Presb. Clênio Mendes
PLANTANDO IGREJA ALCANÇANDO AS MULTIDÕES
“Rogo-vos, porem irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais a todos a mesma coisa, e que não haja entre vos divisões, para que sejais unidos no mesmo sentido e no mesmo parecer.” (I Co 1:10).
“... Porque se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos...” Rm 14.7,8
Frase de transição: Devemos plantar uma igreja alcançando as multidões por que em
primeiro lugar é preciso...
I – SER UMA IGREJA COM PROPÓSITOS: Mas o que é “Igreja com Propósitos”?
A expressão em si já causa problemas. Afinal, haveria alguma igreja verdadeira que não tenha propósito? Seria possível que as igrejas locais do Senhor Jesus Cristo não tivessem propósito? É óbvio que não. Estamos falando da sã doutrina, que claramente estabelece o propósito das igrejas locais. Esse propósito é glorificar a Deus por meio do Senhor Jesus Cristo.
“Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo;” (Efésios 1: 12)
Aprouve a Deus através de seu maravilhoso plano de redenção na eternidade por meio dos seus desígnios segundo a Sua boa e perfeita vontade em escolher os eleitos, ou seja a sua igreja e dar destino a a ela, onde Jesus Cristo pagaria com o seu próprio sangue em resgate dessa propriedade tendo o Espirito Santo como penhor, garantia disso tudo (Ef. 1: 1-14).
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Frase de transição: Devemos plantar uma igreja com proposito alcançando as multidões para...
• ENSINAR O QUE A BÍBLIA DIZ A RESPEITO DE JESUS
Qualquer igreja que negligencia o ensinamento das Escrituras a respeito de Jesus desrespeita o Senhor que as revelou. A palavra de Deus é a semente que produz o fruto agradável ao Senhor (Lucas 8:11,15). Paulo descreve o evangelho como o poder de Deus para salvar (Romanos 1:16). Jesus incentivou seus ouvintes a conhecerem a verdade, pois ela nos liberta do pecado: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31-32). É somente por meio do evangelho que entramos no corpo de Cristo (Efésios 3:6).
Enquanto a tendência humana é enfatizar as palavras suaves, o estilo da linguagem, a maneira de apresentar a palavra, etc..., é interessante e importante observar que tais coisas, nas Escrituras, são insignificantes ou até indesejáveis. A ênfase bíblica é no conteúdo da mensagem daqueles que seguem “a verdade em amor” (Efésios 4:15-16).
A única maneira de certificar a fidelidade de uma igreja na questão de doutrina é pelo estudo cuidadoso da própria Bíblia. Os pontos que se seguem não constituem uma lista completa ou oficial de doutrinas essenciais, pois tudo que Deus nos revelou é verdadeiro. São apenas sugestões de alguns ensinamentos da Bíblia que devem ser respeitados e divulgados.
Os discípulos de Cristo pregam Jesus crucificado e rejeitam a sabedoria humana. Paulo disse: “Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem
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persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1 Coríntios 2:1-5). Pregam Jesus como o único caminho para a salvação (Atos 4:12).
Os fiéis seguidores de Jesus ensinam que Jesus é eterno, como o Pai é eterno (João 8:24,58; Filipenses 2:5-6). Falam sobre a autoridade absoluta de Jesus (Mateus 28:18-20), e o reconhecem como o alicerce da igreja (1 Coríntios 3:11).
Uma igreja com proposito se preocupa em agradar a Deus, pregará o que a Bíblia ensina sobre a salvação. Mostrará a necessidade da fé, do arrependimento para remissão dos pecados (Marcos 16:15-16; Atos 2:38; 22:16; Gálatas 3:26-27).
Ensinará, também, que é essencial obedecer a Jesus, fazendo tudo em nome Dele (1 João 2:3; Colossenses 3:17). Ensinam que é necessário ouvir e praticar a palavra de Cristo (Tiago 1:21-25). Rejeitará qualquer doutrina que não faz parte do puro evangelho pregado pelos apóstolos (Gálatas 1:6-9; 1 Tessalonicenses 5:21-22).
Não modificará a mensagem para agradar aos homens, mas sempre falará a sã doutrina. Paulo orientou Timóteo: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2 Timóteo 4:2-5).
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• TER UM PAPEL RELEVANTE NA SOCIEDADE
Nos dias de hoje podemos ver quantas pessoas vivem em busca de religiões para alcançar uma vida melhor. O nosso papel como cristãos é demonstrar através da nossa vida o quanto somos felizes por já ter encontrado tudo aquilo que nos faltava, CRISTO. Sendo assim, é fundamental que as pessoas reconheçam isso em nós, pois através da alegria, amor, bondade, fidelidade e todo fruto do Espírito Santo demonstrado, influenciaremos pessoas a se achegarem a Deus para receber aquilo que está em nossas vidas.
Entretanto, é necessário que cada cristão cumpra verdadeiramente o seu papel vivendo como luz do mundo e sal da terra, para que todos reconheçam que os melhores pais, amigos e profissionais do mercado são os cristãos, pessoas verdadeiramente responsáveis, comprometidas, dedicadas, que honram com a Palavra, pois não apenas trabalham para agradar ao homem, mas acima de tudo para agradar a Deus.
Saiba que não é necessário ser próspero para convencer alguém, pois a busca constante do ser humano é encontrar a felicidade e riqueza, isso não é sinônimo de felicidade. Então, precisamos ser relevantes na vida de muitos, deixando simplesmente a luz de Cristo brilhar, pois a glória de Deus está em nós, e rios de Água viva fluem do nosso interior, exalando o bom perfume de Cristo por onde passamos, fazendo a diferença nesta terra.
Se as pessoas que estão ao seu redor não percebem isso na sua vida, pois te veem como um homem chato, nervoso, carrancudo, bravo, que sempre reclama da vida, te recomendo se aproximar mais de Deus e deixar Cristo verdadeiramente transformar seu interior, caráter e personalidade, pois a velha criatura já ficou para trás, pois Cristo fez novas todas as coisas.
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).
Presb. Clênio Mendes
Frase de transição: Devemos plantar uma igreja que alcança as multidões tendo em segundo lugar a característica de...
II – OBEDECER O GRANDE MANDAMENTO
A missão da igreja é ser modelada pela do Filho, implica sermos enviados ao mundo para servir, e que o serviço humilde no qual nos envolvemos inclui, como foi com Cristo, tanto em palavras quanto em obras.
Toda igreja está fielmente sob a obrigação de obedecer a grande comissão de nosso Senhor e levar o evangelho a todas as nações. Porém o fato e que não devemos considerar esta como única instrução que Jesus nos deixou. Ele também citou Levítico 19: 18
“Amaras o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:39), chamou-o de segundo e grande mandamento (segundo em importância somente devido ao mandamento supremo de amar a Deus com todo nosso ser), e tratou-o com esmero no Sermão do Monte. La ele instrui que, no vocabulário de Deus, nosso próximo inclui nossos inimigos, e que amar significa
“fazer o bem”, isto é, nos doar ativa e construtivamente em prol do bem-estar do próximo. Assim, aqui estão duas instruções de Jesus – um grande mandamento “amar o seu próximo”, e uma Grande Comissão, “vá e faça discípulos”. Qual e a relação entre os dois? Alguns de nós agimos como se os considerássemos idênticos, de tal forma que, se compartilharmos o evangelho com alguém, consideramos que já completamos nossa responsabilidade de amá-lo. Mas não. A Grande Comissão nem explica, nem esgota, nem suplanta o grande mandamento. O que ele faz é acrescentar ao requerimento de amor ao serviço ao próximo uma nova e urgente dimensão cristã. Se verdadeiramente amarmos nosso próximo, devemos, sem dúvida, compartilhar com ele as boas novas de Jesus. Como podemos ama-lo se conhecemos o evangelho, mas abstemos dele? Entretanto, da mesma forma, se verdadeiramente amamos nosso próximo, não devemos parar no evangelismo. Nosso próximo não e uma alma sem corpo, em que só a alma deve ser amada, nem um corpo sem alma, em que só o corpo deve ser cuidado, Deus criou o homem, que é meu
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próximo, e é uma junção de corpo e alma em comunidade. Portanto, se amamos nosso próximo como Deus o fez, devemos, inevitavelmente, nos interessar por seu bem-estar completo, o bem-estar da alma, do corpo e de sua comunidade.
Resumindo, somos enviados ao mundo, como Jesus, para servir. Pois esta é a expressão natural de nosso amor pelo próximo. Nós Amamos. Nós Vamos. Nós Servimos.
A igreja é uma comunidade de adoração assim como de serviço, e apesar de a adoração e o serviço se completarem, não devem ser confundidos. Tampouco, como já vimos,
“missão” cobre tudo que Deus fez no Mundo. Pois Deus o Criador, está constantemente ativo no mundo em providência, graça comum e julgamento, diferente dos propósitos para os quais ele enviou seu Filho, seu Espirito e sua Igreja ao Mundo. “Missão” descreve tudo que a igreja é enviada a fazer no mundo. “Missão” agrega a dupla vocação de serviço da igreja: ser “sal da terra” e “luz do mundo”. Pois Cristo envia seu povo à terra para ser sal, e envia seu povo ao mundo para ser luz (Mt. 5:13-16).
Nossa tendência e ver a igreja como uma comunidade de adoração e testemunho, cuja responsabilidade para com o membros e a comunidade e totalmente restrita ao testemunho evangelístico. Porém, se a igreja local é “enviada” a sua área como o Pai enviou o Filho ao mundo, sua missão de servir é mais ampla do que o evangelismo. Depois que a igreja local como um todo reconhecer e aceitar esta dimensão mais completa de sua responsabilidade, ela está pronta para outra verdade. Apesar de todos os cristãos serão chamados em termos gerais para ambos os tipos de serviço – testemunhar de Cristo e agir como bom samaritano quando há oportunidade.
É impossível que todos façam tudo o que precisa ser feito. Portanto, deve haver especialização de acordo com os dons e o chamado de Cristo. Alguns membros da igreja local são, sem dúvida, dotados para o evangelismo e chamados para isso. Porém será que podemos dizer com a mesma convicção que, para alguns, os dons e o chamado de Cristo
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indicam preferencialmente uma direção social? Será que podemos agora nos liberar das amarras humanas que usamos (pois isso é que elas são) ao supor que todo cristão realmente entusiasmado dedicara todo seu tempo livre a alguma iniciativa para ganhar almas? Será que a doutrina bíblica do Corpo de Cristo, com diferentes membros dotados para desempenhar funções diferentes, é suficiente para nos dar essa liberdade mais ampla? Uma vez aceito esse princípio, os grupos de cristãos responsáveis pela congregação deverão ser capazes de se aglutinar em uma variedade de “grupos de estudo em ação”. Por exemplo um grupo pode se concentrar em visitação das casas, outro em evangelização em alguma área não alcançada, outro em relacionamentos comunitários, outros em ações sociais, outros em áreas comerciais, em fim todas as áreas da comunidade.
Frase de transição: Devemos plantar uma igreja missionaria, relevante na sociedade
inserida que terceiro lugar preza pelo ... III – EVANGELISMO
A palavra missão é, convencionalmente uma palavra abrangente, que compreende tudo que Deus ordenou que seu povo fizesse no mundo. Portanto ela inclui evangelismo e responsabilidade social, pois ambos são expressões autenticas do amor, que deseja servir ao homem em sua necessidade.
J. I. Packer, no artigo “ Evangelism and the sovereignty of Gog” criticou com justiça a forma de definição de evangelismo formulada primeiramente na Inglaterra em 1919 pelo Comitê de Sindicância dos Arcebispos no Trabalho Evangelístico da Igreja. Ele começa assim: “Evangelizar é, então, apresentar Jesus Cristo no poder do Espirito Santo de tal maneira que os homens decidam colocar sou confiança em Deus por meio dele”. Packer chama atenção a forma da sentença: “é, então, apresentar Jesus [...] de tal maneira que os homens decidam [...]”. Isso é definir evangelização em termos de sucesso. Porém, evangelizar não é pregar de tal forma que algo aconteça. “A maneira de dizer se, de fato, você esta evangelizando, não é perguntar se têm existido conversões resultantes de seu
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testemunho. É perguntar se você está, fielmente, tornando a mensagem do evangelho conhecida. Ele acrescenta que “os resultados da pregação dependem, não dos desejos e intenções dos homens, mas da vontade do Deus Todo Poderoso”. É claro que nosso objetivo é que algo aconteça, ou seja, que as pessoas respondam e creiam. Esta é a razão pela qual rogamos a eles que “vos reconcilieis com Deus” (2 Co 5:20). Ao mesmo tempo, não devemos confundir um objetivo (o que queremos que aconteça) com uma consequência (o que realmente acontece). Se quisermos ser biblicamente precisos, devemos insistir que a essência do evangelismo está na proclamação fiel do evangelho.
Portanto, o evangelismo bíblico torna o evangelho bíblico indispensável. Nada impede mais o evangelismo hoje do que a propagada perda de confiança na verdade, relevância e poder do evangelho. Quando ele deixa de ser as boas novas de Deus e em vez disso se torna “rumores de Deus” dificilmente podemos esperar que a igreja exiba algum entusiasmo evangelístico. Paulo disse que estava com “grande desejo” de anunciar o evangelho em Roma. No entanto, ele estava convencido de que o evangelho era o poder de Deus para a salvação (Rm 1.14-16).
CONCLUSÃO
Acredito que o ponto para se concluir é a obra magnifica do Espirito Santo, que convence o mundo do pecado do juízo e da justiça (Jo 16:8), pois muito do que tratamos até agora pode ter soado muito antropocêntrico e firmado no homem. Argumentamos que missões é o que nós fomos enviados para fazer. No evangelismo, nós proclamamos e no diálogo, nós ouvimos. Salvação é o que nós almejamos que nossos amigos recebam, e conversão descreve o que nós fazemos, tanto quanto nós mesmos nós voltamos a Cristo como quando levamos outros a Cristo. Assim o livro de Atos nos diz que pessoas “se converteram ao Senhor” (At 9:35; 11:21) e Jesus mesmo pregou sobre a nossa necessidade de nos arrependermos e nos humilharmos como crianças se quisermos entrar no reino de Deus (Mt 18:3-4). Entendendo toda essa perspectiva do evangelho transformador que alcança as multidões. Então Nós Amamos. Nós Vamos. Nós Servimos.