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Tópico6-Procesoperceptivo-Aluno

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Academic year: 2021

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HIPÓTESES SOBRE A PERCEPÇÃO

O nosso cérebro percebe o mundo a sua volta pelos órgãos sensoriais que se traduzem em uma variedade de tipos de energia física em padrões de impulsos nervosos. Assim, os diferentes órgãos sensoriais recebem diferentes tipos de energia que afetam de maneiras diversas o sistema nervoso. E cada órgão sensorial transforma a energia recebida em nervosos que são transmitidos a uma área especifica do cérebro.

No entanto, os eventos precisam ter certas propriedades para serem traduzidos em impulsos nervosos pelo sistema nervoso. É necessário, particularmente, que eles ocorram com um mínimo de intensidade para serem captados pelo sistema nervoso. Este ponto a partir do qual o evento é percebido denomina-se limiar de percepção. Cada indivíduo apresenta um limiar diferente e cada órgão sensorial possui seu limiar específico.

A depender do objeto percebido, haverá a preponderância de um ou outro órgão sensorial no processo perceptivo. Mas dificilmente a percepção de um evento envolverá um órgão sensorial isolado.

IMPORTÂNCIA DO CONTEXTO DOS ESTÍMULOS PERCEBIDOS

A percepção apresenta-se mais complexa quando se observa que os estímulos não são percebidos isoladamente ou fora do contexto. Não percebemos um homem com uma batuta, mas um maestro em frente a uma orquestra. Não percebemos um homem de pé em frente de um grupo de pessoas sentadas num auditório, mas um conferencista realizando uma conferência.

A medida que se é capaz de situar um acontecimento ou evento dentro de um contexto mais amplo, considerando-se não só a dimensão de espaço, mas também a de tempo, obtém-se dele uma percepção mais adequada. Um maior número de informações sobre os fatos que antecedem o fenômeno, bem como sobre o tempo em que ele ocorreu, poderá modificar sua percepção, tornando-a mtornando-ais correttornando-a. O estímulo do qutornando-al se tomtornando-a consciêncitornando-a ptornando-asstornando-a tornando-a ser fonte de outros estímulos: ouvem-se palavras e não simples sons vêem-ouvem-se figuras em vez de simples borrões.

O processo perceptivo envolve a memória. A memória é o processo mental de armazenamento das experiências passadas identificáveis. Esse mundo individual de coisas identificáveis está à disposição de cada pessoa, quando a ele desejar recorrer.

As coisas percebidas no passado poderão ser lembradas, embora não da mesma forma que foram percebidas anteriormente. Essa capacidade de memorizar imagens enriquece o campo perceptivo e permite ao ser humano uma estabilidade e uma amplitude perceptiva muito grande, garantindo a continuidade e a integração do processo de percepção.

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LIMITAÇÕES DA CAPACIDADE DE PERCEBER

É limitada a capacidade da pessoa humana para apreender a realidade exterior a si própria, designada pela palavra “mundo”. Esta limitação decorre, em primeiro lugar, da imensa complexidade e do caráter dinâmico do mundo integral. Em segundo lugar, decorre da própria natureza da percepção, um processo psicológico que envolve outros como o pensamento e a memória, sujeitos a variadas perturbações.

CONCEITO OU CATEGORIA

O indivíduo não armazena no cérebro simples imagens do objeto. Ele abstrai suas propriedades, e a partir daí ganha condições para classificar objetos e eventos. O conjunto de propriedades abstraídas é denominado conceito ou categoraria. No entanto, a capacidade do cérebro humano para processar estímulos é limitada e, em interação com o meio esterno, o indivíduo tem contato com um número maior do que poderá processar. Por isso, existe uma defasagem entre o número de estímulos que atinge o ser humano e o número de estímulos que o seu cérebro transforma em informação. (d’javeux)

Essa defasagem caracteriza o fenômeno da limitação da atenção. O limite de atenção varia de pessoa para pessoa e poderá variar de momento a momento na mesma pessoa, dependendo do seu estado emocional. Ou seja, o indivíduo só consegue prestar atenção a parte do ambiente que o rodeia e, conseqüentemente, só conseguirá captar um número limitado de estímulos. O ser humano seleciona o que percebe. Esta seleção dos estímulos a serem percebidos é influenciada por outros fatores, tais como: o estado emocional, a necessidade, os motivos e as características de personalidade do indivíduo que percebe. A percepção é influenciada pelo limiar de percepção e pelas características do ambiente. A percepção é portanto dinâmica.

A EXPERIÊNCIA PASSADA E A PERCEPÇÃO PRESENTE

Estudos desenvolvidos na área da percepção têm demonstrado que a experiência passada do indivíduo também estimula a percepção presente; a percepção de objetos, pessoas e eventos no presente é contaminada pela experiência passada. O indivíduo, portanto, projeta o seu mundo interior naquilo que esta percebendo. Por esta razão diz-se que as pessoas percebem o que querem e não o que realmente existe.

A PROJEÇÃO E SUA INFLUÊNCIA NO PROCESSO DE PERCEPÇÃO

As figuras ambíguas são um exemplo de projeções de experiências passadas no estímulo presente. Quanto mais ambíguas são as figuras, mais subjetiva se torna a percepção e maiores serão as

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O CONTRASTE E A PERCEPÇÃO

A influência das características do ambiente podem ser determinantes da mudança de atenção. Os objetos mais brilhantes, os sons mais agudos e as cores mais fortes são geralmente mais notados. A predominância desses fatores indica a intensidade como um dos determinantes da atenção. Estímulos dentro de um conjunto de estímulos semelhantes também são normalmente mais percebidos. O contraste é, portanto, outro fator de retenção da atenção. (É o que se destaca no ambiente)

AMPLIAÇÃO DO LIMITE DE ATENÇÃO

A tendência de organiza os estímulos através de agrupamentos é uma tentativa de ampliar o limite de atenção.

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A proximidade caracteriza-se por estímulos apresentados muito próximos, que tendem a confundir-se, como na figura abaixo.

A camuflagem, considerada um exemplo de inclusão, dificulta a percepção de uma coisa, destruindo sua configuração por meio de uma figura mais inclusiva.

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O fenômeno da similaridade ocorre quando as coisas tende a ser percebidas como um grupo, à medida que apresenta características semelhantes.

O contraste faz ressaltar a forma diferente em relação ao todo. Um único triângulo, por exemplo, destaca-se entre vários círculos.

Ilusões. Os estudos de percepção indicam que a organização das figuras em todos pode levar a certas distorções na percepção das propriedades da partes.

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Constância

Um dos problemas mais importantes apresentados pelo estudo da percepção dos objetos é o fenômeno da constância, isto é, a tendência para perceber um objeto como sendo o mesmo em diferentes condições, apesar de produzirem diferentes imagens perceptivas. O fenômeno da constância é observado quando ao tamanho, à cor, à forma e às tonalidades.

Constância e distorção visual

Os experimentos que melhor comprovam o fenômeno da constância são aqueles em que, apesar de ocorrer uma distorção no campo visual, os indivíduos continuam mantendo constante a percepção dos objetos observados. O fenômeno da constância explica em grande parte a estabilidade que os indivíduos atribuem ao mundo exterior.

Motivação e sua influência na percepção

Os estudos realizados por psicólogos sobre a influência da motivação no processo de percepção identificam os fenômenos denominados vigilância e defesa. A esses fenômenos estão ligadas as dificuldades que os indivíduos têm para perceber estímulos geradores de ansiedade, de tensões e de angústias. As expectativas de desprazer ou sofrimento podem diminuir a probabilidade de uma percepção, apesar de os estímulos, situações ou eventos constituírem uma clara indicação de suas propriedades.

Decodificação

Segundo Newcomb (1965), outro aspecto importante do processo perceptual é a decodificação, isto é, a tentativa de integrar às informações já recebidas no passado e armazenadas a informação que se recebe no presente, dando a elas um significado próprio.

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Percepção Social

O processo perceptivo que envolve outra pessoa como objeto de percepção tem características próprias e complexas. Difere do processo perceptivo de objetos e eventos porque o objeto percebido, ou seja, a pessoa, também percebe.

Interação social e percepção social

A percepção social, mais do que qualquer outra, envolve processos transacionais entre a pessoa que percebe e o objeto de sua percepção. Isso quer dizer que ambas estão conscientes uma da outra e da matéria de interesse comum imediato. Ambas têm consciência de que cada uma possui seus motivos, suas atitudes e características individuais, que não são as mesmas.

Problema da pessoa que percebe e da que é percebida

Indicam que a pessoa que percebe tem a necessidade de procurar na pessoa percebida uma constância similar àquela que têm os objetivos no tocante à cor, forma e tamanho. As atitudes, as capacidades e as características de personalidade da pessoa percebida são, de certo modo, as constâncias que a pessoa que percebe procura identificar e organizar de tal forma que se constituam numa representação organizada da outra pessoa.

Processos cognitivos

A cognição implica um processo consciente visando à aquisição de novos conhecimentos. Isto significa que apenas o comportamento racional é de natureza cognitiva. As pessoas possuem sistemas de cognição que representam aquilo que elas sabem sobre si mesmas e sobre o mundo que as rodeia. Os sistemas de cognição são desenvolvidos através dos processos de cognição. Esses processos abrangem a percepção, a memória, a imaginação, o raciocínio ou pensamento e a solução de problemas.

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Percepção – Os estímulos externos captados pelo processo perceptivo e transformados em imagens mentais são os elementos básicos para a aquisição de novos conhecimentos.

Memória – A memória também desempenha um importante papel na aquisição de conhecimentos. O sistema da memória é um conjunto de mecanismos comuns para armazenar a informação que se constituem em dois tipos: memória ativa, isto é, a que contém os itens ou representações mentais em estado ativo. Esse sistema é muito limitado porque a própria natureza humana estabelece um limite á sua capacidade de manter ativas essas representações. O segundo é a memória de longo prazo, onde se localiza o restante da capacidade humana da memória.

Operações mentais

As operações mentais representam importantes elementos do processo do pensamento. O pensamento envolve a capacidade de pensar, manipular ou organizar elementos no ambiente por meio de símbolos. Segundo Piaget, o pensamento desenvolve-se à medida que se elaboram às estruturas cognitiva, isto é, á medida que se organizam os conjuntos de fatos, conceitos e generalizações que foram aprendidos por cada indivíduo. É formada e transformada no decorrer da vida do indivíduo.

Referências

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