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Ciência da Computação Experimental

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Academic year: 2021

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(1)

Mét d Q

tit ti

Métodos Quantitativos para

Ciência da Computação Experimental

A l #

-Aula

#6c-Regressão Curvilínea, Transformações, Outliers e Modelos de Distribuição de Probabilidades

Virgílio A. F. Almeida

d

Maio de 2010

Departamento de Ciência da Computação Universidade Federal de Minas Gerais Universidade Federal de Minas Gerais

(2)

R

ã C

ili

Regressão Curvilinear

R

ã li

l õ li

• Regressão linear assume relações lineares

entre variáveis previsoras e a resposta.

• O que acontece quando essas relações não são

• O que acontece quando essas relações não são

lineares?

– Coeficientes de determinação RCoeficientes de determinação R pobres2 pobres

• É necessário encontrar outro tipo de função

para a relação entre previsores e resposta.

(3)

Quando devemos usar uma regressão

Quando devemos usar uma regressão

curvilinear?

• A forma mais direta é fazer uma inspeção visual nos dados.

• Faça um gráfico de pontos

– Se o gráfico não se apresenta como linear (alguma indicação de linearidade) use então uma regressão indicação de linearidade), use então uma regressão curvilinear.

• Ou então quando há outras razões para suspeitar que as relações não são lineares (ex fenômenos

as relações não são lineares (ex., fenômenos

claramente modelados por power laws, Zipfs Law, etc). • Relações devem ser convertidas para formas lineares.

(4)

D d i

t i

t l

Dados experimentais telco

count of

customers

‘best customer’

(5)

Tipos de Regressão Curvilinear

Tipos de Regressão Curvilinear

• Existem muitos tipos possíveis, baseados

numa variedade de relações entre as

numa variedade de relações entre as

variáveis:

y

=

bx

a

y

bx

y

= +

a

b

x

x

ab

y

=

x

(6)

Transformação para Relações

Transformação para Relações

Lineares

• Use qualquer transformação que leve a

representar a relação através de funções de

representar a relação através de funções de

forma linear, como : logaritmos, multiplicação,

divisão, etc.

• Exemplo, quer se obter y = a + b*

p

q

y

• Ou uma forma similar

(7)

F

õ

d R

ã C

iLi

Funções de Regressão CurviLineares

Linear

Linear

Nao

)

1

(

x

b

a

y

x

b

a

y

=

+

=

+

1

)

/(

1

a

bx

y

bx

a

y

=

+

=

+

)

(

)

(

a

bx

x

y

a

bx

x

y

=

+

=

+

)

(

ln

ln

ln

n n x

x

b

a

y

bx

a

y

b

x

a

y

b

a

y

+

+

+

=

×

=

)

(x

b

a

y

bx

a

y

=

+

=

+

(8)

F

õ

d R

ã C

iLi

Funções de Regressão CurviLineares

Linear

Linear

Nao

)

1

(

x

b

a

y

x

b

a

y

=

+

=

+

1

)

/(

1

a

bx

y

bx

a

y

=

+

=

+

)

(

)

(

a

bx

x

y

a

bx

x

y

=

+

=

+

)

(

ln

ln

ln

n n x

x

b

a

y

bx

a

y

b

x

a

y

b

a

y

+

+

+

=

×

=

)

(x

b

a

y

bx

a

y

=

+

=

+

(9)

Transformações

Transformações

• O termo transformação é usado quando uma função da • O termo transformação é usado quando uma função da

variável de resposta medida é usada no lugar da própria variável.

U l f ã d iá l t l d

• Usar alguma função da variável resposta y em lugar do próprio y.

• Regressão curvilinear é um exemplo dessa transformação. 1

x

b

a

Y

=

α+

ln

)

1

(

)

ln(

ln

x

b

a

Y

=

+

α

+

• As técnicas tem aplicação mais geral

'

'

A

Bx

y

=

+

(10)

Q

d t

f

?

Quando transformar?

1. Quando as propriedades físicas conhecidas do sistema medido sugerem que a função da resposta, ao invés

d ó i t é iá l lh

da própria resposta, é uma variável melhor para o modelo. Exemplo:

y

que

melhor

1

2. Quando o intervalo dos dados medidos cobre várias

d d d E l

y

y

melhor

que

ordens de grandeza. Exemplo:

grande

é

min max

y

y

3. Quando a hipótese de uma variância homogênea dos resíduos é violada (i.e. Homoscedasticity).

min

(11)

Comprimento das sessões em número de

requições baseados em dados medidos

.

Bookstore

Pareto

(12)

O tli

Outliers

M did b d i t ti i t

• Medidas observadas em experimentos tipicamente contem outliers (i.e., valores muito fora do corpo da curva)

d d ã ã í d d d

– Medidas que não são uma característica verdadeira do sistema.

– Ao acaso, pode haver vários desvios padrão fora dos limites

limites

– Erros podem ter ocorrido no processo experimental de medição.

Comportamentos atípicos de usuários do sistema podem – Comportamentos atípicos de usuários do sistema podem

existir (ex: um nerd que joga um game 15 horas consecutivas, quando se está analisando tempos de conexão a um provedor de serviços)p ç )

• Isso resulta no seguinte problema:

• Devemos ou não incluir os outliers nas análises que estamos fazendo?

(13)

C

t t

tli

?

Como tratar os outliers?

1. Determine os outliers, analisando por

exemplo os gráficos de pontos.

p

g

p

2. Verifique cuidadosamente os erros

experimentais

3. Repita os experimentos com valores

previsores para os outliers

4 Decida se deve ou não incluir os outliers:

4. Decida se deve ou não incluir os outliers:

• Verifique se os outliers são parte do sistema ou se são excessões que podem ser desprezadas. Exemplos?

A li d d tli j f • Analise os dados com e sem os outliers e veja o que faz

mais sentido.

• Todas as análises dependem da natureza do sistema em estudo

(14)

Erros mais comuns nas análises usando

Erros mais comuns nas análises usando

regressões

• Geralmente baseadas em “atalhos” ou

simplificação excessiva dos dados.

R li d id d

té i

• Realizada sem cuidados e técnicas

fundamentadas.

• Falta de entendimento dos princípios

• Falta de entendimento dos princípios

fundamentais de estatística.

• Falta de entendimento dos princípios

• Falta de entendimento dos princípios

(15)

ifi

ã d li

id d

Não verificação da linearidade

• Desenhe o gráfico de pontos

• Se não for linear, verifique as possibilidades

curvilineares e suas transformações.

• O uso de uma regressão linear quando as

relações entre resposta e previsores não são

lineares é um ERRO!

(16)

Validating GENIUS

Validating GENIUS

Relative performance of Randomized I/O over striping for

Relative performance of Randomized I/O over striping for

real and corresponding synthetic workload

GENIUS

P

i

G

t

GENIUS

ad

Previous Generator

ad worklo a worklo a nthetic nthetic sy n ideal syn ideal

(17)

Basear em resultados sem uma

Basear em resultados sem uma

inspeção visual

• Sempre verifique o gráfico de pontos, como

parte das análises usando regressões

parte das análises usando regressões.

– Examine a linha de regressão prevista versus os pontos reais obtidos pelo experimento.

p p p

• Isso é particularmente importante no caso de

uso de pacotes que fazem regressões

(18)

Atribuição de importância aos valores dos

Atribuição de importância aos valores dos

parâmetros

• Valores numéricos da regressão dependem da

• Valores numéricos da regressão dependem da

escala das variáveis previsoras.

• Não é devido ao fato de um valor ser pequeno

p q

ou grande que é necessariamente uma

indicação de importância.

E

l

• Exemplo:

– Converter segundos para microsegundos não muda nada fundamental no problema

– Mas muda a magnitude dos valores dos parâmetros associados.

(19)

E

l

Exemplo

• Tempo de CPU em segundos = 0.01*(# oper. E/S) + 0.001*(tamanho da memória em Mbytes) • Tempo de CPU em milisegundos = 10*(# oper. E/S) +

1*(tamanho da memória em Mbytes)( y ) • Valores absolutos dos parâmetros podem ser

enganadores! enganadores!

â

• A forma correta de comparar a significância de um parâmetro da regressão é através de seu intervalo de confiança.

(20)

Ausência de cálculo de Intervalos de

Ausência de cálculo de Intervalos de

Confiança

A t

d

b

õ did

ã

• As amostras das observações medidas são

aleatórias.

• Assim a regressão executada nessas amostras

• Assim, a regressão executada nessas amostras

gera parâmetros com propriedades aleatórias

também.

também.

• Sem intervalos de confiança, é impossível

entender o significado e a confiança que se

g

ç q

tem nos valores dos parâmetros.

(21)

Ausência de cálculo do Coeficiente de

Ausência de cálculo do Coeficiente de

Determinação (R

2

)

• Sem o cálculo de R

2

, é difícil determinar

t d

iâ i é

li d

l

quanto da variância é explicada pela

regressão.

(22)

Uso Inadequado do Coeficiente de

Uso Inadequado do Coeficiente de

Correlação

C fi i

t d d t

i

ã é R

2

• Coeficiente de determinação é R

2

• Coeficiente de correlação é R

R

2

t

l d iâ i

é

• R

2

dá o percentual da variância que é

explicada pela regressão, e isso é diferente de

R

R

• Exemplo

– se R é 0.6, então Rse R é 0.6, então R2 = 0.36 0.36

– a regressão explica apenas 36% da variância – não 60%!!

(23)

Medidas da variação: A soma dos

Medidas da variação: A soma dos

quadrados

Y

SSE

=

∑(

Y

i

-

Y

i

)

2

SST =

∑(

Y

i

-

Y

)

2

∑(

i i

)

_

SSR

=

∑(

Y

i

-

Y

)

2

_

Y

_

X

X

X

X

(24)

Uso de variáveis previsoras altamente

Uso de variáveis previsoras altamente

correlacionadas

• Se duas variáveis previsoras são

• Se duas variáveis previsoras são

correlacionadas, o uso de ambas variáveis

degrada a regressão.

• Exemplo:

– num servidor Web é provável haver correlação entre tamanho de um arquivo e sua popularidade

tamanho de um arquivo e sua popularidade

– assim, não use os dois num modelo de previsão de cache hit ratio

O l

t

é á i

h

• O exemplo mostra que é necessário conhecer

bem as variáveis previsoras e suas possíveis

relações

(25)

Uso de regressão muito além do intervalo

Uso de regressão muito além do intervalo

de observação

• A regressão é baseada no comportamento observado de uma amostra em particular (ou conjunto de amostras). Refere se ao comportamento do sistema numa certa faixa d l

de valores

• É mais seguro prever dentro de uma faixa compatível com o intervalo de valores observados na medição

– Valores muito além podem ser previstos?

• Exemplos

– Uma regressão do tempo de execução de módulos de código

ã h d ó d í l

que são menores que que o tamanho de memória disponível, pode não ser capaz de prever o tempo de módulos que fazem muito uso de memória virtual.

– A previsão do número de queries que chega numa máquina de A previsão do número de queries que chega numa máquina de busca baseada numa regressão em cima de valores de um log de vários dias pode não ser capaz de prever o que acontecerá meses a frente.

(26)

U d

it

iá i

i

Uso de muitas variáveis previsoras

O é i

d i iá i

i

ã

• O acréscimo de mais variáveis previsoras não

necessariamente melhora a qualidade do

modelo

modelo.

• Pode-se criar problemas como os

multi-colinearidade

colinearidade

• Quais variáveis devem então ser usadas?

(27)

Medindo pouco de um intervalo de valores ou

medindo intervalos não significativos

• Uma regressão somente prevê bem valores próximos do intervalo observado de mediçoes. ç

• Se não forem feitas medições dos intervalos mais comuns de operação do sistema, a regressão não irá prever muita coisa.

p

• Exemplos

– Se muitos programas são maiores que a memória real

disponível, então medir aqueles que são menores, pode ser disponível, então medir aqueles que são menores, pode ser um erro, pois fatores como overhead estariam sendo

ignorados quando fosse feita uma pevisão de programas maiores.

– Se o experimento mede os tempos de execução de queries de um conjunto de palavras pouco frequentes, então

prever os tempos de palavras muito frequentes, pode ser um erro pois há efeitos como caching que não estariam um erro, pois há efeitos como caching que não estariam

(28)

Assumir que um bom previsor é

um controlador

C l ã ã i ifi i l

• Correlação não significa necessariamente controle.

• Ao assumir que uma variável A é co-relacionada a uma variável B, pode-se não ser capaz de controlar os

valores de B fazendo a variação de A. Ou seja, estudo de mudanças no sistema pode não funcionar.

• Exemplo:p

– Suponha um modelo de regressão que seria usado para

prever hits em função da largura de banda. Se o número de hits numa página Web e a banda do servidor são

l i d d ã d

correlacionados, voce pode não ser capaz de prever o

aumento de hits simplesmente aumentando a largura de banda. Em outras palavras, largura de banda pode ser um previsor mas não um controlador do número de hits

previsor, mas não um controlador do número de hits.

– Em geral, uma regressão busca determinar as variáveis de controle.

(29)

Determinando distribuições para dados 

ç

p

experimentais

• O problema:

– Voce coleta um imenso volume de dados (ex.: tráfego de redes,   tamanhos de arquivos,  tempos entre‐chegadas de requisições,  etc) de dados e quer  saber o que fazer com isso! Seu orientador  pede uma solução, e aí? pede u a so ução, e a – Determinar um modelo de distribuição de probabilidade, mas  qual?

• Benefícios do uso de modelos:

P d i l d t ti t li d – Podem ser manipulados matematicamente e analisados – São meios concisos de comunicar e trabalhar os dados

(30)

S l ã

Solução

(31)

Solução

1. Escolha da função de distribuição

2. Estimativa dos parâmetros relevantes

3. Approach:

3. Approach: 

1. Escolha as funções candidatas‐ depende da natureza

do fenômeno

2. Calcule os parâmetros para cada função

3. Selecione a que melhor ‘’fit’’ (veja referência abaixo)

3. Selecione a que melhor fit  (veja referência abaixo)

V. Paxson, Empirically-Derived Analytic Models of Wide-Area

TCP Connections, IEEE/ACM Transactions on Networking, Vol. 2 No. TCP Connections, IEEE/ACM Transactions on Networking, Vol. 2 No.

(32)

Escolha da função de distribuição

((

Visual checks)

• CDF das duas distribuições

• CCDF (log-log) das duas funções

M d l til

til d d

f

õ

(33)

Escolha da função de distribuição

Escolha da função de distribuição

(34)

Quantiles

Q

• Quantiles are points taken at regular intervals from the cumulative • Quantiles are points taken at regular intervals from the cumulative  distribution function (CDF) of a random variable. Dividing ordered  data into q essentially equal‐sized data subsets is the motivation for  il h il h d l ki h q‐quantiles; the quantiles are the data values marking the  boundaries between consecutive subsets.

• the kth q‐quantile for a random variable is the value x such that the  probability that the random variable will be less than x is at most  k/q and the probability that the random variable will be more than x k/q and the probability that the random variable will be more than x is at most (q ‐ k)/q

• E.g.: the 4‐quantiles are called quartiles → Q The 5‐quantiles are  called quintiles → QU

(35)

Modelos Q‐Q para comparar duas distribuições

In statistics, a Q‐Q plot ("Q" stands for  quantile) is a probability plot, which is a  graphical method for comparing two graphical method for comparing two  probability distributions by plotting their  quantiles against each other. If the two  di t ib ti b i d i il distributions being compared are similar,  the points in the Q‐Q plot will  approximately lie on the line y = x. If the  distributions are linearly related, the  points in the Q‐Q plot will approximately  lie on a line, but not necessarily on the  line y = x. Q‐Q plots can also be used as a  graphical means of estimating parameters  in a location‐scale family of distributions.a ocat o sca e a y o d st but o s.

(36)
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Referências

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