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Fratura do colo do fêmur em crianças *

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Fratura do colo do fêmur em crianças

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Femoral neck fractures in children

MARCEL BARBIERI FREITAS1, FERNANDO CARLOS MOTHES2, LUIS JOSÉ MOURAE ALIMENA3, MÁRIO DIRANI4, PAULO LOMPA3, LAURO MACHADO NETO3

* Trabalho realizado no Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital da Crian- ça Santo Antônio, Santa Casa de Porto Alegre (RS) – Brasil.

1. Residente do Serviço de Ortopedia da Santa Casa de Porto Alegre (RS) – Brasil.

2. Ortopedista do Serviço de Ortopedia da Santa Casa de Porto Alegre (RS) – Brasil.

3. Ortopedista Pediátrico do Hospital da Criança Santo Antônio de Porto Ale- gre (RS) – Brasil.

4. Chefe do Serviço de Ortopedia Pediátrica do Hospital da Criança Santo Antônio de Porto Alegre (RS) – Brasil.

Endereço para correspondência: Rua Sarmento Leite, 288, apart. 131, Bairro Bom Fim – 90050-170 – Porto Alegre (RS) – Brasil. Tels.: (51) 3224-5369 e (51) 9261-0301. E-mail: [email protected]

Recebido em 6/7/04. Aprovado para publicação em 7/3/06.

Copyright RBO2006

RESUMO

Objetivo: Os autores relatam uma série de 10 pacientes com fratura do colo do fêmur em crianças, tratados de julho de 1993 a agosto de 2001. Métodos: As fraturas fo- ram classificadas segundo Delbet em transepifisárias, um caso (10%), transcervicais, cinco casos (50%), cervicotro- cantéricas, quatro casos (40%). Os pacientes foram ava- liados seguindo os critérios clínicos e radiológicos de Ra- tliff. O seguimento mínimo foi de seis meses e o máximo de 96 meses com média de 17,6 meses. Resultados: O índice de complicações foi, de modo geral, de 40%. Coxa vara ocorreu em um paciente (10%); fechamento da fise femo- ral proximal, em três pacientes (30%); necrose avascular, em três pacientes (30%). Quanto ao resultado do trata- mento, segundo Ratliff, sete pacientes (70%) foram classi- ficados como bom, dois pacientes (20%) classificados como regular e um paciente (10 %) classificado como pobre.

Conclusão: Os autores enfatizam a gravidade dessa fratu- ra através do alto índice de complicações.

Descritores – Fraturas do colo femoral/complicações; Fraturas do qua- dril; Necrose avascular da cabeça femoral; Criança; Es- tudos retrospectivos

ABSTRACT

Objective: To assess the incidence of complications arising from femoral neck fractures in children, based on the experience of 10 cases. Methods: The 10 fractures were classified, as according to Delbet, in transepiphyseal, one case (10%); transcervical, five cases (50%); and cervicotrochanteric, four cases (40%). Patients were assessed according to Ratliff’s clinical and radiological criteria. Minimum follow-up was six months, maximum follow-up was 96 months, with a mean of 17.6 months.

Results: The complication rate was 70%. There was one case of coxa vara (10%); proximal femoral physeal closure in three patients (30%); avascular necrosis in three patients (30%). Regarding the final result of the treatment, according to Ratliff’s criteria, in seven patients (70%) it was rated as good; in two patients (20%) it was rated as fair; and in one patient (10%) it was rated as having a poor outcome.

Conclusion: Authors emphasize the fracture severity upon its high rate of complications.

Keywords – Femoral neck fractures/complications; Hip fractures;

Femoral head necrosis; Child; Retrospective studies

INTRODUÇÃO

As fraturas do colo do fêmur em crianças são infreqüentes, correspondendo a apenas 1% de todas as fraturas da infân- cia(1). Devido a sua raridade e a dados conflitantes da literatu- ra, é pobre a experiência do cirurgião ortopédico com tais fraturas, principalmente no que diz respeito a tratamento e prognóstico.

Os primeiros relatos da fratura do colo do fêmur em crian- ças surgiram no final do século XIX, sendo Cromwell, em 1885, um dos pioneiros a tratar do assunto(2). Whitmann, em 1900, relata uma série de pacientes com fratura do colo do fêmur, já descrevendo a coxa vara como uma de suas complicações(3). Colonna, em 1929, popularizou a classificação das fraturas idealizada por Delbet, difundindo seu uso até o presente(4).

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Mitchell, em 1936, ressalta a importância do tratamento pre- coce dessa lesão, visando um melhor prognóstico(5).

Leung e Lam consideram fundamental a redução anatômi- ca das fraturas deslocadas, sendo freqüentes em sua experiên- cia resultados catastróficos devidos à falha de manutenção da redução(6). Canale e Bourland, em uma comparação de suas duas casuísticas (1977 e 1990), afirmam ser importante a re- dução precoce dessas fraturas, mas essa variável não parece diminuir a incidência de necrose avascular(7-8).

As poucas publicações existentes não escondem a grande incidência de complicações que as fraturas do colo do fêmur na infância geram. Necrose avascular da cabeça femoral, pseu- dartrose, coxa vara e fechamento precoce da fise femoral pro- ximal são as mais encontradas na literatura.

Este artigo apresenta a experiência de nosso Serviço no tratamento destas lesões raras na infância.

MÉTODOS

Foram tratados, nos Serviços de Ortopedia do Hospital da Criança Santo Antônio do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre e no Hospital das Clínicas de Porto Alegre, 10 pacientes com o diagnóstico de fratura do colo do fêmur estudados retrospectivamente de julho de 1993 a agosto de 2001. Os critérios de inclusão foram: o diagnóstico de fratura do colo do fêmur, a ausência de tratamento prévio, a cartila- gem fisária do fêmur proximal aberta e o seguimento mínimo de seis meses. A presença de doenças de base, como paralisia cerebral, síndrome de Marfan e tetralogia de Fallot, não foi critério de exclusão em nosso estudo.

Após avaliação clínica e radiológica da lesão (figura 1) foi instituído o tratamento definitivo da fratura. Em todos os pa- cientes, exceto um, foi inicialmente instalada tração cutânea.

Todos os pacientes foram submetidos à fixação cirúrgica (fi- gura 2) com fios de Steinman, pinos de Knowles ou parafu- sos. Em quatro pacientes a fixação interna foi realizada após redução aberta, usando a via de acesso de Watson-Jones com capsulotomia anterior. Em todos os casos foi realizada anti- bioticoterapia profilática por 24 a 48 horas após o procedi- mento. Os pacientes tiveram alta hospitalar, em média, 72 ho- ras após a cirurgia e o manejo pós-operatório era ditado conforme características próprias da fratura, da estabilidade da síntese e da gravidade das lesões associadas. O retorno ambulatorial também foi individualizado conforme a evolu- ção de cada caso e as complicações por eles desenvolvidas.

A avaliação pós-operatória foi baseada no exame clínico e radiográfico dos pacientes (figura 3). Foram usados os crité- rios de Ratliff (quadro 1) para avaliação de resultados e sua

Figura 1 – Fratura tipo III deslocada

Figura 2 Redução anatômica e fixação com um parafuso canulado

Figura 3 Dois anos de pós-operatório

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QUADRO 1

Avaliação dos resultados segundo Ratliff

Bom Regular Pobre

Dor Ausente ou Ocasional Incapacitante

moderada

Movimento Normal ou Maior Menor

restrito nos que 50% que 50%

extremos

Atividade Normal ou Normal ou Restrita evita jogos evita jogos

Radiologia Normal ou Deformidade Necrose alguma grave do colo avascular deformidade femoral; grave;

no colo necrose artrite

femoral avascular degenerativa;

considerável artrodese

Fonte: referência 18

respectiva classificação para a avaliação da necrose avascular da cabeça femoral, quando presente. Estes dados foram obti- dos de registros em prontuários de internação e consultas ambulatoriais de cada paciente.

casos) e apenas três pacientes (30%) apresentavam doença de base.

Em dois casos a redução foi realizada em mesa ortopédica e nos demais em mesa radiotransparente. O tempo médio trans- corrido entre o trauma e o procedimento cirúrgico foi de 13,7 dias. Em seis pacientes (60%) foi realizada redução incruenta e fixação percutânea da fratura; em quatro (40%), nos quais foi impossível obter redução anatômica da fratura, foi realiza- da redução aberta através da via de acesso de Watson-Jones.

O seguimento médio dos pacientes foi de 17,6 meses, sen- do o mínimo de seis meses e o máximo de 96 meses.

A incidência de complicações, de modo geral, foi de 40% (qua- tro casos). As mais comuns foram fechamento da cartilagem fi- sária do fêmur proximal, que ocorreu em três pacientes (30%), e necrose avascular da cabeça femoral, também em três pacientes (30%). Coxa vara foi observada em um paciente (10%) (figura 4). Não se observaram pseudartrose, condrólise e infecção.

Segundo a classificação de Ratliff, encontrou-se necrose da cabeça femoral do tipo I em um caso (10%) e necrose da cabeça femoral do tipo III em dois casos (20%). Na avaliação de Ratliff, quanto ao resultado funcional (bom/ regular/ po- bre), sete pacientes foram classificados como bom (70%), dois pacientes classificados como regular (20%) e um como pobre (10%). Os pacientes que não tiveram complicação não apre- sentaram discrepância de membros inferiores. Dos pacientes que apresentaram complicações, dois (casos dois e oito) não tiveram nenhuma repercussão funcional, devido ao quadro li- mitado de mobilidade do paciente dois e à idade (16 anos) do paciente oito na época do trauma. O paciente que apresentou coxa vara (caso um) tinha uma discrepância clínica no último seguimento de 1cm e apresentava sinal de Trendelenburg. O paciente que apresentou fechamento fisário precoce e necro- se tipo I (caso 9) apresentava discrepância clínica de 3cm e necessitava de uma compensação externa no calçado, além de sinal de Trendelenburg.

RESULTADOS

Em nossa casuística (tabela 1), tivemos predomínio de pa- cientes do sexo masculino, seis casos (60%), perante o femi- nino, quatro casos (40%). A faixa etária variou de sete a 16 anos, média de 11,3 anos.

A maioria das fraturas era do tipo II, cinco casos (50%), e III, quatro casos (40%). Somente uma fratura era do tipo I (10%) de Delbet. Oito pacientes (80%) tinham fraturas des- locadas e dois pacientes (20%), fraturas não-deslocadas. A incidência de traumatismos associados foi de 40% (quatro

Figura 4 – Pré-operatório; três meses PO com 100o de varo; e 11 meses PO com fechamento da fise e remodelamento para 120o de ângulo cérvico diafisário.

(4)

DISCUSSÃO

Em nossa série encontramos elevada incidência de pacien- tes do sexo masculino com fratura do colo do fêmur; pode-se atribuir essa proporção provavelmente ao nível de atividade dessas crianças e sua maior exposição ao trauma de alta ener- gia. Em contrapartida, observou-se que acidentes corriqueiros como queda da própria altura (dois casos) e queda da bicicleta

(dois casos) também podem provocar fratura do colo femoral, indo ao encontro de alguns trabalhos da literatura(9-12).

A média de idade dos pacientes avaliados foi de 11,3 anos e houve maior incidência de fraturas tipo II de Delbet, similar à literatura(1,6,8,11-13).

Dos pacientes, quatro tiveram trauma associado de magni- tude considerável; o caso 7 necessitou de tração e gesso pelvi-

TABELA 1 Pacientes

Caso Sexo Idade Classificação Tipo de Trauma Doença Tempo Tratamento Seguimento Complicações Avaliação

(anos) da fratura trauma associado de base até definitivo segundo

cirurgia Ratliff

01 F 13 Tipo II Queda de 6 dias 1 parafuso 12 meses Coxa vara Bom

deslocada bicicleta canulado

(percutâneo)

02 F 13 Tipo II Queda da Paralisia 28 dias 2 parafusos 7 meses Fechamento da Pobre

deslocada própria altura cerebral canulados fise e necrose

(aberto) tipo III

03 M 8 Tipo II Atropelamento TCE 7 dias 2 parafusos 6 meses Bom

deslocada canulados

(percutâneo)

04 M 13 Tipo II não Queda de skate Síndrome 4 dias 2 parafusos 6 meses Bom

deslocada de Marfan canulados

(percutâneo)

05 F 12 Tipo III Acidente de Disjunção 8 dias 1 parafuso 8 meses Bom

deslocada trânsito da sínfise canulado

púbica (aberto)

06 M 8 Tipo III não Acidente de Extensa 21 dias 2 fios de 8 meses Bom

deslocada trânsito lesão Steinmann

cutânea (percutâneo)

em MsIs

07 M 7 Tipo III Atropelamento Fratura 5 dias 1 parafuso 24 meses Bom

deslocada fêmur canulado

contralateral (percutâneo)

08 M 16 Tipo II Queda de Tetralogia 27 dias 2 parafusos 9 meses Fechamento da Regular

deslocada bicicleta de Fallot canulados fise e necrose

+ arruela tipo III

(percutâneo)

09 F 9 Tipo I Queda da 23 dias 2 parafusos 96 meses Fechamento da Regular

deslocada própria altura (aberto) fise e necrose

tipo I

10 M 14 Tipo III Queda de altura 8 dias 2 parafusos 56 meses Bom

deslocada canulados

+ arruela (aberto)

Fonte: SAME HCSA, SAME HCPA

(5)

podálico para tratamento de fratura de diáfise do fêmur con- tralateral; o caso 6, extenso debridamento de lesões de pele.

As demais lesões foram apenas observadas. Pape et al(14) rela- tam que os traumatismos associados nas fraturas do tipo II e IV são os principais determinantes na restrição da função des- ses pacientes a longo prazo (mínimo três anos). Essa relação não ocorreu em nossa casuística.

Entre os pacientes, três apresentavam doença de base que, provavelmente, tenha afetado sua resistência óssea. Acredita- mos que isso não seja critério de exclusão como em alguns estudos(1,10-11,15-16). Pode-se notar que o trauma causador da fra- tura foi de energia considerável, semelhante aos demais, e que o tratamento cirúrgico instituído foi igual ao dos outros pacien- tes. O osso patológico pode sofrer fratura com energia de me- nor intensidade(17), mas, não sendo a lesão de natureza tumoral, acredita-se que o tratamento e o prognóstico são semelhantes, não havendo razão para discriminá-los dos outros casos(13-14).

Quanto ao tempo entre o trauma e o procedimento cirúrgi- co, em alguns casos foi observado considerável atraso na ins- tituição do tratamento definitivo. Em um caso havia extensa lesão cutânea comprometendo a área de incisão; em outro caso foi necessária compensação clínica, pois o paciente é porta- dor de tetralogia de Fallot; um paciente foi submetido a uma semana de tração pré-operatória para gradualmente melhorar a redução, e outro, com paralisia cerebral diplégica espástica, teve sua fratura negligenciada inicialmente e, portanto, o tra- tamento instituído somente 28 dias após o trauma. Desses pacientes, três com o tratamento retardado apresentaram ne- crose da cabeça femoral. Entre os pacientes, dois apresenta- vam fraturas deslocadas tipo II e um, fratura tipo I de Delbet.

Dessa forma, não podemos afirmar que a necrose avascular esteja relacionada com o retarde na instituição do tratamento, já que as fraturas do tipo I e II de Delbet apresentam grande incidência de necrose avascular.

Com relação ao tratamento, em apenas dois pacientes, a redução da fratura foi realizada em mesa ortopédica. Todos os demais foram reduzidos em mesa comum. Esse fato cha- ma a atenção para a dificuldade de redução, sendo necessá- rios, muitas vezes, movimentos combinados de tração com abdução, adução, flexão e rotação. Em todos os pacientes foi usado controle fluoroscópico com intensificador de imagem.

Quando a redução anatômica não era conseguida incruenta- mente, devido ao tempo de fratura, ou devido ao grau de des- locamento, foi realizada a redução cruenta através da via de acesso de Watson-Jones com incisão da cápsula anterior. A associação da capsulotomia com a necrose pode ser sugerida, mas não comprovada.

Acreditamos que a osteossíntese percutânea com parafu- sos canulados seja o tratamento ideal para as fraturas tipos I, II e III, deslocadas e não deslocadas.

Um baixo índice de necrose avascular da cabeça femoral foi observado. Apenas três pacientes (30%) apresentaram tal com- plicação. Atribui-se esse índice a alguns fatores, como apenas um caso de fratura tipo I, fixação estável das fraturas e um se- guimento relativamente curto dos pacientes. Mirdad apresen- tou em sua casuística de 14 casos um índice de 50% de necrose, sendo três parciais com recuperação e quatro (28,6%) com co- lapso da cabeça, o que coincide com nossos dados(18). Estudos sugerem que nenhum tratamento é capaz de alterar o curso na- tural da necrose avascular da cabeça femoral e que o único fator capaz de exercer alguma influência é o grau de deslocamento inicial dos fragmentos(7,19-20). Entretanto, Maeda recomenda re- tirar a carga, por mais de um ano, do membro afetado pela ne- crose, evitando assim o colapso grave da cabeça femoral(21). Outros autores demonstram que a redução da fratura com a descompressão do hematoma intracapsular, via aberta ou per- cutânea, e fixação interna precoce nas primeiras 24 a 36 horas do trauma, foram capazes de diminuir a incidência de necrose da cabeça femoral(12,16,22-23). O deslocamento inicial é crucial para determinar o curso da necrose avascular, mas acredita-se que o tratamento precoce com redução anatômica e fixação estável seja aliado ao combate dessa complicação tão temida.

Acreditamos, como Ingram, que a fixação estável da fratura seja capaz de favorecer a revascularização dos fragmentos(13).

Canale afirmou que alterações radiológicas da necrose avas- cular já podem estar presentes um mês e meio após o trauma e que o fechamento precoce da fise femoral proximal pode ser um sinal de necrose da cabeça(7). Os três casos que evoluí- ram com necrose da cabeça femoral o fizeram com dois, três e sete meses, respectivamente. Todos foram precedidos pelo fechamento fisário.

Quanto à avaliação dos resultados segundo os critérios de Ratliff, estes foram usados também por Bagatur, o qual obte- ve 41% dos resultados classificados como bons, 35% regula- res e 23% como pobres, o que demonstrou, assim como em nosso trabalho, uma predominância de bons resultados ape- sar de alto índice de complicações(24).

CONCLUSÃO

Em nossa casuística, suportada pela literatura, encontramos grande número de complicações, o que confirma a gravidade desse tipo de fratura em crianças. Um possível fator favorece- dor disso no nosso trabalho ainda pode ter sido o tratamento cirúrgico tardio a que os pacientes foram submetidos.

(6)

REFERÊNCIAS

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