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CBPO ENGENHARIA LTDA. CNPJ nº /

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Academic year: 2021

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CBPO ENGENHARIA LTDA.

CNPJ nº 61.156.410/0001-10

Rua Lemos Monteiro, nº 120, 10º andar, Parte A, Butantã, São Paulo - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

Senhores Cotistas: Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2019. Permanecemos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos necessários.

São Paulo, 28 de Abril de 2020

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2019 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

1 Contexto operacional: A CBPO Engenharia Ltda. (“CBPO” ou “Empre- sa”), com sede em São Paulo, é parte integrante do Grupo Odebrecht (“Grupo”) e tem como objeto social o planejamento e a execução de proje- tos e obras em geral, ligadas ao ramo da construção civil, sob o regime de empreitada, administração ou outros admitidos, tais como hidrelétricas, barragens, aeroportos, estradas, pontes, túneis, edifícios e outras grandes estruturas, no país e no exterior, como também o exercício de outras ativi- dades correlatas e a participação, por qualquer forma, em outras socieda- des. A Empresa é controlada diretamente pela Odebrecht Engenharia e Construção Internacional S.A. (“OECI”), e através de suas sucursais e sub- sidiárias, os principais países em que a CBPO atua são Colômbia e Vene- zuela. (a) Operação Lava Jato: Como é de conhecimento público, desde 2014 encontram-se em andamento investigações e outros procedimentos legais conduzidos pelo Ministério Público Federal (“MPF”) e outras autori- dades públicas, no contexto da chamada Operação Lava Jato. As referidas investigações envolvem empresas, ex-executivos e executivos da Odebrecht Engenharia e Construção S.A. (“OEC”) e suas controladas, in- cluindo a CNO S.A (“CNO”). Paralelamente, e em decorrência da Operação Lava Jato, a partir de 2015 foram ajuizadas ações de improbidade adminis- trativa pelo MPF, Advocacia Geral da União (“AGU”), determinados Ministé- rios Públicos Estaduais e Petrobrás S.A. contra a Odebrecht S.A. - Em Re- cuperação Judicial (“ODB”), a OEC, algumas de suas controladas e certos executivos e ex-executivos, requerendo o pagamento de indenização e multa, a proibição de contratação com o poder público, o recebimento de benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, entre outras. Em 22 de março de 2016, o Grupo Odebrecht divulgou nota sobre sua intenção de colaborar de forma definitiva com as investigações da Operação Lava Jato. Acordo Global com as Autoridades: Em 1º de dezembro de 2016, a ODB, na qualidade de controladora das empresas pertencentes ao Grupo ODB, fir- mou o Acordo de Leniência com o MPF, responsabilizando-se por todos os atos ilícitos que integram o objeto do referido acordo, com exceção da Braskem S.A. (“Braskem”), conforme refletido em suas demonstrações fi- nanceiras. Este acordo é parte de um Acordo Global, coordenado pelas autoridades competentes das jurisdições brasileira, americana e suíça, no qual a ODB, ou outra empresa de seu grupo econômico, comprometeu-se a pagar o valor global equivalente a R$ 3.828 milhões, em 23 anos, com parcelas anuais customizadas, reajustadas pela taxa SELIC simples. Em 08 de agosto de 2019, o referido acordo foi aditado, alterando-se o crono- grama de pagamento e passando a OEC a ser garantidora subsidiária de tais obrigações. O racional do referido Acordo de Leniência é o reconheci- mento de ilícitos e a reparação dos danos causados, bem como a colabo- ração junto ao MPF e demais autoridades no tocante às investigações, buscando, ainda, a preservação e a continuidade das atividades do Grupo ODB, a retomada de contratação com entes públicos e o recebimento de recursos de bancos e entidades públicas no Brasil e no exterior. A Braskem, coligada indireta da OEC, também firmou um Acordo Global à parte com as autoridades brasileiras e americanas. Em razão do mencionado Acordo de Leniência, o MPF comprometeu-se a (i) não propor ações de natureza cível e medidas adicionais para ressarcimento de valores em decorrência das denúncias e fatos ligados à Operação Lava Jato e (ii) não aplicar sanções de improbidade administrativa, bem como empreender gestão junto aos demais órgãos públicos, empresas públicas e empresas públicas de econo- mia mista para que retirem quaisquer restrições cadastrais da ODB, da OEC e suas controladas. Em 09 de julho de 2018, a ODB e suas controla- das assinaram o Acordo de Leniência com a AGU e o Ministério da Trans- parência e Controladoria Geral da União, pelo qual se comprometeram a pagar, em 22 anos, o valor total de R$ 2.727 milhões, a ser deduzido dos R$ 3.828 milhões do Acordo de Leniência firmado com o MPF. A CNO, controlada direta da OEC, CNO, já assinou 8 (oito) Acordos de Leniência com a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Eco- nômica (“CADE”). Além disso, em 22 de novembro de 2018, foram homolo- gados, pelo Tribunal do CADE, 6 (seis) Termos de Cessação de Conduta, que totalizaram R$ 507 milhões em termos de contribuições pecuniárias da pessoa jurídica e das pessoas físicas. A CNO segue em negociação com o CADE para a celebração de outros Termos de Cessação de Conduta. A CNO também mantém tratativas com Estados e Municípios para firmar Acordos e/ou adesões ao Acordo de Leniência, pelos quais a OEC, em contrapartida à não adoção de sanções contra si, se obrigará a colaborar com as autoridades e a reparar os entes lesados. O valor de tal reparação também deverá ser deduzido dos R$ 3.828 milhões do Acordo de Leniência firmado com o MPF. Em 29 de janeiro de 2019, foi anunciado um acordo entre a CNO e o Banco Mundial, onde foi acordada a inelegibilidade da CNO e de suas subsidiárias integrais de contratar por 03 (três) anos proje- tos financiados pelo Banco Mundial. Não houve aplicação de multa no refe- rido acordo. Em 04 de setembro de 2019, foi anunciado um acordo entre a OEC, a CNO e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (“BID”), onde foi acordada a inelegibilidade da CNO e algumas de suas subsidiárias inte- grais, excetuadas as sucursais e subsidiárias na África, de contratar proje- tos financiados pelo BID até 01 de agosto de 2024. Também foi acordado o

pagamento de uma contribuição pecuniária no valor de US$ 50 milhões, iniciando-se a partir de 2024, levando em consideração os termos de paga- mento do acordo. A OEC e a CNO seguem em tratativas com outra institui- ção internacional para celebração de novo acordo. Em suas operações no exterior, a OEC e suas controladas seguem com o propósito de alcançar entendimentos junto às autoridades locais para o fechamento de acordos de colaboração/leniência. Até o presente momento, no âmbito do Grupo ODB, já foram firmados acordos com a República Dominicana, Equador, Panamá, Guatemala e Peru, além das autoridades americanas, suíças e brasileiras. Monitoramento Independente: Os compromissos assumidos perante as autoridades signatárias dos Acordos de Leniência e Termos de Compromisso buscam aprimorar o ambiente de controles da OEC de ma- neira eficiente e sustentável. Dentre o escopo do monitoramento, pode-se ressaltar a avaliação do Sistema de Conformidade, visando a manutenção de um ambiente de controles adequado, com ênfase especial no cumpri- mento das leis anticorrupção aplicáveis, questões de conduta e a imple- mentação de controles internos eficazes nos processos de contratação e pagamentos a terceiros, reembolsos, registros contábeis com suporte do- cumental de qualidade. A OEC e suas controladas estão atualmente no processo de supervisão pelo período de 03 (três) anos, desde 2017, por dois escritórios de monitores independentes definidos pelas autoridades americanas e brasileiras, que reportam diretamente às autoridades supra- mencionadas, e que trabalham de maneira coordenada com o principal objetivo de confirmar que a OEC e suas controladas cumpriram e continu- arão cumprindo com todos os compromissos firmados no Acordo Global.

Após a finalização de cada ano de monitoramento é emitido um relatório no qual os monitores informam as análises sobre os avanços alcançados pela OEC e apontam oportunidades de ajustes para o fortalecimento do am- biente de controles internos. Até o 1º semestre de 2019, as reuniões com os monitores independentes seguiram com foco na confirmação da susten- tabilidade das medidas implementadas pela OEC nos dois primeiros anos de monitoramento. Em junho de 2019, quando da entrada em recuperação judicial da ODB (controladora da OEC e signatária do Acordo de Leniên- cia), as atividades dos monitores independentes foram suspensas tempo- rariamente. Independente da suspensão temporária do processo de moni- toramento, a OEC prosseguiu na implementação das medidas necessárias para atender plenamente todas as recomendações realizadas pelos moni- tores visando o aperfeiçoamento contínuo de seu Sistema de Conformida- de. O monitoramento independente, foi retomado em fevereiro de 2020, tendo sido proposto pela equipe de monitoramento um novo cronograma de trabalho, com uma extensão de prazo equivalente ao período interrom- pido, de modo a concluir o terceiro ano de monitoramento até 16 de novem- bro de 2020. Ações da Administração: A OEC e suas controladas pos- suem compromisso de continuamente atuar com ética, integridade e transparência, consistente com as melhores práticas mundiais de gover- nança, com as leis, normas e regulamentos aplicáveis, bem como com as políticas da OEC, zelando pela conduta baseada em princípios e valores éticos. Várias iniciativas relacionadas a melhorias de controles de proces- sos financeiros, tais como diretrizes e novos processos operacionais, foram implementadas com o objetivo de proporcionar segurança empresarial ain- da maior à OEC. Novos indicadores e metas de conformidade e controles financeiros foram definidos e estão sendo aplicados na avaliação de de- sempenho dos executivos da OEC. Sistema de Conformidade: A OEC iniciou, em 2014, o processo de implantação do Sistema de Conformidade de forma padronizada em todos os países onde a OEC possui operações, com o objetivo de endereçar práticas e procedimentos para assegurar a conformidade dos negócios com os requisitos legais e princípios de condu- ta ética e responsável na tarefa empresarial. Entre os elementos do Siste- ma de Conformidade implementados ao longo de 2014 pela OEC e suas controladas, estão: (i) implementação do Código de Conduta, aprovado pelo Conselho de Administração, (ii) criação e operação dos Canais Linha de Ética, disponibilizados em tempo integral para os integrantes, prestado- res de serviços, fornecedores, clientes e público em geral, (iii) criação do Comitê de Ética para acompanhar os processos investigativos internos, com calendário de reuniões periódicas; e (iv) o engajamento dos parceiros comerciais, por meio da inclusão de dispositivos contratuais, com a obriga- tória adesão ao Código de Conduta do Fornecedor e à Cláusula Anticorrup- ção. Após a implantação do Sistema de Conformidade, a OEC manteve contínuos esforços de melhoria, que resultou na implementação de medi- das para o aperfeiçoamento da sua Governança e Conformidade, tais como: (i) participação (mínima de 20%) de conselheiros independentes na composição do Conselho de Administração; (ii) criação do Comitê de Con- formidade e Auditoria (CCA), como comitê permanente do Conselho de Administração; e (iii) contratação do Responsável por Conformidade (Chief Compliance Officer), reportando diretamente ao Conselho de Administra- ção da OEC, via o CCA. Atualmente, a OEC conta com 02 membros inde- pendentes em seu Conselho de Administração, o que representa 29% do total dos membros do seu Conselho de Administração. Os dois conselhei- ros independentes são membros do CCA, sendo um deles o Coordenador

do comitê. A contratação de um Responsável por Conformidade da OEC impulsionou e acelerou a implantação de melhorias relevantes no Sistema de Conformidade, destacando-se: (i) processo de due diligence de tercei- ros; (ii) novas diretrizes de Brindes, Presentes e Hospitalidades, de Intera- ção com Agentes Públicos, de Patrocínios, de Doações e Investimento Sociais, de Pagamento, de Facilitação, Extorsão e Solicitação, e de Integri- dade Concorrencial; (iii) elaboração de planos anuais de treinamento; (iv) melhoria no processo de comunicação do Sistema de Conformidade com a criação de intranet dedicada e emissão de novas diretrizes de conformida- de; e (v) reformulação da operação do Canal Linha de Ética, utilizando em- presa independente especializada no recebimento das denúncias, como também apoio de escritórios de advocacia externos na investigação de casos considerados de alto risco. O Programa de Conformidade é susten- tado por atividades que apoiam a gestão de riscos, detecção de falhas, correção e transparência. Foram estabelecidas plataformas digitais que, aplicadas globalmente, favorecem a gestão dos processos de conformida- de. Como exemplo, o procedimento de due diligence de fornecedores, clientes, parceiros e funcionários é obrigatório em toda relação comercial ou laboral pretendida pela OEC. Em 2019, foram realizadas 13.278 análi- ses com base nas informações do portal VCoM (Vendor Compliance Mana- gement System). Com relação à comunicação e capacitação, as atividades seguem planos anuais, aprovados pelo Conselho de Administração da OEC. A participação dos integrantes nos treinamentos requeridos é moni- torada pela plataforma de e-learning da OEC, atingindo, em 2019, um índi- ce de cumprimento de 98% dos integrantes definidos como grupo meta e 100% da alta liderança da OEC. Já o Canal Linha de Ética, principal ferra- menta para o registro de denúncias de condutas que violem o Compromis- so de Atuação Ética, Integra e Transparente, recebeu em 2019, 276 relatos, que foram investigados de maneira independente pela área de Conformida- de gerando 93 ações disciplinares - entre as quais 29 ações de melhorias de processos e 17 demissões. O número de relatos de 2019 foi 45% supe- rior ao número registrado em 2018, indicando um aumento no nível de co- nhecimento e confiança de integrantes e terceiros em relação ao funciona- mento do Canal Linha de Ética. Com relação à performance e maturidade do Programa de Conformidade, a área de Core Compliance, estruturada no 2º semestre de 2018, monitora de modo permanente o cumprimento e a efetividade dos processos chave do Sistema de Conformidade, a partir de testes padronizados e regulares de data mining. A respectiva área oferece uma visão consolidada do cumprimento das políticas e diretrizes de Com- pliance da OEC, gerando métricas que aferem de modo objetivo os BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO - Em milhares de reais

Nota 2019 2018

(Reapre- sentado) Ativo

Circulante

Caixa e equivalentes de caixa 6 286 3.462

Contas a receber de clientes 7 15.185 9.748

Tributos a recuperar 8 2.169 4.267

Estoques 357 16

Contas correntes com consorciadas 4.975 9.847

Outras contas a receber 7 36.751 211

Outros ativos 746 73

60.469 27.624 Não circulante

Realizável a longo prazo

Sociedades do Grupo Odebrecht 9 885.452 869.813 Contas a receber de clientes 7 10.711 27.064

Outros ativos 15.660 1.957

911.823 898.834 Investimentos

Sociedades controladas e coligadas 10 (b) 59.121 60.527

Imobilizado 11 161 62

Direito de uso 2.3 (a) 391

971.496 959.423

Total do ativo 1.031.965 987.047

Nota 2019 2018

(Reapre- sentado) Passivo e patrimônio líquido

Circulante

Arrendamento mercantil 433

Fornecedores e subempreiteiros 6.950 4.348

Impostos, taxas, salários e contribuições sociais 12 2.706 8.832 Adiantamentos recebidos de clientes 7 33.820 5.241 Contas correntes com consorciadas 4.743 4.741

Outros passivos 3.509 436

52.161 23.598 Não circulante

Sociedades do Grupo Odebrecht 9 12.193 12.193

Arrendamento mercantil 20

Adiantamentos recebidos de clientes 7 4.927

Adiantamento para futuro aumento de capital 263 Provisões fiscais, trabalhistas e cíveis 14 7.159 2.949 Imposto de renda e contribuição social diferidos 13 (c) 30.213 10.767 Provisão para perdas em investimentos 10 (b) 88.086 55.809

Outros passivos 65

137.671 86.973 Patrimônio líquido

Capital social 15 (a) 733.376 733.113

Reserva de lucros 24.225 105.505

Ajuste de avaliação patrimonial 15 (b) 84.532 37.858 842.133 876.476 Total do passivo e do patrimônio líquido 1.031.965 987.047

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais

Nota 2019 2018

(Reapre- sentado) Operações continuadas

Receita líquida de serviços 16 80.303 18.071 Custo dos serviços prestados 17 (59.434) (7.302)

Lucro bruto 20.869 10.769

Despesas operacionais

Gerais e administrativas 17 (18.401) (10.937)

Outras despesas, líquidas (2.373) (5.657)

Resultado das participações societárias

Equivalência patrimonial 10 (b) (14.248) 36.193 Lucro (prejuízo) operacional (14.153) 30.368 Resultado financeiro

Resultado financeiro, líquido 18 19.915 11.162 Lucro antes do imposto de renda e da

contribuição social 5.762 41.530

Contribuição social 13 (a) (5.403) (5.458)

Imposto de renda 13 (a) (15.370) (25.003)

Lucro líquido (prejuízo) das operações

continuadas (15.011) 11.069

Operações descontinuadas

Prejuízo das operações descontinuadas 10 (b) (66.269) (2.588) Lucro líquido (prejuízo) do exercício (81.280) 8.481

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS ABRANGENTES EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO

Em milhares de reais

Nota 2019 2018

(Reapre- sentado) Lucro líquido (prejuízo) do exercício (81.280) 8.481 Outros resultados abrangentes:

Itens que posteriormente transitarão pelo resultado:

Ajuste de avaliação patrimonial 15 (b) (53) (12) Efeito reflexo de correção monetária de

investidas no exterior 15 (b) (19.995) (51.290) Variação cambial de investidas no exterior 15 (b) 66.722 15.963 Total do resultado abrangente do exercício (34.606) (26.858) DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em milhares de reais

Nota Capital social

Reserva de lucros

Ajuste de avaliação patrimonial

Lucros (prejuízos) acumulados

Total do patrimônio líquido

Em 1º de janeiro de 2018 (Reapresentado) 733.113 105.623 73.197 (8.599) 903.334

Total do resultado abrangente do exercício:

Lucro líquido do exercício 8.481 8.481

Outros resultados abrangentes 15 (b) (35.339) (35.339)

Total do resultado abrangente do exercício (35.339) 8.481 (26.858)

Absorção do prejuízo do exercício:

Absorção do prejuízo (118) 118

Em 31 de dezembro de 2018 (Reapresentado) 733.113 105.505 37.858 876.476

Total do resultado abrangente do exercício:

Prejuízo do exercício (81.280) (81.280)

Outros resultados abrangentes 15 (b) 46.674 46.674

Total do resultado abrangente do exercício 46.674 (81.280) (34.606)

Transações de capital com os sócios:

Aumento de capital 15 (a) 263 263

Absorção do prejuízo do exercício:

Absorção do prejuízo (81.280) 81.280

Em 31 de dezembro de 2019 733.376 24.225 84.532 842.133

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO Em milhares de reais

Nota 2019 2018

(Reapre- sentado) Fluxos de caixa das atividades operacionais

Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social das operações

continuadas e descontinuadas (60.507) 38.942 Ajustes:

Resultado de participações societárias 10 (b) 14.248 (36.193) Prejuízo das operações descontinuadas 10 (b) 66.269 2.588 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 12.013 549 Variação na receita de contratos de construção 23.662 3.382

Depreciação 11 50

Amortização de direito de uso 285

Perdas com ativos permanentes baixados 11 1 4 Juros e variações monetárias e cambiais, líquidos 18 (17.779) (9.364) Caixa aplicado nas operações continuadas 38.242 (92) Variação nos ativos e passivos:

Contas a receber de clientes (1.102) (3.814)

Estoques (341) (16)

Tributos a recuperar 2.098 10.919

Outras contas a receber e outros ativos (31.142) 507

Fornecedores e subempreiteiros 2.602 156

Adiantamentos recebidos de clientes (5) (486) Impostos, taxas, salários e contribuições sociais (4.102) (39.451)

Outros passivos 3.008 8.209

Caixa líquido proveniente das (aplicado nas) atividades operacionais nas operações

continuadas 9.258 (24.068)

Fluxos de caixa das atividades de investimentos

Adições ao investimento 10 (b) (160) (280)

Adições ao imobilizado (150)

Caixa líquido aplicado nas atividades de

investimentos (310) (280)

Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Partes relacionadas

Recursos liberados (64.660) (146.582)

Recursos recebidos 52.836 104.270

Pagamentos de arrendamento mercantil (300) Adiantamento para futuro aumento de capital 263 Caixa líquido aplicado nas atividades de

financiamentos (12.124) (42.049)

Redução de caixa e equivalentes de caixa

das operações continuadas (3.176) (66.397) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 3.462 69.859 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 286 3.462

(2)

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2019 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

CBPO ENGENHARIA LTDA.

CNPJ nº 61.156.410/0001-10

desempenhos alcançados. Como exemplos, em 2019, foram abertas 1.158 ações para teste e verificação de processos, 613 contratos com terceiros revisados em relação a requisitos de conformidade e 208 processos de contratação de integrantes revisados para verificação de atendimento aos requisitos de avaliação de conflitos de interesse (5% do total de contrata- ções). A área de Core Compliance é também responsável pelo monitora- mento global do cumprimento dos acordos firmados pela OEC, cujo avanço é reportado para acompanhamento do Comitê de Conformidade e Auditoria e do Conselho de Administração. Como processo de amadurecimento da Governança da OEC, foi aprovado pelo seu Conselho de Administração, a partir de junho de 2019, o reporte direto da função de Auditoria Interna ao Conselho de Administração, funcionando como “terceira linha de defesa”.

Dentre as matérias deliberadas pelo Conselho de Administração, constam a aprovação: (i) do Plano Anual de Conformidade, (ii) do Plano Anual de Auditoria Interna, (iii) do Plano Anual de Treinamento, (iv) da individualiza- ção da remuneração anual dos Administradores e (v) da avaliação do de- sempenho, perfil e competências do próprio Conselho de Administração.

Os Planos Anuais de Conformidade e de Auditoria Interna, aprovados para 2019, foram baseados em análise de riscos em relação às geografias em que a OEC atua, dos projetos em andamento e dos processos internos, levando em consideração, entre outros aspectos, as análises realizadas no ano anterior e novas pesquisas de percepção de risco respondidas pelos líderes da OEC. Durante o 2º semestre de 2019, os esforços para aperfei- çoamento dos processos e sistemas da OEC continuaram com a criação da área de Controles Internos, buscando promover, de modo transversal, maior integração, consistência, eficiência e sustentabilidade ao ambiente de controles. Várias diretrizes foram atualizadas como resultado da avalia- ção e monitoramento dos controles implementados, em um processo de melhoria contínua. A avaliação de riscos, atualizada em outubro e novem- bro de 2019, para orientar o ciclo de planejamento das atividades de Compliance e de Auditoria Interna para o ano de 2020 indicou estabilidade nos principais riscos mapeados, justificando o foco na sustentabilidade de ambos programas. As presentes demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2019, foram aprovadas pela Administração da Companhia em 28 de abril de 2020. 2 Resumo das principais políticas contábeis: As principais políticas contábeis aplicadas na preparação des- tas demonstrações financeiras estão descritas a seguir. Exceto pelas alte- rações ocorridas com a adoção das novas normas (Nota 2.3 (a)) essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação: As demonstrações financeiras foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreen- dem os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Con- tábeis (“CPC”) transformados em Normas Brasileiras de Contabilidade - NBC TG mediante resoluções do Conselho Federal de Contabilidade, os quais estão convergidos com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB (IFRS). As demonstrações financeiras foram prepara- das considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas, quando requerido, para refletir o valor justo dos ativos e passivos. A preparação dessas demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas con- tábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administra- ção da Empresa no processo de aplicação das políticas contábeis do Gru- po. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimati- vas são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na Nota 3. A Empresa não apresenta demonstrações financeiras consolida- das, conforme permitido pela NBC TG 36 (R3) “Demonstrações Consolida- das”, por ser uma subsidiária integral da OECI, que apresenta demonstra- ções financeiras consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e por seus controladores não possuírem títulos de dívi- da negociados no mercado. 2.2 Contabilidade em Economia Hiperinfla- cionária: As normas brasileiras de contabilidade (CPC 42/IAS 29) - “Con- tabilidade em Economia Hiperinflacionária”, requerem a preparação de informações financeiras atualizadas por índices de inflação em economias consideradas hiperinflacionárias, o que ocorre com os ativos, passivos, pa- trimônio líquido e resultado das entidades da Companhia na Venezuela e Argentina. As informações financeiras na Venezuela foram atualizadas até 30 de junho de 2019 em conformidade com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador oficial de atualização destas informa- ções que foi publicado pelo Banco Central de Venezuela (“BCV”) em 28 de maio de 2019. O período relacionado aos meses de maio e junho de 2019, foram atualizados em conformidade com as diretrizes de cálculo previstos pelo BCV. A partir de 01 de julho de 2019 as informações financeiras da Venezuela não estão mais sujeitas a atualização por hiperinflação tendo em vista a descontinuidade da operação nesse país, conforme mencionado na Nota 1 (d). 2.3 Conversão de moeda estrangeira: (a) Moeda funcio- nal e moeda de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações fi- nanceiras são mensurados usando a moeda do principal ambiente econô- mico no qual a Empresa atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras foram preparadas em Reais (R$), que também é a moeda fun- cional da Empresa, e estão apresentadas em milhares de Reais (R$ mil).

(b) Transações e saldos: Exceto para Venezuela, que opera em ambiente hiperinflacionário, as operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, nos quais os itens são remensurados.

A operação da Venezuela é atualizada monetariamente e convertida pela taxa de câmbio do final do exercício. Os ganhos e as perdas cambiais resul- tantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração do resultado.

(c) Investidas da Empresa: Os resultados e a posição financeira de todas as investidas, cuja moeda funcional é diferente da moeda de apresentação, são convertidos na moeda de apresentação, como segue: (i) Os ativos e passivos são convertidos pela taxa de fechamento da data do balanço;

(ii) O patrimônio líquido inicial de um exercício corresponde ao patrimônio líquido final do exercício anterior, conforme convertido à época. As muta- ções do patrimônio líquido inicial durante o exercício são convertidas pelas taxas em vigor nas respectivas datas de ocorrências; e (iii) As receitas e despesas de cada demonstração do resultado são convertidas pelas taxas médias de câmbio dos respectivos períodos. Quando uma operação no exterior é parcialmente alienada ou vendida, as correspondentes diferen- ças de câmbio que foram registradas no patrimônio são reconhecidas na demonstração do resultado, como parte do ganho ou perda resultante da venda. Ajustes de valor justo, decorrentes da aquisição de uma empresa no exterior, são tratados como ativos e passivos da entidade no exterior e con- vertidos pela taxa de fechamento. 2.4 Novos pronunciamentos contábeis em vigor: (a) IFRS 16/CPC 06 (R2) - Leases (Arrendamentos): O CPC 06 (R2) estabelece os princípios para o reconhecimento, mensuração, apre- sentação e divulgação de operações de arrendamento mercantil e exige que os arrendatários contabilizem todos os arrendamentos conforme um único modelo, similar à contabilização de arrendamentos financeiros nos moldes do CPC 06 (R1). A Empresa utilizou para sua transição a aborda- gem retrospectiva modificada, ou seja, aplicou os requerimentos da norma de arrendamento mercantil consistentemente a todos os seus contratos existentes na data de aplicação inicial, em 1º de janeiro de 2019. Sendo assim, não há reapresentações de informações e saldos em base compa- rativa. Após a data da aplicação inicial em 1º de janeiro de 2019, os arren- damentos passaram a ser reconhecidos como um direito de uso do ativo e um passivo correspondente na data à qual o ativo arrendado se torna dis- ponível para a Empresa. Cada pagamento é alocado entre o passivo de arrendamento e o custo financeiro. O custo financeiro do passivo de arren- damento é registrado no resultado durante o prazo executável do contrato, utilizando uma taxa constante de juros sobre o saldo remanescente do passivo. O direito de uso do ativo é depreciado pelo método linear conside- rando o período menor entre a vida útil do ativo e o prazo executável do contrato. Ao determinar o prazo executável do arrendamento a administra- ção considera todos os fatos e circunstâncias que criam um incentivo eco- nômico para exercer a opção de extensão, ou não exercer a opção de tér- mino antecipado. Na adoção do IFRS 16/CPC 06 (R2), a Empresa reconheceu os passivos de arrendamento em relação aos contratos ante- riormente classificados como “arrendamentos operacionais” de acordo com a IAS 17/CPC 06 (R1). Até a demonstração financeira de 2018, os paga- mentos destes arrendamentos, líquidos de quaisquer incentivos recebidos do arrendador, eram reconhecidos no resultado durante o período do

contrato. Na data de adoção, ativos e passivos oriundos dos contratos de arrendamento foram mensurados ao seu valor presente, considerando os pagamentos remanescentes de cada contrato, descontando a taxa incre- mental em 1º de janeiro de 2019. A média ponderada da taxa incremental aplicada na adoção inicial foi de 19,50% a.a. O passivo de arrendamento considera o valor presente líquido dos seguintes pagamentos de arrenda- mento: • Pagamentos fixos descontando qualquer incentivo recebido; • Pa- gamentos variáveis com base em taxas ou índices; • Montantes esperados a pagar pelo arrendatário referente ao valor residual garantido; • Preço de exercício de uma opção de compra se for razoavelmente certo que o arren- datário irá exercer tal opção; e • Pagamentos de multas pela finalização do arrendamento se os termos contratuais refletem a opção de exercício do arrendatário. Os direitos de uso de ativos foram mensurados pelo valor igual ao montante do passivo de arrendamento, ajustados por qualquer montante de pagamentos antecipados e provisões de pagamentos de arrendamentos relacionados ao contrato reconhecido em 01 de janeiro de 2019. Não tiveram contratos de arrendamentos onerosos que requerem um ajuste ao direito de uso do ativo na data da aplicação inicial. Na aplicação da norma pela primeira vez, a Empresa utilizou os seguintes expedientes práticos permitidos pelo IFRS 16 / CPC 06 (R2): • Não reavaliou se o con- trato é ou contém arrendamento na data da aplicação inicial. Em vez disso, aplicou a norma a contratos que foram anteriormente identificados como arrendamento; • Optou por não separar componentes de não arrendamento de componentes de arrendamento, considerando-os, então, como um úni- co componente de arrendamento; • Não registrou os contratos que na data da aplicação inicial se encerrarão dentro de 12 meses; • Não registrou os contratos de baixo valor (R$20 para empresas no Brasil ou US$5 para sub- sidiárias no exterior) conforme política definida pela Administração; • Ex- cluiu custos diretos iniciais da mensuração do ativo de direito de uso na data da aplicação inicial; • Fez uso da percepção tardia, tal como ao deter- minar o prazo do arrendamento, se o contrato contém opções para prorro- gar ou rescindir o arrendamento, dentre outros; e • Aplicou taxa de descon- to única à carteira de arrendamentos, considerando o custo ponderado das dívidas atuais. A Empresa possui baixo volume de contratos de arrenda- mentos, cujos valores, com a adoção do CPC 06 (R2), estão reconhecidos como passivo de Arrendamento mercantil, no montante de R$ 433, no cur- to prazo, e R$ 20, no longo prazo, referente aos pagamentos futuros; e Di- reito de Uso, no montante de R$ 391, referente aos ativos de direito de uso, líquidos de depreciação. (b) IFRIC 23 - Incerteza sobre Tratamento de Tributos sobre o Lucro (ICPC 22 - Incerteza sobre Tratamento de Tribu- tos sobre o Lucro): A nova interpretação estabelece requisitos de reco- nhecimento e mensuração em situações onde a Empresa tenha definido durante o processo de apuração dos impostos sobre o lucro (imposto de renda e contribuição social) a utilização de tratamentos fiscais que podem se enquadrar como incertos e que, por isso, podem vir a ser questionados pela autoridade fiscal. A Empresa concluiu as análises na aplicação dessa norma e não identificou impactos a serem refletidos nas demonstrações fi- nanceiras. 2.5 Reapresentação: Os valores correspondentes ao Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício, referentes ao exer- cício findo em 31 de dezembro de 2018, apresentados nestas demonstra- ções financeiras para fins de comparação, estão sendo reapresentados em conformidade com o CPC 23 - Políticas contábeis, mudanças de estimati- vas e retificação de erro (IAS 8 - Accounting policies, changes in accounting estimates and errors), visando refletir: • Reversão de provisão para passivo a descoberto, referente aos investimentos das coligadas Construtora Xingo Ltda. e Unicon - União de Construtoras Ltda., cujos patrimônios líquidos encontram-se negativos. De acordo com o CPC 18 quando a participação do investidor nos prejuízos do período da coligada ou do empreendimento controlado em conjunto se igualar ou exceder o saldo contábil de sua parti- cipação na investida, o investidor deve descontinuar o reconhecimento de sua participação em perdas futuras. A referida reversão foi efetuada da ru- brica de “Provisão para perdas em investimentos” no passivo não circulan- te, no montante de R$ 5.001 em contrapartida da rubrica do saldo inicial da demonstração das mutações do patrimônio líquido do exercício de 2018 R$ 2.045, na demonstração do resultado findo em 31 de dezembro de 2018 na rubrica “Resultado de equivalência patrimonial” R$ 3.837, no patrimônio líquido na rubrica “Ajuste de avaliação patrimonial R$ 1.040 e no ativo não circulante na rubrica “Outros ativos” R$ 1.921; e • Reclassificação, para fins de comparabilidade, da apresentação do resultado do exercício de 2018 das sucursais e subsidiárias da Empresa na Venezuela como operação descontinuadas no montante de R$ (2.588).

(a) Balanço Patrimonial: 2018

Originalmente

Apresentado Ajuste Reapresentado Ativo

Circulante 27.624 27.624

Não Circulante 957.502 1.921 959.423

Outros ativos 36 1.921 1.957

985.126 1.921 987.047 Passivo e patrimônio líquido

Circulante 23.598 23.598

Não circulante 91.974 (5.001) 86.973

Provisão para perdas

em investimentos 60.810 (5.001) 55.809

Patrimônio líquido 869.554 6.922 876.476

Capital social 733.113 733.113

Reserva de lucros 94.979 94.979

Ajuste de avaliação patrimonial 36.818 1.040 37.858

Prejuízos acumulados 2.045 2.045

Lucro do exercício 4.644 3.837 8.481

985.126 1.921 987.047

(b) Demonstração do resultado 2018

Originalmente

Apresentado Ajuste Reapresentado Operações continuadas

Resultado das participações societárias

Equivalência patrimonial 29.768 6.425 36.193

Lucro operacional 23.943 6.425 30.368

Resultado financeiro 11.162 11.162

Lucro antes do imposto de

renda e da contribuição social 35.105 6.425 41.530 Imposto de renda e

contribuição social (30.461) (30.461)

Lucro do exercício 4.644 6.425 11.069

Operações descontinuadas Prejuízo das operações

descontinuadas (2.588) (2.588)

Lucro líquido do exercício 4.644 3.837 8.481 2.6 Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses ou menos e com risco insignificante de mudança de valor. Estes saldos são mantidos com a finalidade de atender compromissos de caixa de curto prazo, e não para investimento ou outros fins. 2.7 Contas a receber de clientes: Os saldos do contas a receber de clientes estão apresentados conforme os valores de realização. Estão também incluídos nos saldos os valores ainda não fatura- dos até a data do balanço em decorrência dos contratos de construção, cujos valores são determinados pela progressão física dos projetos. O con- tas a receber de clientes são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo e, subsequentemente, mensurados pelo custo amortizado, com o uso do mé- todo da taxa efetiva de juros, deduzido de provisão para créditos de realiza- ção duvidosa (impairment). Na prática, são normalmente reconhecidos os valores faturados, ajustados pela provisão para impairment, quando neces- sário. Caso o prazo de recebimento seja equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, ficam apresentados no ativo não circulante. 2.8 Estoques: Os estoques de peças e materiais para aplicação nas obras são demonstrados ao custo médio das compras, inferior aos custos de reposição ou aos valores de re- alização. As importações em andamento são demonstradas ao custo acu- mulado de cada importação. 2.9 Contas correntes consorciadas: A Em- presa, juntamente com outras empresas, é participante de consórcios para prestação de serviços relacionados ao seu objeto social. Os saldos de contas correntes consorciadas representam o desequilíbrio dos aportes de

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recursos efetuados aos consórcios. Em 31 de dezembro de 2019 e 2018 os saldos de ativos e passivos estão apresentados pelo valor líquido de reali- zação. 2.10 Sociedades do Grupo: Os principais saldos mantidos com as Sociedades do Grupo estão regidos pelo instrumento contratual “Contrato de conta corrente e gestão única de caixa”, firmado entre as empresas do Grupo Odebrecht. A natureza das operações é de repasses de recursos, cessões de créditos e assunções de obrigações e não há incidência de encargos financeiros. 2.11 Depósitos judiciais: Os depósitos são atualiza- dos monetariamente e apresentados como dedução do valor do correspon- dente passivo constituído quando não houver possibilidade de resgate dos depósitos, a menos que ocorra desfecho favorável da questão para a Empresa. 2.12 Demais ativos: Os outros ativos são apresentados pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as varia- ções monetárias auferidas ou, no caso de despesas do exercício seguinte, ao custo. 2.13 Investimentos em controladas e coligadas: Os investi- mentos em controladas, controladas em conjunto e coligadas são registra- dos e avaliados pelo método de equivalência patrimonial e são, inicialmen- te, reconhecidos pelo seu valor de custo. A Empresa controla uma entidade (incluindo as entidades estruturadas) quando está exposta ou tem direito sobre retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a entidade e tem a capacidade de interferir nesses retornos devido ao poder que exer- ce sobre a entidade. Coligadas são todas as entidades sobre as quais a Companhia tem influência significativa, mas não o controle, geralmente por meio de uma participação societária de 20% a 50% dos direitos de voto.

Empreendimentos controlados em conjunto são todas as entidades sobre as quais a Companhia tem controle compartilhado com uma ou mais par- tes. Os investimentos em acordos em conjunto são classificados como ope- rações em conjunto (joint operations) ou empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures) dependendo dos direitos e das obrigações contra- tuais de cada investidor. As operações em conjunto são contabilizadas nas demonstrações financeiras para representar os direitos e as obrigações contratuais da Companhia. Dessa forma, os ativos, passivos, receitas e despesas relacionados aos seus interesses em operação em conjunto são contabilizados individualmente nas demonstrações financeiras da Compa- nhia. Os ganhos e as perdas de diluição, ocorridos em participações em coligadas, são reconhecidos na demonstração do resultado. No caso de variação cambial de investimento em coligadas e controladas no exterior, as variações no valor do investimento, decorrentes exclusivamente de va- riação cambial, são apresentadas na conta “Ajuste de avaliação patrimo- nial” no patrimônio líquido da Empresa, mensurados conforme descrito na Nota 2.3. Quando necessário, as práticas contábeis das investidas são al- teradas para garantir consistência com as práticas adotadas pela Empresa.

2.14 Instrumentos financeiros: Os ativos e passivos financeiros são reco- nhecidos quando a Empresa é parte das disposições contratuais do instru- mento e são inicialmente mensurados pelo valor justo. O valor justo é a quantia pela qual um ativo poderia ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras e dispostas a isso em transação sem favoreci- mento. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição ou emis- são de ativos e passivos financeiros são acrescidos ou deduzidos do valor justo dos ativos ou passivos financeiros, se aplicável, após o reconheci- mento inicial, exceto por ativos e passivos financeiros reconhecidos ao va- lor justo no resultado do exercício. (i) Ativos financeiros: A classificação dos ativos é determinada no reconhecimento inicial, sendo classificados nas seguintes categorias: (i) Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado correspondem a ativos mantidos para negociação. Um ativo fi- nanceiro é classificado como mantido para negociação se: (a) For adquirido principalmente para ser vendido a curto prazo; ou (b) No reconhecimento inicial é parte de uma carteira de instrumentos financeiros identificados que a Companhia administra em conjunto e possui um padrão real recente de obtenção de lucros a curto prazo; ou (c) For um derivativo que não tenha sido designado como um instrumento de “hedge” efetivo. Os ativos financei- ros ao valor justo por meio do resultado são demonstrados ao valor justo, e quaisquer ganhos ou perdas resultantes são reconhecidos no resultado.

São representados, principalmente, por caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras. (ii) Custo amortizado: são representados principal- mente por ativos financeiros a receber com pagamentos fixos ou determi- náveis e que não são cotados em um mercado ativo que são classificados como “Custo amortizado”. O Custo amortizado é mensurado inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis. Após seu reconhecimento inicial, é mensurado pelo custo amor- tizado utilizando o método dos juros efetivos. (ii) Desreconhecimento (bai- xa) dos ativos financeiros: Um ativo financeiro (ou, quando for o caso, uma parte de um ativo financeiro ou parte de um grupo de ativos financei- ros semelhantes) é baixado quando: (a) os direitos de receber fluxos de caixa do ativo expirarem; (b) na transferência de seus direitos de receber fluxos de caixa do ativo ou assumiu uma obrigação de pagar integralmente os fluxos de caixa recebidos, sem demora significativa, a um terceiro por força de um acordo de “repasse”; e (i) transferir substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo; ou (ii) não transferiu nem reteve substancial- mente todos os riscos e benefícios relativos ao ativo, mas transferiu o con- trole sobre o ativo. Quando a Empresa tiver transferido seus direitos de re- ceber fluxos de caixa de um ativo ou tiver executado um acordo de repasse, e não tiver transferido ou retido substancialmente todos os riscos e benefí- cios relativos ao ativo, um ativo é reconhecido na extensão do envolvimento contínuo da Empresa com o ativo. Nesse caso, a Empresa também reco- nhece um passivo associado. O ativo transferido e o passivo associado são mensurados com base nos direitos e obrigações que a Empresa manteve.

O envolvimento contínuo na forma de uma garantia sobre o ativo transferi- do é mensurado pelo valor contábil original do ativo ou pela máxima contra- prestação que puder ser exigida da Empresa, dos dois, o menor. (iii) Aná- lise de recuperabilidade dos ativos financeiros: O CPC 48 substitui o modelo de “perdas incorridas” do CPC 38 por um modelo prospectivo de

“perdas esperadas”. Esse novo modelo se aplica aos ativos financeiros mensurados ao custo amortizado, com exceção de investimentos em ins- trumentos patrimoniais e ativos contratuais. A Empresa registrou efeitos perdas de crédito de seus contas a receber conforme divulgado na Nota 8.

(iv) Passivos financeiros: São classificados como “Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado” ou “Custo amortizado”. (i) Passivos fi- nanceiros ao valor justo por meio do resultado: são aqueles mantidos para negociação ou designados pelo valor justo por meio do resultado. Mudan- ças no valor justo são reconhecidas no resultado do exercício. (ii) Custo amortizado: incluindo empréstimos e financiamentos, são inicialmente mensurados pelo valor justo, líquidos dos custos da transação. Posterior- mente, são mensurados pelo valor de custo amortizado utilizando o método de juros efetivos, e a despesa financeira é reconhecida com base na remu- neração efetiva. O método de juros efetivos é utilizado para calcular o custo amortizado de um passivo financeiro e alocar sua despesa de juros pelo período aplicável. A taxa de juros efetiva é a taxa que desconta exatamente os fluxos de caixa futuros estimados ao longo da vida estimada do passivo financeiro. (v) Apresentação líquida de ativos e passivos financeiros:

Ativos e passivos financeiros são apresentados líquidos no balanço patri- monial se, e somente se, houver um direito legal corrente e executável de compensar os montantes reconhecidos e se houver a intenção de compen- sação, ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.15 Ati- vos intangíveis: (a) Software: As licenças de software adquiridas são ca- pitalizadas com base nos custos incorridos para adquirir os ativos e fazer com que eles estejam prontos para serem utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimável, no prazo de até 10 anos.

2.16 Imobilizado: É composto, substancialmente, por máquinas e equipa- mentos aplicados nos contratos de construção civil. O imobilizado é mensu- rado pelo seu custo histórico, deduzido de depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens e os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificá- veis. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em despesa no resultado do exercício, quan- do incorridos. Os terrenos não são depreciados. A depreciação dos demais ativos é calculada usando o método linear para alocar seus custos aos seus valores residuais durante a vida útil estimada, conforme demonstrado na Nota 11. Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, quando aplicável, ao final de cada exercício. No exercício findo

(3)

CBPO ENGENHARIA LTDA.

CNPJ nº 61.156.410/0001-10

em 31 de dezembro de 2019, a Empresa procedeu a revisão da vida útil dos ativos e essa revisão não produziu efeitos nas demonstrações financei- ras. O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado para seu valor recuperável, quando for maior do que seu valor recuperável estimado. Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o valor contábil e são reconhecidos em “Outras receitas (despesas), líquidas” na demonstração do resultado. 2.17 Provisões: Pro- visões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas: As provisões para ações judiciais (trabalhistas, cíveis e tributárias) são reconhecidas quando a Empresa tem uma obrigação presente e é provável que uma saída de recursos seja exigida para liquidar a obrigação, e o valor for estimável com segurança. Não são reconhecidas provisões relacionadas às perdas opera- cionais futuras. Quando há uma série de obrigações similares, a probabili- dade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual inclu- ído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões são men- suradas pelo valor presente dos gastos necessários para liquidar a obriga- ção, usando uma taxa antes de impostos que reflita as avaliações atuais de mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obriga- ção. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido em despesa financeira. 2.18 Imposto sobre a renda e contri- buição social correntes e diferidos: As despesas de impostos sobre a renda, as quais abrangem o imposto sobre a renda devido pelas sucursais/

subsidiárias no exterior e, no caso do Brasil, também a contribuição social sobre o lucro líquido, compreendem os tributos correntes e diferidos. Os impostos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconheci- dos diretamente no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto é reconhecido, respectivamente, no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Os encargos de impostos sobre a renda correntes são calculados com base nas leis tributárias promulgadas na data do ba- lanço dos países em que as controladas e coligadas da Empresa e suas controladas atuam e geram lucro tributável. Os impostos diferidos são reco- nhecidos sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, a base negativa de contribuição social, esta última no caso dos investimentos no Brasil, e os ajustes temporários decorrentes de diferenças entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras.

Os impostos diferidos são determinados usando as alíquotas dos tributos vigentes dos respectivos países na data de publicação do balanço, que devem ser aplicadas quando o respectivo tributo diferido ativo for realizado ou quando o tributo diferido passivo for liquidado. Os impostos diferidos ativos são reconhecidos somente na extensão em que seja provável que haja lucro tributável futuro disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias e/ou prejuízos fiscais, com base em projeções de resultados futuros dos países, elaboradas e fundamentadas em premis- sas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. 2.19 Benefícios a empregados: (a) Obrigações de aposenta- doria: A Empresa mantém convênio de adesão com a Vexty (anteriormente denominada ODEPREV - Odebrecht Previdência), entidade fechada de previdência privada, instituída pela controladora ODB, constituindo-se em uma de suas patrocinadoras conveniadas. A Vexty proporciona aos seus participantes, um plano de contribuição definida, onde é aberto um fundo individual de poupança para aposentadoria no qual são acumuladas e ad- ministradas as contribuições mensais e as esporádicas dos participantes, e as contribuições mensais e anuais das patrocinadoras. No que se refere ao pagamento dos benefícios estabelecidos para o referido plano, as obriga- ções da Vexty estão limitadas ao valor total atualizado das quotas dos par- ticipantes. Nos termos do regulamento do plano de contribuição definida, não se poderá exigir nenhuma contribuição em pagamento por parte das companhias patrocinadoras para garantir níveis mínimos de benefício aos participantes que venham a se aposentar. As contribuições da Empresa no exercício findo em 31 de dezembro de 2019 montam a R$ 68 (2018 - R$ 38), registradas na demonstração do resultado. Tais benefícios são con- siderados como plano de contribuição definida, em que o risco de recebi- mento dos benefícios é de total responsabilidade dos participantes, para fins de aplicação do CPC 33 - Benefícios a empregados. 2.20 Capital so- cial: As quotas são classificadas no patrimônio líquido. Os custos incre- mentais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou opções são demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquida de impostos. 3 Estimativas e julgamentos contábeis críticos: As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e ba- seiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectati- vas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias.

3.1 Estimativas e premissas contábeis críticas: Com base em premis- sas, a Empresa faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco sig- nificativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis, estão contempladas abaixo. (a) Valor justo de instrumentos financeiros: O valor justo de instrumentos financeiros que não são nego- ciados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Empresa usa seu melhor julgamento para escolher o método de avaliação e definir premissas que se baseiam principalmente nas condi- ções de mercado existentes na data do balanço. (b) Arrendamentos - Es- timativa da taxa incremental sobre empréstimos: A Empresa não é ca- paz de determinar prontamente a taxa de juros implícita nos arrendamentos e, portanto, considera a sua taxa incremental sobre empréstimos para men- surar os passivos do arrendamento. A taxa incremental é a taxa de juros que a Empresa teria que pagar ao pedir emprestado, por prazo semelhante e com garantia semelhante, os recursos necessários para obter o ativo com valor similar ao ativo de direito de uso em ambiente econômico similar.

Dessa forma, essa avaliação requer que a Administração considere estima- tivas quando não há taxas observáveis disponíveis ou quando elas preci- sam ser ajustadas para refletir os termos e condições de um arrendamento.

A Empresa estima a taxa incremental usando dados observáveis quando disponíveis e considera nesta estimativa aspectos que são específicos a Companhia (como o rating de crédito). (c) Provisões fiscais, trabalhistas e cíveis: Provisões são constituídas para todas as contingências referentes aos processos judiciais que representam perdas prováveis e que são esti- madas com segurança. A avaliação da probabilidade de perda inclui a ava- liação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos.

(d) Reconhecimento de receita: A Empresa usa o método de porcenta- gem de conclusão (“POC”) para contabilizar seus contratos de construção.

O uso do método POC requer que a Empresa estime o estágio de execu- ção de cada contrato até a data base do balanço como uma proporção entre os custos incorridos com os serviços até então executados e o total dos custos orçados de cada contrato. (e) Acordos em conjunto: A Empre- sa detém controle conjunto em determinados acordos contratuais, que exi- gem consenso entre os participantes do acordo na tomada das decisões que configuram controle. A avaliação desses acordos, para determinação da existência de controle conjunto envolve subjetividade e julgamento. Os acordos contratuais que conferem à Empresa e aos demais participantes do acordo, direitos aos ativos líquidos das respectivas sociedades de pro- pósitos específicos são contabilizados pelo método da equivalência patri- monial. Os acordos contratuais que representam direitos sobre ativos e obrigações pelos passivos são tratados como operações em conjunto (joint operations). Tais ativos e passivos bem como as receitas e despesas rela- cionadas aos seus interesses são reconhecidos diretamente nas demons- trações financeiras da Empresa. 4 Gestão de risco financeiro: 4.1 Fato- res de risco financeiro: A Empresa está exposta a riscos de mercado decorrentes de variações de taxas de câmbio, indexadores de preços e ao risco de crédito decorrente da possibilidade de inadimplemento de suas contrapartes em aplicações financeiras e contas a receber. O objetivo da gestão de riscos é proteger o fluxo de caixa da Empresa e reduzir as ame- aças ao financiamento do seu capital de giro operacional e de programas de investimento. A Empresa não faz uso de hedge accounting como instru- mento desta gestão. (a) Exposição a riscos cambiais: A Empresa atua internacionalmente e está exposta ao risco cambial decorrente de exposi- ções de algumas moedas, especialmente com relação ao dólar norte-ame- ricano. O risco cambial decorre de operações comerciais futuras, ativos e passivos reconhecidos e investimentos líquidos em operações no exterior.

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NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2019 Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

A Empresa possui volume significativo de operações no exterior, sendo parte dessas operações expressa em dólares norte-americanos, com algu- ma exposição às moedas locais, restrita a alguns países específicos. Adi- cionalmente, certas dívidas com fornecedores e outros saldos mantidos com partes relacionadas são denominados em moeda estrangeira. A Em- presa administra sua exposição às taxas de câmbio através da composição entre fluxo de caixa em moedas estrangeiras e aplicações em moedas es- trangeiras. A política da Empresa para gestão de riscos cambiais prevê os limites máximos e mínimos de cobertura que devem ser obedecidos, que são monitorados continuamente pela administração. (b) Exposição a ris- cos de indexadores de preços: Parte considerável dos contratos nos quais a Empresa encontra-se engajada são contratos a preço fixo. As mar- gens reais de lucro desses contratos podem variar com relação às margens estimadas quando do orçamento de custos no momento da proposição do preço contratual, em decorrência de variações significativas não esperadas no custo dos equipamentos, materiais a serem aplicados ou mão de obra, relacionadas a efeitos inflacionários ou outros inesperados; dificuldades em obter financiamentos necessários para a execução do contrato ou em obter permissões ou aprovações governamentais; alterações de projeto resultan- do em custos inesperados; atrasos causados por condições climáticas ad- versas ou falhas de performance de subempreiteiros e/ou fornecedores contratados. Com o objetivo de minimizar os riscos de indexadores de pre- ços, os contratos a preço fixo performados pela Empresa tem seus orça- mentos revisados periodicamente, incluindo nos orçamentos revisados, as confirmações ou inconsistências verificadas em relação aos valores efeti- vamente realizados, sendo política da Empresa discutir a cobrança de plei- tos em relação ao preço contratual, resultando em futuros aditivos contratu- ais que acrescem o valor do referido preço contratado, em decorrência das variações verificadas. Tais aditivos são registrados contabilmente quando da assinatura. (c) Exposição a riscos de crédito: O risco de crédito decor- re, principalmente, de caixa e equivalentes de caixa, bem como de exposi- ções de crédito a clientes, incluindo contas a receber em aberto e operações compromissadas. A Empresa busca manter um volume de dis- ponibilidades suficiente para fazer frente: (i) à sua necessidade de capital de giro; (ii) aos investimentos orçados nos planos de negócios; e (iii) às condições adversas que possam demandar maiores investimentos em ca- pital de giro. Esses recursos são alocados de forma a: (i) buscar retorno compatível com a volatilidade máxima determinada pela política de riscos e de investimentos; (ii) buscar uma alta pulverização da carteira consolidada;

(iii) evitar o risco de crédito decorrente de concentração em poucos títulos;

e (iv) acompanhar a variação da taxa de juros de mercado, seja no Brasil ou no exterior. A estratégia de vendas da Empresa considera o nível de risco de crédito a que a administração está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios, respeitando as diretrizes gerais do Grupo. A diversifica- ção das carteiras de recebíveis, a seletividade dos clientes, assim como o acompanhamento dos prazos de financiamento de vendas por segmento de negócios e limites individuais de posição, são procedimentos adotados a fim de minimizar eventuais problemas de inadimplência no contas a rece- ber. Para mitigar esse risco de inadimplência, a Empresa tem como meca- nismo de proteção a prestação do serviço de engenharia e construção mediante faturamentos periódicos antecipados aos clientes. Objetivando reduzir o volume de recebíveis em atraso, a Empresa tem adotado a políti- ca de descentralizar a negociação para recebimento no âmbito administra- tivo junto aos referidos clientes, delegando essa responsabilidade para os níveis administrativos responsáveis pelo acompanhamento de cada contra- to. Caso nessas ações administrativas não seja obtido sucesso, a cobrança desses valores ocorrerá pela via judicial. Além disso, a Empresa tem procu- rado maior seletividade de seus clientes, tendo aumentado a participação da receita advinda dos clientes privados ou para clientes do setor público que a Empresa entende possuir capacidade de geração independente de recursos, e que não são dependentes de orçamentos públicos para liquidar suas obrigações (substancialmente empresas de economia mista), assim como participam em contratos em que os pagamentos são financiados por agências de exportação, agências multilaterais, bancos comerciais, fundos de pensão e investidores privados. No que diz respeito às aplicações finan- ceiras e aos demais investimentos, a Empresa tem como política trabalhar com instituições de primeira linha e não ter grande concentração de inves- timentos em um único grupo econômico, ponderando as concentrações de acordo com o rating e os preços observados diariamente no mercado de Credit Default Swaps referenciados às instituições. (d) Risco de liquidez:

É o risco de a Empresa não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos.

Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas constantemente pela área de tesouraria. 5 Instrumentos fi- nanceiros por categoria: A partir de 1º de janeiro de 2018, os instrumen- tos financeiros foram classificados e mensurados de acordo com o CPC 48/IFRS 9. Os ativos financeiros não sofreram alteração em sua mensura- ção, conforme pode ser observado na tabela abaixo:

2019 2018

(Reapresentado) Ativo mensurado

a valor justo através do resultado

Custo amortizado Total

Ativo mensurado a valor justo através do resultado

Custo amortizado Total Ativos, conforme o balanço patrimonial

Caixa e bancos 100 100 3.460 3.460

Investimentos de curto prazo 186 186 2 2

Contas a receber, outras contas a receber e outros ativos 79.053 79.053 39.053 39.053

Contas correntes com consorciadas 4.975 4.975 9.847 9.847

Sociedades do Grupo Odebrecht 885.452 885.452 869.813 869.813

186 969.580 969.766 2 922.173 922.175

Custo amortizado 2019 2018 Passivos, conforme o balanço patrimonial

Arrendamento mercantil 453

Fornecedores, subempreiteiros e outros passivos 10.459 4.849

Contas correntes com consorciadas 4.743 4.741

Sociedades do Grupo Odebrecht 12.193 12.193

27.848 21.783

6 Caixa e equivalentes de caixa: 2019 2018

Caixa e bancos 100 3.460

Investimentos de curto prazo 186 2

286 3.462 As aplicações financeiras da Empresa são de curto prazo (vencimento ori- ginal de até 90 dias), apresentam alta liquidez, sendo prontamente conver- síveis em caixa, além de estarem sujeitas a um insignificante risco de mu- dança de valor.

7 Contas a receber de clientes, outras contas a receber e adiantamen- tos recebidos de clientes:

2019

Contas a receber de clientes

Outras contas a receber

Adiantamento de clientes e passivo de contrato (*) Contas a

receber de clientes

(–) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) (i) Total

Outras contas a receber

Adiantamentos recebidos de clientes Setor público

Federal 3.895 3.895

Estadual 66.954 (55.664) 11.290 36.751 33.820 Municipal 24.616 (13.939) 10.677

95.465 (69.603) 25.862 36.751 33.820

Setor privado 34 34

95.499 (69.603) 25.896 36.751 33.820 Ativo circulante 15.185 36.751 33.820 Ativo não circulante 10.711

2018

Contas a receber de clientes

Outras contas a receber

Adiantamento de clientes e passivo de contrato (*) Contas a

receber de clientes

(–) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) (i) Total

Outras contas a receber

Adiantamentos recebidos de clientes Setor público

Federal 3.895 3.895

Estadual 81.888 (55.502) 26.386 211 10.168

Municipal 8.625 (2.094) 6.531

94.408 (57.596) 36.812 211 10.168

Ativo circulante 9.748 211 5.241

Ativo não circulante 27.064 4.927

(*) Referem-se a adiantamentos de clientes recebidos geralmente quando da assinatura de contratos, para execução de determinadas obras, os quais são deduzidos em percentuais variados das faturas de prestação de serviços, durante o prazo de execução estipulado em contrato. Os valores

recebidos de clientes superiores às receitas apropriadas também são re- gistrados na rubrica “Adiantamentos recebidos de clientes”, denominado como passivo de contrato, no passivo circulante e não circulante, de acordo com o prazo de execução da obra. (i) Provisão de perdas esperadas com créditos de liquidação duvidosa: De acordo com o CPC48 - Instrumentos Financeiros, na mensuração das provisões de perda esperada para crédito de liquidação duvidosa a Empresa adotou o critério de abordagem simplifi- cada, tendo em vista que seus recebíveis não contemplam componentes de financiamentos significativos. Para a mensuração da provisão de perda esperada a Empresa não utilizou uma matriz de provisões por ausência de perdas históricas em suas operações que a levasse a definir um critério de provisão com base nos históricos de perdas. Ao invés disso, a Empresa adotou modelo de matriz geográfica, tendo em vista o acompanhamento de suas operações estar definida geograficamente. Portanto, a cada período a Empresa aplica a probabilidade de Default de cada país que atua sobre sua exposição de crédito, que representa o contas a receber e direitos a faturar menos os adiantamentos de clientes e passivo de contrato. Adicionalmente, a Empresa também avalia perdas incorridas oriundas de um ou mais even- tos ocorridos após o reconhecimento inicial do recebível e se esse evento de perda tiver impacto nos fluxos de caixa da Empresa. Historicamente, a Empresa e suas controladas têm recebido esses créditos mantidos junto às referidas entidades, incluindo aqueles atrasados há um ano ou mais e não vem apresentando perdas significativas em sua realização. O recebimento desses valores em atraso pode ocorrer mediante liquidação financeira ou mediante o recebimento de títulos ou outros ativos. Como parte da sua política de mitigação dos riscos de atuação em países emergentes, a Em- presa e suas controladas costumam receber adiantamentos dos clientes antes de iniciar uma obra (“down payment”). Esses adiantamentos são des- contados de cada fatura até o final do contrato.

8 Tributos a recuperar: 2019 2018

Tributos retidos na fonte sobre rendimentos de aplicações

financeiras e faturamento 2.169 4.267

2.169 4.267 9 Sociedades do Grupo Odebrecht:

Ativo não circulante

Passivo não circulante

Resultado financeiro, líquido

CNO 885.427 2.956

Belgrávia Serviços e

Participações S.A. (“Belgrávia”) 25

ODB 3.862

OEC Serviços de Exportação S.A. (“OEC SE”) 5.498 Tenenge Montagem e Manutenção

Ltda. (“Tenenge”) 2.833

Saldo em 31 de dezembro de 2019 885.452 12.193 2.956 Saldo em 31 de dezembro de 2018 869.813 12.193 10.746 Os principais saldos mantidos com as Sociedades do Grupo Odebrecht estão regidos pelo instrumento contratual “Contrato de conta corrente e gestão única de caixa”, firmado entre as Empresas do referido Grupo. A natureza dessas operações é de repasses de recursos, cessões de crédi- tos e assunções de obrigações e não há cobrança de encargos financeiros.

(a) Movimentação dos saldos ativos:

31 de dezembro

de 2018 Adições

Variação Cambial

31 de dezembro

de 2019

CNO 869.788 12.683 2.956 885.427

Belgrávia 25 25

869.813 12.683 2.956 885.452

10 Investimentos: (a) Informações sobre as principais investidas:

Ações possuídas Participação (%)

Patrimônio líquido (passivo a descoberto)

Lucro líquido (prejuízo) do exercício

2019 2018 2019 2018 2019 2018 2019 2018

CBPO Ingeniería de Venezuela C.A. 2.170.000 2.170.000 100,00 100,00 (51.986) (54.385) (31.192) (3.093)

Sucursal Venezuela 100,00 100,00 (35.069) 505 (35.077) 507

CBPO Overseas Limited (“CBPO Overseas”) 3.631.849 3.631.849 100,00 100,00 54.442 53.815 (12.723) 15.857

Colômbia Consórcio Conpros 100,00 100,00 4.333 5.847 (1.669) 20.490

(b) Movimentação dos investimentos:

Investimentos

Saldo no início do

exercício Adições Transferências

Variação cambial de investidas no exterior (Nota 15 (b))

Efeito reflexo de correção monetária de investidas no exterior (Nota 15 (b))

Equivalência patrimonial

Efeito reflexo de operações descontinuadas (i)

Ajuste de avaliação patrimonial (Nota 15 (b))

Saldo no final do exercício

Sucursal Argentina 26 (9) (34) 29 12

Sucursal Venezuela 505 (492) (488) 475

CBPO Overseas 53.815 13.350 (12.723) 54.442

Colômbia Consórcio

Conpros 5.847 155 (1.669) 4.333

Investimento a custo 174 174

Referências

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