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Graduacao em Cllnlca Clrurglca do Setor de Crencras da Saude da Unlversldade
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CURITIBA 1995
CESIO JOHANSEN DE MOURA
DETERMINA<;AO DA DENSIDADE RElATIVA DO FfGADO DE RATO NORMAL E COM
ICTERfclA OBSTRUTIVA
Dissertacao apresentada como requlslto
a
obteni;ao de grau de Mestre Curso de P6s Graduai;ao em Cllnlca Clrllrglca do Setor de Clenclas da SaLide da Unlversldade Federal do Parana
Orientador: Prof. Dr. Clovis Eurico Rohrig
CURITIBA 1995
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•
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•
I
Da rnstru~ao ao sablo, e ele se fara mars sablo alnda, enslna ao Justo, e ele crescera em prudi'mcla 0temor do Senhor
e
0 pnnciplo da sabedonaProverbros 9 9 -10a
A esposa Lecl, companhelra Id6nea e vlrtuosa, aos fllhos Maunclo, Marcelo,e Chnstlna ao genro Relnaldo e as quendas netas Nathalia e Ana Paula, pelo amor que sempre demonstraram
A
quenda mae e ao saudoso pal, pelos exemplos de vida marcante/'
•I
AGRADECIMENTOS
Ao Prof Dr CloVIs Eunco Rohrrg, constantemente envolvldo na busca do saber e da verdade, pela Insplrayao e pela orrentayao amlga, segura e Incansavel
Ao Prof Dr Osvaldo Malafala, exemplo de dedlcayao ao enSlno, pelo Incentlvo e apOio
Ao Prof Dr Sergio Ossamu loshll, pela asslstfmcla e onentayao eflclente na pesqUisa hlstologlca e documentayao mlcrofotograflca
Ao Prof Dr Olavo GarCia Ferreira da Silva, pela antlga amlzade e pela colaborar,:ao com 0 plammetro
Aos Drs Cezar Augusto Sarraff Berger, Edson Kelty Otta, Odo Marcos Leal Brroschl, Acad Carlos Eduardo Del Valle, Paulo VlnlCIUS F de Ohvelra e Carlos Cnstlan Fana pelo Importante auxiho na reahzayao das expenenclas
Ao Jovem sobnnho Jonathas Mlkosz de Moura, pela cnayao e execuyao final do modele trrdlmenslonal
Ao Sr Ronald Gortz, Dlretor Executlvo da Kalros Informatlca,pelo pessoal e eqUipamentos que pOSslblhtaram a crrayao do modelo tndlmenslonal
A
Sra Joslane Meyer Paranhos, pela sollclta asslstencla na balanya de precisaoAo Prof Anselmo Chaves Neto, pela Importante onentayao estatlstlca Ao Prof Douglas Villatore, pela sabia cooperayao na reVlsao do texto
A
Blbhotecana Rosemarre Marglt Reinhardt Rohng pera vahosa onentayao blbhograflcaA
Sra Mlnan Wischral, pel a presteza e dedlcayao nas atlvldades de secretarraAo TECPAR, pelo fomeclmento de ratos
A todos que de alguma forma contnbUiram para a conciusao deste estudo
•
SUMARIO L1STA DE FIGURAS
L1STA DE TABELAS RESUMO
ABSTRACT 1.1NTRODUCAO 1 1 Objetlvo 2. METODO
2 1 Procedlmentos operat6nos
2 2 TeCnlca da determma9Bo da densldade 23 Tratamento estatfstlco
3.RESULTADOS
4. COMENT ARIOS 5. CONCLUSAO
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
V VI VII VIII 1 2 3 3 4.
8 10 11 17 18
•
lISTA DE FIGURAS
1 CONJUNTO PARA DETERMINACAO DO VOLUME DE AGUA DESLOCADO
2 BALANCA DE PRECISAO
3 COMPARACAO DAS MEDIAS DOS PESOS DO FiGADO E DA AGUA DESLOCADA, ENTRE OS GRUPOS NORMA E COM IC- TERiclA
4 COMPARACAO DAS MEDIAS DA DENSIDADE DOS FiGADOS ENTRE OS GRUPOS NORMAL E COM ICTERICIA
v
5 6
12 12
1 RESULTADOS DOS TESTES
TABELA
VI
10
"
•
•
RESUMO
Estudaram-se 12 ratos WI star, dlVldldos, Igualmente,em dOls grupos normal e 21 dlas de colestase, com pesomedlo de 232,17::1::20,70g e 339,00 ::1::65,11 g, respectlvamente Retlrou-se e pesou-se 0 f[gado de todos os animalS e pesou-se 0 VOlUme de 8gUEl destllada que cada ffgado deslocou Dlvldlram-se os pesos correspondentes dos ffgados pelos pesos de Igual volume de agua destllada A media das densidades fOI 1,117::1::0,04para 0 grupo normal e 1,125::1::0,04para 0
grupo com Ictericla 0aumento da media das densidades dos ffgados dos ratos com Ictericla de 21 dlas em relayao ao dos controles nao fOI estatlstlcamente slgnlflcante
VII
ABSTRACT
Twelve WI star rats were equally divided Int'NO groups normal rats with 232,17:r20,70 g of average weight and 21 days of cholestasls rats WIth 339,00:1:65,11 g The liver of all animals were removed and weighted The volume of
\Mater displaced by the livers were weighted also The relative density was calculated dividing the liver weight by the water weight The mean density of the normal livers was 1,117:!:O,04 and 1,125:!:O,04 of the cholestasls group The mean density elevatIon In the cholestasls group In relation to the control group liver was not statistically significant
VIII
,
1.1NTRODUC;Ao
Sabe-se que na Icterfcla obstrutlva cronlca expenmental 0 peso do figado aumenta progresslvamente dentro de certos IImltes 8
Estudos por mlcroscopla Optlca em cortes de ffgado de ratos demonstram aumento dos eSDa90s Dortals proporclonal ao tempo de evolu9c30 da Ictericla 9 12 Rohng 910 estlma, atraves de plammetna de fotomlcrograflas, que, apos 21 dlas de Ictericla obstrutlva nesses animalS, ha aumento das areas portals de cerca de 4 vezes em rela9c30 as dos controles Atnbul, 0 autor, 0 comportamento portal essenclalmente
a
"prollfera9c30" dos ductulos billares, uma vez que e escasso o aumento da quantJdade de colageno e de celulas Inflamatonas 9 12Se 0 autor reallza a plammetna em fotomlcrograflas de tamanho padronlzado, que representam areas sempre Iguals, e eXlste aumento dos espa90s portals, deve haver, necessanamente, dlmlnul9ao notavel e concomltante da area ocupada pelos hepatocltos A resposta encontra-se nessa tese quando 0 autor Identlflca dlmlnul9c3o de, aproxlmadamente, 20% nas areas ocupadas pelos hepatocltos e Invasaa da lamina IImltante das lobulas hepaticas pelos ductulos portals 9 A duvlda e de quanta do aumenta da area portal se deve a expansaa das espa90s portals em Sl e de quanta a "prallfera9c30" ductular Invade os lobulas hepaticas
Pelas razoes aClma expostas, 0 autar, baseanda-se na pnncfplo de Delesse, modlflcado por Weibel 15, Ideallza volumes teoncos atraves da cna9c3o de corpos de revolu9c30, a partir das areas ocupadas pelos hepatocltos em cada campo
2
OptlCO padronlzado ConciUl que, ao final de 21 dlas de Icterfcla obstrutlva, ha um aumento volumetnco da popula~o de hepatocltos de, aproxlmadamente, 27%
Para que esse racloclclo seja correto, contudo, e necessano que as densidades relatlvas do tecldo hepatlco sejam Iguals no controle e na colestase cronlca Por ISSO, e necessano saber se, real mente, as densidades relatlvas do figado normal e na Ictericla obstrutlva sac Id€mtlcas
1 1 Objetlvo
o
objetlvo deste estudo e determlnar a densldade relatlva do fig ado de rata normal e com Ictericla obstrutlva3
2 METODO
Estudaram-se 12 ratos Wistar machos, fornecldos pelo Instltuto de Tecnologla do Parana (TECPAR), mantldos com ra<;ao balanceada Nuvilab-CR1 (Nuvltal, Cuntlba) e agua ad libitum, em amblente com temperatura constante, em torno de 21 graus cent[grados
Observaram-se os ratos por dez dlas durante a fase de adaptac;ao ao Laboratono Apos esse perfodo, mantlveram-se 6 ratos Intactos e se destlnaram 6 ratos a oclusao do ducto bihar comum de acordo com a tecnlca descnta por Lee 7 modlflcada por Holmberg 6 e utlhzada por Rohng 9 Constltufram-se, aSSlm, dOls grupos normals e com Icterfcla, respectlvamente
Depols de mals 21 dlas, retlrou-se, sob anestesla geral, 0 ffgado de todos os animalS para a determlna<;ao da sua densldade relatlva
Os ratos normals pesaram,nos dlas dos testes, entre 195 e 249 9 (media 232, 17:t20,70 g) e os com Icterfcla 235 e 420 9 (media 339,90:\:65,11 g)
2 1 Procedlmentos operatonos
Sob anestesla gerallnalatona com eter sulfunco, realizou-se a hgadura do ducto blliar comum, utllizando-se 0 mesmo poslclonamento e tecnlcas operatonas descntos no trabalho de Rohng 9 Em resumo, Identlficou-se 0 ducto bihar pnnclpal, realizando-se dupla hgadura cerca de 2 mm abalxo da confluEmcla dos ductos hepatlcos Realizou-se a transecc;ao do ducto dlstalmente as ligaduras descntas Mudou-se a onentac;ao da porc;ao distal do ducto comum, tambem ligado,
4
tornando-a paralela a grande curvatura do estomago atraves de fenda cnada no mesoduodeno Real1zou-se essa manobra com a Intenc;:ao de eVltar a recanallzac;:ao da via billar pnnclpal
22 Tecnlca da determlnac;:ao da densldade
No sacnficlo, submeteram-se todos os animalS a anestesla geral Inalat6na com eter sulfCJrlco
Procedeu-se a laparotomla medlana xlfopublana Inspeclonou-se a cavldade no Intuito de se detectarem Intercorrenclas, em ambos os grupos, ou compl1cac;6es dos procedlmentos operat6nos, no grupo com Icterfcla
Para a retlrada do ffgado, I1berou-se a sua face convexa do dlafragma, secclonou-se a vela cava Infenor aClma das velas supra-hepaticas, descolando-a, Infenormente, ate a altura das velas renalS, onde fOI secclonada novamente
No grupo de ratos normalS, moblllzou-se 0 duodeno e Identlflcou-se a porc;:aoInfenor do ducto comum, Junto ao pancreas, onde fOI secclonado
No grupo com Icterfcla, Identlflcou-se 0 ducto comum dllatado que fOI cUldadosamente Isolado das demals estruturas
Em segUlda, em ambos os grupos, secclonou-se a vela porta e retlrou- se 0 6rgao a ser estudado
Com 0 ffgado fora da cavldade, retlraram-se os excessos da vela cava aClma e abalxo do limite do ffgado asslm como da vela porta
0
mesmo procedlmento fOI destlnado as vias bll1ares extra-hepaticas5
Lavou-se, Imedlatamente depols, cada figado asslm tratado com solUl;ao flSIOl6glca, secando-se, em segUlda, em papel absorvente no Intuito de retlrar 0 sangue e a bile eventual mente aderrdos
a
superffcle do 6rgaoMergulhou-se cada 6rgao num frasco de Ehrlenmeyer preenchldo com agua destllada (a 21° C) ate um nfvel marcado, na sua face externa, de tal modo que 0 IImlrte Inferror do menlsco formado na superffcle da agua cOlncldlsse com 0
limite superror da marca ( flgura 1) Ap6s a establllzayao do movtmento da agua, asplrou-se, com serrnga e agulha, todo 0 volume do HqUido que excedeu 0 limite superror da marca
Figura 1. ConJunto para determlna~ao do volume de agua deslocado
6
Asplrou-se 0 flUldo, portanto, ate que 0 seu limite voltasse a cOlncldlr com 0 nfvel supenor da marca do frasco
A ponta da agulha fOI obstrufda, prontamente, com tampa de borracha, para eVltar a evaporac;ao da agua asplrada Pesou-se esse conJunto em balanc;a de precisao de 4 casas decimals ( flgura 2) Anotou-se 0 valor obtldo Descontou-se 0
peso, prevlamente medldo, do conJunto formado pela sennga, agulha e tampa de borracha
Figura 2. Balanya de precisao
7
Ap6s esse procedlmento, removeu-se a ffgado do frasco de Ehrlenmeyer Secou-se a 6rgao novamente Para eVltar evaporagao, colocou-se a figado dentro de um saco plastlco, prevlamente afendo com a mesma precisao Pesou-se a conJunto e subtralu-se a valor do saco plastlco
o
tempo decorndo, entre mergulhar a fig ado no frasco deEhrlenmeyer, asplrar 0 volume da agua deslocada e retlrar a 6rgao do frasco,
nao
ultrapassou 3 mlnutos
Utlllzou-se a mesmo procedlmento para todos os 6rgaos testados Calculou-se a densldade do ffgado, atraves da segulnte f6rmula 3
0= Pt I Pa
Em que 0 representa a densldade relatlva, P, representa 0 peso do ffgado e Pa representa a peso de Igual volume de agua deslocado
Para se cornglr 0 valor da densldade relatlva para 4° C, que e a padronlzagao universal da determlnagao das densidades relatlvas, utlllzou-se a segUinte formula
Dc
=
D x 0,99798 I 0,99996em que Dc e a densldade cornglda, 0,99798 representa a valor da densldade da agua a 21° e 0,99996 representa 0 valor da densldade da agua a 4° C
8
23 Tratamento estatistlco
Analisaram-se as segulntes vanavels-respostas 1) peso do figado, 2) peso da agua deslocada, 3) densldade a 210 C
No dellneamento expenmental, 0 pnnclpal fator fOI0 tempo de Ictericla que se flxou aos 21 dlas Acrescentou-se um nivel controle que correspo'1deu aos ratos normals Desta forma, estatlstlcamente, dellnearam-se blocos em relar;ao ao normal e a Ictericla, por casuallzar;ao, envolvendo cada conJunto dos fatores cltados
o
numero de unldades normals e expenmentals, em cada nivel, flcou em torno de 6, vanando conforme com 0que se obteve em cada resposta Asslm, 0tamanho da amostra em cada delineamento ftcOU em torno de 12 unldades Isso assegurou um poder aos testes aClma de 95%, logo, com um erro do t1po II abalxo de5%
Aplicou-se a analise da vanancla ao dellneamento cltado em cada vanavel-resposta, obedecendo-se as condlf;oes de valldade tecnlca
Testaram-se os atnbutos gausslanos do residuo em cada sltua9aO usando-se 0 graflco de probabilidade normal e 0 procedlmento de Filiben 4 Em todas as ANOVAs apllcadas, obtlveram-se atnbutos gausslanos, mdependenclas e homogeneldade das vananclas dos residuos
De acordo com os resultados desses procedlmentos, aceltaram-se ou se reJeltaram as hlpoteses nulas quanta a vanavel analisada
Ho Nao eXlste dlferen9a entre os tempos nos blocos, peso do figado, peso da agua deslocada e densldade relatlva, em termos medlos
9
Testaram-se, em todos as casas, as hlp6teses de que nao eXlstlu dlferen9<3 nos tempos, conslderando-se a par normal e Ictericla nas vanavels- res pastas peso do ffgado, peso da agua deslocada e densldade relatlva
Esses dados, onundos do delmeamento completamente aleat6no, em cada vanavel-resposta, sofreram tratamento parametnco ( teste t, classlco, ou Aspm Welch) au nao parametnco (Wilcoxson au Mann-Whitney), conforme a homocedastlcldade fosse ace Ita ou nao 11 14
As conclusoes foram decorretes dos valores p
10
3 RESULTADOS
as animalS Intactos, no momento da retlrada do figado, apresentaram a cavldade pentonlal e seus 6rgaos absolutamente normals as animalS com Icterfcla obstrutlva apresentaram dllatayao slgnlficatrva das vias blhares extra- hepatrcas Nao houve aderemcla da extremldade proximal com a por~o distal do ducto bihar comum nem com as demals vfsceras As paredes dos ductos apresentaram-se flnas, bnlhantes e transparentes
As medias obtldas no dla dos testes relatlvas aos pesos dos ratos, aos pesos dos figados e aos pesos da agua deslocada, de ambos os grupos, estao reglstradas na tabela 1 e na flgura 3
Tabela 1: RESULTADOS DOS TESTES
PESO PESO 00 % 00 PESO PESO DA AGUA DENSIDADE DENSIDADE
CORPOREO FIGAOO CORPOREO DESLOCADA 21° C 4° C
NORMAL 212 17"'20.70 IO,I7~1.70 ~.360i0A2 n=6
9,08~U5 1,1170i0,04 1,119oiO,04
ICTERiCIA 339 0~65,1l* 22,8~7 47* 6 28H,67* 20,32~,52 * 1,1250i0,04 1,127",0,04 11=6
ANOVA Representac;:ao das medias :tdesvlo padrao
*
=
ps
0,05a aumento do peso do ffgado dos ratos com Icterfcla fOI slgnlflcatlvo em relayao ao do grupo contrale A dlferenc;a do percentual do peso do figado em relayao ao peso corp6reo entre ambos os grupos tambem e slgnlflcatrva A dlferenc;a da agua deslocada pelos 6rgaos dos ratos com Icterfcla em relayao aos
II
controles fOI Igualmente slgnlflcatlva Rejelta-se, portanto, a hlpotese Ho nas sltua<;6es aClma menclonadas (tabela 1, flgura 3)
As medias das densidades relatlvas dos dOls grupos encontram-se na tabela 1 e na flgura 4
0
aumento da densldade encontrado nos figados dos ratos com Ictericla fOI modesto em relac;ao ao dos controles e sem slgnlflcac;aO estatistlca para a.= 0,05 (tabela 1, flgura 2) Acelta-se, portanto, a hlpotese HoA corre<;80 das medias das densidades obtldas com a utlllzac;ao da agua destllada a 210 para 4°
C
encontra-se, tambem, na tabela 1In~lY)mAlY) I
I; Fe; ;
A~~LOC"'lY\I
12
NORMA.L ICTERIcIA
Figura3. Comparayao das medias dos pesos do figado e da agua deslocada. entre os grupos normal e com Ictericla
DENSIDADE
NORMA.L ICTERlcl.o\
Figura 4: Comparayao das medias da densldade dos figados entre os grupos normal e com Ictericfa
13
4 COMENTARIOS
o
termo densldade slgnlflca a razao entre a massa de um corpo e a unldade de volume A massa a diffcil de se determlnar na pratlca Usa-se, entao a medlda do peso, que a unldade ffslca de for<;a, pOlS a peso a a massa vezes a acelera~o da gravldade0
seu valor vana, portanto, de acordo com as longitudes e latitudes do globo terrestre Para se contornar essa dlflculdade, costuma-se determlnar a densldade relatlva, cUJo usa diana resumlu a expressao ao termo densldade Asslm, embora Impr6pna, a deslgna~o densldade a usada como slnonlmo de densldade relatlva na malona dos IIvros-texto e neste trabalho 3 5Asslm, no presente estudo, determlnou-se a densldade relatlva atravas da substltul~o do volume pelo peso do volume de IiqUido deslocado dentro do frasco de teste 1
o
conhecimento da densldade dos tecldos blol6glcos a antigo Avalla- se que a densldade media de um ser humano vana 0 ossa e a tecldo de malar valor, em torn a de 1,975 Seguem-se, em ordem decrescente de densldade, a tecldo cuUmeo, a tendao, a artena e a musculo 0 tecldo adlposo a a de menor valor, em tomo de 0,941 2o
ffgado, a mals densa das v[sceras, tem densldade que osclla entre 1,050 e 1,085 13, portanto, menor do que aquela encontrada nos ratos normals testados A bile humana, que representa volume slgnlflcante do figado pnnclpalmente na colestase, tem densldade de 1,026 3 Pouco se sabe, poram, das modlflca90es que as doen<;as provocam na densldade de 6rgaos como a ffgado, na•
14
vigencia de Ictericla obstrutlva prolongada
No presente estudo, comprova-se que, apesar das grandes alterac;6es sofndas no volume do orgao, a dens Idade, no final de tres semanas de Icterfcla obstrutlva, mantE~m-se Identlca ados controles Isso assegura que e correta a presunc;ao de Rohng 9 de que a densldade do ffgado conserva-se, ao longo da evoluc;ao da Icterfcla obstrutlva, Identlca ados ratos controles
E
possfvel que, apesar do cresclmento do ffgado, a manutenc;ao da densldade seJa devlda a grande "prollferac;ao" dos ductulos 0 conteudo IiqUido desses tubulos tem, provavelmente, densldade proxima a da bile de ratos normals Ao mesmo tempo, fatores que podenam aumentar a densldade, como as celulas Inflamatonas e 0 colageno, tem representac;ao por demals modesta 9253o
resultado obtldo por outros pesqUisadores corrobora a concepc;ao de que eXlste aumento progresslvo do volume e do peso do ffgado de animals Ictencos, semelhantes aqueles por ora encontrados 0 mesmo se dlz a respelto das alterac;6es venflcadas a mlcroscopla optlca 9 253Cunosamente, em trabalho antenor, reallzado no mesmo Laboratono, venflcou-se que, apos a IIgadura dos ductos billares, ha quebra na curva ponderal A partir daf, 0 peso corporeo se establllza ao longo da evoluc;ao da Ictericla por tres semanas 6 Portanto, na colestase expenmental prolongada, ocorre aumento desproporclonal do ffgado em relac;ao ao peso corporeo
Em estudo antenor, a planlmetna reallzada em cortes hlStologlcos de ffgados de ratos com Icterfcla, demonstrou a reduc;ao de 20% nas areas ocupadas
pelos hepatocltos, em relac;ao ados controles Em contrapartlda, houve notavel
•
15
aumento relatlvo das areas portals 9,10
Repetlu-se 0 estudo planlmetnco
Cada foto retlculada dos cortes hlStologlcos (campo OptlCO padromzado) apresenta 157 quadrados que correspondem a uma area de 4,36 mm2
da lamina Com esta area, cnou-se um corpo de revoluyao cUJo volume resultante
fOI de 9,31 mm3
Usando-se as densidades encontradas em cada grupo estudado neste trabalho, e a formula
densldade x volume = peso,
transformaram-se os volumes teoncos em pesos,respectlvamene, 0,010397 9 e 0,010469 9
Dlvldlndo-se 0 peso medlo dos f1gados de cada grupo pelo peso dos corpos de revoluyao correspondentes, obteve-se 0 numero de corpos de revoluyao contldos nos f1gados de cada grupo Asslm, os fig ados dos ratos normals contem em media 1200 corpos de revoluyao, enquanto os f1gados do grupo com Icterfcla contem cerca de 1981 Portanto, os fig ados com Icterfcla contem, aproxlmadamente, 61% mals corpos de revoluyao do que os figados normals
Conslderando-se que 0 percentual ocupado pelos hepatocltos no campo OptlCOpadronlzado fOI de 0,93 no grupo controle e de 0,76 no grupo com colestase, ao se cnarem os corpos de revoluy80, tals percentuals volumetncos mantem a mesma correspondencla Asslm, 0 peso representado pelo total de hepatocltos do f1gado do grupo controle atlnge 11,69 9 e, do grupo de colestase,
15,77 9 Deve-se lembrar que 0 peso dos f1gados dos respectlvos grupos e de 12,48 9 e 20,74 9
16
Usando-se 0 mesmo calculo matemcitlco encontra-se um aumento total do volume das areas portals de 509% em relayao ao volume das areas portals dos ffgados normals, ou seja, um aumento de 0,765 9 para 4,654 9
Alnda malS, 0 volume dos grandes vasos aumentou cerca de 989%, ou seja, de 0,0298 9 para 0,312 9
Tem-se, asslm, Idela grosselra do aumento dos vasos ''ltra-hepat:cos que traduzem, eventual mente, os efeltos da hlpertensao portal consequente ao processo evolutlvo da colestase Alem dlsso, percebe-se que ha aumento tanto dos volumes portals quanto dos volumes do total de hepatocltos
E
possivel, entao, conjeturar que, havendo dlmlnUiyao da area de hepatocltos nos campos de observayao mlcrosc6plca (que sao padronlzados), 0aumento volumetnco desse contlngente parenqUlmatoso tena de ser decorrente de reproduyao celular
Nao se sabe, porem, se ISSOocorre pela cnayao de novos lobulos, por hlperplaslas locallzadas, ou se ha modlficayao do lobulo, em alguma dlmensao, nao surpreendlda pelos cortes planlmetncos
Nota-se, asslm, a necessldade de se prossegulr nos estudos com 0
intUito de determlnar a causa desse comportamento do ffgado
Por outro lado, em cortes senados prellmlnares, reallzados no Laboratono de Anatomla Patologlca, notou-se, apesar das dlflculdades de avallayao, que os figados dos ratos normals e os dos ratos com colestase apresentam, em media, numero IdElntlCOde lobulos
Determina~aoda Densidade Relativa do Figado de Rato Normal e com
Ictericia Obstrutiva
por
Ceslo Johansen de Moura
ERRATA
Paglnas
7 Na ultima hnha, onde se h~"da agua a 4° C", lela-se "da agua a 4° C3 "
8 Na 2a hnha, ende se
Ie
"vanavers-respostas", lela-se "vanavels-resposta"9 Na 3!! hnha, onde se
Ie
"respostas", lela-se "resposta"11 Na 6a hnha, ende se
Ie
"(tabela 1, Figura 2) ", lela-se "(tabela 1) "15 Na 11!! hnha, onde se
Ie
respectlvamene", lela-se "respectlvamente"•
,
{
.
I17
5. CONCLUSAO
A densldade relatlva de ffgado de rato normal e com Icter[cla obstrutlva
e
Idemtlca18
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
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