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Aho FfGADO DE RATO NORMAL E COM J,

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Academic year: 2022

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(1)

CtSIO JOHANSEN DE MOURA

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DETERMINAC;AO DA~DENSIDADE RELATIVA ('

Aho FfGADO DE RATO NORMAL E COM J,

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~ Dissertayaoobtent;iiu de grau de Mestreapresentada como requlsltoCurso de Pos-

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Graduacao em Cllnlca Clrurglca do Setor de Crencras da Saude da Unlversldade

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Orientador: Prof. Dr. Clovis Eurico Rohrig

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CURITIBA 1995

(2)

CESIO JOHANSEN DE MOURA

DETERMINA<;AO DA DENSIDADE RElATIVA DO FfGADO DE RATO NORMAL E COM

ICTERfclA OBSTRUTIVA

Dissertacao apresentada como requlslto

a

obteni;ao de grau de Mestre Curso de P6s Graduai;ao em Cllnlca Clrllrglca do Setor de Clenclas da SaLide da Unlversldade Federal do Parana

Orientador: Prof. Dr. Clovis Eurico Rohrig

CURITIBA 1995

OJl

(3)

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I

Da rnstru~ao ao sablo, e ele se fara mars sablo alnda, enslna ao Justo, e ele crescera em prudi'mcla 0temor do Senhor

e

0 pnnciplo da sabedona

Proverbros 9 9 -10a

A esposa Lecl, companhelra Id6nea e vlrtuosa, aos fllhos Maunclo, Marcelo,e Chnstlna ao genro Relnaldo e as quendas netas Nathalia e Ana Paula, pelo amor que sempre demonstraram

A

quenda mae e ao saudoso pal, pelos exemplos de vida marcante

(4)

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I

AGRADECIMENTOS

Ao Prof Dr CloVIs Eunco Rohrrg, constantemente envolvldo na busca do saber e da verdade, pela Insplrayao e pela orrentayao amlga, segura e Incansavel

Ao Prof Dr Osvaldo Malafala, exemplo de dedlcayao ao enSlno, pelo Incentlvo e apOio

Ao Prof Dr Sergio Ossamu loshll, pela asslstfmcla e onentayao eflclente na pesqUisa hlstologlca e documentayao mlcrofotograflca

Ao Prof Dr Olavo GarCia Ferreira da Silva, pela antlga amlzade e pela colaborar,:ao com 0 plammetro

Aos Drs Cezar Augusto Sarraff Berger, Edson Kelty Otta, Odo Marcos Leal Brroschl, Acad Carlos Eduardo Del Valle, Paulo VlnlCIUS F de Ohvelra e Carlos Cnstlan Fana pelo Importante auxiho na reahzayao das expenenclas

Ao Jovem sobnnho Jonathas Mlkosz de Moura, pela cnayao e execuyao final do modele trrdlmenslonal

Ao Sr Ronald Gortz, Dlretor Executlvo da Kalros Informatlca,pelo pessoal e eqUipamentos que pOSslblhtaram a crrayao do modelo tndlmenslonal

A

Sra Joslane Meyer Paranhos, pela sollclta asslstencla na balanya de precisao

Ao Prof Anselmo Chaves Neto, pela Importante onentayao estatlstlca Ao Prof Douglas Villatore, pela sabia cooperayao na reVlsao do texto

A

Blbhotecana Rosemarre Marglt Reinhardt Rohng pera vahosa onentayao blbhograflca

A

Sra Mlnan Wischral, pel a presteza e dedlcayao nas atlvldades de secretarra

Ao TECPAR, pelo fomeclmento de ratos

A todos que de alguma forma contnbUiram para a conciusao deste estudo

(5)

SUMARIO L1STA DE FIGURAS

L1STA DE TABELAS RESUMO

ABSTRACT 1.1NTRODUCAO 1 1 Objetlvo 2. METODO

2 1 Procedlmentos operat6nos

2 2 TeCnlca da determma9Bo da densldade 23 Tratamento estatfstlco

3.RESULTADOS

4. COMENT ARIOS 5. CONCLUSAO

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

V VI VII VIII 1 2 3 3 4.

8 10 11 17 18

(6)

lISTA DE FIGURAS

1 CONJUNTO PARA DETERMINACAO DO VOLUME DE AGUA DESLOCADO

2 BALANCA DE PRECISAO

3 COMPARACAO DAS MEDIAS DOS PESOS DO FiGADO E DA AGUA DESLOCADA, ENTRE OS GRUPOS NORMA E COM IC- TERiclA

4 COMPARACAO DAS MEDIAS DA DENSIDADE DOS FiGADOS ENTRE OS GRUPOS NORMAL E COM ICTERICIA

v

5 6

12 12

(7)

1 RESULTADOS DOS TESTES

TABELA

VI

10

(8)

"

RESUMO

Estudaram-se 12 ratos WI star, dlVldldos, Igualmente,em dOls grupos normal e 21 dlas de colestase, com pesomedlo de 232,17::1::20,70g e 339,00 ::1::65,11 g, respectlvamente Retlrou-se e pesou-se 0 f[gado de todos os animalS e pesou-se 0 VOlUme de 8gUEl destllada que cada ffgado deslocou Dlvldlram-se os pesos correspondentes dos ffgados pelos pesos de Igual volume de agua destllada A media das densidades fOI 1,117::1::0,04para 0 grupo normal e 1,125::1::0,04para 0

grupo com Ictericla 0aumento da media das densidades dos ffgados dos ratos com Ictericla de 21 dlas em relayao ao dos controles nao fOI estatlstlcamente slgnlflcante

VII

(9)

ABSTRACT

Twelve WI star rats were equally divided Int'NO groups normal rats with 232,17:r20,70 g of average weight and 21 days of cholestasls rats WIth 339,00:1:65,11 g The liver of all animals were removed and weighted The volume of

\Mater displaced by the livers were weighted also The relative density was calculated dividing the liver weight by the water weight The mean density of the normal livers was 1,117:!:O,04 and 1,125:!:O,04 of the cholestasls group The mean density elevatIon In the cholestasls group In relation to the control group liver was not statistically significant

VIII

(10)

,

1.1NTRODUC;Ao

Sabe-se que na Icterfcla obstrutlva cronlca expenmental 0 peso do figado aumenta progresslvamente dentro de certos IImltes 8

Estudos por mlcroscopla Optlca em cortes de ffgado de ratos demonstram aumento dos eSDa90s Dortals proporclonal ao tempo de evolu9c30 da Ictericla 9 12 Rohng 910 estlma, atraves de plammetna de fotomlcrograflas, que, apos 21 dlas de Ictericla obstrutlva nesses animalS, ha aumento das areas portals de cerca de 4 vezes em rela9c30 as dos controles Atnbul, 0 autor, 0 comportamento portal essenclalmente

a

"prollfera9c30" dos ductulos billares, uma vez que e escasso o aumento da quantJdade de colageno e de celulas Inflamatonas 9 12

Se 0 autor reallza a plammetna em fotomlcrograflas de tamanho padronlzado, que representam areas sempre Iguals, e eXlste aumento dos espa90s portals, deve haver, necessanamente, dlmlnul9ao notavel e concomltante da area ocupada pelos hepatocltos A resposta encontra-se nessa tese quando 0 autor Identlflca dlmlnul9c3o de, aproxlmadamente, 20% nas areas ocupadas pelos hepatocltos e Invasaa da lamina IImltante das lobulas hepaticas pelos ductulos portals 9 A duvlda e de quanta do aumenta da area portal se deve a expansaa das espa90s portals em Sl e de quanta a "prallfera9c30" ductular Invade os lobulas hepaticas

Pelas razoes aClma expostas, 0 autar, baseanda-se na pnncfplo de Delesse, modlflcado por Weibel 15, Ideallza volumes teoncos atraves da cna9c3o de corpos de revolu9c30, a partir das areas ocupadas pelos hepatocltos em cada campo

(11)

2

OptlCO padronlzado ConciUl que, ao final de 21 dlas de Icterfcla obstrutlva, ha um aumento volumetnco da popula~o de hepatocltos de, aproxlmadamente, 27%

Para que esse racloclclo seja correto, contudo, e necessano que as densidades relatlvas do tecldo hepatlco sejam Iguals no controle e na colestase cronlca Por ISSO, e necessano saber se, real mente, as densidades relatlvas do figado normal e na Ictericla obstrutlva sac Id€mtlcas

1 1 Objetlvo

o

objetlvo deste estudo e determlnar a densldade relatlva do fig ado de rata normal e com Ictericla obstrutlva

(12)

3

2 METODO

Estudaram-se 12 ratos Wistar machos, fornecldos pelo Instltuto de Tecnologla do Parana (TECPAR), mantldos com ra<;ao balanceada Nuvilab-CR1 (Nuvltal, Cuntlba) e agua ad libitum, em amblente com temperatura constante, em torno de 21 graus cent[grados

Observaram-se os ratos por dez dlas durante a fase de adaptac;ao ao Laboratono Apos esse perfodo, mantlveram-se 6 ratos Intactos e se destlnaram 6 ratos a oclusao do ducto bihar comum de acordo com a tecnlca descnta por Lee 7 modlflcada por Holmberg 6 e utlhzada por Rohng 9 Constltufram-se, aSSlm, dOls grupos normals e com Icterfcla, respectlvamente

Depols de mals 21 dlas, retlrou-se, sob anestesla geral, 0 ffgado de todos os animalS para a determlna<;ao da sua densldade relatlva

Os ratos normals pesaram,nos dlas dos testes, entre 195 e 249 9 (media 232, 17:t20,70 g) e os com Icterfcla 235 e 420 9 (media 339,90:\:65,11 g)

2 1 Procedlmentos operatonos

Sob anestesla gerallnalatona com eter sulfunco, realizou-se a hgadura do ducto blliar comum, utllizando-se 0 mesmo poslclonamento e tecnlcas operatonas descntos no trabalho de Rohng 9 Em resumo, Identlficou-se 0 ducto bihar pnnclpal, realizando-se dupla hgadura cerca de 2 mm abalxo da confluEmcla dos ductos hepatlcos Realizou-se a transecc;ao do ducto dlstalmente as ligaduras descntas Mudou-se a onentac;ao da porc;ao distal do ducto comum, tambem ligado,

(13)

4

tornando-a paralela a grande curvatura do estomago atraves de fenda cnada no mesoduodeno Real1zou-se essa manobra com a Intenc;:ao de eVltar a recanallzac;:ao da via billar pnnclpal

22 Tecnlca da determlnac;:ao da densldade

No sacnficlo, submeteram-se todos os animalS a anestesla geral Inalat6na com eter sulfCJrlco

Procedeu-se a laparotomla medlana xlfopublana Inspeclonou-se a cavldade no Intuito de se detectarem Intercorrenclas, em ambos os grupos, ou compl1cac;6es dos procedlmentos operat6nos, no grupo com Icterfcla

Para a retlrada do ffgado, I1berou-se a sua face convexa do dlafragma, secclonou-se a vela cava Infenor aClma das velas supra-hepaticas, descolando-a, Infenormente, ate a altura das velas renalS, onde fOI secclonada novamente

No grupo de ratos normalS, moblllzou-se 0 duodeno e Identlflcou-se a porc;:aoInfenor do ducto comum, Junto ao pancreas, onde fOI secclonado

No grupo com Icterfcla, Identlflcou-se 0 ducto comum dllatado que fOI cUldadosamente Isolado das demals estruturas

Em segUlda, em ambos os grupos, secclonou-se a vela porta e retlrou- se 0 6rgao a ser estudado

Com 0 ffgado fora da cavldade, retlraram-se os excessos da vela cava aClma e abalxo do limite do ffgado asslm como da vela porta

0

mesmo procedlmento fOI destlnado as vias bll1ares extra-hepaticas

(14)

5

Lavou-se, Imedlatamente depols, cada figado asslm tratado com solUl;ao flSIOl6glca, secando-se, em segUlda, em papel absorvente no Intuito de retlrar 0 sangue e a bile eventual mente aderrdos

a

superffcle do 6rgao

Mergulhou-se cada 6rgao num frasco de Ehrlenmeyer preenchldo com agua destllada (a 21° C) ate um nfvel marcado, na sua face externa, de tal modo que 0 IImlrte Inferror do menlsco formado na superffcle da agua cOlncldlsse com 0

limite superror da marca ( flgura 1) Ap6s a establllzayao do movtmento da agua, asplrou-se, com serrnga e agulha, todo 0 volume do HqUido que excedeu 0 limite superror da marca

Figura 1. ConJunto para determlna~ao do volume de agua deslocado

(15)

6

Asplrou-se 0 flUldo, portanto, ate que 0 seu limite voltasse a cOlncldlr com 0 nfvel supenor da marca do frasco

A ponta da agulha fOI obstrufda, prontamente, com tampa de borracha, para eVltar a evaporac;ao da agua asplrada Pesou-se esse conJunto em balanc;a de precisao de 4 casas decimals ( flgura 2) Anotou-se 0 valor obtldo Descontou-se 0

peso, prevlamente medldo, do conJunto formado pela sennga, agulha e tampa de borracha

Figura 2. Balanya de precisao

(16)

7

Ap6s esse procedlmento, removeu-se a ffgado do frasco de Ehrlenmeyer Secou-se a 6rgao novamente Para eVltar evaporagao, colocou-se a figado dentro de um saco plastlco, prevlamente afendo com a mesma precisao Pesou-se a conJunto e subtralu-se a valor do saco plastlco

o

tempo decorndo, entre mergulhar a fig ado no frasco de

Ehrlenmeyer, asplrar 0 volume da agua deslocada e retlrar a 6rgao do frasco,

nao

ultrapassou 3 mlnutos

Utlllzou-se a mesmo procedlmento para todos os 6rgaos testados Calculou-se a densldade do ffgado, atraves da segulnte f6rmula 3

0= Pt I Pa

Em que 0 representa a densldade relatlva, P, representa 0 peso do ffgado e Pa representa a peso de Igual volume de agua deslocado

Para se cornglr 0 valor da densldade relatlva para 4° C, que e a padronlzagao universal da determlnagao das densidades relatlvas, utlllzou-se a segUinte formula

Dc

=

D x 0,99798 I 0,99996

em que Dc e a densldade cornglda, 0,99798 representa a valor da densldade da agua a 21° e 0,99996 representa 0 valor da densldade da agua a 4° C

(17)

8

23 Tratamento estatistlco

Analisaram-se as segulntes vanavels-respostas 1) peso do figado, 2) peso da agua deslocada, 3) densldade a 210 C

No dellneamento expenmental, 0 pnnclpal fator fOI0 tempo de Ictericla que se flxou aos 21 dlas Acrescentou-se um nivel controle que correspo'1deu aos ratos normals Desta forma, estatlstlcamente, dellnearam-se blocos em relar;ao ao normal e a Ictericla, por casuallzar;ao, envolvendo cada conJunto dos fatores cltados

o

numero de unldades normals e expenmentals, em cada nivel, flcou em torno de 6, vanando conforme com 0que se obteve em cada resposta Asslm, 0

tamanho da amostra em cada delineamento ftcOU em torno de 12 unldades Isso assegurou um poder aos testes aClma de 95%, logo, com um erro do t1po II abalxo de5%

Aplicou-se a analise da vanancla ao dellneamento cltado em cada vanavel-resposta, obedecendo-se as condlf;oes de valldade tecnlca

Testaram-se os atnbutos gausslanos do residuo em cada sltua9aO usando-se 0 graflco de probabilidade normal e 0 procedlmento de Filiben 4 Em todas as ANOVAs apllcadas, obtlveram-se atnbutos gausslanos, mdependenclas e homogeneldade das vananclas dos residuos

De acordo com os resultados desses procedlmentos, aceltaram-se ou se reJeltaram as hlpoteses nulas quanta a vanavel analisada

Ho Nao eXlste dlferen9a entre os tempos nos blocos, peso do figado, peso da agua deslocada e densldade relatlva, em termos medlos

(18)

9

Testaram-se, em todos as casas, as hlp6teses de que nao eXlstlu dlferen9<3 nos tempos, conslderando-se a par normal e Ictericla nas vanavels- res pastas peso do ffgado, peso da agua deslocada e densldade relatlva

Esses dados, onundos do delmeamento completamente aleat6no, em cada vanavel-resposta, sofreram tratamento parametnco ( teste t, classlco, ou Aspm Welch) au nao parametnco (Wilcoxson au Mann-Whitney), conforme a homocedastlcldade fosse ace Ita ou nao 11 14

As conclusoes foram decorretes dos valores p

(19)

10

3 RESULTADOS

as animalS Intactos, no momento da retlrada do figado, apresentaram a cavldade pentonlal e seus 6rgaos absolutamente normals as animalS com Icterfcla obstrutlva apresentaram dllatayao slgnlficatrva das vias blhares extra- hepatrcas Nao houve aderemcla da extremldade proximal com a por~o distal do ducto bihar comum nem com as demals vfsceras As paredes dos ductos apresentaram-se flnas, bnlhantes e transparentes

As medias obtldas no dla dos testes relatlvas aos pesos dos ratos, aos pesos dos figados e aos pesos da agua deslocada, de ambos os grupos, estao reglstradas na tabela 1 e na flgura 3

Tabela 1: RESULTADOS DOS TESTES

PESO PESO 00 % 00 PESO PESO DA AGUA DENSIDADE DENSIDADE

CORPOREO FIGAOO CORPOREO DESLOCADA 21° C 4° C

NORMAL 212 17"'20.70 IO,I7~1.70 ~.360i0A2 n=6

9,08~U5 1,1170i0,04 1,119oiO,04

ICTERiCIA 339 0~65,1l* 22,8~7 47* 6 28H,67* 20,32~,52 * 1,1250i0,04 1,127",0,04 11=6

ANOVA Representac;:ao das medias :tdesvlo padrao

*

=

p

s

0,05

a aumento do peso do ffgado dos ratos com Icterfcla fOI slgnlflcatlvo em relayao ao do grupo contrale A dlferenc;a do percentual do peso do figado em relayao ao peso corp6reo entre ambos os grupos tambem e slgnlflcatrva A dlferenc;a da agua deslocada pelos 6rgaos dos ratos com Icterfcla em relayao aos

(20)

II

controles fOI Igualmente slgnlflcatlva Rejelta-se, portanto, a hlpotese Ho nas sltua<;6es aClma menclonadas (tabela 1, flgura 3)

As medias das densidades relatlvas dos dOls grupos encontram-se na tabela 1 e na flgura 4

0

aumento da densldade encontrado nos figados dos ratos com Ictericla fOI modesto em relac;ao ao dos controles e sem slgnlflcac;aO estatistlca para a.= 0,05 (tabela 1, flgura 2) Acelta-se, portanto, a hlpotese Ho

A corre<;80 das medias das densidades obtldas com a utlllzac;ao da agua destllada a 210 para 4°

C

encontra-se, tambem, na tabela 1

(21)

In~lY)mAlY) I

I; Fe; ;

A~~LOC"'lY\

I

12

NORMA.L ICTERIcIA

Figura3. Comparayao das medias dos pesos do figado e da agua deslocada. entre os grupos normal e com Ictericla

DENSIDADE

NORMA.L ICTERlcl.o\

Figura 4: Comparayao das medias da densldade dos figados entre os grupos normal e com Ictericfa

(22)

13

4 COMENTARIOS

o

termo densldade slgnlflca a razao entre a massa de um corpo e a unldade de volume A massa a diffcil de se determlnar na pratlca Usa-se, entao a medlda do peso, que a unldade ffslca de for<;a, pOlS a peso a a massa vezes a acelera~o da gravldade

0

seu valor vana, portanto, de acordo com as longitudes e latitudes do globo terrestre Para se contornar essa dlflculdade, costuma-se determlnar a densldade relatlva, cUJo usa diana resumlu a expressao ao termo densldade Asslm, embora Impr6pna, a deslgna~o densldade a usada como slnonlmo de densldade relatlva na malona dos IIvros-texto e neste trabalho 3 5

Asslm, no presente estudo, determlnou-se a densldade relatlva atravas da substltul~o do volume pelo peso do volume de IiqUido deslocado dentro do frasco de teste 1

o

conhecimento da densldade dos tecldos blol6glcos a antigo Avalla- se que a densldade media de um ser humano vana 0 ossa e a tecldo de malar valor, em torn a de 1,975 Seguem-se, em ordem decrescente de densldade, a tecldo cuUmeo, a tendao, a artena e a musculo 0 tecldo adlposo a a de menor valor, em tomo de 0,941 2

o

ffgado, a mals densa das v[sceras, tem densldade que osclla entre 1,050 e 1,085 13, portanto, menor do que aquela encontrada nos ratos normals testados A bile humana, que representa volume slgnlflcante do figado pnnclpalmente na colestase, tem densldade de 1,026 3 Pouco se sabe, poram, das modlflca90es que as doen<;as provocam na densldade de 6rgaos como a ffgado, na

(23)

14

vigencia de Ictericla obstrutlva prolongada

No presente estudo, comprova-se que, apesar das grandes alterac;6es sofndas no volume do orgao, a dens Idade, no final de tres semanas de Icterfcla obstrutlva, mantE~m-se Identlca ados controles Isso assegura que e correta a presunc;ao de Rohng 9 de que a densldade do ffgado conserva-se, ao longo da evoluc;ao da Icterfcla obstrutlva, Identlca ados ratos controles

E

possfvel que, apesar do cresclmento do ffgado, a manutenc;ao da densldade seJa devlda a grande "prollferac;ao" dos ductulos 0 conteudo IiqUido desses tubulos tem, provavelmente, densldade proxima a da bile de ratos normals Ao mesmo tempo, fatores que podenam aumentar a densldade, como as celulas Inflamatonas e 0 colageno, tem representac;ao por demals modesta 9253

o

resultado obtldo por outros pesqUisadores corrobora a concepc;ao de que eXlste aumento progresslvo do volume e do peso do ffgado de animals Ictencos, semelhantes aqueles por ora encontrados 0 mesmo se dlz a respelto das alterac;6es venflcadas a mlcroscopla optlca 9 253

Cunosamente, em trabalho antenor, reallzado no mesmo Laboratono, venflcou-se que, apos a IIgadura dos ductos billares, ha quebra na curva ponderal A partir daf, 0 peso corporeo se establllza ao longo da evoluc;ao da Ictericla por tres semanas 6 Portanto, na colestase expenmental prolongada, ocorre aumento desproporclonal do ffgado em relac;ao ao peso corporeo

Em estudo antenor, a planlmetna reallzada em cortes hlStologlcos de ffgados de ratos com Icterfcla, demonstrou a reduc;ao de 20% nas areas ocupadas

pelos hepatocltos, em relac;ao ados controles Em contrapartlda, houve notavel

(24)

15

aumento relatlvo das areas portals 9,10

Repetlu-se 0 estudo planlmetnco

Cada foto retlculada dos cortes hlStologlcos (campo OptlCO padromzado) apresenta 157 quadrados que correspondem a uma area de 4,36 mm2

da lamina Com esta area, cnou-se um corpo de revoluyao cUJo volume resultante

fOI de 9,31 mm3

Usando-se as densidades encontradas em cada grupo estudado neste trabalho, e a formula

densldade x volume = peso,

transformaram-se os volumes teoncos em pesos,respectlvamene, 0,010397 9 e 0,010469 9

Dlvldlndo-se 0 peso medlo dos f1gados de cada grupo pelo peso dos corpos de revoluyao correspondentes, obteve-se 0 numero de corpos de revoluyao contldos nos f1gados de cada grupo Asslm, os fig ados dos ratos normals contem em media 1200 corpos de revoluyao, enquanto os f1gados do grupo com Icterfcla contem cerca de 1981 Portanto, os fig ados com Icterfcla contem, aproxlmadamente, 61% mals corpos de revoluyao do que os figados normals

Conslderando-se que 0 percentual ocupado pelos hepatocltos no campo OptlCOpadronlzado fOI de 0,93 no grupo controle e de 0,76 no grupo com colestase, ao se cnarem os corpos de revoluy80, tals percentuals volumetncos mantem a mesma correspondencla Asslm, 0 peso representado pelo total de hepatocltos do f1gado do grupo controle atlnge 11,69 9 e, do grupo de colestase,

15,77 9 Deve-se lembrar que 0 peso dos f1gados dos respectlvos grupos e de 12,48 9 e 20,74 9

(25)

16

Usando-se 0 mesmo calculo matemcitlco encontra-se um aumento total do volume das areas portals de 509% em relayao ao volume das areas portals dos ffgados normals, ou seja, um aumento de 0,765 9 para 4,654 9

Alnda malS, 0 volume dos grandes vasos aumentou cerca de 989%, ou seja, de 0,0298 9 para 0,312 9

Tem-se, asslm, Idela grosselra do aumento dos vasos ''ltra-hepat:cos que traduzem, eventual mente, os efeltos da hlpertensao portal consequente ao processo evolutlvo da colestase Alem dlsso, percebe-se que ha aumento tanto dos volumes portals quanto dos volumes do total de hepatocltos

E

possivel, entao, conjeturar que, havendo dlmlnUiyao da area de hepatocltos nos campos de observayao mlcrosc6plca (que sao padronlzados), 0

aumento volumetnco desse contlngente parenqUlmatoso tena de ser decorrente de reproduyao celular

Nao se sabe, porem, se ISSOocorre pela cnayao de novos lobulos, por hlperplaslas locallzadas, ou se ha modlficayao do lobulo, em alguma dlmensao, nao surpreendlda pelos cortes planlmetncos

Nota-se, asslm, a necessldade de se prossegulr nos estudos com 0

intUito de determlnar a causa desse comportamento do ffgado

Por outro lado, em cortes senados prellmlnares, reallzados no Laboratono de Anatomla Patologlca, notou-se, apesar das dlflculdades de avallayao, que os figados dos ratos normals e os dos ratos com colestase apresentam, em media, numero IdElntlCOde lobulos

(26)

Determina~aoda Densidade Relativa do Figado de Rato Normal e com

Ictericia Obstrutiva

por

Ceslo Johansen de Moura

ERRATA

Paglnas

7 Na ultima hnha, onde se h~"da agua a 4° C", lela-se "da agua a 4° C3 "

8 Na 2a hnha, ende se

Ie

"vanavers-respostas", lela-se "vanavels-resposta"

9 Na 3!! hnha, onde se

Ie

"respostas", lela-se "resposta"

11 Na 6a hnha, ende se

Ie

"(tabela 1, Figura 2) ", lela-se "(tabela 1) "

15 Na 11!! hnha, onde se

Ie

respectlvamene", lela-se "respectlvamente"

(27)

,

{

.

I

17

5. CONCLUSAO

A densldade relatlva de ffgado de rato normal e com Icter[cla obstrutlva

e

Idemtlca

(28)

18

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

1 BROOKS, S M Integrated Basic SCience. 14 ed St LOUIS,Mosby, 1979 14 P

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Comumcayao pessoal

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12 SLOTT, P A, L1U, M H , TAVOLlNI, N Ongln, pattern, and mechamsm of bile duct proliferation follOWing biliary obstructIOn In rat Gastroenterology, v 99, p 466-477, 1990

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Introdu~o

a

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15 WEIBEL, E R Pnnclples and methods for the morphometnc study of the lung and other organs Lab. Invest., v 12, P 131-155,1963

Referências

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