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Introdução Lógica

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Academic year: 2022

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Texto

(1)

Lógica

Introdução

(slides modificados de Joseluce Cunha)

(2)

Origem da Lógica

Na Grécia Antiga, 342 a.C, em meio a

embates filosóficos, Aristóteles sistematizou a Lógica com o intuito de verificar que

argumentos eram válidos, elevando-a assim à categoria de ciência.

Em sua obra chamada Organum (“ferramenta para o correto pensar”), estabeleceu

princípios tão gerais e sólidos que até hoje são considerados válidos.

(3)

Origem

Aristóteles se preocupava com as formas de raciocínio que, a partir de conhecimentos

considerados verdadeiros, permitiam obter novos conhecimentos.

A partir dos conhecimentos tidos como

verdadeiros, caberia à Lógica a formulação de leis gerais de encadeamentos de conceitos e juízos que levariam à descoberta de novas verdades. Essa forma de encadeamento é chamada, em Lógica, de argumento.

(4)

Argumento

Um argumento é uma seqüência de proposições (declarações/afirmações) na qual uma delas é a conclusão e as demais são premissas.

Uma proposição (ou declaração/afirmação) é uma sentença que pode ser verdadeira ou falsa

O objeto de estudo da lógica é determinar se a conclusão de um argumento é ou não uma

consequência lógica das premissas.

(5)

Validade de um Argumento

Em um argumento válido, as premissas são consideradas provas evidentes da verdade da conclusão, caso contrário não é válido.

Quando é válido, podemos dizer que a

conclusão é uma consequência lógica das premissas, ou ainda que a conclusão é uma inferência decorrente das premissas.

(6)

Validade de um Argumento

Inferência é a relação que permite

passar das premissas para a conclusão (um “ encadeamento lógico”)

A palavra inferência vem do latim,

Inferre, e significa “conduzir para”

(7)

Validade de um Argumento

Exemplo 1: O argumento que segue é válido?

Se eu ganhar na Loteria, serei rico.

Eu ganhei na Loteria.

Logo, sou rico.

É Válido

(a conclusão é uma decorrência lógica das duas premissas.)

(8)

Validade de um Argumento

Exemplo 2: O argumento que segue é válido?

Se eu ganhar na Loteria, serei rico Eu não ganhei na Loteria Logo, não sou rico

 Não é Válido

(a conclusão não é uma decorrência lógica das duas premissas.)

(9)

Validade de um Argumento

A lógica se preocupa com o relacionamento entre as premissas e a conclusão, com a

estrutura e a forma do raciocínio. A verdade do conteúdo de cada premissa e da conclusão é estudo das demais ciências.

A validade do argumento está diretamente ligada à forma pela qual ele se apresenta (Lógica Formal – estuda a forma dos

argumentos).

(10)

Dedução e Indução

Algumas das ferramentas que podem ser utilizadas pelo pensamento na

busca de novos conhecimentos são a

dedução e a indução, que dão origem a

dois tipos de argumentos: Dedutivos e

Indutivos.

(11)

Argumentos Dedutivos

Pretendem que suas premissas

forneçam uma prova conclusiva da

veracidade da conclusão e podem ser:

Válidos: quando suas premissas, se

verdadeiras, fornecem provas convincentes para a conclusão. Isto é, se as premissas forem verdadeiras, é impossível que a

conclusão seja falsa;

Inválidos: não se verifica a característica anterior.

(12)

Argumentos Dedutivos

Exemplos de argumentos dedutivos:

Os dois exemplos anteriores (um válido e outro inválido)

Outro exemplo:

Todo homem é mortal.

Sócrates é um homem.

Logo, Sócrates é mortal.

(13)

Argumentos Indutivos

Não pretendem que suas premissas forneçam provas cabais da veracidade da conclusão, mas apenas que forneçam indicações dessa veracidade.

(possibilidade, probabilidade)

Seguem do Raciocínio Indutivo, isto é, obtém

conclusões baseada em observações/experiências.

Enquanto que um Raciocínio Dedutivo exigi uma prova formal sobre a validade do argumento.

Os termos válidos e inválidos não se aplicam, são avaliados de acordo com a maior ou a menor

probabilidade com que suas conclusões sejam estabelecidas.

(14)

Argumentos Indutivos

Exemplo:

Joguei uma pedra no lago, e ela afundou;

Joguei outra pedra no lago e ela também

afundou;

Joguei mais uma pedra no lago, e

também esta afundou;

Logo, se eu jogar uma outra pedra no lago, ela vai afundar.

(Argum ento Indutivo)

(15)

Argumentos Indutivos

A Lógica Formal só estuda Argumentos

Dedutivos, verificando se são ou não

válidos.

(16)

Validade e Verdade

Verdade e Falsidade: são propriedades das proposições, nunca dos argumentos

Validade ou Invalidade: são proprie-

dades dos argumentos dedutivos que

dizem respeito a inferência ser ou não

válida (raciocínio ser ou não correto)

(17)

Validade e Verdade

 Exemplo 1

Toda baleia é um mamífero (V) Todo mamífero tem pulmões (V) Logo, toda baleia tem pulmões (V)

 Argumento válido e a conclusão

verdadeira.

(18)

Validade e Verdade

 Exemplo 2

Toda aranha tem seis pernas (F) Todo ser de seis pernas tem asas (F) Logo, toda aranha tem asas (F)

 Argumento válido e a conclusão

falsa

(19)

Validade e Verdade

Os conceitos de argumento válido ou inválido são independentes da verdade ou falsidade de suas premissas e conclusão.

Qualquer combinação de valores verdade entre as premissas e a conclusão é possível, exceto que

nenhum argumento dedutivo válido tenha as premissas verdadeiras e a conclusão falsa.

Um argumento dedutivo no qual todas as

premissas são verdadeiras é dito Argumento

Correto, evidentemente sua conclusão também é verdadeira.

(20)

Avaliação de um Argumento

Principal propósito de um argumento:

Demonstrar que uma conclusão é provável ou verdadeira.

Como avaliar que um argumento atinge

ou não esse propósito?

(Se ele é válido?)

(21)

Avaliação de um Argumento

Critérios usados para avaliar um argumento:

Se todas as premissas são verdadeiras;

Se, dada a verdade das premissas, a conclusão é ao menos provável;

Se as premissas são relevantes para a conclusão;

(22)

Validade e Probabilidade Indutiva.

Argumentos Dedutivo e Argumentos Indutivos

Os argumentos podem ser classificados em duas categorias:

Argumento dedutivo

Argumento cuja conclusão deve ser verdadeira se suas premissas básicas forem verdadeiras.

Em outras palavras - um argumento é dedutivo quando:

se as premissas forem verdadeiras é impossível a conclusão ser falsa”.

Argumento indutivo (ou dedutivo inválido)

Argumento cuja conclusão não é necessária, dadas suas

(23)

Validade e Probabilidade Indutiva.

Argumentos Dedutivo e Argumentos Indutivos.

Exemplos

1)

. Todo homem é mortal . Sócrates é um homem Sócrates é mortal

2) .

Freqüentemente quando chove fica nublado . Está chovendo

Está nublado

Dedutivo

(“ Arg. Válido”)

Indutivo

Arg. Inválido”)

(24)

Validade e Probabilidade Indutiva.

Argumentos Dedutivo e Argumentos Indutivos.

Exercícios

1)

. Não há registros de seres humanos com mais de 5 metros de altura.

Nunca tivemos um ser humano com mais de 5 metros de altura.

2)

. Alguns porcos tem asas

. Todas as coisas aladas gorjeiam

(25)

Validade e Probabilidade Indutiva.

Argumentos Dedutivo e Argumentos Indutivos.

Exercícios

3)

. Se houver uma guerra nuclear, a civilização será destruída.

. Haverá uma guerra nuclear

A civilização será destruída por uma guerra nuclear.

4)

. O cloreto de potássio é, quimicamente, muito similar ao sal de cozinha (cloreto de sódio).

O Cloreto de potássio tem sabor igual ao do sal de cozinha.

(26)

Argumento Dedutivo e

Argumento Indutivo: Exercícios

Avalie os seguinte argumentos com relação aos critérios 1 e 2:

1)

. Todos tem um e um só pai biológico.

. Os irmãos tem o mesmo pai biológico.

. Ninguém é pai biológico de si mesmo.

 Não há pai biológico que seja também seu

irmão.

(27)

Argumento Dedutivo e

Argumento Indutivo: Exercícios

2)

. Os visitantes da china quase nunca contraem malária no país.

. José está visitando a China.

 José não contrairá malária na China.

3)

. Eu sonho com monstros.

. Meu irmão sonha também com monstros.

 Todas as pessoas sonham com monstros.

(28)

Argumento Complexo

Exercícios

3) "Todos os argumentos são ou indutivos ou dedutivos. O que você está lendo agora é um argumento. Este argumento não é

indutivo. Este argumento é dedutivo.“

4) "Não existe o maior número primo. Mas de todos os números primos sempre podemos imaginar que certamente existe um maior.

Logo, existem números primos maiores do

(29)

Argumentos

Qual o tipo de argumento que estudaremos?

A Lógica Formal estuda o argumento dedutivo no sentido tradicional

O objetivo da Lógica Formal é mostrar a validade de certas formas de argumento (estruturas).

O estudo das formas de argumento facilita a verificação da validade dos argumentos.

Na Lógica formal estudaremos formas básicas do raciocínio lógico de um ponto de vista sintático (manipulação de símbolos) e em seguida os

princípios semânticos que justificam estas formas de raciocínio.

(30)

Lógica

Proposicional

(31)

Lógica Proposicional

Até agora estudamos a Lógica de maneira informal.

A Lógica formal é o estudo de formas de

argumento, isto é, regras de raciocínio

comum em vários argumentos.

(32)

Formas de Argumento

Exemplos:

1. . Hoje é segunda-feira ou sexta-feira.

. Hoje não é segunda-feira.

Hoje é sexta-feira.

2. . Rembrandt pintou a Mona Lisa ou Michelângelo a pintou.

. Não foi Rembrandt quem a pintou.

Michelângelo pintou a Mona Lisa.

3. . Ele é menor de 18 anos ou é um irresponsável.

. Ele não é menor de 18 anos.

(33)

Formas de Argumento

Os 3 argumentos são da seguinte forma:

. P ou Q

. Não é o caso que é P

 Q

As letras P e Q representam sentenças declarativas: (símbolos sentenciais).

P pode representar: Hoje é segunda-feira.

Q pode representar: Hoje é sexta-feira.

(34)

Formas de Argumento

A lógica trata de formas de argumentos que

consistem de letras sentenciais combinadas com as expressões:

Não é o caso que negação

E conjunção

Ou disjunção

Se ... Então implicação ou condicional

Se e somente se bi-implicação, equivalência ou bicondicional

Essas expressões são chamadas de operadores ou conectivos lógicos.

(35)

Formas de Argumento

Conectivo Não é o caso que

Essa expressão prefixa uma sentença para formar uma nova sentença, a negação da primeira.

Exemplo: ‘Não é o caso que ele é fumante‘

é a negação da sentença

‘Ele é fumante'.

Variações gramaticais dessa negação:

´Ele é não-fumante’,

´Ele não é fumante’

´Ele não fuma’.

(36)

Formas de Argumento

Conectivo E

Uma composição constituindo-se de duas sentenças ligadas por 'e' chama-se conjunção.

Exemplo: Chove e faz calor

Obs: em linguagem natural, ‘e’ às vezes sugere sequencia temporal

Ele ganhou na loto e enriqueceu.

A conjunção também pode ser expressa por palavras como: 'mas', 'todavia', 'embora', 'contudo', ‘além do mais’, ‘no entanto’, ‘apesar disso’...

(37)

Formas de Argumento

Conectivo Ou

Um enunciado composto consistindo de duas sentenças ligadas por 'ou' chama- se disjunção.

Exemplo: Chove ou faz calor

(38)

Formas de Argumento

Conectivo Se ... então

Enunciados do tipo se... então ... chamam-se condicionais ou implicações .

O enunciado subseqüente ao 'se' chama-se o antecedente e o subseqüente ao 'então'

chama-se o conseqüente.

Forma do condicional:

Se antecedente então conseqüente

Ex: Se sinto frio então visto o casaco

(39)

Formas de Argumento

Conectivo Se ... então

Uma implicação também pode ser expressa na ordem inversa.

Visto o casaco se sentir frio

mantém a semântica de

Se sentir frio, visto o casaco

Se sentir frio então visto o casaco

(40)

Formas de Argumento

Conectivo Se ... então

Variações gramaticais da implicação:

Se P então Q

P implica em Q; P, logo Q

P só se Q; P somente se Q

P apenas se Q; P só quando Q

Q se P ; Q segue de P

(41)

Formas de Argumento

Conectivo Se e somente se

Os enunciados formados com a expressão ...se e somente se... são chamados

bicondicionais ou equivalências . Exemplo:

T é um triângulo se e somente se T é um polígono de três lados

(42)

Formas de Argumento

Conectivo Se e somente se

Um bicondicional pode ser considerado uma conjunção de dois condicionais:

1. P se e somente se Q

2. P se Q e P somente se Q

3. Se Q então P e P somente se Q

4. Se Q então P e Se P então Q que equivale a:

5. Se P então Q e Se Q então P

(43)

Formas de Argumento

Formalização

Para facilitar o reconhecimento e

comparação de formas de argumento, cada operador lógico é representado por um símbolo:

Não é o caso que: ~ ou ┐

E: ^ ou &

Ou: v

Se ... então: 

Se e somente se: 

(44)

Formalização: Linguagem da Lógica Proposicional

Alfabeto

Símbolos de pontuação: (,)

Símbolos de verdade: true, false

Símbolos proposicionais: P, Q, R, S, P1, Q1, P2, Q2...

Conectivos proposicionais: ,v,^,  , 

(45)

Linguagem da Lógica Proposicional (cont.)

Fórmula

Todo símbolo de verdade ou proposicional é uma fórmula da Lógica Proposicional

Se H é fórmula então (H) também é

Se H e G são fórmulas, então (HvG), (H^G), (HG) e (HG) também são

(46)

Exercícios:

1) Quais das expressões seguintes são fórmulas e quais não são:

a)    R b) ( R)

c) PQ

d) (PQ) e) (P ^ Q)

(47)

Linguagem da Lógica Proposicional (cont.)

Ordem de precedência

, 

^,v

Subfórmula: Se H é fórmula

H é uma subfórmula

Se H=(G), então G é subfórmula de H

Se H é do tipo (EvG), (E^G), (EG) ou (EG), então E e G são subfórmulas de H

Se G é subfórmula de H, então toda subfórmula de G também é subfórmula de H

(48)

Formas de Argumento

Formalização

Exemplo de formalização: Simbolize o argumento que segue e o represente na Forma Padrão.

A proposta de auxílio está no correio. Se os árbitros a receberem até sexta-feira, eles a analisarão. Portanto, eles a analisarão porque se a proposta estiver no correio, eles a

receberão até sexta-feira. (C, S, A)

(49)

Solução:

A proposta de auxílio está no correio. Se os árbitros a receberem até sexta-feira, eles a analisarão. Portanto, eles a analisarão porque se a proposta estiver no correio, eles a

receberão até sexta-feira.

C: A proposta de auxílio está no correio.

S: Os árbitros recebem a proposta até Sexta-feira.

A: Os árbitros analisarão a proposta.

. C

. SA

. CS {C, SA, CS} |-- A

(50)

Formas de Argumento

Composição de conectivos

Nem ... Nem ...

Nem José nem Maria estavam em casa J – José estava em casa

M – Maria estava em casa

(51)

Formas de Argumento

Composição de conectivos (cont.)

A menos que...

José irá à festa, a menos que Maria vá.

J – José irá à festa M – Maria irá à festa

J

M

(52)

Formas de Argumento

Formalização

A linguagem consistindo das letras sentenciais e dos operadores lógicos juntamente com as regras a serem

empregadas, chama-se a Lógica Proposicional ou Cálculo Proposicional.

A palavra Cálculo é empregada no sentido de avaliação ou raciocínio e não no sentido de diferenciação ou integração

O objetivo fundamental do Cálculo/Lógica é provar a validade de certas formas de

Referências

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