• Nenhum resultado encontrado

As propostas da reforma do Parlamento Cabo-Verdiano

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "As propostas da reforma do Parlamento Cabo-Verdiano"

Copied!
73
0
0

Texto

(1)

UNIVERSIDADE DO MINDELO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, JURÍDICAS E SOCIAIS

CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIA POLÍTICA E

RELAÇÕES INTERNACIONAIS

RELATÓRIO DE ESTÁGIO DE LICENCIATURA

ANO LETIVO 2014/2015

(2)

IDENTIFICAÇÃO

Nome: Nélida Cruz Neves Morada: Chã de Marinha Naturalidade: Santo Antão Móvel: 9828876

E-mail: [email protected]

ENTIDADE ACOLHEDORA Designação: Assembleia Nacional Endereço: Achada Santo António Site: www.parlamento.cv

Telefones: +(238) 2608000; Fax: +(238) 2622660

ORIENTADOR DO ESTÁGIO Orientador: Risanda Soares Cargo/Função:

(3)

I LISTA DE ABREVIATURAS

RAN: Regimento da Assembleia Nacional

CRCV: Constituição da Republica de Cabo Verde ANCV: Assembleia Nacional de Cabo Verde TIC´s: Tecnologias de Informação e Comunicação UCID: União Cabo-verdiana e Independente MPD: Movimento para Democracia

PAICV: Partido Africano Independente de Cabo Verde B.O: Boletim oficial

DSAF :Direção de Serviços Administrativos e Financeiros LOPE: Lei sobre a Organização do Poder do Estado DSP: Direção de Serviços Parlamentares

AP-CPLP: Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portugu CDEAO: Comunidade Econômica do Estados da África Ocidental

APP/UE: Assembleia parlamentar paritária

CPLP: Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa CAFAC: constituição da Comissão Africana de Aviação Civil SAR: Sua Alteza Real

UIP: União Interparlamentar

ICCA: Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente PCCS: Plano de Careiras Cargos e Salários

ODS: Objetivos do Desenvolvimento do Sustentável

(4)

II DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho aos meus familiares, meu filho Etienne, meus maiores incentivadores e em cujos olhares percebo a razão da vida, num jeito de um profundo agradecimento pelos sacrifícios que assumiram perante as minhas ausências, estas ditadas pelo tempo que dediquei à minha formação universitária.

(5)

III AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus, por sempre iluminar os meus caminhos, dando forças para superar obstáculos.

Agradeço também ao Nuno Furtado pela brilhante orientação ao longo do Estágio Curricular, e por ter facultado materiais didáticos que contribui para a elaboração do trabalho.

À docente Risanda Soares, por ter aceitado orientar este relatório, pelo apoio e estímulo em todos os momentos, e sobretudo pela disponibilidade e paciência demonstrada do início até ao fim deste trabalho.

A todos os meus professores, pelos conhecimentos transmitidos e por me ter ajudado na estruturação do trabalho.

Aos meus colegas de batalha, pois, sem vocês esta etapa seria mais difícil de se conseguir.

A toda a minha família, pelo constante apoio moral, e pela força que me deram ao longo desta caminhada.

A todos que direta ou indiretamente tenham contribuído para que a realização deste trabalho se tenha tornado uma realidade.

(6)

IV ÍNDICE LISTA DE ABREVIATURAS ... I  DEDICATÓRIA ... II  AGRADECIMENTOS ... III  INTRODUÇÃO ... 1 

CAPITULO I: DESCRIÇÃO ASSEMBLEIA NACIONAL DE CABO VERDE ... 3 

1.1.  Historial do Palácio da Assembleia Nacional: ...3 

1.2.  Primeira Assembleia Constituinte ...4 

1.2.1  Missão ... 5 

1.2.2  Visão ... 5 

1.3.  A Orgânica e Funcionamento da Assembleia Nacional ...5 

1.4.  O Plenário da Assembleia Nacional ...6 

1.5.  O presidente da Assembleia Nacional ...7 

1.6.  Conselho de Administração ...8 

1.6.1  Secretária-geral da Assembleia Nacional ... 8 

1.6.2  Direção dos Serviços Administrativos e Financeiros da Assembleia Nacional ... 9 

1.6.3  A Organização e a Gestão Documental ... 10 

1.6.4  Organização e Gestão Documental da Assembleia Nacional são garantidas através: ... 10 

1.6.5  A Direção de Serviços de Documentação e Informação Parlamentar ... 11 

1.6.6  A Comunicação Interna: ... 12 

1.6.7  Relações externas ... 12 

1.7.  Organização e Gestão Financeira ...14 

1.7.1  Descrição dos Departamentos ... 14 

1.7.2  Competências ... 15 

1.7.3  Estrutura ... 15 

1.8.  Direção de Serviços de Documentação e Informação Parlamentar ...16 

1.8.1  Competências ... 16 

1.8.2  A estrutura compreende: ... 16 

1.9.  A Direção de Serviços Administrativos e Financeiros ...17 

1.9.1  Competências ... 17 

1.9.2  Estrutura ... 17 

1.10.  A Direção dos Serviços de Relações Publicas e Internacionais ...18 

1.10.1 Competências ... 18 

1.10.2 Estrutura ... 18 

1.10.3 Competências ... 18 

1.10.4 Estrutura ... 19 

1.11.  Protocolos assinados pela Assembleia Nacional ...19 

1.11.1 Protocolo de cooperação entre a assembleia nacional da república de cabo verde e a assembleia nacional da república de Angola ... 19 

1.11.2 Protocolo de cooperação entre a assembleia nacional da república de cabo verde e a assembleia nacional popular da república da Guiné-Bissau ... 20 

1.11.3 Protocolo de Cooperação entre a Assembleia Nacional de Cabo Verde e a Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa ... 21 

1.11.4 Filiação em organismos regionais e/ou internacionais ... 23 

CAPITULO II: ATIVIDADE DESENVOLVIDAS AO LONGO DO ESTÁGIO ... 25 

(7)

V

CAPITULO III: ESTUDO DE CASO: AS PROPOSTAS DA REFORMA DO

PARLAMENTO CABO-VERDIANO ... 29 

3.1  Nota Introdutória ...29 

3.1.1  Justificativa ... 30 

3.1.2  Objetivo Geral ... 30 

3.2.  Metodologia ...31 

3.3 Eixos da Reforma Parlamentar ...32 

3.3.1 As linhas orientadoras da Reforma ...33 

3.3.2  As reformas parlamentar no que diz respeito a função de orientação e fiscalização política ... 37 

3.3.3  Função eletiva e de dinamização ... 39 

3.3.4  A liderança da Reforma ... 41 

3.3.5  Reforma do Regimento ... 41 

Conclusão ... 61 

Bibliografia ... 63 

(8)

1 INTRODUÇÃO

No âmbito da conclusão da Licenciatura em Ciências Políticas e Relações Internacionais, contem um estágio que foi realizado em três meses na Assembleia Nacional. Assim, pode-se dizer que foi um momento em que foi colocado em prática a componente teórica e, por conseguinte entrar em contacto com o mundo laboral. Por conseguinte, será realizado um trabalho final denominado: Relatório acompanhado de um Estudo de Caso sobre a Reforma do Parlamento.

Neste sentido, pretendemos com este relatório descrever as atividades realizadas durante o período de estágio na Assembleia Nacional, situado em Achada Santo António, cidade da Praia. De realçar que o referido estágio teve início em Março de 2015 e o mesmo se prolongou até Junho de 2015. O estágio teve duração de 480 horas, tendo sido dividido em 8 horas por dia.

A Assembleia Nacional é o centro do sistema político nacional. É o órgão legislativo por excelência, representativo de todos os cabo-verdianos, eleito por sufrágio universal, com a função de controlo do executivo, de dar posse ao Presidente da República e de autorizar a sua saída do território nacional, e é o foro dos grandes debates como o debate sobre o estado da nação e sobre o estado da justiça.

Assim sendo, viu-se a necessidade de equiparar os serviços parlamentares aos conceitos internacionais, com isso foi criada uma Comissão Eventual dedicada à Reforma no Parlamento Cabo-verdiano. Essa proposta datada de 2005, que visa atender a requisitos referentes ao Regimento Parlamentar assento nas novas funcionalidades parlamentares e dotar de um organigrama capaz de ir de encontro aos requisitos propostos para uma melhor conexão com o corpo legislativo e eleitoral.

Com a reforma, pretende-se, um melhoramento substancial do funcionamento da Assembleia Nacional, enquanto instância legislativa por excelência de representação de todos os cidadãos cabo-verdianos, visando à promoção da participação cívica e política e o reforço da democracia.

(9)

2

É assim que, decorridos dois anos da Resolução nº 19/VIII/2011 de 25 de Julho, que formaliza o início da II Fase do Processo de Reforma do Parlamento Cabo-verdiano, esta etapa atual conclusiva da reforma interpela-nos para reflexões mais profundas sobre alguns aspetos pertinentes e, em particular, para a necessidade de aprofundarmos, pelo menos, três dimensões importantes deste processo, já abordados no diploma Reforma do Parlamento que são as seguintes:

 A Transparência parlamentar;  A Ética e Decoro Parlamentar;

 O Reforço e Qualificação da Democracia na perspetiva da Consolidação da Função de Fiscalização e Controlo, da Aproximação do Parlamento ao Cidadão e dos Direitos da Oposição Democrática.

Nos dias de hoje onde as TIC´s tem um papel preponderante em qualquer sociedade, para a tomada de decisões, assim com esta reforma prevê-se melhorias na comunicação, também será orientada de forma sistemática a uma melhor comunicação parlamentar em que as decisões são submetidas a uma pré-apreciação e só aprovadas na plenária.

Com isso, visando sobretudo a ideia de que a globalização e os sistemas de informação estão conectados numa direção de melhor clareza em termos parlamentar em Cabo Verde, refletindo diretamente numa melhor produtividade e qualidade legislativa.

O presente Relatório de Estágio encontra-se estruturado da seguinte forma:

 Uma pequena introdução, onde se faz o enquadramento do trabalho, tal como a metodologia usada, os objetivos e a apresentação do tema a ser tratado;

 Descrição da entidade acolhedora (Assembleia Nacional);  Apreciação dos objetivos iniciais;

 Atividades desempenhadas e resultados conseguidos;

 Estudo de Caso: As Propostas da Reforma do Parlamento Cabo-verdiano;  Análise crítica;

 Problemas a realçar;  As considerações finais.

(10)

3

CAPITULO I: DESCRIÇÃO ASSEMBLEIA NACIONAL DE CABO VERDE

1.1. Historial do Palácio da Assembleia Nacional:

O Palácio da Assembleia Nacional de Cabo Verde, na época Assembleia Nacional Popular, foi construído ao abrigo de cooperação económica e técnica entre o Governo de Cabo Verde e o Governo da República Popular da China., no ano de 1982 a 1985 e ocupa uma área de 40.000 m dos quais 12.000 m de superfície estão ocupados por gabinetes, sala polivalente, Biblioteca, sala de Sessões, sala de Banquete e Salão Nobre e Motel. A sua inauguração aconteceu a 5 de Julho de 1975, por ocasião das celebrações da Independência Nacional. Posteriormente entre 1999 e 2003, construiu-se o Edifício Novo destinado aos deputados.

Presidentes:

Entre 1975 e a data atual, a ANCV foi liderada pelos seguintes presidentes:

 Presidente Abílio Duarte (1975 a 1990);

 Presidente Amílcar Spencer Lopes (1991 a 1996);

 Presidente António do Espírito Santo Fonseca (1996 a 2000);  Presidente Aristides Raimundo Lima (2001 a 2011);

 Basílio Mosso Ramos (2011 a esta parte).

A Assembleia Nacional é um órgão de soberania, onde são aprovadas as leis que regem o país. Atualmente a Assembleia Nacional está dividida em dois órgãos: o Plenário, órgão supremo, constituída pelos deputados que são no total 72; sendo 38 do PAICV, 32 do MPD e 2 da UCDI. É onde se discute e aprovam as leis, o orçamento anual de receitas e despesas e os orçamentos suplementares, relatório e a Contas de Gerência, acompanhadas do parecer do Tribunal de Contas, e o conselho da Administração que gere o funcionamento do mesmo.

(11)

4

Cada um destes órgãos tem as suas competências específicas e genéricas estabelecidas na Lei Orgânica (Lei nº83/VII/2011), publicada no B.O. nº 2, Iª Série, de 10 de Janeiro de 2011. O Conselho de Administração reúne-se ordinariamente uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente, por iniciativa deste ou a pedido de um terço dos seus membros. As deliberações do Conselho de Administração são tomadas por maioria de votos, estando presente pelo menos metade dos seus membros (Lei Orgânica da Assembleia Nacional).

O Conselho de Administração é constituído pelo Primeiro Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Nacional que preside, pelo Secretário da Mesa, indicado pelo Partido mais votado, que fará as funções de Vice-Presidente, por um Deputado de cada Grupo Parlamentar, pelo Secretário-geral e um representante dos funcionários parlamentares (Lei Orgânica da Assembleia Nacional)

1.2. Primeira Assembleia Constituinte

A Assembleia constituinte foi o embrião do primeiro órgão de soberania, nasce como Assembleia Nacional popular e teve início oficialmente no dia 4 de Julho de 1975. A cerimónia decorreu no salão da Câmara Municipal da Praia e a ela compareceram os deputados de todos os círculos eleitorais.

A Lei sobre a Organização Política do Estado (LOPE), publicada no B.O. nº1 da República de Cabo Verde, de 5 de Julho de 1975, foi o documento orientador que, desempenhando o papel de uma espécie de embrião da Constituição traçou as linhas mestras e criou as estruturas mais importantes do novo Estado de Cabo Verde. Foi na observância dessa Lei com força de constituição que os serviços internos do Estado criaram suas normas prescritivas específicas, e que outros diplomas legais foram aprovados. A LOPE deu lugar às seguintes Leis Constitucionais da República de Cabo Verde.

As Leis Constitucionais da República de Cabo Verde: a) Primeira República de Cabo Verde (1980-1990).

A primeira Lei Constitucional da República de Cabo Verde, aprovada em 5/09/1980 (revista em 1981,1988 e 1990).

(12)

5

b) Segunda República de Cabo Verde (1992-2010)

No dia 13 de Janeiro de 1991, o povo de Cabo Verde foi às urnas para as primeiras eleições legislativas pluripartidárias e escolheram um novo partido político, o MPD, para governar Cabo Verde. A designação de II República deve-se a este facto. No entanto foi no ano de 1992, mais concretamente em Setembro, quando aprovada uma nova Constituição: (revista em 1995,1999, 2009 e em 2010).

1.2.1 Missão

Representar o povo cabo-verdiano, elaborar leis e fiscalizar os actos do Governo, com o propósito de promover a democracia e o desenvolvimento nacional com justiça social.

Compete à Assembleia Nacional assegurar a aprovação das leis fundamentais da República e a vigilância pelo cumprimento da Constituição, das leis e dos actos do Governo e da Administração.

1.2.2 Visão

Consolidar-se como o centro de debates dos grandes temas nacionais, moderno, transparente e com ampla participação dos cidadãos.

1.3. A Orgânica e Funcionamento da Assembleia Nacional

A Assembleia Nacional tem a sua Orgânica e seu Regulamento de serviço, que regula o funcionamento da Assembleia Nacional.

A presente lei define e regula os instrumentos de gestão administrativa, financeira e patrimonial que permitem à Assembleia Nacional, no exercício das suas competências constitucionais e regimentais, desenvolver a sua actividade específica.

(13)

6 1.4. O Plenário da Assembleia Nacional

É o órgão deliberativo máximo do Poder Legislativo, absolutamente soberano em suas decisões é composto somente por deputados. No Plenário, realizam-se as Sessões Plenárias, nas quais os deputados se reúnem para discutir e votar os projetos depois de analisados pelas comissões. Após a aprovação, os projetos transformam-se em emendas constitucionais, leis, resoluções, entre outros.

(14)

7

Apreciar, discutir e votar os planos de actividades, bem como apreciar, discutir e aprovar o orçamento anual de receitas e despesas, e os orçamentos suplementares, apreciar, discutir e aprovar relatório e a Conta de Gerência, acompanhadas do parecer do Tribunal de Conta o mais que lhe for cometido por lei.

1.5.

O presidente da Assembleia Nacional

O Presidente da Assembleia Nacional dirige e representa a Assembleia Nacional, coordena os seus trabalhos e exerce autoridade sobre todos os funcionários e forças de segurança postos ao serviço da Assembleia Nacional.

O Presidente da Assembleia Nacional tem as seguintes competências:

 Superintender em todas as actividades da gestão administrativa, financeira e patrimonial da Assembleia Nacional, nomear e exonerar o pessoal do quadro da Assembleia Nacional, decidir sobre a promoção, progressão e mobilidade de todos os funcionários e agentes ao serviço da Assembleia Nacional, aprovar o plano de formação, ouvido o Conselho de Administração;

Especificamente compete ao Presidente da Assembleia Nacional:

 Presidir a Mesa e convocar as suas reuniões nos termos regimentais, bem como, corresponder-se, em nome da Assembleia Nacional, com os titulares dos demais órgãos de soberania, coordenar, através de Departamento próprio, o pessoal de segurança destacado para prestar serviço na sede da Assembleia Nacional.

O Presidente da Assembleia Nacional pode delegar os poderes que lhe são atribuídos nesta lei orgânica (Lei nº 83/VII/2011).

Os poderes dispostos no artigo anterior só poderão ser delegados aos Vice-Presidentes da Mesa.

No desempenho das suas funções o Presidente da Assembleia Nacional dispõe de um Gabinete que lhe presta assessoria e apoio pessoal. Este Gabinete é constituído pelo

(15)

8

Director de Gabinete, que coordena, pelos Conselheiros, Assessores Especiais, Director de Protocolo, Secretários Executivos e Secretários pessoais O apoio administrativo e auxiliar ao Gabinete poderá ainda ser prestado por funcionários dos serviços da Assembleia Nacional, destacados para o efeito por despacho do Presidente da Assembleia Nacional.

1.6.

Conselho de Administração

O Conselho de Administração é o órgão de consulta e gestão da Assembleia Nacional nos domínios administrativos financeiro e patrimonial.

O Conselho de Administração é constituído pelo Primeiro Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Nacional, que preside, pelo Secretário da Mesa, indicado pelo Partido mais votado, que fará as funções de Vice-Presidente, por um Deputado de cada Grupo Parlamentar, pelo Secretário-geral e um representante dos funcionários parlamentares.

1.6.1 Secretária-geral da Assembleia Nacional

A Secretária-geral é o serviço de conceção, coordenação e apoio técnico -administrativo que se ocupa da generalidade das matérias de gestão administrativa, financeira e patrimonial, comuns a todos os serviços da Assembleia Nacional.

A Secretária-geral tem a seguinte estrutura: a) Direção de Serviços Parlamentares (DSP);

É a unidade orgânica, de carácter operativo, a quem compete especialmente, dirigir, planificar, orientar e coordenar as atividades dos serviços de apoio técnico-administrativo à ação parlamentar dos Deputados e trabalhos legislativos da Assembleia Nacional.

Divide-se em:

a) Divisão de Apoio ao Plenário;

 Divisão de Estudos de Impacto Legislativo e Apoio Técnico às comissões;  Divisão de Redação e Audiovisual.

(16)

9

b) Direção de Serviços de Documentação e Informação Parlamentar (DSDIP);

É a unidade orgânica, de carácter operativo, encarregue de recolher, sistematizar, difundir e conservar a documentação e a informação decorrentes ou necessárias aos trabalhos da Assembleia Nacional.

Esta divide-se em:

 Divisão de Documentação e Informação Parlamentar;  Divisão da Biblioteca;

 Divisão do Arquivo Parlamentar.

c) Direção de Serviços Administrativos e Financeiros (DSAF);

É a orgânica especialmente encarregada de organizar e prestar o necessário apoio burocrático e administrativo aos demais serviços e desempenhar funções em matéria de gestão financeiro, do pessoal e património da Assembleia Nacional, de acordo com as orientações e decisões dos órgãos de direção.

A Direção de Serviços Administrativos e Financeiros tem a seguinte estrutura.

 Divisão de Administração e Recursos Humanos;  Divisão de Gestão Financeira;

 Divisão Aprovisionamento;

 Divisão de Património e Manutenção.

1.6.2 Direção dos Serviços Administrativos e Financeiros da Assembleia Nacional

Compete a essa direção o seguinte,

 Disponibilizar os elementos necessários à elaboração da proposta do orçamento, e das contas de gerência da Assembleia Nacional, elaborar os balancetes, efetuar o processamento das folhas e despesas correntes e de capital, gerir os

(17)

10

recursos humanos, administrar os esquemas de segurança social e ação social complementar;

Para a realização das atribuições previstas no número 1 deste artigo, a Direção de Serviços Administrativos e Financeiros, tem as seguintes competências:

 Coordenar o serviço de expediente pertencente à própria Direção de Serviços Administrativos e Financeiros, bem como, recolher, sistematizar e apresentar, oportunamente, os elementos indispensáveis à elaboração do orçamento privativo da Assembleia Nacional e do respetivo relatório e os referentes à apresentação da conta de gerência e a competente nota explicativa, os Serviços Administrativos e Financeiros, ordena e controla o processamento da cobrança das receitas da Assembleia Nacional, efetua o processamento de todos os títulos de despesas dentro da legalidade orçamental, promove e controla a escrituração de todos os livros julgados necessários à contabilidade orçamental;

1.6.3 A Organização e a Gestão Documental

A função de um arquivo é arquivar a documentação e principalmente fornecer aos interessados as informações contidas em seu acervo de maneira rápida e segura. Neste sentido, a classificação dos documentos de arquivos deve ser feita a partir de um método de arquivamento a ser definido, levando em consideração a estrutura da empresa, suas funções e a natureza de seus documentos.

Também não há um único método válido para arquivar documentos. Na prática, inclusive, faz-se uso da combinação de um ou mais métodos. Os métodos mais comuns são os que classificam os documentos por assunto, seguidos de uma classificação secundária por ordem alfabética, cronológica ou geográfica. O agrupamento dos documentos por assunto, entretanto, deve atender às necessidades da empresa, suas características e prioridades.

1.6.4 Organização e Gestão Documental da Assembleia Nacional são garantidas

através:

Da Direção de Serviços de Documentação e Informação Parlamentar que possui as seguintes divisão:

(18)

11

1. A Divisão de Documentação Legislativa e Parlamentar 2. A Biblioteca

3. O Arquivo Parlamentar

1.6.5 A Direção de Serviços de Documentação e Informação Parlamentar

Para garantir essa organização tem as seguintes atribuições:

Assegurar o apoio documental e bibliográfico aos trabalhos da Assembleia Nacional, organizar e manter atualizado um serviço de documentação, com a função de recolher a bibliografia, documentação, textos, diplomas legais, atos normativos e administrativos e demais elementos de informação científica e técnica relacionada com a atividade desenvolvida pela Assembleia Nacional, bem como, criar, manter atualizados documentos relativos a grandes temas nacionais e internacionais, entre outros.

A divisão da Biblioteca tem as seguintes atribuições:

Recolher, selecionar, catalogar, indexar, armazenar e difundir a informação científica, económica, social, jurídica e estatística necessária ao desempenho das competências da Assembleia Nacional e seus órgãos, promover a atualização permanente das necessidades de informação documental, mediante propostas de aquisição de novas variedades bibliográficas, organizar, e coordenar todo o processo de catalogação, indexação e inventariação do acervo documental, proceder ao atendimento local dos utilizadores, apoiando a pesquisa documental, entre outros.

O Arquivo Parlamentar é uma divisão premente na organização documental, e tem as seguintes atribuições:

Zelar pela boa conservação do património histórico da Assembleia Nacional, recolher, catalogar, indexar e conservar toda a documentação relativa às legislaturas anteriores, bem como, recolher, tratar e conservar a informação registada em suportes magnéticos, constituindo uma fonoteca, o arquivo Parlamentar recolhe, trata e conserva o património fotográfico da Assembleia Nacional, mas também, presta informações aos potenciais

(19)

12

utilizadores sobre a documentação existente, mas também colabora com outros Arquivos, tanto a nível nacional como internacional.

1.6.6 A Comunicação Interna:

No que diz respeito a Assembleia Nacional, a comunicação é garantida por meio de correio eletrónica (Emails), por telefone utilizando intranet usando IP, são feitos circulares dentro da Assembleia, exposição no foyer da Assembleia no que diz respeito a progressões e promoção de funcionários, também são feitos convocatórias por gabinetes este serviço e garantida por um emissário.

1.6.7 Relações externas

O cumprimento da agenda internacional da Assembleia Nacional no ano Parlamentar de 2013/2014 foi novamente condicionado pelo rigor orçamental, refletindo um acentuado decréscimo na participação dos deputados nos eventos internacionais no exterior, em contraposição ao ano anterior.

De uma forma geral, as missões parlamentares ao exterior totalizam cerca de dezassete deslocações de Deputados, sendo duas no âmbito das relações Interparlamentar bilaterais e quinze multilaterais.

No que concerne das relações parlamentares multilaterais, dá-se um enfoque particular à Assembleia Parlamentar da CPLP, em que nas atividades houve participação regular da Assembleia Nacional. Registou-se igualmente, ao nível da administração parlamentar, uma acentuada participação nas atividades realizadas pelas associações dos secretários Gerais dos Parlamentos de língua portuguesa.

No que diz respeito ao Parlamento Pan-Africano, nota-se uma menor participação tendo em conta o ano de 2012/2013,mas com especial destaque na primeira presença na conferência Anual dos Presidentes dos Parlamentos Africanos.

Nas relações bilaterais marcos importantes da diplomacia parlamentar cabo-verdiana, em 2014/2015 destaca a visita do Presidente da Assembleia Nacional de Angola fizeram a Cabo-Verde onde assinou um novo protocolo e um programa de cooperação, onde introduziram um

(20)

13

elemento de previsibilidade na instituição das relações bilaterais entre o Parlamento de Angola e o Parlamento de Cabo-Verde.

O Parlamento Cabo-Verdiano explorou as relações de cooperação e institucional com os Parlamentos de Portugal e de Brasil para intercâmbio e recolha de subsídios.

No ano Parlamentar de 2012/2013 devido ao défice orçamental o parlamento Cabo-verdiano não conseguiu participar em todas as reuniões nas quais foi convidado.

No capítulo das relações multilaterais dá-se destaque particular à Parlamentar da CPLP.

No campo bilateral por iniciativa própria através das redes parlamentares das comissões o Parlamento cabo-verdiano sondou as relações de cooperação institucional com os Parlamentos de Moçambique, Portugal e Brasil para recolher subsídios no âmbito das atividades da Comissão Eventual de Reforma do Parlamento e da Comissão de fiscalização dos Serviços de Informação da república.

No ano parlamentar de 2011/2012 a participação em eventos internacionais obedeceu a critérios de interesse institucional e nacional, relegando-se para um plano secundário a simples obrigações do cumprimento da agenda por motivos de compromisso internacional.

No âmbito multilateral, acentuou-se a participação no Parlamento Pan-africano especialmente nas sessões ordinárias e em determinadas missões de observação eleitoral efetuadas por essa instituição parlamentar regional em alguns países do continente.

Na esfera bilateral o destaque incidiu na retoma e no aprofundamento das relações de amizade e cooperação com alguns parlamentos de países tradicionalmente parceiros de Cabo-verde da Assembleia nacional. Por exemplo o caso da Assembleia Nacional Francesa e do Bundestag Alemão.

No ano parlamentar de 2010/2011 foi o ano das eleições legislativas, facto este que levou a Assembleia Nacional a conhecer um interregno no último trimestre de 2010, com a execução de algumas missões realizadas, e, no último semestre de 2011, durante o qual se deu início ao VIII Legislatura, com a constituição de Grupos Parlamentares de Amizade e a designação dos

(21)

14

Deputados que integram os vários organismos Interparlamentar universal, regionais e sub-regionais (UIP, Parlamento Pan-africano, AP-CPLP, Parlamento de CDEAO, APP-ACP).

Neste ano destaque-se a visita oficial que o atual Presidente da Assembleia Nacional efetuou em Novembro, e posteriormente a visita da Vice-Presidente do comité Permanente da Assembleia Popular da China senhora Chen ZHILI efetuou a Cabo-Verde, onde foram assumidos compromissos de reforço da cooperação com o Parlamento Cabo-verdiano, visita de individualidades estrangeiras com destaque de senadores da Assembleia Nacional da França com a missão de aprofundar a relações parlamentares.

Neste ano a cooperação bilateral com alguns Parlamentos tem sido desenvolvida com o suporte dos Grupos Parlamentares de Amizade, que estão direcionadas para promover o aumento das relações com Parlamentos de países com os quais Cabo-Verde mantém relações de amizade e cooperação

1.7. Organização e Gestão Financeira

A Organização e gestão financeira são asseguradas pela Divisão de Gestão Financeira que compete:

Preparar as propostas de orçamento ordinário e dos orçamentos suplementares da Assembleia Nacional, Executar o orçamento, utilizando os suportes de informação determinados por lei, Proceder aos registos contabilísticos e à elaboração e remessa de documentos determinados por lei ou regulamento, Verificar a legalidade e eficiência de procedimentos e documentos, promovendo as respetivas correções ou comunicações, bem como elaborar os mapas e relatórios de execução e avaliação orçamental que se mostrem necessários ao adequado controlo da gestão, bem como colaborar na definição dos respetivos indicadores, entre outros.

1.7.1 Descrição dos Departamentos

A Direção dos Serviços Parlamentares (DSP) é a unidade orgânica de carácter operativo, a quem compete especialmente, dirigir, planificar, orientar e coordenar as atividades dos serviços de apoio técnico – administrativo à ação parlamentar dos Deputados e trabalhos legislativos da Assembleia Nacional.

(22)

15

1.7.2 Competências

À Direção dos Serviços Parlamentares compete, designadamente:

a) Organizar os processos relativos à atividade legislativa da Assembleia Nacional; b) Prestar apoio legislativo aos Deputados e às Comissões;

c) Realizar estudos de impacto legislativo;

d)Assegurar apoio técnico, de secretariado e administrativo ao Plenário e às Comissões; e) Assegurar a elaboração das Atas das Sessões Plenárias e a preparação de outros textos parlamentares com vista à sua publicação;

f) Colaborar com a Direção dos Serviços de Documentação e Informação no apoio aos Deputados, órgãos e serviços da Assembleia Nacional em matéria de documentação e informação;

g) Preparar os textos legislativos com vista à sua publicação no Boletim Oficial.

1.7.3 Estrutura

A Direção dos Serviços Parlamentares compreende:

a) Divisão de Apoio ao Plenário;

b) Divisão de Estudos de Impacto Legislativo e Apoio Técnico às Comissões; c) Divisão de Redação e Audiovisual.

1. A Direção dos Serviços Parlamentares é dirigida por um Diretor de Serviços, nomeado em comissão de serviço pelo Presidente da Assembleia Nacional, sob proposta do Secretário-Geral, de entre indivíduos habilitados com curso superior que confira ou não grau de licenciatura, vinculados ou não à Administração Pública com mais de três anos de experiência e que possuam aptidão adequada ao exercício das respectivas funções.

(23)

16

2. Nas suas faltas, ausências ou impedimentos, o Diretor é substituído pelo Chefe de Divisão designado pelo Presidente da Assembleia Nacional, sob proposta do Secretário-Geral, ouvido o Diretor de Serviço.

1.8. Direção de Serviços de Documentação e Informação Parlamentar

A Direção de Serviços de Documentação e Informação Parlamentar é a unidade orgânica, de carácter operativo, encarregue de recolher, sistematizar, difundir e conservar a documentação e a informação decorrentes ou necessários.

1.8.1 Competências

Compete à Direção de Serviços de Documentação e Informação Parlamentar:

a) Assegurar o apoio documental e bibliográfico aos trabalhos da Assembleia Nacional; b) Organizar e manter atualizado um serviço de documentação com a função de recolher a bibliografia, documentação, textos, diplomas legais, atos normativos e administrativos e demais elementos de informação científica e técnica relacionada com a atividade desenvolvida pela Assembleia Nacional;

c) Criar e manter atualizados dossiers relativos a grandes temas nacionais e internacionais;

d) Recolher, analisar, tratar, arquivar e promover a difusão da legislação nacional e estrangeira, e de toda a informação legislativa com interesse para os trabalhos da Assembleia Nacional;

e) Assegurar a gestão da biblioteca;

f) Promover a edição e difusão de publicações da Assembleia Nacional ou com interesse para a Assembleia Nacional;

g) Promover a criação de um arquivo histórico parlamentar; h) O mais que lhe for superiormente cometido.

1.8.2 A estrutura compreende:

a) Divisão de Documentação e Informação Parlamentar; b) Divisão da Biblioteca;

(24)

17 c) Divisão do Arquivo parlamentar.

1.9. A Direção de Serviços Administrativos e Financeiros

Unidade orgânica especificamente encarregada de organizar e prestar o necessário apoio burocrático e administrativo aos demais serviços e desempenhar funções em matéria de gestão financeira, do pessoal e patrimonial da Assembleia Nacional, de acordo com as orientações e decisões dos órgãos de direção.

1.9.1 Competências

À Direção de Serviços Administrativos e Financeiros compete, designadamente:

a) Elaborar o orçamento, os balancetes e as contas de gerência da Assembleia Nacional; b) Executar o orçamento;

c) Efetuar o processamento das folhas e despesas correntes e de capital; d) Gerir os recursos humanos;

e) Administrar os esquemas de segurança social e de ação social complementar;

f) Propor medidas tendentes à melhoria da eficiência dos serviços, aumento da produtividade e da qualidade de trabalho;

g) Gerir o património da Assembleia Nacional conforme orientações superiores e zelar pela sua boa manutenção e conservação.

1.9.2 Estrutura

A Direção de Serviços Administrativos e Financeiros compreende:

a) Divisão de Administração e Recursos Humanos; b) Divisão de Gestão Financeira;

c) Divisão de Aprovisionamento;

(25)

18

1.10. A Direção dos Serviços de Relações Publicas e Internacionais

É o serviço encarregado especificamente de apoiar e dinamizar as relações externas da Assembleia Nacional, assegurar o seu protocolo e o dos Deputados, em coordenação com o Protocolo do Estado, e promover a divulgação das suas atividades.

1.10.1 Competências

À Direção de Serviços de Relações Públicas e Internacionais compete, nomeadamente:

a) Assegurar o conjunto das atividades protocolares da Assembleia Nacional, especialmente as referentes ao do cerimonial das sessões, nomeadamente as solenes e especiais;

b) Organizar o Protocolo dos atos públicos em que intervenham membros da Mesa e Deputados;

c) Prestar assessoria diplomática ao Presidente da Assembleia Nacional, aos demais membros da Mesa e aos Deputados;

d) Apoiar as Delegações Parlamentares na preparação e condução das suas missões de relações exteriores;

e) Promover a divulgação da atividade da Assembleia Nacional, tanto no País como no estrangeiro.

1.10.2 Estrutura

A Direção de Serviços de Relações Públicas e Internacionais compreende: a) Divisão de Relações Públicas e Internacionais;

b) Divisão de Protocolo.

1.10.3 Competências

À Direção de Serviços de Informática compete:

(26)

19

b) Coordenar tecnicamente a implementação do sistema informático da Assembleia Nacional;

c) Gerir a rede e o sistema informáticos;

d) Assegurar a gestão integrada e a manutenção do parque informático da Assembleia Nacional e do respetivo sistema de comunicações;

e) Proceder, em estreita coordenação com os Serviços Administrativos e Financeiros da Assembleia Nacional, aos estudos necessários à aquisição de material informático; f) Exercer a função de administração e gestão de dados, em estreita colaboração com os demais Serviços da Assembleia Nacional;

g) Conceber, desenvolver e implementar, em estreita colaboração com os demais Serviços da Assembleia Nacional, as soluções de tratamento automático da informação.

1.10.4 Estrutura

A Direção de Serviços de Informática compreende:

a) Divisão de Comunicações e Segurança;

b) Divisão de Desenvolvimento e Manutenção de Equipamentos Informáticos.

1.11. Protocolos assinados pela Assembleia Nacional

Entidades parceiras/colaboradores externos

Em verdade uma boa relação das instituições tanto internas como externas é qualidade sine qua non para um bom funcionamento dessas instituições face ao mundo globalizado. Para isso a Assembleia Nacional assinou vários protocolos, e com vários grupos de amizade, tem Filiação em organismos regionais e/ou internacionais, para garantir essa interação.

1.11.1 Protocolo de cooperação entre a assembleia nacional da república de cabo verde e a assembleia nacional da república de Angola

O presente Protocolo visa estabelecer as modalidades de cooperação a prosseguir pelas Partes, através dos respetivos Parlamentos.

(27)

20 O presente protocolo tem os seguintes objetivos:

As partes comprometem-se em aprofundar e consolidar os laços culturais, de amizade, fraternidade, solidariedade e cooperação, no quadro da consolidação da democracia e do Estado de Direito, na persecução dos objetivos previstos no número anterior, as Partes comprometem-se igualmente a:

a) Organizar encontros periódicos entre os órgãos das duas Assembleias para a troca de experiências sobre assuntos de interesse comum;

b) Realizar visitas de estudo recíprocas de delegações parlamentares, bem como organizar colóquios ou seminários sobre questões bilaterais ou em áreas de interesse comum;

c) Organizar ações de parceria e troca de experiências nas áreas técnicas especializadas dos serviços colaborar na criação de condições matérias para melhor divulgação das atividades parlamentares nos respetivos países.

1.11.2 Protocolo de cooperação entre a assembleia nacional da república de

cabo verde e a assembleia nacional popular da república da Guiné-Bissau

O presente Protocolo visa estabelecer as modalidades de cooperação a prosseguir pelas Partes, através dos respetivos Parlamentos.

1. As Partes comprometem-se em aprofundar e consolidar os laços culturais, de amizade, fraternidade, solidariedade e cooperação, no quadro da consolidação da democracia e do Estado de Direito.

2. Na persecução dos objetivos previstos no número anterior, as Partes comprometem-se igualmente a:

a) Organizar encontros periódicos entre os órgãos das duas Assembleias para a troca de experiências sobre assuntos de interesse comum;

(28)

21

b) Realizar visitas de estudo recíprocas de delegações parlamentares, bem como organizar colóquios ou seminários sobre questões bilaterais ou em áreas de interesse comum;

c) Organizar ações de parceria e troca de experiências nas áreas técnicas especializadas dos serviços parlamentares;

Colaborar na criação de condições materiais para melhor divulgação das atividades parlamentares nos respetivos países.

1.11.3 Protocolo de Cooperação entre a Assembleia Nacional de Cabo Verde e

a Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa

A Assembleia Nacional de Cabo Verde e a Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, interessadas em desenvolver a cooperação técnica e científica em áreas afins e de interesse recíproco, tendo como base os tradicionais laços de amizade, cultura e solidariedade que fundamentam a convivência entre os povos português e cabo-verdiano;

Considerando o acolhimento particular que sucessivas gerações de cabo-verdianas e cabo-verdianos têm tido da parte da prestigiada Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa;

Tendo presente a importância das relações entre os Parlamentos e as Instituições Científicas de Ensino Superior;

Conscientes da atenção particular que os processos democráticos, nomeadamente os dos países de expressão portuguesa, vêm merecendo da parte da comunidade científica da Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa;

Orientados pelo firme propósito de reforçar a cooperação entre Cabo Verde e Portugal, valorizando o diálogo cultural e científico entre as sociedades cabo-verdiana e portuguesa;

(29)

22

Imbuídas da vontade comum de contribuir para o desenvolvimento e a consolidação do Estado de Direito Democrático e a afirmação da cidadania e dos direitos humanos, especificamente no espaço da CPLP.

Grupos Parlamentares de amizade da assembleia Nacional:

1 – Cabo Verde /África do Sul:  2 – Cabo Verde/Angola:  3 – Cabo Verde/Brasil:  4 – Cabo Verde/China:  5 – Cabo Verde/Côte d'Ivoire  6 – Cabo Verde/Cuba:  7 – Cabo Verde/Federação Russa  8 – Cabo Verde/França:  9 – Cabo Verde/Guiné‐Bissau  10 – Cabo Verde/Kuwait:  11 – Cabo Verde/Mali  12 – Cabo Verde/Moçambique  13 ‐ Cabo Verde/Níger:  14 – Cabo Verde/Portugal:  15 – Cabo Verde/República Federal da Alemanha:  16 – Cabo Verde/São Tomé e Príncipe:  17 – Cabo Verde/Senegal:  18 – Cabo Verde/Burkina Faso  19 – Cabo Verde/Itália  20 – Cabo Verde/Luxemburgo 

(30)

23

1.11.4 Filiação em organismos regionais e/ou internacionais

a) União Interparlamentar (UIP)

É uma organização internacional dos parlamentos dos Estados soberanos, cujo objetivo é mediar os contactos multilaterais dos parlamentares.

A UIP foi fundada em 1889, por iniciativa do inglês William Randal Cremer e do francês Frédéric Passy, que, entusiasmados pelos valores pacifistas e idealistas da época, vislumbraram uma organização onde os conflitos fossem resolvidos por meio de uma arbitragem internacional.

A UIP atua preferencialmente nas seguintes áreas: democracia representativa, paz e segurança internacionais desenvolvimento sustentável, direitos humanos e direito humanitário, igualdade de géneros, comércio internacional e educação, ciência e cultura.

b) O Parlamento Pan-africano

É o órgão legislativo da União Africana e foi inaugurado em Março de 2004 em Adis Abeba, Etiópia.

Durante os primeiros cinco anos da sua existência, este parlamento terá apenas as funções de verificar o funcionamento dos outros parlamentos do continente, aconselhá-los e responder a questões que lhe sejam formuladas. Depois deste período o Parlamento Pan-africano passará a ter poderes legislativos, como qualquer outro.

Os seus 265 parlamentares são eleitos pelas legislaturas dos 53 estados-membros. A sede do Parlamento Pan-africano é em Midrand, África do Sul.

c) Assembleia parlamentar paritária APP/UE

A competência da Assembleia Parlamentar Paritária é promover os processos democráticos, através do diálogo e de consultas, sensibilizar a opinião pública para as questões de desenvolvimento, contribuir para maior compreensão entre os povos dos

(31)

24

dois grupos de Estados, debater questões relativas ao desenvolvimento e a parceria apresentar recomendações relacionadas com os objetivos do Acordo.

A Assembleia Parlamentar Paritária é um conjunto composto por deputados e representantes e os representantes eleitos do Africano, das Caraíbas e do Pacífico signatários do Acordo de Cotonu.

É a única assembleia internacional em que os representantes de vários países se sentam juntos regularmente com o objetivo de promover a interdependência Norte-Sul.

d) Parlamento da CEDEAO

O Parlamento da CEDEAO é um fórum de diálogo, de consulta e de consensos para os representantes dos povos da África Ocidental com o objetivo de favorecer a integração. O Parlamento foi estabelecido de conformidade com o Artigo 06 e 13 do Tratado da CEDEAO. O Protocolo que institui o Parlamento foi assinado em Abuja em 06 de Agosto de 1994 e entrou em vigor desde 14 de Março de 2002.

e) O Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa

É uma organização de cooperação Interparlamentar entre os Parlamento nacionais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Os objetivos gerais do Fórum são Contribuir para a paz e para o fortalecimento da democracia e das instituições representativas, Contribuir para a boa governação e para a consolidação do Estado de direito, bem como, Promover e defender os direitos humanos, examinar questões de interesse comum, tendo, designadamente, em vista a intensificação da cooperação cultural, educativa, económica, científica e tecnológica, o combate a todas as formas de discriminação e todos os tipos de tráficos e as políticas de imigração, harmonizar os interesses e consertar as posições comuns para a sua promoção noutros fora parlamentares, promover a harmonização legislativa em matérias de interesse comum, especialmente relevantes.

(32)

25

CAPITULO II: ATIVIDADE DESENVOLVIDAS AO LONGO DO ESTÁGIO

As atividades realizadas ao longo da permanência na Divisão de Estudos de Impacto Legislativo e, Apoio Técnico às comissões.

No dia 11 de Marco de 2015 participamos como protocolo para organizar a sessão solene para homenagear a Sua Alteza Real (SAR) o Grão Duque do Luxemburgo, mas também tivemos a honra de para além de organizar a sessão tivemos a oportunidade de receber as altas entidades que participaram desta sessão, os deputados da Nação, alguns Embaixadores cônsul entre outros.

No dia 17 de Marco de 2015, pelas 15 horas, na sala multiuso da Assembleia Nacional, na Praia, a Comissão Especializada de Assuntos Jurídicos, Direitos Humanos e Comunicação Social, por convocação do seu presidente, para audição do órgão externo a Assembleia Nacional, isto é, audição dos candidatos eleitos para Agência Reguladora da Comunicação Social.

Aos 18 dias do mês de Março de 2015, pelas 09 horas, na sala multiuso da Assembleia Nacional, na Praia, a Comissão Especializada de Assuntos Jurídicos, Direitos Humanos e Comunicação Social, por convocação do seu presidente, para audição do órgão externo a Assembleia Nacional, audição dos candidatos eleitos para a Comissão Nacional da proteção de dados.

No dia 18 de Marco de 2015, pelas 15 horas, na sala de Banquetes da Assembleia Nacional, Praia, o Representantes dos trabalhadores da Assembleia Nacional fez uma reunião com os funcionários, com o objetivo de esclarecer os mesmos sobre o novo PCCS da Assembleia Nacional

No dia 19 dias do mês de Marco de 2015, pelas 09 horas, na sala multiuso da Assembleia Nacional, na praia a Comissão Especializada de Relações Externas, Cooperação e comunidades, por convocação do seu presidente para dar um parecer do projeto de resolução que aprova, a nova constituição da Comissão Africana de Aviação Civil (CAFAC), assinado em dezasseis de Dezembro de 2009, em Dakar, Senegal.

(33)

26

No dia 19 do mês de Março de 2015, pelas 15 horas, na sala multiuso da Assembleia Nacional, na Praia, a Comissão Especializada dos Assuntos Jurídicos, Direitos Humanos e Comunicação Social, por convocação do seu presidente, para audição do órgão externo a Assembleia Nacional, audição do Juiz conselheiro do Tribunal Constitucional Dr. Carlos de Pina Delgado.

Nos dias 06/07 do mês de Abril de 2015, pelas 09 horas participamos numa reunião da comissão de redação na sala Multiuso da Assembleia Nacional, para efeitos de aprovação na especialidade dos Estatutos dos Titulares de Cargos políticos.

No dia 13 do mês Abril de 2015 pelas 09 horas a Comissão Especializada dos Assuntos Jurídicos, Direitos Humanos e Comunicação Social, reuniram na sala multiuso da Assembleia Nacional, para efeitos de aprovação na especialidade do Novo Regimento da Assembleia Nacional onde aprovaram até o artigo vigésima, porque a reunião foi suspenso.

No dia 14 e 15 do mês de Abril de 2015, pelas 08 horas, participamos da cimeira sobre regionalização realizada pelo Governo na sala de Banquetes da Assembleia Nacional, intitulado Modelos Impacto e Sustentabilidade onde participaram vários conferencistas nomeadamente Dr. Onésimo Silveira, Paulino Dias, José Semedo, Adilson Graça, Francisco Lima Fortes, entre outros.

Aprendemos a elaborar um programa de visita dos Deputados à Comunidade Imigrada em São Vicente.

Elaboramos um fluxograma sobre o processo legislativo especial, do Processo de Fiscalização Política, processo legislativo comum.

Participamos na Sessão Plenária dos Meses de Março, Abril e Maio, onde conseguimos constatar na prática o processo de Organização de fiscalização política nomeadamente, Interpelação, Pergunta ao Governo, debate sobre Questões de Política Interna e Externa, aprovação de alguns Diplomas tais como, o projeto de Lei que aprova Estatuto dos Titulares de Cargos, proposta de Lei que estabelece o regime jurídico de alimentação e saúde escolar, Proposta de Lei que regula o acesso e o exercício da atividade de televisão, bem como a oferta ao público de serviço audiovisuais a pedido ou mediante solicitação

(34)

27

individual, Projeto de Resolução que aprova para efeitos de adesão, a nova constituição da comissão Africana de Aviação Civil (CAFAC), assinada em dezasseis de Dezembro de 2009, eleição de Titulares de Cargos Exteriores a Assembleia Nacional, entre outros.

Os trabalhos realizados na Divisão dos Recursos Humanos foram as seguintes:

Abordagem sobre legislação laboral aplicáveis aos funcionários da Assembleia Nacional e da Administração Pública Cabo-verdiana.

Leitura, interpretação e pedido de esclarecimentos das diferentes Leis, Decreto- Lei, Decreto-Legislativo e regulamentos aplicáveis aos funcionários da Assembleia Nacional e da Administração Publica Cabo-Verdiana (PCCS) da Assembleia Nacional e da Função Publica, Código de Trabalho, regime Geral da Organização e Atividades da Administração Publica, Estatuto Disciplinar dos Agentes da Administração Publica, Regime Jurídico da Constituição, Modificação e extinção da Relação Jurídica de Emprego na Função Publica, Regime de Mobilidade dos Funcionários da Assembleia Nacional, Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos, entre outros.

Conhecimento e aprendizagem sobre a elaboração de Mapas de Faltas (mensal e anual), organização do processo individual dos funcionários, contagem do tempo de serviço, lista de promoção e de progressão.

Elaboração de Informação Parecer, Notas e Despacho.

Participação na cimeira sobre regionalização em Cabo-Verde nos dias 14e 15 de Abril.

Atividades desenvolvidas na Divisão das Relações Publicas e Internacionais:

Leitura e análise das fichas referentes aos diferentes países e organizações internacionais (Parlamento da CEDEAO e países da CPLP).

Visitas guiadas ao edifício da Assembleia Nacional com estudantes a associações comunitárias.

(35)

28

Participação na Organização de conferência de Alto Nível sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em pequenos estados insulares em desenvolvimento e de rendimento médio.

Participação na conferência do ICCA sobre o trabalho infantil.

Colaboração na atualização da Lista de Entidades especialmente no quadro de preparação do Ato solene de 05 de Julho, Elaboração de convites.

2.1

Dificuldades encontradas

Uma das dificuldades encontras predem-se com a pouca disponibilidade de documentos para a elaboração do estudo de caso, o site da Assembleia Nacional encontrava-se inativo.

No primeiro contacto deparamos que o nosso plano curricular precisa de adequar com o mundo laboral, ou seja a universidade devera proceder há alterações no seu sistema curricular, de modo que os estagiários estejam melhores preparados a quando do seu estágio e consequentemente com o mercado de trabalho.

(36)

29

CAPITULO III: ESTUDO DE CASO: AS PROPOSTAS DA REFORMA DO PARLAMENTO CABO-VERDIANO

3.1

Nota Introdutória

Pretende-se com este estudo perceber se este órgão com um novo plano de ações em termos de comunicação é a mais adequada para suscitar uma maior interesse pelos seus serviços, com vista a melhorar a imagem externa do Parlamento bem como a promoção de um maior confiança dos cidadãos nos representantes eleitos da Nação.

Propõe-se como metodologia de trabalho inteirar-se do percurso histórico da Assembleia Nacional de Cabo Verde, do conceito e importância do seu funcionamento no tocante à aproximação e reforço das relações entre o Parlamento e a sociedade, bem como, seu desempenho, numa perspetiva evolutiva, dos seus serviços, tendo em conta as inovações que irá ser introduzidas no âmbito da Reforma do parlamento.

O Estudo de Caso aqui apresentado foi baseado no Relatório da Reforma Parlamentar 2012, e também no Livro de Lívio Lopes.

O presente documento vai afetar os seguintes diplomas:

 Estatuto dos Deputados  Lei orgânica da Assembleia

 Estatuto dos Titulares dos cargos Políticos  Regime Jurídico das Incompatibilidades  Código da Ética e Decoro parlamentar

 Regime e Controlo da Riqueza dos Deputados  Lei Formulário para a Assembleia, se for pertinente!

(ver lei sobre B.O eletrónico);  Regime Jurídico de Petições  Iniciativa Legislativa Popular  Regime Jurídico do Referendo

(37)

30

 

3.1.1 Justificativa

Na Resolução nº 19/VIII/2011, publicado no B.O. nº 25, 1ª série, de 25 de Julho de 2011, a Assembleia Nacional criou uma Comissão Eventual de Reforma do Parlamento (CERP) com a tarefa de estudar e elaborar propostas da Reforma do Parlamento cabo-verdiano, e ser apresentada para apreciação do Plenário, num prazo de 7 meses. Este período acabaria por ser prorrogado por mais 90 dias, para possibilitando assim a finalização dos trabalhos da Comissão. O Plenário da Assembleia Nacional decidiu que em primeiro lugar seriam elaborados os Termos de Referência da Reforma, que foram aprovados por unanimidade, na sessão do mês de Julho de 2011.

A história da Reforma do Parlamento é um objetivo que persiste na agenda, com notável acuidade em muitos países, tendo a preocupação central aferir a efetividade do sistema democrático, cuidar da qualidade da democracia e da sua incontornável aceitação e permanente legitimação pela sociedade e, pelos cidadãos eleitores.

3.1.2 Objetivo Geral

Enfatizar a importância de uma Reforma no Parlamento Cabo-verdiano, para maior credibilizar, e aumentar qualidade no trabalho desenvolvido na Assembleia Nacional perante a Nação.

Objetivo Específicos

 Mostrar a importância de reabrir o debate para a efetivação da Reforma do Parlamento;

 Com a Reforma pretende-se que a sociedade seja interativa e participativa;  Renovar todo o ambiente Politico e Legislativo de Cabo verde;

(38)

31 3.2. Metodologia

Godoy (1995, p.58) explicita algumas características principais de uma pesquisa qualitativa, o qual embasam também este trabalho: “considera o ambiente como fonte direta dos dados e o pesquisador como instrumento chave; possui caráter descritivo; o processo é o foco principal de abordagem e não o resultado ou o produto; a análise dos dados foi realizada de forma intuitiva e indutivamente pelo pesquisador; não requereu o uso de técnicas e métodos estatísticos; e, por fim, teve como preocupação maior a interpretação de fenômenos e a atribuição de resultados.

A pesquisa qualitativa não procura enumerar e/ou medir os eventos estudados, nem emprega instrumental estatístico na análise dos dados, envolve a obtenção de dados descritivos sobre pessoas, lugares e processos interativos pelo contato direto do pesquisador com a situação estudada, procurando compreender os fenômenos segundo a perspetiva dos sujeitos, ou seja, dos participantes da situação em estudo (GODOY, 1995, p.58). Gil (1991, p. 46) afirma que, “embora as pesquisas geralmente apontem para objetivos específicos, estas podem ser classificadas em três grupos: estudos exploratórios, descritivos e explicativos.

Para à elaboração do presente trabalho recorremos à pesquisa bibliográfica, pesquisa documental. Assim sendo, no que diz respeito à pesquisa bibliográfica, a mesma se baseou em informações pertinentes disponíveis nos BO´s, livros, fundamentalmente baseada no livro Os fundamentos da Reforma, Livio Lopes, entre outros.

A realização de qualquer pesquisa científica implica o seguimento de um processo de investigação, composto por várias etapas e da definição de um conjunto de instrumentos de recolha e tratamento dos dados.

(39)

32

3.3

Eixos da Reforma Parlamentar

Os mesmos Termos de Referência indicaram que, sem perder de vista outros aspetos importantes da vida parlamentar, a Reforma deveria incidir em, pelo menos, 4 eixos fundamentais:

 A vertente institucional e legislativa;

 A vertente da funcionalidade administrativa do parlamento;

 A vertente comunicação (em sentido lato) com forte suporte em novas tecnologias de informação e comunicação;

 A vertente proximidade e contacto deputado-eleitores.

O período eleitoral, (eleições presidenciais) que se seguiu, retardou consideravelmente o início dos trabalhos da Comissão que, numa primeira fase, dedicou-se à recolha e sistematização de informação pertinente sobre todos os aspetos da vida parlamentar, e à elaboração de uma proposta de Novo Regimento da Assembleia Nacional, base institucional em que incide o maior conjunto das propostas de Reforma.

Uma pequena resenha histórica dirá que a Reforma do Parlamento é um objetivo que persiste na agenda, com notável acuidade em muitos países, tendo a preocupação central aferir a efetividade do sistema democrático, cuidar da qualidade da democracia e da sua incontornável aceitação e permanente legitimação pela sociedade, pelos cidadãos eleitores.

Em Cabo Verde, a primeira Comissão de Reforma do Parlamento foi criada em 1993. (Resolução n.º 55/IV/93, de 31 de Dezembro, que criava a Comissão Eventual de Reforma e Modernização do Parlamento). Seguiram-se prorrogações e a criação de nova Comissão em 2 de Julho de 1996, que, em estreita ligação com a Mesa, devia prosseguir o processo de Reforma nessa legislatura.

As missões principais dessa etapa dirigiam-se para o seguinte:

a) Criar as condições para que os Deputados trabalhassem a tempo inteiro, b) Criar a Orgânica da Assembleia Nacional;

(40)

33

c) Criar o Centro de Documentação e Informação Parlamentar.

Durante quase toda a V Legislatura (1996-2001), o Parlamento funcionou com 28 Deputados em regime de tempo inteiro, o indispensável para garantir o funcionamento necessário das 4 Comissões Especializadas, então existentes. Ficou convencionado que na legislatura seguinte seriam criadas as condições para todos os deputados (72) passarem a exercer o mandato em regime de tempo inteiro. Foi o que aconteceu a partir de 2001. Terminava assim uma primeira etapa da Reforma do Parlamento.

Compulsando atualmente as decisões dessa etapa da Reforma do Parlamento, é fácil concluir que a questão da Comunicação ficou sem implementação, sendo que até esta data o Parlamento ainda não dispõe do Centro de Documentação e Informação Parlamentar, ponto essencial no projeto de Reforma então enunciado.

Em 2005, é elaborado um estudo sobre a “Eficácia e Transparência do Parlamento na Era Digital: Contribuição para uma Estratégia de Aproximação entre a Assembleia Nacional de Cabo Verde e os Cidadãos”. Pretendia-se “obter um amplo conjunto de dados e elementos que contribuam para a ponderação e adoção de medidas que facultem uma maior aproximação e estreitamento das relações entre os cidadãos, os grupos de interesse e o Parlamento, bem como uma significativa melhoria da projeção externa da vida parlamentar”. Giordano Custodio & José Magalhães, (2005).

Este estudo dirigido pelo Dr. José Magalhães, conhecido deputado e especialista português na utilização de novas tecnologias, pode ser indicado como o sinal de necessidade de uma nova etapa na Reforma do Parlamento. Etapa essa que se preocupa com a “qualidade da democracia e da sua perceção pela sociedade”.

3.3.1 As linhas orientadoras da Reforma

A perceção dos estrangulamentos no funcionamento do Parlamento cabo-verdiano é algo do domínio público, não apenas dos deputados e funcionários da Assembleia Nacional. A quase inexistência de estudos especificamente sobre o parlamentarismo cabo-verdiano não facilita a tarefa de reflexão sobre os caminhos a empreender. Pudemos tirar proveito de muitos trabalhos e relatórios elaborados pelos serviços da

(41)

34

Assembleia Nacional ao longo dos anos, e de literatura especializada que fomos reunindo e pesquisando ao longo destes meses.

Tivemos também a ajuda dos serviços de Biblioteca e Documentação para aceder a bibliografia especializada, e pudemos contar com o apoio da Assembleia da República portuguesa para troca aprofundada de experiência sobre as práticas que resultaram das diferentes reformas efetuadas no Parlamento português, nas décadas de 80, 90 e em 2005 e 2007. Ultimamente tivemos também a oportunidade de aproveitar da visita do Grupo de Amizade Cabo-Verde França, para trocar experiencia com os especialistas e eleitos da Assembleia e do Senado francês. Colegas nossos trouxeram documentação sobre a experiencia das Canárias, tivemos acesso a muita bibliografia da experiência brasileira. Comparamos soluções com vários outros parlamentos também ocupados com esta preocupação da Reforma.

A efetividade do Parlamento, isto é o grau de cumprimento do seu papel, a sua centralidade no sistema político é matéria de interrogação de todos quantos se questionam sobre o porquê de, em todos os países, haver incompreensões e criticas sobre o funcionamento dos parlamentos. Uma reforma que se preze não pode deixar de abordar o assunto da efetividade, discutindo os aspetos cruciais do papel do Parlamento nas democracias modernas. Que deve prevalecer:

a primazia do debate, da pluralidade e da diferença, da diversidade social ou a produtividade legislativa e efetividade da função de controlo do executivo, as funções de orientação política ou as de legitimação democrática.

As de dinamização de outros órgãos do sistema político?

A melhoria do cumprimento efetivo de todas essas funções deve ser a preocupação central da Reforma do Parlamento.

A efetividade pode ser também vista do ponto de vista orgânico: O que é importante. A “efetividade dos deputados”, a “efetividade dos órgãos” do Parlamento (todos), a “efetividade dos Grupos parlamentares” e na “efetividade das práticas” políticas,

(42)

35

administrativas, de comunicação? Essa decomposição é feita mais adiante, para se poder aferir os princípios subjacentes às propostas de Reforma do Parlamento.

A efetividade dos deputados e dos órgãos do Parlamento está regulamentada pelo Regimento. Temos (em anexo a este Relatório) uma proposta de Novo Regimento da Assembleia Nacional, cuja discussão deve ser um momento importante e crítico para o sistema político cabo-verdiano, pois o RAN realiza, desenvolve e completa a Constituição da República. Tal matéria deve merecer suficiente ponderação não apenas dos deputados, carecendo por isso de um período de socialização.

A “efetividade dos deputados” é, em boa medida, assunto tratado pelas normas previstas nos Estatuto dos Deputados, em decorrência do estipulado na Constituição. O mandato inicial desta CERP não incluiu um tratamento reformista do Estatuto dos Deputados. No entanto, a Reforma ao propor inovações no funcionamento regimental da instituição parlamentar acaba, necessariamente, por “transbordar” nas suas consequências para questões que são do âmbito do Estatuto dos Deputados.

Por exemplo, a proposta de um novo modelo de funcionamento (mais intenso, mais assíduo) da Assembleia Nacional, com a transferência de competências do Plenário para as Comissões Especializadas, traz implicações profundas para as normas do estatuto de Deputados (a célebre questão do domicílio profissional dos deputados ,o regime de faltas, o regime das substituições, as modalidades de efectiva justificação das faltas) e com a elevação do risco de perda de mandatos.

Com a existência de uma Comissão de Ética parlamentar, também agora proposta, o controlo passará a ser muito mais exigente, podendo ser ainda escrutinado publicamente. Ora, a perda de mandato (8 faltas seguidas ou 15 interpoladas art.º 3 alínea c, do RAN) num parlamento da nossa dimensão, com 72 deputados e pequenas margens de diferença entre maioria e minoria, é uma questão muito séria para a estabilidade da governação e efectividade do sistema político.

Do mesmo modo, a inovação que prevê a entrada no Regimento de uma Conferência de Presidentes das Comissões Especializadas, aponta para a necessidade de criação de condições de funcionamento para as Comissões permanentes e seus presidentes,

Referências

Documentos relacionados

A análise multivariável dos fatores relacio- nados à perda testicular revelou associação com idade (maior que 10 anos) p< 0,0001, raça negra p<0.0001 e pacientes sem

Cachorro meteu engatou e gozou no cu do veado coroa na zoofilia grátis - um video de zoofilia amador grátis onde um veado coroa da bunda grande faz sexo anal com um cachorro dotado,

As soluções de estruturas mistas madeira-betão são cada vez mais utilizadas, tanto em alternativa aos pavimentos de madeira tradicionais, como para a reabilitação

Pedro Seabra acredita que o Benfica está mais forte: "A época ainda está no início, mas acreditamos na nossa filosofia e no nosso trabalho diário. Uma vez que temos mais tempo

Tisztek és becsületügyi eljárás alá n em tartozó személyek között felmerült lovagias ügyek intézésénél vagy becsületügyi eljárás alá n em

Depois dos/as alunos/as terem algum contacto (direto ou indireto) com o Museu Rural de Pendilhe, seria interessan- te conseguirem centralizar a informação mais importante num

Demaquilante Facial 140ml C7619 Loção Tônica Calmante 140ml C7621 Higienizante Intimo 200ml C7300 Espuma Cremosa 160ml C7618 Peeling de Laranja 100g C7560 Indicada para a

Com sua unidade de injeção com dosagem elétrica, e área do molde com duas colunas em diagonal possibilitando o uso de moldes de maior tamanho, para a produção de peças