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Sefaz-df Legislação tributária

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Academic year: 2021

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Legislação tributária

Sefaz-df

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Católica de Brasília – UCB, formada em Direito pelo UniCEUB, com especializações em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP e em Diplomado en Tributación pelo Centro Interamericano de Administrações Tributárias – CIAT. Professora de Direito Previdenciário da Pós-Graduação no IDP. Coaching de concursos pela VP Concursos. Auditora-Fiscal da Receita Federal do Brasil.

(3)

S

UMÁRIO

1. Fato Gerador ...4

1.1. Incidência ...5

1.2. Da Ocorrência do Fato Gerador ...10

1.3. Do Local da Operação ou Prestação ...15

1.4. Da Não Incidência ...20

Resumo ...31

Questões Comentadas em Aula ...35

Questões de Concurso ...42

(4)

Olá, concurseiro(a).

Cansou de ICMS? Não cansa não... (rsrsrs). Vamos ver demais esse impos-to ainda. Vamos vê-lo nos mínimos detalhes. Tem de acabar esse curso sabendo exatamente como funciona e com uma ideia relativamente boa dos regimes e das obrigações acessórias.

Vou te advertir novamente, caso ainda não tenha estudado Direito Tributário, melhor parar por aqui e voltar nessa matéria. Muito do que vai ser dito aqui depen-de do conhecimento depen-de tributário. Se o ICMS não é o tributo mais complexo, com certeza é o imposto mais difícil de se pegar. Entrar nessa sem uma boa base vai te deixar perdido.

E outra coisa: leia a Lei n. 87, de 1996, antes de começar esta aula. Vai ver como o legislador faz copiar e colar, o que é ótimo para você que é turrão(turrona) como eu. Uma leitura vai te preparar para a seguinte. Leia, leia e leia, sem dó. Só assim vai conseguir chegar no nível que precisa para passar.

Vamos para a nossa aula. Preparado(a)?

Ótimo. Qualquer dúvida, é só se dirigir ao fórum do curso, ao qual todos os matriculados têm acesso. Pode entrar e perguntar, que responderei de forma bem rápida, para que você possa estar preparado(a) para a prova.

Seja bem-vindo(a) à nossa quinta aula!

1. Fato Gerador

O capítulo I, dentro do Título I, do Livro I, do Regulamento n. 18.955, de 1977, fala sobre o fato gerador e tudo que circunscreve o âmbito de incidência do tributo.

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Vou começar com o Regulamento falando da incidência.

1.1. Incidência

O ICMS, no âmbito do DF, incide basicamente sobre o que vimos na Lei Com-plementar n. 87, de 1996.

1. (IESES/TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO/MSGÁS/2015) Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir o imposto sobre operações relativas à circulação de merca-dorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. Observando o estabelecido pela legislação competente referente à incidência do referido imposto. Analise as sentenças abaixo:

I – O imposto incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias, in-clusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares.

II – O imposto incide sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores. III – O imposto incide sobre prestações onerosas de serviços de comunicação, por

qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natu-reza.

IV – O imposto incide sobre operações com livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

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Assinale a alternativa que contém as sentenças corretas:

a) Apenas as sentenças I, II e III estão corretas.

b) Apenas as sentenças I e III estão corretas.

c) Apenas as sentenças I e II estão corretas.

d) Apenas as sentenças I, II e IV estão corretas.

Letra a.

Comentários, item a item:

I. Certo. Trata-se do inciso I, do art. 2º, do Regulamento:

I – operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimen-tação e bebidas em qualquer estabelecimento, incluídos os serviços prestados;

II. Certo. Trata-se do inciso II, do art. 2º, do Regulamento:

II – prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores;

III. Certo. Trata-se do inciso III, do art. 2º, do Regulamento:

III – prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a amplia-ção de comunicaamplia-ção de qualquer natureza;

Entende-se por prestação onerosa de serviços de comunicação o ato de colocar à disposição de terceiro, em caráter negocial, quaisquer meios e modos aptos e necessários à geração, à emissão, à recepção, à transmissão, à retransmissão, à repetição e à ampliação e à transferência unilateral ou bilateral de mensagens, símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza.

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Perceba, da questão anterior, que o legislador tem certa dificuldade em definir o que é serviço de comunicação. Essa definição é importante para que se possa re-conhecer o aspecto material do fato gerador. Assim, o legislador distrital tentou ser ainda mais específico dispondo que se incluem entre os serviços de comunicação tributáveis pelo imposto, os serviços de:

• telecomunicações;

• radiodifusão sonora e de sons e imagens, relativamente à veiculação de men-sagens de terceiros;

• telegrama;

• disponibilização, a qualquer título, de infraestrutura de redes e demais meios de comunicação, inclusive equipamentos inerentes ao serviço. Exceto quando a disponibilização de equipamentos encerre exclusivamente obrigação de dar, decorrente de contrato autônomo e independente, plenamente dissociada da prestação de qualquer serviço de comunicação.

Já sabendo quais são os serviços considerados como de comunicação, vou se-guir com outras hipóteses de incidência:

IV – fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios;

b) compreendidos na competência tributária dos Municípios e com indicação expressa, em lei complementar aplicável, da incidência do ICMS.

2. (FGV/CONSULTOR LEGISLATIVO/2014) Incide sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, e sobre o valor total da operação se as mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência municipal.

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Certo.

Exatamente. Quando a operação compreende serviços que não estão na Lei Com-plementar n. 116, de 2003, o tributo irá incidir sobre o valor total.

Não acabou ainda... O legislador só deu uma respirada e seguiu com outras hi-póteses de incidência do ICMS:

I – a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade;

A importação pode ser:

I – direta, aquela em que o importador é o adquirente e a promove em seu nome, ainda que para revenda a encomendante predeterminado;

II – por conta e ordem de terceiros, aquela promovida por pessoa jurídica que, em seu nome, efetue o despacho aduaneiro de importação de mercadoria ou bem adquiridos por outra pessoa, com recursos exclusivamente desta, em razão de contrato previamen-te firmado.

3. (PUR-PR/PGE-PR/2015) Nas operações de arrendamento mercantil financeiro in-ternacional, incide o ICMS a partir da entrada da mercadoria no território nacional, independentemente do exercício efetivo da opção de compra.

Errado.

Trata-se de uma jurisprudência do STF...

Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ICMS. EN-TRADA DE MERCADORIA IMPORTADA DO EXTERIOR. ART. 155, II, CF/1988. OPERAÇÃO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL INTERNACIONAL. não INCIDÊNCIA. RECURSO

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EXTRA-ORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O ICMS tem fundamento no artigo 155, II, da CF/1988, e incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. 2. A alínea “a” do inciso IX do § 2º do art. 155 da Constituição Federal, na redação da EC 33/2001, faz incidir o ICMS na entrada de bem ou mercadoria importados do exterior, somente se de fato houver circulação de mercadoria, caracterizada pela transferência do domínio (compra e venda). 3. Precedente: RE 461968, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 30/05/2007, Dje 23/08/2007, onde restou assentado que o imposto não é sobre a entrada de bem ou mercadoria importada, senão sobre essas entradas desde que elas sejam atinentes a operações relativas à circulação desses mesmos bens ou mercado-rias. 4. Deveras, não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil

internacional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem. Consectariamente, se não houver aquisição de mercadoria, mas mera posse decorrente do arrendamen-to, não se pode cogitar de circulação econômica. 5. In casu, nos termos do acórdão

recorrido, o contrato de arrendamento mercantil internacional trata de bem suscetível de devolução, sem opção de compra. 6. Os conceitos de direito privado não podem ser desnaturados pelo direito tributário, na forma do art. 110 do CTN, à luz da interpreta-ção conjunta do art. 146, III, combinado com o art. 155, inciso II e § 2º, IX, “a”, da CF/1988. 8. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (RE 540829, Relator(a):

Min. GILMAR MENDES, Relator(a) p/ Acórdão: Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 11/09/2014, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-226 DIVULG 17-11-2014 PUBLIC 18-11-2014)

Quando o arrendamento mercantil não tem opção de compra, funciona como se fosse uma locação.

Seguindo com as possibilidades de incidência do ICMS:

II – o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior; III – a entrada no território do Distrito Federal, proveniente de outra unidade federada, de:

a) mercadoria sujeita ao regime de pagamento antecipado do imposto;

b) bens ou serviços adquiridos por contribuinte do imposto, destinados a uso, consumo ou ativo permanente;

c) energia elétrica e petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando não destinados à comercialização ou à industrialização;

d) mercadoria a ser comercializada sem destinatário certo ou destinada a estabeleci-mento em situação cadastral irregular.

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Não se pode dar margem à fraude. Se o estabelecimento não estiver inscrito no Cadastro Fiscal do Distrito Federal – CF/DF ou cuja inscrição tiver sido suspensa ou cancelada (em situação irregular), não quer dizer que não vá haver pagamento do tributo.

e) mercadoria não sujeita ao regime de pagamento antecipado do imposto adquirida por contribuinte optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar Federal n. 123, de 14 de dezembro de 2006. IV – operações e prestações interestaduais com bens ou serviços cujo adquirente ou tomador seja não contribuinte do imposto localizado no Distrito Federal.

1.2. Da Ocorrência do Fato Gerador

Vou entrar agora na ocorrência do fato gerador.

4. (FGV/TÉCNICO TRIBUTÁRIO/2018) Na entrega de mercadoria importada do ex-terior, considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto Sobre Circulação de Merca-dorias e Prestação de Serviços (ICMS), o momento em que se dá

a) o desembaraço aduaneiro.

b) a entrada da mercadoria no estabelecimento do destinatário.

c) a saída da mercadoria do exterior.

d) a aquisição da mercadoria, ainda que a mercadoria não seja entregue correta-mente.

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Letra a.

Como já venho falando para você, as legislações se repetem muito (você vai ter diversas oportunidades para aprender). Um exemplo disso está aqui, já vimos na Lei Kandir o fato gerador do ICMS na importação e, agora, está aqui novamente. ;-) De qualquer forma, na hipótese de entrega de mercadoria ou bem importados do exterior antes do seu desembaraço aduaneiro, considera-se ocorrido o fato gerador na entrega, devendo a autoridade responsável exigir a comprovação do pagamento do imposto.

Seguimos com as situações fáticas e jurídicas que correspondam ao fato gera-dor do ICMS:

I – da saída de mercadoria, a qualquer título, de estabelecimento de contribuinte, ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular;

Considera-se ocorrida a saída de mercadoria constante do estoque final, no en-cerramento de atividades do contribuinte (quando deixa de existir), ou encontrada em estabelecimento em situação cadastral irregular.

Além disso, equipara-se à saída o consumo ou a integração no ativo permanente de mercadoria adquirida para industrialização ou comercialização.

II – da saída de ouro, na operação em que este não for ativo financeiro ou instrumento cambial;

Porque, no caso de ouro ativo financeiro ou instrumento cambial, somente há a incidência do IOF.

III – da transmissão a terceiro de mercadoria depositada em armazém geral ou em de-pósito fechado, no Distrito Federal;

Já vimos, em outra aula, que a circulação de mercadorias entre estabelecimen-tos do mesmo contribuinte não é fato gerador do ICMS (jurisprudência do STJ).

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IV – do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços: a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios;

b) compreendidos na competência tributária dos Municípios e com indicação expressa, em lei complementar aplicável, da incidência do ICMS;

5. (FGV/TÉCNICO TRIBUTÁRIO/2018) Em uma prestação de serviço de transporte, iniciada no Estado de Rondônia e finalizada no Estado de Mato Grosso, considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), o momento

a) em que o veículo de transporte passar pelo município onde a prestação predo-minantemente for realizada.

b) da finalização da prestação do serviço de transporte interestadual, no Estado de Mato Grosso.

c) em que o veículo de transporte atinge a metade do caminho em que o serviço de transporte está sendo prestado.

d) em que o veículo de transporte utilizado chegar à fronteira entre os dois esta-dos.

e) do início da prestação do serviço de transporte interestadual, no Estado de Ron-dônia.

Letra e.

O fato gerador no transporte interestadual e intermunicipal se dá do início da pres-tação de serviços de transporte, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores, exceto quando prestados mediante a emissão de bilhete de

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Quando for a mercadoria fornecida ou o serviço prestado mediante bilhete, inclusi-ve de passagem, ficha, cartão ou assemelhado, considera-se ocorrido o fato gera-dor na emissão ou no fornecimento desses instrumentos ao adquirente ou usuário. Como a questão nada diz sobre emissão de bilhete...

Seguindo com as situações correspondentes ao fato gerador:

V – da prestação onerosa de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a amplia-ção de comunicaamplia-ção de qualquer natureza;

VI – da transmissão de propriedade de mercadoria, ou do título que a represente, quan-do esta não transitar pelo estabelecimento quan-do transmitente;

Como já te disse em outra aula, a mercadoria não precisa nem sair do lugar para que ocorra a sua circulação (venda, por exemplo). Por isso, equipara-se à en-trada ou à saída a transmissão de propriedade ou a transferência de mercadoria, quando esta não transitar pelo estabelecimento do contribuinte.

VII – da entrada no território do Distrito Federal, procedente de outra unidade federada, de:

a) mercadoria sujeita ao regime de pagamento antecipado do imposto, ressalvado o ato final do transporte iniciado no exterior;

b) bens ou serviços, adquiridos por contribuinte do imposto, destinados a uso, consumo ou ativo permanente;

c) energia elétrica e de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gaso-sos dele derivados, quando não destinados à comercialização ou à industrialização; d) mercadoria a ser comercializada sem destinatário certo ou destinada a estabeleci-mento em situação cadastral irregular;

e) mercadoria não sujeita ao regime de pagamento antecipado do imposto adquirida por contribuinte optante pelo Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar Federal n. 123, de 2006.

VIII – do recebimento, pelo destinatário, de serviço prestado ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior;

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Uma importação de serviços (comunicação ou transporte).

IX – da constatação da existência de estabelecimento em situação cadastral irregular, em relação ao estoque de mercadorias nele encontrado;

Lembre-se de que a situação irregular não exime o contribuinte da obrigação tributária.

X – da entrada de mercadoria ou bem no estabelecimento do adquirente ou em outro por ele indicado, para efeito de exigência do imposto por substituição tributária;

Já te falei da substituição na aula anterior, mas vamos falar sobre ela novamen-te em um futuro próximo. J

XI – do ato final do transporte iniciado no exterior;

XII – da verificação da existência de mercadoria ou serviço em situação irregular;

Sim...

XIII – do encerramento das atividades do contribuinte.

Quando se encerram as atividades, é alterada a propriedade das mercadorias. Não é mesmo?

XIV – da saída da mercadoria arrematada em leilão.

XV – da saída do estabelecimento remetente de bens ou do início da prestação de ser-viços em operações ou prestações interestaduais cujo adquirente ou tomador seja não contribuinte do imposto localizado no Distrito Federal.

Quem vai receber a mercadoria ou quem é tomador dos serviços não é con-tribuinte, por isso o tributo é devido por quem está remetendo a mercadoria ou prestando os serviços.

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6. São irrelevantes para a caracterização do fato gerador, EXCETO:

a) a natureza e a validade jurídicas das operações ou prestações de que resultem as situações previstas neste artigo;

b) o título pelo qual a mercadoria ou o bem esteja na posse do respectivo titular;

c) a natureza jurídica do objeto ou dos efeitos do ato praticado;

d) a situação jurídica que está caracterizada no ato do contribuinte;

e) os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.

Letra d.

A situação jurídica não é irrelevante. As demais alternativas são os incisos fixados no art. 3º do Regulamento.

1.3. Do Local da Operação ou Prestação

O local da operação, em se tratando de mercadoria ou bem, para os efeitos de cobrança do imposto e definição do estabelecimento responsável, é:

a) o do estabelecimento onde se encontre, no momento da ocorrência do fato gerador; b) o do estabelecimento onde se encontre, quando em situação irregular;

Lembra que a verificação da existência de mercadoria em situação irregular é fato gerador do ICMS?

c) o do estabelecimento que transfira a propriedade, ou o título que a represente, de mercadoria por ele adquirida no país, e que por ele não tenha transitado;

O contribuinte comprou a mercadoria, mas não tirou ela do local onde se en-contrava...

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d) importado do exterior, ainda que se destine a uso, consumo ou ativo permanente: 1. o do estabelecimento destinatário da mercadoria, bem ou serviço;

2. o do domicílio, no Distrito Federal, do adquirente, quando este não for estabelecido. e) aquele onde seja realizada a licitação, no caso de arrematação de mercadorias ou bens importados do exterior e apreendidos ou abandonados;

f) o do estabelecimento adquirente, quando proveniente de outra unidade federada, de:

1. mercadoria sujeita ao regime de pagamento antecipado do imposto;

2. bens adquiridos por contribuinte do imposto, destinados a uso, consumo ou ativo permanente;

3. energia elétrica e de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gaso-sos dele derivados, quando não destinados à comercialização ou à industrialização; 4. mercadoria destinada a estabelecimento em situação cadastral irregular;

5. mercadoria não sujeita ao regime de pagamento antecipado do imposto adquirida por contribuinte optante pelo Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar Federal n. 123, de 2006.

7. (FCC/SEFAZ/2015) A empresa Reparos e Cia, situada no Estado do Pernambuco, atua no segmento de conserto e blindagem de veículos e adquire lubrificantes para o exercício de suas atividades da Empresa Parcial de Lubrificantes, localizada no Estado de São Paulo. Nesse caso hipotético,

a) nenhuma das empresas terá que recolher qualquer quantia a título de ICMS, pois a operação é imune, posto que não incide esse imposto sobre operações que destinem a outros Estados energia elétrica, lubrificante, petróleo, combustíveis lí-quidos e gasosos dele derivados.

b) a Empresa Parcial de Lubrificantes deverá recolher para o Estado de São Paulo o ICMS correspondente à alíquota interna, pois se trata de operação interestadual relativa à circulação de mercadoria cujo destinatário não é contribuinte do imposto.

c) a Empresa Parcial de Lubrificantes deverá recolher para o Estado de São Paulo o ICMS correspondente à alíquota interestadual e a empresa Reparos e Cia deverá recolher para o Estado do Pernambuco o ICMS correspondente à diferença entre

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a alíquota interna e a interestadual, pois o adquirente da operação interestadual, embora seja contribuinte, utiliza o material para uso e consumo.

d) a Empresa Parcial de Lubrificantes deverá recolher para o Estado de São Paulo o ICMS correspondente à alíquota interna, pois, nas operações que destinem lubri-ficantes a outros Estados, o imposto caberá ao Estado de origem e o contribuinte é a pessoa que promove a saída do mencionado produto.

e) a Empresa Reparos e Cia deverá recolher para o Estado do Pernambuco a tota-lidade do ICMS, pois, nas operações que destinem lubrificantes a outros Estados, o imposto caberá ao Estado de destino e o contribuinte é o adquirente do mencio-nado produto.

Letra e.

Como vimos agora há pouco, considera-se o local da operação como sendo o do estabelecimento adquirente em se tratando de energia elétrica e de petróleo, in-clusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando não destinados à comercialização ou à industrialização, quando proveniente de outra unidade federada.

Seguindo com o local da operação, em se tratando de mercadoria ou bem, que é:

g) o do estabelecimento alienante, relativamente à mercadoria a ser comercializada, sem destinatário certo, proveniente de outra unidade federada;

h) o da extração do ouro, quando não definido em lei como ativo financeiro ou instru-mento cambial;

i) o do desembarque do produto, na hipótese de captura de peixes, crustáceos e mo-luscos;

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j) o do estabelecimento em situação cadastral irregular, em relação ao estoque de mer-cadoria nele encontrado;

l) o do estabelecimento do remetente, na hipótese:

1. de operação interna destinada a comercialização sem destinatário certo

2. das operações e prestações interestaduais com bens ou serviços de que trata o art. 48, II, em relação à diferença referida no citado artigo.

Agora, vamos ver quais serão os locais de prestação em se tratando de presta-ção de serviço de transporte:

a) o do estabelecimento onde tenha início a prestação;

b) onde se encontre o transportador, quando em situação irregular;

c) o do estabelecimento destinatário, na hipótese de utilização, por contribuinte do imposto, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outra unidade federada e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente;

8. Em se tratando de prestação onerosa de serviço de comunicação, o local da prestação, para efeitos de cobrança do imposto e definição do estabelecimento responsável, é:

a) o da prestação do serviço de radiodifusão nuclear, assim entendido o da gera-ção, emissão, transmissão e retransmissão, repetigera-ção, ampliação e recepção de serviço de comunicação de qualquer natureza;

b) o da prestação do serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagem, assim en-tendido o da geração, emissão, transmissão e retransmissão, repetição, ampliação e recepção de serviço de comunicação de qualquer natureza;

c) o do estabelecimento originário, na hipótese de utilização, por contribuinte do imposto, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outra unidade federada e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente;

d) o do estabelecimento ou domicílio do prestador do serviço, quando prestado por meio de satélite;

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e) onde seja prestado o serviço, nos casos que não se encaixem nas demais hipó-teses previstas legalmente.

Letra b.

Essa está corretíssima, trata-se da alínea “a”, do inciso III, do art. 4º, do Regula-mento.

a) Errada. Essa de nuclear foi ótima... Rsrsrs...

c) Errada. É o estabelecimento destinatário, na hipótese de utilização, por

contri-buinte do imposto, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outra unidade federada e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente.

d) Errada. É no estabelecimento ou domicílio do tomador do serviço, quando

pres-tado por meio de satélite.

e) Errada. E é onde seja cobrado o serviço, nos demais casos.

Em se tratando de serviços prestados ou iniciados no exterior, o local da presta-ção, para efeitos de cobrança do imposto e definição do estabelecimento responsá-vel, é o do estabelecimento ou, na falta deste, o do domicílio do destinatário.

Já, no caso de mercadoria ou serviço sujeito ao regime de substituição tribu-tária, o local da prestação, para efeitos de cobrança do imposto e definição do estabelecimento responsável, é o do estabelecimento responsável pela retenção e recolhimento do imposto.

Também é considerado o local da operação ou prestação, para efeitos de co-brança do imposto e definição do estabelecimento responsável, o estabelecimento

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que emita bilhete, exceto o de passagem, ou forneça ficha, cartão ou assemelha-dos, necessários à operação ou prestação.

Vamos para algumas especificidades.

Por exemplo, quando a mercadoria for remetida para armazém geral ou para depó-sito fechado do próprio contribuinte, no Distrito Federal, a posterior saída consi-derar-se-á ocorrida no estabelecimento do depositante, salvo se para retornar ao estabelecimento remetente.

No caso de transporte passageiros, as hipóteses de conexão e escala não des-caracterizam como local da prestação do serviço o do início da prestação, assim entendido aquele onde se inicia o trecho da viagem indicado no respectivo bilhete de passagem.

1.4. Da Não Incidência

9. (FMP CONCURSOS/PROCURADOR/2014) Segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal incide o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Merca-dorias e sobre prestações de Serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, presentes os requisitos legais e constitucionais, nas operações de industrialização por encomenda de embalagens destinadas à integração ou uti-lização direta em processo subsequente de industriauti-lização ou de circulação de mercadoria.

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Te dei um susto? Estamos falando de não incidência e eu coloco uma incidência... rsrsrs... Na verdade, um é o reverso do outro e eu queria mostrar essa jurispru-dência do STF:

EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONFLITO ENTRE IMPOSTO SOBRE SERVI-ÇOS DE QUALQUER NATUREZA E IMPOSTO SOBRE OPERAÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE MER-CADORIAS E DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E DE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL. PRODUÇÃO DE EMBALAGENS SOB ENCOMENDA PARA POSTERIOR INDUSTRIALIZAÇÃO (SERVIÇOS GRÁFICOS). AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALI-DADE AJUIZADA PARA DAR INTERPRETAÇÃO CONFORME AO O ART. 1º, CAPUT E § 2º, DA LEI COMPLEMENTAR 116/2003 E O SUBITEM 13.05 DA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA. FIXAÇÃO DA INCIDÊNCIA DO ICMS E NÃO DO ISS. MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. Até o julgamento final e com eficácia apenas para o futuro (ex nunc), concede-se medida cautelar para interpretar o art. 1º, caput e § 2º, da Lei Complementar 116/2003 e o subitem 13.05 da lista de serviços anexa, para reconhecer que o ISS não incide sobre operações de industrialização por encomenda de embalagens, destinadas à integração ou utilização direta em processo subsequente de industrialização ou de circulação de mercadoria. Presentes os requisitos constitucionais e legais, incidirá o ICMS.

(ADI 4389 MC, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Tribunal Pleno, julgado em 13/04/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-098 DIVULG 24-05-2011 PUBLIC 25-05-2011 RDDT n. 191, 25-05-2011, p. 196-206 RT v. 100, n. 912, 25-05-2011, p. 488-505)

Voltemos ao que interessa... O imposto não incide sobre:

I – operação ou prestação que destine ao exterior, mercadorias, inclusive produtos pri-mários e industrializados, bem como os semielaborados, ou serviços;

A exportação é imune.

10. (FCC/TJ-AP/2014) Tendo em vista a não incidência de ICMS nas operações que destinem mercadorias ao exterior, é vedado o aproveitamento do montante do im-posto cobrado nas operações anteriores.

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Errado.

Claro que não é vedado. O Art. 155, § 2º, da CF, fixa que não incidirá ICMS sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento do mon-tante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores.

Equipara-se à operação de exportação a saída de mercadoria, quando realizada com o fim específico de exportação para o exterior, destinada a:

• empresa comercial exportadora, inclusive “trading”, ou outro estabelecimento da mesma empresa;

• armazém alfandegado, estação aduaneira de interior ou entreposto aduanei-ro.

11. (PGE-MS/PGE-MS/2014) A isenção ou não incidência do ICMS, via de regra, não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes, bem como acarretará a anulação do crédito relativo às ope-rações anteriores.

Certo.

Agora sim... Via de regra, pois, na exportação, como visto, a não incidência pode implicar crédito.

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12. (FCC/PROCURADOR/2013) Não incide ICMS sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, mas incide sobre serviços prestados a destinatários no exterior.

Errado.

Claro que não incide sobre serviços prestados a destinatário no exterior... Inclusive, o Regulamento define que se considera destinado ao exterior o serviço de transpor-te, vinculado a operação de exportação, de mercadorias até o ponto de embarque em território nacional.

Antes que eu me esqueça, essa não incidência aplica-se à saída de produtos indus-trializados de origem nacional, destinada ao consumo ou uso de embarcações ou aeronaves de bandeira estrangeira, aportadas no País, qualquer que seja a finalida-de do produto a bordo, pofinalida-dendo este finalida-destinar-se ao consumo da tripulação ou dos passageiros, ao uso ou consumo durável da própria embarcação ou aeronave ou à sua conservação ou manutenção, observadas as seguintes condições:

• operação efetuada com amparo em Despacho de Exportação, na forma das normas estabelecidas por órgão competente, devendo constar do documento, como natureza da operação, a indicação: “fornecimento para consumo ou uso de embarcações e aeronaves de bandeira estrangeira”;

• adquirente sediado no exterior;

• pagamento em moeda estrangeira conversível, por meio de uma das seguin-tes formas:

a) pagamento direto, mediante fechamento do câmbio em banco devidamente au-torizado;

(24)

b) pagamento indireto, a débito da conta de custeio mantida pelo agente ou repre-sentante do armador adquirente do produto;

• comprovação do embarque pela autoridade competente.

13. (UEPA/FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2013) Nas operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados e energia elétrica, o imposto sobre circulação de mercadorias e ser-viços incidirá com a alíquota interestadual.

Errado.

Agora, eu não estou te enganando, dá uma olhada no inciso II, desse art. 5º, do Regulamento:

II – operação que destine a outra unidade federada energia elétrica e petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando destinados à co-mercialização ou à industrialização;

Seguindo com as não incidências...

III – operação com ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial;

14. (UEPA/FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2013) Não incidirá sobre a comerciali-zação de ouro, como produto, exceto quando configurada a situação de ativo finan-ceiro ou instrumento cambial.

(25)

Errado.

Exatamente o contrário...

15. (CESPE/MPE-SC/2013) Não incide ICMS (Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interes-tadual, Intermunicipal e de Comunicação), imposto de competência dos Estados e do Distrito Federal, quanto a operações com livros, jornais e periódicos, inclusive sobre o papel destinado exclusivamente à impressão de tais produtos.

Certo.

Não incide, primeiro porque é uma imunidade, segundo porque está no inciso IV J:

IV – operação com livros, jornais e periódicos, bem como o papel destinado a sua im-pressão;

Para o Regulamento, considera-se livro o volume ou tomo de publicação de conte-údo literário, didático, científico, técnico ou de entretenimento, excluídos:

• os livros em branco ou simplesmente pautados, bem como os riscados para escrituração de qualquer natureza;

• os livros pautados de uso comercial; • as agendas e todos os livros desse tipo;

• os catálogos, as listas e outros impressos que contenham propaganda comer-cial.

(26)

Agora, fique atento(a) que o ICMS incide sobre o papel encontrado com pessoa diversa de empresa jornalística, editora ou gráfica impressora de livro, jornal ou periódico.

16. (FMP CONCURSOS/PROCURADOR/2014) O Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de Serviços de transporte interes-tadual e intermunicipal e de comunicação incide sobre prestações de serviço de transporte realizadas no âmbito do território do município, quando não houver le-gislação municipal instituindo o Imposto sobre Serviços de qualquer natureza.

Errado.

De jeito nenhum, não pode incidir porque o próprio nome diz que a incidência é somente sobre o transporte interestadual e o intermunicipal, dentro do município (intramunicipal) só pode o próprio município.

O ICMS também não incide sobre:

V – operação relativa a mercadorias que tenham sido ou que se destinem a ser utiliza-das na prestação, pelo próprio autor da saída, de serviço compreendido na competên-cia tributária dos Municípios, ressalvadas as hipóteses previstas em lei complementar aplicável;

Se o serviço está listado na Lei Complementar n. 116, de 2003, sobre ele não pode incidir o ICMS, mesmo que haja a utilização de mercadorias no seu

(27)

provimen-to. Aliás, o ICMS pode incidir, se a Lei Complementar n. 116/2003 disser que pode. ;-)

17. (FMP CONCURSOS/PROCURADOR/2014/ADAPTADA) O ICMS não incide sobre operação de qualquer natureza, dentro do território do DF, de que decorra transfe-rência de propriedade de estabelecimento industrial, comercial, ou de outra espé-cie, ou mudança de endereço.

Certo.

Veja que a mercadoria segue sendo da empresa, a empresa é que mudou de dono... Olha o inciso VI, do art. 5º, do Regulamento:

VI – operação de qualquer natureza, dentro do território do Distrito Federal, de que de-corra transferência de propriedade de estabelecimento industrial, comercial ou de outra espécie, ou mudança de endereço;

Um pouco mais de não incidência:

VII – operação decorrente de alienação fiduciária em garantia, inclusive aquela efetuada pelo credor em decorrência do inadimplemento do devedor;

O principal aqui é o empréstimo para a compra da mercadoria.

VIII – operação de contrato de arrendamento mercantil;

Novamente, aqui funciona como se fosse uma locação...

IX – operação de qualquer natureza decorrente de transferência, para a companhia se-guradora, de bens móveis salvados de sinistro;

(28)

18. (CETRO/ANALISTA/2013) O ICMS incide sobre alienação de salvados de sinis-tro pelas seguradoras.

Errado.

Esse inciso, que é sobremaneira específico, veio de uma jurisprudência do STF. Por isso, costuma cair bastante em prova.

X – a saída de mercadoria com destino a armazém geral ou para depósito fechado do próprio contribuinte, no Distrito Federal, para guarda em nome do remetente, e o seu retorno ao estabelecimento do depositante;

19. (FMP CONCURSOS/PROCURADOR/2014/ADAPTADA) O ICMS incide sobre a sa-ída de mercadoria com destino a armazém geral ou para depósito fechado do pró-prio contribuinte, no DF, para guarda em nome do remetente e o seu retorno ao estabelecimento do depositante.

Errado.

Se é do próprio contribuinte, não faz o menor sentido falar em circulação de mer-cadoria (no seu sentido jurídico).

XI – a alienação de bens desincorporados do Ativo Permanente de estabelecimento de contribuinte do Imposto.

(29)

O objetivo não é fazer circular a mercadoria, mas dar fim a um maquinário que se tornou obsoleto ou que está muito usado.

Para terminarmos com chave de ouro, vamos falar em outra jurisprudência do STF.

20. (CESPE/TC-DF/2013) Conforme o entendimento do STF, o ICMS incide sobre a aquisição de software, ainda que a compra seja feita mediante transferência eletrô-nica de dados, sem que haja uma base física que caracterize o corpus mechanicum da criação intelectual.

Certo.

Olha a jurisprudência aqui:

Ação Direta de Inconstitucionalidade. Direito Tributário. ICMS. 2. Lei Estadual 7.098, de 30 de dezembro de 1998, do Estado de Mato Grosso. Inconstitucionalidade formal. Ma-téria reservada à disciplina de lei complementar. Inexistência. Lei complementar federal (não estadual) é a exigida pela Constituição (arts. 146, III, e 155, § 2º, XII) como elo indispensável entre os princípios nela contidos e as normas de direito local. 3. Compe-tência do Supremo Tribunal para realizar controle abstrato de constitucionalidade. Lei que dá efetividade a comando da Constituição Federal pela disciplina de normas especí-ficas para o Estado-membro. 4. Restituição de valores cobrados em substituição tribu-tária e fixação de critérios para o cálculo do imposto (arts. 13, § 4º, e 22, par. Único, da Lei impugnada). Delegação a decreto de matérias albergadas sob o manto da reserva legal. Existência de fumus boni iuris. 5. Discriminação do pagamento antecipado a de-terminado setor produtivo (art. 3º, § 3º, da Lei impugnada). Razoabilidade do critério objetivo em que repousa a distinção. Inexistência de violação ao princípio da isonomia. 6. Previsão de incidência do ICMS sobre “prestações onerosas de serviços de comuni-cações, por qualquer meio” (art. 2º, § 2º, da Lei impugnada). Dispositivo cuja redação pouco destoa da determinação constitucional (art. 155, II). Ausência de relevância ju-rídica na fundamentação para o deferimento da liminar. 7. Previsão de incidência de ICMS sobre serviço de comunicação “iniciado fora do território mato-grossense” (arts. 16, § 2º, e 2º, § 3º, da Lei impugnada). Inexistência, em juízo preliminar, de interpre-tação extensiva a violar o regime constitucional de competências. 8. ICMS.

Incidên-cia sobre softwares adquiridos por meio de transferênIncidên-cia eletrônica de dados (art. 2º, § 1º, item 6, e art. 6º, § 6º, ambos da Lei impugnada). Possibilidade.

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Inexistência de bem corpóreo ou mercadoria em sentido estrito. Irrelevância.

O Tribunal não pode se furtar a abarcar situações novas, consequências concretas do mundo real, com base em premissas jurídicas que não são mais totalmente corretas. O apego a tais diretrizes jurídicas acaba por enfraquecer o texto constitucional, pois não permite que a abertura dos dispositivos da Constituição possa se adaptar aos novos tempos, antes imprevisíveis. 9. Medida liminar parcialmente deferida, para suspender a expressão “observados os demais critérios determinados pelo regulamento”, presente no parágrafo 4º do art. 13, assim como o inteiro teor do parágrafo único do art. 22, ambos da Lei 7.098/98, do Estado de Mato Grosso. (ADI 1945 MC, Relator(a): Min.

OC-TAVIO GALLOTTI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 26/05/2010, DJe-047 DIVULG 11-03-2011 PUBLIC 14-03-2011 EMENT VOL-02480-01 PP-00008 RTJ VOL-00220- PP-00050)

Pronto, mais uma. Até a próxima.

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RESUMO

• O ICMS incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias, inclu-sive o fornecimento de alimentação e bebidas em qualquer estabelecimento, incluídos os serviços prestados.

• O ICMS incide sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores. • O ICMS incide sobre prestações onerosas de serviços de comunicação, por

qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natu-reza.

• O ICMS incide sobre fornecimento de mercadoria com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios e compreendi-dos na competência tributária compreendi-dos Municípios, mas com indicação expressa, em lei complementar aplicável, da incidência do ICMS.

• O ICMS incide sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do im-posto, qualquer que seja a sua finalidade.

• O ICMS incide sobre o serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior.

• O ICMS incide sobre a entrada no território do Distrito Federal, proveniente de outra unidade federada, de mercadoria sujeita ao regime de pagamento antecipado do imposto.

• O ICMS incide sobre a entrada no território do Distrito Federal, proveniente de outra unidade federada, de bens ou serviços adquiridos por contribuinte do imposto, destinados a uso, consumo ou ativo permanente.

(32)

• O ICMS incide sobre a entrada no território do Distrito Federal, proveniente de outra unidade federada, de energia elétrica e petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando não destinados à comercialização ou à industrialização.

• O ICMS incide sobre a entrada no território do Distrito Federal, proveniente de outra unidade federada, de mercadoria a ser comercializada sem destinatário certo ou destinada a estabelecimento em situação cadastral irregular.

• O ICMS incide sobre a entrada no território do Distrito Federal, proveniente de outra unidade federada, de mercadoria não sujeita ao regime de paga-mento antecipado do imposto adquirida por contribuinte optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar Federal n. 123, de 14 de dezembro de 2006.

• O ICMS incide sobre operações e prestações interestaduais com bens ou ser-viços cujo adquirente ou tomador seja não contribuinte do imposto localizado no Distrito Federal.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS no momento da saída de mer-cadoria, a qualquer título, de estabelecimento de contribuinte, ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS da saída de ouro, na operação em que este não for ativo financeiro ou instrumento cambial.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS da transmissão a terceiro de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado, no Dis-trito Federal.

(33)

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS do fornecimento de mercado-ria com prestação de serviços compreendidos na competência tributámercado-ria dos Municípios e com indicação expressa, em lei complementar aplicável, da inci-dência do ICMS.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS da prestação onerosa de ser-viços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de co-municação de qualquer natureza.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS da transmissão de propriedade de mercadoria, ou do título que a represente, quando esta não transitar pelo estabelecimento do transmitente.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS da entrada no território do Dis-trito Federal, procedente de outra unidade federada, de:

a) mercadoria sujeita ao regime de pagamento antecipado do imposto, res-salvado o ato final do transporte iniciado no exterior;

b) bens ou serviços, adquiridos por contribuinte do imposto, destinados a uso, consumo ou ativo permanente;

c) energia elétrica e de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líqui-dos e gasosos dele derivalíqui-dos, quando não destinalíqui-dos à comercialização ou à industrialização;

d) mercadoria a ser comercializada sem destinatário certo ou destinada a es-tabelecimento em situação cadastral irregular;

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e) mercadoria não sujeita ao regime de pagamento antecipado do imposto adquirida por contribuinte optante pelo Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar Federal n. 123, de 2006.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS do recebimento, pelo destina-tário, de serviço prestado ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. • Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS da constatação da existência

de estabelecimento em situação cadastral irregular, em relação ao estoque de mercadorias nele encontrado.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS da entrada de mercadoria ou bem no estabelecimento do adquirente ou em outro por ele indicado, para efeito de exigência do imposto por substituição tributária.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS do ato final do transporte ini-ciado no exterior.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS da verificação da existência de mercadoria ou serviço em situação irregular.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS do encerramento das ativida-des do contribuinte.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS da saída da mercadoria arre-matada em leilão.

• Considera-se ocorrido o fato gerador do ICMS da saída do estabelecimento remetente de bens ou do início da prestação de serviços em operações ou prestações interestaduais cujo adquirente ou tomador seja não contribuinte do imposto localizado no Distrito Federal.

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QUESTÕES COMENTADAS EM AULA

1. (IESES/TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO/MSGÁS/2015) Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir o imposto sobre operações relativas à circulação de merca-dorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. Observando o estabelecido pela legislação competente referente à incidência do referido imposto. Analise as sentenças abaixo:

I – O imposto incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias, in-clusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares.

II – O imposto incide sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores. III – O imposto incide sobre prestações onerosas de serviços de comunicação, por

qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natu-reza.

IV – O imposto incide sobre operações com livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

Assinale a alternativa que contém as sentenças corretas:

a) Apenas as sentenças I, II e III estão corretas.

b) Apenas as sentenças I e III estão corretas.

c) Apenas as sentenças I e II estão corretas.

(36)

2. (FGV/CONSULTOR LEGISLATIVO/2014) Incide sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, e sobre o valor total da operação se as mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência municipal.

3. (PUR-PR/PGE-PR/2015) Nas operações de arrendamento mercantil financeiro in-ternacional, incide o ICMS a partir da entrada da mercadoria no território nacional, independentemente do exercício efetivo da opção de compra.

4. (FGV/TÉCNICO TRIBUTÁRIO/2018) Na entrega de mercadoria importada do ex-terior, considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto Sobre Circulação de Merca-dorias e Prestação de Serviços (ICMS), o momento em que se dá

a) o desembaraço aduaneiro.

b) a entrada da mercadoria no estabelecimento do destinatário.

c) a saída da mercadoria do exterior.

d) a aquisição da mercadoria, ainda que a mercadoria não seja entregue correta-mente.

e) a entrega da declaração de importação pelo estabelecimento adquirente.

5. (FGV/TÉCNICO TRIBUTÁRIO/2018) Em uma prestação de serviço de transporte, iniciada no Estado de Rondônia e finalizada no Estado de Mato Grosso, considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), o momento

a) em que o veículo de transporte passar pelo município onde a prestação predo-minantemente for realizada.

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b) da finalização da prestação do serviço de transporte interestadual, no Estado de Mato Grosso.

c) em que o veículo de transporte atinge a metade do caminho em que o serviço de transporte está sendo prestado.

d) em que o veículo de transporte utilizado chegar à fronteira entre os dois esta-dos.

e) do início da prestação do serviço de transporte interestadual, no Estado de Ron-dônia.

6. (QUESTÃO INÉDITA) São irrelevantes para a caracterização do fato gerador, EX-CETO:

a) a natureza e a validade jurídicas das operações ou prestações de que resultem as situações previstas neste artigo;

b) o título pelo qual a mercadoria ou o bem esteja na posse do respectivo titular;

c) a natureza jurídica do objeto ou dos efeitos do ato praticado;

d) a situação jurídica que está caracterizada no ato do contribuinte;

e) os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.

7. (FCC/SEFAZ/2015) A empresa Reparos e Cia, situada no Estado do Pernambuco, atua no segmento de conserto e blindagem de veículos e adquire lubrificantes para o exercício de suas atividades da Empresa Parcial de Lubrificantes, localizada no Estado de São Paulo. Nesse caso hipotético,

a) nenhuma das empresas terá que recolher qualquer quantia a título de ICMS, pois a operação é imune, posto que não incide esse imposto sobre operações que

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destinem a outros Estados energia elétrica, lubrificante, petróleo, combustíveis lí-quidos e gasosos dele derivados.

b) a Empresa Parcial de Lubrificantes deverá recolher para o Estado de São Paulo o ICMS correspondente à alíquota interna, pois se trata de operação interestadual relativa à circulação de mercadoria cujo destinatário não é contribuinte do imposto.

c) a Empresa Parcial de Lubrificantes deverá recolher para o Estado de São Paulo o ICMS correspondente à alíquota interestadual e a empresa Reparos e Cia deverá recolher para o Estado do Pernambuco o ICMS correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual, pois o adquirente da operação interestadual, embora seja contribuinte, utiliza o material para uso e consumo.

d) a Empresa Parcial de Lubrificantes deverá recolher para o Estado de São Paulo o ICMS correspondente à alíquota interna, pois, nas operações que destinem lubri-ficantes a outros Estados, o imposto caberá ao Estado de origem e o contribuinte é a pessoa que promove a saída do mencionado produto.

e) a Empresa Reparos e Cia deverá recolher para o Estado do Pernambuco a tota-lidade do ICMS, pois, nas operações que destinem lubrificantes a outros Estados, o imposto caberá ao Estado de destino e o contribuinte é o adquirente do mencio-nado produto.

8. (QUESTÃO INÉDITA) Em se tratando de prestação onerosa de serviço de comu-nicação, o local da prestação, para efeitos de cobrança do imposto e definição do estabelecimento responsável, é:

a) o da prestação do serviço de radiodifusão nuclear, assim entendido o da gera-ção, emissão, transmissão e retransmissão, repetigera-ção, ampliação e recepção de serviço de comunicação de qualquer natureza;

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b) o da prestação do serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagem, assim en-tendido o da geração, emissão, transmissão e retransmissão, repetição, ampliação e recepção de serviço de comunicação de qualquer natureza;

c) o do estabelecimento originário, na hipótese de utilização, por contribuinte do imposto, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outra unidade federada e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente;

d) o do estabelecimento ou domicílio do prestador do serviço, quando prestado por meio de satélite;

e) onde seja prestado o serviço, nos casos que não se encaixem nas demais hipó-teses previstas legalmente.

9. (FMP CONCURSOS/PROCURADOR/2014) Segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal incide o Imposto sobre operações relativas à Circulação de Merca-dorias e sobre prestações de Serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, presentes os requisitos legais e constitucionais, nas operações de industrialização por encomenda de embalagens destinadas à integração ou uti-lização direta em processo subsequente de industriauti-lização ou de circulação de mercadoria.

10. (FCC/TJ-AP/2014) Tendo em vista a não incidência de ICMS nas operações que destinem mercadorias ao exterior, é vedado o aproveitamento do montante do im-posto cobrado nas operações anteriores.

11. (PGE-MS/PGE-MS/2014) A isenção ou não incidência do ICMS, via de regra, não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou

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prestações seguintes, bem como acarretará a anulação do crédito relativo às ope-rações anteriores.

12. (FCC/PROCURADOR/2013) Não incide ICMS sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, mas incide sobre serviços prestados a destinatários no exterior.

13. (UEPA/FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2013) Nas operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados e energia elétrica, o imposto sobre circulação de mercadorias e ser-viços incidirá com a alíquota interestadual.

14. (UEPA/FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2013) Não incidirá sobre a comerciali-zação de ouro, como produto, exceto quando configurada a situação de ativo finan-ceiro ou instrumento cambial.

15. (CESPE/MPE-SC/2013) Não incide ICMS (Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interes-tadual, Intermunicipal e de Comunicação), imposto de competência dos Estados e do Distrito Federal, quanto a operações com livros, jornais e periódicos, inclusive sobre o papel destinado exclusivamente à impressão de tais produtos.

16. (FMP CONCURSOS/PROCURADOR/2014) O Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de Serviços de transporte interes-tadual e intermunicipal e de comunicação incide sobre prestações de serviço de

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transporte realizadas no âmbito do território do município, quando não houver le-gislação municipal instituindo o Imposto sobre Serviços de qualquer natureza.

17. (FMP CONCURSOS/PROCURADOR/2014/ADAPTADA) O ICMS não incide sobre operação de qualquer natureza, dentro do território do DF, de que decorra transfe-rência de propriedade de estabelecimento industrial, comercial, ou de outra espé-cie, ou mudança de endereço.

18. (CETRO/ANALISTA/2013) O ICMS incide sobre alienação de salvados de sinis-tro pelas seguradoras.

19. (FMP CONCURSOS/PROCURADOR/2014/ADAPTADA) O ICMS incide sobre a sa-ída de mercadoria com destino a armazém geral ou para depósito fechado do pró-prio contribuinte, no DF, para guarda em nome do remetente e o seu retorno ao estabelecimento do depositante.

20. (CESPE/TC-DF/2013) Conforme o entendimento do STF, o ICMS incide sobre a aquisição de software, ainda que a compra seja feita mediante transferência eletrô-nica de dados, sem que haja uma base física que caracterize o corpus mechanicum da criação intelectual.

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QUESTÕES DE CONCURSO

21. (CESPE/DEFENSOR/2018) A empresa BETA, operadora de plano privado de saúde, foi notificada pelo fisco estadual em razão do não recolhimento de ICMS relativo às operações mistas, que envolvem a prestação de serviços associados ao fornecimento de mercadorias. Em sua defesa, a empresa alegou que o fisco munici-pal entende que, nesse caso, incide o imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN).

Considerando o entendimento majoritário e atual do Supremo Tribunal Federal, as-sinale a opção correta, acerca dos impostos que poderão incidir no presente caso.

a) No caso em tela, deve prevalecer a incidência do ICMS, afastando-se a incidên-cia do ISSQN sobre a operação.

b) Se os serviços prestados pela empresa em questão estiverem previstos na lei complementar federal que dispõe sobre o ISSQN, prevalecerá a incidência do ISS-QN sobre o ICMS.

c) Incidirá, em regra, o ICMS, podendo haver a incidência do ISSQN se o serviço estiver previsto na lei complementar federal que dispõe sobre esse tributo, caso em que, para evitar a bitributação, o valor pago a título de ICMS será deduzido da base de cálculo do ISSQN

d) No caso em tela, incidem tanto ICMS como o ISSQN: o ICMS incidirá sobre a parcela relativa à obrigação de dar e o ISSQN incidirá sobre a parcela referente à obrigação de fazer.

e) Há de se verificar a atividade preponderante do contribuinte: se a atividade pre-ponderante for o fornecimento de mercadorias, ele deve ser tributado pelo ICMS; se for a prestação de serviços, ele será tributado pelo ISSQN.

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22. (FGV/SEFIN/2018) As opções a seguir apresentam hipóteses de incidência do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), de acor-do com a Lei Estadual n. 688, de dezembro de 1996, à exceção de uma. Assinale-a.

a) Prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal de pessoas, bens, mercadorias ou valores, por qualquer via.

b) Entrada de bem ou mercadoria importados do exterior, por pessoa física ou jurí-dica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade.

c) Prestação de serviços, recebidos por contribuintes do imposto, cuja prestação se tenha iniciado em outra unidade da Federação e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente.

d) Operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de propriedade de estabelecimento industrial, comercial ou de outra espécie.

e) Prestação de serviços no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exte-rior.

23. (QUADRIX/CFO-DF/2017) O ICMS não incide sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, devendo a empresa estornar o crédito referente à aquisição dos respectivos insumos.

24. (FCC/PGE-MT/2016) De acordo com as regras insculpidas na Constituição Fe-deral e nas leis complementares às normas por ela estabelecidas, os Estados e o Distrito Federal não podem lançar e cobrar o ICMS incidente sobre a comercializa-ção de obras musicais, produzidos no Brasil, gravadas em CDs ou DVDs, contendo óperas de Mozart (nacionalidade austríaca), interpretadas por músicos brasileiros.

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25. (FUNDEP/IFN-MG/2016) O imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias não incide sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do ex-terior por pessoa física que não seja contribuinte habitual do imposto.

26. (FCC/SEGEP-MA/2016) Conforme o Regulamento do ICMS – RICMS, aprovado pelo Decreto n. 19.714/2003, o ICMS NÃO incide

a) nas saídas internas ou interestaduais de broches, tiaras, colares ou outros arte-fatos de ouro, puro ou em liga.

b) nas operações com polietileno, policloreto de polivinila e seus derivados.

c) nas operações de transferências de mercadorias decorrentes da alteração de propriedade de estabelecimento industrial ou comercial, cuja causa tenha sido a fusão de empresas no Estado.

d) na prestação de serviço de transporte de pessoas entre regiões metropolitanas.

e) nas operações com livros, tintas e seus equipamentos de impressão.

27. (FCC/SEGEP-MA/2016) Marcos, analista tributário de uma empresa comercial localizada em Alcântara/MA, está analisando o custo tributário de alguns negó-cios que a empresa pretende realizar. Verificando a Lei Complementar n. 87/1996, constatou que o ICMS NÃO incide

a) sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa físi-ca, que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a finalidade dessa entrada.

b) nas operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de proprie-dade de estabelecimento industrial, comercial ou de outra espécie.

c) nas operações de arrendamento mercantil, inclusive na hipótese de venda do bem arrendado ao arrendatário.

(45)

d) nas prestações onerosas de serviços de comunicação, por meio de TV a cabo ou internet, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmis-são, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza.

e) nas operações de saída ou na entrada no território do Estado destinatário, de petróleo, de energia elétrica, e de gás natural veicular ou doméstico, quando não destinados à comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações inte-restaduais.

28. (FCC/SEGEP-MA/2016) A Constituição Federal atribui competência ao Estado para instituir o ICMS. De acordo com o texto constitucional, esse imposto

a) não incidirá sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, vedada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores.

b) será não cumulativo, exceto quando se tratar de mercadorias e serviços sujeitos ao regime de substituição tributária, com retenção antecipada do imposto.

c) não incidirá sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, energia elétrica e ál-cool carburante.

d) não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do IPI, sempre que a mercadoria seja considerada essencial tanto pela legislação do IPI, como pela le-gislação do ICMS.

e) incidirá sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios.

29. (SERCTAM/ADVOGADO/2016) Segundo as regras que regulamentam os im-postos estaduais, marque a opção incorreta:

(46)

a) o ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras.

b) na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro

c) é legítima a incidência do ICMS na comercialização de exemplares de obras ci-nematográficas, gravados em fitas de videocassete.

d) calcula-se o imposto de transmissão causa mortis sobre o saldo credor da pro-messa de compra e venda de imóvel, no momento da abertura da sucessão do promitente vendedor.

e) não é legítima a incidência do imposto de transmissão causa mortis no inventá-rio por morte presumida.

30. (CESGRANRIO/CIÊNCIAS CONTÁBEIS/LIQUIGÁS/2015) Um atleta profissional pretende importar um bem do exterior como pessoa física, para uso pessoal.

Nos termos das normas constitucionais aplicáveis ao ICMS, nesse caso,

a) haverá isenção especial.

b) ocorrerá a imunidade própria.

c) incidirá o tributo.

d) será aplicada a habitualidade.

e) incidirá a compensação.

31. (PUR-PR/PGE-PR/2015) Por força de imunidade tributária específica, não incide ICMS sobre a operação de compra e venda de álcool combustível celebrada entre uma distribuidora sediada no Estado do Paraná e um posto de combustível situado no Estado de Santa Catarina.

(47)

32. (PUR-PR/PGE-PR/2015) Não incide o ICMS sobre o serviço de transporte de bens e mercadorias realizado pelas franqueadas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT.

33. (FCC/SEFAZ/2015) Sobre a incidência do ICMS, é correto afirmar:

a) O serviço de habilitação de celular, enquanto operação integrante da prestação de serviço de comunicação a título oneroso, está sujeita à incidência do ICMS.

b) A saída física de máquinas, utensílios e implementos a título de comodato está sujeita à oneração do ICMS, pois consubstancia negócio jurídico que tem o condão de transferir o domínio da mercadoria.

c) O fornecimento de água potável por empresas concessionárias não é tributável por meio do ICMS, visto que as águas em estado natural são bens públicos e não mercadorias

d) A venda de softwares por meio de transferência eletrônica de dados não se sub-mete à incidência do ICMS, pois não se trata de bem móvel corpóreo destinado à mercancia.

e) Não incide ICMS sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior, razão por que não é assegurado o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores

34. (FCC/SEFAZ/2015) Não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, pois recai sobre a entrada de bem de exterior, mesmo na hipótese de antecipação de compra, quando enseja transferência de sua titularidade.

(48)

35. (FCC/SEFAZ/2015) A empresa Costura Inglesa, que atua no comércio varejis-ta de tecidos, por meio de esvarejis-tabelecimento situado no Município de Timbaúba/PE, realizou operação com outro estabelecimento da mesma pessoa jurídica, localizado no Município do Teresina/PI, destinando-lhe material para a confecção de farda-mento dos funcionários. Sobre a hipotética situação relatada,

a) não incide ICMS, pois as operações realizadas entre estabelecimentos perten-centes à mesma pessoa jurídica são imunes ao mencionado imposto.

b) não incide ICMS, posto que a destinatária utiliza o material adquirido para uso e consumo, e não para fins de revenda por meio de atos de comércio, o que afasta a exação de indicado imposto.

c) não incide ICMS, não obstante previsão expressa em lei em sentido contrário, porquanto não houve circulação de mercadoria, pois não ocorreu a transferência de titularidade do bem, na medida em que a operação foi realizada entre estabeleci-mentos de uma mesma pessoa jurídica.

d) incide ICMS, visto que houve operação relativa à circulação de mercadoria, ca-racterizado pelo fato de a operação ter tido como objeto mercadoria destinada a posterior comercialização ou industrialização por parte do estabelecimento desti-natário.

e) incide ICMS, uma vez que a saída de mercadoria de um estabelecimento para o outro de mesma titularidade, constitui fato gerador do referido imposto apenas quando situados em Estados distintos.

36. (CESPE/TJ-DF/2014) Incide ICMS nas operações de circulação de mercadorias derivadas de arrendamento mercantil celebrado entre arrendadora sediada no ex-terior e empresário sediado no Brasil em caso de bem comprovadamente destinado ao ativo fixo da sociedade empresária.

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