• Nenhum resultado encontrado

Edital 002/2012 VI FÓRUM

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "Edital 002/2012 VI FÓRUM"

Copied!
5
0
0

Texto

(1)

PRÓ-REITORIA DE POLÍTICAS AFIRMATIVAS E ASSUNTOS ESTUDANTIS

Edital 002/2012 – VI FÓRUM

A UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO por meio da PRÓ- REITORIA DE POLÍTICAS AFIRMATIVAS E ASSUNTOS ESTUDANTIS

tornam público O EDITAL RESULTADO DAS PROPOSTAS DE GTS PARA

O VI FÓRUM 20 DE NOVEMBRO – 2012.

GTs Aprovados

GT 01: Movimentos sociais na atualidade: Reconfiguração dos paradigmas e a emergência dos novos atores sociais

Coordenadora: Mainara Mizzi Rocha Frota

Mestre em Ciências Sociais: Cultura, Desigualdade e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Vice-coordenador: Rafael Caldas Peixoto

Mestre em Ciências Sociais: Cultura, Desigualdade e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Resumo:

O GT objetiva debater temas e problemas na sociedade contemporânea relativos às teorias dos movimentos sociais, destacando-se os conceitos e as categorias utilizadas, assim como os paradigmas teóricos que lhes dão suporte. Neste milênio o tema dos movimentos sociais retomou um lugar central no plano internacional e nacional como objeto de investigação, especialmente devido a emergência do movimento antiglobalização. Assim, o início dos anos 70 marca uma nova roupagem que começa a ser definida graças ao multiculturalismo das sociedades contemporâneas culminando com a proliferação de movimentos sociais que passaram a ganhar complexidade na luta pela busca de afirmação e de autolegitimação em defesa da identidade e dos mais variados direitos, tais como: direito a uma crença religiosa, direito à diversidade cultural, igualdade racial, igualdade de gênero, etc. existindo dentro deles um projeto cultural e não mais um problema distributivo ou uma contestação inerente aos atores sociais. Nesse sentido, o GT busca reunir comunicações baseadas em cinco eixo temáticos analíticos: (1) empoderamento da comunidade através da organização em movimentos, redes sociais e outras organizações civis coletivas, (2) Teorias construídas a partir de eixos culturais, relativas ao processo de construção de identidades; (3) Teorias focadas no eixo da Justiça Social que destacam as questões do reconhecimento e questões da redistribuição (de bens ou direitos); (4) Processos de institucionalização das ações coletivas e (5) Teorias que destacam a capacidade de resistência dos movimentos sociais, destacam-se as elaborações sobre o tema da autonomia.

GT 02 : África: Histórias, historiografia e ensino.

Coordenador: Juvenal de Carvalho Mestre em História

Professor de História da África da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

(2)

PRÓ-REITORIA DE POLÍTICAS AFIRMATIVAS E ASSUNTOS ESTUDANTIS

Vice-Coordenador: Denílson Lessa Doutorando em História

Professor de História da África da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Resumo:

A Lei 10639/2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História da África, tem em seus fundamentos uma ideia antiga, presente no pensamento de vários autores como Nina Rodrigues, Luis Viana Filho, José Honório Rodrigues e Alberto da Costa e Silva, que consideram ser impossível compreender o Brasil sem conhecer o continente africano, pois foi da África que veio a grande maioria daqueles que colonizaram o nosso país. Os africanos trouxeram para o Brasil suas crenças, seus valores, seus conhecimentos e técnicas, em resumo trouxeram suas culturas e deixaram suas marcas em todas as dimensões da vida brasileira. Por isso é que a História da África pode explicar muito do que é o Brasil. O objetivo deste Grupo de Trabalho é reunir estudos que discutam a África e suas historias, as implicações historiográficas desses estudos, as barreiras para o desenvolvimento das pesquisas e também os desafios e limites para o ensino de História africana no sistema educacional brasileiro.

GT 03 - TRÂNSITOS, FRONTEIRAS E INTERDISCURSIVIDADE: LITERATURAS E CULTURAS AFRICANAS CONTEMPORÂNEAS.

Coordenadora: Maria de Fátima Maia Ribeiro -

Doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas - UFBA Vice-coordenador: Wesley Barbosa Correia –

Doutorando em Estudos Étnicos e Africanos - UFBA

Resumo:

Pensar as Áfricas contemporâneas a partir dos conceitos pós-coloniais, neo-coloniais, neo- imperiais e daquilo que os define, considerando suas bifurcações e ambivalências. Neste caso, a ideia é firmar reflexão no campo ideológico, não apenas atentando para o modo através do qual algumas ações políticas hegemônicas se expressaram na colonialidade, mas de como elas se mantém, nos dias atuais, nas áreas emancipadas que antes pertenceram ao domínio português.

Pensar, ainda, em como as diásporas dos povos africanos foram capazes de produzir transnacionalidades e se, neste sentido, é possível compreender os termos: transculturalismo, diversidade, heterogeneidade e hibridismo cultural. Através das literaturas africanas e de outras linguagens em expressão portuguesa bem como dos seus autores/atores, será possível aprofundarmos o debate a respeito do dialogismo, polifonia e polissemia presentes nas produções artísticas, observando o encontro de campos disciplinares distintos, quais sejam: língua, literatura, artes, história, antropologia, sociologia, entre outros. Desta forma, será a vida social dos países e dos indivíduos africanos e das suas relações culturais com outras nações, a exemplo do Brasil, que buscaremos refletir na perspectiva das expressões identitárias. Além destas questões, a proposta deverá contemplar (i) a discussão sobre o engajamento artístico e (ii) as produções que versam sobre a criação do discurso nacional em países africanos. São muitos os teóricos que subsidiam este fórum; aqui citamos alguns: Boaventura de Sousa Santos, Gayatri Spivak, Anthony Appiah, Benedict Anderson, Stuart Hall, Silviano Santiago, Walter Mignolo.

GT 04 - RAÇA, RACISMO E RELAÇÕES RACIAIS NAS PESQUISAS DE GRADUAÇÃO DOS CURSOS DE SAÚDE.

Coordenadora: Emanuelle Freitas Goes Mestra em Enfermagem

(3)

PRÓ-REITORIA DE POLÍTICAS AFIRMATIVAS E ASSUNTOS ESTUDANTIS

Resumo:

Diante do cenário da ampliação de pesquisas na saúde com foco na temática racial como as desigualdades raciais em saúde, saúde da população negra, racismo na saúde nos programas de Pós-graduação. Considerando a necessidade de difundir e informar sobre a Política Nacional de Saúde da População Negra.

Este GT tem por objetivo fomentar uma discussão com estudantes de graduação da área de saúde e que estejam realizando pesquisa sobre a temática racial para a troca de conhecimento, intercambio de informações e formação de redes de estudos e pesquisas.

Pois é de suma importância o conhecimento sobre os determinantes causadores das desigualdades na saúde, e um dos mecanismos para esse conhecimento é a discussão da temática racial na saúde a partir da formação acadêmica na graduação, para que o cenário das desigualdades raciais no acesso aos serviços de saúde seja menos desigual e mais equitativo entre as populações negras e brancas.

GT 05 - A subalternidade fala: estudos de representações de gênero e de etnias em narrativas modernas e contemporâneas de língua portuguesa

Coordenadoras: Professoras Dras. Tatiana Pequeno (UFRB – CFP) e Mônica Menezes (UFRB – CFP)

Resumo:

Este Grupo de Trabalho tem como objetivo principal discutir e problematizar questões de gênero e de etnias em narrativas modernas e contemporâneas de língua portuguesa. Por narrativas entendemos toda e qualquer manifestação literária (sejam romances, contos, poemas etc.) ou de natureza artística visual e/ou sonora (como o cinema e a música, por exemplo) que tenha(m) seu(s) discurso(s) mais ou menos elaborado(s) num sentido poético. Com efeito, pretendemos colocar em diálogo visões teóricas e poéticas do feminismo, da estética queer, dos estudos étnicos identitários, reavaliando-as a fim de cartografar novas (des)identidades culturais que se inscreveram e se inscrevem contemporaneamente, com o intuito de compreender de que modo os procedimentos narrativos de sujeitos sócio-historicamente marginalizados operacionalizam, em seu funcionamento geopolítico, movimentos de resistências às forças de apagamento e/ou marginalização identitários e subjetivos atuantes na constituição da nossa modernidade.Para tanto, acolheremos comunicações e painéis de professores, pesquisadores e estudantes, preferencialmente da área das ciências humanas, interessados em trazer à fala narrativas usualmente silenciadas como as de autor@s afrobrasileir@s, african@s de língua portuguesa, de dicção homoerótica, gay, lésbica ou transgênero.

GT 06 - Educação Antirracista: Desafios, caminhos e mudanças.

Coordenadora: Denise Maria Botelho

Doutora em Educação – Departamento de Educação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (DED-UFRPE)

Vice-Coordenadora:

Martha Rosa Figueira Queiroz

(4)

PRÓ-REITORIA DE POLÍTICAS AFIRMATIVAS E ASSUNTOS ESTUDANTIS

Doutora em História – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal Rural de Pernambuco (NEAB-UFRPE) –– Faculdade Osmam Lins (Facol).

Resumo:

A formação docente é um dos principais requisitos para quaisquer mudanças no campo educacional. Para os processos rumo a uma educação que respeite e contemple os múltiplos saberes que formam a sociedade brasileira a formação docente é essencial para atingirmos uma sociedade alicerçada no ideal republicano. Assim, a incorporação da história e cultura afro- brasileira e indígena no processo ensino-aprendizagem é fundamental no exercício de um magistério pautado nos princípios de uma educação democrática. O presente GT tem por objetivo agrupar trabalhos de pesquisas que abordem experiências vivenciadas na perspectiva da implementação do Artigo 26-A da Lei de Diretrizes e Bases (Leis 10.639/2003 e 11.645/2008) na educação básica e seus desdobramentos no ensino superior, principalmente, nos cursos direcionados a formação de professores(as). Intentamos dialogar sobre os processos de seleção dos conteúdos, adoção de metodologias, recursos e utilização de referenciais bibliográficos.

Desejamos agregar pesquisadores(as) que estejam refletindo, produzindo, descolonizando e alterando o espaço educacional para uma realidade de valorização multirracial. O questionamento propulsor deste grupo reside em saber: “Quais os caminhos que estão sendo trilhados na implementação da educação das relações etnicorraciais no Brasil?”.

GT 07 - As religiões afrodescendente e filosofia da ancestralidade como forma de resistência

Coordenador: Emanoel Luís Roque soares

Professor adjunto II da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, professor de filosofia da educação do Centro de Formação de Professores, Amargosa-BA,

Vice-coordenador: Sandro dos Santos Correia

Professor Assistente do Colegiado em Geografia do Departamento de Ciências Humanas (Campus V) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Resumo:

As religiões afro-brasileiras têm sua historia marcada por lutas e resistência, intolerância e sincretismo. Na África antes da escravidão imposta pelo europeu colonizador existia o culto individual dos orixás cada um na sua região de origem, desde aquela época o sincretismo era uma pratica comum devido à tolerância do africano pela religião do outro, a base desta religião é a ancestralidade onde a família é o centro e seus membros mais velhos a base de onde tudo descende. A forma mais antiga de manifestação da religião africana no Brasil é o Calundu que era a realização de cantos e danças para invocação de espíritos ancestrais na zona rural ou na periferia de aglomerações urbanas, e nos quilombos longe dos olhares dos brancos, porém os sacerdotes destes cultos eram constantemente denunciados e perseguidos pela policia. O candomblé é vai se reorganizar na Bahia no interior das igrejas católicas apropriando-se do modelo das irmandades cristã que devolveu o sentido de família aos escravos permitindo a elaboração do culto aos orixás à maneira brasileira, da mesma forma Umbanda é uma religião afrodescendente genuinamente brasileira constantemente descriminada. Os seguidores destas religiões estão diretamente ligados a luta pela igualdade racial, contra a descriminação sexual, contra a intolerância religiosa, a favor do direito e respeito ao culto e preservação ambiental no Brasil e atualmente vem se discutindo na academia os aspectos filosóficos embrenhados na mitologia africana e na religião afrodescendente que é a pedra de toque de uma filosofia da ancestralidade no Brasil.

(5)

PRÓ-REITORIA DE POLÍTICAS AFIRMATIVAS E ASSUNTOS ESTUDANTIS

GT 8: PSICANÁLISE E IDENTIDADE NEGRA: PROCESSOS SUBJETIVOS E PESQUISA QUALITATIVA

Coordenadora: Regina Marques de Souza (UFRB/CCS): Psicanalista, Professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Doutora em Psicologia Social.Vice-

Coordenador: Reinaldo José de Oliveira (PUC/SP/PNPDCAPES): Sociólogo, Pesquisador do Programa Nacional de Pós-Doutorado da Fundação CAPES, Professor Colaborador do Núcleo de Pesquisa Memória, Imaginário e Relações Raciais do Programa de Pós-Graduação da PUC/SP.

Resumo:

A sugestão deste GT visa organizar campo incipiente na pesquisa em saúde mental e educação mas muito pouco abordado nas produções formais da psicologia. Seja da psicologia da educação ou escolar, seja nas demais interdisciplinariedades que estabelecem diálogo íntimo com a psicologia.

Importantes pesquisadores brasileiros vem alertando sobre a importância de realizar pesquisas psicológicas sobre a condição da população brasileira em sua forma de estruturação étnico e racial constituída por indígenas, negros e brancos (MUNANGA,2000). O GT proposto visa observar os problemas psíquicos resultantes da desumanização do negro, os mecanismos de pressão psicológica que fazem com que alguns negros introjetem o mito da “superioridade branca” e o de “inferioridade negra”. Visa também considerar as conseqüências e efeitos da discriminação na estrutura psíquica das pessoas sob o olhar de uma ciência psicológica tanto no plano individual – psicologia clínica – como no plano coletivo – psicologia social.

Finalmente o GT proposto pretende estabelecer um diálogo interdisciplinar com outras áreas das ciências humanas que lidam com o estudo do negro e estabelecer uma ponte com a ciência da Educação, auxiliando esta na construção de uma pedagogia transformadora das relações preconceituosas no âmbito da escola e da educação do cidadão brasileiro.

Cruz das Almas, 26 de setembro de 2012

Ronaldo Crispim Sena Barros Pró-Reitor de Políticas Afirmativas

e Assuntos Estudantis

Referências

Documentos relacionados

No entanto, em 2009 os programas de luz 23L:1E e 16L:8E proporcionaram valores de Entalpia dentro das condições recomendadas, sendo que o programa de luz 23L:1E no período

Desta forma, evidenciou-se a influência sazonal direta ou indireta sobre os parâmetros hidrológicos e biológicos do estuário do rio Formoso, condicionando, durante o período

A descrição clássica da Ressonância Magnética Nuclear é baseada na descrição clássica dos movimentos dos momentos magnéticos nucleares de modo a prover um modelo vetorial para

Os resultados sugerem também que no Brasil as firmas que mais se beneficiaram da expansão de créditos subsidiados foram empresas grandes, com mais tempo no mercado e que

No entanto, as espécies Arcobacter butzleri, Arcobacter cryaerophilus e Arcobacter skirrowii são classificadas pela Comissão Internacional de Especificações

ESTUDO COMPARATIVO DO NÍVEL DE AUTO-ESTIMA ENTRE PRATICANTES NÃO-ATLETAS DE MUSCULAÇÃO E NATAÇÃO.. Monografia apresentada como requisito parcial para a conclusão do Curso

O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros é considerado um paraíso para os amantes da espeleologia que nas suas profundezas poderão descobrir grutas e algares,