CATEGORIA: EM ANDAMENTO
CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
ÁREA:
SUBÁREA: PSICOLOGIA
SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS
INSTITUIÇÃO:
AUTOR(ES): WELLINGTON GAZZOLA
AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): VIVIANE GALHANONE DA CUNHA DI DOMENICO
1 Ser é ser percebido. E então, para conhecer a si mesmo só é possível através dos olhos de outro. Do útero ao túmulo, estamos ligados uns aos outros. (CLOUD ATLAS, 2012)
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Tema: Redes Sociais e Solidão: a virtualização das relações interpessoais e o isolamento social. Projeto: Pesquisar sobre a solidão e como a evolução da tecnologia, proporcionando assim o
surgimento das redes sociais, ajudou a criar ora uma conexão, aproximando as pessoas, ora uma “ilusão” (substituição) de conexão, gerando, por vezes, o distanciamento das reais relações interpessoais; Portanto, compreender como as redes sociais estão potencializando os processos de interação ao mesmo tempo que virtualiza as relações com o outro.
Justificativa: De acordo com o IBGE, o Brasil possui cerca de 194 milhões de habitantes e 83,4
milhões possuem acesso à internet, sendo que mais de 85% desses internautas participam de redes sociais ou sites de relacionamentos, como eram chamados em 2005 (TELLES, 2011, p. 19). Essas redes têm como objetivo a reunião de pessoas que possuem algum interesse em comum, como por exemplo, o Facebook, criado por Mark Zuckerberg em 2003, que é um dos maiores exemplos de redes sociais da atualidade.
Algumas tecnologias alteram significadamente o modo como produzimos e trabalhamos as informações. Aprendemos, portanto, novas formas de adquirir conhecimento, de perceber, de representar e de agir no mundo. Com as redes sociais, aprendemos uma maneira diferente de interação social; uma maneira diferente de mantermos uma ligação, um contato, uma conexão com os indivíduos. Essa conexão é saudável até o momento em que não substitui as interações da vida real. Caso contrário, em um grau elevado, indivíduos podem ter uma dificuldade de interação social e de processar e expressar emoções, tornando-se mais distantes, perdendo o toque e a sensibilidade.
A solidão é uma condição psicológica causada por uma profunda sensação de vazio, ausência de contatos significativos, e pode ser percebida mesmo se o indivíduo estiver em um ambiente familiar, entre amigos, ou em um mundo virtual com 5 mil conexões. A questão é a qualidade dessas relações, e não a quantidade. Portanto, a partir do momento que existe uma alteração negativa no comportamento e no estilo de vida desse indivíduo, podendo provocar doenças, não apenas psíquicas, mas também físicas, é necessário uma intervenção.
A relação com o outro vai muito além de trocas de mensagens, vídeos e publicações. O contato com o outro é mais complexo: envolve um conjunto de percepções. Então, a constante
3 relação virtual pode causar uma falsa percepção e, dependendo do recurso utilizado, pode ser mascarada, tornando-se falsa.
Embasamento Teórico: A criança vai se transformando de ser biológico em um ser cultural
através das interações humanas; vai adquirindo singularidade na relação com o outro, se apresentando e se representando de diferentes modos; ser reconhecido pelo outro é ser construído em sujeito pelo outro. Esses e outros temas são abordados por Vigotsky (1991) para definir o Homem como um ser social formado dentro de um ambiente cultural historicamente definido, onde a constituição do sujeito se dá a partir das relações sociais.
John Cacioppo (2009), neurocientista social, compara a solidão com algo contagioso, que contamina as pessoas ao redor, afirmando que, quando sozinhas, tendem a interagir negativamente com outras que encontram. Quando se trata de redes sociais, Cacioppo defende que as pessoas solitárias as utilizam como substitutos, enquanto as não solitárias a utilizam como sinergia, aproximando as relações que já possuem.
Logo, a internet adquiriu um importante papel – o do virtual, simulando o real. Com o princípio que o Homem não vive isolado, a internet, mais especificadamente, as redes sociais, convidam os indivíduos a participarem de grupos, a serem integrantes e, dessa forma, sentem-se acolhidos. Essa conexão gera um vínculo, que gera cooperação.
Boss (1976) compara cada homem ao raio de sol, que, ao unir-se aos demais, forma a claridade do dia, pois juntos constituem a abertura na qual o mundo se desvela, condição para que qualquer coisa seja.
A partir desta perspectiva, pretende entender um paradoxo que considera central na modernidade, o da proximidade geográfica entre os homens e seu distanciamento existencial. Embora aproximados pelos meios técnicos de transporte e comunicação, os homens sentem-se cada vez mais isolados, estranhos entre si.
Método: Pesquisas em livros e artigos eletrônicos relacionados à mídias e redes sociais,
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Cronograma:
Orçamento: R$ 241,00
ATIVIDADE MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO
Revisão final da proposta, preenchimento da ficha de inscrição e assinatura do orientador 21 Entrega da ficha de inscrição (Projeto de
Pesquisa) devidamente assinada na secretaria do curso de Psicologia
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Deadline – Divulgação dos projetos
selecionados pela reitoria 26
Início das pesquisas 2
Coleta de dados: Leitura da Bibliografia e
Fichamento X X X X X
Elaboração do Relatório Parcial (RP) 24 a 31
Revisão do Texto + Aprovação do RP 1
Entrega do RP 5
Elaboração do Relatório Final (RF) 2 a 11
Revisão do Texto + Aprovação do RF 12
Redação Definitiva 13 a 18
Revsão do Texto + Aprovação da RD 19
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Bibliografia a ser consultada:
BOSS, M. Solidão e comunidade. Revista da Associação Brasileira de Daseinsanalyse, São Paulo, n. 2, p. 25-45, 1976.
CACIOPPO, J. Loneliness: Human Nature and the Need for Social Connection. New York, Pb. W. W. Norton & Company, 2009.
LANIER, J. You Are not a Gadget: A Manifesto. London, Pb. Allen Lane, 2010.
MELLO, E.F.F..; TEIXEIRA, A.C.; A interação social descrita por Vigotsky e a sua possível ligação com a aprendizagem colaboradorativa através das tecnologias de rede. (2012). Acessado em 20 de Março, 2013. Disponível em
http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/6/871
Mídia e Psicologia. (2009). Produção de subjetividade e coletividade. Brasília, CFP.
ROSA, P.R.S. A teoria de Vigotsky. Acessado em 20 de Março, 2013. Disponível em
http://www.dfi.ccet.ufms.br/prrosa/Pedagogia/Capitulo_5.pdf
SA, R.N.; MATTAR, C.M.; RODRIGUES, J.T. Solidão e relações afetivas na era da técnica. (2006). Acessado em 20 de Março, 2013. Disponível em
6 TELLES, A. A Revolução das Mídias Sociais. Ed. M. Books, 2011.
TURKLE, S. Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other. New York, Pb. Basic Book, 2011.
VYGOTSKI L.S. A formação social da mente. São Paulo, Ed. Martins Fontes, 1991.
WACHOWSKI, A. (diretor); WACHOWSKI, L. (diretor); TYKWER, T (diretor). (2012) A Viagem [DVD]. EUA: Warner Bros Pictures.
WOLTON, D. Internet, e depois? Uma Teoria Crítica das Novas Mídias. Ed. Sulina, 2003.
Dados secundários, estatísticas e informações sobre a internet no Brasil. Acessado em 20 de Março, 2013. Disponível em http://www.secundados.com.br/
Instituto Brasileiro de Geogradia e Estatística. Acessado em 20 de Março, 2013. Disponível em