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NI01 - Origens da Teoria da Informacao

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(1)

BC-0504

Natureza da Informação

Santo André 07/11/2013

Equipe de professores de Natureza da Informação Prof. Irineu

Semana 1

Uma pequena viagem à História da Teoria

da Informação

(2)

Objetivos da Disciplina

• Objetivos:

o Apresentar os fundamentos sobre a origem e a

natureza da Informação, e sobre como ela é representada e armazenada.

• Competências:

o Que o aluno seja capaz de compreender os conceitos

fundamentais a respeito da origem e da natureza da Informação, e

o que seja capaz também de entender as principais

técnicas e tecnologias envolvidas nos processos de representação e armazenamento da Informação.

(3)

Composição do Conceito Final

• Avaliação:

• 1ª Prova: 35%

• 2ª Prova : 35%

• Prova Substitutiva: toda matéria; apenas para quem perder uma das provas.

• Atividade semanal (verificada pela presença): 30%.

• Critério de conversão conceito/nota usado para calcular médias: [8 ; 10]  A

[ 6 ; 8 [  B [ 4 ; 6 [  C [ 2 ; 4 [  D

[ 0 ; 2 [  F

(4)

Inscrição no Tidia

A partir da página

http://tidia-ae.ufabc.edu.br

Basta logar com o seu login institucional

da UFABC e se inscrever em

(5)
(6)

Eixo da Informação

Os avanços da ciência e da tecnologia estão

multiplicando as nossas capacidades de coletar, tratar, gerar e utilizar informações, levando-as a sucessivos patamares nunca antes alcançados, trazendo assim novas oportunidades, novas questões sociais e mais

avanços na ciência e tecnologia, em um ciclo que se quer virtuoso.

O Eixo da Informação tem como objetivo apresentar os fundamentos desses processos, enfocando-os sob diversas perspectivas que se revelam úteis para

compreendê-los e discuti-los.

• 6 eixos: www.ufabc.edu.br -> Sobre a UFABC -> Projeto Pedagógico

(7)

Eixo da Informação

Fundamentos e processos

Natureza da Informação: o que é Informação,

como é representada e armazenada (registrada)

BC 0504 Natureza da Informação

Transformação da Informação: manipulação e

tratamento da Informação, tanto sob aspecto

humano como por computadores (processada)

BC 0505 Processamento da Informação

Comunicação da Informação: transmissão e

distribuição da Informação e o seu impacto na

sociedade

BC 0506 Comunicação e Redes

(8)

Eixo da Informação

(cont.)

• Visões e Perspectivas

Teórica: permite uma visão

conceitual

e

abstrata

dos fundamentos e processos da

Informação

Tecnológica: apresenta uma dimensão

física

e concreta

da Informação, e as tecnologias

que dão suporte aos Sistemas de Informação

Humana e Social:

processamento humano

da

Informação e seus atributos (

cognição,

inteligência

), a visão utilitária e as

(9)

Natureza da Informação Transformação da Informação Comunicação da Informação Fundamentos e Processos Visões e Perspectivas (conceitual)

Teórica Tecnológica (suporte) (utilização) Humana

Abstrata Concreta Social

O Bit Entropia Analog.X Digital Capac. Shannon T. Informação T. Computação  Org. Computadores  Compressão Dados Criptografia Complexidade T. Comunicações Capacidade canal Canal gaussiano  Informação genética Codificação Símbolos e Sinais Ruído  Proc. Estocásticos  Ordem e Desordem Caos Sentidos/percepção Cognição e Ação Inteligência Consciência Memória Aprendizado Cérebro Conhecimento Razão/Emoção Redes Sociais  Linguagem Humana Internet Soc. Informação Econ. nformação Regulação/Ética Proc. Sinais  Transformadas Programação Mineração Dados Tradução Sist. Comunicações Redes e Tráfego Eletrônica/Fotônica Novas Tecnologias Amb. comunicação

(10)
(11)

Tópicos

• Origens da Teoria da Informação

• Codificação da Informação

• Entropia e Medidas de Informação

• Conversão A/D e D/A

• Armazenamento da Informação

• DNA, RNA e Proteínas

• Biologia de Sistemas • Sistemas Neurais • Percepção e Cognição • Linguagem e Significados • Lingüística e Semiótica • Informação quântica

(12)

Bibliografia Complementar

o Decoding the Universe. Charles Seife. Penguin Books.

(2006) (livro de divulgação científica)

o Sistemas Digitais: fundamentos e aplicações. Thomas L.

Floyd. 9 ed. Porto Alegre: Bookman. (2007)

o Information and its Role in Nature (The Frontiers

Collection). Juan G. Roederer. Springer. (2005)

o An Introduction to Information theory. Symbols,

signals and Noise. John R. Pierce. Dover. (1980)

o Sistemas de Comunicação Análogicos e Digitais. Simon

Haykin. 4ª. edição. Bookman. (2004)

o Elements of Information Theory. Thomas M. Cover, Joy

(13)
(14)

Dado

• Dado

: elemento puro, quantificável sobre algo

– Por si só não oferece embasamento para

entendimento da situação

• Percepção inicial do observador sobre objeto

• Identificado por características visuais/simbólicas

– Ex.: Dado = “o parafuso 63 pesa 60 gramas”

(15)

Dados

• Um conjunto de fatos a respeito do mundo;

• São geralmente quantificados;

• São facilmente capturados e arquivados em

dispositivos computacionais;

• Não permitem julgamentos ou significados;

• Não constituem base para a ação

(16)

Dados

• Tipos

– Alfanuméricos

• Código de produto, preço individual, quantidade etc.

– Imagens

• Fotos dos funcionários

– Áudio

• Registro de promoções anunciadas

– Vídeo

(17)

Dados

• Fatos básicos

– Ex.: compra em supermercado

6 R$ 1,50 Cerveja 89452 1 R$ 5,00 Queijo 57871 4 R$ 3,00 Suco 54387 1 R$ 2,00 Manteiga 45675 8 R$ 1,50 Leite 86456 2 R$ 3,50 Achocolatado 12314 Quantidade Preço Individual Descrição Código

(18)

Informação

• Informação

: dado analisado e contextualizado

– Envolve a interpretação de um conjunto de dados

• Resultado dos dados tratados, comparados,

relacionados, servindo para tomada de decisão

– Provê respostas a questões “quem", “o que", “onde", “quando"

– Ex.: parafuso 25 é o mais pesado do grupo

(19)

Informação

• Um

conjunto de dados conjugados

que

possuem

relevância

e

propósito

;

• Pode ser transformada pela análise e

julgamento humanos:

– Análise da informação para produção de

conhecimento

– Semiótica (qualidade da informação)

(20)

Informação

• Dados organizados para ter valor adicional

R$ 47,00 22 Total R$ 9,00 6 R$ 1,50 Cerveja 89452 R$ 5,00 1 R$ 5,00 Queijo 57871 R$ 12,00 4 R$ 3,00 Suco 54387 R$ 2,00 1 R$ 2,00 Manteiga 45675 R$ 12,00 8 R$ 1,50 Leite 86456 R$ 7,00 2 R$ 3,50 Achocolatado 12314 Preço Total Quantidade Preço Individual Descrição Código

(21)

Conhecimento

• Conhecimento

: habilidade de criar um

modelo que descreva o objeto e indique

ações a implementar, decisões a tomar

– Compreensão, análise e síntese são realizadas a

partir do nível do conhecimento

• Necessárias para a tomada de decisões inteligentes

– Responde questões do tipo “como”?

 Ex.: definição do mais pesado, regras de comparação

e o procedimento (modelo)

Informação + processamento = conhecimento

(22)

Conhecimento

• Um

conjunto organizado e estruturado de

informações

a respeito do mundo;

• Requer intervenção humana e inteligente

– Semiótica: atribuição de significado às

informações;

• Proporciona comparações;

• Permite deduções;

(23)

Conhecimento

• Ex. supermercado:

– Compras de itens X e Y ocorrem com frequência

• Leite e achocolatado

(24)

Hierarquia

A pirâmide pode representar tanto a hierarquia de seqüência entre os três componentes como também o volume

(25)
(26)
(27)

DADO: Representação, Símbolos REALIDADE: Emite sinais

Informação

Dimensão Humana: Dimensão

Tecnológica: Instrumentos Sensores Relevância Importância

Percepção e Aquisição - captura de dados

- abstração da realidade - visão parcial da realidade

INFORMAÇÃO: Abstração Processamento Computação Utilidade Possui valor Análise e Tratamento

- processamento dos dados - abstração do significado

(28)

CONHECIMENTO: Teoria, hipóteses, Manipulação real ou simbólica

Conhecimento

Dimensão Humana: DimensãoTecnológica: I.A., padrões, aprendizagem Utilidade Gerar Valor Generalização

- análise dos dados

- abstração do processo - experimentação INFORMAÇÃO: Abstração Processo experimental REALIDADE: Emite sinais

(29)

Dados x informação x conhecimento

• Dados são os números (brutos) uma divisão por “áreas” pode gerar informações (grupos com mais/menos dados de uma certa cor)

• A obtenção de regras que descrevam quando um dado é vermelho e quando é verde, do tipo “se-então”, por exemplo, representa conheci-mento

(30)

O que é informação?

• Etimologia em latim

• Existem diferentes visões

– Biologia

– Lingüística

– Física

– Ciência da Computação

Qual é a relação entre informação e comunicação?

Comunicação: intercâmbio de informação entre sujeitos ou objetos

Termo “informação” na engenharia: troca de dados brutos

(31)

• Informação é inversamente proporcional a

probabilidade de ocorrência de um fato:

Informação = função(1/probabilidade)

– Quanto maior a probabilidade desse fato, menos informação ele trará

– Exemplos:

– A primeira vez que ouvimos um disco ele nos traz um novo

conhecimento musical. Depois de ouvir várias vezes o mesmo disco, podemos prever os próximos acordes. Portanto esse disco não nos traz mais informação.

– Na palavra “c_mo”, todos podem prever que a letra faltando é “o”. Portanto, é desnecessário escrever essa letra naquela posição.

– Objetivo: quantificar a informação (o significado, ou

“qualidade”, dessa informação é irrelevante a princípio)

(32)
(33)

Claude E. Shannon (1916-2001), considerado o pai da Teoria da Informação, e seu livro publicado em 1949, Teoria Matemática da Comunicação

(34)

• Em 1948, Shannon publica seu artigo “A Mathematical

Theory of Communication”, publicado na forma de livro no ano seguinte

• Antes dele, trabalhos isolados caminhavam passo a passo em direção a uma teoria geral de comunicação • Hoje em dia, Teoria da Comunicação (ou Teoria da

Informação) é uma área imensa de pesquisa, e muitos livros e simpósios internacionais sobre este assunto são publicados e realizados

(35)

• Teoria da Informação é uma teoria muito geral e que envolve muita matemática

• A unidade fundamental, o bit, é uma medida universal da quantidade de informação

Informação (em bits) = log2 (1/probabilidade)

• Na UFABC existe uma disciplina específica sobre Teoria da Informação (EN2612 – Teo. da Info. e Códigos)

(36)

• Teoria da Informação nos permite:

• Dizer quantos bits de informação por segundo (bits/s) podem ser enviados através de certos canais de comunicação

• Medir a taxa (bits/s) na qual uma fonte pode gerar informação

• Dizer como representar, ou codificar, mensagens de uma determinada fonte eficientemente para transmitir através de algum tipo de canal

• Como podemos evitar erros nesta transmissão

(37)

Os pilares da teoria da informação

Os estudos da

criptografia

desenvolvidos na 2ª

Guerra Mundial

Os estudos da

termodinâmica

As

tecnologias de transmissão

de informação

(começando pelo código Morse e pela

telefonia)

(38)

Criptografia

• Um método muito simples para criptografar

uma mensagem consiste em

substituir cada

letra pela que está n posições na frente

• Cifra de César

• Tentar decifrar a mensagem seguinte:

Q xgpvq jqlg guvcxc owkvq hqtg

O vento hoje estava muito forte

(39)
(40)

Americanos decodificaram a seguinte

mensagem japonesa: “Atacaremos AF”

• Código japonês (J-25)

decifrado pelos

americanos.

Dados

(símbolos) e informação (tradução da língua) estavam OK!

• Somente faltava

saber qual das ilhas

do Pacífico era AF.

Faltava o conhecimento do significado de “AF”.

(41)

Comandante Rochesfort Almirante Yamamoto

“A ilha Midway está sem água”

AF está sem agua

Te peguei!!

(42)

O valor de um pouquinho de

informação

• Os americanos

aguardaram o

ataque dos

japoneses na ilha

Midway.

• Quatro porta aviões

japoneses foram

afundados.

• Saber que AF era

Midway reverteu o

curso da guerra no

Pacífico.

(43)
(44)

Enigma

• O alemão Arthur

Scherbius inventou a

máquina para cifrar

mensagens “Enigma”

• 3x10

114

configurações

diferentes.

• Isto equivale a cada

átomo do universo

tentando um trilhão de

combinações por segundo

desde o início do

(45)

Turing e seus colegas de “Bletchley Park”

(antiga instalação militar secreta)

quebraram o código do

Enigma

• Descobriram que a máquina

Enigma nunca deixava nenhuma letra sem trocar.

• Era provável que uma informação freqüentemente transmitida

tivesse a ver com o clima:

“O tempo está bom hoje”

• A quebra do código permitiu a destruição dos submarinos

alemães “U-boats” e o fim da guerra.

(46)

Turing desenvolveu também o primeiro computador teórico:

A Máquina de Turing

• Consistia numa máquina que se mexia por uma fita sem fim.

• A máquina lia, escrevia, e apagava uns e zeros na fita. • A máquina de Turing

possuía “computabilidade universal” ou seja poderia simular a lógica de qualquer algoritmo computacional.

Demonstração com Robomind:

http://www.youtube.com/watch?v=0KDz5y0Uam4

Robô trabalha como uma máquina de turing adicionando dois números binários de 8 bits: 186 + 230.

(47)

A Criptografia aliada fez terminar a II

Guerra e começou a era da informação

• Turing contribuiu

para acabar a II

Guerra Mundial

• Mas suicidou-se

por causa da

discriminação aos

homosexuais.

(cf. filme Breaking the Code:

(48)

A termodinâmica

(O conceito de entropia nasceu nos estudos de

termodinâmica e depois foi aplicado para medir

(49)

Boltzmann o pai da termodinâmica e

(indiretamente) da teoria da

informação

• Inscrição no túmulo

de Boltzmann

• Veremos que a

entropia

termodinâmica

e a

entropia da teoria

da informação

estão

relacionadas.

(50)

Revolução Industrial

• 1769 Watt

inventou

máquina de

vapor.

• Pesquisa para

aumentar

eficiência das

máquinas.

(51)
(52)

Exemplo: Motor Stirling

Máquina térmica a mais eficiente possível.

(53)

Máquinas térmicas e fontes de calor

Fonte fria Trabalho Máquina térmica Fonte quente Q1 Q2 Fonte quente Fonte fria Fonte de calor Q1 Q2 Trabalho

(54)

Rudolf Claussius

• É impossível deter a

tendência ao

equilíbrio

termodinâmico do

universo (1860)

• Em outras palavras

“A entropia sempre

tende a aumentar”

(55)

>equilíbrio termodinâmico

(56)
(57)

Impossível parar a tendência ao

equilíbrio termodinâmico

Fonte fria Fonte quente Trabalho Máquina térmica Q1 Q2 Fonte de calor Q1 Q2 Trabalho Máquina térmica Q1 Q2 http://pt.wikipedia.org/wiki/Morte_t%C3%A9rmica_do_universo

(58)

Entropia do universo cresce

(59)

O tempo evolui na mesma direção

da entropia

(60)

Rudolf Claussius

• È impossível deter a

tendência ao

equilíbrio

termodinâmico do

universo (1860)

• Não existe a

“supermáquina”

(61)
(62)
(63)

2ª lei da termodinámica

• Entropia mede o equilíbrio termodinâmico

• Maior equilíbrio termodinâmico equivale a

maior entropia.

• A 2ª lei da termodinâmica estabelece que

"A

quantidade de entropia de qualquer sistema

isolado termodinamicamente tende a

incrementar-se com o tempo, até alcançar um

valor máximo"

(64)

Entropia = desordem?

• O conceito de

ordem ou

desordem é

subjetivo.

• Um conceito

subjetivo não

pode ser usado

como medida

(65)

Entropia do universo cresce

• A metáfora do

tabuleiro de sinuca nos

ajudará a

compreender que o

motivo do incremento

da entropia é

simplesmente um

motivo estatístico.

(66)

1/16 4/16 6/16 4/16 1/16 S1=kLog(1) S2=kLog(4) S3=kLog(6) S4=kLog(4) S5=kLog(1)

(67)

Com 1024 bolas de sinuca a situação seria a seguinte

(68)

• Como vemos a entropia cresce simplesmente

por um simples motivo estatístico, porque o

estado mais provável de um sistema ao longo

do tempo é aquele cuja entropia é maior.

(69)

S=k log(W)

• Inscrição na lápide de

Boltzmann

• W é o número de microestados

correspondentes a um

determinado macroestado.

• Um exemplo de macroestado:

tabuleiro de sinuca com duas

bolas a esquerda e duas a

direita.

• Microestado: Cada uma das

seis possíveis configurações do

anterior macroestado.

(70)

Charada do diabo de Maxwell

• Mazwell inventou uma charada para

Boltzmann resolver.

(71)

Charada do diabo de Maxwell

• Maxwell apresentou esta charada para Boltzmann

• O diabo abria a comporta (sem atrito e, portanto, sem exercer

trabalho) para que as moléculas mais rápidas e quentes (vermelhas) ficassem de um lado e as moléculas mais frias e lentas (azuis) do

outro.

• Assim a entropia diminui sem custo, e o sistema poderia acumular energia de graça, podendo ser usado como um “perpetuum mobile”

(72)

I

Entropia inicial: E1 Entropia final: E2

• Mesmo que o diabo não gaste energia para abrir a

porta (porta sem atrito) é preciso que gaste

energia para arrecadar informação

I

sobre o estado dos

átomos.

• Arrecadar informação não é de graça.

(73)

Considerações finais sobre

informação entropia e entropia

termodinâmica

• Veremos que a informação não é algo

etéreo mas algo que envolve um

consumo de energia.

• O desafio do chamado diabo de Maxwell

era criar um sistema que produzisse

trabalho sem aumentar a entropia.

• Veremos que esta possibilidade não

(74)

O poço duplo de Landauer

• Este arranjo resolve a charada do diabo de Maxwell.

• Supúnhamos um dispositivo rudimentar para armazenar um bit.

• Com uma pequena batida podemos mudar a posição da bola e mudar o bit armazenado.

• Na queda da bola a energia pode ser recuperada para ser utilizada na seguinte mudança do bit (como se fosse um freio regenerativo)

• Contudo se não soubermos a posição inicial da bola a energia da batida é perdida.

• Para conhecer a posição da bola precisamos

bater na bola mesmo que a batida seja “no ar” e a energia se disperse.

• Obter informação envolve dissipação da energia.

0 1

(75)

Exercício

• Suponha uma memória de computador de 8 GB

(bytes) que armazena 533 Mbits/s (clock de

1066MHz) e consome cerca de 10 W. Nestas

condições, pede-se:

a) A potência gasta por bit, P

b

, em W/bit.

b) A energia gasta por bit, E

b

, em J/bit.

c) Compare E

b

obtido com o

limite teórico, e

b

:

S = k.lnW, com W = 2 =>

e

b

= S.T = k.T.ln2

,

para temperatura ambiente, T = 300 K.

(k=1,38.10-23 J/K)

.

(76)

Tecnologias de transmissão de

informação

(77)

Origem da moderna Teoria da

Informação

• Embora haja analogia matemática da entropia

da Informação com a entropia da

Termodinâmica e da Mecânica Estatística, a

origem real da Teoria Moderna da Informação

tem suas raízes nas origens da comunicação

elétrica

(78)

Origens com o telégrafo

• 1838: Samuel B. Morse trabalhando com Alfred Vail, o código Morse como conhecemos hoje foi idealizado

• Neste código, letras do alfabeto são representadas por espaços, pontos e traços

• Para transmissão em um circuito elétrico, espaços eram representados por ausência de corrente, pontos por corrente de curta duração e traços por correntes de longa duração

• Várias combinações de pontos e traços eram associadas a cada letra

• Ex.: letra E (que mais ocorre em textos em Inglês) era associada a um único ponto

(79)
(80)

Código Morse e Teoria da

Informação

• Questão importante:

• Uma outra associação entre os pontos, traços e

espaços e as letras do alfabeto nos permitiria enviar textos em Inglês mais rápido pelo telégrafo?

• Resposta:

• Usando nossa moderna Teoria de Informação,

encontramos que teríamos, no máximo, um ganho de cerca de 15% sobre a velocidade de transmissão

• Isto mostra que Morse, intuitivamente, sabia o que estava fazendo, e atacou um assunto que está no centro da Teoria da Informação

(81)

• Resumo das limitações

• Limitação associada a velocidade de emissão do sinal

• Interferências (ruídos)

• Dificuldade em distinguir entre muitos valores possíveis de correntes

• Limitação na intensidade de correntes a serem

utilizadas (para não destruír o isolamento dos cabos) • Uma análise matemática mais precisa deste problema

se tornou necessária

(82)

Contribuições a teoria

da Informação

• No século XIX, várias pessoas contribuíram matematicamente para a teoria da Informação:

• Lorde Kelvin (William Thomson)

• Alexander Graham Bell (inventor do telefone em 1875) • Henri Poincaré

• Oliver Heaviside • Michael Pupin

• G. A. Campbell (ATTC)

• Mas sem dúvida alguma, a grande contribuição foi de Joseph Fourier

(83)

A contribuição de Fourier

• Fourier baseou seus trabalhos na função seno:

• Demonstrou que toda função (incluindo os sinais elétri-cos) poderiam ser decompostas numa soma de funções senos com diferentes amplitudes, fases e frequências

(84)

Contribuições de Kolmogoroff

e Wiener

• Na década de 40, ambos independentemente,

um na Rússia e outro nos EUA, resolveram o

problema de como, a partir de um sinal

desconhecido com ruído, estimar qual o melhor

sinal correto sem a presença do ruído

(85)

E chegamos a Shannon

• Portanto, quando Shannon publica seu trabalho

em 1947, muito já se havia feito anteriormente

• De certa maneira, ele resumiu e trouxe mais

conhecimento a todos estes problemas já

estudados anteriormente

(86)

Contribuição de Shannon

• Mas podemos dizer que a grande contribuição da sua teoria foi responder as perguntas:

• Como podemos codificar (em termos de sinais

elétricos) uma mensagem a partir de uma fonte para poder transmití-la o mais rápido possível através de um canal que introduz ruídos com certas características? • O quão rápido podemos transmitir um tipo de

mensagem através de um determinado canal sem erros?

• Tudo isto que vimos faz parte do que chamamos de Teoria

da Informação e veremos alguns tópicos introdutórios

(87)

Exercício

Para o sinal de telégrafo abaixo.

a) Estimar a quantidade de informação de um ponto e de um traço.

b) Quantas letras tem a mensagem?

c) Calcular a quantidade média de bits gastos por letra nesta mensagem.

.--. .- .-. .-

---

... .. -. .- .-..

-.. .

- . .-.. . --. .-. .- ..-.

a) 0,69; 1,39 b) 20 c) 2,39.

(88)

Observações sobre o Exercício

• A resolução do item “a)” supõe que o sinal de telégrafo possui apenas dois símbolos, o que não é exatamente o caso. A rigor, temos “ponto+silêncio” ou “traço+silêncio”, além do mais, há

“silêncio”s adicionais entre duas letras e entre as palavras. Neste caso “silêncio” (sozinho) deveria ser considerado um símbolo à parte. Ou seja, o sinal de telégrafo poderia ser aproximado por um alfabeto ternário, com 3 símbolos: “ponto+silêncio”, “traço+silêncio” e “silêncio”.

• No item “c)”, obtém-se um número pequeno de bits por letra. O esperado seria se obter, pelo menos, 5 bits por letra (pois um alfabeto com 32 símbolos necessita 5 dígitos binários).

• A resolução apresentada tem vários “problemas”, podendo-se citar:  O trecho analisado não tem todas as letras do alfabeto.

 A probabilidade de uma letra não é o produto das

probabilidades dos pontos e traços usados no código morse. Daí, Iletras não é a soma das Itraço’s e Iponto’s constituintes!

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