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Sistema de apoio para a geração de planos de medição de software

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(1)

Universidade Federal Fluminense

Instituto de Computa¸

ao

Bacharelado em Sistemas de Informa¸

ao

LORENA TEIXEIRA DA COSTA

SISTEMA DE APOIO PARA A GERA ¸

C ˜

AO DE

PLANOS DE MEDI ¸

C ˜

AO DE SOFTWARE

Niter´

oi-RJ

2017

(2)

LORENA TEIXEIRA DA COSTA

SISTEMA DE APOIO PARA A GERA ¸C ˜AO DE PLANOS DE MEDI ¸C ˜AO DE SOFTWARE

Trabalho de conclus˜ao de curso apresentado ao curso de Bacharelado em Sistemas de In-forma¸c˜ao, como requisito parcial para con-clus˜ao do curso.

Orientador: Prof. Dr. Marcos Kalinowski.

Niter´oi-RJ 2017

(3)

Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca da Escola de Engenharia e Instituto de Computação da UFF

C837 Costa, Lorena Teixeira da

Sistema de apoio para a geração de planos de medição de software / Lorena Teixeira da Costa. – Niterói, RJ : [s.n.], 2017.

68 f.

Trabalho (Conclusão de Curso) – Departamento de Sistemas de Informação, Universidade Federal Fluminense, 2017.

Orientador: Marcos Kalinowski.

1. Medição de software. 2. Sistema de apoio à decisão. 3. Métrica de software. I. Título.

CDD 005.1

(4)

LORENA TEIXEIRA DA COSTA

SISTEMA DE APOIO PARA A GERA ¸C ˜AO DE PLANOS DE MEDI ¸C ˜AO DE SOFTWARE

Trabalho de conclus˜ao de curso apresentado ao curso de Bacharelado em Sistemas de In-forma¸c˜ao, como requisito parcial para con-clus˜ao do curso.

Aprovada em 11 de Janeiro de 2017.

Marcos Kalinowski (Orientador), D.Sc. UFF

Andr´ea Magalh˜aes Magdaleno, D.Sc. UFF

Daniel de Oliveira, D.Sc. UFF

Niter´oi-RJ 2017

(5)

iv

Dedico este trabalho aos meus pais Vera L´ u-cia e Paulo Roberto, por n˜ao medirem esfor-¸

cos para que eu pudesse concluir a minha for-ma¸c˜ao acadˆemica.

(6)

Agradecimentos

Agrade¸co a Deus por tudo.

A toda `a minha fam´ılia, em especial aos meus pais Vera L´ucia e Paulo Roberto pela dedica¸c˜ao incondicional.

Ao professor Marcos Kalinowski pela orienta¸c˜ao, incentivo, ensinamentos, dedica-¸c˜ao e confian¸ca.

Aos amigos que contribu´ıram direta ou indiretamente, em especial ao Daniel J´unior pelo apoio de sempre.

Aos professores Andr´ea Magalh˜aes e Daniel de Oliveira pela presen¸ca na banca examinadora e pelos ensinamentos passados durante a gradua¸c˜ao.

(7)

vi

Resumo

Um plano de medi¸c˜ao feito de forma correta ´e de suma importˆancia para o aux´ılio das tomadas de decis˜oes. O objetivo desse trabalho ´e a cria¸c˜ao de um sistema de apoio para que as empresas possam gerar planos de medi¸c˜ao de software seguindo a metodologia GQM. De acordo com esta metodologia, durante a confec¸c˜ao do plano, ´e necess´ario que sejam definidos objetivos de medi¸c˜ao para ent˜ao refinar estes objetivos em quest˜oes e posteriormente elencar m´etricas que ajudem a responder a essas quest˜oes. O sistema de apoio foi constru´ıdo visando fornecer ao usu´ario um passo a passo de como montar esse plano de maneira adequada, podendo utilizar conhecimento informado anteriormente por especialistas da ´area. Para avaliar o sistema, o mesmo foi utilizado para gerar um plano de medi¸c˜ao equivalente a outro plano real que havia sido definido seguindo a metodologia GQM. O apoio mostrou-se adequado para auxiliar organiza¸c˜oes na cria¸c˜ao de planos de medi¸c˜ao de software.

Palavras-chave: Medi¸c˜ao. Software. GQM. Objetivos de Medi¸c˜ao. Quest˜oes. M´etricas. Plano.

(8)

Abstract

A correctly formulated plan of measurement is of paramount importance in assis-ting decision-making. The objective of this work is the creation of a support system so that companies can generate software measurement plans following the GQM methodo-logy. According to this methodology, during the preparation of the plan, it is necessary to define measurement objectives to refine these objectives in questions and later to list metrics that help to answer these questions. The support system was designed to provide the user with a step-by-step on how to assemble this plan in an appropriate manner, and may use knowledge previously informed by experts in the area. To evaluate the system, it was used to generate a measurement plan equivalent to another real plan that had been defined following the GQM methodology. The support has shown itself adequate to assist organizations in the creation of software measurement plans.

Keywords: Measurement. Programs. GQM. Measurement objectives. Questions. Metrics. Plan

(9)

Sum´

ario

Resumo vi

Abstract vii

Lista de Figuras xii

Lista de Tabelas xiii

Lista de Abreviaturas e Siglas xiv

1 Introdu¸c˜ao 1

1.1 Motiva¸c˜ao . . . 2

1.2 Objetivo . . . 3

1.3 Organiza¸c˜ao da Monografia . . . 3

2 Medi¸c˜ao de Software 4 2.1 Conceitos da Medi¸c˜ao de Software . . . 4

2.2 Medi¸c˜ao nos Modelos de Maturidade de Software . . . 6

2.2.1 MPS-SW . . . 6

2.2.2 CMMI-Dev . . . 8

2.3 Abordagens para Medi¸c˜ao . . . 8

2.3.1 M´etodo GQM (Goal Question Metric) . . . 9

2.3.2 M´etodo GQ(I)M (Goal Question (Indicator ) Measure) . . . 11

2.3.3 M´etodo GQM+Strategies . . . 12

2.3.4 M´etodo PSM (Practical Software Measuremen) . . . 13

2.4 Defini¸c˜ao dos Procedimentos de Coleta, Armazenamento e An´alise dos Dados 14 2.5 Considera¸c˜oes Finais . . . 15

(10)

3 Especifica¸c˜ao do Sistema de Apoio a Gera¸c˜ao de Planos de Medi¸c˜ao de

Software 16

3.1 Escopo do Software . . . 16

3.2 Especifica¸c˜ao Funcional . . . 17

3.2.1 Modelo Conceitual de Classes do Dom´ınio . . . 17

3.2.2 Requisitos N˜ao-Funcionais . . . 18

3.2.3 Requisitos Funcionais . . . 18

3.2.4 Descri¸c˜ao dos Atores . . . 18

3.3 Diagrama de Caso de Uso . . . 19

3.4 Descri¸c˜ao dos Casos de Uso . . . 21

3.4.1 UC01 – Manter Empresas . . . 21

3.4.2 UC02 – Manter Usu´arios . . . 22

3.4.3 UC03 – Manter Plano . . . 24

3.4.4 UC04 - Manter Objetivo de Medi¸c˜ao . . . 25

3.4.5 UC05 - Selecionar Objetivos de Medi¸c˜ao, Quest˜oes e M´etricas pr´ e-cadastradas . . . 26

3.4.6 UC06 – Manter Quest˜oes e M´etricas . . . 28

3.4.7 UC07 – Manter os atributos das m´etricas . . . 30

3.5 Decis˜oes de Projeto . . . 32

3.6 Considera¸c˜oes Finais . . . 32

4 O sistema de apoio para a gera¸c˜ao de planos de medi¸c˜ao de software 33 4.1 Administrador . . . 33

4.1.1 Manter Empresas . . . 33

4.1.2 Manter Usu´arios . . . 34

4.1.3 Pr´e-cadastros . . . 35

4.2 Usu´ario . . . 35

4.2.1 Objetivos de Medi¸c˜ao, Quest˜oes e M´etricas . . . 35

4.2.2 Selecionar dados pr´e-cadastrados . . . 36

4.3 Prova de Conceito: Criando um Plano de Medi¸c˜ao Real . . . 37

4.3.1 Objetivos de Medi¸c˜ao . . . 37

4.3.2 Quest˜oes e M´etricas . . . 37

(11)

x

˜

4.4 Trabalhos Relacionados . . . 39

4.5 Considera¸coes Finais . . . 40

5 Considera¸c˜oes Finais 41 ¸ 5.1 Contribui¸c˜oes . . . 41 5.2 Limitac˜oes . . . 42 5.3 Trabalhos Futuros . . . 42 Referências Bibliográficas 44 Anexo A 48 48 48 `ˆÌi`Ê܈̅Ê̅iÊ`i“œÊÛiÀȜ˜ÊœvÊ ˜vˆÝÊ*ÀœÊ* Ê `ˆÌœÀÊ /œÊÀi“œÛiÊ̅ˆÃʘœÌˆVi]ÊۈÈÌ\Ê ÜÜܰˆVi˜ˆ°Vœ“É՘œVް…Ì“

(12)

Lista de Figuras

2.1 Estrutura hier´arquica GQM adaptada de (BASILI et al., 1994) . . . 10

2.2 GQM+Strategies (ROCHA et al., 2012) adaptado de (BASILI et al., 2007) 12 2.3 Modelo de Informa¸c˜ao de Medi¸c˜ao (ISO/IEC, 2007). . . 14

2.4 Evolu¸c˜ao da Necessidade de Informa¸c˜ao at´e o Plano de Medi¸c˜ao (Mc-GARRY et al., 2002). . . 14

3.1 Modelo Conceitual de Classes do Dom´ınio . . . 17

3.2 Diagrama de Caso de Uso . . . 20

3.3 Tela principal de Empresas . . . 21

3.4 Tela de Cadastro de Empresa . . . 22

3.5 Tela principal de Usu´arios . . . 23

3.6 Tela de Cadastro de Usu´ario . . . 23

3.7 Tela inicial do Plano . . . 25

3.8 Tela de cadastro de objetivo . . . 26

3.9 Tela de Objetivos de medi¸c˜ao pr´e-cadastrados . . . 27

3.10 Tela do Plano . . . 27

3.11 Tela de cadastro de quest˜ao e m´etrica . . . 29

3.12 Tela de plano em andamento . . . 30

3.13 Tela de cadastro dos atributos da m´etrica . . . 31

4.1 P´agina principal de Empresas . . . 34

4.2 P´agina principal de Usu´arios . . . 34

4.3 P´agina de dados Pr´e-Cadastros . . . 35

4.4 P´agina de Objetivos de Medi¸c˜ao, Quest˜oes, M´etricas e Atributos das M´etricas 36 4.5 P´agina de Pr´e-Cadastros . . . 36

4.6 P´agina de Objetivos de Medi¸c˜ao . . . 37

(13)

xii 4.7 P´agina de Quest˜oes e M´etricas . . . 38 4.8 P´agina de gera¸c˜ao do Plano contendo os objetivos, quest˜oes, m´etricas e

descri¸c˜ao das m´etricas . . . 38 4.9 P´agina de gera¸c˜ao do Plano contendo os atributos das m´etricas . . . 39

(14)

Lista de Tabelas

2.1 Objetivos e Pr´aticas Espec´ıficas da ´Area de Processo Medi¸c˜ao e An´alise no

CMMI-DEV (SEI, 2010) adaptada de (ROCHA et al., 2012). . . 8

3.1 Requisitos N˜ao-Funcionais . . . 18

3.2 Requisitos Funcionais . . . 18

3.3 Descri¸c˜ao dos Atores . . . 19

5.1 Tamanho dos Projetos de Software . . . 49

5.2 Or¸camento . . . 49

5.3 Prazo . . . 50

5.4 Produtividade . . . 50

5.5 Qualidade . . . 51

5.6 Descri¸c˜ao das M´etricas . . . 52

5.7 Descri¸c˜ao das M´etricas . . . 53

(15)

Lista de Abreviaturas e Siglas

CMMI : Capability Maturity Model; CMMI-DEV : CMMI for Development; GQM : Goal Question Metric;

GQ(I)M : Goal Question (Indicator) Measure;

GQM+Strategies : Goal Question Metric +Strategies; ISO/IEC: International Organization for Standardization; MPS.BR : Melhoria do Processo de Software Brasileiro; MPS-SW : MPS para Software;

PSM : Practical Software Measurement; SEI : Software Engineering Institute;

(16)

Cap´ıtulo 1

Introdu¸

ao

Medidas s˜ao essenciais para a obten¸c˜ao de conhecimento que seja capaz de gerar avalia¸c˜oes pertinentes a diversas ´areas, dentre as quais est´a presente o desenvolvimento de software.

A medi¸c˜ao de software adquire relevˆancia gradativamente `a medida que cresce a demanda por sistemas cada vez mais complexos e de qualidade, dado que a mesma possibilita que haja uma maior precis˜ao no entendimento e no controle dos projetos, produtos e processos (ROCHA et al., 2012). Assim, a medi¸c˜ao ajuda a levar a uma melhor compreens˜ao do projeto como um todo, auxiliando nas tomadas de decis˜oes e no aumento da qualidade de processos e produtos.

Por meio da an´alise de medidas ´e poss´ıvel obter conhecimento a respeito da qua-lidade de um produto, do qu˜ao est´avel e capaz ´e um processo e ter conhecimento sobre diferentes est´agios de um projeto (ROCHA et al., 2012). Ademais, ´e poss´ıvel saber sobre o tamanho dos projetos, quest˜oes referentes ao or¸camento, prazo, produtividade, n´umero de defeitos, estimativas de esfor¸co planejado e realizado, n´umero de falhas, retrabalho, dentre outras.

Al´em disto, com o registro das informa¸c˜oes coletadas por meio das medi¸c˜oes, pode-se obter um reposit´orio de medi¸c˜oes contendo uma base de dados hist´orica capaz de orientar nas tomadas de decis˜oes (SOFTEX, 2016).

(17)

2

1.1

Motiva¸

ao

Apesar das medi¸c˜oes serem de suma importˆancia para o alcance do ˆexito nos pro-jetos de software, pesquisas indicam que a grande maioria das empresas tˆem dificuldade em montar um plano de medi¸c˜ao adequado `as suas necessidades (GOH et al., 1998; FEN-TON e NEIL, 1999; NIESSINK e VLIET, 2001; GOPAL et al., 2002; WANG e LI, 2005; KITCHENHAM et al., 2006; SARGUT e DEMIRORS, 2006; CURTIS et al., 2008; RACK-ZINSKI e CURTIS, 2008; BARCELLOS 2009a).

De acordo com Rocha et al. (2012), os motivos para esta dificuldade podem es-tar associados `a falta de recursos humanos ou financeiros, ou at´e mesmo `a carˆencia de conhecimento sobre a importˆancia das medi¸c˜oes, fato que leva algumas empresas a medi-rem apenas para atingimedi-rem requisitos exigidos para a obten¸c˜ao de determinados n´ıveis de maturidade em modelos como CMMI-DEV (SEI, 2010) ou MPS-SW (SOFTEX, 2011a).

A AMCHAM (Cˆamara Americana de Com´ercio) (AMCHAM, 2012) realizou em janeiro de 2012 uma pesquisa com 44 empres´arios, gestores e executivos da ´area de Tec-nologia da Informa¸c˜ao, onde 73% dos envolvidos afirmaram que j´a faz parte da pol´ıtica de suas empresas a medi¸c˜ao peri´odica e o uso de indicadores de desempenho em TI.

Os aspectos mais relevantes que essas empresas focam ao mensurar os resultados de TI s˜ao: melhoria de processos (80%); aumento dos lucros e impactos de processos de TI (55%); maturidade da ´area (18%); gest˜ao de riscos (16%); e compara¸c˜ao com n´ıveis de mercado (14%). Segundo a percep¸c˜ao dos entrevistados, quantificar os resultados de TI fornece os seguintes resultados: direcionar melhor os investimentos na ´area (59%); corrigir falhas nos processos (55%); identificar pontos com potencial para redu¸c˜ao de custos (43%); garantir maior visibilidade da ´area (36%); e justificar investimentos (34%).

No entanto, apenas 14% dos entrevistados se disseram totalmente satisfeitos com a forma como a medi¸c˜ao ´e realizada. As principais dificuldades reveladas foram conseguir tangibilizar todos os benef´ıcios e retornos das a¸c˜oes (41%); estabelecer indicadores que indiquem desempenho, governan¸ca e maturidade da ´area (30%); obter informa¸c˜oes sobre o impacto de TI em outros setores da empresa (18%); e quantificar a eficiˆencia dos processos e sistemas de tecnologia (14%).

No contexto do desenvolvimento de software, um plano de medi¸c˜ao ´e essencial para que as medidas relevantes sejam coletadas, ajudando a gerar conhecimento que permita obter um controle efetivo e que auxilie em tomadas de decis˜oes corretas.

(18)

Desta maneira, prover apoio para a elabora¸c˜ao de um plano de medi¸c˜ao pode se mostrar extremamente ben´efico para as empresas.

1.2

Objetivo

O principal objetivo ´e especificar e prover apoio ferramental para orientar uma empresa a montar um plano de medi¸c˜ao de software seguindo a abordagem GQM (Goal Question Metric) (BASILI et al., 1994; SOLINGEN e BERGHOUT, 1999) e fornecer apoio adicional atrav´es de conhecimento alimentado por especialistas.

O plano resultante deve capturar os objetivos de medi¸c˜ao da organiza¸c˜ao, as ques-t˜oes relacionadas a esses objetivos e as m´etricas que sejam aptas a responder essas ques-t˜oes.

Espera-se, desta forma, auxiliar as empresas na obten¸c˜ao efetiva dos benef´ıcios esperados por um programa de medi¸c˜ao de software.

1.3

Organiza¸

ao da Monografia

Nesse cap´ıtulo foram apresentadas a motiva¸c˜ao, o contexto e os objetivos desse trabalho. A seguir ser˜ao descritos os pr´oximos cap´ıtulos:

No Cap´ıtulo 2, ´e apresentada a fundamenta¸c˜ao te´orica a respeito de medi¸c˜ao de software.

No Cap´ıtulo 3 s˜ao apresentadas a especifica¸c˜ao funcional do sistema a ser desen-volvido e as decis˜oes de projeto.

No Cap´ıtulo 4 s˜ao apresentados o sistema resultante e uma prova de conceito em que o sistema ´e utilizado para gerar um plano de medi¸c˜ao real.

No Cap´ıtulo 5 s˜ao feitas as considera¸c˜oes finais contendo as contribui¸c˜oes, as limi-ta¸c˜oes e os trabalhos futuros.

(19)

Cap´ıtulo 2

Medi¸

ao de Software

Medi¸c˜ao de software ´e uma avalia¸c˜ao quantitativa de qualquer aspecto dos proces-sos e produtos de software, que permite seu melhor entendimento, e com isso, auxilia o planejamento, controle e melhoria do que se produz e de como ´e produzido (BASS et al., 1999 apud ROCHA et al., 2012).

De acordo com DeMarco (1989, p. 3) a importˆancia de se medir software pode ser resumida em uma frase, que diz: “N˜ao se pode controlar o que n˜ao se pode medir”. Fenton e Pfleeger (1997) tamb´em refor¸cam a medi¸c˜ao como uma qualidade essencial de uma boa gest˜ao, pois “n˜ao se pode predizer o que n˜ao se pode medir”.

2.1

Conceitos da Medi¸

ao de Software

Por ser um tema relativamente recente, ainda n˜ao existe um consenso sobre concei-tos e terminologias. A defini¸c˜ao de um vocabul´ario comum foi proposta por BARCELLOS (2009a), atrav´es de uma ontologia de Medi¸c˜ao de Software cujos conceitos est˜ao resumidos a seguir.

• Medida: ´E a quantifica¸c˜ao de atributos de entidades. Divide-se entre medida base (ex.: prazo estimado para o projeto, prazo real do projeto) e medida derivada (ex.: aderˆencia ao prazo do projeto, dada pela raz˜ao entre o prazo real do projeto e o prazo estimado para o projeto). A abordagem GQM se refere a este mesmo conceito como m´etrica.

• Elemento Mensur´avel: Propriedade de uma entidade que pode ser quantificada. Ex.: a medida prazo estimado para o projeto quantifica o elemento mensur´avel

(20)

tempo.

• Entidade Mensur´avel: Entidade que pode ser caracterizada pela quantifica¸c˜ao dos seus atributos. Ex.: a medida prazo estimado para o projeto quantifica o atri-buto tempo da entidade Projeto P.

• Unidade de Medida: Expressa uma medida. Ex.: a medida prazo estimado para o projeto pode ser expressa em horas. A medida aderˆencia ao prazo do projeto n˜ao possui unidade de medida.

• Escala: Indica os valores que podem ser atribu´ıdos a uma medida. Ex.: A medida prazo estimado para o projeto possui uma escala do tipo Absoluta que ´e composta pelos n´umeros reais positivos.

• Procedimento de Medi¸c˜ao: Descreve como a coleta da medida pode ser feita. Ex.: A medida aderˆencia ao prazo do projeto poderia ter como procedimento de medi¸c˜ao: Aplicar a f´ormula de c´alculo de medida que determina a raz˜ao entre o prazo real do projeto e o prazo estimado para o projeto.

• Procedimento de An´alise de Medi¸c˜ao: Descreve como os dados coletados para a medida podem ser representados e analisados. Ex.: A medida aderˆencia ao prazo do projeto poderia ter como procedimento de an´alise: Representar em histograma as taxas de aderˆencia ao prazo dos projetos. Valores superiores a 1 indicam que o projeto levou mais tempo que o previsto, valores menores que 1 indicam que o projeto levou menos que o previsto e valores iguais a 1 indicam que o projeto levou exatamente o tempo que foi previsto. Analisar os valores medidos para os projetos e compar´a-los uns com os outros. Subagrupar os dados e represent´a-los em outros histogramas a fim de identificar e analisar: (i) as diferen¸cas das taxas de acordo com as caracter´ısticas dos projetos; (ii) as diferen¸cas das taxas de acordo com a fase em que o projeto se encontra.

• Defini¸c˜ao Operacional de Medida: Descreve procedimentos sobre medi¸c˜ao e an´ a-lise incluindo o papel dos respons´aveis pela medi¸c˜ao e pela an´alise e os momentos e periodicidade em que as mesmas devem ser feitas.

• Medi¸c˜ao: A¸c˜ao de medir, ou seja, de atribuir um valor a uma medida, execu-tando seu procedimento de medi¸c˜ao. Ex.: medi¸c˜ao do prazo previsto para o projeto obtendo-se o valor 500.

(21)

6 • An´alise de Medi¸c˜ao: An´alise dos dados coletados para uma determinada medida. Ex.: an´alise da aderˆencia ao prazo do projeto, concluindo-se que os projetos que envolveram o uso de nova tecnologia apresentaram uma aderˆencia 10% menor aos prazos previstos do que a m´edia das aderˆencias dos projetos que n˜ao utilizaram novas tecnologias.

• Indicador: Medida utilizada para analisar o alcance a objetivos. Ex.: aderˆencia ao prazo do projeto poderia ser um indicador para o objetivo melhorar a aderˆencia dos projetos aos planos.

2.2

Medi¸

ao nos Modelos de Maturidade de

Soft-ware

Modelos de maturidade de software, como CMMI-DEV e MPS-SW, s˜ao estruturas conceituais que contˆem processos bem definidos capazes de possibilitar que uma organi-za¸c˜ao se desenvolva de maneira planejada.

Al´em da elabora¸c˜ao da avalia¸c˜ao do est´agio atual de uma organiza¸c˜ao e da sua in-ser¸c˜ao em n´ıveis pr´e-definidos, modelos de maturidade tamb´em servem como guias capazes de orientar os passos necess´arios para que uma determinada organiza¸c˜ao possa conduzir-se na busca por excelˆencia.

A seguir s˜ao discutidas as suas caracter´ısticas e como a medi¸c˜ao de software se relaciona com cada um desses modelos.

2.2.1

MPS-SW

O programa MPS.BR (Melhoria do Processo de Software Brasileiro) ´e uma inicia-tiva coordenada pela SOFTEX. Foi criado em 2003 com o intuito de melhorar a qualidade do desenvolvimento de software de pequenas e m´edias empresas nacionais, visando ca-pacitar o software brasileiro para exporta¸c˜ao, tornando-o competitivo para a gera¸c˜ao de neg´ocios no Brasil e no exterior (SANTOS et al., 2012).

Um dos resultados do programa foi a cria¸c˜ao e dissemina¸c˜ao de modelos de ma-turidade, incluindo o modelo de referˆencia MPS-SW, que capacita as empresas em n´ıveis que cont´em boas pr´aticas associadas. O seu objetivo ´e que, atrav´es da boa utiliza¸c˜ao da

(22)

Engenharia de Software, possa se desenvolver software de melhor qualidade e com cus-tos e prazos mais pr´oximos do estimado. Evidˆencias nesta dire¸c˜ao tˆem sido produzidas (TRAVASSOS e KALINOWSKI, 2014).

O MPS apresenta sete n´ıveis de maturidade que relacionam processos e suas capa-cidades, s˜ao eles: A (Em Otimiza¸c˜ao), B (Gerenciado Quantitativamente), C (Definido), D (Largamente Definido), E (Parcialmente Definido), F (Gerenciado) e G (Parcialmente Gerenciado), onde o n´ıvel G ´e considerado como inicial e o A ´e o mais desenvolvido.

A partir do n´ıvel F, a implementa¸c˜ao do processo de medi¸c˜ao passa a ser obri-gat´oria. Neste n´ıvel, o processo de medi¸c˜ao ´e apresentado no MPS-SW com o seguinte prop´osito e resultados esperados (SOFTEX, 2016).

Prop´osito:

O prop´osito do processo de Medi¸c˜ao ´e coletar, armazenar, analisar e relatar os dados relativos aos produtos desenvolvidos e aos processos implementados na organiza¸c˜ao e em seus projetos, de forma a apoiar os objetivos organizacionais.

Nesse sentido, o principal objetivo da medi¸c˜ao ´e auxiliar as tomadas de decis˜oes com sustenta¸c˜ao nos objetivos organizacionais.

O processo de Medi¸c˜ao tem interse¸c˜ao com todos os outros processos do MR-MPS-SW, atrav´es do atributo de processo AP2.1 “a execu¸c˜ao do processo ´e gerenciada”, que exige a medi¸c˜ao dos diferentes processos do modelo, conforme o texto destacado deste atributo: “a execu¸c˜ao do processo ´e monitorada em rela¸c˜ao ao planejado e, quando necess´ario, ajustes s˜ao realizados”(SOFTEX, 2016).

Resultados esperados:

MED 1. Objetivos de medi¸c˜ao s˜ao estabelecidos e mantidos a partir dos objeti-vos de neg´ocio da organiza¸c˜ao e das necessidades de informa¸c˜ao de processos t´ecnicos e gerenciais;

MED 2. Um conjunto adequado de medidas, orientado pelos objetivos de medi-¸c˜ao, ´e identificado e definido, priorizado, documentado, revisado e, quando pertinente, atualizado;

MED 3. Os procedimentos para a coleta e o armazenamento de medidas s˜ao especificados;

MED 4. Os procedimentos para a an´alise das medidas s˜ao especificados; MED 5. Os dados requeridos s˜ao coletados e analisados;

(23)

8 MED 6. Os dados e os resultados das an´alises s˜ao armazenados;

MED 7. Os dados e os resultados das an´alises s˜ao comunicados aos interessados e s˜ao utilizados para apoiar decis˜oes.

2.2.2

CMMI-Dev

Desenvolvido pelo SEI (Software Engineering Institute) da Universidade Carnegie Mellon, o CMMI (Capability Maturity Model ) ´e uma evolu¸c˜ao do CMM composto por boas pr´aticas (Gen´ericas ou Espec´ıficas), fundamentais para se alcan¸car `a maturidade.

O modelo ´e composto por 5 n´ıveis de maturidade: 1 (Inicial), 2 (Gerenciado), 3 (Definido), 4 (Quantitativamente Gerenciado) e 5 (Em Otimiza¸c˜ao), que visam avaliar o grau de maturidade que uma organiza¸c˜ao possui em um dado momento. Al´em disto, possui o prop´osito de atuar como um guia para tornar melhor os processos da organiza¸c˜ao. O modelo referente ao processo de desenvolvimento de produtos e servi¸cos ´e deno-minado CMMI for Development (CMMI-DEV). Neste modelo a medi¸c˜ao de software est´a presente no n´ıvel de maturidade 2 (Gerenciado) em que se encontra a ´area de processos Medi¸c˜ao e An´alise, que tem como objetivo desenvolver e conservar a capacidade de me-di¸c˜ao utilizada para dar apoio as necessidades de informa¸c˜oes gerenciais. A Tabela 2.1 apresenta os objetivos e pr´aticas da ´area de processos Medi¸c˜ao e An´alise do CMMI-DEV. Tabela 2.1: Objetivos e Pr´aticas Espec´ıficas da ´Area de Processo Medi¸c˜ao e An´alise no CMMI-DEV (SEI, 2010) adaptada de (ROCHA et al., 2012).

Objetivo Espec´ıfico 1: Alinhar as ati-vidades de medi¸c˜ao e an´alise

Objetivo Espec´ıfico 2: Fornecer re-sultados das medi¸c˜oes

PE 1.1 - Estabelecer objetivos de medi¸c˜ao PE 2.1 - Coletar dados de medi¸c˜oes PE 1.2 - Especificar medidas PE 2.2 - Analisar dados

PE 1.3 - Especificar procedimentos de

co-leta dos dados e armazenamento PE 2.3 - Armazenar dados e resultados PE 1.4 - Especificar procedimentos de an´

a-lise PE 2.4 - Comunicar resultados

2.3

Abordagens para Medi¸

ao

Um bom planejamento ´e considerado como um elemento essencial para a elabora¸c˜ao de um plano de medi¸c˜ao que seja alinhado aos objetivos estrat´egicos da organiza¸c˜ao, onde

(24)

atrav´es desse alinhamento possa ser poss´ıvel prover uma associa¸c˜ao capaz de gerar os objetivos de medi¸c˜ao.

Muitas vezes, o relacionamento entre os objetivos estrat´egicos e os objetivos de medi¸c˜ao ´e superficial, insuficiente e n˜ao se tem a garantia de que as medidas identificadas atendam corretamente `as necessidades de informa¸c˜ao dos diferentes n´ıveis de gerˆencia da organiza¸c˜ao (ROCHA et al., 2012).

Logo, ´e necess´ario que as organiza¸c˜oes tenham clareza sobre o que cada medida pode informar, tendo consciˆencia da utilidade das medidas que coletam e analisam, ga-rantindo assim que as mesmas possam apoiar a tomada de decis˜ao.

Nas abordagens fundamentadas na defini¸c˜ao de medidas baseadas em objetivos, a primeira quest˜ao n˜ao deve ser “Qual medida deve ser usada?”, mas sim “O que ´e preciso saber ou aprender?”(SEMA 2010). ´E necess´ario partir do pressuposto de que para medir ´e preciso: (i) identificar objetivos de neg´ocio ou uma quest˜ao chave a ser respondida; (ii) determinar as necessidades de informa¸c˜ao necess´arias para determinar se o objetivo foi atingido ou para responder a quest˜ao; (iii) quantificar as necessidades de informa¸c˜ao sob a forma de medidas; e (iv) analisar as medidas para determinar se os objetivos foram alcan¸cados ou se a quest˜ao foi respondida de forma adequada (ALLEN e DAVIS, 2010).

Diante disso, existem dois m´etodos que apoiam o planejamento das medi¸c˜oes, s˜ao eles: GQM (Goal-Question-Metric) (BASILI et al., 1994; SOLINGEN e BERGHOUT, 1999), com as varia¸c˜oes GQ(I)M e GQM+Strategies, e o PSM (Practical Software Mea-surement ) (MCGARRY et al., 2002).

A seguir ser˜ao apresentados os dois m´etodos citados e suas respectivas varia¸c˜oes, por´em para o desenvolvimento desse trabalho foi utilizado apenas o m´etodo GQM, que possui uma estrutura simples e, de acordo com (ROCHA et al., 2012), ´e o mais usado pela ind´ustria de software.

2.3.1

etodo GQM (Goal Question Metric)

O GQM (BASILI et al., 1994; SOLINGEN e BERGHOUT, 1999) ´e um dos m´etodos mais utilizados para o aux´ılio da defini¸c˜ao de medidas devido ao fato do seu uso ser considerado simples. Sua estrutura top-down permite a defini¸c˜ao das medidas atrav´es das quest˜oes associadas aos objetivos de medi¸c˜ao.

(25)

orga-10 niza¸c˜ao precisa definir seus objetivos e os objetivos dos seus projetos para posteriormente fazer as associa¸c˜oes com os dados que forem necess´arios.

A aplica¸c˜ao do GQM resulta em uma estrutura hier´arquica composta por trˆes n´ıveis:

(i) N´ıvel Conceitual – Objetivos (ii) N´ıvel Operacional – Quest˜oes (iii) N´ıvel Quantitativo – Medida

Atrav´es da abordagem top-down, ´e feita a defini¸c˜ao dos objetivos de medi¸c˜ao e estes s˜ao refinados em quest˜oes. Posteriormente, medidas s˜ao definidas com o intuito de responder `as quest˜oes. Analisando as medidas, ´e poss´ıvel saber sobre o grau de alcance dos objetivos (BASILI et al., 1994; SOLINGEN e BERGHOUT, 1999).

A Figura 2.2 ilustra a estrutura hier´arquica do m´etodo GQM que ´e usada para a defini¸c˜ao das medidas.

Figura 2.1: Estrutura hier´arquica GQM adaptada de (BASILI et al., 1994) Um exemplo de aplica¸c˜ao do GQM para a defini¸c˜ao de medidas encontra-se a seguir.

Diante de um cen´ario onde uma organiza¸c˜ao tenha como objetivo entregar seus projetos de software dentro do prazo planejado, o uso do GQM se aplicaria da seguinte forma:

Objetivo: Entregar dentro do Prazo.

Quest˜ao: Estamos atingindo o cronograma? M´etrica: Schedule Performance Index.

F´ormula: SPI = (Earned Value)/(Planned Value).

(26)

Plano de Medi¸c˜ao e An´alise que deve conter as seguintes informa¸c˜oes (SOLINGEN e BERGHOUT, 1999):

• Defini¸c˜ao das medidas.

• Poss´ıveis valores para as medidas.

• Procedimentos para coleta das medidas, que podem ser manuais ou automati-zados.

• Responsabilidade pela coleta das medidas.

• Defini¸c˜ao do momento em que a coleta deve ser realizada. • Procedimentos para an´alise das medidas.

• Forma de apresenta¸c˜ao dos dados para os envolvidos.

2.3.2

etodo GQ(I)M (Goal Question (Indicator ) Measure)

O m´etodo GQ(I)M ´e uma modifica¸c˜ao do m´etodo GQM, onde a proposta ´e ali-nhar medidas e indicadores com os objetivos. A ideia presente nesse m´etodo ´e a de que identificar quest˜oes e medidas sem a presen¸ca de um indicador nem sempre ´e suficiente.

A seguir s˜ao apresentados os passos necess´arios ao uso do m´etodo GQ(I)M (GO-ETHERT e FISHER, 2003; ALLEN e DAVIS, 2010; BARRETO, 2011):

1. Identificar e priorizar os objetivos de neg´ocio da organiza¸c˜ao.

2. Identificar o que se deseja conhecer para entender, avaliar, predizer ou melhorar as atividades relacionadas ao alcance dos objetivos.

3. Identificar os subobjetivos, o que significa traduzir os objetivos de alto n´ıvel em subobjetivos relacionados `as atividades.

4. Identificar entidades e atributos relacionados aos subobjetivos e necess´arios `a medi¸c˜ao.

5. Formalizar os objetivos de medi¸c˜ao.

6. Identificar quest˜oes quantific´aveis e indicadores relacionados `as quest˜oes que ser˜ao usados para apoiar o alcance dos objetivos.

7. Identificar os elementos de dados que ser˜ao coletados para compor os indicadores que ajudar˜ao a responder `as quest˜oes.

(27)

12 9. Identificar as a¸c˜oes que ser˜ao realizadas para implementar as medidas.

10. Preparar um plano para implementar as medidas.

2.3.3

etodo GQM+Strategies

O m´etodo GQM+Strategies (BASILI et al., 2007) ´e uma extens˜ao da abordagem GQM que tem como objetivo o alinhamento da medi¸c˜ao de software com as estrat´egias de neg´ocio das organiza¸c˜oes.

O GQM+Strategies surgiu para satisfazer a necessidade de integra¸c˜ao dos objetivos de medi¸c˜ao de software com os objetivos de n´ıveis mais altos das organiza¸c˜oes. A sua proposta ´e fornecer um mecanismo de integra¸c˜ao entre objetivos de medi¸c˜ao de software aos objetivos de mais alto n´ıvel da organiza¸c˜ao e aos objetivos e estrat´egias do neg´ocio como um todo.

A Figura 2.3 mostra a composi¸c˜ao do m´etodo GQM+Strategies com acr´escimo de extens˜oes no topo do m´etodo GQM, deixando claros os objetivos de neg´ocio, as estrat´egias e os objetivos de software.

Figura 2.2: GQM+Strategies (ROCHA et al., 2012) adaptado de (BASILI et al., 2007) GQM+Strategies ´e composto pelos seguintes passos:

1. Selecionar os objetivos de neg´ocio da organiza¸c˜ao.

2. Identificar estrat´egias que apoiam a identifica¸c˜ao dos objetivos espec´ıficos de software que contribuem para o alcance dos objetivos de neg´ocio.

(28)

4. Identificar cen´arios, isto ´e, um conjunto de a¸c˜oes necess´arias para se alcan¸car o objetivo de software.

5. Definir objetivos de medi¸c˜ao a partir dos cen´arios.

6. Derivar quest˜oes e medidas a partir dos objetivos de medi¸c˜ao.

2.3.4

etodo PSM (Practical Software Measuremen )

O PSM ´e um m´etodo de medi¸c˜ao proposto pela ISO/IEC 15939 (ISO/IEC, 2007) com diretrizes guiadas pela necessidade de informa¸c˜ao da organiza¸c˜ao, onde para cada necessidade encontrada ´e gerado um produto de informa¸c˜ao. Um Modelo de Informa¸c˜ao de Medi¸c˜ao ´e considerado para estabelecer essa associa¸c˜ao.

Atrav´es do Modelo de Informa¸c˜ao de Medi¸c˜ao, para cada necessidade de infor-ma¸c˜ao, pelo menos um conceito mensur´avel ´e determinado em rela¸c˜ao `as entidades que podem ser medidas. Essas entidades contˆem atributos que recebem a aplica¸c˜ao de m´ eto-dos de medi¸c˜ao com o intuito de gerar medidas base que ser˜ao associadas por fun¸c˜oes de medi¸c˜ao para constituir medidas derivadas.

Medidas s˜ao interpretadas por meio de modelos de an´alise e geram indicadores atrav´es dos quais ´e poss´ıvel obter produtos de informa¸c˜ao que atendem `as necessidades de informa¸c˜ao anteriormente identificadas.

O PSM possui dois componentes, um Modelo de Informa¸c˜ao de Medi¸c˜ao e um Processo de Medi¸c˜ao. A Figura 2.3 apresenta o Modelo de Informa¸c˜ao de Medi¸c˜ao, que tem o intuito de estabelecer a associa¸c˜ao entre as medidas definidas e as necessidades de informa¸c˜ao. A Figura 2.4, por sua vez, representa a evolu¸c˜ao das necessidades de informa¸c˜ao at´e a gera¸c˜ao de um plano de medi¸c˜ao.

(29)

14

Figura 2.3: Modelo de Informa¸c˜ao de Medi¸c˜ao (ISO/IEC, 2007).

Figura 2.4: Evolu¸c˜ao da Necessidade de Informa¸c˜ao at´e o Plano de Medi¸c˜ao (McGARRY et al., 2002).

2.4

Defini¸

ao dos Procedimentos de Coleta,

Armaze-namento e An´

alise dos Dados

Posteriormente a defini¸c˜ao das medidas, o passo seguinte consiste na defini¸c˜ao dos procedimentos de coleta e armazenamento dos dados. Como o desenvolvimento de software ´e uma tarefa intelectual, a coleta de dados muitas vezes precisa ser feita de forma

(30)

manual.

Coletas manuais, por serem realizadas por pessoas, est˜ao sujeitas ao vi´es de quem coleta o dado (voluntaria ou involuntariamente), podendo ocorrer erros, omiss˜oes e atrasos. O ideal seria que a coleta fosse sempre feita de forma autom´atica. Por´em, isso nem sempre ´e poss´ıvel. Para garantir que a coleta seja feita de forma adequada, ´e necess´ario definir como ela ser´a realizada (FENTON e PFLEEGER, 1997).

Uma defini¸c˜ao clara dos m´etodos de coleta dos dados pode auxiliar para que os dados sejam coletados de forma correta e uniforme. Para isso, se faz necess´ario identificar: (i) a frequˆencia com que ser´a realizada a coleta; (ii) o respons´avel pela coleta; (iii) formu-l´arios e/ou ferramentas utilizadas para a coleta; (iv) instru¸c˜oes e guias de apoio `a coleta de dados; (v) o local de armazenamento dos dados; (vi) o respons´avel pelo armazenamento, recupera¸c˜ao e seguran¸ca dos dados (SEI, 2010; SOFTEX, 2011b).

Outro aspecto importante ´e a forma como os dados ser˜ao armazenados de modo que se possa garantir a sua seguran¸ca e recupera¸c˜ao. Os modelos CMMI-DEV (SEI, 2010) e MR-MPS (SOFTEX, 2011a), possuem requisitos para a defini¸c˜ao de um reposit´orio de medidas.

A defini¸c˜ao do procedimento de an´alise conta com a sele¸c˜ao dos m´etodos e fer-ramentas para a an´alise dos dados, que inclui: (i) escolher as t´ecnicas de apresenta¸c˜ao mais adequadas (por exemplo, tipos de gr´afico); (ii) escolher a estat´ıstica descritiva (por exemplo, m´edia, mediana ou moda); (iii) definir os crit´erios para amostragem quando n˜ao for adequado analisar todos os dados; (iv) definir como ser´a realizada a an´alise caso faltem dados; e (v) selecionar as ferramentas de an´alise (SEI, 2010; FLORAC e CARLETON, 1999).

2.5

Considera¸

oes Finais

Nesse cap´ıtulo foram apresentados conceitos referentes a medi¸c˜ao de software, me-di¸c˜ao nos modelos de maturidade de software, abordagens para medi¸c˜ao de software e procedimentos para coleta, armazenamento e an´alise dos dados. A compreens˜ao destes conceitos serviu como base para a defini¸c˜ao da especifica¸c˜ao de um sistema de apoio para a cria¸c˜ao de planos de medi¸c˜ao seguindo a abordagem GQM. A especifica¸c˜ao funcional ser´a abordada no pr´oximo cap´ıtulo.

(31)

Cap´ıtulo 3

Especifica¸

ao do Sistema de Apoio a

Gera¸

ao de Planos de Medi¸

ao de

Software

Nesse cap´ıtulo ser´a apresentada a especifica¸c˜ao do sistema, contendo o escopo do software, os requisitos funcionais e n˜ao funcionais, o modelo conceitual de classes do dom´ınio, o diagrama de casos de uso e a descri¸c˜ao dos casos de uso e dos atores.

3.1

Escopo do Software

O Sistema de Apoio para a Gera¸c˜ao de Planos de Medi¸c˜ao de Software ser´a baseado na metodologia GQM (Goal-Question-Metric Paradigm) e prover´a as seguintes funciona-lidades:

• Manter usu´arios (nome, e-mail, senha, empresa).

• Manter (selecionar) os objetivos de medi¸c˜ao da organiza¸c˜ao. • Manter (selecionar) o refinamento dos objetivos em quest˜oes.

• Manter (selecionar) as poss´ıveis m´etricas que respondam as quest˜oes, incluindo: Nome da m´etrica, Descri¸c˜ao, F´ormula, Indicador, Procedimento para coleta das medidas, Responsabilidade pela coleta das medidas, Procedimento para an´alise das medidas, Frequˆencia de an´alise dos dados, Fonte de dados e Local para reportar o resultado da medi¸c˜ao.

(32)

• Gerar o plano de medi¸c˜ao completo.

• Manter a base de conhecimento alimentada por especialistas que pode ser utili-zada pelas empresas em seus planos.

– Cadastrar objetivos reutiliz´aveis. – Cadastrar quest˜oes reutiliz´aveis. – Cadastrar m´etricas reutiliz´aveis. • N˜ao fazem parte do escopo do software:

– Coletar, armazenar, analisar e reportar dados referentes `as m´etricas em projetos de software.

3.2

Especifica¸

ao Funcional

3.2.1

Modelo Conceitual de Classes do Dom´ınio

(33)

18

3.2.2

Requisitos N˜

ao-Funcionais

A Tabela 3.1 mostra os requisitos n˜ao funcionais do sistema. Tabela 3.1: Requisitos N˜ao-Funcionais

Seguran¸ca RNF1:

O sistema ter´a um procedimento de autentica¸c˜ao atrav´es de login e senha, somente usu´arios cadastrados poder˜ao ter acesso as suas funcionalidades.

Tecnol´ogico RNF2: O sistema ser´a desenvolvido para a plataforma Web.

3.2.3

Requisitos Funcionais

A Tabela 3.2 mostra as funcionalidades pensadas para o sistema. Tabela 3.2: Requisitos Funcionais

RF1: O software deve permitir que o Administrador mantenha Empresas.

RF2: O software deve permitir que o Administrador mantenha usu´arios associados `

as empresas.

RF3: O software deve permitir que o usu´ario mantenha os objetivos de medi¸c˜ao da sua organiza¸c˜ao, podendo selecionar objetivos pr´e-cadastrados.

RF4: O software deve permitir que o usu´ario mantenha refinamentos de objetivos em quest˜oes.

RF5:

O software deve permitir que o usu´ario mantenha as poss´ıveis m´etricas que respondam a cada quest˜ao, incluindo: Nome da m´etrica, Descri¸c˜ao, F´ormula, Indicador, Procedimento para coleta das medidas, Responsabilidade pela co-leta das medidas, Procedimento para an´alise das medidas, Frequˆencia de an´ a-lise dos dados, Fonte de dados e Local para reportar o resultado da medi¸c˜ao. RF6: O software deve ser capaz de gerar um plano de medi¸c˜ao completo.

RF7: O software deve ser capaz de permitir que o Administrador cadastre objetivos de medi¸c˜ao reutiliz´aveis.

RF8: O software deve ser capaz de permitir que o Administrador cadastre quest˜oes reutiliz´aveis.

RF9: O software deve ser capaz de permitir que o Administrador cadastre m´etricas reutiliz´aveis.

(34)

Na Tabela 3.3 s˜ao descritos os pap´eis exercidos por cada tipo de usu´ario do sistema. Tabela 3.3: Descri¸c˜ao dos Atores

Nome Descri¸c˜ao Administrador

Usu´ario do sistema respons´avel por cadastrar empresas e usu´arios associados `as mesmas. Respons´avel tamb´em por manter a base de dados que cont´em objetivos de medi¸c˜ao, quest˜oes e m´etricas reutili-z´aveis.

Usu´ario Respons´avel por montar o plano de medi¸c˜ao da sua empresa, po-dendo fazer uso da base que cont´em dados pr´e-cadastrados.

3.3

Diagrama de Caso de Uso

O diagrama de caso de uso encontra-se na Figura 3.2. Neste diagrama ´e poss´ıvel observar que o Administrador ser´a respons´avel por cadastrar empresas e usu´arios. Um usu´ario cadastrado, por sua vez, ser´a capaz de manter planos de medi¸c˜ao. Ao realizar a manuten¸c˜ao dos planos, ele poder´a opcionalmente cadastrar objetivos de medi¸c˜ao, ou selecion´a-los de uma lista pr´e-cadastrada. No contexto da manuten¸c˜ao de um objetivo de medi¸c˜ao, quest˜oes e m´etricas podem ser adicionadas, assim como os atributos das m´etricas.

(35)

20

(36)

3.4

Descri¸

ao dos Casos de Uso

3.4.1

UC01 – Manter Empresas

Objetivo: Este caso de uso tem como objetivo permitir a inclus˜ao, altera¸c˜ao ou exclus˜ao dos dados relacionados as empresas.

Ator: Administrador.

Trigger: O ator seleciona a op¸c˜ao Empresas. Fluxo principal:

1. O sistema apresenta a tela da Figura 3.3:

Figura 3.3: Tela principal de Empresas

2. Em caso de inclus˜ao, o ator seleciona a op¸c˜ao Nova Empresa [A1]. Fluxo alternativo:

[A1] O ator selecionou a op¸c˜ao Nova Empresa. 1. O sistema apresenta a tela da Figura 3.4:

(37)

22

Figura 3.4: Tela de Cadastro de Empresa 2. O ator digita as informa¸c˜oes solicitadas.

3. O ator seleciona a op¸c˜ao Salvar. P´os-Condi¸c˜oes:

1. O sistema armazena os dados.

2. Os dados ficam dispon´ıveis para consulta. Edi¸c˜ao:

1. Em caso de altera¸c˜ao, o sistema exibe os dados cadastrados e os habilita para edi¸c˜ao.

2. O usu´ario edita e salva as altera¸c˜oes feitas.

3. O sistema atualiza os dados cadastrais da empresa. Exclus˜ao:

1. Em caso de exclus˜ao, o sistema solicita a confirma¸c˜ao. 2. Se confirmado, o sistema exclui os dados do sistema.

3.4.2

UC02 – Manter Usu´

arios

Objetivo: Este caso de uso tem como objetivo permitir a inclus˜ao, altera¸c˜ao ou exclus˜ao dos dados relacionados aos usu´arios.

Ator: Administrador.

(38)

Fluxo Principal:

1. O sistema apresenta a tela da Figura 3.5:

Figura 3.5: Tela principal de Usu´arios

2. No caso de inclus˜ao, o ator seleciona a op¸c˜ao Novo Usu´ario [A1]. Fluxo Alternativo:

[A1] O ator selecionou a op¸c˜ao Novo Usu´ario. 1. O sistema apresenta a tela da Figura 3.6:

(39)

24 2. O ator digita as informa¸c˜oes solicitadas.

3. O ator seleciona a op¸c˜ao Salvar. P´os-Condi¸c˜oes:

1. O sistema armazena os dados.

2. Os dados ficam dispon´ıveis para consulta. Edi¸c˜ao:

1. Em caso de altera¸c˜ao, o sistema exibe os dados cadastrados e os habilita para edi¸c˜ao.

2. O usu´ario edita e salva as altera¸c˜oes feitas.

3. O sistema atualiza os dados cadastrais do usu´ario. Exclus˜ao:

1. Em caso de exclus˜ao, o sistema solicita a confirma¸c˜ao. 2. Se confirmado, o sistema exclui os dados do sistema.

3.4.3

UC03 – Manter Plano

Objetivo: Este caso de uso tem como objetivo permitir a inclus˜ao, altera¸c˜ao ou exclus˜ao dos dados relacionados aos planos de medi¸c˜ao.

Atores: Administrador e Usu´arios.

Trigger: O ator seleciona a op¸c˜ao Novo Plano em Plano de Medi¸c˜ao. Fluxo Principal:

(40)

Figura 3.7: Tela inicial do Plano 2. O ator seleciona a op¸c˜ao Novo Objetivo [E1]. Extens˜ao:

1. [E1] O ator selecionou a op¸c˜ao Novo Objetivo.

2. O caso de uso UC04 Manter Objetivo de Medi¸c˜ao ´e acionado.

3.4.4

UC04 - Manter Objetivo de Medi¸

ao

Objetivo: Este caso de uso tem como objetivo permitir a inclus˜ao, altera¸c˜ao ou exclus˜ao dos dados relacionados aos objetivos de medi¸c˜ao.

Atores: Administrador e Usu´arios. Regra de neg´ocio:

RN1: Se o cadastro do novo objetivo for feito pelo administrador, o mesmo torna-se reutiliz´avel, podendo ser aproveitado por usu´arios comuns posteriormente durante a confec¸c˜ao dos seus planos.

RN2: Se o cadastro do novo objetivo for feito por um usu´ario comum, o mesmo ´e salvo no seu plano atual.

Fluxo Prinipal:

(41)

26

Figura 3.8: Tela de cadastro de objetivo 2. O ator informa o novo objetivo.

3. O ator seleciona a op¸c˜ao salvar P´os-Condi¸c˜oes:

1. O sistema armazena os dados.

2. Os dados ficam dispon´ıveis para consulta. Extens˜ao:

[E1] O ator seleciona a op¸c˜ao de buscar por objetivos, quest˜oes e m´etricas pr´ e-cadastradas.

1. O caso de uso UC05 Selecionar Objetivos de Medi¸c˜ao, Quest˜oes e M´etricas pr´e-cadastradas ´e acionado.

3.4.5

UC05 - Selecionar Objetivos de Medi¸

ao, Quest˜

oes e M´

e-tricas pr´

e-cadastradas

Fluxo Principal:

(42)

Figura 3.9: Tela de Objetivos de medi¸c˜ao pr´e-cadastrados

2. O ator seleciona o(s) objetivo(s) de medi¸c˜ao dentre os pr´e-cadastrados. 3. O ator seleciona a op¸c˜ao Salvar.

P´os-Condi¸c˜oes:

1. O sistema armazena os dados.

2. Os dados ficam dispon´ıveis para consulta. 3. O sistema apresenta a tela da Figura 3.10:

(43)

28 Edi¸c˜ao:

1. Em caso de altera¸c˜ao, o sistema exibe os dados cadastrados e os habilita para edi¸c˜ao.

2. O usu´ario edita e salva as altera¸c˜oes feitas.

3. O sistema atualiza os dados cadastrais do objetivo de medi¸c˜ao. Exclus˜ao:

1. Em caso de exclus˜ao, o sistema solicita a confirma¸c˜ao. 2. Se confirmado, o sistema exclui os dados do sistema. Extens˜ao:

[E2] O ator seleciona a op¸c˜ao cadastrar quest˜ao e m´etrica. 1. O caso de uso UC06 Manter Quest˜oes e M´etricas ´e acionado.

3.4.6

UC06 – Manter Quest˜

oes e M´

etricas

Objetivo: Este caso de uso tem como objetivo permitir a inclus˜ao, altera¸c˜ao ou exclus˜ao dos dados relacionados as quest˜oes e m´etricas.

Atores: Administrador e Usu´arios.

Trigger: O ator seleciona a op¸c˜ao cadastrar quest˜oes e m´etricas. Regra de neg´ocio:

RN1: Se o cadastro das quest˜oes e m´etricas for feito pelo administrador, o mesmo torna-se reutiliz´avel, podendo ser aproveitado por usu´arios comuns posteriormente durante a confec¸c˜ao dos seus planos.

RN2: Se o cadastro das quest˜oes e m´etricas for feito por um usu´ario comum, o mesmo ´e salvo no seu plano atual.

Fluxo Principal:

(44)

Figura 3.11: Tela de cadastro de quest˜ao e m´etrica

2. O ator informa a quest˜ao e a(s) sua(s) respectiva(s) m´etrica(s) a ser(em) cadas-trada(s).

3. O ator seleciona a op¸c˜ao salvar. P´os-Condi¸c˜oes:

1. O sistema armazena os dados.

2. Os dados ficam dispon´ıveis para consulta. 3. O sistema exibe a tela da Figura 3.12:

(45)

30

Figura 3.12: Tela de plano em andamento Edi¸c˜ao:

1. Em caso de altera¸c˜ao, o sistema exibe os dados cadastrados e os habilita para edi¸c˜ao.

2. O usu´ario edita e salva as altera¸c˜oes feitas.

3. O sistema atualiza os dados cadastrais das quest˜oes e m´etricas. Exclus˜ao:

1. Em caso de exclus˜ao, o sistema solicita a confirma¸c˜ao. 2. Se confirmado, o sistema exclui os dados do sistema. Extens˜ao:

[E3] O ator seleciona a op¸c˜ao para cadastrar os atributos da m´etrica. 1. O caso de uso UC07 Manter os atributos das m´etricas ´e acionado.

3.4.7

UC07 – Manter os atributos das m´

etricas

Objetivo: Este caso de uso tem como objetivo permitir a inclus˜ao, altera¸c˜ao ou exclus˜ao dos dados relacionados aos atributos das m´etricas.

Atores: Administrador e Usu´arios.

Trigger: O ator seleciona a op¸c˜ao para cadastrar os atributos das m´etricas. Fluxo Principal:

(46)

Figura 3.13: Tela de cadastro dos atributos da m´etrica 2. O ator informa os atributos da m´etrica.

3. O ator seleciona a op¸c˜ao salvar. P´os-Condi¸c˜oes:

1. O sistema armazena os dados.

2. Os dados ficam dispon´ıveis para consulta. Edi¸c˜ao:

1. Em caso de altera¸c˜ao, o sistema exibe os dados cadastrados e os habilita para edi¸c˜ao.

2. O usu´ario edita e salva as altera¸c˜oes feitas.

3. O sistema atualiza os dados cadastrais da empresa. Exclus˜ao:

1. Em caso de exclus˜ao, o sistema solicita a confirma¸c˜ao. 2. Se confirmado, o sistema exclui os dados do sistema.

(47)

32

3.5

Decis˜

oes de Projeto

Para o desenvolvimento do sistema feito nesse trabalho, foi usada a tecnologia Ruby on Rails que ´e um framework para o desenvolvimento de aplica¸c˜oes Web com base no padr˜ao de arquitetura MVC (Model-View-Controller ), dado que a mesma atendia as necessidades do projeto. O banco de dados MySQL foi usado para fazer a persistˆencia dos dados. O framework front-end bootstrap tamb´em foi utilizado.

3.6

Considera¸

oes Finais

Neste cap´ıtulo foi apresentada a especifica¸c˜ao funcional pensada para o sistema de apoio para a gera¸c˜ao de planos de medi¸c˜ao. O pr´oximo cap´ıtulo apresentar´a o sistema resultante e uma prova de conceito da sua utiliza¸c˜ao.

(48)

Cap´ıtulo 4

O sistema de apoio para a gera¸

ao de

planos de medi¸

ao de software

O sistema resultante ser´a abordado a seguir sob a ´otica dos seus usu´arios, deixando claros os pap´eis que cada um pode exercer.

4.1

Administrador

4.1.1

Manter Empresas

A p´agina referente ao caso de uso Manter Empresas encontra-se na Figura 4.1. Atrav´es dela ´e poss´ıvel visualizar, cadastrar, editar e apagar empresas, fun¸c˜oes dispon´ıveis somente para o Administrador do sistema.

(49)

34

Figura 4.1: P´agina principal de Empresas

4.1.2

Manter Usu´

arios

A p´agina referente ao caso de uso Manter Usu´arios encontra-se na Figura 4.2. Atrav´es dela ´e poss´ıvel visualizar, cadastrar, editar e apagar usu´arios, fun¸c˜oes dispon´ı-veis somente para o Administrador do sistema. Atrav´es dessa p´agina tamb´em ´e feita a associa¸c˜ao dos usu´arios com as empresas das quais eles pertencem.

(50)

4.1.3

Pr´

e-cadastros

A P´agina composta por dados pr´e-cadastrados pelo Administrador do sistema encontra-se na Figura 4.3. As informa¸c˜oes dispon´ıveis nela podem ser utilizados pelos usu´arios comuns durante a elabora¸c˜ao dos seus planos.

Figura 4.3: P´agina de dados Pr´e-Cadastros

4.2

Usu´

ario

4.2.1

Objetivos de Medi¸

ao, Quest˜

oes e M´

etricas

A p´agina referente aos casos de uso Manter Objetivos de Medi¸c˜ao, Manter Ques-t˜oes, Manter M´etricas e Manter os Atributos das M´etricas encontra-se na Figura 4.4. Atrav´es da mesma ´e poss´ıvel visualizar, cadastrar, editar e apagar objetivos, quest˜oes, m´etricas e os atributos das m´etricas.

(51)

36

Figura 4.4: P´agina de Objetivos de Medi¸c˜ao, Quest˜oes, M´etricas e Atributos das M´etricas

4.2.2

Selecionar dados pr´

e-cadastrados

A p´agina referente ao caso de uso Selecionar Objetivos de Medi¸c˜ao, Quest˜oes e M´etricas pr´e-cadastradas encontra-se na Figura 4.5. Atrav´es da mesma os usu´arios co-muns podem fazer uso da base de conhecimento mantida pelo administrador do sistema, inserindo esses dados em seus planos.

(52)

4.3

Prova de Conceito: Criando um Plano de

Medi-¸

ao Real

Para a realiza¸c˜ao da prova de conceito, foi utilizado um Plano de Medi¸c˜ao real de uma empresa que foi feito antes da elabora¸c˜ao do sistema. O exemplo utilizado encontra-se no Anexo A.

4.3.1

Objetivos de Medi¸

ao

Nessa p´agina, Figura 4.6, foram adicionados os objetivos e suas respectivas quest˜oes e m´etricas existentes no plano de medi¸c˜ao utilizado.

Figura 4.6: P´agina de Objetivos de Medi¸c˜ao

4.3.2

Quest˜

oes e M´

etricas

Nessa p´agina, Figura 4.7, ´e poss´ıvel ver como as quest˜oes e m´etricas s˜ao apresen-tadas no sistema.

(53)

38

Figura 4.7: P´agina de Quest˜oes e M´etricas

4.3.3

Gera¸

ao do plano

Nessa p´agina, Figura 4.8, ´e poss´ıvel ver a gera¸c˜ao do plano contendo os objetivos, quest˜oes, m´etricas e a descri¸c˜ao das m´etricas.

Figura 4.8: P´agina de gera¸c˜ao do Plano contendo os objetivos, quest˜oes, m´etricas e des-cri¸c˜ao das m´etricas

Na mesma p´agina tamb´em ´e poss´ıvel visualizar cada m´etrica informada durante o plano e seus respectivos atributos, como mostra a Figura 4.9. Os espa¸cos em branco representam os dados faltantes exigidos pelo GQM, mas que n˜ao foram informados durante a elabora¸c˜ao do Plano, destacando assim a importˆancia da utiliza¸c˜ao de uma ferramenta

(54)

de apoio para a gera¸c˜ao de planos de medi¸c˜ao, tendo em vista que o plano usado como exemplo foi feito sem o aux´ılio de nenhuma ferramenta de apoio espec´ıfica para a gera¸c˜ao de planos de medi¸c˜ao.

Figura 4.9: P´agina de gera¸c˜ao do Plano contendo os atributos das m´etricas

4.4

Trabalhos Relacionados

A Esta¸c˜ao TABA ´e um meta-ambiente capaz de gerar, atrav´es de instancia¸c˜ao, am-bientes de desenvolvimento de software (ADS) adequados `as particularidades de processos de desenvolvimento e de projetos espec´ıficos (ROCHA et al., 2005).

A TABA apoia as atividades de medi¸c˜ao e an´alise baseadas no m´etodo GQM (Goal Question Metric) (SCHNAIDER et al., 2004). Este apoio possui como objetivo garantir que o procedimento de medi¸c˜ao seja feito de forma consistente, fazendo com que os dados necess´arios para a sua an´alise sejam facilmente obtidos de documentos preenchidos pela equipe durante o decorrer dos projetos.

A proposta aqui apresentada se distingue pela possibilidade de cadastrar objetivos de medi¸c˜ao (com quest˜oes e m´etricas) reutiliz´aveis e ajust´aveis que podem ser utilizados durante a confec¸c˜ao dos planos e por n˜ao apoiar o registro e a an´alise de medi¸c˜oes. Outra diferen¸ca ´e a plataforma tecnol´ogica, j´a que o apoio fornecido pelo TABA ´e desktop e integrado em uma infraestrutura maior, enquanto o aqui descrito ´e auto contido e pode ser disponibilizado atrav´es da Web.

(55)

40

4.5

Considera¸

oes Finais

Neste cap´ıtulo foi apresentado o uso do sistema atrav´es dos seus casos de uso e tamb´em uma prova de conceito de utiliza¸c˜ao do sistema feita com um plano de medi¸c˜ao real. O pr´oximo cap´ıtulo abordar´a sobre as contribui¸c˜oes, limita¸c˜oes e trabalhos futuros idealizados para esse projeto.

(56)

Cap´ıtulo 5

Considera¸

oes Finais

5.1

Contribui¸

oes

Este trabalho tem como principal contribui¸c˜ao a proposta de prover apoio ferra-mental para que as empresas possam criar seus planos de medi¸c˜ao de software seguindo o que prop˜oe a metodologia GQM. Ao utilizar esse sistema, o usu´ario tem a possibilidade de preencher as informa¸c˜oes requeridas pelo m´etodo GQM, caso contr´ario, o mesmo teria uma maior dificuldade em garantir que o seu plano de medi¸c˜ao fosse feito de maneira correta.

Atrav´es de uma prova de conceito utilizando um plano de medi¸c˜ao real, o sistema mostrou-se ´util em seu prop´osito, fazendo com o que o usu´ario preenchesse os dados requeridos para a confec¸c˜ao do plano e ao final gerou um plano de medi¸c˜ao completo com os dados informados que podem ser consultados a qualquer momento.

De forma detalhada, as contribui¸c˜oes da monografia como um todo est˜ao listadas abaixo:

• Provimento de uma revis˜ao bibliogr´afica a respeito dos conceitos b´asicos de medi¸c˜ao de software.

• Elabora¸c˜ao de uma especifica¸c˜ao funcional para um sistema de apoio `a gera¸c˜ao de planos de medi¸c˜ao de software.

• Projeto e implementa¸c˜ao do software correspondente.

• Realiza¸c˜ao de uma avalia¸c˜ao inicial da viabilidade de utilizar o software para gerar um plano de medi¸c˜ao real.

(57)

42

5.2

Limita¸

oes

As principais limita¸c˜oes do presente trabalho est˜ao relacionadas ao seu escopo, j´a que o foco do trabalho foi na gera¸c˜ao de planos de medi¸c˜ao e n˜ao no apoio `as tarefas de medi¸c˜ao em si. Destacam-se as seguintes:

• N˜ao permitir selecionar objetivos de medi¸c˜ao com marca¸c˜oes (tags) que repre-sentem caracter´ısticas com as quais se relacionam, de modo a facilitar a futura reutiliza¸c˜ao.

• N˜ao apoiar a coleta, registro, an´alise e comunica¸c˜ao das medidas em projetos de desenvolvimento de software.

• N˜ao realizar controle estat´ıstico de processos, etc.

5.3

Trabalhos Futuros

Tendo em vista as limita¸c˜oes, a evolu¸c˜ao do que prop˜oe inicialmente esse sistema de aux´ılio para elabora¸c˜ao de planos de medi¸c˜ao, poder´a ser composta por funcionalidades como:

De acordo com a caracter´ıstica a ser medida (por exemplo, tamanho, esfor¸co), escolhida pelo usu´ario, o sistema poder´a sugerir objetivos de medi¸c˜ao, quest˜oes e m´etricas pr´e-cadastradas associadas a esta caracter´ıstica.

Apoiar a coleta, armazenamento, an´alise e comunica¸c˜ao dos dados relativos as medi¸c˜oes.

Atrav´es da an´alise dos indicadores informados, o sistema poder´a sinalizar sobre as situa¸c˜oes em que os projetos se encontram.

Aplicar o controle estat´ıstico de processos, para realizar a execu¸c˜ao da an´alise sobre o comportamento dos mesmos.

O controle estat´ıstico de processos pode ser entendido como uma evolu¸c˜ao do pro-cesso de medi¸c˜ao que utiliza gr´aficos de controle e m´etodos estat´ısticos espec´ıficos para fazer a an´alise dos dados coletados para a medi¸c˜ao. Os gr´aficos possibilitam o controle es-tat´ıstico porque mostram as varia¸c˜oes no comportamento dos processos, permitindo assim a an´alise da sua estabilidade.

(58)

Atrav´es da associa¸c˜ao de m´etodos estat´ısticos com an´alises cronol´ogicas, o controle estat´ıstico de processos possibilita a detec¸c˜ao de mudan¸cas e tendˆencias no comportamento dos processos ao longo do tempo (BENNEYAN et al., 2003).

No geral, a medi¸c˜ao tradicional faz o acompanhamento peri´odico (bimestral, men-sal, quinzenal, etc.), j´a o controle estat´ıstico tem como finalidade um acompanhamento mais frequente, `as vezes di´ario, do comportamento dos processos.

(59)

Referˆ

encias Bibliogr´

aficas

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(63)

Anexo A - Plano de Medi¸

ao de uma

empresa real

Introdu¸c˜ao

O prop´osito do Plano de M´etricas ´e definir as m´etricas que ir˜ao dar suporte `a gerˆencia para tomar decis˜oes baseadas em informa¸c˜oes para promover qualidade, produti-vidade e melhoria de processo. Este plano assegura que as m´etricas definidas s˜ao alinhadas aos objetivos do neg´ocio e do programa, e que as m´etricas sejam implantadas em uma abordagem organizada e planejada.

Objetivos

O objetivo prim´ario do Plano de M´etricas ´e identificar as m´etricas que ser˜ao usadas para medir e gerenciar a execu¸c˜ao do projeto. Ele detalha que m´etricas devem ser con-sideradas, como calcular estas m´etricas, como analisar (incluindo an´alise quantitativa), e onde reportar os resultados do desempenho do projeto.

Desta forma, o Plano de M´etricas ap´oia as iniciativas de aprimorar o desempenho e a qualidade do desenvolvimento e manuten¸c˜ao de aplica¸c˜oes.

Objetivos, Quest˜oes e M´etricas (GQM)

O paradigma Goal Question Metric (GQM) foi utilizado para selecionar as m´etricas do Plano de M´etricas. O GQM ´e uma abordagem top-down para desenvolver, selecionar e ajustar m´etricas.

A empresa participante desse plano tem um conjunto de metas de aperfei¸coamento baseado em suas estrat´egias. Essas metas s˜ao ent˜ao traduzidas pelo projeto em objetivos espec´ıficos de processo, como definido abaixo. Consequentemente, quest˜oes s˜ao feitas para determinar se esses objetivos est˜ao sendo atingidos. Cada quest˜ao ´e respondida por uma ou mais m´etricas espec´ıficas que provˆem uma resposta apropriada para a pergunta. Se a m´etrica responde satisfatoriamente a quest˜ao, ent˜ao pode mostrar se os objetivos do

(64)

projeto est˜ao sendo atingidos.

Objetivo: Conhecer o Tamanho dos Projetos de Software da empresa X. Tabela 5.1: Tamanho dos Projetos de Software Quest˜ao M´etrica Descri¸c˜ao Qual o tamanho

do projeto de software?

Ponto de Caso de Uso.

Mede a quantidade de funcionali-dade a ser desenvolvida com base em especifica¸c˜oes funcionais ba-seadas em casos de uso.

Objetivo: Entregar no Or¸camento.

Tabela 5.2: Or¸camento

Quest˜ao M´etrica Descri¸c˜ao

Estamos no

or-¸camento? Cost Performance Index.

Mede a eficiˆencia do esfor¸co (ho-ras ou dias) gastos. Isso significa se que um for CPI menor que 1,0, o projeto ´e menos eficiente que o planejado (ou seja, gastou mais esfor¸co que o planejado). Se o CPI ´e maior que 1,0, o projeto ´e mais eficiente que o planejado. Qual o

es-for¸co total do projeto?

N´umero de Horas Trabalhadas no Projeto.

Mede o n´umero total de horas trabalhadas no projeto.

Qual o esfor¸co total empregado nas atividades do projeto?

N´umero de Horas Trabalhadas por Atividade do Projeto.

Mede o n´umero total de ho-ras trabalhadas por atividade do projeto.

(65)

50 Objetivo: Entregar dentro do Prazo.

Tabela 5.3: Prazo

Quest˜ao M´etrica Descri¸c˜ao

Estamos atin-gindo o crono-grama?

Schedule Performance Index

Mede se o projeto est´a agregando valor conforme estimado no cro-nograma. Essa m´etrica pode ser usada para ajudar os geren-tes a determinar se um projeto ser´a completado no tempo, assu-mindo que a tendˆencia atual con-tinue.

Objetivo: Melhorar a Produtividade.

Tabela 5.4: Produtividade

Quest˜ao M´etrica Descri¸c˜ao Qual a nossa

produtividade? Produtividade

Mede a quantidade de horas gas-tas para produzir uma unidade de tamanho do software. Qual o nosso percentual de esfor¸co de desenvolvi-mento gasto em retrabalho? Retrabalho

Mede o percentual de esfor¸co de desenvolvimento investido em re-solver problemas descobertos nos testes e em produ¸c˜ao.

Referências

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