública do Estado em que resida. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas poderão obter autorizações prévias no

Estado onde residem, por meio de documento específico, a ser definido pelas secretarias. As locadoras deverão manter arquivados todos os documentos utilizados para a locação, para que possam ser apresentados à fiscalização.

Importação: os procedimentos para importação de produtos controlados são regulamentados pelo R-105. Ver Capítulo II – Importação, do Título VI – Fiscalização do Comércio Exterior. O veículo blindado só poderá ser vendido àquelas pessoas (físicas ou jurídicas) que comprovarem idoneidade ao vendedor. A revendedora (como a blindadora) deverá solicitar autorização à Região Militar para vender aquele veículo específico.

OCORRÊNCIAS ENVOLVENDO VEÍCULOS BLINDADOS

No caso de furto ou roubo de veículo blindado, a ocorrência deverá ser comunicada à autoridade policial e registrado Boletim de Ocorrência que será encaminhado a Secretaria de Segurança Pública.

Se ocorrer perda total do veículo blindado provocada por acidente: o responsável pelo veículo deve dar baixa do veículo junto ao órgão de trânsito do Estado e dar conhecimento do ocorrido ao órgão competente da Secretaria de Segurança Pública. Quanto aos restos do veículo, as partes

(5)

blindadas deverão ser retiradas e só podem ser encaminhadas a blindadora em situação regular ou totalmente destruídas, sendo o procedimento devidamente documentado (§ 2º do artigo 18 das NORBLIND).

FABRICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE PROTÓTIPOS

Fabricantes de “Partes Blindadas” utilizadas para blindar veículos: as blindagens opacas (placas rígidas ou painéis balísticos) e transparentes (vidros) somente poderão ser produzidas por fabricantes registrados (TR) no Exército, que tiverem protótipos desses produtos aprovados pelo Centro Tecnológico do Exército – CTEX e devidamente apostilados aos seus Registros. A avaliação de protótipos está regulamentada no capítulo VI das NORBLIND.

BLINDAGEM DE INSTALAÇÕES

A empresa que pretende executar serviços de blindagem de instalações (guichês de atendimento, portarias ou cabines) tem de ter registro junto ao Exército, de modo a ser-lhe permitido adquirir os insumos controlados necessários (blindagem transparente e/ou blindagem opaca). Deverá proceder de maneira análoga ao que é prescrito para as blindadoras de veículos. Essa atividade deverá estar

explícita na identificação do objeto social da empresa e nos documentos de registro público (alvará

e CNPJ).

A empresa que faça a blindagem de instalações deverá manter registros dos usuários dos seus serviços, contendo os dados de identificação, documentos relativos à testificação da idoneidade, data, local e caracterização do tipo de serviço executado. De modo análogo às blindagens de veículos, deverá apresentar o projeto da blindagem arquitetônica a instalar quando do pedido de autorização, e emitir Termo de Responsabilidade após a execução do serviço, devendo ser mantida uma via em poder da blindadora e outra com o beneficiário do serviço.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Dúvidas que não tenham podido ser sanadas pelos documentos de consulta disponíveis nas páginas da DFPC ou da 4ª RM devem ser apresentadas por meio do e-mail [email protected].

Referências

Documentos relacionados

F REQUÊNCIAS PRÓPRIAS E MODOS DE VIBRAÇÃO ( MÉTODO ANALÍTICO ) ... O RIENTAÇÃO PELAS EQUAÇÕES DE PROPAGAÇÃO DE VIBRAÇÕES ... P REVISÃO DOS VALORES MÁXIMOS DE PPV ...

Os principais objectivos definidos foram a observação e realização dos procedimentos nas diferentes vertentes de atividade do cirurgião, aplicação correta da terminologia cirúrgica,

O relatório encontra-se dividido em 4 secções: a introdução, onde são explicitados os objetivos gerais; o corpo de trabalho, que consiste numa descrição sumária das

psicológicos, sociais e ambientais. Assim podemos observar que é de extrema importância a QV e a PS andarem juntas, pois não adianta ter uma meta de promoção de saúde se

Os açúcares adicionados estão presentes nos alimentos sob a forma de: açúcar (que pode ser branco ou amarelo), xarope de milho, frutose, maltose, mel, melaço, entre outros

Abstract: We consider the problem of robust model predictive control for linear sampled– data dynamical systems subject to state and control constraints and additive and

O trabalho de Silva (2006) estendeu o estudo e a avaliação do comportamento de ligações parafusadas viga-coluna, com base em seções transversais constituídas

Foram realizadas vivências em ins tuições históricas e que con nuam em funcionamento, tais como: Santa Casa de Misericórdia; Hospital Psiquiátrico São Pedro