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RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas,
Na forma da lei, a Administração da Companhia WETZEL S.A. – Em recuperação judicial submete para apreciação de V. Sas o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2015, acompanhados dos pareceres dos Auditores Independentes e do Conselho Fiscal.
1. CONTEXTO ECONÔMICO
No contexto econômico mundial, a desaceleração da economia chinesa causa preocupações, pois essa vinha liderando o crescimento mundial nos últimos anos. Em contraponto, a economia americana volta a crescer, mesmo que timidamente, mas demonstrando que o gigante vem se recuperando, paulatinamente, do golpe sofrido na crise de 2008. Na Zona do Euro e no Japão, o desempenho da economia continua fraco.
No Brasil, 2015 registrou um cenário de forte desaceleração econômica com enfraquecimento dos principais fundamentos da economia nacional. Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – a crise de confiança que se instaurou no país, aliada à redução do emprego e a queda do rendimento real das famílias, aumento da inflação – principalmente de itens de preços administrados como o da Energia Elétrica – bem como o aumento da taxa básica de juros, de 12,25% a.a. para 14,25% a.a. – encarecendo ainda mais os financiamentos – foram apontados como principais fatores para a deterioração da economia.
O PIB brasileiro recuou 3,8% em relação a 2014, a maior queda já registrada na série histórica revisada (*) pelo IBGE desde 1996. Se considerada apenas a demanda interna, esse número
ficou ainda pior, com um recuo de 6,5%, o que evidencia que a balança comercial cresceu 2,7%, fortemente influenciada pelo câmbio apreciado a níveis recordes desde a implantação do Plano Real, fazendo com que as exportações de bens e serviços crescessem à ordem de 6,1% e que as importações declinassem em 14,3%. (*) se considerada a metodologia adotada anteriormente, a queda foi ainda maior: 4,3%.
A indústria de transformação recuou 9,7%, fortemente influenciada pela indústria automotiva. Neste grupo, o único segmento que teve crescimento foi o da indústria extrativa mineral. Os dois principais sindicatos de Classe da Cadeia Automotiva divulgaram seus números de
2/8 fechamento de 2015, o que não foram nada animadores: A Anfavea – Associação dos Fabricantes de Veículos e Máquinas Agrícolas e Rodoviárias fechou o ano de 2015 com queda de 22,8% na produção de Veículos (leves e pesados) e de 32,8% na produção de Máquinas Agrícolas e Rodoviárias. Já o Sindipeças – associação que congrega fabricantes de autopeças – divulgou queda de 16,6% na produção de autopeças no geral. Segundo informado, a queda só não foi maior porque o mercado de reposição absorveu parte dessa produção: a redução na venda de veículos novos faz com que o mercado de manutenção de veículos consuma mais. Expurgando-se o mercado de reposição, a queda nas vendas à cadeia de fornecimento das montadoras foi da ordem de 25,4% em relação a 2014.
Segundo informação da presidência da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – 1.047 concessionárias fecharam suas portas em 2015, o que correspondeu à perda de 32 mil postos de trabalho.
Em resumo, 2015 foi marcado por forte retração da economia onde empresários adiaram seus investimentos e consumidores, seu ritmo de consumo, potencializando então o efeito sobre a economia do país como um todo. Adicionalmente, o rebaixamento de “grau de investimento” para “investimento especulativo” por duas grandes agências de risco internacionais – Standard & Poor’s em agosto e Fitch em dezembro, ambas galgadas no descontrole fiscal do Governo – criou grande fuga do capital estrangeiro do país: sem investimentos externos e com restrições de crédito, o componente “investimento” foi o que obteve maior retração no ano de 2015, representando queda de 14,1%, depois de já ter caído 4,5% em 2014. Isso nos remete a um envelhecimento do parque fabril das indústrias.
2. RESULTADOS
Mesmo em um cenário desafiador, durante o ano de 2015 a Receita Operacional Líquida consolidada totalizou R$ 151,7 milhões, mostrando uma redução de 22,4% em relação ao ano anterior (R$ 195,6 milhões). O mercado interno representou 90,6 % deste valor, registrando uma redução na participação de 27,9% em relação ao exercício de 2014. As exportações representaram 9,4% da receita líquida consolidada, 183,2% acima do obtido em 2014.
O prejuízo consolidado foi de R$ 70,6 milhões, representando -46,5% da receita operacional líquida. Em comparação, em 2014 tivemos um prejuízo consolidado R$ 41,3 milhões, equivalente a -21,1% da receita operacional líquida.
3/8 No exercício de 2015 a geração de caixa operacional pelo conceito EBITDA (calculado segundo a metodologia definida pela CVM no Ofício Circular 01/07), atingiu R$ 14,4 milhões negativos, representando -9,5% da receita operacional líquida do ano, 6 pontos percentuais abaixo da margem obtida no ano anterior. Anote-se mais, que em 2015 a companhia gerou valor adicionado de R$ 61 milhões, correspondendo a 40% da receita líquida consolidada, encerrando o ano com um saldo de disponibilidade de caixa de R$ 2,6 milhões.
3. DESEMPENHO NOS NEGÓCIOS
3.1. Unidade Alumínio
A Unidade Alumínio atua no setor automotivo produzindo peças fundidas e usinadas para a cadeia produtiva de montadoras de caminhões, ônibus e veículos de passeio.
O ano de 2015 caracterizou-se pela forte retração em todo o setor automotivo, mas com maior impacto na produção de caminhões e ônibus, devido à baixíssima demanda para esses produtos pelas grandes transportadoras. Este cenário foi motivado principalmente pelas condições menos favoráveis de financiamento e retração econômica, o que impacta diretamente nos transportadores logísticos, já que a matriz logística brasileira é eminentemente rodoviária.
Em 2015 conforme dados da ABIFA (Associação Brasileira de Fundição) o setor de alumínio apresentou uma retração com uma variação de 18,4%. Esta retração resultou em uma queda de cerca de 38,2% nas vendas da Unidade de Alumínio quando comparadas ao ano de 2014, já que 100% das vendas dessa unidade de negócios destina-se ao setor automotivo.
3.2. Unidade Ferro
A Unidade Ferro destina seus produtos fundidos e usinados para diversos segmentos de mercado: peças para a cadeia produtiva de caminhões e ônibus; partes e peças para fabricantes de máquinas e implementos agrícolas e ainda atende fabricantes de isoladores para linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica, através de eletroferragens – este último, principalmente focado no mercado externo.
Em 2015 conforme dados da ABIFA (Associação Brasileira de Fundição) o setor de ferro apresentou uma retração com uma variação de 16,2%. Esta retração no mercado automotivo
4/8 doméstico acabou sendo neutralizada pelo incremento nas exportações de eletroferragens, fazendo com que a queda na receita com vendas em relação à 2014 fosse de apenas 0,7%.
3.3. Unidade Eletrotécnica
A Unidade Eletrotécnica é responsável pelo desenvolvimento, produção e comercialização de produtos destinados aos segmentos de instalação elétrica, iluminação industrial e comercial.
De acordo com dados da ABINEE (Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica) o setor de Material Elétrico para Instalações recuou 11% em 2015 na comparação com 2014, mas em valor nominal a queda foi de 17%. As importações tiveram uma queda de 20% no setor e as exportações cresceram 8%, todos se comparados com 2014. No desempenho da unidade Eletrotécnica, a retração foi de 22%, retrações que, segundo a ABINEE, também são consequência da crise político-econômica e as incertezas decorrentes desse quadro refletem diretamente na retração do consumo e de investimentos.
Diante deste quadro, a Unidade Eletrotécnica tomou iniciativas para reduzir sua estrutura, ajustando seus custos fixos e despesas, tais como a redução no quadro de funcionários e o fechamento da Unidade Univolt, que teve seu resultado deteriorado em função da desativação da linha de dutos em PEAD por falta de demanda. Redução nos índices de refugo e melhoria na produtividade, também foram ações que ajudaram a reduzir o quadro sem prejudicar a produção.
4. INVESTIMENTOS
Em 2015 não ocorreram investimentos relevantes.
5. RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL
A Wetzel S.A. – Em recuperação judicial é uma empresa socialmente responsável desde a sua fundação, há mais de 83 anos, que investe no respeito ao meio ambiente e na postura afirmativa em relação aos seus colaboradores, clientes, fornecedores, acionistas e ao mercado em geral. Regularmente a Companhia aprimora a sua gestão para que, além da integração à estratégia organizacional, tenha como objetivo garantir uma relação ética e transparente com
5/8 todos os públicos com os quais se relaciona, amparada pelo seu Código de Ética e Conduta, em vigor desde 2013.
Na fabricação de seus produtos a Companhia atende com rigor as legislações ambientais e está comprometida com o desenvolvimento de produtos de baixo risco ao meio ambiente, aos colaboradores e aos consumidores. Procedimentos e normas, além da adoção de rotinas operacionais e de segurança permitem aos colaboradores desenvolver as tarefas com tranquilidade e segurança.
A empresa encerrou o ano de 2015 com 1.141 colaboradores (1.323 colaboradores em dezembro de 2014), portanto 13,78% inferior ao ano anterior.
6. RELACIONAMENTO COM AUDITORES
Em atendimento à instrução CVM nº 381/2003, informamos que no decorrer do exercício de 2015 os auditores independentes, representados pela empresa Selecta Auditores Independentes S/S, prestaram apenas serviços de auditoria externa, não tendo eles realizado quaisquer outros trabalhos à Companhia.
7. DECLARAÇÃO DA DIRETORIA
Em observância às disposições constantes na Instrução Normativa CVM nº 480/2009, a Diretoria declara que discutiu, reviu e concordou com a opinião expressa no Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras emitido pela Selecta Auditores Independentes S/S, emitido em 04 de abril de 2016, e com as demonstrações contábeis relativas ao exercício social encerrados em 31 de dezembro de 2015.
8. PERSPECTIVAS
Para uma retomada em 2016, empresários do setor voltam a falar no projeto de Renovação da Frota: hoje, 230 mil caminhões que circulam pelas estradas brasileiras – o que corresponde a 20% da frota total do país – tem 30 anos ou mais.
A Anfavea projeta 2016 como “um ano estável; não de recuperação” com fomento de apenas 0,5% sobre a produção de 2015. Nas vendas, esse número poderá ser um pouco melhor pela
6/8 venda de estoques remanescentes em dezembro de 2015, mas não divulgou qual seria a magnitude disso. A expectativa, porém, é uma queda de 7,5% nas vendas domésticas, queda essa que deverá ser compensada com o aumento de exportações.
• Projeções da Companhia
O péssimo desempenho da indústria automotiva em 2015 levou a Companhia a aplicar medidas de redução de custos ao longo do ano, tais como férias coletivas e redução de jornadas e salários, esta última que vigorou pelo período de 9 (nove) meses. Ao final do ano 2015, diante das perspectivas pessimistas para o ano de 2016 e sequentes pressões de credores, a Administração da Companhia iniciou estudo minucioso a respeito da possibilidade/imprescindibilidade de ajuizamento de um pedido de Recuperação Judicial, visando reduzir as pressões sobre o caixa, através da repactuação e alongamento dos compromissos da Companhia, fazendo isso de forma ética e responsável e principalmente, preservando o respeito de seus credores e parceiros, reconhecimento este conquistado ao longo de mais de 80 anos de atividades da Companhia, através da imagem de empresa confiável e com produtos de qualidade.
Somado a isso, uma nova readequação da estrutura empresarial já ocorreu no início do ano de 2016, com redução de custos e despesas fixas, principalmente através da readequação de mão de obra, adequando assim cada uma das três unidades de negócio às demandas projetadas para 2016.
Para 2016 a expectativa no setor de autopeças é de continuidade do ambiente econômico desafiador, com leve recuperação na indústria a partir do segundo semestre. A ANFAVEA, inclusive, afasta a possibilidade de novas quedas em vendas e produção de veículos ao longo de 2016. Para compensar este ambiente desfavorável, a empresa pretende incentivar as exportações de eletroferragens na Unidade Ferro.
Adicionalmente, no final do exercício de 2015, a empresa iniciou estudos para busca de novos produtos, tais como linha de iluminação com tecnologia LED e aumento no portfólio de acessórios para instalações elétricas aparentes. Esses estudos encontram-se em estado avançado e tendem a materializar-se em negócios já em meados de 2016, o que favorecerá a retomada do crescimento da Unidade Eletrotécnica frente à concorrência, driblando assim as dificuldades atuais do setor.
Desta forma, a Companhia seguirá empreendendo todos os seus esforços para garantir a continuidade de suas atividades em todas as áreas de atuação, acreditando que a previsão de retomada da indústria assegurará sua sustentabilidade ao longo dos próximos anos.
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9. AGRADECIMENTOS
A Administração da Companhia agradece o apoio e a confiança de todos aqueles que nos acompanharam durante o ano 2015, em especial, nossos colaboradores, instituições financeiras, clientes e fornecedores. Apresentamos também, agradecimentos aos nossos acionistas, membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal.
8/8 BALANÇO SOCIAL DADOS OPERACIONAIS 2015 R$ mil - Faturamento bruto - R O L INDICADORES SOCIAIS - Salários
- Encargos Sociais Compulsórios - Benefícios:
- Alimentação
- Assistência Médica e Hospitalar - Transporte
- Previdência Privada - Treinamento
- Aux. Entidades Assist. Social - Investimentos em Meio Ambiente - Ginástica Laboral 199.513 151.711 50.131 8.799 1.379 3.958 765 325 85 55 845 37
WETZEL S.A. - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL
BALANÇOS PATRIMONIAS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO
(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
ATIVO Nota 2015 2014 2015 2014
CIRCULANTE
Caixa e Equivalentes de Caixa 6 2.537 2.942 2.575 3.084 Clientes 7 9.675 18.255 9.675 18.262 Estoques 8 15.506 18.341 15.506 17.955 Impostos a Recuperar 9 1.367 1.955 1.968 2.497 Despesas Antecipadas 234 160 234 165
Instrumentos Financeiros Derivativos 499
Ativos destinados a venda 31 3.365
Outros Créditos 467 1.652 585 1.708
Total do Ativo Circulante 29.786 43.305 33.908 44.170
NÃO CIRCULANTE Realizável a Longo Prazo
Eletrobras 28 9.757 8.746 9.757 8.746 Impostos Diferidos 17 22.315 14.522 22.335 14.558 Depositos Judiciais 29 3.946 3.304 4.117 3.304 Partes Relacionadas 19.1 2.860
Impostos a recuperar 475 447 475 528
Total do Realizável a Longo Prazo 39.353 27.019 36.684 27.136
Investimentos
Controladas 10.1 109 78
Propriedade para Investimento 10.2 54.542 53.774 54.542 53.774
Total de Investimentos 54.651 53.852 54.542 53.774
Imobilizado 11 58.445 93.990 58.445 98.753
Intangível 13 1.519 2.307 1.519 2.336
Total do Ativo Não Circulante 153.968 177.168 151.190 181.999
TOTAL DO ATIVO 183.754 220.473 185.098 226.169
As ntas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
Consolidado Controladora
WETZEL S.A. - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL
BALANÇOS PATRIMONIAS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO
(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Nota 2015 2014 2015 2014
CIRCULANTE Fornecedores 15 21.154 25.421 21.916 26.814 Emprestimos e Financiamentos 16 48.601 32.439 50.822 36.772 Obrigações Sociais 15 18.931 12.021 18.944 12.109 Refis 15/20 1.853 2.861 1.853 2.861 Obrigações Tributárias 15 10.273 1.190 10.857 1.258 Encargos Energia Elétrica 15 3.003 3.003 3.003 3.003 Outros 15 9.245 8.432 9.306 8.516
Total do Passivo Circulante 113.060 85.367 116.701 91.333
NÃO CIRCULANTE Empréstimos e Financiamentos 16 27.550 38.327 27.897 38.655 Tributos Diferidos 17 27.946 27.363 28.025 27.533 Provisões 18 33.599 31.933 33.599 31.933 Refis 20 82.159 81.107 82.159 81.107 Obrigações Sociais 15 3.314 3.314 Partes Relacionadas 19.1 2.597 4.447 2.792 4.599 Outras Obrigações 28 15.663 2.301 13.912 1.749
Total do Passivo Não Circulante 192.828 185.478 191.698 185.576
PASSIVO A DESCOBERTO
Capital Social 21 47.147 47.147 47.147 47.147 Reserva de Capital 105 105 105 105 Reserva de Reavaliação 12 386 949 386 949 Prejuízos Acumulados (189.488) (120.136) (189.488) (120.136) Ajuste de Avaliação Patrimonial 19.716 21.563 19.716 21.563
Passivo a descoberto atribuído aos acionistas da
controladora (122.134) (50.372) (122.134) (50.372)
Participação dos não controladores no passivo a
descoberto das Controladas (1.167) (368)
Total do Passivo a Descoberto (122.134) (50.372) (123.301) (50.740)
TOTAL DO PASSIVO E PASSIVO A DESCOBERTO 183.754 220.473 185.098 226.169
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
WETZEL S.A. - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
Nota 2015 2014 2015 2014
Receita Operacional Líquida 22 151.711 195.637 151.711 195.651
Custos dos Produtos Vendidos (145.212) (170.614) (145.285) (170.512)
Lucro Bruto 6.499 25.023 6.426 25.139
Despesas Operacionais
Despesas Gerais e Administrativas (17.793) (24.178) (17.879) (24.282)
Despesas com Vendas (13.415) (17.819) (13.420) (17.848)
Outras Receitas/Despesas Operacionais (12.931) (21.875) (12.897) (21.875)
Perdas pela Não Recuperabilidade de Ativos 14 (14.060) (14.060)
Equivalencia Patrimonial 10.1 (1.203) (190)
Total das Despesas Operacionais (59.402) (64.062) (58.256) (64.005)
Prejuízo Antes das Receitas e Despesas Financeiras (52.903) (39.039) (51.830) (38.866)
Receitas Financeiras 23 794 1.480 1.729 2.979
Despesas Financeiras 23 (23.839) (15.280) (25.752) (16.860)
Prejuízo Antes dos Tributos (75.948) (52.839) (75.853) (52.747)
Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos 17.2 6.170 11.649 6.244 11.516
Imposto de Renda e Contribuição Social Correntes (69)
Prejuízo Líquido das Operações Continuadas (69.778) (41.190) (69.609) (41.300)
Prejuízo Líquido das Operações Descontinuadas (968)
Prejuízo Líquido do Exercício (69.778) (41.190) (70.577) (41.300)
Atribuido a:
Participação da Controladora (69.778) (41.190)
Participação dos Não Controladores (799) (110)
(70.577)
(41.300)
Prejuízo por ação -33,9057 -20,0146
As Notas Explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
CONSOLIDADO CONTROLADORA
WETZEL S.A. - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL
MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LIQUIDO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO
(Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
Lucros ou Patrimônio Participação dos
(Prejuízos) Ajustes de Reservas Custo Líquido dos Não Controlado- Patrimônio
Capital Reservas Acumu- Conversão de Atribuído Acionistas da res no Patr.Liq. Líquido
Social de Capital lados Acumulados Reavaliação AAP Controladora das Controladas Total
Em 1o de janeiro de 2014 47.147 105 (79.424) (97) 1.195 21.882 (9.192) (258) (9.450)
Prejuízo Líquido do Exercício (41.190) (41.190) (110) (41.300)
Variação Cambial de Investimento no Exterior 10 10 10
Resultado Abrangente Total (41.180) (110) (41.290) Realização da Reserva de Reavaliação 331 (331)
Tributos Diferidos s/Realização reserva reav (85) 85
Realização do Custo Atribuído ao Imobilizado 351 (351)
Tributos Diferidos s/Realização do Custo Atribuido (119) 119
Em 31 de dezembro de 2014 47.147 105 (120.136) (87) 949 21.650 (50.372) (368) (50.740) Prejuízo Líquido do Exercício (69.778) (69.778) (799) (70.577) Variação Cambial de Investimento no Exterior 36 36 36
Imparidade Líquida (Estorno Reserva Reavaliação) (358) (358) (358)
Imparidade Líquida (Estorno Custo Atribuído) (1.662) (1.662) (1.662) Resultado Abrangente Total (71.762) (799) (72.561) Realização da Reserva de Reavaliação 256 (256)
Tributos Diferidos s/Realização reserva reav (51) 51
Realização do Custo Atribuído ao Imobilizado 336 (336)
Tributos Diferidos s/Realização do Custo Atribuido (115) 115
Em 31 de dezembro de 2015 47.147 105 (189.488) (51) 386 19.767 (122.134) (1.167) (123.301)
As Notas Explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
WETZEL S.A. - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO MÉTODO INDIRETO
(Em milhares de Reais, exceto quando indicato de outra forma)
2015 2014 2015 2014
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
Prejuízo Líquido depois do Imposto de Renda (69.778) (41.190) (70.577) (41.300)
Ajustado por:
Depreciação e Amortização 10.087 9.960 10.450 10.562
Perda Por imparidade e Provisão Perda Ativo 14.060 14.060
IRPJ e CSLL Diferidos (6.170) (11.648) (6.244) (11.516)
Juros sobre Empréstimos 15.487 7.199 16.525 7.790
Provisão (Reversão) decorrente de Operações com Derivativos "swap" 499
Provisão (Reversão) para perdas nos estoques 941 941
Perda(Ganho) da Equivalência Patrimonial 1.203 190
Provisão (Reversão) para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 2.061 31.332 2.061 31.332
Ajuste conversão investimentos 10
Perdas no Recebimento de Créditos 194 289 194 289
Baixa de Itens do Ativo Imobilizado/Investimento 8.132 8.845
Participação dos Minoritários 0 799 110
Ajuste a valor justo 6.1.4.01.016.1.5.01.03479 (3.811) 479 (3.811)
Variação nos Ativos e Passivos Operacionais
Contas a Receber de Clientes 8.386 6.372 8.393 6.943
Adiantamentos 403 1.077 Estoques 1.894 880 1.508 335 Impostos a Recuperar 560 369 582 536 Outros Ativos (4.774) (8.394) (1.725) (9.540) Fornecedores 4.139 11.832 4.041 12.787 Obrigações Tributárias 9.083 (109) 9.599 (129) Obrigações Sociais 10.224 (913) 10.149 (903)
Aumento/ Redução outras Obrigações 12.387 15.634 11.521 16.226
Aumento/ redução Refis 44 (1.057) 44 (1.057)
Juros sobre Empréstimos Pagos (4.967) (5.147) (5.026) (5.433)
Caixa Líquido das Atividades Operacionais 13.672 12.191 17.118 14.308
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Compras de Imobilizado (536) (11.639) (538) (12.862)
Valor da venda de Ativos Imobilizados 5 1.372 14 1.756
Compra de Intangivel (302) (302)
Caixa Líquido das Atividades de Investimento (531) (10.569) (524) (11.408)
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Captação de Empréstimos e Financiamentos 8.592 32.583 8.565 35.164
Pagamentos de Empréstimos e Financiamentos (22.138) (34.218) (25.668) (38.039)
Caixa Líquido das Atividades de Financiamento (13.546) (1.635) (17.103) (2.875)
AUMENTO (DIMINUIÇÃO) DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (405) (13) (509) 25
Caixa e Equivalentes de Caixa no Início do Exercício 2.942 2.955 3.084 3.059
Caixa e Equivalentes de Caixa no Final do Exercício 2.537 2.942 2.575 3.084
As Notas Explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
WETZEL S.A. - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
Nota 2015 2014 2015 2014
RECEITAS
Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços 195.487 260.283 195.487 260.297
Outras Receitas 2.538 1.301 2.538 1.068
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 44 (289) 44 (289) 198.069
261.295 198.069 261.076
INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
Custos das mercadorias e serviços vendidos (47.955) (105.529) (45.625) (96.479) Materiais, energia, serviços de terceiros e outras despesas operacionais (55.366) (73.790) (56.336) (74.567)
Perda/recuperação de valores ativos (22.667) (23.634)
(125.988)
(179.319) (125.595) (171.046)
VALOR ADICIONADO BRUTO 72.081 81.976 72.474 90.030
DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO (10.087) (9.960) (10.450) (10.562)
VALOR ADICIONADO PRODUZIDO PELA ENTIDADE 61.994 72.016 62.024 79.468
VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
Receitas Financeiras e Variações Cambiais 794 1.480 1.729 2.979 Resultado de Equivalência Patrimonial (1.203) (190)
(409)
1.290 1.729 2.979
VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR 61.585 73.306 63.753 82.447
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
PESSOAL 63.094 68.127 63.730 68.695
Remuneração Direta 53.544 56.249 54.086 56.723
Benefícios 6.541 7.961 6.604 8.017
FGTS 3.009 3.917 3.040 3.955
IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES 37.624 31.089 37.564 38.192
Federais 16.466 22.887 17.148 24.902
Estaduais 21.010 8.191 20.265 13.279
Municipais 148 11 151 11
REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS 30.645 15.280 33.036 16.860 Juros, Variações Cambiais e Monetárias 19.668 12.656 21.470 14.081
Outras 10.977 2.624 11.566 2.779
REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS PRÓPRIOS (69.778) (41.190) (70.577) (41.300)
Lucros Retidos/Prejuízo do Exercício (69.778) (41.190) (69.778) (41.190)
Participação não controladores (799) (110)
VALOR ADICIONADO DISTRIBUÍDO 61.585 73.306 63.753 82.447
As Notas Explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
WETZEL S.A. - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ABRANGENTES DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
2015 2014 2015 2014
Prejuízo Líquido do Exercício (69.778) (41.190) (70.577) (41.300)
Outros Resultados Abrangentes
Ajustes de conversão de controladas no exterior 36 10 36 10
Imparidade Líquida (Estorno Reserva Reavaliação) (358) (358)
Imparidade Líquida (Estorno Custo Atribuído) (1.662) (1.662)
Total de Outros Resultados Abrangentes do Exercício (1.984) 10 (1.984) 10
Resultado Abrangente Total do Exercício (71.762) (41.180) (72.561) (41.290)
Atribuído a:
Participação da controladora (71.762) (41.180)
Participação dos não controladores (799) (110)
As Notas Explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
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WETZEL S.A – EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E
CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015
(Em milhares de Reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL
A Wetzel S.A. – Em recuperação judicial é uma sociedade de capital aberto, cujos atos constitutivos datados de 11/04/1932 estão arquivados na Jucesc sob nº 4230002528-3. Está registrada no CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas sob o nº 84.683.671/0001-94. Está sediada na cidade de Joinville - SC, Rua Dona Francisca, 8300 – Distrito Industrial – CEP 89239-270.
A sociedade tem como atividade operacional, a fabricação e comércio de componentes fundidos de metais ferrosos, não ferrosos e plásticos, destinados à transmissão, distribuição, instalação e iluminação de energia elétrica, e a setores industriais diversos, a fabricação e comercialização de componentes para o setor automotivo, fabricação e comercialização de tubos e acessórios de material plástico para uso na construção, importação e exportação de produtos, direta ou indiretamente, relacionados com a sua atividade industrial, a prestação de serviços de usinagem, pintura e tratamento térmico de peças fundidas, de manutenção, de assistência técnica, administrativa e de assessoria, relacionados com os produtos de sua indústria e de seu comércio e a participação, no país ou no exterior, em outras sociedades, quaisquer que sejam seus objetivos sociais.
A emissão destas demonstrações financeiras individuais e consolidadas foi autorizada pela administração da Companhia em 04 de abril de 2016.
A Wetzel S.A. – Em recuperação judicial encerrou o ano de 2015 com uma posição de caixa de R$_2.537 mil, elevado endividamento e passivo a descoberto de R$ 122.134, além de manter indicadores econômico-financeiros adversos. Em função desses fatores, a Companhia pediu recuperação judicial em 03 de fevereiro de 2016, sendo o seu processamento deferido em 11 de fevereiro seguinte. A Companhia está sujeita a incertezas diversas, especialmente quanto à aprovação do Plano de Recuperação Judicial, por parte dos credores, que atualmente se encontra em fase de elaboração – Vide Nota nº 32 “Evento Subsequente”.
NOTA 2 - BASES DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas considerando a continuidade normal dos negócios e estão sendo apresentadas em conformidade com as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standard Board - IASB e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com atendimento integral da Lei nº_11.638/07 e Lei nº_11.941/09, e pronunciamentos emitidos pelo CPC - Comitê de Pronunciamentos
Página 2 de 30 Contábeis e aprovados pelo CFC - Conselho Federal de Contabilidade e pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários.
Como não existe diferença entre o Patrimônio Líquido consolidado e o Resultado consolidado atribuíveis aos acionistas da controladora, constantes nas demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com as IFRS e as práticas contábeis adotadas no Brasil, e entre o Patrimônio Líquido e o Resultado da controladora, constantes nas demonstrações financeiras individuais preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, a Companhia optou por apresentar essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas em um único conjunto.
NOTA 3 - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS 3.1 Demonstrações Financeiras Consolidadas
As demonstrações financeiras consolidadas são compostas pelas demonstrações financeiras da Wetzel S.A. – Em recuperação judicial e suas controladas apresentadas abaixo:
Os critérios adotados na consolidação são aqueles previstos na Lei nº 6.404/76 com as alterações promovidas pela Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09, dos quais destacamos os seguintes:
a) Eliminação dos saldos das contas ativas e passivas decorrentes das transações entre as
sociedades incluídas na consolidação;
b) Eliminação do investimento na sociedade controlada na proporção dos seus respectivos
patrimônios;
c) Eliminação das receitas e das despesas decorrentes de negócios com as sociedades incluídas
na consolidação;
d) Padronização das políticas contábeis e dos procedimentos usados pelas sociedades incluídas
nestas demonstrações financeiras consolidadas com os adotados pela controladora, com o propósito de apresentação usando bases de classificação e mensuração uniformes;
e) Destaque da participação dos não controladores no Patrimônio Líquido e no Resultado. 3.2 Classificação de Itens Circulantes e Não Circulantes
No Balanço Patrimonial, ativos e obrigações vincendas ou com expectativa de realização dentro dos próximos 12 meses são classificados como itens circulantes e aqueles com vencimento ou com expectativa de realização superior a 12 meses são classificados como itens não circulantes.
Controlada País 31/12/2015 31/12/2014
Foundry Engineers USA 100,00% 100,00%
Wetzel Univolt Ind.de Plásticos Ltda Brasil 60,00% 60,00%
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3.3 Compensação entre Contas
Como regra geral, nas demonstrações financeiras, nem ativos e passivos, ou receitas e despesas são compensados entre si, exceto quando a compensação é requerida ou permitida por um pronunciamento ou norma brasileira de contabilidade e esta compensação reflete a essência da transação.
3.4 Conversão de Moeda Estrangeira
Os itens nestas demonstrações financeiras são mensurados em moeda funcional “reais (R$)” que é a moeda do principal ambiente econômico em que a Companhia atua e na qual é realizada a maioria de suas transações.
a) Transações em moeda estrangeira
Transações em outras moedas são convertidas para a moeda funcional conforme determinações do Pronunciamento Técnico CPC 02 - Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Financeiras. Os itens monetários são convertidos pelas taxas de fechamento e os itens não monetários pelas taxas da data da transação.
b) Conversão de controlada no exterior
Os ativos e passivos de controladas no exterior são convertidos para “reais” pela taxa de câmbio da data de fechamento das demonstrações financeiras e as correspondentes demonstrações de resultado são convertidas pela taxa de câmbio média do período. As diferenças cambiais resultantes das referidas conversões são contabilizadas diretamente no Patrimônio Líquido na rubrica de Ajuste de Avaliação Patrimonial, até a venda desse investimento, quando os saldos serão registrados na demonstração do resultado do exercício.
3.5 Caixa e Equivalentes de Caixa
Caixa e equivalentes de caixa incluem numerário em poder da Companhia, depósitos bancários de livre movimentação e aplicações financeiras de curto prazo e de alta liquidez com vencimento original em três meses ou menos.
3.6 Ativos Financeiros
A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial.
(a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado
Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes.
Página 4 de 30 (b) Empréstimos e recebíveis
Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem “contas a receber de clientes e demais contas a receber” e “caixa e equivalentes de caixa”.
Reconhecimento e mensuração:
As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação - data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados na demonstração do resultado.
Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva.
Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são apresentados na demonstração do resultado no período em que ocorrem.
A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está desvalorizado (impairment).
3.7 Clientes
As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de mercadorias ou prestação de serviços no decurso normal das atividades da Companhia.
As contas a receber de clientes, inicialmente, são reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa de juros efetiva menos a provisão para impairment (perdas no recebimento de créditos). Normalmente são reconhecidas ao valor faturado ajustado a valor presente, quando relevante, e ajustado pela provisão para impairment, se necessária.
3.8 Estoques
Os estoques estão registrados pelo menor valor entre o custo e o valor líquido realizável. O custo é determinado usando o método do custo médio. O custo dos produtos acabados e em elaboração compreende o custo das matérias-primas, mão-de-obra e outros custos indiretos relacionados à produção baseados na ocupação normal da capacidade e não inclui o custo de empréstimos e
Página 5 de 30 financiamentos. O valor líquido realizável é estimado com base no preço de venda dos produtos em condições normais de mercado, menos as despesas de vendas.
3.9 Investimentos
Nas demonstrações financeiras individuais da controladora, os investimentos permanentes em sociedades controladas, são avaliados pelo método da equivalência patrimonial.
As propriedades para investimento, formada por terrenos, foram registradas pelo valor justo a partir de 1º de janeiro de 2012.
3.10 Imobilizado
Conforme previsto na Interpretação Técnica ICPC 10 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, aprovada pela Deliberação CVM nº 619/09, a Companhia concluiu as análises periódicas com o objetivo de revisar e ajustar a vida útil econômica estimada para o cálculo de depreciação. Para fins dessa análise, a Companhia se baseou na expectativa de utilização dos bens, e a estimativa referente à vida útil dos ativos, bem como, a estimativa do seu valor residual, conforme experiências anteriores com ativos semelhantes, concomitantemente apurou o valor justo desses ativos para a determinação do custo atribuído.
Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos.
Os terrenos não são depreciados. A depreciação de outros ativos é calculada usando taxas conforme nota 11, durante a vida útil estimada.
Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente ajustado se este for maior que seu valor recuperável estimado.
3.11 Intangível
Os ativos intangíveis adquiridos são mensurados ao custo no momento do seu reconhecimento inicial. Após o reconhecimento inicial, os ativos intangíveis são apresentados ao custo, menos amortização acumulada e perdas acumuladas de valor recuperável.
3.12 “Impairment” de Ativos Não Financeiros
Os ativos que estão sujeitos à depreciação ou amortização são revisados para a verificação de
“impairment” sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável.
Página 6 de 30 Uma perda por “impairment” é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o valor em uso.
3.13 Fornecedores
As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso ordinário dos negócios e são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa de juros efetiva. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente, ajustada a valor presente quando relevante.
3.14 Empréstimos e Financiamentos
Os empréstimos e financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos da transação incorridos e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado, utilizando o método da taxa de juros efetiva. Ganhos e perdas são reconhecidos na demonstração do resultado no momento da baixa dos passivos, bem como durante o processo de amortização pelo método da taxa de juros efetivas.
3.15 Provisões
As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente, legal ou não formalizada, como resultado de eventos passados; é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação, e o valor foi estimado com segurança.
Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de a Companhia liquidá-las é determinada levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena.
As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes do imposto, a qual reflete as avaliações atuais do mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira.
3.16 Imposto de Renda e Contribuição Social
As despesas fiscais do período compreendem o imposto de renda corrente e diferido. O imposto é reconhecido na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimônio. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio. O encargo de imposto de renda corrente é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, na data do balanço do país em que a Companhia atua e gera lucro real. A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Companhia nas declarações de imposto de renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações. Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores que deverão ser pagos ao Erário.
Página 7 de 30 O imposto de renda e a contribuição social diferidos lançados no ativo não circulante ou no passivo não circulante decorrem de prejuízos fiscais e bases negativas da contribuição social e de diferenças temporárias originadas entre receitas e despesas lançadas no resultado, entretanto, adicionadas ou excluídas temporariamente na apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social. O imposto de renda é computado sobre o lucro tributável pela alíquota de 15%, acrescido do adicional de 10% para os lucros que excederem R$ 240 mil no período de 12 meses, enquanto que a contribuição social é computada pela alíquota de 9% sobre o lucro tributável, reconhecidos pelo regime de competência, portanto as inclusões ao lucro contábil de despesas, temporariamente não dedutíveis, ou exclusões de receitas, temporariamente não tributáveis, para apuração do lucro tributável corrente geram créditos ou débitos tributários diferidos.
3.17 Benefícios a Empregados
a) Obrigações com Aposentadoria
A Companhia possui planos de previdência complementar na modalidade de contribuição definida, e reconhece o valor como despesa de benefícios a empregados, não tendo nenhuma obrigação adicional de pagamento depois que a contribuição é efetuada.
3.18 Apuração do Resultado
O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil da competência dos exercícios, tanto para o reconhecimento de receitas quanto de despesas.
3.19 Reconhecimento da Receita de Vendas
A receita de vendas compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos, bem como, após a eliminação das vendas entre empresas da Companhia.
A Companhia reconhece a receita quando:
(i) o valor da receita pode ser mensurado com segurança;
(ii) é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade; e,
(iii) quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. O valor da receita não é considerado como mensurável com segurança até que todas as contingências relacionadas com a venda tenham sido resolvidas. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de cada venda.
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3.20 Julgamento e Uso de Estimativas Contábeis
A preparação de demonstrações financeiras requer que a administração da Companhia se baseie em estimativas para o registro de certas transações que afetam os ativos e passivos, receitas e despesas, bem como a divulgação de informações sobre dados das suas demonstrações financeiras. Os resultados finais dessas transações e informações, quando de sua efetiva realização em períodos subsequentes, podem diferir dessas estimativas.
As políticas contábeis e áreas que requerem um maior grau de julgamento e uso de estimativas na preparação das demonstrações financeiras, são:
a) créditos de liquidação duvidosa que são lançados para perda quando esgotadas as possibilidades de recuperação;
b) vida útil e valor residual dos ativos imobilizados e intangíveis; c) “impairment” dos ativos imobilizados e intangíveis;
d) passivos contingentes que são provisionados de acordo com a expectativa de êxito, obtida e mensurada em conjunto a assessoria jurídica da Companhia; e
e) expectativa de realização dos créditos tributários diferidos do imposto de renda e da contribuição social.
3.21 Subvenções Governamentais
Subvenções governamentais, inclusive subvenções não monetárias a valor justo, somente são reconhecidas no resultado quanto existe segurança de que: (a) a entidade cumpriu todas as condições estabelecidas; e (b) a subvenção será recebida. A contabilização é a mesma independentemente de a subvenção ser recebida em dinheiro ou como redução de passivo.
Uma subvenção governamental é reconhecida em base sistemática como receita ao longo do período que é confrontada com as despesas que pretende compensar.
NOTA 4 - GERENCIAMENTO DE RISCO DOS INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Em atendimento a Deliberação CVM nº 604, de 19 de novembro de 2009, que aprovou os Pronunciamentos Técnicos, CPC nºs 38, 39 e 40, e a Instrução CVM 475, de 17 de dezembro de 2008,
a Companhia revisa os principais instrumentos financeiros ativos e passivos, bem como os critérios para a sua valorização, avaliação, classificação e os riscos a eles relacionados, os quais estão descritos a seguir:
a) Recebíveis: São classificados como recebíveis os numerários em caixa, depósitos bancários disponíveis e contas a receber, cujos valores registrados aproximam-se, na data do balanço, aos de realização.
Página 9 de 30 b) Mensurados ao valor justo por meio do resultado: As aplicações financeiras são classificadas como equivalentes de caixa por serem de alta liquidez e prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa, sendo mensuradas ao valor justo por meio do resultado.
c) Derivativos: A Companhia efetuou operações em derivativos neste exercício, visando minimizar os riscos financeiros das variações nos contratos de empréstimos em moeda estrangeira.
d) Outros passivos financeiros: São classificados neste grupo os empréstimos e financiamentos, os saldos mantidos com fornecedores e outros passivos circulantes, que são avaliados pelo custo amortizado. Os financiamentos bancários são tomados com bancos de primeira linha e suas taxas de juros são semelhantes àquelas praticadas no mercado.
e) Valor justo: Os valores justos dos instrumentos financeiros são iguais aos valores contábeis. f) Gerenciamento de riscos de instrumentos financeiros: A Administração da Companhia realiza o
gerenciamento da exposição aos riscos de taxas de juros, câmbio, crédito e liquidez em suas operações com instrumentos financeiros dentro de uma política global de seus negócios, os quais seguem:
. Risco de Crédito
Esses riscos são administrados por critérios rigorosos de análise de crédito e estabelecimento do limite de exposição para cada cliente, ajustados periodicamente conforme o comportamento do risco apresentado.
. Risco com Taxa de Juros
A Companhia monitora continuamente o comportamento das taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de operações para proteger-se contra o risco de volatilidade dessas taxas.
. Risco de Exposição Cambial Líquida
Em 31 de dezembro de 2015, a Companhia possuía uma exposição cambial contábil de US$ (1.348) mil e EUR (479) mil, cuja composição encontra-se detalhada no quadro “Análise de Sensibilidade da Exposição Cambial” desta Nota Explicativa.
. Análise de Sensibilidade da Exposição Cambial
A fim de apresentar os riscos que podem gerar prejuízos significativos para a Companhia, conforme determinado pela CVM, por meio das Instruções nºs 475 e 550/08, apresentamos a seguir,
demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros que apresentam risco associado à variação na taxa de câmbio:
Página 10 de 30 Risco de alta do DÓLAR:
Risco de alta do EURO:
A Companhia entende que os demais instrumentos financeiros não apresentam riscos relevantes e, portanto, dispensam a demonstração da análise de sensibilidade, referida na Instruções nºs 475/08
e_550/08. Descrição 31/12/2015 Com ajuste de 25% no câmbio Com ajuste de 50% no câmbio
R$ Mil R$ Mil R$ Mil
Ativos
Clientes no Mercado Externo 476 595 714
476 595 714
Passivos
Dívida Bancária 5.741 7.176 8.612
5.741 7.176 8.612
Exposição Líquida - R$ Mil (5.265) (6.581) (7.898)
Exposição Líquida - US$ Mil (1.348) (1.348) (1.348)
Taxa Dólar 3,9048 4,8810 5,8572 Consolidado Consolidado Descrição 31/12/2015 Com ajuste de 25% no câmbio Com ajuste de 50% no câmbio
R$ Mil R$ Mil R$ Mil
Passivos
Dívida Bancária 2.036 2.545 3.054
2.036 2.545 3.054
Exposição Líquida - R$ Mil (2.036) (2.545) (3.054)
Exposição Líquida - EUR$ Mil (479) (479) (479)
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NOTA 5 - INSTRUMENTOS FINANCEIROS POR CATEGORIA
Controladora
Ativos Financeiros
Empréstimos e Recebíveis
Mensurado pelo valor justo por meio
do resultado
Empréstimos
e Recebíveis Total
Caixa e equivalentes 2.537 851 2.091 2.942
Clientes 10.256 18.642 18.642
(-) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (581) (387) (387)
Depósitos Judiciais trabalhistas 2.286 1.781 1.781
Depósitos Judiciais tributários 1.660 1.523 1.523
Total 16.158 851 23.650 24.501 Controladora Passivos Financeiros Outros Passivos Financeiros Outros Passivos Financeiros Total Fornecedores 21.154 25.421 25.421 Empréstimos e Financinanciamentos 75.475 69.742 69.742
Arrendamento Mercantil Financeiro 676 1.025 1.025
Total 97.305 96.188 96.188 Consolidado Ativos Financeiros Empréstimos e Recebíveis Mensurado pelo valor justo por meio
do resultado
Empréstimos
e Recebíveis Total
Caixa e equivalentes 2.575 851 2.233 3.084
Clientes 10.256 18.649 18.649
(-) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (581) (387) (387)
Depósitos Judiciais trabalhistas e outros 2.457 1.781 1.781
Depósitos Judiciais tributários 1.660 1.523 1.523
Instrumentos Financeiros Derivativos 499 499
Total 16.367 1.350 23.799 25.149 Consolidado Passivos Financeiros Outros Passivos Financeiros Outros Passivos Financeiros Total Fornecedores 21.916 26.814 26.814 Empréstimos e Financinanciamentos 76.007 72.813 72.813
Arrendamento Mercantil Financeiro 2.712 2.615 2.615
Total 100.635 102.242 102.242
31/12/2015 31/12/2014
31/12/2015 31/12/2014
31/12/2015 31/12/2014
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NOTA 6 - CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
NOTA 7 - CLIENTES E OUTROS CRÉDITOS
Em virtude da irrelevância do ajuste a valor presente a ser efetuado em relação ao total do valor a receber de clientes, a Companhia não reconheceu nenhum ajuste nas contas a receber.
31/12/2015 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2014
Caixa 14 9 14 9
Bancos Conta Movimento 2.523 2.082 2.561 2.224
Aplicação Financeira 851 851
Total de Caixa e Equivalentes de Caixa 2.537 2.942 2.575 3.084
Controladora Consolidado
31/12/2015 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2014
Contas a Receber de Clientes Interno 9.780 17.964 9.780 17.971
Contas a Receber de Clientes Externo 476 678 476 678
(-) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (581) (387) (581) (387)
Contas a Receber de Clientes 9.675 18.255 9.675 18.262
Adiantamentos a fornecedores 66 167 108 169
Adiantamentos a funcionários 109 511 109 513
Parcela Circulante 9.850 18.933 9.892 18.944
Total a Receber de Clientes 9.675 18.255 9.675 18.262
Total dos Adiantamentos 175 678 217 682
Total Geral 9.850 18.933 9.892 18.944
Aging List Contas a Receber de Clientes 31/12/2015 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2014
Vencidos 1.574 777 1.574 777
A vencer 30 dias 6.411 12.736 6.411 12.743
A vencer de 31 a 60 dias 1.843 4.283 1.843 4.283
A vencer de 61 a 90 dias 395 624 395 624
A vencer acima de 91 dias 33 18 33 18
Cambiais a embarcar 204 204
(-) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (581) (387) (581) (387)
Contas a Receber de Clientes 9.675 18.255 9.675 18.262
Contas a Receber por Tipo de Moeda 31/12/2015 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2014
Reais - R$ 9.199 17.577 9.199 17.584
Dólar Norte-Americano - US$ 476 590 476 590
Euro - EUR 88 88
Contas a Receber de Clientes 9.675 18.255 9.675 18.262
Controladora Consolidado
Controladora Consolidado
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NOTA 8 - ESTOQUES
NOTA 9 - IMPOSTOS A RECUPERAR
NOTA 10 - INVESTIMENTOS
10.1 Investimento em Sociedade Controlada
Nas demonstrações financeiras da Controladora estão reconhecidos os seguintes investimentos em sociedades controladas, avaliados pelo Patrimônio Líquido das investidas, conforme participação nessas empresas:
31/12/2015 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2014
Produtos Acabados 4.533 4.321 4.533 4.341
Produtos em Elaboração 4.854 3.951 4.854 3.951
Matéria-Prima 2.916 2.149 2.916 2.553
Materiais Consumo Produção 2.609 4.875 2.609 4.914
Revenda 720 1.791 720 1.791
Outros Estoques 3.371 3.810 3.371 2.961
(-) Provisão para Perdas (3.497) (2.556) (3.497) (2.556)
Total dos Estoques 15.506 18.341 15.506 17.955
Controladora Consolidado 31/12/2015 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2014 ICMS a Recuperar 158 211 158 211 IPI a Recuperar 223 593 482 956 Pis/Cofins a Recuperar 202 364 202 364 IRRF a Compensar 17 49 174 49
ICMS CIAP a Compensar 396 738 396 896
IRPJ a Compensar (nota 17) 24 154 15
CSLL a Compensar (nota 17) 56 6 INSS a Compensar 330 330 Outros Impostos 17 16 Total 1.367 1.955 1.968 2.497 Controladora Consolidado 31/12/2015 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2014
Investimentos em Sociedades Controladas 109 78
Propriedades para Investimento 54.542 53.774 54.542 53.774
Total de Investimentos 54.651 53.852 54.542 53.774
Página 14 de 30 Inexistem quaisquer avais, garantias, fianças, hipotecas ou penhor concedido em favor das controladas.
Nas demonstrações financeiras consolidadas esses investimentos foram eliminados, sendo as sociedades controladas totalmente consolidadas conforme os critérios apresentados na nota 3.1. A Companhia deliberou, em 09 de novembro de 2015, sobre a descontinuidade das operações da Wetzel Univolt Indústria de Plásticos Ltda., já a partir desse mês.
10.2 Propriedade para Investimento
País Ativos Passivos
Patrimônio Líquido/Passivo a Descoberto Receitas Resultado do Período % de Participação Equivalência Patrimonial Provisão para Perda
Valor do Investimento Em 31 de dezembro de 2014
Foundry Engineers USA 138 61 78 5 (24) 100,00% (24) 78
Wetzel Univolt Ind.Plásticos Ltda Brasil 6.600 7.520 (920) 11.420 (276) 60,00% (166)
6.738 7.581 (842) 11.425 (300) (190) 78
Em 31 de dezembro de 2015
Foundry Engineers USA 112 3 109 (4) 100,00% (4) 109
Wetzel Univolt Ind.Plásticos Ltda Brasil 4.239 7.157 (2.918) 7.740 (1.998) 60,00% (1.199)
4.351 7.160 (2.809) 7.740 (2.002) (1.203) 109
Terrenos
31/12/2015 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2014
Saldo Anterior 53.774 49.963 53.774 49.963
Transferência do imobilizado 1.247 1.247 0
Ajuste valor justo (479) 3.811 (479) 3.811
Total 54.542 53.774 54.542 53.774
Controladora Consolidado
Localização Saldo contábil
em Dez/2015
Araquari-SC 30.370
Rua Rui Barbosa-Jlle-SC 15.400
Estrada Anaburgo-Jlle-SC 5.200
Rua Otto Boehm-Jlle-SC 3.110
Rua Graciosa-Jlle-SC 299
Itajuba-Barra Velha-SC 163
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NOTA 11 – IMOBILIZADO
Controladora Edificações e Máquinas e Móveis e Instalações e Equipamentos
Terrenos Benfeitorias Equipamentos Utensílios Veículos Ferramentas de Informática Outros Total Taxas médias de depreciação de 4% a 10% de 4% a 20% de 5% a 10% 20% de 5% a 10% de 10% a 20%
conforme laudo
Em 31 de dezembro de 2013
Custo 8.922 12.176 118.038 4.773 549 28.991 1.868 9.002 184.319
Depreciação Acumulada (6.381) (60.811) (3.277) (384) (18.019) (1.425) (90.297)
Valor contábil líquido 8.922 5.795 57.227 1.496 165 10.972 443 9.002 94.022
Adições 2.942 34 150 642 7.871 11.639 Transferências 1.150 9.399 303 912 15 (12.720) (941) Baixas (181) (5.242) (1.307) (53) (5.307) (367) (799) (13.256) Depreciação (448) (6.518) (241) (53) (1.827) (235) (9.322) Baixas da Depreciação 75 5.001 1.283 53 5.076 360 11.848 Saldo Final 8.922 6.391 62.809 1.568 112 9.976 858 3.354 93.990 Em 31 de dezembro de 2014 Custo 8.922 13.145 125.137 3.803 496 24.746 2.158 3.354 181.761 Depreciação Acumulada (6.754) (62.328) (2.235) (384) (14.770) (1.300) (87.771)
Valor contábil líquido 8.922 6.391 62.809 1.568 112 9.976 858 3.354 93.990
Adições 199 56 41 240 536 Transferências 16 1.232 197 73 (1.518) Reclassificação (a) (1.525) (1.525) Baixas (839) (10.924) (25) (6) (401) (150) (551) (12.896) Depreciação (474) (6.592) (241) (50) (1.788) (261) (9.406) Baixas da Depreciação 297 4.166 7 4 139 147 4.760 Transferências 4 3 (7)
Imparidade e Provisão Perda (16.258) (358) (14) (364) (20) (17.014)
Saldo Final 8.922 5.391 34.636 1.207 46 7.669 574 58.445
Em 31 de dezembro de 2015
Custo 8.922 12.322 115.644 4.031 490 24.459 2.008 167.876
Depreciação Acumulada (6.931) (64.750) (2.466) (430) (16.426) (1.414) (92.417)
Imparidade e Provisão Perda (16.258) (358) (14) (364) (20) (17.014)
Valor contábil líquido 8.922 5.391 34.636 1.207 46 7.669 574 58.445
Consolidado Edificações e Máquinas e Móveis e Instalações e Equipamentos
Terrenos Benfeitorias Equipamentos Utensílios Veículos Ferramentas de Informática Outros Total Taxas médias de depreciação de 4% a 10% de 4% a 20% de 5% a 10% 20% de 5% a 10% de 10% a 20%
conforme laudo
Em 31 de dezembro de 2013
Custo 8.922 12.176 122.960 4.786 549 29.721 1.870 9.029 190.013
Depreciação Acumulada (6.381) (61.854) (3.280) (384) (18.164) (1.425) (91.488)
Valor contábil líquido 8.922 5.795 61.106 1.506 165 11.557 445 9.029 98.525
Adições 2.942 63 653 642 8.562 12.862 Transferências 1.150 9.572 330 912 15 (12.920) (941) Baixas (181) (5.614) (1.307) (53) (5.307) (367) (812) (13.641) Depreciação (448) (6.991) (246) (53) (1.927) (237) (9.902) Baixas da Depreciação 75 5.001 1.283 53 5.076 362 11.850 Transferências 117 (7) (110) Saldo Final 8.922 6.391 66.133 1.622 112 10.854 860 3.859 98.753 Em 31 de dezembro de 2014 Custo 8.922 13.145 129.860 3.872 496 25.979 2.160 3.859 188.293 Depreciação Acumulada (6.754) (63.727) (2.250) (384) (15.125) (1.300) (89.540)
Valor contábil líquido 8.922 6.391 66.133 1.622 112 10.854 860 3.859 98.753
Adições 201 56 41 240 538 Transferências 16 1.393 197 73 (1.679) Reclassificação (a) (1.869) (1.869) Baixas (839) (10.935) (25) (6) (1.635) (150) (551) (14.141) Transf.p/Destinado a Venda (3.316) (48) (2) (3.366) Depreciação (474) (6.754) (247) (50) (1.961) (261) (9.747) Baixas da Depreciação 297 4.168 7 4 668 147 5.291 Transferências 4 3 (7)
Imparidade e Provisão Perda (16.258) (358) (14) (364) (20) (17.014)
Saldo Final 8.922 5.391 34.636 1.207 46 7.669 574 58.445
Em 31 de dezembro de 2015
Custo 8.922 12.322 117.203 4.052 490 24.458 2.008 169.455
Depreciação Acumulada (6.931) (66.309) (2.487) (430) (16.425) (1.414) (93.996)
Imparidade e Provisão Perda (16.258) (358) (14) (364) (20) (17.014)