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EDITORIAL Motivação

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141 Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, Rio de Janeiro, v. 7, n. 2, p. 141- 146 agosto 2003

EDITORIAL Motivação

Maria Catarina Salvador da Motta

No ano em que a Escola de Enfermagem Anna Nery completa 80 anos, temos o orgulho de ressaltar o 6º aniversário da Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. Digo orgulho porque acumulo o privilégio de tê-la acompanhado ati- vamente desde seu nascimento até abril deste ano.

Posso, com propriedade, dizer que, a despeito de todas as dificuldades, a Revista continua em pro- cesso de crescimento na sua estrutura e produção de conhecimento.

Neste ano, terminou a gestão da Profª. Drª.

Maria Aparecida Vasconcelos Moura como edi- tora chefe a EAN-RENF, a qual não mediu es- forços no intuito de dar continuidade à projeção deste periódico em nível nacional e internacio- nal. Inicia-se uma nova gestão com a Profª. Drª.

Isaura Setenta Porto que, com certeza, com seu entusiasmo, motivação e qualificação, irá desem- penhar essa tarefa com louvor, dando continui- dade ao trabalho. Muitas mudanças se fazem necessárias e você, caro leitor, irá constatar isso já neste primeiro número dessa nova gestão.

Esse fato nos remete ao eixo dessa palavra que, a convite da Diretora da EEAN/UFRJ, vos apresento neste Editorial: a motivação. Pode- mos iniciar perguntando: o que nos movimen- ta?; o que nos dá força para continuar e sobrepu- jar as dificuldades neste momento tão delicado?

Segundo Ferreira (2002)1, motivação é o

“conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou

afetiva, os quais agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo”.

Conforme analisa muito bem Salvador2 (2003, p. 2), vivemos dias confusos, abrutalhados, violentos, até mesmo chocantes.

Mesmo assim, seguimos adiante enfrentando desafios constantes. A fome e a falta de tolerân- cia entre os homens lançam uma mancha sobre a humanidade e conseqüentemente interferem de forma diretamente proporcional no nível de motivação de cada um. No campo do conscien- te, é possível citar, como agentes motivadores de ordem fisiológica, as necessidades de comer, beber, respirar, proteger nosso corpo etc. Entre os agentes motivadores de ordem intelectual, encontra-se a necessidade de nos sentirmos com- petentes, conhecer as ciências e entender e parti- cipar deste mundo complexo em que vivemos.

Assim, não podemos deixar de mencionar os agentes motivadores de ordem afetiva, dos quais podemos citar a necessidade de sermos impor- tantes e queridos por outros seres da nossa espé- cie nos ambientes familiar, social e de trabalho.

Para um nível ótimo de motivação, estes três fa- tores devem coexistir em nosso cotidiano.

Nos 14 artigos apresentados neste número, podemos identificar um alto teor de motivação plena na produção do conhecimento científico da Enfermagem, expressado principalmente através de três artigos relativos a enfoques relacionados à cons- trução do conhecimento de enfermagem.

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Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, Rio de Janeiro, v. 7, n. 2, p.141-146 agosto 2003

Dois artigos abordam o tema a AIDS, uma questão de saúde coletiva e individual atual e ain- da preocupante. A atenção básica de saúde foi contemplada em dois artigos relativos às condi- ções de saúde de crianças de creche comunitária e à clientela hipertensa.

Um outro artigo trata de crianças que estive- ram em terapia intensiva neonatal, analisando prin- cipalmente as demandas de cuidados pós-alta. O cuidado foi tema de dois artigos. Um deles destaca o cuidado voltado para a saúde de populações ribei- rinhas e é analisado segundo a ótica de Boaventura de Sousa Santos, ressaltando as multiextensões do cuidar cotidiano. E o outro artigo considera os cui- dados de enfermagem descrevendo-os para a assis- tência ao adulto hospitalizado, categorizando-os se- gundo sua ordem técnica, tecnológica e expressiva e classificando sua importância e prioridade, de acor- do com os próprios clientes.

O décimo artigo trata do cuidador de ido- sos e sua ética do cuidar, refletindo como ela ori- enta o ofício desses cuidadores. O ensino de en- fermagem foi contemplado em dois artigos. O primeiro trata de alguns dos aspectos lúdicos na arte de ensinar e na arte de cuidar na enferma-

gem, apresentando um foco sobre a parte expres- siva da profissão e distinguindo duas formas de arte na enfermagem. O artigo seguinte apresenta uma abordagem histórico-social, discutindo o internato de enfermagem relativo ao ensino de enfermagem obstétrica.

O último artigo traz uma proposta de um software – protótipo para a sistematização da as- sistência de enfermagem no âmbito hospitalar descrevendo as etapas de seu desenvolvimento.

Ele contribui para o processo de informatização hospitalar que atualmente vivenciamos.

Depois desses apontamentos sobre a con- figuração do v. 7, n. 3 da Escola Anna Nery Re- vista de Enfermagem, o fato é que ela mostra, indiscutivelmente, a motivação de nossos colegas enfermeiros com o seu trabalho. Por fim, enco- rajamos você, caro leitor, a se questionar: qual é a sua motivação? Reflita sobre isso. Você se sente motivado no seu trabalho e nas suas atribuições?

Você se identifica com os valores da organização em que trabalha? Garimpe e encontre o que ver- dadeiramente move você, seja fiel à sua vontade e, principalmente, não tenha medo de ser você mesmo. Faça suas escolhas.

Notas

1http//www2.uol.com.br/AURÉLIO.

2SALVADOR, R. No alvo. Boletim. Ano1, número 3, maio/

junho 2003.

Sobre o autor

Maria Catarina Salvador da Motta

Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública da Escola de Enfermagem Anna Nery/UFRJ.

Editora Executiva da EAN-RENF - maio 2001 a abril 2003.

Editorial: motivação Motta MCS.

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