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Resumo
... ._ABSTRACT
... H| -
INTRODUÇÃO
... _.n -
OOMPOSIÇÃO DO
LEITE
HUMANO
... ..In -
FATORES
ANTIMIOROBIANOS
ESPECÍFICOS
DO
LEITE
HUMANO
... _.Iv -
FATORES
ANT|M|cROB|ANOS
NÃO
-ESPECÍFICOS
OO
LEITE
HUMANO...
v
-AGENTES
ANTI-INFLAMATÓRIOS
DO
LEITE
HUMANO
... ._vu -
AGENTES
IMUNO
MODULADORES DO
LEITE
HUMANO
... ..vu
-OONOLUSÃO
... _.de
pesquisa sobreas
interações entreo
com
componentes
antiinfecciosos,e defesa do
hospedeiro a agentes agressoresespeclficos
e inespecificos. Discute-se o papeldos
anticorpos, leucócitos,This article results from
an
up-to-date review of research articles aboutthe interactions
between
human
milk with its anti-infecciouscomponents and
host
defense
against speciflcand
inespecific agressor agents.The
role ofantibodies, leukocytes, lactoferrin, lysozyme, speciflc lactobacillus blfldus
growth-, promoting factors
and
inflammatory
factors in this process willbe
para
seu
filho.Nao
se
sabe
atéque
ponto istoé
correto jáque
todosos
leitestem
características especiais para a espécie aque
se
destinam (14).Ao
nascimento
a criançatem
seu
sistemaimune pouco
desenvolvido,tanto
humoral
como
celular.O
leitematemo
(LM)enquanto
protege a criançade
infecções virais e bacterianas, permiteque
esta desenvolva,gradualmente,
seu
sistema imunológico (6› 13). Entre9
e10
meses
de
idadeo
lactente já apresenta
condições de se
defenderdos
agentes a qual entreem
contato (14). Portanto
se a
criança foramamentada
atéessa
idade terámáxima
proteçãoe
menor
exposiçao,aos
antígenos alimentares (14).Principalmente
nos
primeiros6
meses
de
vida,o
riscode adoecer ou
de
morrer,é
muito maiornas
criançascom
alimentação artificial (14).O
LM
serve
como
uma
verdadeira vacina contraquase
todasas
infecçõesque
amae
teveno
passado,mesmo
antesda
gravidez, e,além
disso protege-ocontra
algumas
infecçõesque
podem
ocorrernas
primeirassemanas
de
vida,8
imunocompetentes
(leucócitos), lactoferrina, lisozyma, fator bifidus, fator anti-estafilocócico,
além de
diminuiro
riscode
contaminação
existentecom
a
mamadeira
(água
contaminada, limpezainadequada
de
bicose
vidros, etc...) (14)_Calcula-se
que
o
colostrohumano
eo LM,
possuem
grande
quantidadede
leucócitos,80
-90%
delessendo
mononucieares
fagócitos.Essas
célulassintetizam lisozyma,
elaboram
C2,C3
e C4,
tem
receptores paraC3d
eFc
de
lGg,
regulam
afunção dos
linfócitos, transforman-seem
células gigantes,destroem
bactériase fungos
eregulam as
atividadesdas
linfocinas (19).O
colostro possui maiorconcentração
de
imunoglobulinasque
o
leitematerno
tardio, istoporque há
aumento
de volume do
LM
após
a primeirasemana
de
lactação,sendo
estefenônemo
chamado
de
diluição (10. la).Talvez o leito
matemo
não impeça completamente
que
a criança tenhainfecções,
mas
se
ela tiver, serácom
menor
gravidade,quando comparada
com
as
infecções respiratórias e gastro-intestinaisdas
crianças aleitadas artificialmente (2).As
rotavirosessão
individualmente,a
maiorcausa de
diarréiaem
lactentes
e
crianças iovensem
paises desenvolvidos e industrializados (21-22).
Sendo
detectadoem
estudos
(21. 22)a presença de
anticorpos especificos,no
leite materno, contra Rotavirus, viu-seque
as
criançasaleitados
ao
seioeram
menos
cometidas
por este tipode
infecção.Além
dos
anticorpos
encontrados
contra Rotavirus,também
detectou-sea presença de
anticorpos contra Salmonella, Bacillus tetanus, Shigella, Poliovlrus,
Além
desses temos
outros fatoresde
defesado
leitehumano
(LM):fator blfidus, lisozyma, lactoferrina, interferon,
complemento,
lactoperoxldasee
outros (6).Por
haver contato fisicono
atoda
amamentação,
a
mãe
passa a seu
filho
a
flora própriada
sua
oro-nasofaringecomo
o
estafilococus por exemplo.Essas cepas
desenvolvem-se e
colonizamo
aparelho respiratórioe
digestivodo
recém-nascido,empedindo
o
crescimentode
bactérias hospitalarespatogênicas (19).
Em
recentes descobertas foi estabelecidaa
existênciade
um
sistemaêntero-mamário
pelo qual antlgenos entéricosestimulam
as
célulasplasmáticas
da
mae
produzindo anticorposque migram
paraa
glândulamamária
(2. 14).Assim
a
exposição antigênicado
intestino poderia serseguida
pelaprodução
localde
anticorpos lgA secretórla correspondentesnas
glândulasmamárias
(7)._
O
leitede
maes
que
vivem
em
ambientes
de
alta promiscuidadee
contaminação
contém
anticorpos contraos
gemwes que predominam
na
região
e
ocasião (19).Já
foidemonstrado
que
se
uma
bactéria entraem
contato
com
a
aréolamamária, é capaz de
provocaruma
respostaimune
no
seio, produzindo anticorpos contra
essa
bactéria (14). istodá ao
leiteum
sentido
de
liquido vivocom
caracteristicasde adaptação ao meio
onde
seráutilizado (14› 19).
Duas
hipótesessurgerem o
aumento
da
sobrevivênciadosanticorpos
4.do
leitehumano
no
trato gastro intestinaldo
recém-nascido: 1-os
anticorposdo
leitehumano
são mais
resistentesà
digestão ácida pela pepsinado que
os
1o
2
-Um
inibidorda
tripsina foi identificadono
colostrohumano
porLaskowsk
e
Laskowski
jáem
1951. 'Um
estudo
na população de
Eskimós
no
Canadá
concluiu,que
crianças
que tem
sidoamamentadas
por pelomenos
1 ano,tem
incidênciade
Otitemédia
crônicamenor que
as
criançasque
tomavam
mamadeira
(2).A
enterocolite necrotizante, freqüentemente fatal,é
raraem
recém-
nascidos
amamentados
ao
seio (2).A
Sindrome
da
Morte Súbitado
Lactente(SIDS) é a mais
freqüentecausa de
morte
em
-lactentes entre 1mês
e 12
mêses
de
vida,nos
EUA
(2).Ela
tem
sido relatada por ocorrermenos
frequentementeem
lactentesamamentados
ao
seio (2).Num
estudo
feito observou-seque
os
bebês
alimentadoscom
fórmulaslácteas convencionais
ou
fórmulasde
baixa proteinaresponderam
com
intensidade significativamente
menor
à
vacina,quando comparados
com
um
grupo
paralelode
bebês
aleitadosao
seio, tantoem
termos
de
IgAda
salivacomo
de
lgM
dos
fezes (7).A
reaçãoPPD
após
a vacinaBCG, também
foiacentuada
peloaleitamento
ao
seio (7).Assim
pareceque
os
anticorposdo
leitehumano
podem, não
só
proteger passivamente,mas
atémesmo
ativamente fomentara
respostaimune das
criancasamamentadas
ao
seio (7).Não
foi verificadonenhum
efeito negativoda
subnutriçàoou
baixasuplememtaçäo da
mãe, nos
niveisde
lgAou na
concentraçãode
lactoferrinaO
leitehumano
é o mais
adequado
e o
que
propiciamelhor
estadonutritivo
ao
Iactente: a eutrofia,que
são as condiçoes
necessárias pararesponder à agressão
infecciosa (19).São
elas:-
imunidade especlfica mediada
por LinfócitoT
(LT)e
LinfócitoB
(LB);- Síntese
de
Iinfocinase
anticorpos especlflcos;-
imunidade humoral
com
as
5
classesde
imunoglobulinas (lgA, IgG, lgM,lgD e
lgE);-
imunidade
celular,mediada
por célulasou
hipersensibilidade tardia; - Linfócitos "memória".Enfim
quando
se
estáamamentando
uma
criançaestamos
garantindoa
elamenos
infecçõesde
ouvido,menor
probabilidadede
contrair Meningites,infecções entéricas
ou
respiratórias (2),além
disso,estamos
propiciandomelhor
desenvolvimento neuro-psico-motore
menor
possibilidadede
doenças
alérgicascomo
eczemas,
urticáriase
bronquites (14).Na
composição
do
leitehumano
temos
dois tiposde
elementos:1)
Os
que
se
destinam a alimentação2)
Os
que
se
destinam a proteção contraas
doenças
1)
Elementos
que
se
destinam a alimentação (18).- Proteínas: caseina, Iactoaibumina e iactogiobulina.
- Hidratos
de
Carbono: dissacarideos,chamados
lactoseou açúcar do
leite.- Gordura: constituída por giicerideos
de 3
ácidos gordurosos: paimitico,esteárico
e
olêico.A
trioleina representa cercade
36%
da
taxa totaide
gordura.
É
muito reduzida aporcentagem de
ácidosgordurosos
voláteis(1 ,2%).
- Sais Minerais:
cobrem
anecessidade
nutritiva.- Ferro: presente
em
taxa muito reduzida (1 ,5mg/di)é
tãobem
aproveitado,- Vitaminas: todas
as
vitaminas estao presentesno
leitehumano, merecendo
destaque a
A, B,E
e
K.A
taxade
vitaminaC
depende
estritamenteda
alimentação.-
Enzimas: Encontram-se
em
forma
inativa (pró-enzima). Ativadasem
contatocom
os
sucos
digestivos, facilitam a digestãode
certas substânciasalimentares,
algumas
das
quais contidasno
próprio leite.Mais
importantessão
as
lipasesde
ação
sobreas
gorduras, e a amilaseque
degrada o
amido.O
leitehumano
pode
ainda conter, acidentalmente,medimmentos
ingeridos pela
mãe,
alergênicose
bactérias.Quanto
as
bactérias,não
passam
de
cocos
banais, provenientesdas
condutos
galactóforos extemos.Germes
patogênicossó se encontram
em
casos de
mastiteou
septicemia¬.
2)
Eiementos
que
se
destinama
proteção contradoenças
* Fatores antimicrobianos (5› 14)
- Específicos solúveis = IGA
IGM
IGG
IGD
IGE
celutares
=
Monócitos e macrófagosPolimorfonucieares
<Neutrófi|os
Eosinófilos
Linfócitos
T
eB
Células epiteliais-
Não
espectficos - Fator bífidus - Lisozyma - Lactoferrina - Interferon -Complemento
- Lipideos* Fatores anti-inflamatórios (5):
Categorias:
Exemplos
- Citoprotetores - Prostaglandinas E2, F2, alfa - Fatores
de
crescimento epitelial - Lactoferrina- Fator maturacional - Coitisol
-
Enzima que
degrada mediadores
-PAF,
acetil hidrolase -Carreadores
de enzimas
- Alfa-1 - anti quimiotripsina -Moduladores de
leucócitos - Lisozyma, IgA secretória- Antioxidantes -
Ácido
úrico, alfa-tocoferol, beta-i caroteno
O
colostro é rico principalmenteem
lgA secretóriae
Iactoferrina.O
leitehumano
é
muito ricoem
IgA secretória, Iactoferrina e Iisozyma (14- 18).Os
fatoresde
defesado
leitehumano
estão justamenteem
maiorquantidade
no
início porqueo recém-nascido não os
tem.Por
exemplo,as
maes
de
prematurossão capazes de
teruma
quantidade maiorde
substâncias protetoras,
porque
essas
criançaspossuem
um
sistemade
defesa muito imaturo (14).
Como
já foi dito anteriormente (2),não
existe diferençasno conteúdo
de
imunoglobuiinasdo
colostrode
maes
de
diferentes níveis sócio-lgA
Secretária
Está presente
em
uma
quantidade20
x maiorno
colostro(200mg
paracada
100ml),no
leitematerno
maduro
cai para40-50mg/100ml,
permanecendo
nestes niveis durante toda a lactação.O
colostroé
um
dos
poucos
lugaresonde se pode
obteressa
imunoglobulina (14› 15› 18).A
lgA é sintetizada pelas células plasmáticas (Plasmócitos)de
onde
liberada dirige~se
à
circulação (lgA sérica)ou
paraas
célulasde
revestimento(ultrapassando
essas
células).A
uniãode
2
moléculasde
lgA sérica,com
o
componente
secretorou
proteina separável (produzido pelas células alveolaresda
glândulamamária) dão
origema
lgA secretória (14› 15» 16› 18» 19).A
[IgA sêrica]B
[IgA sccrctõria]Sua
função
é ade
exerceração
local protetora contra infecções porL)
Componente secretorbactérias e virus,
dispensando
a colaboraçãodo
complemento.
Assim
"forra"o
tubo digestivodo
RN,
impedindo a
penetraçãode
bactérias (2› 14z 15› 18).A
lgA secretóriaé
pouco
absorvidano
TratoGastro
Intestinal,e além
disso
o
componente
secretor torna a lgA estávelem
meio
ácidoe
resistenteà
digestão enzimática (enzimas proteollticas) (2‹ 15),
passando
assim
intactapelo tubo digestivo
e
podendo
desempenhar
bem
sua
função
de
proteção (16z1õ)_
É
possível atravésda
imunofluorescência, detectar lgA secretóriarevestindo
as
células epiteliais,mostrando
assim
a existênciada
barreira protetorano
intestino (15).Foi detectado atividade
dessa
imonoglobulina contra vários tiposde
microorganismos
e antígenos,como
cepas
entero patogênicasde
E. Coli,Shigellas, Salmonellas, estafllolisinas e estreptolisinas,
bem
como
bactériaspatogênicas para o trato respiratório,
como
H. influenzae, D.pneumoniae
e
também
contrao
bacilo tetãnico (2z 5» 6- 24).Também
existem estudoscomprovando
a existênciano
LH
de
anticorpos contra Poliovirus l, ll e lll,Coksakie
B1,B5
e B9, virusECHO,
Rotavlrus, vírus sincicial respiratório (6.18
As
concentrações
maioresde
lgA secretóriano
leiteem
relaçãoao
soro,
sugere
que
aproduçao
destaé
realizada, principalmente,na
glândulamamária
(7).Nos
RN
não há
lgA secretória inicialmente, pois estanáo
ultrapassaa
barreira placentária.
A
partirdo
2°mês
de
vidaé
que
elacomeça
a
aparecerno
tubo digestivo (14),assim o
colostroé
muito ricoem
lgA para supriras
necessidades
do RN.
.Um
estudo foi realizadono
Oeste da
Áfricacom
o
objetivode
mostraro
potencial efetivo
de
proteçãoda
lgAmaterna
do
LeiteHumano
especifica
contra Helycobacter pylori, através
do
estudode
12
maes
e seus
RN,
na
Gambia
Village (onde a maioriados
lactentessão
amamentados
duranteos
2
primeiros
anos
de
vida) (25).Neste
local a infecçao por H. pylorié
frequente.Separaram
as
criançasem
2
grupos: 1 - Crianças infectadas por H. pylori atéos 9
meses
de
vida.2 - Crianças
não
infectadas por H. pylori atéos
9
meses
de
vida.Constatou-se
que
todasas
crianças infectasvinham de
maes
com
um
baixíssimo nivel
de
lgA especifico contra H. pylorino
LH.Aos
12
meses
de
vida,somente 3
crianças foram infectadas livremente (demaes
com
alto nivelde
lgAno
LH).A
infecçãoprecoce
por H. pyloripode comprometer
a
barreiraácida gástrica (25), e facilitar a
passagem
de
bactérias entero patogênicas.Portanto conclui-se neste estudo
que
as
lgAespeclficas
contraH
pyloritem
papel importante
em
retardar a infecção por H. pylori,e
manter a
integridadeda
barreira ácida gástrica, por todoo
periodo vulnerávelde
desmame.
No
México
em
1992, foi realizadoum
estudo
para determinaros
efeitosDas
19
crianças infectadas por Shigella flexneri, Shigella boydii,ou
Shigellasonei, detectado
em
amostras
de
fezes,10 tinham
infecção sintomática e9
eram
assintomáticos.As
amostras
de
LH
revelaramque
havia8 vezes mais
anticorposnos
LHs
dos recém-nascidos
que
tinham infecção assintomáticaem
relaçãoaos
sintomáticos. Foi concluido portantoque
o
LH
protegeos
lactentes contra Shigellose sintomática
quando
elecontém
maiorconcentração
de
lgA secretória contraAg
virulence plasmid associated, ese
houver infecção, esta
se
fazcom
menor
severidade.Mata
(8), encontrouque
a
prevalênciada
infecção por Shigella eramenor
no
1°
ano de
vida, maiorno
finaldo
2°ano
e
duranteo
3°ano
de
vida,quando
odesmame,
no caso dessa
população, estava próximo.Stol et al, (8) encontrou
que
lactentesamamentados
tinhammenos
doenças
severas,
com
menos
lactentes necessitando terapia intravenosaou
hospitalização.
Clemens
et al, (8) dividiuas
crianças infectadas por Shigellaem
2
grupos: 1 -Aquelas
com
doenças
severas 2 -Aquelas
com
doenças
não
severas.Das
criançascom
doenças
severas,42%
eram amamentadas.
No
grupodas
crianças
com
doenças
não
severas ele verificouque
58%
das
criançaseram
amamentadas.
Sugere-se
neste estudo (8)que
há secreção
local, nivel intestinalde
anticorpos contra
VPAA
(virulence plamid associated antigen)e
pode
desempenhar
importante papelna
resistência contra infecção por Shigella.Dados
sugerem que
em
lactentesamamentados
com
infecão sintomática,a
20
gastroenterite,
e
não
foideterminado
se esses
anticorposno
LH podem
prevenir
a
colonizaçãodo
intestino (8).Outro estudo
foi desenvolvido para determinar anticorposespecíficos
contra Shigella e Salmonella
no
colostroe
LH
de
mães
da Costa
Rica, Suéciae
Vietnam
em
1992
(1).Em
mães
da
Costa
Rica,os
titulosde
anticorpos lgAforam significativamente maiores
em
mulheres
de
baixa emédia
condiçãosócio-econômica
comparado
com
mulheres
de
alto nível sócio-econômico (1).Os
titulosde
anticorpos lgAde
mães
Suécas
foram
em
baixa concentração,semelhantes aos de
mães
da Costa
Ricade
alto nível sócio-econômico.Os
títulosde
IgA encontradosem
mães
vietnamesas
foram similares aquelesde
mães
Costa
riquenhasde
baixae
média
condição sócio-econômica,sendo
em
maiores níveis contra Shigella flexneri.Os
resultadossugerem
que,em
Costa
Ricae
Wetnam,
Shigellaflexneri
é a mais
prevalentedas
Shigellas sp,causando
infecções. Verificou-se
que
o
tipode
anticorpos produzido paraos
antígenos refletem acomposição
antigênicada
flora intestinal prevalentena
área geográficaespecífica.
As
diferençasnos
níveisde
anticorpos relacionados aesses
niveis
sócio-econômicos
provavelmente reflete a exposiçãoaos
microorganismos
patogênicos.Maes
em
condiçoes de
miséria (baixo nívelsócio-econômico)
entram
em
contatocom
maior quantidadede
microorganismos
patogênicos, induzindo aprodução de
anticorpos contraesses
antígenos, inclusiveno seu
leite.IgA .secretória contra Poliovlrus tipo l
foram
detectadosno
leitede
mães
pâgistarfisasnão
vacinadas,num
estudo feitoem
1993
(27).Foram
colhidas
amostras
de
leitehumano
de
mães
pakistanesas, japonesas,anti poliovírus tipo I
no
colostroe
leitehumano
de
mães
não
vacinadas,naturalmente expostas,
de
mães
pakistanesase
indianas,em
relaçãoa
mães
suécas
e japonesas, refletepresumiveimente a
epidemiologia local (27).A
produção
desses
anticorposno
leitehumano
dessas
mães
ocorre devidoa
exposição antigênica
nas
mucosas,
principalmente intestinal.As
maiores concentrações
de
IgA secretória contra poliovírusem
amostras de
leitemaduro de
mães
pakistanesas,pode
sugerirque
aexposição é mantida através
do
períodode
lactação (27).Os
menores
valoresde
IgA secretóriaem
mães
japonesas
esuécas
presumiveimente
refleteo
resultadode
um
longotempo
de
memória
imunológica porcausa da
exposiçãodo
poliovírusem
formade
vacina (27).A
IgAé
principalmente transferida parao recém-nascido
duranteos
primeiros
3
diaspós
parto (16),quase 4 gramas
de
IgAsão
ingeridas pelorecém-nascido nesse
período.Altos níveis
de
anticorpos circulantes (lgA secretória) dirigidos contraglicina (extraída
da
superficiedos
antígenos), proteínada
membrana
eflagelo
do Campylobacter
jejuniforam encontrados
(20).As
criançasque
possuiam
infecção porCampylobacter
duranteos 6
primeirosmeses
de
vidatinham
menos
anticorpos anti-flageloem
relação aquelas criançasque
não
tiveram infecção. Esteestudo
(20)mostrou
claramente apresença de
anticorpos anti-flagelo
do
Campylobacter,da
classe lgA,no
leitehumano
de
mães
africanase
francesas.Não
se
detectoua presença de
anticorposespeclficos da
classe IgG.No
caso de
infecção por Campilobacter, antígenos estão presentesna
superficíe Iuminal intestinale na
placade
22
lgG
pode
ser devidoao
fatode
a infecção porCampylobacter
sera
nívelda
superficie
da
mucosa
(20)A
infecção porCampylobacter
foi zero (0)no
1°mês
de
vida,quando
os
anticorpos anti-flageio tinhamseu mais
alto nlvelde
concentração.O
flageiotem
sido envolvidona
patogenicidadedo
Campylobacter, atravésda
motilidadeque
confereà
bactéria;a presença de
anti-flageio lgAem
muitoslocais
de
infecção imobilizaa
bacteriae consequentemente
limitasua
colonização (20).
lgA secretória
especlfica
contraToxoplasma
gondiihumano
foipesquisada
em
17
mulheres,4
estavam
agudamente
infectadascom
T. gondii,8
cronicamente
infectadas e5 nunca
foram
infectados (13).Em
todasas
4
mulheres
agudamente
infectadas e 1das
8
cronicamente infectados, foidetectada, pelo
ELISA,
anticorpos lgA secretória contra T. gondii. Istodemonstra
que
humanos
infectados por T. gondiiproduzem
anticorpos lgAsecretória especlfica.
A
lgA secretória protege a superfícieda
mucosa
pelaprevenção da fixação ou
colonizaçãoda
superfícieda
mucosa
(13).Num
estudo feitono
Brasil,amostras de
leitehumano
de 3 grupos de
mulheres foram
avaliadas:O
1°Grupo
liggltáia16
mães
de
bebês
a termo de
baixopeso
para idade,\
denominado
(gl
),o
2°grupo
20
mães
de
pré-termoscom
peso
apropriado'P mr, r
para idade (G2) e
o
3°grupo
30
mães
de
[ecârnm-nascidos a termocom
peso
apropriado para idade gestacional (6) (G3)`.
Os
grupos não
diferiamestatisticamente
em
relação a idade materna, paridade, tipode
partoe
nívelsócio-econômico.
Os
níveisde
lgA detectadosforam
altosem
ambos
os
grupos
G1
e G2,
comparado
com
o grupo
controleG3
atravésdo
períodoestudado. '
A
função
do
LH
como
um
suplemento
imunológico para lactentesnormais
ébem
estabelecida,mas
a
composição do
leitede
mães
de bebês
pequenos
para idade gestacionalnão
tem
sidocompletamente
investigado(6).
Observou-se no estudo
referidoque
mães
de
recém-nascidos de
baixopeso
produzem
LH com
maiores niveisde
lgAque
mães
de recém-nascidos
com
peso
adequado
para a idade gestacional. lsto é importante porqueos
recém-nascidos
de
baixopeso apresentam
um
maior periodode
hipogamaglobulinemia,
quando comparados
com
recém-nascidos de peso
adequado
para a idade gestacional.Foi
também
detectado lgA gliadinaespeclfica no
colostrohumano
(10).A
origem
dessa
IgA alimentarespeclfica parece
derivarda migração de
linfócitos
do
intestino,aonde
elestem
sido ativados pela estimulaçãoantigênica
da
comida.Esses
linfócitos retornamao
localde
ativaçãoou
para outrosórgãos
secretores distantes talcomo
glândulasmamárias.
Assim
talvez
o
aleitamento servisse para proteger a criançade
doenças, talcomo
doença
celíaca porexemplo
(10) jáque
tais imunoglobulinasmodulam
aresposta
imune
paracomidas
ingeridas,sendo
portanto esteum
efeitobenéfico
adicionaldo
aleitamento.A
transmissão
perinatalde
HIV
(virusda
imunodeficiênciahumana)
de
mães
infectadas paraseus
filhos ocorreem
cercade 20
-25%
dos casos
(17).
Amostras de
leitehumano
de
mães
soropositivas e soronegativas paraHlV
foram estudadas no
sentidode
determinara presença ou não de
anti-HIV
ativos (17).Foram
encontrados
em
todasas
amostras, tantode
maes
soronegativas
como
de
soropositivas,um
fatorque
inibe a ligaçãodo
HIV
sorotipo
especlfico
(MAB)
com
moléculasCD4
receptor.Nenhum
soro24
receptor
de
HlV
ligadoao
linfócitoT
- helper,e
possivelmentede
outras célulasque
promovem
a
replicação viral.Não
havendo essa
ligaçãoprovavelmente ocorrerá destruição
do
virus HIV.A
questão a
respeitodo
fatoda
mãe
soropositivaamamentar
ou
não, ainda é muito controversa, pois foiisolado
HIV
no
leitehumano
e
verificada aparente infecçãoem
lactentesaleitados
em
mães
que
tinham
sido recentemente soroconvertidas (17),apesar
de
ser raro.A
infecção por VirusHerpes
simplex(HVS)
em
recém-nascido
ocorreem
aproximadamente
1 para2.000
a 5.000nascimentos
por ano.Sem
tratamento,
essa
infecçãopode
se
tornaruma
encefalite,doenças
disseminadas ou
atémorte
(12).Foram
analisadasamostras
de
leitehumano
e colostro para detectaranticorpos
anti-HVS
atravésdo
ELISA,
Wester
Blot, neutralizaçãode
anticorpos
e
anticorposdependente da
citotoxicidade celular(ADCC)
(12).Dezenove
das
vinteamostras estudadas mostraram
apresença de
anticorposanti-HSV
ativo pelométodo
ELISA
eADCC.
Não
se sabe ao
certose os
anticorpos
matemos
ultrapassampassivamente
a barreira placentária, paraproteger
o recém-nascido da
infecção porHerpes
simplex virus (12).As
rotavirosessão
importantecausa de
diarréiaem
lactentesem
todo.o
mundo. Amostras
de
leitematemo
e
colostro foram colhidasde
32
voluntáriasda
divisão pós-nataldo
hospitalQueen
Victóriaem
Adelaide, sulda
Austrália(22).
Foram
medidos
anticorpos sorotipoespecifico
anti rotavlrus para4
sorotipos,
encontrados
no
colostro, leite materno, soroda
mãe
esangue do
cordão.
As
amostras
de
colostroapresentaram
maior positividadede
anticorpospara todos
os
sorotipos,'
subseqüentemente
coletados.Em
todasas amostras
anticorpos anti-rotavirus sorotipo 1
foram as mais
prevalentes, seguida pelos anticorpossorotipo 3,
4
e
2
(22).Estudos
epidemiológicossurgerem
que
a prevalênciade
sorotipos diferentes variamdependendo
a
localizaçãogeogrãfica
(22).Imunização
passivatem
sidopesquisada
em
animaise
humanos
sugerindo
que
anticorpos rotavlrusespeciflcos
presentesna
superficieda
mucosa
do
trato gastro intestinalsão
importantes para proteção contrainfecção por rotavlrus (21).
VP
4
eVP
7
são
proteinas presentesna
superficiedo
rotavlrus esão
cosideradas
os
antígenosde imunoproteção dos
rotavlrus, poisambas
neutralizam anticorpos.Neste estudo
(21). Foipesquisada
apresença de
anticorposespeciflcos
contrao
Rotavlrusno
leitehumano
em
2
populações diferentes:-
Uma
população
onde
a infecção por Rotavírus éendêmica
-Caracas e
Venezuela.
-
Outra populaçao
onde
a infecção por Rotavlrustem
ocorrência sazonal -Rochestes
eNew
York.Foram
analizadasmães
vacinadas enão
vacinadascom
RRV
(Rhesus
Rotavlrus vacina) para avaliara
possivel interferênciacom
soroconversão.33%
das
amostras de Caracas
tinham anticorpos anti-rotavlrus,com
somente
9%
em
amostras de
mães
de
Rochester.Os
resultados (21) obtidossugerem que
anticorposVP4
especifico
são
26
dados de
estudos
clínicosda
vacina rotavirus tetravalenteem
lactentesda
Venezuela. Verificou-se
que
lactentes vacinadoscom
RRV
produziram anticorpos neutralizantes paraRhesus
rotavirusmas
não
para rotavirushumano
pós
vacinação.A
revacinaçãonão
resultounum
aumento
significativonas
soro-respostas.A
proteinaVP4
é
importante parainfectividade
do
Rotavirus, portantopode
haver anticorpos diretos contra ele anivel
de
mucosa
que
interfiracom
a imunogenicidadeda
vacina. Vários fatorespodem
afetara
interpretaçãodos
dados
da
soroconversão, taicomo
o
tempo de
aleitamento antes eapós
a vacinação eo volume
totaldo
leitehumano
que
a criançarecebeu
após
a vacinação.Todos
os recém-nascidos
Venezuelanos foram
aleitados primariamentee
as
mães
foram instruidaspara impedir o aleitamento por 1 hora antes
e 2
horasapós
a vacinação (21).No
México
também
foi desenvolvidoum
estudo,em
1993, verificando apresença de
atividade inibitória sobre Rotavirusem
amostras de
LH
einfecção por Rotavirus
em
suas
crianças duranteseu
1°ano
de
vida (4).Um
total
de
75
crianças nascidasna
área ruraldo México foram
rastreadas paradoenças
diarrêicase
Rotavirus duranteo
1°ano de
vida.Dessas
criançasestudadas
a maioria possuia atividade inibitória contra Rotavirushumano
sorotipo 1,
4
e
3,e
quase
o
mesma
proporção apresentava anticorpoespeciflco
anti-Rotavirus.imunização
passivade
crianças chilenascom uma
imunoglobulina bovina
do
leitemostrou
titulosde
anticorpos similaresa
IgM: Produzida localmente
na
glândulamamária.
Ativa contra enterobactérias.Numa
pesquisa (27)de amostras de
LH
de
mães
pakistanesas,japonesas,
suecas
e
indianas para detatar anticorpos anti poliovlrus tipo l,se
encontrou muitas baixos nives
de
anticorposIgM
anti Poliovírus tipo Iem
amostras de
leitede
Suecas
e japonesas
enão
foi detectadoem
mães
pakistanesas.
Anticorpos
lgM
anti Shigellae
Salmonellano
colostroe
LM
de
mães
da
Costa
Rica, Vietinä e Suéciatambém
foram detectados,sendo
em
maiorestitulos
em
mães
vietnamesas e Costa
riquenhasde
baixo nivel sócio-econômico
(1).IgG:
Produzido
localmentena
glândula mamária.É
capaz de
ultrapassar abarreira placentária,
ao
contrárioda
IgA e lgM.Foi detectado anticorpo
lgG
anti poliovlrus tipo Iem
amostras de
L.H.de
mães
suecas
e
japonesas,em
baixos titulos,num
estudo já citadoanteriormente (27).
Alta positividade para anticorpos
lgG
anti cytomegalovlrus,Herpes
simplex virus (5. 12)
e
Varicela Zoster virusforam observados no
oolostro eLH
de
mães
brasileiras,permanecendo
até60
diasde
lactação (6).Num
estudo desenvolvido porKim
K, KellerMA,
HeinerDC
na
Califórnia, pesquisou-se todas
as subclasses
de
lgG nas secreções
mamárias
e
na
saliva (11). Detectou-se maior concentraçãode lgG
nas
secreções
mamárias que
no plasma
e soro.28
A
lgG
em
certas ocasiõespode
sermais
eflcaz
em
termos de
proteçãoda
que
a
lgA,como
porexemplo na
ativaçãodo
complemento
e
opsonizaçäo.A
lgG
administrada oralmente,tem
reduzidoa morbidade
associadacom
Enterocolite Necrotizanteem
lactentesprematuros
(11).Acredita-se
que
aproduçao
localda lgG
seja responsável porsua
larga distribuiçaona secreçóes
mamárias
(11).Lflucócrrosz
-
40%
são macrófagos
-50%
são
neutrófilos-
10%
são
linfócitosT
e B.Linfócitos:
São
célulascapazes de
conferir importante defesa,como
asíntese
de
lmunoglobulinas. Constituem10%
do
totalde
leucócitosdo
LH.São
de
dois tipos: LinfócitoT
e
Linfócito B.O
LT (80%
dos
linfócitos)tem
acapacidade de
transferir hipersensibilidade tardiada
mae
paraseu
Iactente.Os
linfócitosB
sintetizam lgA (2).Säo
responsáveis pelamemória
imunológica, explicando
assim o
fatode
amãe
possuir anticorpos IgAsecretória
com
tãoampla
especificidade (7).No LH
e
colostroencontramos
um
número
substancialde
célulasimunocompetentes,
incluindoLT
helpere
LT
supressor
citotóxico, estesdesenvolvem inúmeras
funçõesde imunocompetência, mas,
muitasvezes
com
reação antigènicas diferentes daquelasdos
linfócitosdo sangue
periférico (3).
Num
estudo foi descobertoque
a
proporçãode
receptorGama
sangue
autólogo e heterólogo (3» 5).O
epitéliodo
trato digestivo e respiratóriopodem
promover
um
meio ambiente
favorável paraas
célulasT
maternas
transferidas
ao
lactente via aleitamento. (26)Macrófagos:
Compreendem
40%
dos
leucócitosdo
LH
e
tem
capacidade
de
sintetizarcomplemento,
lisozyma e lactoferrina,bem como
responder aestímulos quimiotáticos,
bem como
fagocitar ativamente, bactériase fungos
(2, 5)_
Fator
de
necrose tumoral alfa (oz) foi detectadono
LH
em
quantidadesuficiente para exercer efeitos biológicos sobre a glândula
mamária
da
mae
ou
sistemaimune
do
lactente (23). Verificou-seque
os macrófagos do
LH
moviam-se
mais
rapidamenteque
os
leucócitosno
sangue
periférico,sendo
entao
demonstrado que
esteaumento
da
motilidade era devido apresença
de
fator
de necrose
tumoral oc. (23) Atravésdo
rádioimuno-ensaio conseguiu-seFator Bifidus:
Componente do
leitehumano
classificadocomo
açúcar.Este juntamente
com
carbohidratos, constituem fatoresde
crescimento para a flora bífida intestinal, caracteristicasdas
criançasamamentadas
ao
seio.Os
Lactobacllos blfldusdegradam
a
lactosedeterminando
aproduçao de
ácido lático e acético, baixando
o
pH
intestinal tornando oambiente
hostil abactérias entero patogênicas, principal,
gram
negativas.Além
disso a acidezfecal resultante
acaba
determinandoum
número
maiorde
evacuaçóes, sendo
uma
forma de
defesa para outros tiposde
bactérias entero patogênicas. Istonos
faz entender a razãoda
baixa incidênciade doenças
diarrêicasem
crianças alimentadas
ao
seio materno,mesmo
em
ambientes
com
prevalência
de
entero infecção (2› 14» 15~ 18).Sua
concentração no
LH
éo
quádruplo
do
encontradono
leitede
vaca.Lisozyma:
É
uma
proteinaespeclfica
do
leitehumano. É
uma
enzima
(Muramidase)
presentenas
fagócitos,nas secreções e nos
fluldos extra-celulares.
Sua
concentraçãona
LH
é
300
vezes
maiordo
que
no
leitede
vaca. Destrói
a
maioriadas
bactériasGram
positivase poucas
Gram
negativas por
ação
hidrolltica.É
responsável pela lisedos
peptideosda
parede
celular bacteriana. Acredita-seque
tenhaação
protetorae
antibacteriana sobre a flora intestinal (2› 7- 15).
Sua
ação
também
se
fazde
forma
indireta pela potencializaçãode
outroscomponentes
como
IgAe
complemento. Encontrada nas
fezesdos bebês
amamentados
ao
seio.Apresenta-se estável
em
pH
ácido, surgindo intactanas
fezes. (15› 18» 19).Sua
quantidade vai progressivamenteaumentando
com
o
passardos
meses.
Quando
se introduzprecocemente papas de
frutase sucos na
alimentaçãodo
lactente,fazemos
deorescera
quantidadede
lisozyma,aumentando
operigo
das
doenças
diarrêicas (18).O
ativador tecidualdo
plasminogênio
(T -PA)
éuma
proteinasérica secretada pelas células endoteliais
nos vasos
sanguíneos. Elatem
uma
maiorafinidade
pela fibrina, converteo
plasminogênioem
plasminae
catalisa a fibrina (9).
A
função do
T
-PA
no
leitenão
estábem
deflnida,entretanto, é considerada
que
T
-PA
possa
terum
papelde
reestruturaros
tecidos
da
mama
e manter os
ductos funcionantes, canalizaos
ductosmamários.
Níveisde
T
-PA
foram
detectadosno
LH
atravésdo
ELISA
e
bioimunoensaio.
Sua
concentração diminui lentamentecom
a
evoluçãode
lactação (9).
A
Escherichia coli, bactériaque
causa
sépsis e meningiteem
recém-
nascidos possui fímbrias
que
se
aderem
à
células epiteliais, fazendosua
fixação. Foi
pesquisado
apresença de
fatoresno
leitehumano
que
inibema
fixação das
fímbriasdessas
bactérias (24). Analizou-sea capacidade
dos
32
adesão
da
fimbriade
E. coliàs
células epiteliais. Ficou determinadoque
essa
inibição
é
possiveldesde
que
a E. coli patogênicase
liguea
Human
milk fatglobule
membrane
(HMFG)
e
cause
aglutinação,não
permitindoassim
aflxação
das
fimbriasda
E. colinas
células epiteliais.Lactoførrina:
É
uma
proteína carreadorado
ferro.Encontrada
em
altasconcentrações no
LH,também
possuiação
protetora. Ela liga-seao
ferronecessário
ao metabolismo
dos
microorganismos,impedindo
oseu
crescimento,
exercendo assim
efetivaação
bactériostática (7- 15).Demonstrou-se
"¡n vivo"que
a lactoferrina determinaa
quelaçãodo
ferro,indispensável a multiplicação
de
vários patógenos. "ln vitro"tem
efeitobactereostático sobre
o
S. albus,aureus
e P. aeruginosae, devidoa
ferriprivação
desses microorganismos
(15).Portanto a
suplementação
oralcom
ferro para crianças aleitadasao
seio está contra indicada, pois a lactoferrina
não
consegue
se
ligarcom
o
ferro
em
excesso,sobrando
ferro paraos microorganismos
(2).Tem-se
demonstrado
sua
ação
sobre E. coli,Cândida
albicanse
Stafllococcus (18).
O
aquecimento
resultaem
perdada capacidade de
ligaçãoobservações
clinicasque sugerem que
LH
clinicas,
de inflamaçào
(5).Os
fatoresde
crescimento afetamo
crescimento e diferenciaçãodas
barreiras epiteliais e portanto limitam a penetraçãode
antígenos livrese
microorganismos
patogênicos.O
cortisoltambém
protege contraobsorçäo de
patógenos. (5) .
Demonstrou-se
"in vitro"que
a
injúria oxidativa produzida pelos neutrófilosé
diminuída peloLH
(5).Estudos
epidemiológicos retrospectivossugerem que
lactentesamamentados
tiveram omenor
riscode
desenvolver Diabetes Mellitus Tipo I,Linfoma
ou
Doença
de
Crohn na
vida adulta (5).A
proteção contraDM
tipo lse
baseiano
fatoda
menor
exposição aantígenos
do
leitede vaca
previamentena
infância.É
também
interessante o fatode
que
o
transplante renalmaterno
tem
uma
melhor
sobrevivênciaem
indivíduosque
foramamamentados
(5).A
resposta alogênica entre linfócitos
da
mãe
e
sua
criança, contraHLA
antígeno era
menor
se
criança tivesse sido aleitadana
infância.Outros agentes
soluveisimunomoduladores são
alfa - tocoferol, beta -Portanto
o
leitehumano
é o
alimento ideal, tantoem
termos de
valornutritivo,
como
na
proteção contra doenças, vistoseus inúmeros
fatoresde
defesa,
que
estãoem
maiorou
menor
concentração de
acordocom
a
necessidade da
criança. istoficou
claroquando
se
veriflcouque
o colostroé
muito rico
em
IgA secretória por exemplo, poisno
inícioda
vidao recém-
nascido necessitará
de
maior proteçãoem
virtudede seu
sistemaimune
sermuito imaturo.
Veriflcou-se
que
as
criançasamamentadas
ao
seiosão
menos
acometidas
pordoenças
graves,mesmo
quando
espostas a condiçõesde
precárias
de
higienee
sem
recursos, jáque essas
mães
produzem
uma
maior quantidade
de
anticorpos contraos
antígenosespecificos
da
região,os
quais
entram
em
contato.O
leitehumano
é
um
alimento tãocompleto e
necessárioque
inclusiveexistem
mecanismos do
próprioorganismo
que fazem
com
que
ele sejase
humano
à
digestão ácida pela pepsinae a
lgA colostralé
resistentea
digestão triptica, e
também
pelapresença do
inibidorde
tripsina detectado.Frente
a
todasessas
evidências apresentadasnesses
estudosrevisados,
só
podemos
nos
certificar aindamais
que
o
alimentoaconselhado
e
recomendado
aos recém-nascidos e
Iactentesdeve
sero
leitehumano,
quando
se
quer prioritariamente asaúde
eo
bem
estarda
criança, atéque
antibodies aganist shigella
and
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