Economia e Gestão do Conhecimento
Economia e Gestão do Conhecimento
A importância da Inovação na estratégia das empresas
Eng.º Luís Mira Amaral, 22 – 04 –2008
Professor Catedrático Convidado de Gestão – IST Administrador da SPI
• Tópico 1 – O conceito de Economia de Conhecimento
• Tópico 2 – Dados, Informação e Conhecimento
• Tópico 3 –Conhecimento e Gestão do Conhecimento/
Aprendizagem
• Tópico 4 – Conhecimento e Inovação Empresarial
• Tópico 5 – Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
• Tópico 1 – O conceito de Economia de Conhecimento
• Tópico 2 – Dados, Informação e Conhecimento
• Tópico 3 –Conhecimento e Gestão do Conhecimento/
Aprendizagem
• Tópico 4 – Conhecimento e Inovação Empresarial
• Tópico 5 – Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
Numa economia moderna, os países não competem apenas na produção de
bens e serviços. Competem também com os cérebros. A capacidade de uma
nação de desenvolver um sistema de educação de excelência e de melhorar as competências da força de trabalho, através da formação, constitui um aspecto vital da competitividade. Neste sentido, o conhecimento é talvez o factor mais
crítico da competitividade.
Competitividade e Conhecimento
Actualmente, as infra-estruturas ultrapassam a visão tradicional das
estradas, dos caminhos de ferros, portos e aeroportos. As infra-estruturas
tecnológicas estão a transformar-se num recurso chave para a competitividade presente e futura de uma nação. De facto, a disponibilidade de sistemas de telecomunicações e de ligações à Internet eficientes e de baixo custo são, justamente, algumas das novas prioridades tecnológicas que as sociedades globalizadas apresentam. Consequentemente, a prioridade de um país que se
encontre em concorrência global deverá passar pelo desenvolvimento de novas infra-estruturas tecnológicas, bem como na proximidade da fronteira tecnológica.
Competitividade e Conhecimento
Nos últimos 200 anos, a economia clássica reconhecia apenas 2 factores de produção:
Trabalho e Capital
S=S(K, L)
S – Função de produção clássica K – Capital
L – Trabalho
Tecnologia é exógena à economia.
O Crescimento é feito à custa dos factores físicos com rendimentos marginais
decrescentes e por isso o aumento da taxa de crescimento tem
limites,chegando-se a um “steady-state” no crescimento economico (Modelo de Solow)
Conhecimento como factor de produção
Actualmente, informação e conhecimento (ou capital intelectual), estão a substituir o capital e a energia, tal como estes substituiram a
terra e o trabalho há 200 anos.
Adicionalmente, a evolução tecnológica no século XX transformou o
modo de criar riqueza, que antes era feita à custa da dotação de
factores físicos e que agora é baseada no conhecimento
(knowledge-based).
Tecnologia e conhecimento são agora os factores de produção chave.
Conhecimento como factor de produção
S=S(K, L, KN) S – Nova Função de produção K – Capital
L – Trabalho
KN – Conhecimento (Capital Intelectual)
Temos então como Nova Função de Produção na Economia do Conhecimento
A Tecnologia e o Conhecimento são endógenos ao sistema económico. Como o conhecimento pode ter rendimentos marginais crescentes, podemos entrar num circulo virtuoso de crescimento sustentável (Teorias de Crescimento Endógeno –
Paul Rommer)
Conhecimento como factor de produção
• Refere-se às economias baseadas no conhecimento (knowledge based economies), nas quais:
• é grande a proporção de empregos baseados no conhecimento;
• o peso dos activos intangíveis é superior ao dos clássicos activos físicos tangíveis
• a competitividade assenta sobretudo nas actividades associadas à produção, processamento e transferência de informação e do conhecimento.
• Trata-se duma categoria económica, ou seja, um sector de actividade económica com características e tipologias próprias no que respeita aos modos de produção, difusão e tratamento de informação e conhecimento.
A designação “Economia do Conhecimento” tem duas perspectivas complementares:
O conceito de Economia de Conhecimento
• Em função das características especificas do novo factor de produção – o conhecimento -, os mecanismos habituais de afectação de recursos na
“economia física” funcionam aqui de modo diferente;
• Na economia do conhecimento, o capital duma empresa não é apenas o capital físico - activos corpóreos - tais como máquinas, edifícios, viaturas, etc.; • Na era do conhecimento, o capital incorpóreo – activos intangíveis – assume
cada vez maior importância em detrimento do capital físico - activos corpóreos.
O conceito de Economia de Conhecimento
Há neste contexto que referir:
• O capital humano, isto é, os “skills” existentes, o talento, o know-how;
• O capital de informação (information capital) representado pelo sistema de
informação da empresa e que tem duas componentes:
• a infraestrutura tecnológica (main-frames, servidores, redes de comunicação);
• o software aplicacional, package de informação, conhecimento e
tecnologia, que “corre” na infraestrutura tecnológica e que permite suportar os processos-chave internos.
• O capital organizativo (organizational capital) que é, no fundo, a capacidade da
empresa como organização para mobilizar o processo de mudança necessário para implementar a estratégia;
• Os activos de propriedade intelectual – marcas, patentes, desenhos.
O conceito de Economia de Conhecimento
O valor de companhias high-tech,
como as de biotecnologia ou de
software, não está nos seus activos
físicos, como são medidas pela contabilidade, mas nos seus
activos intangíveis, tais como
patentes e conhecimento.
O conceito de Economia de Conhecimento
A economia do conhecimento difere da economia tradicional em vários aspectos, nomeadamente:
• É caracterizada por ondas progressivas de inovação;
• Não é uma economia de escassez (o que acontece com os activos físicos) mas
de abundância, pois a informação e o conhecimento podem ser partilhados, sem se assistir à clássica competição pela partilha dos recursos escassos;
• Produtos e serviços apresentam consideráveis externalidades;
O conceito de Economia de Conhecimento
• Reduz-se a importância do efeito localização através do uso de organizações e mercados virtuais;
• Leis, barreiras e impostos são cada vez mais difíceis de aplicar à escala nacional. Pelo contrário, a informação e o conhecimento fluem para onde a
procura é maior e as barreiras são menores;
• O capital humano (as competências) são uma componente chave do valor
criado numa organização baseada no conhecimento.
O conceito de Economia de Conhecimento
• Tópico 1 – O conceito de Economia de Conhecimento
• Tópico 2 – Dados, Informação e Conhecimento
• Tópico 3 –Conhecimento e Gestão do Conhecimento/
Aprendizagem
• Tópico 4 – Conhecimento e Inovação Empresarial
• Tópico 5 – Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
• Dados: Um conjunto de factos objectivos sobre eventos/// factos, números, letras
e imagens desprovidos de contexto (e.g. o PIB da UE no último mês);
Bennet, A. e Bennet, D., “The Intelligent Complex Adaptive System”, Elsevier, 2004 • Informação: Uma mensagem, geralmente sob a forma de um documento ou uma
comunicação audível e/ou visível///uma versão enriquecida de dados, uma vez que inclui algo sobre o contexto que permita retirar algum significado (e.g. “assiste-se a um forte crescimento do PIB da UE nos últimos meses”)
Bennet, A. e Bennet, D., “The Intelligent Complex Adaptive System”, Elsevier, 2004
Numa analogia com a era industrial, diremos que os dados são a matéria prima (“raw material”) que é transformada para criar o “produto” útil que nós “consumimos”, a informação.
Dados, Informação e Conhecimento
Conhecimento: Uma mistura fluída e enquadrada de experiências, valores,
informação contextualizada e “expert insight” que cria um enquadramento para avaliar e incorporar novas experiências e informação. É criada e aplicada na mente do “conhecedor”. Nas organizações, embebe-se não só em documentos ou repositórios mas também em procedimentos, processos e normas.
Davenport and Prusak, 1998, “Working Knowledge”, Harvard Business School Press
Conhecimento : A capacidade (potencial ou real) para tomar acção de forma
efectiva em variadas situações (e.g. o presidente do Banco Central Europeu decide subir as taxas de juro para evitar pressões inflacionistas devidas ao crescimento acentuado do PIB).
Bennet and Bennet, 2004, “Organizational survival in the new world”, Elsevier 2004
Dados, Informação e Conhecimento
O conhecimento é assim fundamentalmente uma questão de capacidades cognitivas e, por isso, a reprodução do conhecimento baseia-se nas relações de
Mestre/Aprendiz ou nos contactos interpessoais numa comunidade enquanto que a
replicação da informação é mais simples e menos complexa pois não precisa de articular capacidades cognitivas. Assim sendo,como o conhecimento é mais do que informação,tambem o conceito de Economia do Conhecimento é mais lato que o de Sociedade da Informação. NÃO SE PODE REDUZIR A ECONOMIA DO
CONHECIMENTO Á SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO!
• O Conhecimento serve para criar valor para os clientes e com isso vender mais com mais lucro;
• Quem fizer bem e souber mais tem mais hipóteses de vencer;
• Knowledge Shared is Power Squared!
Dados, Informação e Conhecimento
• Conhecimento tácito: reside na mente do conhecedor e é difícil de articular e
colocar em texto ou esquemas;
• Conhecimento explícito: capturado sob a forma de algo tangível como textos,
audio ou imagens.
80% do nosso conhecimento é tácito tanto em indivíduos, como grupos e organizações
Apenas 20% do conhecimento, de facto com valor, é capturado, codificado ou feito tangível de alguma forma (explícito)
Dados, Informação e Conhecimento
• Tópico 1 – O conceito de Economia de Conhecimento
• Tópico 2 – Dados, Informação e Conhecimento
• Tópico 3 –Conhecimento e Gestão do Conhecimento/ Aprendizagem
• Tópico 4 – Conhecimento e Inovação Empresarial
• Tópico 5 – Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
CONHECIMENTO TÁCITO
• O conhecimento é pessoal, por definições e muito dificil de extrair das pessoas
• O conhecimento deve ser transferido movendo as pessoas dentro ou entre as organizações
• O processo de aprendizagem deve ser encorajado trazendo as pessoas adequadas na altura adequada
CONHECIMENTO EXPLICITO
• O conhecimento pode ser articulado e codificado para criar activos intangíveis
• O conhecimento pode ser disseminado (usando tecnologias da informação) na forma de documentos, desenhos, melhores práticas, videos, conferências, entrevistas, etc ..
• O processo de aprendizagem pode ser desenhado para colmatar deficiências de conhecimento através de processos estruturados e geridos cientificamente
Fonte: “Handbook on the Knowledge Economy”, Edited by David Rooney, Greg Hearn, Abraham Ninan
Nonaka and Takeuchi, 1995, “The Knowledge creating company: How Japanese companies create the dynamics of innovation”, Oxford University Press
Externalização Socialização Combinação Internalização Conhecimento tácito Conhecimento explícito Conhecimento tácito Conhecimento explícito Para/alvo De/fonte
O modelo de Nonaka e Takeuchi
O processo de conversão de conhecimento
Externalização Socialização Combinação Internalização Diálogo Construção do campo Ligar conhecimento explícito Aprender fazendo
A espiral de conhecimento de Nonaka e Takeuchi
Nonaka and Takeuchi, 1995, “The Knowledge creating company: How Japanese companies create the dynamics of innovation”, Oxford University Press
O processo de conversão de conhecimento
As teses de Peter Lange em 1994 no livro "The Discipline Fieldbook: Strategies and tools for building a learning organization" estiveram então na base do que alguns chamam Gestão do Conhecimento e que outros chamam Aprendizagem, que é uma ferramenta de gestão adequada à Economia do Conhecimento;
A Gestão do Conhecimento pretende então desenvolver sistemas de aquisição e disseminação de activos intelectuais, renovando e maximizando o valor da base intelectual duma organização, o que é extremamente importante num modelo económico em que os activos humanos, a competência, o conhecimento, o saber e a capacidade de saber fazer são questões cruciais.
A Gestão do Conhecimento/Aprendizagem deverá assim ter por objectivo
encontrar formas de captar, interpretar, organizar, disseminar e capitalizar o que se sabe e aprende, individual e colectivamente”.
O sucesso das empresas nos dias de hoje está ligado a essa capacidade de gerir o conhecimento.
O que é a Gestão do Conhecimento?
Os actuais sistemas de informação permitem hoje em dia gerir de forma muito mais eficaz a gestão do conhecimento pois que permitem o tratamento,
manipulação, classificação e relacionamento da informação, ou seja permitem gerir
a informação duma forma que dantes não era possível.
Assim sendo e como já vimos, conhecimento é mais do que informação mas a
gestão do conhecimento necessita, para ser operacionalizada, de recorrer aos modernos sistemas de informação.
Gestão do Conhecimento não é só Gestão da Informação!
Em suma, o conhecimento constrói-se também com dados e informação, mas é mais complexo e fortemente dependente das referências, contexto específico, valores, concepção do mundo e visões do futuro do indivíduo em que este reside. Nesse
sentido, falar de gestão do conhecimento é falar de pessoas, do que as motiva, da sua aprendizagem, dos seus objectivos e interacções sociais dentro e fora da empresa. Da mesma forma que o conhecimento necessita de informação também a gestão do conhecimento necessita da gestão de informação (apoiada pelas tecnologias de informação). Mas estas nunca poderão ser usadas como sinónimos.
Assim, a gestão do conhecimento pode ser definida como o processo
sistemático de criar, manter e estimular uma organização por forma a que esta faça o melhor uso do conhecimento para atingir vantagem competitiva ou alto desempenho de forma sustentável. Os principais objectivos da gestão do conhecimento passam por:
• Tópico 1 – O conceito de Economia de Conhecimento
• Tópico 2 – Dados, Informação e Conhecimento
• Tópico 3 –Conhecimento e Gestão do Conhecimento/
Aprendizagem
• Tópico 4 – Conhecimento e Inovação Empresarial
• Tópico 5 – Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
• Investigação – gasta-se dinheiro para criar conhecimento;
• Inovação – utiliza-se o conhecimento para criar valor, com impacto económico e
social, para os utilizadores;
• Aprendizagem/ Gestão do Conhecimento – processo pelo qual o conhecimento é
criado/ adquirido, partilhado e gerido ao nível da organização. É através da
aprendizagem que uma organização é capaz de aumentar o nível de profundidade e de diversidade da sua base de conhecimento.
Conhecimento e Inovação Empresarial
• A capacidade de aprender e criar conhecimento aumenta significativamente a probabilidade das empresas atingirem sucesso de forma contínua (Allee, 1997);
• Enquanto a inovação pode acontecer de forma esporádica, a inovação sustentável, a partir
da qual emerge a vantagem competitiva e colaborativa das empresas, necessita de uma abordagem sistematizada, integrada e efectiva de gestão, assente no conhecimento, aprendizagem e inovação ( Milton de Sousa, 2006);
• A inovação sustentável é uma condição base para o crescimento e bom desempenho das empresas a médio e longo prazo.
Conhecimento Inovação
Aprendizagem
Ciclo de inovação sustentável
Fonte: de Sousa, Milton, “The sustainable innovation engine”, VINE, 36, No.4, 2006
Conhecimento e Inovação Empresarial
• A profundidade de conhecimento pode ser definida como o nível de entendimento e experiência existente numa dada organização numa área de conhecimento específica;
• A diversidade de conhecimento pode ser definida como a disponibilidade de diferentes áreas de conhecimento numa organização.
P ro fu nd id ad e de co nh eci m en to Diversidade de conhecimento Improvável Provável mas geralmente incremental Muito provável e por vezes descontínua Muito improvável Reduzida Elevada Reduzida Elevada
Conhecimento e Inovação Empresarial
• É através da aprendizagem que uma organização será capaz de aumentar o nível de profundidade e diversidade da sua base de conhecimento;
• A profundidade de conhecimento pode ser aumentada através da aprendizagem contínua e avançada dentro de áreas específicas (especialização);
• A diversidade de conhecimento pode ser aumentada através da aprendizagem, mesmo que de forma introdutória, em áreas diversas (diversificação);
• Fazendo uso do espaço nominal de probabilidade de inovação referido anteriormente, pode-se dizer que a aprendizagem é o processo através do qual a probabilidade de inovação numa empresa pode aumentar ( Milton de Sousa, 2006).
Conhecimento e Inovação Empresarial
• A aprendizagem actua de forma interna e externa à organização, estimulando um fluxo de conhecimento e pessoas que induz a criação de valor para os que beneficiam do processo de inovação;
• Os três elementos correspondentes à estrutura, cultura de acção e liderança
colaborativa estão presentes em todas as partes do motor por forma a garantir a
que este funcione de forma eficaz e eficiente. Estes elementos constituem o óleo onde as diferentes partes do motor imergem;
• O sistema actua como um ciclo de re-alimentação positivo em que o novo
conhecimento resultante do processo de inovação é re-alimentado na organização criando um motor sustentável de inovação de onde a vantagem
competitiva e colaborativa surgem (vantagem é definida em termos da capacidade aumentada da empresa ganhar aos seus competidores e de colaborar com os seus stakeholders).
Conhecimento e Inovação Empresarial
Fonte: de Sousa, Milton, “The sustainable innovation engine”, VINE, 36, No.4, 2006
Conhecimento e Inovação Empresarial
Com a crescente mobilidade da informação e a existência de oferta de trabalho abundante na economia global, a informação e expertise
podem ser transportados
instantâneamente pelo mundo, e
qualquer vantagem competitiva criada por uma empresa pode ser eliminada por um concorrente (competitive improver) do dia para a noite.
Uma companhia não pode repousar em vantagens competitivas estáticas que
são sempre transitórias
Conhecimento e Inovação Empresarial
ENTÃO,
A única vantagem competitiva que uma empresa pode disfrutar sustentadamente é o seu
processo de inovação.
A inovação é o processo mais avançado de concorrência porque é a busca constante de novos processos e produtos.
Um novo produto ou um novo processo é fácilmente replicável pela concorrência, mas um
sistema de inovação numa organização é díficil de replicar.
Conhecimento e Inovação Empresarial
O produto ou o processo copiam-se, mas o ecossistema que gera um
fluxo constante de inovações, não se replica.
Conhecimento e Inovação Empresarial
• Tópico 1 – O conceito de Economia de Conhecimento
• Tópico 2 – Dados, Informação e Conhecimento
• Tópico 3 –Conhecimento e Gestão do Conhecimento/
Aprendizagem
• Tópico 4 – Conhecimento e Inovação Empresarial
• Tópico 5 – Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
• A conversão e criação de conhecimento tem que assentar em 5 elementos
estruturais fundamentais:
• Cultura organizacional;
• Definição estratégica;
• Controlo através de indicadores bem definidos;
• Tecnologias de Informação;
• Estrutura organizacional apropriada e equipas para a gestão do conhecimento.
• Uma organização orientada para o conhecimento possui 3 camadas que interagem entre si:
• Camada base: Base de conhecimento;
• Camada intermédia: Formal e orientada ao negócio;
• Camada de topo: Informal e orientada a projectos.
Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
• As empresas podem desenvolver um conjunto de ferramentas
organizacionais e
tecnológicas para actuar
ao nível dos diferentes
processos de conversão de conhecimento
sugeridos por Nonaka e Takeuchi.
Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
Conversão de conhecimento tácito para tácito
• Teatros e simulações; • On-the-job training (OJT);
• Aprendizagem por observação e imitação; • Sessões de brainstorming para discutir
determinados problemas, assuntos, decisões, etc.
• Eventos de networking em seminários, conferências ou encontros;
• Outdoors com actividades de equipa; • Encontros informais (almoço, intervalos
para café etc.);
• Desenho do layout do escritório com vista a uma maior interacção entre as pessoas (open space, espaços de reunião, hot
desk, etc.);
• Visitas a empresas para benchmarking.
Conversão de conhecimento tácito para explícito
• Sistemas de gestão de ideias;
• Conduzir entrevistas estruturadas com especialistas por forma a registar o seu conhecimento tácito (fundamental para pessoas chave que vão sair da empresa); • Registo de histórias com casos de
sucesso ou insucesso que podem ser partilhadas na organização;
• Desenvolvimento de manuais de procedimentos, apresentações, testes,
case studies etc.;
• Desenvolvimento de vídeos com procedimentos ou simulações;
• Criação de relatórios de visitas a clientes, análises, estudos etc.;
• Criação de relatórios de visitas a
conferências, seminários, feiras etc.;
Registo de actas de reuniões.
Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
Conversão de conhecimento explícito para tácito
• Teatro e simulações (com base em histórias, estudos de caso, cenários, etc.); • Sessões para análise de casos de estudo
ou histórias;
• Formação com base em manuais e apresentações;
• E-learning (Web Based Training, Computer Based Training);
• Aprendizagem externa em seminários, conferências e com recurso a guest
speakers;
• Pesquisa e consulta de bases de dados de conhecimento (tanto internas como externas);
• Estudo de casos de estudo, artigos e livros;
• Aprendizagem por observação de vídeos.
Conversão de conhecimento explícito para explícito
• O conhecimento explícito pode ser processado, codificado e combinado por forma a gerar novo conhecimento explícito;
• O processo é feito por colaboração entre diferentes pessoas com base em conhecimento explícito existente e com o apoio de sistemas computacionais; • Exemplos de conhecimento explícito fruto
de combinação poderão incluir:
Roadmaps; Árvores de decisão; Fluxogramas; Diagramas; Mapas cognitivos; Taxonomias;
Relatórios síntese, resumos, sumários executivos de documentos;
Artigos, newsletters.
Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
Processo Tipo de ferramentas IT Exemplos de ferramentas Criação de conhecimento Business Intelligence, descoberta de conhecimento, e-learning
Business Objects, Skillsoft, Orbital Codificação de conhecimento Sistemas de gestão de conteúdos (CMS), gestão documental, categorização, abstracção, taxonomia Interwoven, Autonomy, Wikipedia Pesquisa de conhecimento
Pesquisa, visualização Google, AskJeeves, Inktomi, Inxight, Wikipedia
Aplicação de conhecimento
Workflow, colaboração, help desk
eRoom, Intraspect, PeopleLink Distribuição de conhecimento Portais de conhecimento, agentes Plumtree, AskMe Validação de conhecimento Comunidades de especialistas online, valorização de contribuição, classificação/pontuação IBM Pesquisa de especialistas
E-mail mining, páginas amarelas
corporativas Tacit Personalização de conhecimento Localizadores de especialistas, comunicação, conferências, colaboração AskMe Gestão do Conhecimento Total
Sistema completo e integrado Hummingbird, Open Text, Verity, IBM, IdiNet
Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
Muitas empresas estão já a criar a figura de CKOs (Chief Knowledge
Officers) e:
• reconhecem a importância do
conhecimento para o “bottom line”;
• desenvolvem novas realidades de “performance corporativa” baseadas no conhecimento;
• fornecem uma infraestrutura tecnológica para estimular a criação e partilha de conhecimento.
Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
Para atingir inovação sustentável através da gestão do conhecimento e aprendizagem é importante que as empresas:
• Definam uma estratégia clara para a gestão do conhecimento;
• Tenham um ambiente de aprendizagem;
• Possuam Ferramentas tecnológicas apropriadas (mas lembre-se que a gestão do
conhecimento não é o mesmo que a gestão da informação. It is all about people);
• Incluam diferentes bases de conhecimento nos processos de decisão;
• Integrem as funções de investigação, vendas e produção no processo de inovação;
• Saibam reter pessoas, mas ainda mais importante, saibam reter conhecimento;
• Aumentem a flexibilidade e adaptabilidade da sua organização;
• Assumam riscos e estejam preparadas para errar (e aprender);
• Abram a organização ao mundo exterior através de redes de colaboração;
• Promovam e recompensem a partilha de conhecimento.
Ferramentas para a Gestão do Conhecimento nas Empresas
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