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Michel Foucault ( )

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Michel Foucault (1926-1984)

https://jorgesapia.wordpress.com

(2)

MICHEL FOUCAULT

Doença mental e psicologia ( 1954-62) Loucura e desrazão.

História da loucura na idade clássica (1961) Nascimento da clínica (1963)

Vigiar e Punir. Petrópolis: Ed. Vozes, 1975.

Microfísica do Poder. Rio de Janeiro. Ed.Graal, 4ª ed.

1984.

(3)

“Mostrar às pessoas que elas são muito mais livres do que pensam, que elas tomam por verdadeiro, por evidentes, certos temas fabricados em um momento particular da história, e que essa pretensa evidência pode ser criticada e destruída.”

(Michel Foucault

https://youtu.be/Xkn31sjh4To

https://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/para-compreender-michael- foucault-9711.html

Agradeço pela indicação aos alunos Luiz Fernando Candeias Daniel Athayde

Ana Karolina

(4)

Michel Foucault

Estudou o poder, a

subjetividade e a epistemologia

das ciências humanas.

Contemporâneo de Gilles

Deleuze

de Claude Lévi- Strauss, Jacques Lacan e de Louis

Althusser

Seguido pelos

contemporâneos:

• Judith Butler (Feminista) e Slavoj Zizek.

(5)

No século XX a filosofia política foi desafiada a responder a questões colocadas por diversos acontecimentos:

Conflitos armados – 1ª 2ª guerra Crescente violência política

Metodologias de controle e extermínio (campos de concentração e de extermínio)

Assassinatos indiretos causados pela gestão burocrática da economia e da vida das

pessoas.

(6)

As experiências totalitárias

utilizaram

mecanismos e procedimentos da racionalidade política

moderna.

Orientados pelos conhecimentos técnicos e

científicos

implementados para o controle, exclusão e ao

descaso pelos não coberto pela

seguridade social.

Saberes jurídicos, médicos, militares contribuíram com mecanismo de controle, de exclusão e de eliminação.

(7)

O poder na modernidade é realizado por várias instituições e muitos conhecimento e saberes presentes nas grandes instituições e nos pequenos acontecimento e relações interpessoais.

Há uma tecnologia que surge em meados do século XVIII, e que tem por alvo a regulação da população.

Foucault denomina de biopolítica da espécie humana.

(8)

Slide produzido pelos alunos do campus Barra

Luiz Fernando Candeias Daniel Athayde Ana Karolina

(9)

O século XIX apresenta uma ruptura com a filosofia clássica.

Inaugura uma nova epistemologia

Essa nova episteme é uma nova forma de se perceber e pensar. Inaugura o homem como objeto do saber

(FOUCAULT, 1987; 1999).

Na episteme moderna, o homem nasce num duplo

movimento, compondo um ser empírico e transcendental.

Empírico no sentido de se dar ao conhecimento, de se

permitir enquanto um objeto de estudo, experimentado e analisado como tal.

Transcendental no sentido de ser aquele que produz o conhecimento sobre si próprio através de um movimento de afastamento do seu objeto para ser o sujeito que detém este saber.

(10)

O Homem é uma criação recente

A ideia do homem como sujeito começa

no século XVII

Sujeito humano autônomo, que se auto concebe como

fundamento de toda a realidade e

que acredita ter a capacidade de

explicar e transformá-la.

Como sujeito se revela o sujeito

e se revela sujeito.

O sujeito

da modernidade está sujeito, ou

seja,

assujeitado.

(11)

Interesse pela compreensão da história

Procura escrever uma história da verdade

destacando os laços que esta mantém como o campo social e político, tanto pelas condições de possibilidade quanto pelos efeitos que produz.

Vai no sentido inverso da pretensão positivista de fundar um saber em um solo estável e

seguro.

Interesse pela maneira com que, através da

história, aparecem e desaparecem as fases

sucessivas do que denominamos “a “ verdade.

(12)

Na história da loucura

Reconstitui os passos pelos quais a loucura foi percebida na cultura ocidental.

Na Idade Média o louco é considerado

portador de um sinal sagrado, beneficiário de uma eleição divina, e por isso, livre e tolerado

Na modernidade caracterizada por um estado centralizador e livre da tutela da Igreja, o

louco se torna um fator de desordem social.

(13)

O que ele descobriu de tão original?

Na história da loucura enfatizou

a

descontinuidade, tanto das teorias

sobre a loucura, quanto das práticas que dizem respeito ao

louco.

Até a Revolução Francesa não

existia a categoria de

doença mental.

Na História da Loucura percebe

que conceitualmente era

impossível falar de doença mental antes do século XIX,

antes de Pinel e do Esquirol, criadores

da psiquiatria.

(14)

Redefinição da loucura

Só na

modernidade a loucura será redefinida como

“doença Mental”

pela instituição médica.

Antes de ser doença mental, a loucura era apenas

doença.

E como doença estava integrada

num tipo específico de racionalidade própria da época

clássica

Essa racionalidade entendia não ser

necessário uma medicina especial, na

medida em que não existia uma diferença

entre o físico e o mental que

caracterizariam dois tipos de doenças.

(Roberto Machado)

(15)

Segundo tipo de ruptura: A história da loucura estabelece uma ruptura importante:

Antes da RF, antes de Pinel e Esquirol não havia hospital psiquiátrico, não existia hospício. O que foi chamado de Hospital geral (1556) é um marco de lidar, não com a loucura, mas com o louco.

A grande internação (século XVII—época do

Descartes) não é uma instituição médica, mas uma entidade assistencial.

É a ordem 3 da repressão (situada entre a polícia e a justiça). É entidade repressiva, com o a exclusão de indivíduos considerados perigosos porque associais.

(16)

Na modernidade é o médico que tem o poderde diagnosticar a loucura.

Desrazão o desatino.

O hóspede da Grande internação é formado

pela população dos outros.

Engloba aqueles que serão considerados

desviados.

Os 1º internados representam

fenômenos relacionados à transgressão da

sexualidade:

portadores de doenças venéreas adquiridas fora da instituição familiar, e caracterizados como

desrazoados.

2º os sodomitas.

(homossexual é uma criação

recente) A

homossexualidade é um conceito

nascido na medicina.

(17)

São alvo do confinamento a sexualidade, a libertinagem e a desordem do coração.

Propõe a categoria

de desordem

do coração

A magia, a feitiçaria e a

alquimia, correspondem

a essa categoria.

Outra categoria:

o libertino, Sade, foi um dos sujeitos mais celebres dessa

população.

(18)

São alvo da internação os delitos contra a sexualidade, a libertinagem e da

desordem do coração, e uma quarta

categoria, o louco, que na época clássica

representam um perigo à moralidade,

postos que são destituídos de razão e

precisam ser excluídos da sociedade.

(19)

JERÔNIMO BOSCH “A CURA DA LOUCURA”

https://jorgesapia.wordpress.com/category/psi/page/3

(20)

O nascimento do hospital

As disciplinas

(21)

O nascimento do hospital psiquiátrico

• (...) o internamento não foi [...] uma prática médica, o rito de exclusão ao qual ele procede não se abre sobre um espaço de conhecimento positivo e foi preciso à França esperar a grande circular de 1785 para que uma ordem médica penetrasse no internamento, e (...) para que se coloque a questão de saber se cada internado é louco ou não.

• Até Haslam e Pinel, não haverá (...) experiência médica

nascida do asilo ou no asilo; o saber da loucura tomará lugar em um corpus de conhecimentos médicos no qual ele figura como um capítulo dentre outros, sem que nada indique o modo de existência particular do louco no mundo, nem o sentido de sua exclusão” (H.L, p.189).

(22)

A DISCIPLINA, ELEMENTOS CONSTITUTIVOS

1) Arte de distribuição espacial dos indivíduos.

A disciplina é, antes de tudo, a análise do espaço.

É a individualização pelo espaço, a inserção dos corpos em um espaço individualizado,

classificatório, combinatório.

2) exerce seu controle, não sobre o resultado de uma ação, mas sobre seu desenvolvimento.

Se desenvolve uma arte do corpo humano, um controle dos movimentos.

3) é uma técnica de poder que implica uma

vigilância perpétua e constante dos indivíduos.

(23)

As disciplinas são técnicas de ordenação das multiplicidades humanas segundo 3 critérios:

Tornar o exercício do poder o menos custoso possível (economicamente e politicamente - discreto, gera pouca resistência).

Levar os efeitos do poder social a seu máximo de intensidade e tão longe quanto possível, sem fracasso, nem lacuna.

Ligar o crescimento econômico do poder e o rendimento dos aparelhos no interior dos quais se exerce (aumentar a docilidade e a utilidade).

(24)

• “A disciplina é o processo técnico unitário pelo qual a força do corpo é com o mínimo ônus reduzida como força ´política` e maximizada como força útil.

• O crescimento de uma economia capitalista [apelou ao poder disciplinar], cujas fórmulas gerais, cujos processos de submissão das forças e dos corpos, cuja

´anatomia política’ (...), podem ser postos em funcionamento através de regimes políticos, de aparelhos ou de instituições muito diversas. “

• https://www.youtube.com/watch?v=9mVVa-4f3ZE

• The Wall

(25)

O NASCIMENTO DO HOSPITAL

O Hospital

Individualização: Indivíduo como Objeto

O indivíduo emerge como objeto do saber e da prática médicos.

Disciplinarização do espaço médico.

pelo fato de se poder isolar cada indivíduo

colocá-lo num leito, prescrever um regime, etc.,

Pelas descrições funcionais se chega a uma disciplina individualizante.

Individualização que será transladada para outras instituições.

Exército (fuzil). Escola, Fábrica

(26)

SOCIEDADES DISCIPLINARES: O PODER

Sociedades compostas por instituições nas quais o poder se exerce mediante o confinamento dos corpos no espaço.

O poder Tradicionalmente se encontrava no estado.

Revela os mecanismos e

dispositivos institucionais que

exercem o poder

.

(27)

O Panoptismo

(28)

Modelo Compacto do Dispositivo Disciplinar (p. 174)

Características do confinamento: espaço fixo, fechado, recortado, vigiado em todos os pontos.

Controle minucioso dos movimentos dos indivíduos e registro detalhado dos acontecimentos.

Cada indivíduo é constantemente encaminhado e distribuído entre os

localizado, vivos, os doentes e os mortos.

(29)

Vantagens do Panóptico

 Poder invisível e inverificável.

 Dispositivo que automatiza e desindividualiza o poder - pouco importa quem observa ou porque observa.

 A sujeição real nasce mecanicamente de uma relação fictícia. Não é necessário o uso da força para obrigar o condenado ao bom comportamento.

(30)

O panóptico é polivalente em sua aplicações:

• 1)Serve para corrigir os prisioneiros;

• 2) Serve para cuidar dos doentes;

• 3) Serve para instruir estudantes;

• 4) Serve guardar loucos;

• 5) Serve para fiscalizar os operários e fazer

trabalhar os ociosos.

(31)

Mapeamentos Século XIX:

Desenvolvimento de mapas temáticos

Mapas de

alfabetização Criminalidade Geológicos

Etnográficos Doenças

Natalidade

Pobreza Fotografia para

mapear as estrelas

(32)

Ordem, poder e produtividade

(33)

Em Instintos e Instituições Deleuze afirma que

•A diferencia entre os homens e os

animais é a inexistência, nos primeiros, de um padrão de comportamento.

Os seres humanos substituem o padrão

instintivo pela invenção das instituições

que intermedeiam as relações entre os

homens.

(34)

Socialização

É o processo pelo qual o indivíduo é ensinado a conhecer a sociedade e aprender a cultura, a estrutura e as

instituições dessa sociedade, assim como o papel que ele desempenha nela.

Tornar-se socializado é “tornar-se” a sociedade, fazê-la parte de nós, internaliza-la. Cada organização em que ingressamos ou formamos estabelece procedimentos para fazer com que os novos membros aprendam os padrões e assegurar que tudo funcione bem.

A socialização cria as qualidades que nos tornam plenamente humanos.

(35)

Normalização

A sociedade nos normaliza, nos torna sujeitos de uma normalidade na qual vivemos, e que se reproduz nas diversas épocas gerando sempre um mundo que se apresenta como um mundo normal e, por outro lado, um mundo que

constrói um muro que deixa fora aqueles que

não se normalizam.

Referências

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