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A MENINA DO MAR T E A T R O D O E L E C T R I C O. C O M

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Academic year: 2022

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Texto

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Por Edward Luiz Ayres d’Abreu, Ricardo Neves-Neves e Martim Sousa Tavares

45 MIN M/6

A MENINA DO MAR T E A T R O D O E L E C T R I C O . C O M

Texto Sophia de Mello Breyner Andresen

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© Joana Magalhães

A MENINA DO MAR

Produção TdE Andreia Alexandre

Assistentes de Produção e Comunicação Ana Jacques e Janaina Gonçalves

Difusão José Leite Vídeo Eduardo Breda

Fotografias de Cena Alípio Padilha

Apoio à Cena Afonso Molinar, André Magalhães, Camille Bourdeau, Camila Valente, Carolina Coelho, Catarina Silva, Margarida Salema e Rita Carolina Silva Assistente de Cenografia António Muralha Direcção Técnica TdE Cláudia Rodrigues Operação de Som Sérgio Delgado

Operação de Vídeo Diana Vaz

Produção MPMP e Teatro do Eléctrico

Co-Produção LU.CA, Câmara Municipal de Lagos, Câmara Municipal de Loulé, Câmara Municipal de Guimarães, Teatro Municipal de Ovar, Galeria da Biodiversidade-Cen- tro Ciência Viva/ Museu de História e da Ciência da Universidade do Porto e Teatro Municipal do Porto

Comemorações do Centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 - 2019) Texto Sophia de Mello Breyner Andresen

Por Edward Luiz Ayres d’Abreu, Ricardo Neves-Neves e Martim Sousa Tavares

Música Edward Luiz Ayres d’Abreu Encenação Ricardo Neves-Neves Cenografia Henrique Ralheta

Construção de Cenário Alexandre Bobo- ne e Thomas Kharel

Figurinos Rafaela Mapril

Confecção Carla Geraldes, Lígia Garri- do e Mónica Feliz

Luz Luís Duarte

Vídeo de animação e ilustrações TEMPER creative agency

Assistentes de encenação Raquel Men- des e Diana Vaz

Actores Ana Valentim, Catarina Rôlo Sal- gueiro/Inês Dias, Nuno Nolasco/José Leite, Rafael Gomes, Teresa Coutinho/Helena Caldeira/Beatriz Frazão

Músicos Ensemble MPMP

Bethany Carmo (oboé e corne inglês), Miguel Costa (clarinetes), Miguel Polido (saxofones), Ricardo Santos (fagote), Fernando Brites (acordeão), Daniel Bolito (violino), Francisca Fins (violeta), Catarina Távora (violoncelo), Miguel Menezes (contrabaixo)

Direcção Musical Martim Sousa Tavares Produção MPMP Duarte Pereira Martins Produção e Comunicação TdE Mafalda

45 MIN | M/6

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Integrado nas Comemorações do Centenário de Sophia de Mello Breyner An- dresen (1919-2019).

Um dos títulos mais amados e lidos de Sophia de Mello Breyner Andresen trans- forma-se em conto musical com pela voz, corpo e gesto de cinco actores, dez instrumentistas e um maestro. Percorrendo um universo marítimo e fantástico, a história trata de uma menina que vive no mar – mas muito curiosa pela vida em terra – de um menino que vive em terra – mas muito curioso pela vida no mar – e do encontro improvável entre estes dois mundos… Daqui resultará uma sucessão de episódios repletos de surpresa e encantamento, a que não faltarão um simpático peixe clarinetista, um desconfiado caranguejo saxofonista, um misterioso e algo desajeitado polvo fagotista, entre vários outros personagens, reunidos sob o olhar grave e atento do contrabaixista, o muito respeitável Rei do Mar. Desde a inquietação e desconfiança das primeiras descobertas até à festa derradeira em que todos dançam alegremente, persiste a pergunta fundamental: será possível vivermos todos nós em harmonia com o oceano, a natureza, a vida que nos rodeia?

- Tenho tanta curiosidade da terra – disse a menina -; amanhã quando aqui vieres, traz-me uma coisa da terra.

E assim ficou combinado.

No dia seguinte, logo de manhã, o rapaz foi ao seu jardim e colheu uma rosa encarnada muito perfumada. Foi para a praia e procurou o lugar da véspera.

- Bom dia, bom dia, bom dia – disseram a menina, o polvo, o caranguejo e o peixe.

- Bom dia – disse o rapaz. E ajoelhou-se na água, em frente da Menina do Mar.

- Trago-te aqui uma flor da terra – disse -; chama-se rosa.

- É linda, é linda – disse a Menina do Mar, dando palmas de alegria e correndo e saltando em roda da rosa.

- Respira o seu cheiro para veres como é perfumada.

A Menina do Mar, Sophia de Mello Breyner Andresen SINOPSE

PRIMEIRAS IDEIAS-ESBOÇOS SOBRE A PROPOSTA MUSICAL

Não se trata de mero arranjo ou adaptação musical sobre um texto pré-ex- istente, de melodizar frases de Sophia, de as organizar numa estrutura de danças ou refrões, enfim de compartimentar o conto numa sucessão de canções dramaturgicamente inócuas, ou dramaturgicamente suspensivas ou intervalares como frequente num musical tradicional. Tentemos outro exer- cício, subjectivo seguramente, mas talvez mais desafiante: o de fazer soar a música que já lá existe em potência.

Quando Ivo Salvini, em La voce della luna de Fellini, contempla maravilhado

uma fogueira, pergunta-se para onde irão as faíscas quando se extinguem,

para logo concluir que são como música: ninguém sabe para onde vai onde vai

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literárias imanentes. Nesta senda não há começo nem fim para a músi- ca que se ouve, nem canções, nem episódios musicais: os próprios ac- tores imergem num universo de som e é nele que habitam. Quase como se música fosse água, e se tudo em palco submergisse para se expressar naquele habitat acústico singular.

Água ou som que se agitam, que se perturbam, que se revolvem quan- do há tempestade, medo, mistério, ou que se diluem tranquilamente em cenário idílico sem amanhãs, que se espraiam em luz diáfana quando há bonança. Entre momentos de maior ou menor tensão, tudo flui e se meta- morfoseia gradativamente como um organismo vivo em permanente re- configuração.

Edward Luiz Ayres d’Abreu quando termina... A ideia tem-me

fascinado desde há muitos anos, e reforça a ambição de uma arte so- nora continuamente esculpida em função estrita do peso e dos sentidos literais ou simbólicos de cada texto e de cada contexto, de cada palavra, de cada sílaba até, ou de cada silên- cio, porquanto também o silêncio se cons-

titui, factualmente, de matéria sono- ra.

Por outras palavras, procurarei fa- zer emergir o corpo sonoro do con- to de Sophia, imprimir sonoramente o imaginário com que a história é cerzida a partir das suas qualidades literárias imanentes. Nesta senda não há começo nem fim para a música que se ouve, nem canções, nem episódios musicais: os próprios actores imergem num universo de som e é nele que habitam. Quase como se música fosse água, e se tudo em palco sub por- quanto também o silêncio se consti- tui, factualmente, de matéria sonora.

Por outras palavras, procurarei fa-

zer emergir o corpo sonoro do con-

to de Sophia, imprimir sonoramente

o imaginário com que a história é

cerzida a partir das suas qualidades

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PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES:

[9 E 10 DEZ, 2022] Ponta Delgada, Teatro Micaelense,

APRESENTADO EM:

[2021] Póvoa de Varzim, (43º FIMPV), Cine-Teatro Garrett

[2020] Aveiro, Teatro Aveirense

[2019] Lisboa, LU.CA - Teatro Luís de Camões

[2019] Guimarães, Centro Cultural Vila Flor [2019] Loulé, Cine-Teatro Louletano

[2019] Lagos, Centro Cultural de Lagos [2019] Porto, Teatro Municipal do Porto

© Joana Magalhães

© Joana Magalhães © Joana Magalhães

© Joana Magalhães

[2019] Porto, Galeria da Biodiversidade - Centro Ciência Viva

[2019] Coimbra, Teatro Académico Gil Vi- cente

[2019] Ovar, Centro de Arte de Ovar

[2019] Bragança, Teatro Municipal de Bragança

[2019] Lisboa, LU.CA - Teatro Luís de

Camões

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EDWARD LUIZ AYRES D’ABREU www.edward.pt

Estudou no Conservatório Na- cional com Ana Sousa Lima e Rui Pinheiro (Piano), Eli Camargo Júnior e Daniel Schvetz (Com- posição). Concluiu a Licenciatu- ra em Composição com a mais alta classificação no exame final na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com Sérgio Azevedo e António Pinho Vargas.

Em programa Erasmus frequen- tou o Conservatório Nacion- al Superior de Música e Dança de Paris, tendo trabalhado com Gérard Pesson (Composição), Yan Maresz, Yann Geslin e Luis Naón (Música electrónica), Alain Ma- bit e Claude Ledoux (Análise).

Em masterclasses ou em encon- tros académicos contactou com Emmanuel Nunes, João Pedro Oliveira e Marc-André Dalbavie, entre outros. Frequentou um Cur- so de Verão no Conservatório de Moscovo, onde trabalhou com o compositor Faradzh Karaev, e um Curso de Gamelão de Java no Museu Oriente, em Lisboa.

As suas obras foram já interpre- tadas pela Orquestra Gulbenkian (Inscriptions (X), sob a direcção de Luca Francesconi), Orquestra Metropolitana de Lisboa (Sin- fonietta per orchestra classi- ca, sob a direcção de Michael Zilm — Encomenda OML, para o 23.º aniversário da orquestra) e Grupo de Música Contem- porânea de Lisboa (Parque de estrelas, vento e memórias, sob a direcção de Pedro Neves). O seu poema sinfónico Pálido pálio lu- nar… foi estreado em 2017 pela Banda Sinfónica Portuguesa, sob a direcção de Luís Carvalho, e distinguido com uma Menção Honrosa no V Concurso Nacional de Composição.

Escreveu três óperas, a últi- ma delas, Manucure, estreada em 2012 no Teatro Nacional de São Carlos sob a direcção

RICARDO NEVES-NEVES

teatrodoelectrico.com/ricar- do-neves-neves/

É Licenciado em Teatro-Actores pela Escola Superior de Teatro e Cinema e Especialista em Es- tudos de Teatro pela Faculdade de Letras de Lisboa. Participou no Obrador d’Estíu-Dramaturgia (Barcelona), orientado por Simon Stephens. É director artístico do Teatro do Eléctrico, onde escreve e encena.

Encenou também obras de Lew- is Carroll, Edward Albee, Karl Valentin, Copi, Ana Lázaro, Spiro Scimone, Martin Crimp, J. J. Rous- seau, W. A. Mozart e Charles Dick- ens. Peças suas foram encenadas por Mónica Garnel, Sandra Fa- leiro, Ana Lázaro, Paula Sousa e João André

Autor e co-encenador de Float- ing Island com Cheng-Ting Chen e Yi-Ting Hung, uma co-produção Théâtre de la Ville (Paris, França) e Taipei Arts Festival (Taipei, Tai- wan).

Leccionou a cadeira de Interpre- tação na Escola Superior de Te- atro e Cinema e na ACT – Escola de Actores.

Colaborou ainda com Teatro Nacional de São Carlos, Artistas Unidos, Teatro da Terra, Primei- ros Sintomas, Temporada Dar- cos, Força de Produção, Teatro da Trindade, Teatroesfera, Teatro

MARTIM SOUSA TAVARES martimsousatavares.com

Estudou na Universidade Nova de Lisboa, Italian Conducting Acad- emy, Conservatorio di Musica di Brescia e Northwestern Universi- ty, onde estudou com bolsas Ful- bright e Eckstein e obteve o diplo- ma com as máximas honras.

Funda em 2014 a Orchestra di Maggio em Itália, e em 2019 a Or- questra Sem Fronteiras em Portu- gal. Trabalhou com orquestras de sete países e tem-se ocupado de repertório do séc.XVII ao séc.XXI.

Paralelamente à carreira como maestro, é um dos oradores mais procurados no domínio da músi- ca, sendo frequente vê-lo no pa- pel de comunicador. Neste âmbi- to, colabora com a SCML, Palácio Nacional da Ajuda, Universidade de Coimbra, Nova SBE, TedX, Âmbito Cultural - El Corte Inglés, BBVA, entre outros.

Desempenha a função de coor- denador de projectos pedagógi- cos com o MPMP e é responsável pela programação das Comemo- rações do Centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen na Galeria da Biodiversidade – Cen- tro Ciência Viva/ MHNC-UP em 2019.

Em 2016 participou, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenki- an, num workshop de criação op- erática orientado por Willem Bruls na Académie du Festival d’Aix- en-Provence,evento promovido pela ENOA, European Network of Ope-ra Academies. Concebeu os libretti de duas óperas com música de Daniel Moreira: Cai uma rosa… — estreada nos Te- atros Municipais do Porto e de Almada em 2015 — e Ninguém

& Todo-o-Mundo — com estreia prevista em 2018.

dos Aloés, Comédias do Minho, Revista Gerador, Cassefaz, Teatro O Bando e Procur.Arte.

Tem peças publicadas nas seguin- tes editoras: Cotovia/Artistas Uni- dos, Teatro Nacional D. Maria II/

Bicho do Mato, Companhia das Ilhas e Teatro da Terra. Tem peças traduzidas para inglês, francês, catalão e chinês.

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Mafalda Simões | comunicação e assessoria de imprensa

[email protected] | 962 941 942

José Leite | difusão

[email protected] | 918 092 769 NIF 508558727

www.teatrodoelectrico.com

É uma estrutura apoiada pela República Portuguesa - Cultura / DIrecção Geral das Artes, pelo Cineteatro Louletano / Câmara Municipal de Loulé e pela Câmara Municipal de Lisboa / Polo

Cultural Gaivotas Boavista

Ensemble MPMP | www.mpmp.pt

MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal

© Alípio Padilha

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Referências

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