DEZEMBRO 2014
ÍNDICE NOTA PRÉVIA 3 1 - Saldos Orçamentais 4 1.1 Receita 5 1.1.1. - Receita Própria 5 1.1.2. - Transferências Obtidas 8
1.1.3. - Execução Orçamental da Receita 8
1.2 Despesa 9
1.2.1. - Extra Plano 10
1.2.2. -Dívida Bancária 11
1.2.3. - Grandes Opções do Plano (GOP) 12
1.2.4. - Execução Orçamental da Despesa 15
2 - Entidades Participadas 15
2.1 SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO 15
2.2 EMES, EEM, SA 16
2.3 SINTRAQUORUM, EEM 18
2.4 EDUCA, EEM e HPEM, EEM 19
3 - Dívida a Terceiros 19
4 - Dívida a Fornecedores 20
5- Dívida TOTAL 21
NOTA PRÉVIA
O presente relatório, elaborado no âmbito do disposto na alínea c) do nº 2 do artigo 25º da Lei nº 75/2013, de 12 de setembro, tem por objetivo informar os eleitos locais do Município de Sintra da execução orçamental de 2014, através de uma análise sintetizada às receitas e às despesas, nas vertentes corrente e capital, bem como informar os níveis de endividamento do Município e das entidades participadas.
Relativamente às entidades participadas pretende-se, ainda, dar conhecimento da situação económico-financeira através da apresentação de um conjunto de indicadores, nomeadamente dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS) e do setor empresarial local (SEL) desta Autarquia.
O atual exercício foi marcado pela deliberação do executivo camarário relativa à reorganização do sector empresarial local em Sintra. Este modelo consistiu inicialmente na dissolução das empresas municipais EDUCA, EEM e HPEM, EEM, com internalização das atividades no Município, com exceção da recolha e transporte de resíduos que foi internalizada nos SMAS, e internalização do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (MASMO), atividade da SINTRAQUORUM, EEM, seguindo-se posteriormente processo de internalização da restante atividade desta empresa (com exceção da escola do património), que terá efeitos a partir de janeiro de 2015.
As atividades internalizadas encontram-se já sob a gestão do Município e dos SMAS, com o pessoal internalizado a ser remunerado pelas respetivas entidades e as cedências de posições contratuais maioritariamente operacionalizadas.
De salientar, ainda, que as empresas EDUCA, EEM e HPEM, EEM, por se encontrarem num processo de liquidação, têm as suas atividades reduzidas a procedimentos administrativos inerentes à liquidação, assim apenas se apresentará um conjunto de indicadores económico-financeiros à data de 31 de dezembro sem análise comparativa.
1. SALDOS ORÇAMENTAIS
A execução orçamental gerou um saldo orçamental positivo de 38,7 milhões de euros, demonstrando um equilíbrio financeiro sustentado, com as despesas a serem cobertas pelas receitas.
Este saldo é composto pela formação de poupança corrente de 37,4 milhões de euros, cumprindo-se, assim, o princípio do equilíbrio orçamental determinado no ponto 3.1.1. do POCAL, que estabelece que o orçamento deve prever os recursos necessários para cobrir todas as despesas, devendo as receitas correntes ser pelo menos iguais às despesas correntes.
No que se refere ao saldo de capital, verificou-se um défice entre as receitas e as despesas no montante de 13,2 milhões de euros, no entanto, é amplamente coberto pelo saldo corrente.
Considerando a despesa realizada ainda assim verifica-se um saldo positivo, no montante de 38 milhões de euros, com a criação de poupança corrente de 37 milhões de euros.
Unid: €
Receita cobrada vs Despesa realizada
Receita cobrada vs Despesa Paga
(1) Recei tas correntes 142.767.565 142.767.565
(2) Des pes a s correntes 105.739.304 105.342.727
(3)=(1)-(2) Saldo corrente 37.028.261 37.424.839
(4) Recei tas de capita l 4.362.110 4.362.110
(5) Des pes a s de ca pi tal 17.828.485 17.568.510
(6)=(4)-(5) Saldo de capital -13.466.375 -13.206.400
(1)+(4) Recei tas totai s 147.129.675 147.129.675
(2)+(5) Des pes a s totai s 123.567.789 122.911.236
(7) Sal do gerênci a anteri or + repos . não abati das pa gamentos 14.440.399 14.440.399
(8)=(3)+(6)+(7) Saldo orçamental 38.002.284 38.658.837
(9) Ati vos fi nancei ros -AF(receita s) 0 0
(10) Ati vos fi nancei ros AF (des pes a) 0 0
(11) Pas s i vos fi nancei ros PF (recei ta) 0 0
(12) Pas s i vos fi nancei ros PF (des pes a s) 11.833.658 11.833.658
(13) Recei tas - AF - PF 161.570.074 161.570.074
(14) Des pes a s - AF - PF 111.734.131 111.077.579
(15)=(13)-(14) Saldo global ou efetivo 49.835.942 50.492.495
(16) Juros e outros enca rgos (des pes as ) 1.553.597 1.553.597
(17)=(15)+(16) Saldo primário 51.389.539 52.046.092
1.1.RECEITA
A receita cobrada pelo Município ascendeu a cerca de 161,6 milhões de euros, um decréscimo de 6% (-10,2 milhões de euros) face ao período homólogo de 2013, consequência da redução das transferências da Administração Central e das reposições da receita junto da Autarquia.
A receita é constituída por receitas próprias, 98,3 milhões de euros (60,8%), transferências da Administração Central, 48,8 milhões de euros (30,2%) e pela incorporação do saldo da gerência anterior, 14 milhões de euros (8,7%). A restante receita é completada pelas reposições não abatidas nos pagamentos, com uma expressão residual (0,3%).
A redução está relacionada essencialmente com as transferências do Estado, cujo corte atingiu 10,4 milhões de euros e que é objeto de análise detalhada no capítulo 1.1.2. – transferências obtidas.
Verifica-se, ainda, uma diminuição das reposições não abatidas nos pagamentos, relacionada sobretudo com a inexistência em 2014 de contratos-programa com as empresas municipais.
1.1.1. RECEITA PRÓPRIA
A receita própria é essencialmente constituída pela cobrança de impostos, 81 milhões de euros, por rendimentos de propriedade, 6,8 milhões de euros, venda de bens e serviços correntes, 3,3 milhões de euros, outras receitas correntes, 4 milhões de euros, e taxas multas e outras penalidades, 2,8 milhões de euros.
Unid: € Receita
dez-12 dez-13 dez-14 Var. Var. %
Receita s Própri a s 105.351.838 94.426.619 98.347.630 3.921.011 4% Tra nsferênci a s 55.546.066 59.152.468 48.782.045 -10.370.423 -18%
Pa s si vos Fi na ncei ros 5.500.000 0 0 0
-Reposi ções n a ba t pa gtos 1.295.447 3.891.195 440.399 -3.450.796 -89% Sa l do de Gerênci a 28.190.543 14.282.093 14.000.000 -282.093 -2%
A receita de impostos é constituída por 77,1 milhões de euros de impostos diretos e 3,9 milhões de euros de impostos indiretos. Comparativamente com o período homólogo verifica-se uma redução de 294,2 mil euros.
Em relação aos impostos diretos verificou-se um acréscimo de 693,8 mil euros, consequência de uma maior receita de IMI arrecadada (+4,7 milhões de euros). O IUC apresenta uma cobrança semelhante à do ano anterior, verificando-se um ligeiro aumento de 130,1 mil euros (+1,3%).
Em sentido inverso, registaram-se diminuições ao nível da derrama, de 2,3 milhões euros, e do IMT, de 1,9 milhões de euros (justificada pelo valor de reembolsos emitidos).
Os impostos indiretos diminuíram 988 mil euros, consequência da redução verificada ao nível dos impostos cobrados com a ocupação da via pública (-632,8 mil euros), face à cobrança extraordinária de um processo judicial da Lisboa Gás (881 mil euros) e com publicidade (-383,3 mil euros), consequência da implementação do “licenciamento zero”.
Em relação às outras receitas próprias destacam-se os rendimentos da propriedade, cuja receita ascendeu a 6,8 milhões de euros, relacionada, sobretudo, com o contrato de concessão com a EDP (4,2 milhões de euros), o contrato de concessão referente ao posto de abastecimento da BP na Av. dos Bons Amigos, no Cacém (1 milhão de euros) e a distribuição de excedentes dos SMAS (770,4 mil euros).
As taxas multas e outras penalidades ascenderam a 2,8 milhões de euros e registaram um decréscimo de 203,6 mil euros (-6,9%), consequência da quebra de receita com as taxas referentes a loteamentos e obras (-220,4 mil euros) e das taxas de emolumentos e serviços prestados (188,2 mil euros).
Relativamente à venda de bens e serviços correntes que ascenderam a 3,3 milhões de euros, registaram um acréscimo de 1,5 milhões de euros, reflexo, sobretudo da internalização das atividades da EDUCA, nomeadamente os refeitórios escolares (1,1 milhões de euros) e os complexos desportivos (458,7 mil euros).
Unid: € Impostos
dez-12 dez-13 dez-14 Var. Var. %
Impostos diretos 74.177.189 76.391.307 77.085.155 693.848 1% IMI+CA 50.146.607 46.495.657 51.244.329 4.748.672 10% IUC+IMV 8.261.449 10.096.189 10.226.312 130.123 1% IMT+SISA 9.757.165 13.047.763 11.168.234 -1.879.528 -14% Derrama 6.011.969 6.751.699 4.446.280 -2.305.419 -34% Impostos indiretos 7.735.389 4.861.456 3.873.408 -988.048 -20% Loteamento e obras 287.361 345.845 526.282 180.438 52% Ocupaçã o da vi a públ i ca 5.834.783 3.133.439 2.500.665 -632.774 -20% Publ i ci dade 974.688 742.974 359.713 -383.261 -52% Outros 638.556 639.199 486.748 -152.451 -24% Total 81.912.578 81.252.764 80.958.563 -294.200 0%
A rubrica outras receitas correntes registou um acréscimo de 3,9 milhões de euros. Este valor está relacionado com a deliberação do executivo municipal que determinou a dissolução e liquidação da empresa municipal HPEM, EEM. Não obstante a internalização dos proveitos, a faturação dos prestadores de serviço continuou a ser emitida em nome da HPEM, EEM deixando a empresa de registar o custo associado, por contrapartida de operações de liquidação, o qual passou a refletir-se nas demostrações financeiras da CMS, quando associado à atividade de limpeza pública, e dos SMAS, tratando-se da atividade de recolha e transporte de RSU. Neste sentido, no âmbito das operações de liquidação registadas no período de abril a outubro de 2014, para a atividade de recolha e transporte de RSU, foi realizada uma transferência financeira dos SMAS para a CMS no montante de 3,8 milhões de euros.
A receita própria de capital teve uma expressão diminuta, 586 mil euros, justificada, essencialmente pela venda de bens de investimento, destacando-se a 2.ª tranche da venda da Quinta da Amizade no valor de 290 mil euros e pela compensação urbanística, no montante de 197,4 mil euros. A receita de capital não contempla empréstimos bancários, uma vez que o financiamento de curto prazo contratado não teve qualquer utilização e em relação ao financiamento de médio e longo prazo não existem novas contratações desde 2011.
Unid: € Outras receitas
dez-12 dez-13 dez-14 Var. Var. %
Taxas multas e outras penalidades 3.282.481 2.963.934 2.760.300 -203.634 -7%
Merca dos e feira s 469.225 414.396 391.812 -22.584 -5%
Lotea mentos e obra s 340.387 342.679 122.261 -220.417 -64%
Ma nutençã o e i ns peçã o de equipa mento 606.682 597.050 614.320 17.270 3%
Ta xa s de emol umentos e s erviços pres ta dos 425.135 269.523 81.346 -188.177 -70%
Juros de mora 489.710 349.176 806.655 457.479 131%
Coima s e pena l ida des por contra -ord. 403.311 312.241 346.271 34.030 11%
Outra s 548.030 678.869 397.634 -281.235 -41%
Rendimentos de propriedade 17.400.998 7.167.036 6.814.137 -352.899 -5%
Pa rticipa ções nos lucros de a dmi nis tra çã o públ ica9.970.353 1.477.358 770.437 -706.921 -48%
Juros - s ocieda des fina nceira s 904.859 303.730 541.247 237.517 78%
Renda s 6.432.677 5.308.681 5.358.992 50.311 1%
Outros 93.109 77.268 143.461 66.194 86%
Venda de bens e serviços correntes 1.730.772 1.774.155 3.280.469 1.506.314 85%
Venda de bens 514.486 574.488 484.663 -89.825 -16%
Servi ços 229.173 240.653 1.889.067 1.648.414 685%
Renda s 987.113 959.013 906.739 -52.275 -5%
Outras receitas correntes 115.760 17.275 3.948.164 3.930.889 22755%
Venda de bens de investimento 167.959 492.418 373.275 -119.143 -24%
Terrenos 155.943 72.418 83.275 10.857 15%
Edifíci os 10.990 420.000 290.000 -130.000 -31%
Outros 1.027 0 0 0 0%
Outras receitas de capital 741.289 759.038 212.722 -546.316 -72%
Indemni za ções 14.460 16.918 14.311 -2.607 -15%
Compens a çã o urba nís ti ca 726.829 737.796 197.384 -540.412 -73%
Outra s 0 4.324 1.027 -3.297 -76%
1.1.2. TRANSFERÊNCIAS OBTIDAS
As transferências da Administração Central ascenderam a 48,8 milhões de euros, observando-se um decréscimo de 10,4 milhões de euros.
As transferências correntes cifraram-se nos 45 milhões de euros, registando-se uma redução generalizada das rubricas, nomeadamente a participação no IRS (-3,7 milhões de euros), o enriquecimento curricular do 1º ciclo (-2,5 milhões de euros) e as refeições e transportes escolares (-1,4 milhões de euros). Inversamente, verificou-se um acréscimo no Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF), com uma cobrança superior em 1,2 milhões de euros (+11,1%), no entanto não se trata de um aumento efetivo face à diminuição observada no FEF de capital.
As transferências de capital ascenderam a 3,8 milhões de euros, verificando-se uma diminuição de 3,4 milhões de euros, em relação a igual período anterior. Em sentido inverso ao FEF corrente, o FEF capital decresceu em cerca de 1,3 milhões de euros (-50,6%). A rubrica cooperação técnica financeira reflete o financiamento do Estado em 2014, para a construção da escola EB 2,3 Visconde de Juromenha, no montante de 2,2 milhões de euros.
1.1.3. EXECUÇÃO ORÇAMENTAL DA RECEITA
Em 2014 foi orçada uma receita total de 160 milhões de euros, tendo-se verificado à data do relatório uma taxa de execução de 101% (161,6 milhões de euros cobrados). De salientar, que a generalidade das rubricas, registaram taxas de execução acima de 100%.
Unid: € Transferências obtidas
dez-12 dez-13 dez-14 Var. Var. %
Transferências correntes 48.466.035 51.998.364 45.005.932 -6.992.432 -13%
Fundo equi li bri o fi na ncei ro 7.909.083 10.545.444 11.715.626 1.170.182 11%
Fundo s oci a l muni cipa l 5.009.514 5.009.514 5.009.514 0 0%
Pa rti ci pa çã o IRS 15.384.898 15.384.898 11.698.379 -3.686.519 -24%
Refeições e tra ns portes es col a res 2.349.182 3.020.112 1.581.103 -1.439.010 -48% Enri quecimento curri cul a r 1.º Ci cl o 4.255.388 3.620.595 1.116.073 -2.504.522 -69% Técnica s a çã o educa ti va /pes s oa l n docente 12.526.947 12.973.213 13.051.851 78.638 1%
CAF - prolonga mento de horá ri o 575.903 916.302 424.405 -491.897 -54%
Outra s tra ns ferênci a s correntes 455.119 528.286 408.982 -119.304 -23%
Transferências de Capital 7.080.031 7.154.104 3.776.113 -3.377.991 -47%
Fundo equi li bri o fi na ncei ro 5.272.722 2.636.361 1.301.736 -1.334.625 -51% Coopera çã o técni ca fi na nceira 3.950 4.309.793 2.262.090 -2.047.703 -48% Pa rti ci pa çã o comunitá ri a em projetos 1.596.677 92.841 0 -92.841 -100% Outra s tra ns ferênci a s de ca pi ta l 206.682 115.109 212.287 97.178 84%
1.2.DESPESA
A despesa realizada pelo Município ascendeu a 123,6 milhões de euros, verificando-se uma diminuição de 26,9 milhões de euros (-17,9%) face ao período homólogo de 2013. A consolidação orçamental efetuada é ainda mais evidente quando comparamos a despesa de 2014 com o nível atingido em 2012, representado um corte de 33%
Do total de despesa realizada pela CMS, cerca de 105,7 milhões de euros (85,6%) respeita a despesa corrente e 17,8 milhões de euros (14,4%) a despesa de capital.
A redução da despesa em 2014, embora verificada nas duas vertentes, foi mais acentuada na despesa corrente (-15,2 milhões de euros) que na despesa de capital (-11,8 milhões de euros).
Unid: € Execução orçamental da receita
Orçado Cobrado Taxa
execução
Receita Corrente 141.799.134 142.767.565
Impostos di retos 75.724.000 77.085.155 102%
Impostos i ndi retos 3.753.237 3.873.408 103%
Ta xa s , mul ta s e outra s pena l i da des 2.918.600 2.760.300 95%
Rendimentos de propri eda de 5.742.622 6.814.137 119%
Tra ns ferência s correntes 46.401.854 45.005.932 97%
Venda de bens e s ervi ços 3.299.564 3.280.469 99%
Outra s receita s correntes 3.959.257 3.948.164 100%
Receita Capital 3.901.536 4.362.110
Venda de bens de i nves ti mento 200.670 373.275 186%
Tra ns ferência s de ca pi ta l 3.477.866 3.776.113 109%
Outra s receita s de ca pi ta l 223.000 212.722 95%
Outras Receitas 14.299.330 14.440.399 101%
Reposi ções nã o a ba ti da s pa ga mentos 299.330 440.399 147%
Sa l do da Gerência 14.000.000 14.000.000 100%
1.2.1. EXTRA PLANO
Ao nível orçamento (extra-plano), a despesa atingiu 73,1 milhões de euros, repartida por 61,3 milhões de euros de despesas de funcionamento e 11,8 milhões de euros de amortização e empréstimos. Relativamente a igual período do ano anterior verificou-se um acréscimo de 2,7 milhões de euros (+3,8%).
O aumento decorre das despesas de funcionamento relacionadas com o processo de dissolução das empresas municipais, nomeadamente com a assunção dos encargos das atividades internalizadas. Esta situação também se repercute nas grandes opções do plano (GOP), mas em sentido contrário, tendo em conta que os gastos assumidos pelo Município, agora no funcionamento, quando incorridos pelas empresas, representavam um encargo ao nível das GOP, por via do financiamento no âmbito dos contratos-programa celebrados.
Este aumento de despesa (+2,7 milhões de euros) está refletido sobretudo nas despesas com pessoal, consequência da internalização dos colaboradores das empresas Municipais e da atualização das contribuições da Caixa Geral de Aposentações, que passaram de 20% para 23,75%. O impacto destes encargos, foi minimizado pela redução dos vencimentos, na sequência dos cortes instituídos pela Lei do Orçamento de Estado de 2014, bem como pela redução das avenças contratadas.
Em relação à despesa com eletricidade e água, o acréscimo verificado, na ordem dos 229,5 mil euros, é o efeito da internalização, com o Município a assumir a gestão de várias instalações, assim, como a despesa com vigilância e segurança, que sofreu um acréscimo de 37,7 mil euros, e limpeza e higiene, com um aumento de 49,8 mil euros.
A despesa com impostos e taxas e encargos de cobrança de receita também sofreram ligeiros agravamentos de 78,4 mil euros e 61,7 mil euros, respetivamente.
Unid: € Despesa realizada
dez-12 dez-13 dez-14 Var. Var. %
Despesa corrente 129.044.712 120.898.856 105.739.304 -15.159.552 -12,5%
EP: Funci onamento 69.479.139 59.355.923 61.256.518 1.900.595 3,2% GOP: Gra ndes opções do pla no 59.565.573 61.542.933 44.482.786 -17.060.147 -27,7%
Despesa de capital 54.769.118 29.582.296 17.828.485 -11.753.811 -39,7%
GOP: Inves ti mento di reto e i ndi reto 15.866.437 18.529.632 5.994.827 -12.534.805 -67,6% EP: Pa s s i vos fi na nceiros 38.902.681 11.052.664 11.833.658 780.994 7,1%
1.2.2. DÍVIDA BANCÁRIA
Ao nível dos passivos financeiros, o serviço da dívida (amortização e juros) atingiu 13,4 milhões de euros, ascendendo a dívida bancária a 67,8 milhões de euros.
Unid: €
Despesa realizada - extra plano
dez-12 dez-13 dez-14 Var. Var. %
Funcionamento 69.479.139 59.355.923 61.256.518 1.900.595 3%
Pes s oa l 40.892.741 43.440.306 45.666.996 2.226.690 5%
Combus ti veis e l ubrifi ca ntes 596.452 545.860 484.119 -61.741 -11%
Li mpeza e hi gi ene 1.125.797 1.117.729 1.167.521 49.792 4%
Ma teria l de es cri tório 188.160 227.294 171.604 -55.690 -25%
Prémi os , condec., oferta s , a rt. honori f. dec. 66.838 36.095 21.736 -14.359 -40%
Água e el etri ci da de 15.636.285 7.872.806 8.102.348 229.542 3%
Cons erva çã o de bens 460.908 41.662 24.677 -16.985 -41%
Loca çã o de edifi cios 172.854 163.444 105.551 -57.892 -35%
Comuni ca ções 466.730 326.330 278.833 -47.497 -15%
Seguros 105.695 345.022 295.501 -49.521 -14%
Publ i ci da de 76.901 64.697 43.002 -21.695 -34%
Vi gi l â nci a e s egura nça 824.013 651.790 689.449 37.659 6%
As s i s tênci a técni ca e outros tra b. es pec. 278.987 222.379 238.283 15.904 7%
Enca rgos de cobra nça de recei ta 4.060.609 1.775.349 1.837.020 61.671 3%
Juros e outros enca rgos 3.760.469 2.038.721 1.553.597 -485.124 -24%
Impos tos e ta xa s 239.587 83.107 161.492 78.385 94%
Outra s 526.114 403.335 414.790 11.456 3%
Amortização empréstimos 38.902.681 11.052.664 11.833.658 780.994 7%
1.2.3. GRANDES OPÇÕES DO PLANO (GOP)
A despesa realizada com ações inscritas nas GOP atingiu os 50,5 milhões de euros, distribuídos por despesas com as transferências correntes e subsídios (46,6%), aquisição de bens e serviços (40,5%), investimento (11,9%) e outras despesas (1%).
As transferências correntes são compostas, essencialmente, pelo apoio concedido às Juntas de Freguesia (7,8 milhões de euros), pelo financiamento das atividades relacionadas com a educação, nomeadamente AEC, CAF, PAQUE, entre outras (3,2 milhões de euros), pelo apoio concedido às associações de bombeiros (1,4 milhões de euros) e por transferências para outras instituições sem fins lucrativos (1,5 milhão de euros).
Comparativamente com 2013, verificou-se uma redução de 940,8 mil euros na área da educação, principalmente na área das atividades de enriquecimento curricular (-850 mil euros), e de 6,4 milhões de euros nas transferências para a AMTRES, que em 2013 incluía a regularização da cessão de créditos (2,2 milhões de euros), bem como transferências financeiras de equilíbrio de contas para a Tratolixo, EIM, SA, (4,2 milhões de euros).
Ao nível dos subsídios, a despesa ascendeu a 8,2 milhões de euros, sendo constituída sobretudo pelas coberturas de prejuízos efetuadas às empresas HPEM, EEM (4,5 milhões de euros) e EDUCA, EEM (3 milhões de euros). Relativamente ao ano anterior, a despesa decresceu 13,9 milhões de euros, consequência de não terem sido celebrados contratos-programa (-17,5 milhões de euros), no âmbito do processo de internalização (com exceção do contrato com a SINTRA QUORUM, EEM, para o Centro Cultural Olga do Cadaval), e em sentido contrário acréscimo das coberturas de prejuízos (+3,7 milhões de euros).
No que se refere ao investimento, verifica-se uma diminuição da despesa na ordem dos 12,5 milhões de euros. Do investimento direto (4,4 milhões de euros) realizado este ano destaca-se a obra de construção da EB 2,3 Visconde de Juromenha (1,2 milhões de euros), iniciada no ano 2013, e a obra de remodelação do mercado do Cacém (976,5 mil euros). Quanto ao investimento indireto (1,6 milhões de euros), salientam-se as transferências de capital para as juntas de freguesia (996,3 mil euros) e o apoio concedido na área da ação social (350,5 mil euros).
A quebra registada nesta rubrica justifica-se principalmente pelo facto de em 2013 se ter procedido ao reconhecimento da sentença judicial relativa à empreitada de construção do Centro de Ciência Viva, no montante de 2,1 milhões de euros, bem como à obra de construção da EB 2,3 Visconde de Juromenha, iniciada no ano de 2013, no montante de 5,2 milhões de euros.
Relativamente às juntas de freguesias importa salientar a diminuição verificada no apoio concedido através do protocolo de limpeza e calcetamento (-308,9 mil euros face a 2013) e pela não atribuição de apoios financeiros pontuais ocorridos em 2013 no montante de 309 mil euros.
Relativamente às despesas com a aquisição de bens e serviços, estas incorporam essencialmente o tratamento de resíduos sólidos urbanos (11,4 milhões de euros), aquisições de serviços relativos à gestão escolar para refeições e transporte (2,5 milhões de euros), aquisição de serviços relativos à limpeza pública (1,9 milhões de euros) e informatização (1,1 milhão de euros). O aumento desta rubrica é justificado pela internalização das atividades de refeições escolares, transportes escolares e limpeza pública, que anteriormente eram consideradas em subsídios.
Analisando as GOP através da área funcional, e comparando com o período homólogo, verificou-se um decréscimo da despesa realizada, relacionado essencialmente com as funções sociais, nomeadamente ao nível das rubricas educação (-11,1 milhões de euros), habitação e serviços coletivos (-9,2 milhões de euros), e serviços culturais, recreativos e religiosos (-5,4 milhões de euros).
Ao nível da educação, a diferença é justificada pela não celebração dos contratos-programa com a EDUCA, EEM, e com as atividades de enriquecimento curricular.
No que concerne à habitação e serviços coletivos, a diminuição verificada deve-se sobretudo ao facto do ano 2013 incluir transferências de equilíbrio para a Tratolixo EIM, SA, no montante de 4,2 milhões de euros, e ainda a regularização da cessão de créditos com a AMTRES, que terminou em novembro de 2013, no montante de 2,2 milhões de euros. Em 2014 não foi celebrado contrato-programa com a HPEM, EEM, relativo à limpeza urbana, tendo-se efetuado cobertura de prejuízos no montante de 4,5 milhões de euros.
Relativamente aos serviços culturais, recreativos e religiosos, a variação reside no facto do ano 2013 incluir a despesa extraordinária de 2,1 milhões de euros, relativa ao processo judicial de indemnização do Centro de Ciência Viva, bem como o facto de em 2014 apenas se ter celebrado com a SINTRA QUORUM, EEM, o contrato programa para o CCOC.
Ao nível das restantes funções, também se verificaram decréscimos, nomeadamente: funções gerais (-916,7 mil euros) e funções económicas (-2,4 milhões de euros).
As outras funções espelham a despesa realizada no âmbito do financiamento atribuído às juntas de freguesia, verificando-se uma diminuição nas transferências de capital, nomeadamente no protocolo da limpeza e calcetamento (-309 mil euros) e outros apoios financeiros.
No que se refere à taxa de realização total das GOP, esta situou-se nos 64%, registando uma redução de 23% face a 2013.
Unid: €
Despesa realizada GOP
dez-12 dez-13 dez-14 Var. Var. %
Tra ns f. correntes e s ubs ídios 42.938.199 44.976.755 23.546.565 -21.430.190 52% Inves timento direto e i ndi reto 15.866.437 18.529.632 5.994.827 -12.534.805 32% Aqui s i çã o de bens e s ervi ços 16.285.236 16.066.739 20.430.598 4.363.859 127% Outra s des pes a s 342.138 499.439 505.623 6.183 101%
Unid: €
Despesa realizada - GOP por funções
dez-13 dez-14
Orçado Realizado Tx Realização Orçado Realizado Tx Realização Absoluto %
Funções Gerais 6.847.970 4.802.598 70% 8.279.420 3.885.820 47% -916.777 81%
Servi ços Gerai s da Admini s tra ção Públi ca 5.088.270 3.125.487 61% 6.682.765 2.436.376 36% -689.111 78% Raci ona l i za ção dos Serviços 2.935.590 1.842.139 63% 4.073.249 1.683.243 41% -158.896 91% Apetrechamento dos Servi ços 1.529.905 904.520 59% 2.103.149 582.460 28% -322.060 64% Comuni ca çã o e Ima gem 622.775 378.828 61% 506.367 170.672 34% -208.156 45% Segura nça e Ordem Públi ca 1.759.700 1.677.110 95% 1.596.655 1.449.445 91% -227.666 86% Protecçã o Ci vil 1.700.650 1.666.427 98% 1.550.655 1.448.739 93% -217.687 87% Políci a Muni cipa l 59.050 10.684 18% 46.000 705 2% -9.978 7%
Funções Sociais 66.994.207 60.111.362 90% 51.339.612 34.404.941 67% -25.706.421 57%
Educaçã o 24.317.783 22.278.758 92% 16.618.851 11.173.840 67% -11.104.918 50% Ensi no não Superi or 18.398.567 17.387.541 95% 12.579.941 7.508.324 60% -9.879.216 43% Servi ços Auxi li a res de Ens i no 5.919.216 4.891.217 83% 4.038.910 3.665.515 91% -1.225.702 75% Saúde 245.422 200.924 82% 557.950 154.761 28% -46.162 77% Servi ços Indi vi duai s de Sa úde 0 0 - 250.000 0 0% 0 Sa úde Médi co - Veteri nári a 245.422 200.924 82% 307.950 154.761 50% -46.162 77% Acçã o Soci a l 2.125.223 1.611.946 76% 3.219.682 1.659.939 52% 47.993 103% Infâ nci a 122.500 1.700 1% 209.500 94.203 45% 92.503 5541% Tercei ra Ida de 61.284 39.918 65% 110.210 16.423 15% -23.495 41% Defi ci ência 52.796 24.599 47% 32.680 10.481 32% -14.118 43% Minoria s Étni ca s 86.530 86.429 100% 93.090 60.062 65% -26.367 69% Outra s Intervenções 1.802.113 1.459.300 81% 2.774.202 1.478.770 53% 19.470 101% Habi ta ção e Servi ços Col ecti vos 32.739.745 28.942.586 88% 27.121.726 19.729.010 73% -9.213.577 68% Habi taçã o 682.670 409.816 60% 879.620 206.816 24% -203.000 50% Pl aneamento Urba nísti co 168.450 44.787 27% 178.180 49.969 28% 5.182 112% Urba niza çã o 1.896.388 1.580.955 83% 2.425.920 200.079 8% -1.380.877 13% Requal i fi ca ção Urba na 1.674.311 453.002 27% 1.505.159 382.017 25% -70.985 84% Sa neamento 8.221.939 8.221.939 100% 7.740.901 6.460.023 83% -1.761.916 79% Res íduos Sól idos 18.036.186 16.888.322 94% 12.338.046 11.603.979 94% -5.284.343 69% Ambi ente 567.969 467.743 82% 648.910 287.818 44% -179.925 62% Pa rques e Ja rdi ns 1.491.832 876.021 59% 1.404.990 538.308 38% -337.713 61% Serv. Cul tura is , Recrea ti vos e Rel i gios os 7.566.034 7.077.148 94% 3.821.403 1.687.392 44% -5.389.757 24% Pa tri móni o His tóri co-Cul tural 1.983.771 1.870.257 94% 1.430.922 734.479 51% -1.135.778 39% Ani maçã o Cultural 3.153.391 3.111.705 99% 811.950 578.109 71% -2.533.595 19% Des portos e Tempos Li vres 2.388.528 2.083.797 87% 1.459.646 350.034 24% -1.733.763 17% Juventude 25.994 5.396 21% 81.910 15.056 18% 9.660 279% Cemi téri os 14.350 5.994 42% 36.975 9.714 26% 3.720 162%
Funções Económicas 9.097.209 5.807.385 64% 9.852.294 3.383.893 34% -2.423.492 58%
Indústri a e Energi a 1.326.967 680.002 51% 1.439.346 859.143 60% 179.141 126% Il umi na ção Públ i ca 1.326.967 680.002 51% 1.439.346 859.143 60% 179.141 126% Tra nsportes e Comuni cações 5.847.137 3.937.518 67% 6.313.562 1.343.940 21% -2.593.577 34% Rede Vi á ria e Trans portes 5.847.137 3.937.518 67% 6.313.562 1.343.940 21% -2.593.577 34% Comérci o e Turi smo 1.923.105 1.189.865 62% 2.099.386 1.180.810 56% -9.055 99% Merca dos e Fei ras 1.799.080 1.110.740 62% 1.547.522 1.038.590 67% -72.150 94% Turi s mo 84.025 39.125 47% 511.863 142.220 28% 103.095 363% Comérci o 40.000 40.000 100% 40.000 0 0% -40.000 0%
Outras Funções 9.600.307 9.351.220 97% 9.215.180 8.802.958 96% -548.262 94%
Trans ferênci as entre Admi nis trações 9.600.307 9.351.220 97% 9.215.180 8.802.958 96% -548.262 94%
Total 92.539.694 80.072.565 87% 78.686.505 50.477.613 64% -29.594.952 63%
1.2.4. EXECUÇÃO ORÇAMENTAL DA DESPESA
A taxa de execução da despesa total (funcionamento e GOP) atingiu os 77%, com o nível de pagamentos a atingir 99% de despesa realizada.
A taxa de execução da despesa total (funcionamento e GOP) atingiu os 77%, com o nível de pagamentos a atingir 99% de despesa realizada.
2. ENTIDADES PARTICIPADAS
2.1.SMAS
Em termos patrimoniais os SMAS apresentam uma situação líquida positiva de 90,4 milhões de euros.
O ativo é constituído por 75,1 milhões de euros de imobilizado e 32,2 milhões de euros de ativo circulante, destacando-se 58,4 milhões de euros de edifícios e outras construções, 18,4 milhões de euros de dívidas a terceiros e 12,2 milhões de euros de depósitos bancários.
O passivo da empresa ascendeu a 16,9 milhões de euros, dos quais 8,9 milhões de euros (53%) respeitam a subsídios ao investimento por reconhecer.
A entidade não apresenta passivos remunerados.
Do ponto de vista financeiro de curto prazo verifica-se um equilíbrio com o ativo circulante a remunerar o passivo Unid: €
Execução orçamental da despesa
Orçado Pago Taxa
execução
Pess oa l 46.685.350 45.871.474 98%
Aquis içã o de bens e servi ços 52.029.058 33.719.888 65%
Juros e outros encargos 2.172.960 1.553.597 71%
Transferênci as correntes 18.254.822 15.177.426 83%
Subs ídios 8.992.011 8.245.893 92%
Outras des pesa s correntes 1.182.660 774.449 65%
Aquis içã o de bens de capital 16.223.345 4.159.926 26%
Transferênci as de capi ta l 2.611.964 1.574.926 60%
Pass i vos financeiros 11.847.830 11.833.658 100%
Os proveitos ascenderam 59,3 milhões de euros contra 60,2 milhões de euros de custos, perfazendo um resultado líquido negativo de 863,5 mil euros
Os proveitos são constituídos em 54,6 milhões de euros de volume de negócios, verificando-se um aumento de 2,7 milhões de euros, consequência da internalização da atividade de resíduos sólidos urbanos.
Os custos são compostos principalmente pelos encargos com a água (13,2 milhões de euros), pessoal (13,8 milhões de euros) e fornecimento e serviços externos (23 milhões de euros), que em conjunto representam 83% do total. O aumento verificado está relacionado com a internalização nos serviços municipalizados da atividade de recolha de resíduos sólidos urbanos e do respetivo pessoal, no âmbito da dissolução da empresa municipal HPEM, EEM.
Unid: € SMAS
dez-12 dez-13 dez-14 Var.
Estrutura ativo
Ativo l íquido 113.316.421 108.241.576 107.319.581 -921.995
Imob. Líqui do/Ativo não corrente 79.440.284 76.117.506 75.150.398 -967.108 Ativo ci rcul a nte/a tivo corrente 28.569.612 30.314.292 32.021.651 1.707.359 Acrés ci mos e di ferimentos 5.306.525 1.809.778 147.532 -1.662.246
Estrutura Fundos Próprios 0
Patrimóni o 23.536.626 23.536.626 23.536.626 0
Fundos Própri os 90.488.898 91.651.198 90.411.203 -1.239.995
Res ul ta dos líqui dos 2.268.515 804.069 -863.543 -1.667.612
Estrutura Passivo 0 Pas s i vo tota l 22.827.523 16.590.379 16.908.378 318.000 Pas s i vo bancári o 0 0 0 0 Pas s i vo MLP 5.447.774 2.174.661 2.174.661 0 Pas s i vo CP 5.857.468 2.749.559 2.390.435 -359.124 Forncecedores CP 2.380.801 749.459 1.138.353 388.894 Acrés ci mos e di ferimentos 11.522.280 11.666.159 12.343.283 677.124
Estrutura Demonstração de Resultados
Total de rendi mentos 58.628.795 57.055.878 59.329.936 2.274.058
Vol ume de negóci os 54.240.946 51.866.781 54.595.959 2.729.179
Ta rifa á gua N/D N/D N/D Ta rifa s a neamento N/D N/D N/D Ta rifa RSU's N/D N/D N/D Total de ga s tos 56.360.279 56.251.809 60.193.479 3.941.669 Água N/D N/D N/D Sa neamento N/D N/D N/D RSU's N/D N/D N/D
Gas tos exploração 55.929.132 55.956.480 59.725.215 3.768.735
Cus tos com pes s oal 11.866.509 11.875.042 13.773.560 1.898.518 Cus tos com pes s oal /Vol ume de negóci os 22% 23% 25%
Nº empregados 638 623
Total 514.672.606 491.170.298 502.977.126 11.806.827
2.2.EMES
A EMES apresenta uma situação líquida positiva de 988,7 mil euros.
A estrutura do ativo líquido demonstra uma predominância dos ativos não correntes, que representam cerca de 81% do ativo total, sobretudo disponibilidades financeiras de 787,9 mil euros.
O passivo é formado por obrigações de curto prazo, não existindo passivos remunerados, encontrando-se totalmente coberto pelo ativo circulante.
Os rendimentos são constituídos, essencialmente, pelo volume de negócios, destacando-se os parques de estacionamento na via pública (responsável pelo acréscimo dos rendimentos).
Os gastos são compostos principalmente pelas despesas com pessoal e fornecimento e serviços externos que em conjunto representam 91% do total de gastos.
O aumento dos gastos está relacionado com a admissão de novos colaboradores.
Unid: €
EMES, EM, SA
dez-12 dez-13 dez-14 Var.
Estrutura ativo
Ati vo l íquido 823.663 949.359 1.213.302 263.943 Ati vo nã o corrente 162.002 232.028 232.117 89 Ati vo corrente 661.661 717.331 981.185 263.854
Estrutura Capital
Capi ta l reali zado 250.000 250.000 250.000 0 Capi ta l próprio 686.898 848.029 988.742 140.713 Res ultado líqui do 174.014 161.131 140.713 -20.418
Estrutura Passivo
Pas s ivo total 136.764 101.330 224.560 87.796 Pas s ivo MLP 0 0 0 0 Pas s ivo CP 136.764 101.330 224.560 123.230 Pas s ivo bancári o 0 0 0 0
Forncecedores 13.684 11.847 17.170 5.323
Estrutura Demonstração de Resultados
Total de rendi mentos 710.610 756.054 803.157 47.103 Vol ume de negócios 703.170 752.962 789.447 36.485
Parques de es ta ci onamento 237.881 235.337 556.027 Es taci ona mento via públi ca 465.289 517.624 233.420
Total de ga s tos 536.597 594.924 662.444 67.520 Parques de es ta ci onamento 177.270 190.731 N/D
Es taci ona mento via públi ca 294.092 340.921 N/D
Gas tos exploração 440.612 494.764 612.971 118.207 Gas tos com pes s oa l 243.121 290.492 402.708 112.216 Gas tos com pes s oa l/Volume de negócios 35% 39% 51%
Nº empregados 12 15 21
2.3.SINTRAQUORUM
Em termos patrimoniais a empresa apresenta uma situação líquida negativa de 939,7 mil euros, consequência do processo de reestruturação que decorreu em 2014 e que originou na sua dissolução.
O agravamento do passivo está relacionado com as dificuldades de tesouraria da empresa, face à não celebração dos contratos-programa (em 2014 apenas foi celebrado o contrato para o Centro Cultural Olga Cadaval).
A empresa registou um resultado líquido negativo no montante de 1,3 milhões de euros.
Os níveis de rendimentos e gastos diminuíram, reflectindo a menor atividade da empresa em 2014, face à internalização do MASMO e pela realização do Festival de Sintra através do Município).
Unid: €
SINTRA QUORUM, EEM
dez-12 dez-13 dez-14 Var.
Estrutura ativo
Ati vo l íqui do 1.174.818 1.038.869 396.613 -642.256 Ati vo não corrente 365.902 292.196 237.711 -54.485 Ati vo corrente 808.916 746.673 158.902 -587.771
Estrutura Capital
Capi tal s oci al 199.519 199.519 199.519
Capi tal própri o 418.214 390.323 -939.727 -1.330.050 Res ul tados l íqui dos -16.656 -22.190 -1.316.049 -1.293.859
Estrutura Passivo Pas s i vo total 756.604 648.546 1.336.341 687.795 Pas s i vo MLP 121.368 34.157 25.774 -8.383 Pas s i vo CP 635.236 614.389 1.310.567 696.178 Pas s i vo bancá ri o 0 0 0 0 Forncecedores CP 84.858 129.111 205.406 76.295
Estrutura Demonstração de Resultados
Total de rendi mentos 2.550.321 2.682.182 521.631 -2.160.551 Vol ume de negóci os 428.104 415.428 227.535 -187.893 Total de ga s tos 2.512.977 2.704.373 1.837.680 -866.693 Ga s tos expl ora ção 2.395.541 2.623.724 1.775.024 -848.700 Cus tos com pes s oal 1.154.960 1.401.118 962.640 -438.478 Nº empregados 60 59 44 -15
2.4.EDUCA e HPEM
As empresas EDUCA, EEM e HPEM, EEM, por se encontrarem num processo de liquidação, têm as suas atividades reduzidas a procedimentos administrativos inerentes à liquidação, não sendo por isso objeto de qualquer análise.
3. DÍVIDA A TERCEIROS
A dívida a terceiros do Município de Sintra é 83,2 milhões de euros, reportando-se essencialmente a financiamento bancário (67,8 milhões de euros). Salienta-se, ainda, a redução da dívida a fornecedores (-76%).
A dívida a outros credores incorpora 5,9 milhões de euros de operações de liquidação junto da EDUCA, EEM e da HPEM, EEM relacionadas com os processos de cedência da posição contratual, cuja tramitação para a CMS não ocorreu no momento da internalização. Não obstante os valores já se encontrarem regularizados junto dos fornecedores, aquando da efetiva extinção das empresas, integrar-se-ão os balanços de liquidação destas, saldando-se os valores registados nos ativos das empresa e no passivo da CMS.
Unid: €
EDUCA, EEM
dez-14 Estrutura ativo
Ati vo l íqui do 39.390.420
Ati vo não corrente 37.720.468
Ati vo corrente 1.669.951
Estrutura Capital
Ca pi tal real iza do 250.287
Ca pi tal próprio 34.432.293 Res ul ta do l íquido -2.818.473 Estrutura Passivo Pa ss i vo tota l 4.958.127 Pa ss i vo MLP 358.200 Pa ss i vo CP 4.599.927 Pa ss i vo ba ncá ri o 0 Forncecedores 60.989
Estrutura Demonstração de Resultados
Tota l de rendi mentos 1.827.461
Vol ume de negóci os 1.238.309
Tota l de ga stos 4.645.934
Gas tos expl ora ção 4.122.356
Gas tos com pess oa l 1.010.095
Gas tos com pes soal /Volume de negócios 82%
Unid: €
HPEM, EEM
dez-14 Estrutura ativo
Ati vo l íqui do 3.013.976
Ati vo não corrente 743.032
Ati vo corrente 2.270.943 Estrutura Capital Ca pi tal real i za do 56.497 Ca pi tal própri o -2.912.943 Res ul ta do l íqui do -1.768.505 Estrutura Passivo Pa s s i vo tota l 5.926.918 Pa s s i vo MLP 3.868.000 Pa s s i vo CP 5.926.918 Pa s s i vo bancári o 0 Forncecedores 1.486.645
Estrutura Demonstração de Resultados
Tota l de rendi mentos 2.944.057
Vol ume de negóci os 2.727.916
Tota l de ga s tos 4.712.562
Ga s tos expl ora ção 4.693.487
Ga s tos com pes s oal 1.177.707
Relativamente ao universo municipal, a dívida a terceiros atinge 93,8 milhões de euros, representando a dívida da CMS cerca de 88,7% do total.
4. DÍVIDA A FORNECEDORES
A dívida a fornecedores do universo do Município de Sintra ascendeu a 3,5 milhões de euros, sendo 620 mil euros de dívida da CMS e 1,1 milhões de euros de dívida dos SMAS. No que concerne às empresas, o valor mais significativo advém da HPEM, EEM, cujo valor representa 43% do total.
U ni d : € Dividas a terceiros
dez-12 dez-13 dez-14
Financi amento bancário 90.715.069 79.662.406 67.828.748
Fornecedores 2.154.162 2.551.315 620.892 Outros credores 7.783.521 5.188.586 14.767.657 Total 100.652.752 87.402.307 83.217.298 U nid : € Divida a terceiros CMS 83.217.298 SMAS 2.390.435 SINTRA QUORM 1.310.567 EMES 224.560 HPEM 2.058.918 EDUCA 4.599.927 Total 93.801.705 U ni d : € Dívida a fornecedores
< 90 dias > 90 dias Total
CMS 620.892 0 620.892
SMAS 1.138.353 0 1.138.353
Educa 0 0 0
5. DÍVIDA TOTAL
Procedeu-se ao apuramento da dívida total, de acordo com o art.º 52º do Regime Financeiro das Autarquias Locais e das Entidades Intermunicipais, Lei n.º 73/2013, de 3 de setembro, o qual determina que a dívida total das operações orçamentais não podem exceder no final de cada ano 1,5 vezes a média da receita corrente cobrada nos três exercícios anteriores.
De acordo com o art.º 54º da referida lei revelam ainda para efeitos de limite da dívida total as seguintes entidades:
a) Serviços municipalizados e intermunicipalizados – entidades que relevam sempre;
b) As entidades intermunicipais e as entidades associativas municipais – entidades que relevam sempre;
c) As empresas locais, proporcional à participação, direta ou indireta, do município no seu capital social, em caso de incumprimento da regra de equilíbrio de contas (resultado líquido antes de imposto negativo);
d) Cooperativas e fundações – entidades que relevam sempre;
e) Entidades de outra natureza, sempre que se verificar a existência de controlo ou presunção do mesmo – entidades que relevam sempre.
Dívida total valor Coeficiente*
1. Lim ite dívida total 298.447.196 1,5
2. Contribuição CMS 79.582.976 0,40
3. Contribuição SEL 4.264.796 0,02
SINTRA QUORUM, E.E.M 1.297.619
EDUCA, E.E.M. 176.378 HPEM, E.E.M. 2.012.096 SMAS 713.787 AMTRES 64.915 4. Dívida total CMS (2+3) 83.847.772 0,42 5. Margem (1-4) 214.599.424 1,08
NOTA FINAL
O Município de Sintra conseguiu arrecadar 161,6 milhões de euros de uma receita estimada de 160 milhões de euros, verificando-se à data uma taxa de execução de 101%.
A receita compreende basicamente 98,4 milhões de euros de receitas próprias (81 milhões de euros respeitam a impostos), 48,8 milhões de euros de transferências da Administração Central e 14 milhões de euros de saldo de gerência anterior, sendo que a receita corrente totalizou 142,8 milhões de euros, a receita de capital, 4,4 milhões de euros, e as outras receitas (saldo de gerência anterior e reposições não abatidas), 14,4 milhões de euros.
A receita regista uma diminuição de 10,2 milhões de euros (-6%), relacionada sobretudo com o decréscimo das transferências da Administração Central (-10,4 milhões de euros), nomeadamente ao nível do IRS (-3,7 milhões de euros) e enriquecimento curricular (-2,5 milhões de euros). No mesmo sentido, de destacar a redução nas reposições não abatidas nos pagamentos (-3,4 milhões de euros) e na Derrama (-2,3 milhões de euros). Os impostos indirectos também registam uma diminuição (-988 mil euros), nomeadamente na ocupação da via pública (-632,8 mil euros) e publicidade (-383,3 mil euros).
Contrariamente, assistiu-se ao acréscimo da cobrança do principal imposto direto, o IMI, com um aumento de 4,7 milhões de euros.
A despesa realizada pelo Município ascendeu a 123,6 milhões de euros (77% do valor orçado), uma diminuição de 26,9 milhões de euros (-17,9%) face ao período homólogo de 2013. A despesa paga ascendeu a 122,9 milhões de euros, o que significa uma taxa de execução de 77% - se considerarmos o valor realizado a taxa eleva-se para 99%.
A despesa corrente ascendeu a 105,7 milhões de euros, registando-se uma diminuição de 15,2 milhões de euros (-12,5%) face ao período homólogo de 2013. A despesa de capital totalizou 17,8 milhões de euros, verificando-se um decréscimo na ordem dos 11,7 milhões de euros (-39,7%).
No que concerne ao orçamento (extra-plano) a despesa totalizou cerca de 73,1 milhões de euros, o que significa um aumento de 2,7 milhões de euros (+4%) face ao período homólogo de 2013. Este acréscimo está traduzido ao nível do funcionamento, mais concretamente os custos com pessoal (+2,2 milhões de euros), reflexo do processo de internalização.
Ao nível das grandes opções do plano a despesa ascendeu a 50,5 milhões de euros, sendo constituída pelas transferências correntes e subsídios, 23,5 milhões de euros, aquisição de bens e serviços, 20,4 milhões de euros, e investimento direto e indireto, 6 milhões de euros. Relativamente ao período homólogo verificou-se uma redução na ordem dos 29,6 milhões de euros, reflexo sobretudo da diminuição de transferências e subsídios, no montante de 21,4 milhões de euros, por via da não celebração dos contratos-programa com as empresas municipais, e das transferências para a AMTRES, que em 2013 incluía valores relativos à cessão de créditos e transferências de equilíbrio para a Tratolixo, EIM, SA.
No que concerne ao princípio do equilíbrio orçamental definido no Plano Oficial de Contas das Autarquias Locais, verifica-se que a execução orçamental gerou um saldo orçamental positivo de 38,7 milhões de euros, demonstrando um equilíbrio financeiro sustentado, com as despesas a serem cobertas pelas receitas.
A dívida a fornecedores do universo municipal ascende 3,5 milhões de euros, contribuindo o sector empresarial local com 1,7 milhões de euros, do qual se destaca a dívida da HPEM, EEM, no montante de 1,5 milhões de euros.
Considerando o efeito do financiamento bancário, a dívida total a terceiros da CMS e do seu setor empresarial local, ascendia a 83,8 milhões de euros, cerca de 42% do limite imposto pelo regime financeiro das autarquias.