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Fatores imunológicos do aleitamento materno

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(1)

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(3)
(4)

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Resumo

... ._

ABSTRACT

... H

| -

INTRODUÇÃO

... _.

n -

OOMPOSIÇÃO DO

LEITE

HUMANO

... ..

In -

FATORES

ANTIMIOROBIANOS

ESPECÍFICOS

DO

LEITE

HUMANO

... _.

Iv -

FATORES

ANT|M|cROB|ANOS

NÃO

-

ESPECÍFICOS

OO

LEITE

HUMANO...

v

-

AGENTES

ANTI-INFLAMATÓRIOS

DO

LEITE

HUMANO

... ._

vu -

AGENTES

IMUNO

MODULADORES DO

LEITE

HUMANO

... ..

vu

-

OONOLUSÃO

... _.

(5)

de

pesquisa sobre

as

interações entre

o

com

componentes

antiinfecciosos,

e defesa do

hospedeiro a agentes agressores

especlficos

e inespecificos. Discute-se o papel

dos

anticorpos, leucócitos,

(6)

This article results from

an

up-to-date review of research articles about

the interactions

between

human

milk with its anti-infeccious

components and

host

defense

against speciflc

and

inespecific agressor agents.

The

role of

antibodies, leukocytes, lactoferrin, lysozyme, speciflc lactobacillus blfldus

growth-, promoting factors

and

inflammatory

factors in this process will

be

(7)

para

seu

filho.

Nao

se

sabe

até

que

ponto isto

é

correto já

que

todos

os

leites

tem

características especiais para a espécie a

que

se

destinam (14).

Ao

nascimento

a criança

tem

seu

sistema

imune pouco

desenvolvido,

tanto

humoral

como

celular.

O

leite

matemo

(LM)

enquanto

protege a criança

de

infecções virais e bacterianas, permite

que

esta desenvolva,

gradualmente,

seu

sistema imunológico (6› 13). Entre

9

e

10

meses

de

idade

o

lactente já apresenta

condições de se

defender

dos

agentes a qual entre

em

contato (14). Portanto

se a

criança for

amamentada

até

essa

idade terá

máxima

proteção

e

menor

exposiçao,

aos

antígenos alimentares (14).

Principalmente

nos

primeiros

6

meses

de

vida,

o

risco

de adoecer ou

de

morrer,

é

muito maior

nas

crianças

com

alimentação artificial (14).

O

LM

serve

como

uma

verdadeira vacina contra

quase

todas

as

infecções

que

a

mae

teve

no

passado,

mesmo

antes

da

gravidez, e,

além

disso protege-o

contra

algumas

infecções

que

podem

ocorrer

nas

primeiras

semanas

de

vida,

(8)

8

imunocompetentes

(leucócitos), lactoferrina, lisozyma, fator bifidus, fator anti-

estafilocócico,

além de

diminuir

o

risco

de

contaminação

existente

com

a

mamadeira

(água

contaminada, limpeza

inadequada

de

bicos

e

vidros, etc...) (14)_

Calcula-se

que

o

colostro

humano

e

o LM,

possuem

grande

quantidade

de

leucócitos,

80

-

90%

deles

sendo

mononucieares

fagócitos.

Essas

células

sintetizam lisozyma,

elaboram

C2,

C3

e C4,

tem

receptores para

C3d

e

Fc

de

lGg,

regulam

a

função dos

linfócitos, transforman-se

em

células gigantes,

destroem

bactérias

e fungos

e

regulam as

atividades

das

linfocinas (19).

O

colostro possui maior

concentração

de

imunoglobulinas

que

o

leite

materno

tardio, isto

porque há

aumento

de volume do

LM

após

a primeira

semana

de

lactação,

sendo

este

fenônemo

chamado

de

diluição (10. la).

Talvez o leito

matemo

não impeça completamente

que

a criança tenha

infecções,

mas

se

ela tiver, será

com

menor

gravidade,

quando comparada

com

as

infecções respiratórias e gastro-intestinais

das

crianças aleitadas artificialmente (2).

As

rotaviroses

são

individualmente,

a

maior

causa de

diarréia

em

lactentes

e

crianças iovens

em

paises desenvolvidos e industrializados (21-

22).

Sendo

detectado

em

estudos

(21. 22)

a presença de

anticorpos especificos,

no

leite materno, contra Rotavirus, viu-se

que

as

crianças

aleitados

ao

seio

eram

menos

cometidas

por este tipo

de

infecção.

Além

dos

anticorpos

encontrados

contra Rotavirus,

também

detectou-se

a presença de

anticorpos contra Salmonella, Bacillus tetanus, Shigella, Poliovlrus,

(9)

Além

desses temos

outros fatores

de

defesa

do

leite

humano

(LM):

fator blfidus, lisozyma, lactoferrina, interferon,

complemento,

lactoperoxldase

e

outros (6).

Por

haver contato fisico

no

ato

da

amamentação,

a

mãe

passa a seu

filho

a

flora própria

da

sua

oro-nasofaringe

como

o

estafilococus por exemplo.

Essas cepas

desenvolvem-se e

colonizam

o

aparelho respiratório

e

digestivo

do

recém-nascido,

empedindo

o

crescimento

de

bactérias hospitalares

patogênicas (19).

Em

recentes descobertas foi estabelecida

a

existência

de

um

sistema

êntero-mamário

pelo qual antlgenos entéricos

estimulam

as

células

plasmáticas

da

mae

produzindo anticorpos

que migram

para

a

glândula

mamária

(2. 14).

Assim

a

exposição antigênica

do

intestino poderia ser

seguida

pela

produção

local

de

anticorpos lgA secretórla correspondentes

nas

glândulas

mamárias

(7).

_

O

leite

de

maes

que

vivem

em

ambientes

de

alta promiscuidade

e

contaminação

contém

anticorpos contra

os

gemwes que predominam

na

região

e

ocasião (19).

foi

demonstrado

que

se

uma

bactéria entra

em

contato

com

a

aréola

mamária, é capaz de

provocar

uma

resposta

imune

no

seio, produzindo anticorpos contra

essa

bactéria (14). isto

dá ao

leite

um

sentido

de

liquido vivo

com

caracteristicas

de adaptação ao meio

onde

será

utilizado (14› 19).

Duas

hipóteses

surgerem o

aumento

da

sobrevivência

dosanticorpos

4.

do

leite

humano

no

trato gastro intestinal

do

recém-nascido: 1-

os

anticorpos

do

leite

humano

são mais

resistentes

à

digestão ácida pela pepsina

do que

os

(10)

1o

2

-

Um

inibidor

da

tripsina foi identificado

no

colostro

humano

por

Laskowsk

e

Laskowski

em

1951. '

Um

estudo

na população de

Eskimós

no

Canadá

concluiu,

que

crianças

que tem

sido

amamentadas

por pelo

menos

1 ano,

tem

incidência

de

Otite

média

crônica

menor que

as

crianças

que

tomavam

mamadeira

(2).

A

enterocolite necrotizante, freqüentemente fatal,

é

rara

em

recém-

nascidos

amamentados

ao

seio (2).

A

Sindrome

da

Morte Súbita

do

Lactente

(SIDS) é a mais

freqüente

causa de

morte

em

-lactentes entre 1

mês

e 12

mêses

de

vida,

nos

EUA

(2).

Ela

tem

sido relatada por ocorrer

menos

frequentemente

em

lactentes

amamentados

ao

seio (2).

Num

estudo

feito observou-se

que

os

bebês

alimentados

com

fórmulas

lácteas convencionais

ou

fórmulas

de

baixa proteina

responderam

com

intensidade significativamente

menor

à

vacina,

quando comparados

com

um

grupo

paralelo

de

bebês

aleitados

ao

seio, tanto

em

termos

de

IgA

da

saliva

como

de

lgM

dos

fezes (7).

A

reação

PPD

após

a vacina

BCG, também

foi

acentuada

pelo

aleitamento

ao

seio (7).

Assim

parece

que

os

anticorpos

do

leite

humano

podem, não

proteger passivamente,

mas

até

mesmo

ativamente fomentar

a

resposta

imune das

criancas

amamentadas

ao

seio (7).

Não

foi verificado

nenhum

efeito negativo

da

subnutriçào

ou

baixa

suplememtaçäo da

mãe, nos

niveis

de

lgA

ou na

concentração

de

lactoferrina

(11)

O

leite

humano

é o mais

adequado

e o

que

propicia

melhor

estado

nutritivo

ao

Iactente: a eutrofia,

que

são as condiçoes

necessárias para

responder à agressão

infecciosa (19).

São

elas:

-

imunidade especlfica mediada

por Linfócito

T

(LT)

e

Linfócito

B

(LB);

- Síntese

de

Iinfocinas

e

anticorpos especlflcos;

-

imunidade humoral

com

as

5

classes

de

imunoglobulinas (lgA, IgG, lgM,

lgD e

lgE);

-

imunidade

celular,

mediada

por células

ou

hipersensibilidade tardia; - Linfócitos "memória".

Enfim

quando

se

está

amamentando

uma

criança

estamos

garantindo

a

ela

menos

infecções

de

ouvido,

menor

probabilidade

de

contrair Meningites,

infecções entéricas

ou

respiratórias (2),

além

disso,

estamos

propiciando

melhor

desenvolvimento neuro-psico-motor

e

menor

possibilidade

de

doenças

alérgicas

como

eczemas,

urticárias

e

bronquites (14).

(12)

Na

composição

do

leite

humano

temos

dois tipos

de

elementos:

1)

Os

que

se

destinam a alimentação

2)

Os

que

se

destinam a proteção contra

as

doenças

1)

Elementos

que

se

destinam a alimentação (18).

- Proteínas: caseina, Iactoaibumina e iactogiobulina.

- Hidratos

de

Carbono: dissacarideos,

chamados

lactose

ou açúcar do

leite.

- Gordura: constituída por giicerideos

de 3

ácidos gordurosos: paimitico,

esteárico

e

olêico.

A

trioleina representa cerca

de

36%

da

taxa totai

de

gordura.

É

muito reduzida a

porcentagem de

ácidos

gordurosos

voláteis

(1 ,2%).

- Sais Minerais:

cobrem

a

necessidade

nutritiva.

- Ferro: presente

em

taxa muito reduzida (1 ,5mg/di)

é

tão

bem

aproveitado,

(13)

- Vitaminas: todas

as

vitaminas estao presentes

no

leite

humano, merecendo

destaque a

A, B,

E

e

K.

A

taxa

de

vitamina

C

depende

estritamente

da

alimentação.

-

Enzimas: Encontram-se

em

forma

inativa (pró-enzima). Ativadas

em

contato

com

os

sucos

digestivos, facilitam a digestão

de

certas substâncias

alimentares,

algumas

das

quais contidas

no

próprio leite.

Mais

importantes

são

as

lipases

de

ação

sobre

as

gorduras, e a amilase

que

degrada o

amido.

O

leite

humano

pode

ainda conter, acidentalmente,

medimmentos

ingeridos pela

mãe,

alergênicos

e

bactérias.

Quanto

as

bactérias,

não

passam

de

cocos

banais, provenientes

das

condutos

galactóforos extemos.

Germes

patogênicos

só se encontram

em

casos de

mastite

ou

septicemia

(14)

¬.

2)

Eiementos

que

se

destinam

a

proteção contra

doenças

* Fatores antimicrobianos (5› 14)

- Específicos solúveis = IGA

IGM

IGG

IGD

IGE

celutares

=

Monócitos e macrófagos

Polimorfonucieares

<Neutrófi|os

Eosinófilos

Linfócitos

T

e

B

Células epiteliais

-

Não

espectficos - Fator bífidus - Lisozyma - Lactoferrina - Interferon -

Complemento

- Lipideos

(15)

* Fatores anti-inflamatórios (5):

Categorias:

Exemplos

- Citoprotetores - Prostaglandinas E2, F2, alfa - Fatores

de

crescimento epitelial - Lactoferrina

- Fator maturacional - Coitisol

-

Enzima que

degrada mediadores

-

PAF,

acetil hidrolase -

Carreadores

de enzimas

- Alfa-1 - anti quimiotripsina -

Moduladores de

leucócitos - Lisozyma, IgA secretória

- Antioxidantes -

Ácido

úrico, alfa-tocoferol, beta-

i caroteno

O

colostro é rico principalmente

em

lgA secretória

e

Iactoferrina.

O

leite

humano

é

muito rico

em

IgA secretória, Iactoferrina e Iisozyma (14- 18).

Os

fatores

de

defesa

do

leite

humano

estão justamente

em

maior

quantidade

no

início porque

o recém-nascido não os

tem.

Por

exemplo,

as

maes

de

prematuros

são capazes de

ter

uma

quantidade maior

de

substâncias protetoras,

porque

essas

crianças

possuem

um

sistema

de

defesa muito imaturo (14).

Como

já foi dito anteriormente (2),

não

existe diferenças

no conteúdo

de

imunoglobuiinas

do

colostro

de

maes

de

diferentes níveis sócio-

(16)

lgA

Secretária

Está presente

em

uma

quantidade

20

x maior

no

colostro

(200mg

para

cada

100ml),

no

leite

materno

maduro

cai para

40-50mg/100ml,

permanecendo

nestes niveis durante toda a lactação.

O

colostro

é

um

dos

poucos

lugares

onde se pode

obter

essa

imunoglobulina (14› 15› 18).

A

lgA é sintetizada pelas células plasmáticas (Plasmócitos)

de

onde

liberada dirige~se

à

circulação (lgA sérica)

ou

para

as

células

de

revestimento

(ultrapassando

essas

células).

A

união

de

2

moléculas

de

lgA sérica,

com

o

componente

secretor

ou

proteina separável (produzido pelas células alveolares

da

glândula

mamária) dão

origem

a

lgA secretória (14› 15» 16› 18» 19).

(17)

A

[IgA sêrica]

B

[IgA sccrctõria]

Sua

função

é a

de

exercer

ação

local protetora contra infecções por

L)

Componente secretor

bactérias e virus,

dispensando

a colaboração

do

complemento.

Assim

"forra"

o

tubo digestivo

do

RN,

impedindo a

penetração

de

bactérias (2› 14z 15› 18).

A

lgA secretória

é

pouco

absorvida

no

Trato

Gastro

Intestinal,

e além

disso

o

componente

secretor torna a lgA estável

em

meio

ácido

e

resistente

à

digestão enzimática (enzimas proteollticas) (2‹ 15),

passando

assim

intacta

pelo tubo digestivo

e

podendo

desempenhar

bem

sua

função

de

proteção (16z

1õ)_

É

possível através

da

imunofluorescência, detectar lgA secretória

revestindo

as

células epiteliais,

mostrando

assim

a existência

da

barreira protetora

no

intestino (15).

Foi detectado atividade

dessa

imonoglobulina contra vários tipos

de

microorganismos

e antígenos,

como

cepas

entero patogênicas

de

E. Coli,

Shigellas, Salmonellas, estafllolisinas e estreptolisinas,

bem

como

bactérias

patogênicas para o trato respiratório,

como

H. influenzae, D.

pneumoniae

e

também

contra

o

bacilo tetãnico (2z 5» 6- 24).

Também

existem estudos

comprovando

a existência

no

LH

de

anticorpos contra Poliovirus l, ll e lll,

Coksakie

B1,

B5

e B9, virus

ECHO,

Rotavlrus, vírus sincicial respiratório (6.

(18)

18

As

concentrações

maiores

de

lgA secretória

no

leite

em

relação

ao

soro,

sugere

que

a

produçao

desta

é

realizada, principalmente,

na

glândula

mamária

(7).

Nos

RN

não há

lgA secretória inicialmente, pois esta

náo

ultrapassa

a

barreira placentária.

A

partir

do

mês

de

vida

é

que

ela

começa

a

aparecer

no

tubo digestivo (14),

assim o

colostro

é

muito rico

em

lgA para suprir

as

necessidades

do RN.

.

Um

estudo foi realizado

no

Oeste da

África

com

o

objetivo

de

mostrar

o

potencial efetivo

de

proteção

da

lgA

materna

do

Leite

Humano

especifica

contra Helycobacter pylori, através

do

estudo

de

12

maes

e seus

RN,

na

Gambia

Village (onde a maioria

dos

lactentes

são

amamentados

durante

os

2

primeiros

anos

de

vida) (25).

Neste

local a infecçao por H. pylori

é

frequente.

Separaram

as

crianças

em

2

grupos: 1 - Crianças infectadas por H. pylori até

os 9

meses

de

vida.

2 - Crianças

não

infectadas por H. pylori até

os

9

meses

de

vida.

Constatou-se

que

todas

as

crianças infectas

vinham de

maes

com

um

baixíssimo nivel

de

lgA especifico contra H. pylori

no

LH.

Aos

12

meses

de

vida,

somente 3

crianças foram infectadas livremente (de

maes

com

alto nivel

de

lgA

no

LH).

A

infecção

precoce

por H. pylori

pode comprometer

a

barreira

ácida gástrica (25), e facilitar a

passagem

de

bactérias entero patogênicas.

Portanto conclui-se neste estudo

que

as

lgA

especlficas

contra

H

pylori

tem

papel importante

em

retardar a infecção por H. pylori,

e

manter a

integridade

da

barreira ácida gástrica, por todo

o

periodo vulnerável

de

desmame.

No

México

em

1992, foi realizado

um

estudo

para determinar

os

efeitos

(19)

Das

19

crianças infectadas por Shigella flexneri, Shigella boydii,

ou

Shigella

sonei, detectado

em

amostras

de

fezes,

10 tinham

infecção sintomática e

9

eram

assintomáticos.

As

amostras

de

LH

revelaram

que

havia

8 vezes mais

anticorpos

nos

LHs

dos recém-nascidos

que

tinham infecção assintomática

em

relação

aos

sintomáticos. Foi concluido portanto

que

o

LH

protege

os

lactentes contra Shigellose sintomática

quando

ele

contém

maior

concentração

de

lgA secretória contra

Ag

virulence plasmid associated, e

se

houver infecção, esta

se

faz

com

menor

severidade.

Mata

(8), encontrou

que

a

prevalência

da

infecção por Shigella era

menor

no

ano de

vida, maior

no

final

do

ano

e

durante

o

ano

de

vida,

quando

o

desmame,

no caso dessa

população, estava próximo.

Stol et al, (8) encontrou

que

lactentes

amamentados

tinham

menos

doenças

severas,

com

menos

lactentes necessitando terapia intravenosa

ou

hospitalização.

Clemens

et al, (8) dividiu

as

crianças infectadas por Shigella

em

2

grupos: 1 -

Aquelas

com

doenças

severas 2 -

Aquelas

com

doenças

não

severas.

Das

crianças

com

doenças

severas,

42%

eram amamentadas.

No

grupo

das

crianças

com

doenças

não

severas ele verificou

que

58%

das

crianças

eram

amamentadas.

Sugere-se

neste estudo (8)

que

há secreção

local, nivel intestinal

de

anticorpos contra

VPAA

(virulence plamid associated antigen)

e

pode

desempenhar

importante papel

na

resistência contra infecção por Shigella.

Dados

sugerem que

em

lactentes

amamentados

com

infecão sintomática,

a

(20)

20

gastroenterite,

e

não

foi

determinado

se esses

anticorpos

no

LH podem

prevenir

a

colonização

do

intestino (8).

Outro estudo

foi desenvolvido para determinar anticorpos

específicos

contra Shigella e Salmonella

no

colostro

e

LH

de

mães

da Costa

Rica, Suécia

e

Vietnam

em

1992

(1).

Em

mães

da

Costa

Rica,

os

titulos

de

anticorpos lgA

foram significativamente maiores

em

mulheres

de

baixa e

média

condição

sócio-econômica

comparado

com

mulheres

de

alto nível sócio-econômico (1).

Os

titulos

de

anticorpos lgA

de

mães

Suécas

foram

em

baixa concentração,

semelhantes aos de

mães

da Costa

Rica

de

alto nível sócio-econômico.

Os

títulos

de

IgA encontrados

em

mães

vietnamesas

foram similares aqueles

de

mães

Costa

riquenhas

de

baixa

e

média

condição sócio-econômica,

sendo

em

maiores níveis contra Shigella flexneri.

Os

resultados

sugerem

que,

em

Costa

Rica

e

Wetnam,

Shigella

flexneri

é a mais

prevalente

das

Shigellas sp,

causando

infecções. Verificou-

se

que

o

tipo

de

anticorpos produzido para

os

antígenos refletem a

composição

antigênica

da

flora intestinal prevalente

na

área geográfica

específica.

As

diferenças

nos

níveis

de

anticorpos relacionados a

esses

niveis

sócio-econômicos

provavelmente reflete a exposição

aos

microorganismos

patogênicos.

Maes

em

condiçoes de

miséria (baixo nível

sócio-econômico)

entram

em

contato

com

maior quantidade

de

microorganismos

patogênicos, induzindo a

produção de

anticorpos contra

esses

antígenos, inclusive

no seu

leite.

IgA .secretória contra Poliovlrus tipo l

foram

detectados

no

leite

de

mães

pâgistarfisas

não

vacinadas,

num

estudo feito

em

1993

(27).

Foram

colhidas

amostras

de

leite

humano

de

mães

pakistanesas, japonesas,

(21)

anti poliovírus tipo I

no

colostro

e

leite

humano

de

mães

não

vacinadas,

naturalmente expostas,

de

mães

pakistanesas

e

indianas,

em

relação

a

mães

suécas

e japonesas, reflete

presumiveimente a

epidemiologia local (27).

A

produção

desses

anticorpos

no

leite

humano

dessas

mães

ocorre devido

a

exposição antigênica

nas

mucosas,

principalmente intestinal.

As

maiores concentrações

de

IgA secretória contra poliovírus

em

amostras de

leite

maduro de

mães

pakistanesas,

pode

sugerir

que

a

exposição é mantida através

do

período

de

lactação (27).

Os

menores

valores

de

IgA secretória

em

mães

japonesas

e

suécas

presumiveimente

reflete

o

resultado

de

um

longo

tempo

de

memória

imunológica por

causa da

exposição

do

poliovírus

em

forma

de

vacina (27).

A

IgA

é

principalmente transferida para

o recém-nascido

durante

os

primeiros

3

dias

pós

parto (16),

quase 4 gramas

de

IgA

são

ingeridas pelo

recém-nascido nesse

período.

Altos níveis

de

anticorpos circulantes (lgA secretória) dirigidos contra

glicina (extraída

da

superficie

dos

antígenos), proteína

da

membrana

e

flagelo

do Campylobacter

jejuni

foram encontrados

(20).

As

crianças

que

possuiam

infecção por

Campylobacter

durante

os 6

primeiros

meses

de

vida

tinham

menos

anticorpos anti-flagelo

em

relação aquelas crianças

que

não

tiveram infecção. Este

estudo

(20)

mostrou

claramente a

presença de

anticorpos anti-flagelo

do

Campylobacter,

da

classe lgA,

no

leite

humano

de

mães

africanas

e

francesas.

Não

se

detectou

a presença de

anticorpos

especlficos da

classe IgG.

No

caso de

infecção por Campilobacter, antígenos estão presentes

na

superficíe Iuminal intestinal

e na

placa

de

(22)

22

lgG

pode

ser devido

ao

fato

de

a infecção por

Campylobacter

ser

a

nível

da

superficie

da

mucosa

(20)

A

infecção por

Campylobacter

foi zero (0)

no

mês

de

vida,

quando

os

anticorpos anti-flageio tinham

seu mais

alto nlvel

de

concentração.

O

flageio

tem

sido envolvido

na

patogenicidade

do

Campylobacter, através

da

motilidade

que

confere

à

bactéria;

a presença de

anti-flageio lgA

em

muitos

locais

de

infecção imobiliza

a

bacteria

e consequentemente

limita

sua

colonização (20).

lgA secretória

especlfica

contra

Toxoplasma

gondii

humano

foi

pesquisada

em

17

mulheres,

4

estavam

agudamente

infectadas

com

T. gondii,

8

cronicamente

infectadas e

5 nunca

foram

infectados (13).

Em

todas

as

4

mulheres

agudamente

infectadas e 1

das

8

cronicamente infectados, foi

detectada, pelo

ELISA,

anticorpos lgA secretória contra T. gondii. Isto

demonstra

que

humanos

infectados por T. gondii

produzem

anticorpos lgA

secretória especlfica.

A

lgA secretória protege a superfície

da

mucosa

pela

prevenção da fixação ou

colonização

da

superfície

da

mucosa

(13).

Num

estudo feito

no

Brasil,

amostras de

leite

humano

de 3 grupos de

mulheres foram

avaliadas:

O

Grupo

liggltáia

16

mães

de

bebês

a termo de

baixo

peso

para idade,

\

denominado

(gl

),

o

grupo

20

mães

de

pré-termos

com

peso

apropriado

'P mr, r

para idade (G2) e

o

grupo

30

mães

de

[ecârnm-nascidos a termo

com

peso

apropriado para idade gestacional (6) (G3)`.

Os

grupos não

diferiam

estatisticamente

em

relação a idade materna, paridade, tipo

de

parto

e

nível

sócio-econômico.

Os

níveis

de

lgA detectados

foram

altos

em

ambos

os

grupos

G1

e G2,

comparado

com

o grupo

controle

G3

através

do

período

estudado. '

(23)

A

função

do

LH

como

um

suplemento

imunológico para lactentes

normais

é

bem

estabelecida,

mas

a

composição do

leite

de

mães

de bebês

pequenos

para idade gestacional

não

tem

sido

completamente

investigado

(6).

Observou-se no estudo

referido

que

mães

de

recém-nascidos de

baixo

peso

produzem

LH com

maiores niveis

de

lgA

que

mães

de recém-nascidos

com

peso

adequado

para a idade gestacional. lsto é importante porque

os

recém-nascidos

de

baixo

peso apresentam

um

maior periodo

de

hipogamaglobulinemia,

quando comparados

com

recém-nascidos de peso

adequado

para a idade gestacional.

Foi

também

detectado lgA gliadina

especlfica no

colostro

humano

(10).

A

origem

dessa

IgA alimentar

especlfica parece

derivar

da migração de

linfócitos

do

intestino,

aonde

eles

tem

sido ativados pela estimulação

antigênica

da

comida.

Esses

linfócitos retornam

ao

local

de

ativação

ou

para outros

órgãos

secretores distantes tal

como

glândulas

mamárias.

Assim

talvez

o

aleitamento servisse para proteger a criança

de

doenças, tal

como

doença

celíaca por

exemplo

(10) já

que

tais imunoglobulinas

modulam

a

resposta

imune

para

comidas

ingeridas,

sendo

portanto este

um

efeito

benéfico

adicional

do

aleitamento.

A

transmissão

perinatal

de

HIV

(virus

da

imunodeficiência

humana)

de

mães

infectadas para

seus

filhos ocorre

em

cerca

de 20

-

25%

dos casos

(17).

Amostras de

leite

humano

de

mães

soropositivas e soronegativas para

HlV

foram estudadas no

sentido

de

determinar

a presença ou não de

anti-

HIV

ativos (17).

Foram

encontrados

em

todas

as

amostras, tanto

de

maes

soronegativas

como

de

soropositivas,

um

fator

que

inibe a ligação

do

HIV

sorotipo

especlfico

(MAB)

com

moléculas

CD4

receptor.

Nenhum

soro

(24)

24

receptor

de

HlV

ligado

ao

linfócito

T

- helper,

e

possivelmente

de

outras células

que

promovem

a

replicação viral.

Não

havendo essa

ligação

provavelmente ocorrerá destruição

do

virus HIV.

A

questão a

respeito

do

fato

da

mãe

soropositiva

amamentar

ou

não, ainda é muito controversa, pois foi

isolado

HIV

no

leite

humano

e

verificada aparente infecção

em

lactentes

aleitados

em

mães

que

tinham

sido recentemente soroconvertidas (17),

apesar

de

ser raro.

A

infecção por Virus

Herpes

simplex

(HVS)

em

recém-nascido

ocorre

em

aproximadamente

1 para

2.000

a 5.000

nascimentos

por ano.

Sem

tratamento,

essa

infecção

pode

se

tornar

uma

encefalite,

doenças

disseminadas ou

até

morte

(12).

Foram

analisadas

amostras

de

leite

humano

e colostro para detectar

anticorpos

anti-HVS

através

do

ELISA,

Wester

Blot, neutralização

de

anticorpos

e

anticorpos

dependente da

citotoxicidade celular

(ADCC)

(12).

Dezenove

das

vinte

amostras estudadas mostraram

a

presença de

anticorpos

anti-HSV

ativo pelo

método

ELISA

e

ADCC.

Não

se sabe ao

certo

se os

anticorpos

matemos

ultrapassam

passivamente

a barreira placentária, para

proteger

o recém-nascido da

infecção por

Herpes

simplex virus (12).

As

rotaviroses

são

importante

causa de

diarréia

em

lactentes

em

todo.

o

mundo. Amostras

de

leite

matemo

e

colostro foram colhidas

de

32

voluntárias

da

divisão pós-natal

do

hospital

Queen

Victória

em

Adelaide, sul

da

Austrália

(22).

Foram

medidos

anticorpos sorotipo

especifico

anti rotavlrus para

4

sorotipos,

encontrados

no

colostro, leite materno, soro

da

mãe

e

sangue do

cordão.

As

amostras

de

colostro

apresentaram

maior positividade

de

anticorpos

para todos

os

sorotipos,

'

(25)

subseqüentemente

coletados.

Em

todas

as amostras

anticorpos anti-

rotavirus sorotipo 1

foram as mais

prevalentes, seguida pelos anticorpos

sorotipo 3,

4

e

2

(22).

Estudos

epidemiológicos

surgerem

que

a prevalência

de

sorotipos diferentes variam

dependendo

a

localização

geogrãfica

(22).

Imunização

passiva

tem

sido

pesquisada

em

animais

e

humanos

sugerindo

que

anticorpos rotavlrus

especiflcos

presentes

na

superficie

da

mucosa

do

trato gastro intestinal

são

importantes para proteção contra

infecção por rotavlrus (21).

VP

4

e

VP

7

são

proteinas presentes

na

superficie

do

rotavlrus e

são

cosideradas

os

antígenos

de imunoproteção dos

rotavlrus, pois

ambas

neutralizam anticorpos.

Neste estudo

(21). Foi

pesquisada

a

presença de

anticorpos

especiflcos

contra

o

Rotavlrus

no

leite

humano

em

2

populações diferentes:

-

Uma

população

onde

a infecção por Rotavírus é

endêmica

-

Caracas e

Venezuela.

-

Outra populaçao

onde

a infecção por Rotavlrus

tem

ocorrência sazonal -

Rochestes

e

New

York.

Foram

analizadas

mães

vacinadas e

não

vacinadas

com

RRV

(Rhesus

Rotavlrus vacina) para avaliar

a

possivel interferência

com

soroconversão.

33%

das

amostras de Caracas

tinham anticorpos anti-rotavlrus,

com

somente

9%

em

amostras de

mães

de

Rochester.

Os

resultados (21) obtidos

sugerem que

anticorpos

VP4

especifico

são

(26)

26

dados de

estudos

clínicos

da

vacina rotavirus tetravalente

em

lactentes

da

Venezuela. Verificou-se

que

lactentes vacinados

com

RRV

produziram anticorpos neutralizantes para

Rhesus

rotavirus

mas

não

para rotavirus

humano

pós

vacinação.

A

revacinação

não

resultou

num

aumento

significativo

nas

soro-respostas.

A

proteina

VP4

é

importante para

infectividade

do

Rotavirus, portanto

pode

haver anticorpos diretos contra ele a

nivel

de

mucosa

que

interfira

com

a imunogenicidade

da

vacina. Vários fatores

podem

afetar

a

interpretação

dos

dados

da

soroconversão, tai

como

o

tempo de

aleitamento antes e

após

a vacinação e

o volume

total

do

leite

humano

que

a criança

recebeu

após

a vacinação.

Todos

os recém-nascidos

Venezuelanos foram

aleitados primariamente

e

as

mães

foram instruidas

para impedir o aleitamento por 1 hora antes

e 2

horas

após

a vacinação (21).

No

México

também

foi desenvolvido

um

estudo,

em

1993, verificando a

presença de

atividade inibitória sobre Rotavirus

em

amostras de

LH

e

infecção por Rotavirus

em

suas

crianças durante

seu

ano

de

vida (4).

Um

total

de

75

crianças nascidas

na

área rural

do México foram

rastreadas para

doenças

diarrêicas

e

Rotavirus durante

o

ano de

vida.

Dessas

crianças

estudadas

a maioria possuia atividade inibitória contra Rotavirus

humano

sorotipo 1,

4

e

3,

e

quase

o

mesma

proporção apresentava anticorpo

especiflco

anti-Rotavirus.

imunização

passiva

de

crianças chilenas

com uma

imunoglobulina bovina

do

leite

mostrou

titulos

de

anticorpos similares

a

(27)

IgM: Produzida localmente

na

glândula

mamária.

Ativa contra enterobactérias.

Numa

pesquisa (27)

de amostras de

LH

de

mães

pakistanesas,

japonesas,

suecas

e

indianas para detatar anticorpos anti poliovlrus tipo l,

se

encontrou muitas baixos nives

de

anticorpos

IgM

anti Poliovírus tipo I

em

amostras de

leite

de

Suecas

e japonesas

e

não

foi detectado

em

mães

pakistanesas.

Anticorpos

lgM

anti Shigella

e

Salmonella

no

colostro

e

LM

de

mães

da

Costa

Rica, Vietinä e Suécia

também

foram detectados,

sendo

em

maiores

titulos

em

mães

vietnamesas e Costa

riquenhas

de

baixo nivel sócio-

econômico

(1).

IgG:

Produzido

localmente

na

glândula mamária.

É

capaz de

ultrapassar a

barreira placentária,

ao

contrário

da

IgA e lgM.

Foi detectado anticorpo

lgG

anti poliovlrus tipo I

em

amostras de

L.H.

de

mães

suecas

e

japonesas,

em

baixos titulos,

num

estudo já citado

anteriormente (27).

Alta positividade para anticorpos

lgG

anti cytomegalovlrus,

Herpes

simplex virus (5. 12)

e

Varicela Zoster virus

foram observados no

oolostro e

LH

de

mães

brasileiras,

permanecendo

até

60

dias

de

lactação (6).

Num

estudo desenvolvido por

Kim

K, Keller

MA,

Heiner

DC

na

Califórnia, pesquisou-se todas

as subclasses

de

lgG nas secreções

mamárias

e

na

saliva (11). Detectou-se maior concentração

de lgG

nas

secreções

mamárias que

no plasma

e soro.

(28)

28

A

lgG

em

certas ocasiões

pode

ser

mais

eflcaz

em

termos de

proteção

da

que

a

lgA,

como

por

exemplo na

ativação

do

complemento

e

opsonizaçäo.

A

lgG

administrada oralmente,

tem

reduzido

a morbidade

associada

com

Enterocolite Necrotizante

em

lactentes

prematuros

(11).

Acredita-se

que

a

produçao

local

da lgG

seja responsável por

sua

larga distribuiçao

na secreçóes

mamárias

(11).

Lflucócrrosz

-

40%

são macrófagos

-

50%

são

neutrófilos

-

10%

são

linfócitos

T

e B.

Linfócitos:

São

células

capazes de

conferir importante defesa,

como

a

síntese

de

lmunoglobulinas. Constituem

10%

do

total

de

leucócitos

do

LH.

São

de

dois tipos: Linfócito

T

e

Linfócito B.

O

LT (80%

dos

linfócitos)

tem

a

capacidade de

transferir hipersensibilidade tardia

da

mae

para

seu

Iactente.

Os

linfócitos

B

sintetizam lgA (2).

Säo

responsáveis pela

memória

imunológica, explicando

assim o

fato

de

a

mãe

possuir anticorpos IgA

secretória

com

tão

ampla

especificidade (7).

No LH

e

colostro

encontramos

um

número

substancial

de

células

imunocompetentes,

incluindo

LT

helper

e

LT

supressor

citotóxico, estes

desenvolvem inúmeras

funções

de imunocompetência, mas,

muitas

vezes

com

reação antigènicas diferentes daquelas

dos

linfócitos

do sangue

periférico (3).

Num

estudo foi descoberto

que

a

proporção

de

receptor

Gama

(29)

sangue

autólogo e heterólogo (3» 5).

O

epitélio

do

trato digestivo e respiratório

podem

promover

um

meio ambiente

favorável para

as

células

T

maternas

transferidas

ao

lactente via aleitamento. (26)

Macrófagos:

Compreendem

40%

dos

leucócitos

do

LH

e

tem

capacidade

de

sintetizar

complemento,

lisozyma e lactoferrina,

bem como

responder a

estímulos quimiotáticos,

bem como

fagocitar ativamente, bactérias

e fungos

(2, 5)_

Fator

de

necrose tumoral alfa (oz) foi detectado

no

LH

em

quantidade

suficiente para exercer efeitos biológicos sobre a glândula

mamária

da

mae

ou

sistema

imune

do

lactente (23). Verificou-se

que

os macrófagos do

LH

moviam-se

mais

rapidamente

que

os

leucócitos

no

sangue

periférico,

sendo

entao

demonstrado que

este

aumento

da

motilidade era devido a

presença

de

fator

de necrose

tumoral oc. (23) Através

do

rádioimuno-ensaio conseguiu-se

(30)

Fator Bifidus:

Componente do

leite

humano

classificado

como

açúcar.

Este juntamente

com

carbohidratos, constituem fatores

de

crescimento para a flora bífida intestinal, caracteristicas

das

crianças

amamentadas

ao

seio.

Os

Lactobacllos blfldus

degradam

a

lactose

determinando

a

produçao de

ácido lático e acético, baixando

o

pH

intestinal tornando o

ambiente

hostil a

bactérias entero patogênicas, principal,

gram

negativas.

Além

disso a acidez

fecal resultante

acaba

determinando

um

número

maior

de

evacuaçóes, sendo

uma

forma de

defesa para outros tipos

de

bactérias entero patogênicas. Isto

nos

faz entender a razão

da

baixa incidência

de doenças

diarrêicas

em

crianças alimentadas

ao

seio materno,

mesmo

em

ambientes

com

prevalência

de

entero infecção (2› 14» 15~ 18).

Sua

concentração no

LH

é

o

quádruplo

do

encontrado

no

leite

de

vaca.

Lisozyma:

É

uma

proteina

especlfica

do

leite

humano. É

uma

enzima

(Muramidase)

presente

nas

fagócitos,

nas secreções e nos

fluldos extra

(31)

-celulares.

Sua

concentração

na

LH

é

300

vezes

maior

do

que

no

leite

de

vaca. Destrói

a

maioria

das

bactérias

Gram

positivas

e poucas

Gram

negativas por

ação

hidrolltica.

É

responsável pela lise

dos

peptideos

da

parede

celular bacteriana. Acredita-se

que

tenha

ação

protetora

e

antibacteriana sobre a flora intestinal (2› 7- 15).

Sua

ação

também

se

faz

de

forma

indireta pela potencialização

de

outros

componentes

como

IgA

e

complemento. Encontrada nas

fezes

dos bebês

amamentados

ao

seio.

Apresenta-se estável

em

pH

ácido, surgindo intacta

nas

fezes. (15› 18» 19).

Sua

quantidade vai progressivamente

aumentando

com

o

passar

dos

meses.

Quando

se introduz

precocemente papas de

frutas

e sucos na

alimentação

do

lactente,

fazemos

deorescer

a

quantidade

de

lisozyma,

aumentando

o

perigo

das

doenças

diarrêicas (18).

O

ativador tecidual

do

plasminogênio

(T -

PA)

é

uma

proteina

sérica secretada pelas células endoteliais

nos vasos

sanguíneos. Ela

tem

uma

maior

afinidade

pela fibrina, converte

o

plasminogênio

em

plasmina

e

catalisa a fibrina (9).

A

função do

T

-PA

no

leite

não

está

bem

deflnida,

entretanto, é considerada

que

T

-

PA

possa

ter

um

papel

de

reestruturar

os

tecidos

da

mama

e manter os

ductos funcionantes, canaliza

os

ductos

mamários.

Níveis

de

T

-

PA

foram

detectados

no

LH

através

do

ELISA

e

bioimunoensaio.

Sua

concentração diminui lentamente

com

a

evolução

de

lactação (9).

A

Escherichia coli, bactéria

que

causa

sépsis e meningite

em

recém-

nascidos possui fímbrias

que

se

aderem

à

células epiteliais, fazendo

sua

fixação. Foi

pesquisado

a

presença de

fatores

no

leite

humano

que

inibem

a

fixação das

fímbrias

dessas

bactérias (24). Analizou-se

a capacidade

dos

(32)

32

adesão

da

fimbria

de

E. coli

às

células epiteliais. Ficou determinado

que

essa

inibição

é

possivel

desde

que

a E. coli patogênica

se

ligue

a

Human

milk fat

globule

membrane

(HMFG)

e

cause

aglutinação,

não

permitindo

assim

a

flxação

das

fimbrias

da

E. coli

nas

células epiteliais.

Lactoførrina:

É

uma

proteína carreadora

do

ferro.

Encontrada

em

altas

concentrações no

LH,

também

possui

ação

protetora. Ela liga-se

ao

ferro

necessário

ao metabolismo

dos

microorganismos,

impedindo

o

seu

crescimento,

exercendo assim

efetiva

ação

bactériostática (7- 15).

Demonstrou-se

"¡n vivo"

que

a lactoferrina determina

a

quelação

do

ferro,

indispensável a multiplicação

de

vários patógenos. "ln vitro"

tem

efeito

bactereostático sobre

o

S. albus,

aureus

e P. aeruginosae, devido

a

ferriprivação

desses microorganismos

(15).

Portanto a

suplementação

oral

com

ferro para crianças aleitadas

ao

seio está contra indicada, pois a lactoferrina

não

consegue

se

ligar

com

o

ferro

em

excesso,

sobrando

ferro para

os microorganismos

(2).

Tem-se

demonstrado

sua

ação

sobre E. coli,

Cândida

albicans

e

Stafllococcus (18).

O

aquecimento

resulta

em

perda

da capacidade de

ligação

(33)

observações

clinicas

que sugerem que

LH

clinicas,

de inflamaçào

(5).

Os

fatores

de

crescimento afetam

o

crescimento e diferenciação

das

barreiras epiteliais e portanto limitam a penetração

de

antígenos livres

e

microorganismos

patogênicos.

O

cortisol

também

protege contra

obsorçäo de

patógenos. (5) .

Demonstrou-se

"in vitro"

que

a

injúria oxidativa produzida pelos neutrófilos

é

diminuída pelo

LH

(5).

(34)

Estudos

epidemiológicos retrospectivos

sugerem que

lactentes

amamentados

tiveram o

menor

risco

de

desenvolver Diabetes Mellitus Tipo I,

Linfoma

ou

Doença

de

Crohn na

vida adulta (5).

A

proteção contra

DM

tipo l

se

baseia

no

fato

da

menor

exposição a

antígenos

do

leite

de vaca

previamente

na

infância.

É

também

interessante o fato

de

que

o

transplante renal

materno

tem

uma

melhor

sobrevivência

em

indivíduos

que

foram

amamentados

(5).

A

resposta alogênica entre linfócitos

da

mãe

e

sua

criança, contra

HLA

antígeno era

menor

se

criança tivesse sido aleitada

na

infância.

Outros agentes

soluveis

imunomoduladores são

alfa - tocoferol, beta -

(35)

Portanto

o

leite

humano

é o

alimento ideal, tanto

em

termos de

valor

nutritivo,

como

na

proteção contra doenças, visto

seus inúmeros

fatores

de

defesa,

que

estão

em

maior

ou

menor

concentração de

acordo

com

a

necessidade da

criança. isto

ficou

claro

quando

se

veriflcou

que

o colostro

é

muito rico

em

IgA secretória por exemplo, pois

no

início

da

vida

o recém-

nascido necessitará

de

maior proteção

em

virtude

de seu

sistema

imune

ser

muito imaturo.

Veriflcou-se

que

as

crianças

amamentadas

ao

seio

são

menos

acometidas

por

doenças

graves,

mesmo

quando

espostas a condições

de

precárias

de

higiene

e

sem

recursos, já

que essas

mães

produzem

uma

maior quantidade

de

anticorpos contra

os

antígenos

especificos

da

região,

os

quais

entram

em

contato.

O

leite

humano

é

um

alimento tão

completo e

necessário

que

inclusive

existem

mecanismos do

próprio

organismo

que fazem

com

que

ele seja

(36)

se

humano

à

digestão ácida pela pepsina

e a

lgA colostral

é

resistente

a

digestão triptica, e

também

pela

presença do

inibidor

de

tripsina detectado.

Frente

a

todas

essas

evidências apresentadas

nesses

estudos

revisados,

podemos

nos

certificar ainda

mais

que

o

alimento

aconselhado

e

recomendado

aos recém-nascidos e

Iactentes

deve

ser

o

leite

humano,

quando

se

quer prioritariamente a

saúde

e

o

bem

estar

da

criança, até

que

(37)

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and

salmonella lipopolysaccharide anti-

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