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4 SETEMBRO - Apresentação / Teste Diagnóstico - Cor, elementos da composição figurativa

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Previstas

4 SETEMBRO - Apresentação / Teste Diagnóstico

- Cor, elementos da composição figurativa

10 OUTUBRO -Cor, Linha, Mancha

- Movimento, figura humana, forma-fundo -Discussão/ Interpretação da obra de Arte 8 NOVEMBRO - Estrutura - Representação do espaço.

- Primeiras noções sobre perspectiva frontal e perspectiva angular. 4 DEZEMBRO - Primeiras noções sobre perspectiva frontal e perspectiva angular.

8 JANEIRO

- primeiras noções sobre perspectiva frontal e angular.

- A obra arquitectónica. O projecto. Discussão / Interpretação da obra arquitectónica. - Ilustração. O projecto. Desenho.

8 FEVEREIRO - Ilustração. O projecto. Desenho.

8 MARÇO - Espaço – Campo Visual

6 ABRIL - Espaço (Traçados geométricos - Divisão. da circunferência, polígonos) 8 MAIO - Dinâmica e Movimento

4 JUNHO - Dinâmica e Movimento (conclusão)

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Unidade Programática – Conteúdos 1º Período

Aulas previstas em 13 semanas um total de 26

Objectivos Pré-requisitos Instrumentos de avaliação

- Apresentação de normas e funcionamento da disciplina. -Teste Diagnóstico

- Identificação da Capa.

-Discussão da obra de Arte figurativa - Cor: Técnica do Guache – Projecto individual de aplicação de conhecimentos. -Luminosidade e Saturação.

- Movimento, figura humana, forma-fundo - Retrato (O enquadramento, a fotografia, a resolução plástica).

- Estrutura. A representação do espaço. - Primeiras noções sobre perspectiva frontal e perspectiva angular.

- Avaliação, Auto Avaliação e Hetero-Avaliação 2 2 4 2 4 4 2 4 2

O.E. D. 1, Relacionar as diferentes manifestações das artes visuais no seu contexto histórico e sócio cultura. O.E. D. 2, Salientar a importância das artes visuais como valor cultural indispensável ao desenvolvimento do ser humano.

O.E. D. 3, Utilizar diferentes meios expressivos no campo das artes visuais.

O.E. D. 4, Realizar produções plásticas usando elementos da comunicação e da forma visual. O.E. D. 5, Ler e interpretar imagens e objectos de arte, compreende-los e reutiliza-los.

O.E. D. 6, Criar composições a partir de observação directa e de realidades imaginadas.

O.E. D. 7, Domina diferentes conceitos de metodologia projectual criativa.

O.E. D. 8, Desenvolve diferentes critérios de execução adequados às diferentes etapas processuais. O aluno domina conceitos básicos da disciplina, tem metodologia de trabalho adequada, capacidade de organização de espaço de trabalho incluindo manuseamento de alguns materiais específicos.

Apreciação de cada aula: • Participação • Interesse • Empenho 1.

Nos momentos destinados à apreciação e avaliação individual 2.

Selecção dos melhores momentos de desenho e nos desenhos

3.

Discussão e debate sobre os conhecimentos e conceitos adquiridos

4. Construção de uma exposição de trabalhos na sala de aula de forma sumativa às melhores experiências

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Unidade Programática – Conteúdos 2º Período

Aulas previstas em 12 semanas um total de 24

- Conclusão dos exercícios relativos à estrutura e representação do espaço. - O espaço. A obra arquitectónica. - a ilustração

- Estrutura: Módulo-Padrão – Projecto individual de aplicação de conhecimentos. Montagem final.

- Espaço: Campo Visual. – Com base num

trabalho tridimensional, construção de um modelo aproximado ao registo do objecto. - Projecto individual de aplicação de conhecimentos.

- Espaço: Campo Visual. Conceito de móbil,

conclusão dos modelos e implantação dos mesmos em sala de aula: Trabalho de Grupo.

- Preparação de portfólios

- Avaliação, Auto Avaliação e Hetero-Avaliação 4 2 10 4 4 2 2

Unidade Programática – Conteúdos 3º Período

Aulas previstas em 10 semanas um total de 20

- Espaço: Traçados geométricos - Divisão da circunferência, polígonos – 3 a 8 partes iguais. composição geométrica. Noção de linha construtiva e linha definitiva. Conceito de mediatriz.

- Espaço: Traçados geométricos Divisão da circunferência/composição geométrica. Conceito de bissectriz.

- Espaço: Traçados geométricos - Projecto individual de aplicação de conhecimentos. Composição geométrica aleatória aplicando a

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sobreposição, profundidade e movimento.

- Dinâmica e Movimento: Decomposição de uma imagem através do recorte e colagem. Sequência representativa do movimento.

- Dinâmica e Movimento: Conclusão da composição/colagem que através da teoria da cor (saturação / luminosidade) será adicionada a ideia de dinamismo.

- Avaliação, Auto Avaliação e Hetero-Avaliação 4

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2 2009/2010

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Escola Secundária da Portela de Sacavém – Ano lectivo 2009/2010 Planificação de Educação Visual – 7º ano / Turma

Mestrado em Ensino das Artes Visuais / Introdução à Prática Profissional IV Professora e aluna do Mestrado: Susana Miranda

Período de aulas leccionadas: Setembro a Março Competências

Específicas a desenvolver

Conteúdos

Estratégias /

Actividades Semanas / Horas Exercícios Avaliação

Sub-Unidade I A Casa das Histórias / A obra de Paula Rego (O interior) Ler e interpretar narrativas nas diferentes linguagens visuais. Reconhecer, através da experimentação plástica, a arte como expressão do sentimento e do conhecimento. Conceber organizações espaciais dominando regras elementares da composição. A cor: saturação da cor; luminosidade; cores frias e cores quentes; contraste entre cores. O valor expressivo e simbólico da cor. A composição plástica e os elementos que a compõem. Relações de escala entre os elementos. Relação entre observador e obra. A linha, o contorno e a

1ªVisita Guiada à Casa das Histórias Colaboração e participação do Serviço Educativo da Casa Museu. A participação activa dos Encarregados de Educação nas actividades. Diálogo Professora/ alunos. Diálogo Professora/Encarregados 10 semanas (9 aulas de 90 minutos cada) + 1 aula de apresentação. 1 -Exercício de observação e comentário. Diálogo e troca de opiniões. Trabalho escrito. (90 mn) 2 – Representação da figura humana. Primeiras noções de medidas e proporções. O movimento da figura. Figuras singulares e figuras em grupo. Utilização de guaches e pincéis. A linha e a mancha. (formato A3). A representação do Hetero-avaliação. Auto-avaliação. Criteriosa e formativa.

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Entender o desenho como um meio para a representação expressiva e rigorosa de formas. Representar expressivamente a figura humana compreendendo relações básicas de estrutura e proporção. Perceber os mecanismos perceptivos da luz/cor, síntese aditiva e subtractiva, contraste e harmonia e suas implicações funcionais. Aplicar os valores cromáticos nas suas experimentações plásticas. Criar composições a partir de observações directas e de realidades imaginadas, utilizando os elementos e os meios da expressão visual. mancha. O movimento da figura humana. Forma/ fundo. O espaço interior. O retrato. (família) O funcionamento da Casa das Histórias como espaço museológico. A Casa das Histórias: um lugar simbólico.

de Educação.

Apoio individualizado aos alunos.

Recursos de software e hardware, sempre que possível. Reforço positivo. Incentivar os alunos. Proporcionar o diálogo e a explicação verbal sobre os conteúdos. Expor claramente e eficazmente os conteúdos, exemplificando e mostrando e execução das tarefas. Incentivar o raciocínio e o pensamento como um valor prévio à execução das tarefas.

Incentivar a colaboração e a ajuda entre alunos na sala de aula. movimento. Ponto de partida: fotografia. (90 X 2 mn). 3 Aplicação dos conhecimentos adquiridos: composição a partir de obra de Paula Rêgo.(90 mn) 4 – Desenho da figura humana. Modelo vivo. Grafite. A linha e o contorno. A forma e o Fundo. O enquadramento (90 mn). Observação de obras de arte. 4 – Retrato de Família: composições fotográficas realizadas na Casa das Histórias e no espaço familiar. A composição e seus elementos. Espaço interior e exterior. Enquadramento. (Trabalhos com as famílias). 5 – Concretizações plásticas realizadas a partir da fotografias.

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3 Pintar o retrato de

família. Aplicação das técnicas aplicadas nas aulas anteriores. Cor, linha e mancha. Enquadramento. Escala. O Simbólico. Utilização dos guaches/ aguarela e pincéis. (Formato A3). Memória descritiva. (90 X 4) Sub-Unidade II A Casa das Histórias / A obra de Eduardo Souto Moura (O exterior) Ler e interpretar narrativas nas diferentes linguagens visuais. Descrever acontecimentos aplicando metodologias do desenho de ilustração. Reconhecer, através da experimentação plástica, a arte como expressão do sentimento e do conhecimento. Compreender que as formas têm diferentes Primeiras noções sobre a representação do espaço: a perspectiva atmosférica; a perspectiva frontal (centrada e descentrada) e a perspectiva angular. O espaço exterior. Simbologia das formas. Enquadramento. Linhas e eixos. Linha do horizonte, 2ª Visita de Guiada à Casa das Histórias. Colaboração e participação do Serviço Educativo da Casa Museu. A participação activa dos Encarregados de Educação nas actividades. Diálogo Professora/ alunos. Diálogo Professora/Encarregados de Educação. 10 semanas ( 10 aulas de 90 minutos cada). 1 – Apresentação visual sobre representação do Espaço. Autores importantes.

Diálogo entrealunos e professora. Primeiras noções de representação do espaço. (90 mn) 2 – Primeiros exercícios sobre a perspectiva frontal e a perspectiva angular. (90 X 2) 3 – Desenhar os espaços exteriores da escola. (90 mn) Hetero-avaliação. Auto-avaliação. Criteriosa e formativa.

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significados de acordo com os sistemas simbólicos a que pertencem. Conceber organizações espaciais dominando regras elementares da composição. Entender o desenho como um meio para a representação expressiva e rigorosa das formas. Compreender as relações do Homem com o espaço: proporção, escala, movimento, ergonomia e antropometria. Entender visualmente a perspectiva central ou cónica recorrendo à representação, através do desenho de observação. Conceber projectos e organizar com funcionalidade e equilíbrio os espaços bidimensionais . linhas de fuga e pontos de fuga. Obra contemplada presencialmente. O projecto do arquitecto: desenhos, ideias, memória descritiva. O funcionamento de um museu. A narrativa visual a partir da ilustração. Apoio individualizado aos alunos. Recursos de software e hardware, sempre que possível. Reforço positivo. Incentivar os alunos. Proporcionar o diálogo e a explicação verbal sobre os conteúdos. Expor claramente e eficazmente os conteúdos, exemplificando e mostrando e execução das tarefas. Incentivar o raciocínio e o pensamento como um valor prévio à execução das tarefas.

Incentivar a colaboração e a ajuda entre alunos na sala de aula.

3 - Desenhos a partir de imagens da Casa das Histórias. (A3). (90 mn) 4 – Ilustração do Conto Tradicional Português na origem da Mulher Cão. Pintura, desenho e colagem. (90 X 5)

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5 Criar composições a partir de observações directas e de realidades imaginadas, utilizando os elementos e os meios da expressão visual. Observações

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Ficha individual do aluno

Escola ________________________________________________Ano lectivo_______ Disciplina _____________________________________________Ano/ Turma_______ Nome_________________________________________ Data de nascimento________ Morada ________________________________________________________________ Profissão do pai __________________ Profissão da mãe ________________________ Irmãos _________________________ Idades _________________________________ Tempos livres __________________________________________________________ Profissão futura _________________________________________________________ O que mais gostas _______________________________________________________ O que menos gostas ______________________________________________________

Pontualidade / Assiduidade Comportamento / Participação Material 1º Período - Avaliação Ex 1 Ex 2 Ex 3 Ex 4 Ex 5 Ex 6 Ex 7 Ex 8 Ex 9 Ex 10 Ex 11 Ex 12 Ex 13 Ex 14 Final De Periodo

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2º Período - Avaliação Ex 1 Ex 2 Ex 3 Ex 4 Ex 5 Ex 6 Ex 7 Ex 8 Ex 9 Ex 10 Ex 11 Ex 12 Ex 13 Ex 14 Final De Periodo 3º Período - Avaliação Notas:_________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ _____

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CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

90% atribuídos a:

Competências essenciais/ transversais/ Aprendizagens adquiridas. Aplicação das mesmas nas actividades propostas.

Participação nas actividades realizadas individualmente ou em grupo. Eficácia na comunicação das ideias.

Ter o material necessário para a realização das propostas de aula.

10% atribuídos a:

Respeito pela opinião dos outros.

Comportamento, assiduidade e pontualidade. Cuidados de higiene e segurança.

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO Trabalhos práticos.

Criatividade na resolução de problemas. Rigor.

Intervenção oral.

Diálogo ou debate. Observação. Trabalho de pesquisa.

Ter o material necessário.

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Excertos das memórias descritivas dos retratos da família.

«Eu pus estas cores vermelhas para não parecer real. O fundo foi como calhou. Eu pus-me no pus-meio porque sou o mais importante como os pus-meus pais dizem.» (M4)

«Eu escolhi as cores, verde e preto para a minha mãe, porque a minha mãe gosta muito da natureza, é alegre e divertida.» (M6)

«Eu escolhi vermelho para a minha mãe porque a minha mãe adora vermelho e é muito afectiva.» (F3)

«A minha mãe tem este gesto porque quis dar a ideia de que a família é unida, o que é verdade.» (M7)

«A minha mãe está no centro porque é o membro mais importante da minha família. Estão todos juntos porque somos uma família unida.» (M8)

«Coloquei a minha mãe no centro porque é ela que resolve tudo, é a «base» da nossa relação.» (F1)

«Coloquei o meu pai no centro porque é muito importante para mim.» (F4)

«Eu escolhi estas cores porque acho que são originais. O verde para mim é amizade, preto é tristeza, ou melhor, de luto, o vermelho de amor, o azul de sorrir, o branco não há nada a dizer, o branco é o centro de todas as cores.

Também escolhi este fundo de jardim, a cor verde – amizade – e a cor branca, o centro de todas as cores e o vermelho que é o amor que eu sinto pela minha mãe. Foi este o fundo que eu escolhi e apliquei.

Eu escolhi as cores para a minha mãe porque este desenho é para ela, as cores foram para ela, ela gosta muito de preto, roxo, achei que aplicar o roxo não era muito bom por isso apliquei o preto.

Coloquei no meu desenho, eu e a minha mãe, porque achei que eu e ela estamos unidos para tudo, para o bom e para o mau.

Acho que este desenho representa a minha família como sendo unida entre outras coisas. Não desenhei todos juntos porque achei que este desenho não deveria ser da

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minha família toda, mas da pessoa mais afeiçoada a mim. O desenho pode não estar grande coisa, mas espero que a minha mãe goste. Esta é a minha memória descritiva!!!» (M9)

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Memórias Descritivas - Ilustração do Conto da Mulher-Cão.

«Eu queria apresentar a mulher desta maneira porque estava assustada. Representei estes animais sendo mais pequenos do que a mulher, para mostrar a sua superioridade em relação a eles. Representei este espaço para mostrar a solidão da mulher. Eu pretendi mostrar que a história era violenta e triste.» (M6)

«Eu queria representar a mulher desta maneira para mostrar que ela tinha fome e vivia sozinha. Eu representei estes animais porque queria mostrar o quanto ela era agressiva para devorar aqueles animais todos. Eu representei este espaço (interior) porque queria mostrar que ela era uma mulher muito sozinha…Eu queria mostrar que a história é um pouco violenta e assustadora.» (M5)

«Eu escolhi estas cores porque quis representar o deserto de um modo diferente, com outras cores. Fiz também um céu azul-escuro porque era de noite na história e assim, por essa razão, o pintei dessa cor. A minha paisagem era uma paisagem nocturna… A minha mulher era representada numa cadeira de baloiço, a fazer tricot, como uma mulher calma, só e triste. A minha casa, no interior, era simples, habitável, mas simples, onde vive uma rotineira pessoa numa casa normal, não muito luxuosa. O espaço exterior era as dunas que rodeavam a casa no meio de toda aquela areia. A história é triste, mas interessante e acaba de uma maneira um pouco trágica.» (M2)

«Eu escolhi estas cores porque queria mostrar a solidão da mulher-cão ao ver os seus animais a correrem alegremente. Eu fiz um céu azul porque estava céu limpo, sem nuvens, mas estava muito calor. Eu pintei uma paisagem amarela porque a imagem era um deserto escaldante em que a mulher não podia sair de casa com o calor porque a areia queimava-lhe os pés, só à noite podia sair. Eu queria representar a mulher como solitária, infeliz e triste que não conseguia aguentar a vida assim, e por ver os seus animais a correrem alegremente ela tornou-se um cão raivoso. Eu representei estes animais porque a alegria deles tornou a mulher violenta. Eu queria mostrar que a

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história é que a mulher, ao ver-se tão só, tornou-se violenta e raivosa, ficando à espera que os animais entrassem em casa para os devorar e à noite uivava na areia.» (M1)

«Eu pintei esta paisagem com neve, porque acho que o branco é uma cor, mas ao mesmo tempo uma coisa abstracta, por isso acho que ficou bem a paisagem que eu escolhi. Eu representei animais, como uma ovelha, um lobo, outra ovelha, porque achei que estes animais eram bons companheiros para a mulher-cão. Eu queria mostrar que esta história, não é apenas um Conto, também é uma obra de arte, onde se pode fazer várias coisas...» (M9)

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Comentários dos encarregados de educação ao inquérito:

À questão «A visita à Casa das Histórias superou as suas expectativas?», alguns pais responderam:

«A visita à Casa das Histórias superou as minhas expectativas. Permitiu-me aprofundar conhecimentos sobre as várias facetas da pintora na sua expressão, evolução e utilização dos materiais.» (Mãe de M2)

«Sinceramente superou largamente as minhas expectativas. Digo que não conseguia interpretar «o que era» a Paula Rego, o «que ela queria» dizer. E tudo isto percebido numa criação arquitectónica digna do nome da artista. Parabéns.» (Pai de F1)

À questão «Como descreveria a actuação do Serviço Educativo da Casa das Histórias, e em particular das Assistentes que conduziram a visita?», alguns pais responderam: «Este Serviço Educativo foi determinante para o proveito e o prazer da visita. Para um público pouco conhecedor de pintura e escultura é fundamental este Serviço pela dimensão que dá à visita.» (Mãe de M2)

«Excelente actuação, exposição clara e interessante, adequada ao público-alvo, os alunos, tentando sempre levar também os pais a participar.» (Mãe de M7)

À questão «Como descreveria a actuação e iniciativa da professora e da escola em todo o acontecimento?», alguns pais responderam do seguinte modo:

«Penso que a iniciativa foi muito criativa e portanto vai um agradecimento muito especial para as professoras que a promoveram. A actuação das professoras foi uma mais-valia na relação Escola/Encarregados de Educação, pois conseguiram despertar o interesse dos últimos para um maior acompanhamento pedagógico dos seus educandos.» (Pais de M1)

«A iniciativa é extremamente positiva. A actuação parece-me correcta e orientadora para a participação dos pais na aprendizagem dos alunos, pela comunhão e

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cumplicidade criada em torno de um evento que se assim não fosse poderia ficar sem história. Parabéns.» (Mãe de M2)

«A iniciativa foi uma boa ideia, ligando o trabalho na aula com os alunos, à observação e contextualização da obra da pintora. O envolvimento dos pais também foi bom, para estes e para os alunos.» (Mãe de M7)

Por fim, à questão «Qual a importância que atribui a iniciativas deste género», os Encarregados de Educação responderam:

«Atribuo muita importância por aspectos antes referidos e porque me/nos desperta para actividades às quais habitualmente não dedicamos muito tempo. Sobretudo porque a escola funciona como charneira para criar hábitos de novas formas de entretenimento, pela via artística e alarga os conhecimentos dos alunos e das suas famílias. Ao permitir novas experiências aos alunos, enriquece-os e dá-lhes novas formas de olhar o mundo.» (Mãe de M2)

«É muito importante os pais também poderem acompanhar os filhos nas visitas de estudo. É uma maneira de estarmos mais presentes e participarmos mais na vida escolar. O conhecimento e a partilha do mesmo que se adquire nestas iniciativas são únicos e bastante enriquecedores.» (Pais de M8)

«São importantes porque criam hábitos de observação por parte dos alunos, levando-os a olhar e a analisar determinados aspectos que não estão contemplados no que são, habitualmente, as suas actividades de rotina.» (Mãe de M7)

«Enriquecedoras pela componente cultural, educativa e é um estímulo à participação dos pais na vida escolar numa componente diferente do habitual.» (Pais de F6)

«Maravilhoso. Fiquei maravilhado com as duas assistentes que nos acompanharam nesta visita. Notou-se que eram profundas conhecedoras da exposição da artista. Conseguiram com que no fim desta visita, eu tivesse noutra linha de criação artística, a criadora Paula Rego.» (Pai de F1)

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Comentários dos alunos ao inquérito:

(Os alunos assinalados com * visitaram a Casa das Histórias).

Questão: «Que exercício gostaste mais de realizar? Porquê?»

«Gostei mais do exercício do retrato da família porque foi a primeira vez que desenhei a minha família toda junta.» (M5 *)

«Gostei tanto do exercício em que pintámos a família no interior, no meu caso em que pintei a parede com bolas de futebol. Também gostei daquele onde desenhámos os prédios com a linha do horizonte, e finalmente, o de pintar com lápis de cor aquele floresta, também com a linha do horizonte. Gostei deles porque diverti-me a fazê-los e mais do que tudo, na minha opinião, eles ficaram bem.» (M2 *)

«Foi o exercício da paisagem da Casa das Histórias, porque gostei de trabalhar ao ar livre.» (M6*)

Questão: «Em que exercício sentiste mais dificuldades? Porquê?»

«Senti mais dificuldades no exercício do retrato da família, porque não me sentia à vontade, tinha «medo» que ficasse muito mal.» (M9)

«No exercício sobre a figura humana, porque era preciso obedecer a muitas regras.» (F3 *)

«Nas aguarelas, porque se espalha muito e muito rápido.» (M11)

Questão: «Gostavas dos momentos em que eram projectadas imagens e surgia o diálogo na sala de aula, entre alunos e professora? Porquê?»

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«Sim, gostava dos momentos em que eram projectadas imagens, pois aprendia mais, e tive oportunidade de visualizar algumas obras de Paula Rêgo e de outros pintores e escultores.» (M9)

«Sim, porque gostei de ver os trabalhos dos meus colegas.» (M6 *)

«Sim, porque conseguíamos perceber o que lá estava, porque debatíamos o desenho. Então, dávamos várias opiniões.» (F8)

«Sim gostei, pela razão em que olhava diferentes modos de pintar e explorava as diferentes hipóteses de trabalho.» (M2 *)

Questão: «Na tua opinião, quais foram as coisas mais importantes que aprendeste nas aulas de Educação Visual? Porquê?»

«As coisas mais importantes que aprendi nas aulas de E.V. foram: aprendi que para desenhar não é preciso que «nós» sejamos bons ou maus, só importa o nosso espírito de trabalho; aprendi muitas coisas acerca da Paula Rêgo; aprendi a desenhar ainda melhor, também a desenhar prédios, árvores e a linha do horizonte. Para mim, as aulas de E.V. não foram boas, foram muito boas, e agora já gosto mais de desenho.» (M9)

«Foi tudo, porque sei que irei utilizar todos estes conhecimentos mais tarde.» (F3 *)

Questão: «Aquilo que aprendeste nas aulas e na Casa das Histórias poderá ter mudado a maneira como observas o mundo à tua volta? Porquê?»

«Sim, porque nunca fui a um museu e queria ir.» (F5)

«Sim, sim, porque consigo ver de várias formas as paisagens.» (M11)

«Pelo menos, nas aulas de E.V. aprendi a observar muitas coisas, coisas que eu nem pensava que existiam.» (M9)

«Sim, um pouco. Sim porque agora vejo o mundo da maneira que a minha imaginação quiser.» (M5*)

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«Sim, porque começo a observar a beleza nas obras arquitectónicas.» (M10*)

«Sim, porque agora aprendi a dar mais valor a pormenores do mundo, pois são eles que enriquecem as imagens e a natureza.» (F6*)

«Sim, porque antes não gostava de ver museus, mas quando fui com as professoras ao museu consegui ficar a gostar de museus.» (M3*)

«Sim, descobri que a arquitectura também é uma arte.» (M6*) «Sim, tive uma maior noção dos corpos à minha volta.» (F1*)

«Sim, porque nestas aulas de E.V. e na Casa das Histórias, mudou a minha forma de ver as pinturas. Antes, apenas distinguia as melhores das piores, e agora aprendi a apreciar a história das pinturas.» (M1*)

«Não, na minha opinião, as pinturas embelezam o nosso modo de vida, não mudam o meu ponto de vista sobre as coisas.» (M2*)

Questão: «O que gostaste mais nas visitas à Casa das Histórias? Porquê?» «Eu não fui, mas gostava de ver os quadros da pintora Paula Rego.» (F5) «Gostei bastante da arquitectura porque era muito intrigante.» (M10*)

«Eu gostei de ver todas aquelas obras e gostei muito de ver a evolução da pintura de época para época.» (F6*)

«Gostei muito da maqueta da Casa das Histórias, porque o trabalho que eles realizaram estava bastante interessante.» (M6*)

«Gostei da maqueta com as pistas, porque era uma forma divertida e interessante de aprender.» (M1*)

«Gostei de tudo, a Paula Rego é uma pintora excepcional e as suas pinturas imensamente realistas e belas.» (M2*)

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Questão: «Gostavas que nos próximos anos lectivos se realizassem outras visitas, a outros museus?»

«Sim, porque como não fui às outras visitas, gostava de ir um dia a uma.» (F4) «Adorava, porque visitar museus é algo sempre muito divertido.» (M10*) «Sim, mas não aos fins-de-semana.» (M8*)

Questão: «Qual a obra de Paula Rego que mais te marcou? Porquê?»

«As Mulheres-Cão, porque demonstram o quão perto está a figura humana da figura animal. A única diferença é a aparência.» (M12*)

«Foi o Pillow-man, porque a Paula Rego fez uma escultura do Pillow-man para basear o seu quadro.» (M10*)

«A Mulher-Cão, porque é uma obra muito esquisita.» (M13*)

«As Avestruzes, porque demonstra que nem todas as mulheres são femininas.» (F7*) «O Anjo, pois era marcante e a esponja engraçada.» (M2*)

«As Mulheres-Cão, porque são obras estranhas, mas criativas ao mesmo tempo.» (F5) «A Mulher-Cão, porque parecia um cão.» (M4*)

«A obra de Paula Rego que mais me marcou foi a obra da Mulher-Cão, porque era impressionante a maneira como Paula Rego pintava, o espírito que ela tinha para aquilo. Mas todas as obras foram boas, não uma, mas todas; acho que Paula Rego é uma excelente pintora.» (M9)

«O Pillow-man, porque parece muito fofo, mas rapta crianças.» (M5*)

«Nenhuma, porque não sou muito apologista dessa senhora. Sou apologista das minhas professoras.» (M11)

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RELATÓRIO

Casa das Histórias Paula Rego | Abril 2010 Catarina Aleluia | Joana Pinto

Professora Susana Miranda

Mestrado em Ensino das Artes Visuais (Universidade de Lisboa/ Faculdade Belas Artes) «A Obra de Arte - Um Caminho para a Reflexão e para o Conhecimento»

Escola Secundária da Portela. Ano de escolaridade: 7º

23 Janeiro 2010 – A obra arquitectónica/ o exterior da Casa (Maqueta)

Na sequência do trabalho desenvolvido entre a Escola da Portela e a Casa das Histórias Paula Rego [duas visitas prévias com enfoque no interior da Casa e na obra da artista, em especial a série

Mulher-Cão e Crime do Padre Amaro], foi proposto ao Serviço Educativo (S.E.) uma apresentação

teórica sobre a Arquitectura dentro da metodologia aplicada nas visitas anteriores (visita orientada por um ou mais membros da equipa do S.E.). Perante o capital de conhecimento que o grupo já tinha sobre o espaço da Casa e das exposições patentes, pensou-se em dar corpo a um projecto teórico-prático que fosse capaz de comunicar a cultura e a arte de forma dinâmica e convidativa. Assim sendo, o S.E. planificou e concebeu uma maqueta do edifício, próximo do protótipo desenvolvido pelo arquitecto Eduardo Souto Moura, mas que, ao mesmo tempo, pudesse ser interpretado livre, criativa e artisticamente pela equipa de concepção e pelo público. Privilegiou-se a interdisciplinaridade entre artistas e as suas práticas, prolongando o universo pictórico de Paula Rego, algo que já tinha sido trabalhado nas visitas anteriores. Desta forma, criou-se um diálogo entre o espaço físico, (arquitectura), e o espaço imaginado (pintura, escultura, instalação e literatura) relação que o grupo pôde explorar através do suporte didáctico criado.

A visita, concebida à medida do projecto da Professora Susana Miranda, foi apresentada com o título “Quem Conta um Espaço Acrescenta um Passo” e visava questionar o espaço da Casa das Histórias enquanto binómio, Casa vs. Museu, nas diversas valências que cada um destes conceitos apresenta. A maqueta, enquanto guia de orientação, pode ser interpretada a partir de dois ângulos diferentes: perspectiva de pássaro – a ideia de sobrevoar a Casa -, e perspectiva real – a concreta dimensão dentro e fora da Casa. Após a exploração da recepção, comparável a um hall de entrada de uma casa, e dos núcleos que a rodeiam, o grupo parte para o interior das salas expositivas fazendo sempre o paralelo com os conceitos que se associam a uma casa – intimidade, conforto, alimento, sociabilidade, armazenamento e que podem ser traduzidos em espaços privados, semi-privados e públicos do museu. Ao longo do percurso, vão sendo fornecidas pistas que se encontram dentro de

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algumas divisões da maqueta; os visitantes manipulam o objecto destapando algumas das salas para descobrir a próxima surpresa que a visita-jogo lhes reserva. Estas pistas procuram remeter para a obra da Paula Rego bem como para o espaço que a acolhe, na medida em que as salas vão mudando de apresentação e de escala num movimento de adaptação mútuo.

Embora a relação entre os grupos de visitantes e a equipa do SE seja pontual, pela própria natureza da linha educativa seguida na CdHPR que, por ora, não inclui ateliês de continuidade e sim visitas orientadas ou oficinas com a duração máxima de 2 horas, o projecto da Professora Susana Miranda possibilitou não só um vínculo mas também uma intensa troca de experiências, para além de ter sido um estímulo à criatividade do S.E. O saldo foi bastante positivo, concluiu-se que as expectativas foram correspondidas ou até mesmo superadas, pelo feedback que se teve durante e após a visita por parte dos alunos, pais e professores, bem como todos os materiais desenvolvidos em torno das mesmas, sejam registos fotográficos, relatórios ou apreciações elaborados em torno deste projecto. A apreciação que o S.E. faz da relação professor/grupo é, igualmente, muito positiva. Através da observação participante constatou-se o incentivo permanente da Professora Susana Miranda, associado ao seu brio profissional e académico. Na sequência desta preparação prévia que os alunos já traziam, a orientação das visitas por parte da equipa do S.E. ficou beneficiada pela possibilidade de um trabalho continuado e que se revelou enriquecedor para ambas as partes. O princípio, a missão e os valores subjacentes ao funcionamento do S.E. da CdHPR, passam pela promoção da cultura visual, pelo estímulo da criatividade, pela interacção com o público e por dar voz activa aos visitantes, na partilha das suas experiências, leituras e interpretações. Deste modo, a simbiose criada com a Professora Susana Miranda foi para a equipa do S.E. uma experiência gratificante e multiplicadora de conhecimento.

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Relatório IPP IV

Mestranda Susana Miranda

A Susana apresentou-me a planificação do trabalho a desenvolver, ainda no mês de Junho de 2009 pelo que, pedi à direcção da Escola Secundária da Portela que me fosse atribuída uma turma de 7º Ano de educação Visual.

A Susana iniciou o seu trabalho com a turma, logo na primeira aula, ainda no mês de Setembro.

Nunca deu nenhuma falta e chegou até a dar um a aula de compensação, uma vez que a escola esteve fechada um dia por falta de água.

A Mestranda estabeleceu com a turma uma óptima relação, quer de trabalho quer afectiva.

Desenvolveu um trabalho que em muito contribui para a percepção da arte, por parte dos alunos, ao estabelecer o contacto com a obra de Paula Rêgo, conseguiu que estes despertassem o seu interesse pela arte e fez também, com que pensassem e se relacionassem com ela.

Conseguiu ainda envolver os Encarregados de Educação, quer na realização de alguns trabalhos de casa feitos em colaboração com os educandos quer no acompanhamento destes às duas visitas de estudo realizadas à casa das Histórias.

Na primeira visita os alunos tomaram contacto com a obra da pintora, na segunda, a Susana, consegui que os serviços educativos programassem uma visita em que os alunos se relacionassem e tomassem contacto com espaço (interior e exterior) da casa, na sequência da abordagem efectuada em aula ao conceito de espaço.

Nessa visita os alunos representaram no local o espaço exterior.

Na última aula e já sem a presença da Mestranda, fiz com os alunos um balanço das aulas leccionadas, todos os alunos referiram que conseguem identificar alguns artistas, falar sobre obras de arte, referiram que aprenderam a representar a figura humana e suas proporções, e ainda que sabem já representar o espaço. Consideraram que ter aulas com a Susana foi extremamente enriquecedor.

Pelo acima exposto e considerando o empenho, a total dedicação aos alunos e à leccionação considero que a Susana desenvolveu um trabalho excelente.

Referências

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