VOLEIBOL HISTÓRICO
Em 1895, na cidade de Massachussets - EUA, o professor William Morgan, criou um esporte chamado Minonete ou Mintonete, mas que em pouco tempo mudou para Volley-ball.
A primeira quadra e as primeiras regras bada tem a ver com as atuais, porem veio para suprir as necessidades de um esporte que não houvesse contato e que pidesse ser praticaso em locais fechados em função do rigor do clima.
Este esporte se difundiu da América do Norte para a Europa, durante a 1ª Guerra Mundial e para a América do Sul por volta de 1910 nas missões especializadas em educação primária. A chegada do esporte no Brasil há uma certa
divergencia entre 1915 ou 1916.
No ano de 1947, foi criada a FIVB em Paris com a participação do Brasil. A CSV fundada em 1954 e a CBV desvinculada a CBD em 1954.
o primeiro campeonato brasileiro, masculino e feminino, foi realizado em 1942, o primeiro sul-americano em 1951 no RJ. Em 1949, o Brasil tem a sua primeira participação em no Mundial, somente no masculino e em 1964 a primeira participação Olímpica do volleyball onde novamente o Brasil só participou no masculino.
Até a década de 70, o Brasil mantinha hegemonia somente no cenário sul-americano, sem grandes feitos internacionalmente.
Com um projeto de incluía a organização de cursos para a formação de treinadores, ministrados por professores da FIVB, houve um maior intercambio de seleções e clubes com as potências mundiais da época, visitando o Brasil e trazendo maior interesse das mídias e das pessoas pelo esporte, fazendo com que apresentassemos um resultado melhor internacionalmente. O resultado destes investimentos já apareceu no Mundial de 82, na Argentina, e na Olímpiada de Los Angeles em 84, conquista da medalha de prata e posteriormente em 92 a conquista do ouro em Barcelona.
A partir daí, o Brasil obteve consecultivas conquistas tanto no masculino como no feminino.
A CBV hoje, mantém um "Centro de excelencia" em Saquarema no RJ, onde proporciona estrutua de treinamento e acomodação para as seleões de todas as categorias, de ambos os naipes e para o volei de praia. Assim, o volei Brasileiro mantém-se como melhor do mundo por alguns anos consecultivos.
ESPORTE COMO INSTRUMENTO DA EDUCAÇÃO
O esporte pode ser utilizado na educação como forma de agregar valores como solidariedade, sociabilização, companheirismo, respeito, etc... Neste caso deve ser centrado mais em formas que privilegiem a cooperação.
Algumas caracteristicas possibilitam que o voleibol seja utilizado como atividade adequada para a educação, como por exemplo, a não retenção da bola, a participação alternada dos jogadores, a obrigatoriedade do rodízio, o não contato físico durante o jogo, ser uma tividade intermitente e possuir regras passíveis de serem adaptadas.
IDADE IDEAL PARA INÍCIO DA PRÁTICA DO VOLEIBOL
O início poderá prolongar a performance e a prática da modalidade desde que se obedeça alguns padrões físicos, psicológicos e psíquicos.
No geral, podemos notar que o ápice do desenvolvimento dos três fatores é coincidente a melhor performance e localiza-se em torno dos 26 anos.
Podemos concluir que procurar a idade ideal para o início da prática do voleibol competitivo é falar de prontidão motora, cognitiva e emocional. Se considerarmos que a competição só poderá existir após dominio das habilidades motoras fundamentais, portanto só será praticado após os 12 à 14 anos, pórém pode-se utilizar o voleibol como instrumento pedagógico nas aulas de Educação Física, adaptando-se aos estágios do desenvolvimento motor de cada faixa etária, e assim praticando-se em torno de 8 a 10 anos, idade com total condições de pegar e lançar.
MINI-VOLEIBOL – Metodologia para o aprendizado do voleibol e não um jogo adaptado.
ETAPA FAIXA
ETÁRIA JOGOS TÁTICA TÉCNICA PREPARAÇÃO FÍSICA
1ª - Base 8 – 10
Pequenos jogos. Bola por cima da
rede – 1 x 1 Cooperação e antecipação. Movimento na direção da bola. Regras básicas Segurar a bola. Arremessar a bola. Passe de toque Postura, movimentos na direção da bola. Velocidade de reação e agilidade, força. 2ª – Preparação para o mini-voleibol 9 – 11 Pequenos jogos. Bola por cima da
rede – 2 x 2
Cooperação, observar o adversário. Antecipação da bola. Regras básicas
Segurar, passe de manchete. Passe de
toque: recepção, levantamento, ataque e
passe. Jogar: saque por baixo.
Movimento rápido do Voleibol, para frente,
lateral e para trás. Agilidade, queda e rolamentos. Salto: força
e velocidade 3ª – Introdução ao mini-voleibol 11 – 12 Pequenos jogos: mini-voleibol - 3 x 3
Uso da tática dos fundamentos. Tática básica de equipe. Regras do Mini-voleibol Passe de manchete e recepção de saque: defesa da cortada. Passe de toque, recepção, levantamento e ataque.
Saque tipo tênis e cortada.
Mergulho, velocidade de reação, agilidade, flexibilidade e força.
Salto com corrida
4ª – Aperfeiçoame nto no mini-voleibol 12 – 13 Mini-Voleibol – 4 x 4 Tática individual. Formação de equipes de meninos e meninas separadamente. Abordagem do sistema de ataque e defesa. Bloqueio, cortada, colocada difícil, saque
colocado
Queda com rolamento e mergulho. Velocidade de reação, agilidade, flexibilidade, força e resistência 5ª – Transição para o voleibol 13 – 14 Diversos jogos com bola – vôlei
6 x 6 Formação de equipes de meninos e meninas separadamente. Treinamento de tática individual. Regras do Voleibol Aperfeiçoamento em todos os fundamentos. Novas variações de fundamentos Continuação da preparação física geral.
Aperfeiçoamento de todas as habilidades
relativas ao fundamento. Podemos citar a importância dos pequenos jogos na aplicação da aprendizagem pois trazem uma maior motivação aos alunos, contribuem para o gesto técnico e servem de estímulo para o pensamento estratégico.
AÇÕES DO JOGO – FUNDAMENTOS E TÉCNICAS NA APRENDIZAGEM
PRINCÍPIOS FUNDAMENTOS TÉCNICAS
OFENSIVO
Posições básicas Media
Alta
Deslocamentos
A frente Atrás Lateral
Saque Por baixo
Por cima ou tênis
Levantamento
Toque por cima De frente De costas lateral Manchete
Cortada Tênis
Largada
DEFESIVO Posições básicas Alta
Média Baixa Deslocamentos A frente Atrás Lateral Cruzado Misto
Recepção de saque Manchete
Toque por cima
Defesa Manchete
Toque por cima Um braço
Bloqueio Ofensivo
Defensivo Diagonal Paralela Fundamentos: São as partes básicas que compõem o jogo como um todo.
1. Posições básicas
a) Utilização: antecede ao deslocamento para a execução dos fundamentos técnicos, nas ações do jogo. a. Baixa: defesa e recursos defensivos
b. Média: toque por cima, manchete, saque por baixo c. Alta: saque por cima, cortada, bloqueio.
b) Conceituação: semiflexão dos membros, projeção do tronco a frente e ponta dos pés. Os membros superiores irão se adequar ao próximo fundamento técnico que será executado.
2. Descolamentos
a. Utilização: as movimentações específicas na quadra de jogo, para execução de fundamentos técnicos ou para um posicionamento privilegiado, serão feitos pelos trabalhos dos pés e na posição básica.
b. Conceituação: Os deslocamentos são da forma mais cômoda e veloz possível, fazendo com que o jogador desloque para frente, para trás, lateralmente e na forma oblíqua, com ou sem passos cruzados.
3. Toque por cima
a. Utilização: levantamentos preparatórios para ataque ou passe de bolas altas, tanto na recepção como na defesa, poderá ser de frente, de costas e em suspensão.
b. Conceituação: Pernas semiflexionadas , uma a frente, afastadas no prolongamento da linha dos ombros, tronco projetado um pouco a frente, braços semiflexionados, naturalmente afastados, mãos acima da cabeça voltadas uma para a outra, com seus dedos afastados naturalmente. O toque é dado encostando na bola na altura sobre a cabeça, encaixando a bola com as duas mãos e com a extensão em sequencia dos membros e mãos impulsionando a bola na direção desejada. 4. Manchete
a. Utilização: Poderá principalmente ser utilizada na primeira ação à resposta adversária, seja na recepção de saque ou na defesa de uma cortada.
b. Conceituação: Pernas semiflexionadas, uma a frente, afastadas além da linha dos ombros, tronco projetado a frente, braços estendidos e unidos à frente, mãos unidas uma sobreposta à outra, formando uma “empunhadura” da manchete.
A manchete será dada utilizando a região acima do punho para aparar a bola e direciona-la , estendendo os membros inferiores e impulsionando a bola para onde desejar, tanto na recepção de saque como na defesa de uma ação ofensiva do adversário.
5. Saque por baixo
a. Utilização: Iniciar o rally, mas com a evolução deste fundamento técnico, o uso dele se restringe as categorias iniciantes.
b. Conceituação: Pernas semiflexionadas, afastadas no prolongamento dos ombros, uma à frente, tronco projetado à frente, um dos braços a frente segurando a bola, o outro irá com a mão espalmada num movimento pendular atacar e impulsionar a bola à quadra adversária. 6. Saque por cima ou tênis
a. Utilização: Para obter um ponto direto ou facilitar a volta da bola vinda do adversário, indo de encontra às massas de ar, poderá alcançar um efeito flutuante, o “efeito magnus”. E assim teremos, ou uma utilização tática ou mais ofensiva
b. Conceituação: Pernas semiflexionadas, uma à frente contrária ao braço de ataque, tronco ereto, braço à frente empunhando a bola. O saque será dado lançando a bola à frente do corpo acima da cabeça e com a outra mão espalmada, golpeia-se a bola enviando-a à quadra adversária.
c. Efeito “Magnus”: é o efeito que a bola conquista ao ir de encontra às massas de ar, ao ser sacada, sem que haja uma rotação no seu próprio eixo, assim tornando sua trajetória incerta e dificultando a recepção da equipe adversária.
7. Cortada
a. Utilização: Fudamento técnico de arremate nas jogadas ofensivas de uma equipe
b. Conceituação: É um fundamento que utiliza a posição básica alta, posicionaid o jogador antes da linha de ataque, por ser um fundamento complexo, ele é composto por 5 fases:
i. 1ª fase: passadas – poderá ser feita com 1, 2 ou 3 passos, dependendo da altura e da velocidade do levantamento.
ii. 2ª fase: impulsão ou chamada – deverá ser feita com os 2 pés paralelos sendo que o contrário do braço de ataque à frente e os braços fazendo um movimento pendular ajudando no equilíbrio do salto.
iii. 3ª fase: armação – do corpo e do braço
iv. 4ª fase: arremate – encaixando a mão na bola, transferindo toda força gerada nas fases anteriores para a bola
v. 5ª fase: queda – feita com os 2 pés de forma equilibrada, amortecendo o impacto. 8. Bloqueio
a. Utilização: Para evitar o êxito do ataque adversário, ele poderá ser ofensivo, quando passam as mãos em direção à quadra adversária, levando em consideração a projeção da rede, e defensivo, quando mantém as mãos na sua própria quadra. É executado marcando a trajetória da bola na diagonal ou paralela em relação à linha lateral da quadra.
b. Conceituação: É um fundamento complexo que poderá ser executado com ou sem deslocamento. Em sua posição básica, o jogador deverá estar com as pernas semiflexionadas e levemente afastadas na distância dos ombros, tronco ereto levemente à frente, braços semiflexionados ao lado do corpo, posicionando as mãos na altura dos olhos, o salto será feito estendendo todo o corpo junto à rede, projetando as mãos em direção a bola atacada. O posicionamento do jogador deverá privilegiar o seu campo de visão e a ação do bloqueio, deixando sempre a ação ofensiva do adversário ao seu alcance visual.
SEQUENCIA CÍCLICA DO VOLEIBOL
MONTAGEM DE EQUIPE
Estratégias de distribuição dos jogadores:
Devemos levar em conta o maior equilíbrio possível da equipe, ou seja, ter sempre tanto na zona de ataque como na de defesa jogadores que desempenham a mesma função, mesmo após o rodízio.
A função do jogador leva em consideração aspectos técnicos - qualidade do levantamento, da cortada e do bloqueio, como também aspectos físicos e emocionais.
Estatégias
a) Diagonais: distribuir os jogadores com as mesmas características em diagonal para que mesmo após o rodízio se mantenha o equilíbrio do time.
b) Compensação técnica: colocar jogadores com fundamentos pouco desenvolvidos próximo aqueles com bom fundamento, para que estes se compensem.
SAQUE RECEPÇÃO INICIAÇÃO DO ATAQUE
TRANSIÇÃO PARA O ATAQUE COBERTURA DE ATAQUE TRANSIÇÃO PARA DEFESA DEFESA BLOQUEIO ATAQUE
FORMAÇÃO TÁTICA PARA A APRENDIZAGEM
RECEPÇÃO DE SAQUE EM “W” POSIÇÃO BÁSICA DEFENSIVA – 3 X 1 X 2
COBERTURA DE ATAQUE
DEFESA COM BLOQUEIO DUPLO EM QUADRADO
SISTEMAS OFENSIVOS
Conceito: É a escolha de como montar uma equipe, na definição da posição , colocação dos seis jogadores na quadra, visando conseguir o maior equilíbrio.
Atacantes: jogadores especializados em finalizar a ação ofensiva de sua equipe.
Levantadores: jogadores especializados em preparar as ações ofensivas, através do fundamento levantamento, principalmente com a técnica do toque por cima.
Vantagens na utilização do sistema ofensivo: 6 x 6 ou 6 x 0
Polivalencia dos jogadores
Vivência em todas as posições da quadra Não há a especialização precoce
Estratégia de jogo do sistema ofensivo 6x6:
Não há especialização do jogador e sim das posições Posições 4 e 2 - atacantes