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Sandra Nogueira Viana

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Academic year: 2021

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PROJETOS EDUCACIONAIS NA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO: uma reflexão sobre a participação dos professores alfabetizadores na

elaboração do Projeto Toda Força ao 1º. Ano (TOF)

VIANA, Sandra Nogueira

[email protected]

Mestranda PONCE, Branca Jurema

[email protected]

Profa.Dra. PUC-SP

RESUMO

Este trabalho tem por objetivo identificar o papel desempenhado pelos professores alfabetizadores, de duas escolas de Ensino Fundamental da Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP), na elaboração e implementação do Projeto denominado Toda força ao 1º ano (TOF). O Projeto TOF foi implementado, em 2006, nas escolas da PMSP, com a finalidade declarada de reverter o quadro de fracasso escolar associado à alfabetização. No presente trabalho, faz-se uma análise qualitativa utilizando-se da combinação entre pesquisas empírica, bibliográfica e documental. Os estudos partem da literatura sobre o tema implementação de projetos educacionais e das orientações oficiais da PMSP para os professores alfabetizadores e, em campo, são entrevistados nove professores alfabetizadores de duas escolas, da Zona Leste, pertencentes à Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Os resultados esclarecem que os professores não participaram da elaboração do Projeto TOF e desempenham apenas o papel de executores de uma proposta gerada sem a sua participação.

Este trabalho é parte de uma pesquisa em andamento que objetiva compreender a razão pela qual nem todos os envolvidos na pesquisa planejam as suas aulas com base no Guia para o planejamento do professor alfabetizador, elaborado por membros da Secretaria Municipal de Educação para auxiliar os docentes do Projeto TOF.

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Introdução

O presente trabalho tem como objetivo discutir o papel desempenhado pelos professores alfabetizadores na elaboração de projetos educacionais, tendo seu olhar centrado no Projeto Toda Força ao 1º ano (TOF), implementado na realidade pública municipal de São Paulo, no início do ano de 2006. De acordo com os documentos oficiais da Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo, o referido Projeto busca minimizar o fracasso escolar relacionado às classes de alfabetização através da proposição de um trabalho baseado nos pressupostos da teoria construtivista.

O interesse por tal assunto foi desenvolvido pelo fato de uma das pesquisadoras, no decorrer do ano de 2006, ter presenciado momentos em que alguns professores alfabetizadores, de diferentes escolas da Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP), pareciam manifestar contrariedade ao que estava sendo proposto pelo Projeto TOF, como se não quisessem mudar o trabalho que vinham realizando em sala de aula junto aos seus alunos.

Este texto, que apresenta uma síntese acerca do levantamento de dados e dos estudos realizados pelas pesquisadoras, está dividido em quatro partes:

Na primeira parte apresenta-se o Projeto TOF, que, além de ter sido implementado em 2006 nas escolas municipais paulistas, também está presente nas escolas estaduais de São Paulo, desde o início do ano de 2008.

A segunda parte do texto traz considerações acerca da elaboração e implementação de projetos educacionais, bem como da participação dos docente em tais processos.

Na terceira parte, os dados coletados com os professores alfabetizadores, de duas escolas públicas municipais, localizadas na Zona Leste de São Paulo, são comentados e analisados.

E, por fim, apresentam-se as conclusões do estudo, que defendem a participação dos professores nos processos de elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação dos projetos educacionais e conferem às escolas o papel de autora de suas ações.

O Projeto Toda Força ao 1º. Ano (TOF)

Os professores de Ensino Fundamental, das escolas públicas de São Paulo, vivem hoje um momento em que várias “novidades” chegam a seu espaço de atuação profissional. Além de estarem presenciando mudanças salariais, alterações em suas jornadas de trabalho e na quantidade de turnos das escolas em que trabalham, a administração pública está propondo

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algumas alterações na prática pedagógica em defesa de uma Educação de qualidade.

Referenciais curriculares, programas, expectativas de aprendizagem, projetos, currículos são alguns dos nomes que caracterizam as propostas educacionais que, na maioria das vezes, chegam prontas às salas de aula, esperando-se que os professores apenas as coloquem em prática.

Dentre os projetos educacionais implementados nas escolas, destaca-se neste texto o projeto Toda Força ao 1º ano (TOF), elaborado com a intenção declarada de reverter o quadro de fracasso escolar associado à alfabetização.

No final do ano de 2005, a Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo instituiu o Projeto TOF com o objetivo de garantir a aprendizagem da leitura e da escrita para todos os alunos do Ensino Fundamental através de um trabalho baseado na concepção construtivista de aprendizagem. Para alcançar tal objetivo, o Projeto contou com: momentos de formação para os coordenadores pedagógicos das escolas municipais de Ensino Fundamental de São Paulo; cursos gratuitos, fora do horário de trabalho, para a formação dos professores alfabetizadores de todas as escolas de São Paulo; elaboração e distribuição de material orientador para o planejamento docente; e convênios com Universidades ou Institutos Superiores de Educação para darem apoio pedagógico às classes de 1º ano, garantindo a presença de alunos pesquisadores1 nas salas de aula (SÃO PAULO, 2005).

Vale lembrar que nem todos os professores do Projeto TOF participaram dos cursos de formação oferecidos pela SME por não terem disponibilidade para tal, bem como nem todos contaram com a presença do aluno pesquisador na sala de aula no ano da implementação do Projeto, em 2006.

Dentre as ações do Projeto TOF, uma delas foi a elaboração e a distribuição aos professores alfabetizadores do Guia para o planejamento do professor alfabetizador, contendo orientações para o planejamento de aulas, o desenvolvimento e a avaliação do trabalho pedagógico. Para a utilização dos guias, os coordenadores pedagógicos das escolas receberam formação para poderem orientar os professores e oferecer apoio a eles.

O guia foi elaborado por membros da SME e contém esclarecimentos sobre a prática das classes de alfabetização do Projeto TOF, a rotina a ser seguida pelos professores alfabetizadores, além de algumas atividades a serem realizadas em sala de aula.

De acordo com as declarações da SME, publicadas em Diário Oficial do Município de

1 Alunos pesquisadores são assim denominados pelo projeto os estudantes dos cursos de Pedagogia e Letras que, após serem selecionados pela Instituição de Ensino Superior em que estudam, se dispõem a acompanhar uma sala de aula de 1º ano do ciclo I, durante todo o ano letivo. Além de presenciar a prática de uma sala de aula de alfabetização, os estudante são beneficiados com uma bolsa de estudos.

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São Paulo, o guia foi elaborado para facilitar o planejamento dos professores alfabetizadores, ajudando-os a conhecer novas atividades e permitindo um novo olhar sobre algumas práticas pedagógicas tradicionais arraigadas.

Para modificar a prática tradicional dos professores, propôs-se um trabalho baseado na perspectiva construtivista. Neste cenário, vale ressaltar que o construtivismo, como explica Carvalho (1994), é uma teoria que considera o conhecimento como sendo uma construção resultante da interação entre o sujeito – indivíduo que aprende – e o objeto de conhecimento – aquilo que vai ser aprendido. Para aprender é preciso, portanto, agir sobre o objeto do conhecimento. Esta ação pode ser de natureza mental – comparar, classificar, ordenar, formular hipóteses, tirar conclusões etc – ou de natureza material – lidar com objetos concretos.

Assim, a alfabetização é vista como a aprendizagem do sistema de escrita e da linguagem escrita em suas diversas aplicações sociais. Neste contexto, somente colocar os alunos frente aos textos para que aprendam a linguagem ou para que conheçam o sistema de escrita alfabético e seu funcionamento não é suficiente.

Conforme observações de Carvalho (1994), convém organizar uma diversidade de situações em que os alunos participem de práticas que envolvam a língua escrita e a produção de diferentes gêneros textuais, que, segundo complementa Marcuschi (2002), são encontrados no dia-a-dia, como, por exemplo, carta, bilhete, notícia jornalística, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, lista de compras, cardápio de restaurante, instruções de uso, outdoor, piada e outros.

Na intenção de preparar os professores para trabalharem com base no que propunha o Projeto TOF, foi oferecido a eles, gratuitamente, um curso de formação, fora do horário de trabalho. Inicialmente, o curso teve caráter obrigatório, mas, como nem todos os professores dos primeiros anos possuíam disponibilidade de horário para frequentar as aulas, participaram apenas aqueles que dispunham de tempo para tal. Como estímulo à participação no curso foram oferecidos, pela PMSP, benefícios para a carreira dos professores participantes.

Em relação à elaboração de projetos educacionais, fica um questionamento: a quem cabe a tarefa de elaborar e propor mudanças para serem realizadas em sala de aula? No caso da SME de São Paulo, qual é o papel desempenhado pelos professores alfabetizadores no Projeto TOF?

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Participação na elaboração e implementação de projetos educacionais

O currículo escolar, embora seja efetivado no interior das escolas, por vezes, tem sua construção efetuada por sujeitos externos a ela.

Gimeno Sacristán (1999) defende que o currículo seja submetido a uma disputa aberta e permanente e que seja discutido publicamente, o que fará com que, para além do pensamento hegemônico, sejam transmitidos os conflitos existentes na sociedade e as diversidades culturais passem a fazer parte das discussões.

Alguns aspectos referentes aos processos de elaboração e implementação curricular são destacados por Nereide Saviani (2003), dentre os quais estão: o atendimento às prioridades organizadas de acordo com as finalidades da educação escolar e a tomada de decisões negociadas.

A respeito do último aspecto, as propostas curriculares a serem efetivadas nas escolas devem garantir a seleção de conteúdos e a elaboração de ações através de um processo democrático, que favoreça a partilha de idéias e o compromisso coletivo no momento de assumir as decisões tomadas.

O que tem sido visto, em geral, são propostas educacionais elaboradas por pessoas que estão fora das instituições escolares. Nesta perspectiva, Navarro (2000) apresenta uma distinção entre propostas induzidas externamente e aquelas geradas internamente. No tocante as primeiras, a escola adota algo que foi elaborado fora dela, ao contrário das últimas, que correspondem às ações produzidas pelos próprios agentes educativos na busca de soluções para as dificuldades vivenciadas.

Ghedin (2004) aponta que as políticas públicas para a educação propõem uma série de mudanças na escola que não levam em consideração o professor enquanto sujeito de sua prática. O autor assegura que a realidade escolar não pode ser mudada sem que haja uma participação efetiva de quem conduz o processo educativo e afirma que, interferindo no processo educativo de “cima para baixo” e com discursos descontextualizados, as políticas públicas obrigam os professores a mudarem os seus discursos interpretativos e a continuarem inertes, quando, de outra maneira, poderiam produzir intervenções em suas práticas, orientando-se nas teorias que fundamentam a possibilidade de uma efetiva intervenção no espaço escolar.

As mudanças propostas verticalmente podem ser vistas por alguns professores como algo artificial e descontextualizado. Sobre esta questão, Imbernón (2002) aponta que o

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problema está nos processos políticos, sociais e educativos e no fato de os professores serem considerados meros executores de um currículo criado por outros.

O que falta é a participação dos professores na elaboração dos projetos educacionais e, principalmente, noutros momentos em que haja discussão e avaliação dos projetos em andamento, porém o espaço para participar da criação dos projetos parece não estar garantido para os professores ou estes, por variados motivos, não estão conseguindo conquistá-lo.

O conceito de participação pode ser entendido como a possibilidade de interagir numa coletividade, influenciando na solução de seus problemas e assumindo decisões futuras (SILVA, 1984).

No que diz respeito à participação no contexto escolar, Luck (2006) identifica cinco maneiras não lineares de compreendê-la e exercê-la:

1 Participação como presença

Esse tipo de participação pode ocorrer por obrigatoriedade, eventualidade ou necessidade, mas não por intenção ou vontade própria. Desta forma, as pessoas participam, embora não façam parte nem atuem de forma consciente para construir sua realidade.

Fica esclarecido, portanto, que um participante é aquele que, apenas, está presente, não produzindo intervenções no ambiente em que vive.

2 Participação como expressão verbal e discussão de idéias

O espaço que as pessoas têm para expressar suas opiniões, expor suas idéias, ou seja, o uso da liberdade de expressão, é considerado uma grande evidência de participação, entretanto, em algumas escolas, há decisões apenas referendadas, constituindo-se, assim, um processo de falsa democracia e participação.

Este tipo de participação é, muitas vezes, limitado e impede o entendimento das questões discutidas e a tomada de decisão para o enfrentamento de desafios e superação de limitações.

3 Participação como representação

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expectativas, valores e direitos são manifestados e ponderados por um representante. Isso é necessário em grupos grandes que não permitem a participação direta de todos.

Neste contexto, torna-se viável acrescentar, aos esclarecimentos apresentados por Luck (2006), a distinção feita por Chauí (2001) acerca da representação.

A representação, originalmente, pressupõe a apresentação de alguém através de um procurador. Desta forma, o representante fala e age pelos outros, possui a mesma forma – isomorfismo – e o mesmo valor – equivalência – do representado (CHAUÍ, 2001).

4 Participação como tomada de decisão

A participação como tomada de decisão implica na divisão de poder e no compartilhamento de responsabilidades relacionado a decisões tomadas em conjunto, além do enfrentamento de desafios para a melhoria e transformações necessárias.

5 Participação como engajamento

O engajamento é o nível pleno da participação, pois envolve a presença, o oferecimento de idéias e opiniões, a análise interativa das situações, a tomada de decisões sobre o encaminhamento de questões e o envolvimento no encaminhamento das ações necessárias e adequadas para a efetivação das decisões tomadas. Mais do que adesão, é empreendedorismo comprometido.

Participação, em seu sentido pleno, corresponde, portanto, a uma atuação conjunta superadora das expressões de alienação e passividade, de um lado, e autoritarismo e centralização, de outro, intermediados por cobrança e controle (LUCK, 2006, p. 47).

Após a apresentação das cinco diferentes formas de participação propostas por Luck (2006), cabe refletir sobre o tipo de participação que os professores exercem nos projetos educacionais e em tantas outras propostas que têm como objeto as escolas públicas. Saber a maneira como eles participaram – ou participam – pode ajudar no entendimento de várias questões.

Cabe, então, questionar: mas, por que participar?

Pensar na vida do ser humano em sociedade significa pensar nas relações que ele estabelece com o grupo social ao qual pertence. Assim, diante da atuação, no contexto em que vive, a pessoa contribui para a modificação desse contexto tanto quanto contribui para o seu

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desenvolvimento como ser humano e cidadão.

Com base nos escritos de Vygotsky, Rego (2002) afirma que o homem modifica o meio através de seu comportamento para atender às suas necessidades e essa modificação influencia seu comportamento futuro, num processo dialético.

Utilizando a teoria de Vygotsky, com vistas a uma possível interação dialética entre os professores alfabetizadores e o Projeto TOF, é possível supor que, ao participarem da elaboração do projeto ou de outros momentos de discussão, os professores possam refletir sobre a nova proposta de trabalho que estão criando e, conseqüentemente, iniciar uma mudança de postura frente ao trabalho desempenhado até então, em sala de aula, para que cheguem à tão esperada mudança.

Como terão os professores participado da elaboração do Projeto TOF? Qual dos tipos de participação terá sido exercida por eles?

Seguem as respostas a estas perguntas, esclarecidas durante a coleta de dados.

Os professores alfabetizadores da PMSP e a elaboração do Projeto TOF

De acordo com os dados coletados através de entrevistas, com nove alfabetizadores, de duas escolas públicas municipais de São Paulo, a maioria dos professores entrou em contato com o Projeto TOF pouco tempo antes de sua implementação, no início do ano de 2006, através do Diário Oficial e através de comentários com outros alfabetizadores da escola.

Os professores entrevistados relataram que não participaram de nenhum momento de discussão sobre os fundamentos do Projeto TOF. Quanto às formas de participação propostas por Luck (2006), é possível identificar que a participação como expressão verbal e discussão de idéias parece ter ocorrido com os professores que freqüentaram o curso oferecido pela SME. Eles relataram ter ouvido esclarecimentos sobre o Projeto, realizado discussões sobre os fundamentos teóricos do TOF e discutido suas idéias e experiências em sala de aula. Identificamos nesses depoimentos as duas primeiras formas de participação, o que não se constitui, segundo Luck (2006), em uma forma mais efetiva e plena de participar.

Os professores poderiam ter participado das discussões iniciais, no momento de elaboração do projeto e não somente serem informados sobre a sua implementação, quando isso estava prestes a ocorrer.

A participação como tomada de decisão e como engajamento parece não ter sido privilegiada, afinal, o grupo de professores não soube do Projeto TOF antes de sua

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implementação, tampouco foi chamado para expressar qualquer posicionamento sobre o Projeto TOF ou avaliar sua viabilidade no contexto público municipal.

Avalia-se que houve uma desconsideração dos professores, que parecem ter sido tratados como meros executores de tarefas verticalmente impostas.

Elaborado por pessoas que, embora apresentem uma vasta experiência em educação, não convivem diária e atualmente nas classes de alfabetização das escolas da PMSP, o Projeto TOF está inserido na categoria de ação induzida externamente. Cabe esclarecer que o mencionado projeto, ainda que elaborado por pessoas de uma rede de ensino para que nela fosse implementado, pode ser considerado uma ação externa, conforme esclarece Navarro (2000), pelo fato de não ter garantido, em sua elaboração, um espaço para a participação dos professores e demais pessoas que estão envolvidas com o trabalho cotidiano nas salas de aula e nas escolas da PMSP.

Conclusão

Infelizmente, um projeto que declarou ter a intenção de colaborar para a melhoria da qualidade da Educação, pareceu excluir o professor logo em seu início.

A idéia que parece permear a proposta é a de preparar os professores para que sejam os implementadores de um currículo elaborado por outros que, na maioria das vezes, não estão imersos na realidade em que se encontram as escolas.

Caso os professores sejam levados em consideração desde os primeiros momentos, ocupando um lugar junto aos planejadores, os projetos educacionais terão maiores possibilidades de serem bem aceitos e atingir os seus reais objetivos.

Diante dos resultados de nossa investigação, temos concluído que é preciso destinar à escola o papel de autora de suas ações. Cabe aos professores, portanto, participar dos momentos de elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação das propostas curriculares, das orientações didáticas, dos projetos educacionais e de tantas outras mudanças propostas para a escola.

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Referências bibliográficas

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