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Educação profissional em expansão no Pará

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(1)

1 IIIIIh IIU IIO I Ile

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Mhondo

l'lúrnio AJURIS Direitos Humanos 2005, 1

a

Edição, Menção l lonros.i,

o o s .

p.

3 .

ANOTILHO

& MOREIRA, 1991 apud MIOZZO, Pablo Castro. O

prin-(pio da proibição do retrocesso social e sua previsão constitucional:

uma

mudança

de paradigma

no tocante

ao dever

estatal

de

:oncretização

dos direitos fundamentais no Brasil. Prêmio AJURIS

Di-reitos Humanos 2005, 1

ª

Edição, Menção Honrosa, p. 10-11.

1 /1

Ibid., p. 4.

E n v ia d o p o ro p u b lic a ç ã o : 1 3 .0 5 .2 0 1 0

A c e ito p o ro p u b lic a ç ã o : 2 5 .0 8 .2 0 1 0

U 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 • 1 1 1 I1 1 1 1 1 1 /1 1 • v 7 ,"" b O ,U IIO 3 1 1 0 1 0 p . 1 1 o 3 1

o

artigo aborda o processo de implantação dos novos campi do Instituto

I cderal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFPA, resultante da expansão

I

3 3

preconizada pela Lei nQ 11.892/2008, enfocando os novos campi, nos

mu-nicípios de Abaetetuba, Bragança, Conceição do Araguaia, Santarém e ltaituba. Aspectos da implantação dos novos

campi

do IFPA serão

evidenci-.id o s mediante a análise das transformações ocorridas no mundo do

traba-lho e do contexto da reforma da educação profissional no governo Lula da

Silva. .

I'alavras-chave: Educação Profissional; Governo Lula da Silva; Instituto Fe-deral de Educação, Ciência e Tecnologia - IFPA

LKJIHGFEDCBA

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EM EXPANSÃO NO PARÁ

PROFESS/ONAL EDUCATlON IN EXPANS/ON IN PARA

Angelo José Santana Silva

Meslrando do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da Uni-vorsidade Federal do Ceará, MINTER UFC!IFPA.

K,ília Regina Rodrigues

Lima

I'rofessora do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da FACED/

urc

e da Universidade Estadual Vale do Acaraú-UVA. Doutora em

Educa-~ ,1 0pela Universidade Federal de São Carlos-Uf S C a r ,

Resumo

A b stro c t'

lhe article discusses the implementation process of new campuses of the

I cderal Institute of Education, Science and Technology - IFPA, resulting of onvisaged expansion by Law No. 11.892/2008, focusing on the new r ampuses in Abaetetuba, B r a g a n ç a , Conceição do Araguaia, Santarém and ltaituba municipalities. The implementation aspects of new campuses of IFPA will be evidenced by analysis of occurred changes in the labor world and

1 1 1 (' reform context of the professional education in Lula da Silva government.

koy-words: Professional Education; Lula da Silva Government, Federal lnvtitute of Education, Science and Technology - IFPA

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(2)

34

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\11111(1110S ilv a / K ó lla R eg in a R o d rig u es lim a

Introdução

Neste artigo, traçaremos um panorama do processo de implanta-ção dos novos

campí

do IFPA, resultante da expansão preconizada pela Lei nQ

11.892/1008, enfocando os novos

Campí,

nos municípios de Abaetetuba, Bragança, Conceição do Araguaia, Santarém e Itaituba.

Aspectos da implantação dos novos

campí

do IFPA serão evidenci-ados mediante a análise das transformações ocorridas no mundo do tra-balho e do contexto da reforma da educação profissional no governo Lula da Silva.

Transformações no mundo do trabalho

Recorremos a Frigotto para compreender as transformações ocorri-das e em processo na economia capitalista atual.

A nova base científico-técnica, assentada sobretudo na microeletrônica e incorporada ao processo produtivo, permite que as economias cresçam, aumentem a produtividade, diminuindo o número de postos de trabalho. O desemprego estrutural deste fim de século demarca não apenas o aumento do exército de reserva, mas especialmente o excedente de trabalhadores, ou seja, a não necessidade, para a produção, de milhões de trabalhadores. (FRIGOTTO, 2 0 0 2 , p.13).

o

contexto retratado no trecho acima refere-se

à

situação atual do mercado, que reflete as transformações ocorridas no mundo do trabalho, fruto de vários processos históricos. A complexificação das sociedades exigiu novas formas de organização da produção, que por sua ve complexificaram as relações de trabalho, e, por conseguinte, o próprio trabalho. Isso significa dizer que, com o passar do tempo, a atividade humana vai se diversificando, da coleta, da pesca, dos ofícios às fábricas, enfim, às grandes indústrias modernas, nas quais o trabalho é assalariado. Manfredi (2002, p. 44) assevera que "nas sociedades capitalistas contem-porâneas, o trabalho assalariado é a modalidade corrente. (... ) No assalariamento, o trabalhador troca sua capacidade de trabalho por um

salário,

uma remuneração, cujos valores, em geral, são estipulados pelo

mercado."

E d u co çõ o p ro fissio n al em o x p an sB o n orUI

A economia passa a ser organizada em "setores e ra m o s" , ,IO S Cjll.li'i "., diferentes "ocupações e funções" estão relacionadas.

Dcnuo

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organiza-se a "estrutura de postos de trabalho", rcgul.ul.. P()! um

" m o r c a d o de oferta e demanda de emprego", destaca MtH'lfl(ldi ( J ( ) ( ) ) , p .

17).

Ressalta ai nda que a expansão quantitativa da "estrutura ()(t

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I( 1011,11",

vim ula-se "à evolução da estrutura de emprego e ao aumento

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111IIP" 1.1)(>5nos diferentes setores de uma economia (setor

agrrcol.i, i

11«111',1I1,11" dI' serviço)" (MANFREDI, 2002, p. 47).

À

medida que as inovações tecnológicas são implcmc-nr.ul,». IItI'

,I'Iores produtivos, o cenário da estrutura ocupacional altera s e (I\N II )

t ~I',

.I()06). Observam-se mudanças que irão alterar asc o n d iç õ e s c io 0PI'I

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,1 1 1 0 industrial tradicional.

Observa-se, no universo do mundo do trabalho no (',lpit,dj'>11H)11111 temporâneo, uma múltipla processual idade: de um lado V<'lifil ou se uma desproletarização do trabalho industrial, fabril, n o s p"(',I'''' do capitalismo avançado, com maior ou menor r e p e r c u s s .to 1'111 áreas industrializadas do Terceiro Mundo. Em outras palavras, houve uma diminuição da classe operária industrial tradicional. M,IS,p ,l

ralelamente, efetivou-se uma expressiva expansão do tra b a lh o ,I'"

salariado, a partir da enorme ampliação do assalariarnento no SI' tor de serviço (ANTUNES, 2 0 0 6 , p. 4 9 ) .

I\I('m desses aspectos, Antunes (2006) assinala ainda

ccu.i

"11I'11'")g(lnei7ação do trabalho", principalmente com a inserção da rnu 111''I II() mundo operário, acompanhada de uma "subproletarização intcn

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1)1''i S .l forma, o desemprego estrutural anunciado por Frigouo "(01)

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no mundo do lrabalho, que deixa em situação de ris

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xpansão da educação Profissional no governo Lula

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K ó llo R e g in a R o d rig u e s lim o

LKJIHGFEDCBA

Introdução

Neste

artigo, traçaremos um panorama do processo de

implanta-~ 'i O

dos novos

campi

do IFPA, resultante da expansão preconizada

pela

I oi n'' 11.892/2'008,

enfocando

os novos

Campi,

nos municípios

de

Abactetuba, Bragança, Conceição do Araguaia, Santarém e Itaituba.

Aspectos da implantação dos novos

campi

do IFPA serão

evidenci-.idos mediante a análise das transformações ocorridas no mundo do

tra-halho e do contexto da reforma da educação profissional

no governo

I ula da Silva.

Transformações no mundo do trabalho

Recorremos a Frigotto para compreender as transformações

ocorri-ia s

e em processo na economia capitalista atual.

A nova base científico-técnica, assentada sobretudo na microeletrônica e incorporada ao processo produtivo, permite que as economias cresçam, aumentem a produtividade, diminuindo o número de postos de trabalho.

°

desemprego estrutural deste fim de século demarca não apenas o aumento do exército de reserva, mas especialmente o excedente de trabalhadores, ou seja, a não necessidade, para a produção, de milhões de trabalhadores. (FRIGOTTO, 2002, p.13).

o

contexto retratado no trecho acima refere-se à situação atual do

mercado, que reflete as transformações ocorridas no mundo do trabalho,

fruto de vários processos históricos. A complexificação

das sociedades

.xigiu

novas formas de organização

da produção,

que por sua ve

omplexificaram

as relações de trabalho, e, por conseguinte, o próprio

trabalho.

Isso significa dizer que, com o passar do tempo, a atividad

humana vai se diversificando,

da coleta, da pesca, dos ofícios às fábricas,

.nfim, às grandes indústrias modernas, nas quais o trabalho é assalariado.

M,lnfredi (2002, p. 44) assevera que "nas sociedades capitalistas

contem-porâneas,

o trabalho

assalariado

é a modalidade

corrente.

C .. )

No

.issalar.amento. o trabalhador troca sua capacidade de trabalho por um

s .ilá rio ,

um"

re m u n e ra ç ã o ,

cujos valores, em geral, são estipulados pelo

mercado."

E d u c a ç ã o p ro fissio n a l e m e x p a n sã o n o P a ró

A economia passa a ser organizada em "setores e ramos", aos quais

,1 5

diferentes "ocupações e funções" estão relacionadas. Dentro dessa

ló-gica, organiza-se a "estrutura de postos de trabalho",

regulada por um

"mercado de oferta e demanda de emprego", destaca Manfredi (2002, p.

1\7).

Ressaltaainda que a expansão quantitativa da "estrutura

o c u p a c io n a l'',

vincula-se

evolução da estrutura de emprego e ao aumento das

ocupa-~c)csnos diferentes setores de uma economia (setor agrícola, industrial e

de serviço)" (MANFREDI, 2002, p. 47).

À

medida que as inovações tecnológicas são implementadas

nos

xotores

produtivos,

O

cenário da estrutura ocupacional altera-se (ANTUNES,

(06). Observam-se mudanças que irão alterar as condições do

operari-lido industrial tradicional.

Observa-se, no universo do mundo do trabalho no capitalismo con-temporâneo, uma múltipla processualidade: de um lado verificou-se uma desproletarização do trabalho industrial, fabril, nos países do capitalismo avançado, com maior ou menor repercussão em áreas industrializadas do Terceiro Mundo. Em outras palavras, houve uma diminuição da classe operária industrial tradicional. Mas, pa-ralelamente, efetivou-se uma expressiva expansão do trabalho as-salariado, a partir da enorme ampliação do assalariamento no se-tor de serviço (ANTUNES, 2006, p. 49).

Além

desses aspectos,

Antunes

(2006)

assinala

ainda

certa

"lu-u-rogcneização

do trabalho", principalmente

com a inserção da

mu-'hl'l no mundo operário, acompanhada de uma "subproletarização

inten-IIl1llc/,l, presente na expansão do trabalho parcial, temporário,

precário,

Id u

ontratado, terceirizado, que marca a sociedade dual no capitalismo

I"""~I\(I()C .. )"

(ANTUNES, 2006, p.49)

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forma, o desemprego estrutural anunciado por Frigotto

"con-ilglIl.l

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mais brutal resultado" das transformações ocorridas neste fim

"li

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ulo, no mundo do trabalho, que deixa em situação de risco jovens

r .ulultos, que aspiram por melhores condições de vida e trabalho.

35

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expansão da educação Profissional no governo Lula

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p6s-1990, assumiu novas nuances. A

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A n g e lo Jo sé S c n to n n S ilv a IK á tia R e g in a R o d rig u e s lim a

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

reforma do ensino profissionalizante" (MANFREDI, 2002, p. 113). Tal re-forma representou uma perspectiva oposta à defendida pelas entidades profissionais da educação e setores da sociedade civil organizados no Fórum em Defesa da Escola Pública - a concepção de uma escola básica unitária, a construção de um sistema nacional de educação que possibili-tasse a "unificação entre trabalho, ciência, tecnologia e cultura" (MANFREDI, 2002, p. 120) - e sacramentou a separação entre formação geral e profissional, atendendo às orientações dos organismos internacio-nais e aos interesses empresariais.

A esse respeito, MANFREDI (2002, p. 128) informa que

A reforma do ensino médio e profissional do governo Fernando Henrique Cardoso, tal como inúmeras outras C .. ) se propõe mo-dernizar o ensino médio e o ensino profissional no País, de manei-ra que acompanhem o avanço tecnológico e atendam às deman-das do mercado de trabalho, que exige flexibilidade, qualidade e produtividade.

3 6

A eleição do presidente Lula da Silva, que tinha assumido o com-promisso de revogar o Decreto nº 2.208/97, gerou, em grande parte dos segmentos organizados da sociedade, a esperança de mudanças signifi-cativas nos rumos da educação e de efetivação de um projeto democráti-co e popular para a educação profissional, o que suscitou inúmeros deba-tes em "seminários nacionais". Frigotto (2005) revela-nos que "esse pro-cesso manteve-se polêmico, em todos os encontros, debates e audiências realizados com representantes de entidades da sociedade civil e de ór-gãos governamentais."

Porém, somente em 2004, o Decreto 2.208/97 foi revogado com a publicação do Decreto 5.154/2004, que em seu Artigo 1º estabelece que

A educação profissional, prevista no art. 39 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Na-cional), observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação, será desenvolvida por meio de cursos e programas de:

I - formação inicial e continuada de trabalhadores;

II - educação profissional técnica de nível médio; e

III - educação profissional tecnológica de graduação e de pós-gra-duação.

E d u c a ç ã o p ro fissio n a l e m e x p a n sã o n o f'uI

A organização da educação profissional proposta no novo Decreto entretanto, aponta na perspectiva da simultaneidade e não da

integraçao.

De acordo com o § 1º artigo 4º do referido Decreto são três as

possibilid.i

des de articulação entre educação profissional técnica de nível médio c () ensino médio.

I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o cnsi no fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir () aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, contando com matrícula única para c a d .i

aluno;

II - concomitante, oferecida somente a quem já tenha concluído () ensino fundamental ou esteja cursando o ensino médio, na qual a complementaridade entre a educação profissional técnica de nrvcl médio e o ensino médio pressupõe a existência de matrículas dis-tintas para cada curso, podendo ocorrer:

a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportu-nidades educacionais disponíveis;

b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as opor-tunidades educacionais disponíveis; ou

c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de intercomplementaridade, visando o planejamento e o desenvolvi mento de projetos pedagógicos unificados;

111 - subseqüente, oferecida somente a quem já tenha concluído O

ensino médio.

Podemos perceber um nível de organização mais complexo da cdu cação profissional proposta no Decreto nº 5.154/2004, que expressa ,1

necessidade de espaços pedagógicos adequados a essa "nova" realidade. ontudo, a organização institucional, deu-se por conta da superação

d('

" o p o s iç õ e s " ," superação de entraves, apontados no Plano de Desenvolvi

mento da Educação - PDE, que prevê para o período "2003 a 2010, auto rização de 214 novas unidades federais, ou seja, teremos realizado u m " a m p ü a ç ã o de 150% do parque federal de educação profissional (' tecnológica."

Dessa forma, o PDE - 2007 insere-se num contexto de

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do ensino profissionalizante" (MANFREDI, 2002, p. 113). Tal re-U llllo l u-prcsentou uma perspectiva oposta à defendida pelas entidades

IIfln~..,i()nais da educação e setores da sociedade civil organizados no (IIIIIH em Defesa da Escola Pública - a concepção de uma escola básica 1I1it.lri,l, a construção de um sistema nacional de educação que possibili-o ,..,..,tI t l "unificação entre trabalho, ciência, tecnologia e cultura"

MANrREDI, 2002, p. 120) - e sacramentou a separação entre formação

\( '1 \1 1 e profissional, atendendo às orientações dos organismos

internacio-ltlis e aos interesses empresariais.

A esse respeito, MANFREDI (2002, p. 128) informa que

A reforma do ensino médio e profissional do governo Fernando Henrique Cardoso, tal como inúmeras outras C .. ) se propõe mo-dernizar o ensino médio e o ensino profissional no País, de manei-ra que acompanhem o avanço tecnológico e atendam às deman-das do mercado de trabalho, que exige flexibilidade, qualidade e produtividade.

A eleição do presidente Lula da Silva, que tinha assumido o com-promisso de revogar o Decreto nº 2.208/97, gerou, em grande parte dos ",pgmentos organizados da sociedade, a esperança de mudanças

signifi-( .itiv a s nos rumos da educação e de efetivação de um projeto

democráti-co e popular para a educação profissional, o que suscitou inúmeros deba-tcs em "seminários nacionais". Frigotto (2005) revela-nos que "esse pro-cesso manteve-se polêmico, em todos os encontros, debates e audiências realizados com representantes de entidades da sociedade civil e de ó

r-g50s governamentais."

Porém, somente em 2004, o Decreto 2.208/97 foi revogado com a publicação do Decreto 5.154/2004, que em seu Artigo 1º estabelece que

A educação profissional, prevista no art.3 9 da Lei no9 .3 9 4 , de 20 de dezembro de 1 9 9 6 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Na-cional), observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação, será desenvolvida por mei de cursos e programas de:

I - formação inicial e continuada de trabalhadores;

11 - educação profissional técnica de nível médio;

111-e d u c a ç ã o profissional tccnológica de g ra d u a ç ã o e de

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d ll,I Ç ,'O .

E d u c a ç ã o p ro fissio n a l e m e x p a n sã o n o P a ró

A organização da educação profissional proposta no novo Decreto, ontretanto, aponta na perspectiva da simultaneidade e não da integração. I)e acordo com o § 1º artigo 4º do referido Decreto são três as possibilida-dcs de articulação entre educação profissional técnica de nível médio e o «nsino médio.

I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensi-no fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, contando com matrícula única para cada aluno;

11 - concomitante, oferecida somente a quem já tenha concluído o

ensino fundamental ou esteja cursando o ensino médio, na qual a complementaridade entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio pressupõe a existência de matrículas dis-tintas para cada curso, podendo ocorrer:

a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportu-nidades educacionais disponíveis;

b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as opor-tunidades educacionais disponíveis; ou

c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de intercomplementaridade, visando o planejamento e o desenvolvi-mento de projetos pedagógicos unificados;

111- subseqüente, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino médio.

Podemos perceber um nível de organização mais complexo da

edu-1'0 H, .10 profissional proposta no Decreto nº 5.154/2004, que expressa a

'1 1 '( «ssidade de espaços pedagógicos adequados a essa "nova" realidade.

( ontudo, a organização institucional, deu-se por conta da superação de "lIl'll'>içocs"/ superação de entraves, apontados no Plano de Desenvolvi-1!lI'Il!O d I ' E d u c a ç ã o - PDE, que p r e v ê para o período "2003 a 201 O ,

auto-ti o I ~ .I ( ) de 214 novas unidades fé d e ra is , ou seja, teremos realizado uma II1'l'li,\(,.lo de 150% do parque federal de educação profissional e

11'1 Ilol(>gi( a."

I )('SS,l forma, o PDE - 2007 insere-se num contexto de reforma e m.:P,II'''',IO d,! e d u c a ç ã o profissional, nele expresso da seguinte forma:

(6)

A n g e l o J o s é S a n f o n a S i l v o IK ó f i o R e g i n a R o d r i g u e s l i m o

38

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

2.3.1 EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO CIENTíFICA: O IFET

Diante dessa expansão sem precedentes, a proposição dos institu-tos federais de educação, ciência e tecnologia (lFET), como mode-los de reorganização das instituições federais de educação profis-sional e tecnológica para uma atuação integrada e referenciada regionalmente, evidencia com grande nitidez os desejáveis enla-ces entre educação sistêmica, desenvolvimento e territorialidade.

A missão institucional dos IFETsdeve, no que respeita à relação

entre educação e trabalho, orientar-se pelos seguintes objetivos: ofertar educação profissional e tecnológica, como processo educativo e investigativo, em todos os seus níveis e modalidades, sobretudo de nível médio; orientar a oferta de cursos em sintonia com a consolidação e o fortalecimento dos arranjos produtivos locais; estimular a pesquisa aplicada, a produção cultural, o empreendedorismo e o cooperativismo, apoiando processos educativos que levem à geração de trabalho e renda,

especial-mente a partir de processos de autogestão. Quanto à relação entre

educação e ciência, o IFET deve constituir-se em centro de exce-lência na oferta do ensino de ciências, voltado à investigação

empírica; qualificar-se como centro de referência no apoio à

ofer-ta do ensino de ciências nas escolas públicas; oferecer programas especiais de formação pedagógica inicial e continuada, com vistas

à formação de professores para a educação básica, sobretudo nas

áreas de física, química, biologia e matemática, de acordo com as demandas de âmbito local e regional, e oferecer programas de extensão, dando prioridade à divulgação científica.

Através do Decreto nº 6.095/2007, o governo "estabelece diretrizes

para o processo de integração

de instituições

federais de educação

tecnológica,

para fins de constituição dos Institutos Federais de

Educa-ção, Ciência e Tecnologia -IFET, no âmbito da Rede Federal de Educação

Tecnológica."

Dessa forma, inicia-se a organização para a implantação

dos Institutos Federais (lF),3assim caracterizados no Decreto:

CAPíTULO I

DA REORGANIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO DE INSTITUiÇÕES FE-DERAIS DE EDUCAÇÃO TECNOlÓGICA

Art. 1Q O Ministério da Educação estimulará o processo de

(7)

regionalmen-E d u c a ç õ o p r o f i s s i o n o l e m e x p o n s õ o n o P o r ó

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

te, nos termos deste Decreto.

QPONMLKJIHGFEDCBA

B C H -P E R \O D IC O S

§ 1º A reorganização referida no

caput

p a u t a r - s e - à pelo modelo de

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFET, defini-do por este Decreto, com natureza jurídica de autarquia, detento-res de autonomia administrativa, patrimonial, didático-pedagógi-ca e disciplinar, respeitadas as vinculações nele previstas.

§ 2º Os projetos de lei de criação dos IFETs considerarão cada

instituto como instituição de educação superior, básica e profissio-nal, pluricurricular e multicampus, especializada na oferta de edu-cação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos às suas práticas pedagógicas, nos termos do modelo estabelecido neste Decreto e das respectivas leis de criação.

§ 3º Os projetos de lei de criação dos IFETstratarão de sua

organi-zação em bases territoriais definidas, compreendidas na dimensão geográfica de um Estado, do Distrito Federal ou de uma ou mais mesorregiões dentro de um mesmo Estado, caracterizadas P9r iden-tidades históricas, culturais, sociais e econômicas.

A concretização da expansão se deu com a transformação do

Pro-

3 9

j('to de Lei, na Lei nº 1 1 . 8 9 2 , de 2 9 de Dezembro de 2 0 0 8 . Com isso foram criados 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia -11s, dentre eles o do estado do Pará, resultante da integração do CEFETPA, I scola Agrotécnica de Castanhal e Escola Agrotécnica de M a r a b á . "

x p a n s ã o d o IF n o P a rá : o s m u n ic íp io s d e A b a e te tu b o , B ro g o n ç o , C o n c e

i-~ õ o

d o A ro g u o ia , Ita itu b a e S a n to ré m

Inicialmente, podemos observar uma particularidade no processo

dI' (

riação/implantação dos Institutos Federais, principalmente no Norte/

t~()ldCSle do País: o cumprimento célere da Lei 1 1 . 8 9 2 / 2 0 0 8 . O que não

1 1 1 orreu quando, em 1 9 0 9 , a Lei Nilo Peçanha criou as Escolas de

Apren-di/('s

Artífices: essa urgência temporal não foi observada, uma vez que

.onu-ntc no ano de 1 9 1 0 é que as atividades foram iniciadas em Belém

1 1 1 ) 1',lrtÍ.

O

mesmo ocorreu com o processo de transformação para Centro

11'(h'r,ll, uma

ver

que somente no ano de 1 9 9 9 , a Escola Técnica Federal dlll',u',1 passa a funcionar como CEFET.

Outro . I S I > ( ' ( ' I O d e s s e p r o c e s s o que merece destaque foi o

(8)

40

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A primeira, a divisão oficial do IBGE - de Mesorregiões e Microrregiões: essa não reflete mais a realidade regional, pois não representam regiões contíguas, homogêneas ou mesmo de plane-jamento, o que provoca uma lacuna para o "pensar" o Estado. Se-gunda, a divisão regional mais recente - Doze Regiões de Integração:

apesar de apresentar um significativo

avanço

em relação

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à divisão oficial do IBGE, ela deixou alguns pontos centrais soltos,

princi-palmente, a questão das variáveis utilizadas para nortear o modelo de regionalização. A dinâmica dos fluxos poderia ter sido mais aprofundada, buscando alcançar melhor entendimento dos pon-tos de conexão entre os lugares. Finalmente, outro ponto impor-tante seria a diversidade de regionalização para o Estado, utiliza-das pelas secretarias estaduais (SESPA, SEFA, SEDUC, e t c . ) , que não permitem pensar a unidade estadual.

A n g e l o J o s é S o n l a n a S i l v a / K ó l i a R e g i n a R o d r i g u e s l i m a

torno da adoção do modelo de divisão espacial em mesorregioes e microrregiões (IBGE), que divide o estado do Pará em seis mesorregiões, ou em Regiões de Integração (proposta da Secretaria de Estado de Integração Regional, do estado do Pará) que divide o estado em doze regiões de integração. Para CHAGAS (2008), as duas propostas não aten-dem plenamente a um projeto de divisão espacial uma vez que,

No final dos trabalhos, prevaleceu a divisão em Regiões de Integração, base sobre a qual foram desenvolvidas as atividades da Pró-reitoria de Extensão e da Assessoria para implantação dos novos Carnpi."

Os novos Campi

Foram criados os

Campi

de Abaetetuba, Bragança, Conceição do Araguaia, Santarém e Itaituba, ampliando a constituição do IFPA, que já agregava outras instituições antigas, de acordo com o que preconiza a Lei 11.892/2008.

Inicialmente, implantou-se os

Campi

de Abaetetuba, Bragança e Conceição do Araguaia, utilizando-se de espaços cedidos pelo governo estadual ou municipal.

(9)

E d u c a ç ã o p r o f i s s i o n a l e m e x p a n s ã o n o P a r ó

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funcionamento do campus com os cursos de Técnico em Pesca, Aqüicultura, Informática e Saneamento, na forma subsequente." Nesse período também ficou funcionando uma turma de Técnico Agroindustrial,

om 31 (trinta e um) alunos, pertencentes ao estado. Na forma integrada/ ofertaram-se os cursos de Técnico em Edificações e em Informática. Tam-bém foi ofertado curso na forma de Licenciatura em Biologia, Licenciatu-ra Plena em Pedagogia e Licenciatura em Educação no Campo, bem como

e s p e c i al iza ç ã o em Educação no Campo, Agricultura Familiar e

Sustentabilidade na Amazônia.

Bragança iniciou as atividades em 2 4 / 1 0 / 2 0 0 8 , funcionando numa

scola do município, Jorge Daniel Ramos, na qual foram cedidas quatro salas de aula. A parte administrativa foi instalada no prédio da Secretaria Municipal de Educação. Inicialmente, funcionaram os cursos de Técnico em Pesca, Aquicultura, Turismo e Edificações, subseqüentes. Não foram ofertados cursos na forma integrada, mas, ofertou-se na forma de Licenci-atura em Física e em Educação no Campo.

Conceição do Araguaia iniciou atividades em 2 0 / 1 0 / 2 0 0 8 , funcio-nando no

campus

avançado da Universidade do Estado do Pará no

refe-rido município, no qual foram disponibilizadas cinco salas de aula e uma

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4 1

sala administrativa. Inicialmente funcionaram os cursos de Técnico em Agropecuária, Agrimensura, Edificações e Saneamento, na forma subsequente.

Um diferencial do Campus Conceição do Araguaia, foram os cur-sos de extensão, ofertados nas áreas de Ciências Agrárias, Engenharia Ci-vil e Saneamento, conforme relatório da Assessoria de Implantação

PROGRAMAS DE EXTENSÃO POR COORDENAÇÃO:

1 - Ciências Agrárias

a) Agrotecnologia moderna para produção de hortaliças orgâ-nicas

b) Captação e tratamento da água da chuva para consumo e higiene na região rural de Conceição do Araguaia.

2 - Engenharia Civil

a) Implantação de Unidade Habitacional Unifamiliar de baixo custo

b) Acessibilidade para pessoas com deficiência física

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A n g e l o J o s é S a n f o n a S i l v o / K ó f i a R e g i n a R o d r i g u e s l i m o

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3 - Saneamento

a) Estudo e diagnóstico dos serviços de saneamento para a zona urbana do município de Conceição do Araguaia.

Os

Campi

de Santarém e Itaituba não entraram em funcionamento

imediatamente, ficando na fase de planejamento e organização, enquan-to aguardava-se a conclusão das obras do prédio que abrigaria o

campus.

Todos os

campi

novos possuem áreas em construção, apesar de alguns já estarem em funcionamento.

Todas as fases que antecederam

à

implantação (escolha de curso, aquisição da área para construção do prédio sede) foram executadas com participação da comunidade em audiência pública. A escolha dos cursos deu-se como resultado dessas audiências, atendendo as especificações locais e tendo como norte o estabelecido no PDE/2007

42

A concepção de educação que inspira o Plano de Desenvolvimen-to da Educação (PDE), no âmbiDesenvolvimen-to do Ministério da Educação, e que perpassa a execução de todos os seus programas reconhece na educação uma face do processo dialético que se estabelece entre socialização e individuação da pessoa, que tem como obje-tivo a construção da autonomia, isto é, a formação de indivíduos capazes de assumir uma postura crítica e criativa frente ao mundo. A educação formal pública é a cota de responsabilidade do Estado

nesse esforço social mais amplo, que não se desenrola apenas na escola pública, mas tem lugar na família, na comunidade e em toda forma de interação na qual os indivíduos tomam parte, espe-cialmente no trabalho. A escola pública e, em um nível mais geral, a política nacional de educação exigem formas de organização

que favoreçam a individuação e a socialização voltadas para a

autonomia.

Podemos observar que a expansão se dá de forma organizada, con-tudo pouco estruturada inicialmente. Vale ressaltar que o suporte tecnológico, principalmente na área da informática, tem agregado valo-res importantíssimos ao processo. Nesse sentido, a conexão via internet possibilitou a implantação de cursos a distância e a efetivação da integração do Instituto Federal como um todo.

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pro-E d u c a ç ã o p r o f i s s i o n o l e m e x p o n s ã o n o P a r á

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

esso histórico de retomada do crescimento da oferta de educação profis-sional no estado do Pará.

C o n s id e r a ç õ e s

F in a is

A proposta de escola praticada até então, nos revela os impactos ocorridos em decorrência do processo de transição. O modelo institucional apresentado pela Lei nQ

11.892/2008, ainda está por ser assimilado, assim como percebemos ser necessário entender as mudan-ças processadas na educação profissional nesses últimos tempos. O

des-onhecimento, a interpretação limitada desse contexto pode compro-meter a construção de uma nova institucionalidade da educação profis-sional no âmbito do IFPA.

Entendemos ser necessária a apropriação dos fundamentos teórico-metodológicos da educação profissional, por parte de todos envolvidos neste processo, buscando a construção referenciada de nossas institui-ções, evitando, dessa forma, reproduzirmos o modelo que ajusta a

edu-cação profissional ao mercado, colocando os interesses da produção aci-

4 3

ma da finalidade da formação humana.

Finalizamos, destacando que essas ações situam-se no contexto de reestruturação da educação profissional, na perspectiva destacada por Manfredi (2002, p. 139), de "transferência de responsabilidade de manu-lenção e gestão do ensino técnico para os Estados, municípios, Distrito Federal, setor produtivo e/ou organizações não-governamentais, eximin-do a União da incumbência de continuar participando da expansão da rede técnica federal."

R e f e r ê n c ia s

B ib lio g r á f ic a s

ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses a central idade do mundo do trabalho. São Paulo: Cortez, 2006.

BRASIL, Ministério da Educação. Programa de expansão da educação profissional. Brasília: 1999. Disponível em portal mec.gov.br. Acesso em

" O de janeiro de 2011 .

. Plano de desenvolvimento da educação - PDE, Brasília:

(12)

44

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N o ta s

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

Angelo José Sanfona SilvoIKófio Regina Rodrigues Limo

CHAGAS, Clay Anderson Nunes. Região e regionalização,

novas

con-figurações,

novos

conceitos:

uma proposta

de reformulação

da

regionalização

do Estado do Pará. Belém: UFPA, 2008.

FRIGOTTO, Gaudêncio.

Educação

e crise do trabalho:

perspectivas

de final de século. Petrópolis, RJ:Vozes, 1998.

FRIGOTTO, Gaudêncio; ClAVATTA, Maria; RAMOS, Marise (Orgs.).

Ensi-no médio integrado: concepções e contradições. São Paulo: Cortez, 2005.

MANFREDI, Silvia Maria. Educação

profissional

no Brasil. São Paulo:

Cortez, 2002.

OBSERVATÓRIO NACIONAL

DO MUNDO

DO TRABALHO - NUCLEO

NORTE. 1º Boletim

Técnico.

Belém: ONMT, 2008.

PARÁ. Diagnóstico

das regiões de integração.

Belém: Secretaria de

Estado de Integração Regional, 2007.

SILVA, Angelo José Santana. Relatório de implantação

dos novos

campi

- IFPA. Belém: IFPA, 2008.

Tradução de Renata Márjoire, aluna do curso de letras da UFPa,

habi-litação língua Inglesa. Diplomada

em Língua Inglesa pelo Curso de

Idiomas ASLAN. E-mail: [email protected]

2

Termo utilizado

no PDE/2007, representando os atrasos impostos

à

educação profissional por gestões anteriores ao governo Lula.

3

A nomenclatura

iniciallFET foi rejeitada pelo fato de manter certa

liga-ção com a "velha" estrutura, ou seja, ETFPA, CEFET, IFET,

representa-ção evolutiva que não atende à "nova ordem" da educarepresenta-ção

profissio-nal, ficando IF como representação oficial.

4

Art. 5º: Ficam criados os seguintes Institutos Federais de Educação,

Ciência e Tecnologia: XX -Instituto Federal do Pará, mediante integração

do Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará e das Escolas

Agrotécnicas Federais de Castanhal e de Marabá;

5

Para acompanhar o processo de implantação

no Pará, criou-se uma

Assessoria de Implantação, que apresentou o Plano de

Acompanha-mento de Implantação das novas Unidades - PAIU - 2008.

6

Denominação

empregada aos cursos ofertados à concluintcs

do Fnsi

(13)

E d u c a ç ã o p r o f i s s i o n a l e m e x p a n s ã o n o P a r ó

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

Denominação

empregada aos cursos ofertados a concluintes do

Ensi-no Fundamental, dando-Ihes, ao final, habilitação profissional técnica

de nível médio.

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4 5

Referências

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