TRATADO
SOBREA
.LLJZ, onde sa:o expricadas Í¡s.Qr¡sas
daquilo
quelhe acontee
na reflexão e na refraçã'o e particularmentã na estranha*f*ç-=;;"äar
da
hlândia*
CHRISTIAAN HUYGENS
[*
2]hef¿cio"*
Escrevi este
T¡atado du¡ante minha
estadana
França,há
doze anos. comuniquei_ono
anode
1678
aos sábios queentão
compunhama
Academia Realde
ciêncìas, à qualtive
a honra de ser chamadopelo
Rei. Muitos desses membros, que ainda vivem, poderão lembrar-se dete¡
estado presentes quando delefìz leitura
e, melhorao
queos outros,
aquelesdentre
eles que se aplicavam particularmente ao estudo das Maie-máticas. Destes,nio
possocitar
senãoos
céleb¡es senhores cassini, Romere
De laHire.
Embora desde então eu _tenhacorrigido
e
alterado muitas passagens, æ cópias que delefiz
naquela época poderiam servir de provas de que nada lhe aãicionei, a neo ser pelas conjeturas relativas à formaçãodo
Cristal daIshìdia
e uma nova observação sobrea
refraçãodo
Cristalde
Rochar.
Desejeiexpor
essas particularidades parain-formar
desdeque época
tenho
meditado
sobr.
ui
coisas[l
2,
verso] que publico agorae
nâ'o paratirar
o_mérito
daquelesque,
sem haverviito
nadadô
que äscrevi, possamse
ter
encontradotratando
de
assuntos semelhantes-
como
efetivamenteocorreu
com
dois
excelentes geômetras,os
senhoresNewton
e
I*ibniz,
com
rela-ção
ao problemada forma
dosvidros
para concentrar os raios, quando uma dassu-perfícies é dada.
*
Nota Editoriol:Traduçäo do liv¡o originalmente publicado sob o
tftulo:
Ttaité de Ia lumière.*xos
núme¡os entre colchete^sindicam a paginaçâc do texto orþinal. No preflicio,as piíginas
,{!:::^ï1-::..:':9_",r_
i^?
"
*
3 e as out¡ai ñu-oiorru"*
numeraçato(sendo aqui indicadas por 'verso e -verso). a paginaçalo recomeça,de modo normal, no primeiro caift,rlo do liuro.
-^
tA.orr"rpondênciadeHuygensatestaaépocaem qrreoTlatadofoiescrito.Emsuacorrespon-dência com Leibniz, em ca¡ta d¿tada de 2211111679 (onze anos antes da- publicaçalo d,o 7,rata-do) Huygens conta que tem t¡abalhado sobreo
cristal da Islándia, nao tenão ai¡da conseguidollplijq-l{a
de suas propriedades, e que deseja imprimir durante o inve¡no seguinte suuãbra.cf.
LEIBNIZ, G.w.
lltathematische schriften, ed.c. I.
Ge¡ha¡dt. Hildesheim, Georg Hotms,197 1.V
.2,
carta Yl, p. 27 .Cadernos de Hístória e Filosofia da Ciêncio, Suplemento
4:l-99,19g6.
6
Cltistiaan
HuYgensPode-se perguntar
por
que demoreitanto
a divulgar esta obra.A
razfo
é que eu aescreyi
muiio
negligentementeno
idioma
em que ela está [Francês], com a intenção de traduzi-la eml¿tim,
æsim fazendo como
intuito
de obter mais atenção para essasessas provas
de
verossimilhançaforem
encontradasnaquilo
que me
propus tratar,como me
pareceque
se encontram, iSso deve Set uma grande cOnfirmagãodo
suces-so de minha pesquisa, e
difìcilmente
poderia ocorrer que as coisas não fossemaproxi'
madamentecomo
as represento. Desejoportanto
acreditarque
aqueles que gostamde
conhecer as causase que
sabem admi¡ara
maravilhada
luz
encontrarão alguma satisfação nessas diversas especulaçõesque
[*
3,
verso]
se referema
ela,e na
nova explicaçãode
sua propriedaðenotável,
que éo
principal
fundamento da construção de nossos olhos e dessas grandes invenções quetanto
estendem seu uso. Esperotam-bém que
existam aqueles que, seguindo esseinício,
entrarão nesse assunto maispro'
'
fundamente
do
que
fui
capaz,pois
falta muito
para ele ser esgotado. Isso aparecenos
lugaresque
indiquei,
onde
deixo
æ
difîculdades sem resolução;e
ainda mais pelas coisas que nem mesmotoquei,
como os corpos brilhantes de vários tipos, e tudoo
que
se refere às cores-
campoem que
ninguématé
agora pôde se vangloriar de2 O *étodo empregado por Huygens, e que difere muito do seguido mais ta¡de por Newton em
sua óptica, tem granãe sernelhança com
á
abordagemde
Descartes, o qual, aliás, fortemente influenciou o jovem Huygens. Sobre a metodologia cartesiana no estudo de fenômerns naturais,ver: DESCARTES, R. Prrncdpia Phibsophiae, ed.
c.
Adams e P. Tannery. Paris, J.vrin,
1965(Oeuwesde Descartes, v. 9-1),
III,
$43.Tiatado Sobre ø
Luz
7haver
obtido
sucesso3. Restaenfim
muito
a pesquisar em relação à natureza da luz, quenão
pretendo haver descoberto, e fìcareimuito
devedor àquele que possa suple-mentar aquilo que aqui me falta de conhecimento.La Haye, 8
dejaneiro
de 1690Transactions 8:6086-7, 1673). Todos atacaram e defenderam+e como puderam, mas o rezultado
final não
foi
o escla¡ecimento da natureza das cores, e sim um ce¡to desânimo, que, entle oufuosefeitos, afastou Newton do estudo da Física por vários anos. Por ter participado da discussão,
esperava-se
teoriaé
expressa
1690'24181L690
a Luzdifícil,
sob
quaisNewton, que vi no verão passado na Inglaterra, prometeu algo sobre isso, e me comunicou aþBmas
experiências muito belas das que havia feito". LEIBNIZ, Mathematische Schriften (nota 2), v. 2'
cartas
XIII
e XIV, p. 41. Veja-se também BLAY, M. Christiaan Huygens et les phénomènes de la8
Christiaan HuygansTabela dos assuntos contidos nesse tratado
&pítub
I
-
Sobre os raios que se prcpagam diretamenteQue a
luz
é produzidapor
certo movimento.Que nenhum corpo passa
do objeto
luminoso até nossosolhos.
.
.Que a
luz
se propaga esfericamente e demodo
semelhante ao som Que aluz
gastatempo
para se propagar.Experiência que parece
provar
que ela se propaga instantaneamente Experiência que prova que ela gasta tempo.Quão
maior
é sua velocidade emrelaçlo
ao som. Em quê a emanação daluz
dife¡e dado
som.Que não é
o
mesmomeio
que serve a uma e aooutro.
.Como se propaga
o
som. Como se propaga aIuz.
.Observação
particular
sobre a propagação daluz.
Por que os raios se propagam emlinha reta.
.Como a
luz,
proveniente de diversos lugares, se entrecruza sem impedimentoC,apítub
II
-
SobreareflexÍo
Demonstração
da
igualdadedos
ângulos de incidência e de reflexão Por queo
raio incidente e orefletido
estão em um mesmo plano,perpendicular à superfície refletora.
Que não é necessário que a superfície refletora seja perfeitamente
contínua,
para produzir a igualdade dos ângulos de incidência e de reflexão&pt:tulo
III
-
Sobre a reftøçõoQue os corpos podem ser transparentes sem que nenhuma matéria passe através deles. .
hova
que a matéria
etérea passa atravésdos
corpos diáfanos.Como
essa matéria que os atravessa ostorna
diáfanos.Que os corpos aparentemente mais sólidos são de uma constituição
muitorarefeita....
Que a luz se propaga mais lentamente no
interior
da água e do vidrodo
queno
ar.Tercei¡a hipótese para explicar a transparência e a redução de velocidade
aí
sofrida pela luz.Sobre
aquilo
que podetornar
opacos os corpos.Demonstração de por quê a refração observa a proporção conhecida dos senos.
.12
.t2
.t2
.13
.13.15
.16
.16
.17
.17
.18
))
.23
24 25)1
28.29
29 30.30
.30
3L3t
L 32Por que
o
raio incidente eo
desviado se produzem reciprocamente..
.
.
.Por que a reflexão
interior
de um prisma triangular de vidro se torna subitamente maisforte
quando aluz
nâ'o pode mais atravessá-lo.. . .
.Que os corpos que produzem maior refração fazem também a mais
forte
reflexão...
Demonstração de
um
teoremado
Sr. de Fermat.. .
.&pttulo IV
-
Sobre ørelraçlo
not
Que as emanações da
luz no
a¡nÍo
sÍio esférícæ.Como
por
isso alguns objetos parecem mais elevadosdo
queo
são.Como o Sol pode aparecer sobre o horizonte, antes de se haver elevado.
Que os raios de
luz
se tornam curvos no a¡ da atmosfera e que efeitos sãoproduzidos por
isso..
.Copítulo
V-
þbre
ø estmnht refração do cristal da Islândi¿ Que esse cristal também cresce em outros países.Quem sobre ele escreveu primeiro.
Descrição
do
cristal da Islândia: sua matéria,forma
e propriedades. Que eleposui
duas refrações diferentes.Que o raio perpendicular à superfície sofre aí refração e que raios inclinados à superfície passam sem
refraçio
Observação das refrações desse cristal.
Que há uma refração regular e uma irregular.
.
.
.O
modo
demedir
æ duæ refraçõesdo
cristal da Islândia.. . .
.Propriedade notável da
refraçio
irregular.flipótese
para explicar a dupla refração.Que
o
cristal de rocha tambémtem
uma dupla refração Hipótese de emanações de luz, nointerior
do cristal da Islândia,sob forma de esferóide, para a refração irregular. Como
um raio
perpendicular pode sofrer refraçãoComo a posição e a forma das emanações esferóides nesse cristal podem ser definidæ.
ExplicaSo
da
refraçãoirregular por
essas emanações esferóides.Modo fácil
de encontrar a refração irregular de cada raioincidente.
.
.
.Demonstração
do raio oblíquo
que passapelo
cristal sem ser desviado. .Outras irregularidades da refração explicadas.
Que um objeto colocado sob o cristal parece duplo, com duas imagens de diferentes alturas.
Por que a altura aparente de uma dessas imagens muda, ao mudar a
posição dos olhos acima
do
cristal.Trutado
þbre
aLuz
937 .
.47
..47
..47
..49
49 50 50 50 52 53 54 54 54 56 57 596l
63 65 36 37 37 42 42 43 44 69l0
Cltristinan HuYgmsesférica.
Nota sobre a linha curva côncavo esférico.
.
.Sobre diferentes cortes desse cristal que produzem ainda outras refrações
P¡ovas para confìrmÍìr essa conjetura'
Ciílculos que
foram
assumidos nessecapítulo'
'
'
'refraçEo
Regra geral e
fácil
para encontrar essas fìguras' Invençá'o das ovaisdo
Sr' Des Cartes paraaDióptrica
Como elefoi
capaz de encont¡ar essas linhas'Nlodo de encontrar a superfície de um
vidro
para a refração perfeita' quando aoutra
suPerfície é dada.Notã sobre o que ocorre aos raios na refraçaio de uma superfície
que se forma na reflexão de um espelho
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