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TQM E SEIS SIGMA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA

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TQM E SEIS SIGMA: UMA ANÁLISE COMPARATIVA

Cintía Mayra Lacerda dos Santos1

Leidiane da Silva¹ Lucas Fernandes Vilela do Amaral1 Maria do Carmo Las Casas¹ Jane Márcia Amorim²

RESUMO

A competitividade e a sobrevivência das empresas é de suma importância para que cada vez mais as organizações tenha sucesso, para isso a implantação de ferramentas que buscam a qualidade pode ser um diferencial e uma vantagem na busca pela sobrevivência no mercado. O artigo mostra um estudo comparativo entre a TQM (Gestão da Qualidade Total) e o Seis Sigma, realizado por meio de um estudo bibliográfico dos seus respectivos e principais conceitos e autores, considerando seus objetivos, foco, vantagens e desvantagens e suas principais barreiras para implantação. Busca-se então analisar os pontos convergentes e divergentes, assim como verificar a possibilidade de trabalhar estas iniciativas conjuntamente para mostrar a importância desses programas para o sucesso das organizações.

PALAVRAS-CHAVES: Gestão da Qualidade Total (TQM), Seis Sigma,

Competitividade

ABSTRACT

The competitiveness and corporate survival is paramount that organizations increasingly successful, so that the deployment of tools that seek quality can make a difference and an advantage in the quest for survival in the market. The article shows a comparative study between the TQM (Total Quality Management) and Six Sigma,

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Alunos do Curso de graduação em Administração ² Orientador (a) Mestre em Adiministração

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conducted through a bibliographical study of their respective authors and main concepts and considering your goals, focus, advantages and disadvantages and the main barriers to deployment. The aim is then to analyze the convergent and divergent, as well as verify the possibility of these initiatives work together to show the importance of these programs to the success of organization.

KEYWORDS: Total Quality Management (TQM), Six Sigma, Competitiveness

1 INTRODUÇÃO

A partir dos anos 90 o processo de globalização e o avanço da tecnologia provocaram uma grande busca por se manter em um mercado extremamente competitivo, e alcançar novas tecnologias. De acordo com Calarge (2001 p. 39) “ competitividade baseia-se na ánalise de como uma empresa direciona seus recursos para criar uma vantagem competitiva sustentável em ambientes competitivos”.

A competitividade e a sobrevivência das organizações estão ligadas a sua gestão de qualidade. Nesse cenário, a competitividade das empresas está direta e indiretamente relacionada com a eficiência dos processos produtivos e decisórios, como também pelo efeito acompanhado de adequações as novas exigências de mercado. De acordo com Paladini, (1994 p.13) a necessidade pela qualidade de produtos e serviços, decorrentes quase sempre do aumento de concorrências de variadas naturezas motivou transformação radical no cenário. Neste ambiente de mudanças e riscos as empresas reestruturam seus processos gerenciais e suas metas estratégicas são cuidadosamente planejadas, orçadas e controladas e acompanhadas.

O presente trabalho tem por objetivo apresentar os conceitos da TQM e do Seis Sigma identificando suas vantagens e desvantagens, compreendendo cada um dos modelos, fazendo um estudo baseado em literaturas e atendendo as metodologias que serão ultilizada sendo elas a pesquisa bibliográfica e explicativa e assim identificar possíveis benefícios em sua aplicação.

O estudo proposto tem grande relevância na medida em que esses modelos apresentaram grandes benefícios às organizações que os implantaram, reduzindo seus custos, aumentando sua lucratividade, melhoria contínua, variabilidade de seus

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processos.

De acordo com autor “programas de qualidade tem sido considerado por muitos como um paradigma gerencial que possibilita á empresa obter melhorias contínuas” (CALARGE, 2011, p.91).

Apresentar qual a contribuição da TQM e do Seis Sigma para o sucesso das organizações é de suma importância. Porque nesse ambiente de alta competitividade, utilizar as ferramentas como as da TQM e dos Seis Sigma pode ser uma grande estratégia dessas empresas.

E apresentar a contribuição de cada uma delas para os negócios e fazendo uma comparação entre os modelos, podendo com isso permitir as empresas tomar a decisão de qual melhor modelo a ser utilizado.

2 QUALIDADE

O assunto de qualidade teve sempre teve grande repercussão no Brasil e no mundo, e hoje não existem revistas e artigos que não mencionem a qualidade em seus processos e serviços. Muitos empresários se dedicam a ler e estudar sobre o assunto e sobre os métodos, mais o que muito se nota é que a qualidade é muito conhecida mais pouco aplicada e colocada em prática em muitas empresas.

De acordo com Costa Neto (2010 p.100) a evolução dos processos de produção para sistemas de processos de produção associadas a frequência e a rapidez, ao atendimento as necessidades do cliente e a forma como acontecem , constitui o desafio permanente para os gestores em criar e inovar observar a concorrência e estabelecer mecanismos administrativos que deem sustentabilidade aos negócios e que exige um contínuo estado de prontidão dos administradores.

Para Marshall (2012, p. 20) a qualidade é um conceito espontâneo e intrínseco a qualquer situação, no entanto sua interpretação e adequação de técnicas e metodologias devem ser adaptadas ao tipo de produto que será analisado: processos, requisitos técnicos, serviços ou atendimentos, design de um produto ou concepção.

Difundida a partir dos anos 30 em uma empresa de telefonia por Walter A. Shewart, que após uma analise de dados e gráficos relativos ao controle de

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produção da empresa chegaram a conclusão que seria necessária a prevenção e controle de produtos defeituosos a fim de produzi-los com qualidade.

Diante disto podemos também definir mais facilmente o que é qualidade. No contexto do que foi dito acima, um produto ou serviço de qualidade é aquele que atende perfeitamente, de forma confiável, de forma saudável , de forma e no tempo certo ás necessidades do cliente (CAMPOS; 1992; p.2).

Segundo Juran (1990,p.16) a palavra qualidade tem vários significados. Mas para os administradores só é possível obter uma resposta coerente que realmente traduza corretamente a palavra "Qualidade quanto mais você usa um produto mais você percebe aonde aquele produto deve ser melhorado”.

A qualidade está muito relacionada ao que as empresas devem possuir para se manter competitivas dentro do mercado em que atuam conceito em constante evolução a qualidade sofre algumas mudanças que alteraram sua ação dentro da cultura organizacional das empresas. De acordo com Calarge (2001, p.59) mudanças que sairam da abordagem tradicional que consistia em apenas conhecer os conceitos de qualidade e passou a ter um “foco na abordagem na gestão dos conceitos de qualidade que seriam ou ja estavam sendo implementados dentro das empresas”.

De acordo com os autor Juran (1990, p.16) "chegar a um acordo sobre o que se entende por qualidade não é simples”. Conforme Marshall (2012, p20) “qualidade não e algo novo, no entanto ela surgiu como uma força maior devido ao uso de técnicas e métodos que devem ser ajustados ao tipo de processo ou serviço que estamos elaborando”. Antes eram separados os produtos com defeito pelo próprio artesão. Hoje não se usa mais devido a grande quantidade produzida, qualidade tornou-se algo indispensável para o sucesso estratégico de qualquer organização em função das exigências dos clientes.

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Para Campos (1992, p.13) A Qualidade Total é um sistema administrativo aperfeiçoado no Japão, a partir de idéias americanas ali introduzidas após a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com (Rebelato 2005 p. 107 apud OAKLAND 1994), o TQM é uma abordagem para melhorar a competitividade, a eficácia e a flexibilidade da organização. É uma maneira de planejar, organizar e compreender cada atividade, e depende de cada individuo em cada nível.

A TQM com seus milhares de terminologias ampliou sua participação dentro do ambiente organizacional das empresas. Todos os departamentos passaram a ter uma importância enorme para o sucesso das organizações. Enquanto lideranças assumiram a direção dos programas de qualidade e a total integração das áreas promovendo uma sinergia entre as áreas de competência dentro das organizações visando assim a disseminação do conceito de qualidade das organizações.

Para Rebelato (2005 p. 107 apud Samuel 1999), o TQM fornece um conceito geral que adota a melhoria contínua na organização. A filosofia TQM contém uma sistemática integrada, consistente na perspectiva da organização inteira, envolvendo todas as pessoas e todas as coisas.

A TQM teve seu maior marco histórico em meados dos anos 50 quando Armand Feigenbaum desenvolveu principio do que na época veio a ser chamado de “Controle da qualidade Total”, que tinha como principal argumento que produtos de alta qualidade eram impossíveis de ser produzidos se a produção não fosse forçada a trabalhar sistema que mais tarde iria ficar conhecido também pelas siglas TQC e TQM.

O TQC e TQM é baseado em elementos de várias fontes: emprega método cartesiano, aproveita muito do trabalho de Taylor , utiliza o controle estatístico de processos , cujos fundamentos foram lançados por Shewart , adota os conceitos sobre o comportamento humano lançado por Maslow , e aproveita todo conhecimento ocidental sobre a qualidade principalmente o trabalho de Juran.(CAMPOS.1992, p. 13).

A TQM apresenta alguns princípios que são eles:

 Produzir e fornecer produtos de qualidade a fim de atender todas as necessidades dos clientes diretamente;

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 Garantir a sobrevivência da empresa com lucro contínuo, ou seja, aquele que se mantém sempre na mesma forma;

 Identificar o problema de maior relevância e buscar solucioná-lo o mais rapidamente possível;

 Tomar decisão com base em dados efetivos a fim de evitar os erros e decisões erradas;

 Gerenciar a empresa em todo o processo e não sem prender apenas me resultados;

 Reduzir as dispersões;

 Respeito integral aos empregados e colaboradores.

De acordo com (Paladini, 2010, p. 36 apud Juran,1991) Juran define a Gestão da Qualidade Total como a extensão do planejamento dos negócios da empresa que inclui o planejamento da qualidade

De acordo com Paladini (2010, p. 37) “os objetivos da TQM podem ser descritos como desenvolvimento do planejamento estratégico da qualidade”.

Tabela 1 - Ciclo PDCA

Planejar Determinar analítica e quantitativamente os problemas principais em um processo ou atividade e como poderis ser solucuinados

Executar Implementar o plano

Verificar Confirmar quantitativamente e analiticamente que o plano funciona e resulta em melhor desempenho

Atuar Modificar o processo anterior, documentar o processo e revisá-lo Fonte : (CAMPOS,1992,p.42)

De acordo com Campos (1992, p.211) existem ferramentas importantes para a implementação da TQM dentro das empresas, algumas ferramentas dessas ultlizadas pelo Seis Sigma, abaixo as principais ferramentas:

 Folha de Verificação (coleta de dados).

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 Diagrama de Pareto (identificação dos poucos essenciais).

 Histograma (gráfico de barras para distribuição de frequências)

 Diagrama de Causa e Efeito (análise gráfica – Espinha de Peixe ou Gráfico de Ishikawa).

 Gráfico de Controle (controla os limites das especificações previstas)

 Diagrama de Dispersão (análise da relação entre duas variáveis)

4 SEIS SIGMA

Para (Rebelato, 2005, p.108 apud Revere, 2004), afirma que o Seis Sigma começou em 1980 como um plano da Empresa Motorola para melhoria da qualidade. Ele foi criado para acelerar a média de mudança no mercado competitivo por meio da redução de defeitos. A proposta tem, desde então, crescido e tem sido adotada por muitas companhias da classe mundial.

Outra definição de Seis Sigma é que constitui uma meta de quase perfeição no atendimento de exigências de clientes . Isto também é correto, na verdade, o próprio termo “Seis Sigma” refere-se a um alvo de desempenho estatisticamente derivado, de operar com apenas 3,4 defeitos para cada milhão de oportunidade. É uma meta que poucas empresas ou processos podem dizer ter alcançados. (PANDE. 2010,p. 07).

Para Panazzo (2009, p.4), “Sigma é uma letra grega ultilizada pela estatística para medir o desvio-padrão de uma população”. Em qualidade, o sigma é uma medida de variabilidade usada para indicar quanto dos dados insere-se no requisito do cliente . Quanto maior o sigma do processo melhores os produtos e serviços ou menor o número de defeitos.

De acordo com (Marshall, 2012, p.87), o conceito do Seis Sigma não é totalmente novo, combina algumas das melhores ferramentas apresentadas neste livro com rupturas no pensamento gerencial. A origem de seus princípios está fundamentada nas ideias de Shewhart, Deming e Juran, entre outros.

Segundo (Panazzo, 2009, p.4 apud, Harry, 1998) considerado o “pai” do 6-Sigma, foi um dos membros integrantes do grupo original da Motorola que desenvolveu o conceito desta metodologia, diz que: “Seis Sigma é uma metodologia

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para a melhoria de processos que faz com que se atinjam níveis de defeitos da ordem de 3,4 partes por milhão, para as características criticas de qualidade ou CTQs (Características Criticas da Qualidade)”.

De acordo com Rotondaro (2010, p.18), Seis Sigma é uma filosofia de trabalho para maximizar e manter o sucesso comercial por meio da compreensão das necessidades do cliente (internas e externas). É um conceito que concentra no cliente e no produto.

O mercado hoje está cada vez mais competitivo, as organizações estão visando novas estratégias para sustentarem suas vendas e seus lucros.

De acordo com (Panazzo,2009, p.10 apud, HARRY, 1998) o programa Seis Sigma tem se mostrado entre as empresas como uma campanha agressiva para aumentar a lucratividade, aumentar a participação no mercado e melhorar a satisfação do cliente. O Seis Sigma é um projeto empresarial que tem como função abranger melhorias, renovar processos negociais, buscando atingir o mínimo de erros possíveis dentro de uma empresa, facilitando assim o desenvolvimento de uma serie de benefícios para ela.

O Seis Sigma traduz os esforços de melhoria das organizações na meta especifica de reduzir defeitos para próximo de zero, ele usa o ciclo Shewhart modificado (PDCA) como estratégia de ruptura, ele define e mede as necessidades as necessidades dos clientes, calcular o numero de defeitos nos processos e nas saídas, que são: Definir, medir, analisar, melhorar e controlar, ver os pequenos erros e falhas existentes no processo produtivo e elaborar projetos de melhorias para aquele erro. (MARSHALL,2012, p.87)

De acordo com Pande (2010, p.7), eles constituem uma meta de quase perfeição no atendimento de exigências de clientes, refere-se a um alvo de desempenho estatisticamente derivado de operar com apenas 3,4 defeitos para cada milhão de atividades ou oportunidades.

De acordo com Maximiano (2012, p. 454) diversas empresas adotaram o modelo de excelência Seis Sigma da Motorola, tais como GE, Boeing, Dupont, Toshiba, IBM e muitas outras. Todas essas empresas vieram a relatar resultados extremamente satisfatórios com o uso do Seis Sigma.

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4.1 Objetivos dos Seis Sigma

De acordo com Marshall (2012, p.88), entre os principais objetivos do programa Seis Sigma identificamos:

 Reduzir o desperdício;

 Reduzir o numero de defeitos, falha e erros;

 Reduzir a variabilidade dos processos;

 Melhorar os produtos;

 Diminuir o tempo de ciclo;

 Otimizar os estoques;

 Obter custos mais baixos;

 Melhorar a qualidade;

 Satisfazer os clientes;

 Aumentar a lucratividade.

Já para Pande (2010, p.98), há “três níveis amplos de objetivos – transformação do negócio, melhoria estratégica e solução de problemas – com base na escala do impacto que você quer fazer na organização”.

4.2 Benefícios da aplicação do Seis Sigma

Para (Andrietta, 2006, p.03 apud Arnheiter & Maleyeff, 2005; Young, 2001), entre os principais benefícios da aplicação do programa Seis Sigma dentro das organizações pode-se destacar: a busca da melhoria contínua dos processos; a conquista da satisfação dos clientes através da melhor compreensão dos requisitos exigidos; pleno entendimento das entradas críticas dos processos necessárias para responder as alterações nas exigências e especificações definidas; aprimoramento da qualidade; ganhos no fluxo do processo; aumento da produtividade; redução de tempos de ciclo; aumento da capacidade produtiva e da confiabilidade dos produtos;

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redução dos defeitos, dos custos e dos desperdícios; a eliminação de atividades que não agregam valor ao processo e a maximização dos lucros.

4.3 Método Seis Sigma

De acordo com Marshall (2012, p.88) “o Seis Sigma é uma metodologia que contribui para a melhoria da qualidade de forma disciplinada, mostra, qual a melhor estratégia e ferramentas que devem ser usadas para a busca da qualidade do processo. Pode ser aplicada a qualquer tipo de processo, qualquer área como finanças, RH, vendas, produção, logística pode utilizar a metodologia para melhorar os seus processos.”.

Segundo (Panazzo, 2009, p.10 apud, HARRY, 1998) a metodologia para processo de Seis Sigma tem como uma de suas principais característica a forte estruturação, sequência e uso das ferramentas apropriadas em cada etapa, o que também garante uma forte taxa de sucesso nos projetos quando seguidas.

Para Rotondaro (2010, p.18) Seis Sigma é uma metodologia estruturada que incrementa a qualidade por meio da melhoria continua dos processos envolvidos na produção de um bem ou serviço, levando em conta todos os aspectos importantes de um negocio. O objetivo dos Seis Sigma é conseguir a excelência da competitividade pela melhoria continua dos processos.

É uma metodologia complexa que busca um resultado mais aperfeiçoado de seus problemas para atender seus objetivos.

Seis Sigma é uma metodologia rigorosa que utiliza ferramentas e métodos estatísticos para definir os problemas e situações a melhorar, medir para obter a informação e os dados, analisar a informação coletada, incorporar e empreender melhorias nos processos e, finalmente, controlar os processos ou produtos existentes, com a finalidade de alcançar etapas ótimas, e que gera por sua vez gerará um ciclo de melhoria continua (RODONTARO. 2010, p.18).

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Tabela 2 - Doze passos do processo Seis Sigma

FASE PASSO

DEFINIR E MEDIR

1. Selecionar produtos ou processos críticos para característica de qualidade

2. Definir o desempenho padrão 3. Validar o Sistema de medição

4. Estabelecer a capacidade do processo

ANALISAR

5. Definir os objetivos de melhoria 6. Identificar as fontes de variação

7. Classificar causas potenciais para mudança e identificar as únicas vitais

MELHORAR

8. Descobrir o relacionamento variável entre os poucos vitais

9. Estabelecer tolerâncias de operação nos poucos vitais 10. Validar o sistema de medição para poucos vitais

CONTROLE

11. Determinar habilidade para controlar os poucos vitais 12. Implementar o sistema controle de processo nos poucos vitais

Fonte : (REBELATO, 2005, p.109)

Tabela 3 - Métodos e ferramentas essenciais do Seis Sigma PROGRAMA SEIS SIGMA

SEIS SIGMA

Planejamento de experimentos

Provas de significância estatística

Controle estatístico de processo

Analise de modos e efeitos

Dispositivos a prova de falha

Desdobramentos da função de qualidade

Fonte :( PANDE, 2010, p.15)

Segundo Ruthes (2006, p. 178) no Seis Sigma o objetivo é estreitar ou reduzir a variação até que os seis desvios-padrão (Seis Sigma) possam ser comprimidos dentro dos limites de especificações do cliente. As medidas Seis Sigma não são estáticas, é necessário ter a consciência de modificar quando as necessidades dos clientes mudam.

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Tabela 1 - Escala Seis Sigmas

Taxa de Acerto Taxa de erro Defeito por milhão de

oportunidades (DPMO) Escala Sigma 30,9% 69,1% 691,462 1,0 69,1% 30,9% 308,538 2,0 93,3% 6,7% 66.807 3,0 88,38% 0,62% 6,210 4,0 99,977% 0,023% 233 5,0 99,99966% 0,00034% 3,4 6,0 Fonte :( PANDE, 2010, p.410)

5 COMPARATIVO ENTRE OS MODELOS

Após a descrição detalhada dos principais conceitos que envolvem cada um dos modelos considerados nesta pesquisa, torna-se possível a identificação de algumas características convergentes e divergentes que existem entre ambos.

De acordo com Rebelato (2005, p.111) O Seis Sigma contêm diretrizes muito próximas às do TQM. Porém, devido à grande necessidade da utilização de ferramentas estatísticas complexas, e métodos de avaliação o Seis Sigma pode se tornar excessivamente caro.

Para Ruthes (2006, p.5) a ação de um programa Seis Sigma está nos processos, como projetos de produtos e serviços, medidas de desempenho, melhoria na eficiência e da satisfação dos clientes.

De acordo com Pyzdek (2003, p. 2) o Seis Sigma emprega algumas técnicas do TQM, e ambas as ferramentas enfatizam que a melhoria contínua da qualidade é essencial.

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Tabela 4 - Comparativo entre os modelos :

TOTAL QUALITY MANAGEMENT (TQM) SEIS SIGMA

Objetivo : melhoria contínua Objetivo: reduzir a variabilidade dos processos

Foco: Satisfação do cliente interno e externo, compromisso da gestão, treinamento e educação do

empregado.

Foco: na prevenção de defeitos, na redução dos tempos de ciclo e na economia de custos. Barreiras para Implantação:

Falta de envolvimento e comprometimento da direção; Mudança cultural;

Entendimento muito limitado da qualidade;

Outros interesses que não de qualidade; Políticas organizacionais

Cinismo;

Estrutura organizacional;

Falta de treinamento e educação dos empregados

Barreiras para Implantação:

Falta de envolvimento e comprometimento da direção; Mudança cultural;

Infra-estrutura da organização; Treinamento;

Habilidades de gerenciamento de projeto,

Priorização e seleção de projetos, análise e rastreabilidade;

Compreensão da iniciativa Seis Sigma, ferramentas e técnicas;

Integração entre Seis Sigma e a estratégia de negócios;

Integração entre Seis Sigma e cliente; Integração Seis Sigma e recursos humanos; Integração Seis Sigma e fornecedores.; Custo e tempo gasto na implantação;

Considerar o método como uma série de projetos, Pois é um grave erro entender o Seis Sigma como um projeto.

Fonte : (REBELATO, 2005, p.112)

Tabela 5 : Vantagens e Desvantagens da TQM e do Seis Sigma

Total Quality Management

(TQM) Seis Sigma

Vantagens Desvantagens Vantagens Desvantagens

Torna a organização mais competitiva e viável; Impulsionando mudança e melhoria; Pode proporcionar lucratividade, redução de custos, criatividade e inovação, accountability e um ambiente de trabalho mais agradável; Melhora a sinergia organizacional;

Remove atividades não produtiva; Maior confiança no sistema de comunicação; Aumento no lucro; Aumento da participação no mercado; Aumento de produtividade; Redução de defeitos; Redução do custo para alcançar a qualidade.

Não possui critérios de medição;

Não possui uma meta clara; Demora em atingir o resultado esperado; Necessita de grande mudança cultural; Necessita desenvolvimento de todos os empregados da organização. Melhoria na satisfação do empregado; Redução do tempo de ciclo e variação; Melhoria na segurança do local de trabalho e saúde; Medição da acuracidade e Constância; Melhoria contínua do processo; Melhoria da capacidade de processo e rendimentos; Defesa em competição; Ganho de mercado; Melhoria dos resultados operacionais; Retorno de investimentos; Redução de custo o produto; Necessita de grande conhecimento de estatística; Uso de ferramentas complexas;

Alto custo de implantação;

Limitado a poucas

pessoas;

Não promove a integração

das pessoas na

organização.

Fonte : (REBELATO,2005,p. 113)

Para Ruthes (2009, p. 176) o TQM está fundamentado no aprimoramento continuo, sendo considerada uma jornada em que nunca se atinge o alvo, pois ele

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está sempre à frente, ou seja, quando atinge certo patamar, busca-se outro mais adiante.

Ainda para Ruthes (2009, p.176) o programa Seis Sigma procura buscar a perfeição na resolução de projetos. Com alvos bem definidos, onde se sabe quando os objetivos foram alcançados.

Muitos dos conceitos do Seis Sigma encontram-se no programa TQM : sendo eles disciplina no desenvolvimento de projetos , analise de dados e ferramentas estatísticas , foco na satisfação do cliente , ênfase em projeto confiável , aplicação em toda empresa , busca zero de defeitos , ultilização de auditorias, uso de especialistas e importância de treinamentos. (FRANCISCHINI, 2001, p.7)

De acordo com Rebelato (2005, p.114) o TQM e o Seis Sigma podem ser implementados em conjunto, pois utilizam as mesmas técnicas ultlilizando o PDCA e o DMAIC, e nem sempre ultilizam as mesmas ferramentas estatísticas.

Já para empresas que já possuem TQM, trabalhar com o Seis Sigma fica muito mais fácil por já haver uma cultura de qualidade.

O TQM e o Seis Sigma se aproximam, pois usam técnicas semelhantes, envolvem os empregados, buscam a melhoria contínua dos processos e dependem do envolvimento da alta direção para ter sucesso.

O TQM e o Seis Sigma apesar de não serem idênticos em termos de objetivos, foco, vantagens e desvantagens, também não são conflitantes.

Dessa forma é perfeitamente possível trabalhar com eles conjuntamente, aproveitando as características que são semelhantes e utilizando as características diferentes para reforçar as lacunas existentes.

Cada uma das iniciativas estudadas tem seu potencial e pode ajudar a organização a se tornar mais competitiva e nenhuma pode substituir a outra já que elas apresentam características e objetivos diferentes. Seja para qualquer das iniciativas, um programa de treinamento e conscientização será necessária.(REBELATO, 2005,p.114)

De acordo com Rebelato (2005, p.114), seja para qualquer das iniciativas, um programa de treinamento e conscientização será necessário, muito embora para o Seis Sigma a literatura ressalte uma maior necessidade de preparação, devido ao amplo uso de ferramentas estatísticas.

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Independentemente da iniciativa a ser aplicada, é necessário que haja dedicação, comprometimento de toda organização, participação da alta gerência, treinamento, trabalho em equipe, para que a organização seja bem sucedida no processo de implantação de qualquer uma das iniciativas isoladas ou em conjunto (Rebelato. 2005, p.114).

Segundo Rebelato (2005, p.113 apud Antony e Banuelas 2002), uma pesquisa realizada com empresas mundiais apresentou o seguinte resultado: 71 % das companhias implementaram TQM e apenas 14% não apresentaram nenhum programa de qualidade. Mais que 50% das companhias têm iniciativas Seis Sigma e estão trabalhando com três ou mais níveis de sigma.

A pesquisa também revela que 31% das empresas pesquisadas trabalham com as iniciativas TQM, Seis Sigma conjuntamente. Cada iniciativa possui vantagens e desvantagens. Assim, uma pode compensar a outra. Nenhuma das iniciativas prejudica a implantação da outra, elas sempre se complementam em um processo de fortalecimento.

De acordo com Rebelato (2005, p.114) Cada uma das iniciativas estudadas tem seu potencial e pode ajudar a organização a se tornar mais competitiva, nenhuma pode substituir a outra já que elas apresentam características e objetivos diferentes.

6 CONCLUSÃO

A análise desses dois modelos permite afirmar que a Total Quality Management (TQM) e os Seis Sigma apresentam conceitos basicamente semelhantes.

De acordo com Francischini (2001, p.7) Muitos dos conceitos do Seis Sigma encontram-se no programa TQM: sendo eles disciplina no desenvolvimento de projetos, analise de dados, foco na satisfação do cliente, ênfase em projeto confiável, aplicação em toda empresa, busca zero de defeitos, ultilização de auditorias, uso de especialistas e importãncia de treinamentos.

Cada modelo apresenta suas peculiaridades individuais que tornam as empresas mais competitivas, aumentando seus lucros, diminuindo os custos e

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aumentando a participação de mercado, não sendo possível sua substituição dentro das organizações, pois apresentam objetivos e caractéristicas e ferramantas estatísticas diferentes.

Conclui-se que com esse estudo foi possível fazer a comparação entre os programas escolhidos, e também apresentar qual modelo traz mais benefícios às empresas em sua aplicação, sendo elas trabalhadas em conjunto ou não, uma vez que possuem muitos pontos semelhantes, sendo que a diferença é seus objetivos e focos e algumas ferramentas de aplicação que é um grande diferencial competitivo. Sendo o que em levantamentos bibliográficos não se chegou à conclusão de qual programa é mais eficiente dentro das empresas. O assunto proposto permite estudos em trabalhos futuros, procurando inovar e buscar novas formas de implementação de programas de melhoria de qualidade.

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