Original assinado por: Diretora de Gestão, Interina – MARIA PEDRINHA DE BARROS
Este procedimento tem como objetivo determinar a metodologia para inspeção de postes em redes de distribuição Rural e Urbana em média e baixa tensão, visando garantir a uniformidade, qualidade e segurança dos serviços executados.
2. ABRANGÊNCIA
Este procedimento aplica-se a todas as Empresas de Distribuição da Eletrobras - EDEs em serviços de campo.
3. REFERÊNCIAS
3.1 Norma Regulamentadora – NR-06 (Equipamento de Proteção Individual); 3.2 Norma Regulamentadora – NR-18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na
Indústria da Construção);
3.3 Norma Regulamentadora – NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade);
3.4 NBR 5434 – Redes de distribuição aérea urbana de energia elétrica.
As demais normas e procedimentos não listados acima e necessários para a execução da tarefa deverão ser pesquisados e utilizados.
4. MATERIAIS NECESSÁRIOS
4.1 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Capacete de Segurança com jugular;
Óculos de Proteção; Luva de vaqueta;
Sapato ou Botina de Segurança para áreas com influência de eletricidade; Capa de proteção contra chuva.
4.2 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA Cones de sinalização de altura 75cm;
4.3 FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Estojo de primeiros socorros; Rádio de Comunicação; Farol de Emergência; Lanterna.
Binóculo, características mínimas 8x50, onde o 8 representa o aumento ou zoom e 50 refere-se ao diâmetro da objetiva em milímetros;
Martelo com uma das faces plana (tipo unha, para carpinteiro, cabeça de 29 mm, em aço temperado e cabo de madeira), ou tipo bola,
Original assinado por: Diretora de Gestão, Interina – MARIA PEDRINHA DE BARROS Boca de lobo/ paceta.
Facão.
Punsão tipo alavanca. Soquetes.
Enxada.
Os demais materiais, ferramentas, EPIs e EPCs não listados acima e necessários para a execução da tarefa deverão ser relacionados e utilizados de acordo com a análise de risco no local.
5. RESPONSABILIDADES E AUTORIDADES
Cabe aos Coordenadores, Supervisores e Técnicos dos Processos exigirem a prática deste procedimento, bem como garantir o treinamento do teor deste aos empregados envolvidos no serviço de campo.
Cabe aos líderes, encarregados de equipes e executores orientar, aplicar e cumprir os critérios deste procedimento.
6. IDENTIFICAÇÃO E MEDIDAS DE CONTROLE DE RISCOS E IMPACTOS
Antes da execução da tarefa, deve-se realizar seu planejamento, análise preliminar de riscos (APR) e identificar impactos ambientais, eliminando-os ou aplicando seus respectivos controles e/ou providências cabíveis, conforme NR-10 e procedimentos específicos.
7. DISPOSIÇÕES GERAIS
7.1 Os serviços em instalações energizadas, ou em suas proximidades devem ser suspensos de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os trabalhadores em perigo;
7.2 O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível;
7.3 Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis;
7.4 Esta tarefa poderá ser realizada por uma equipe de no mínimo 2 pessoas;
7.5 A inspeção do estado dos postes de concreto e madeira tem por finalidade verificar o grau de deterioração do material e levantar a necessidade de manutenção de qualquer natureza. A desagregação do concreto, o apodrecimento, ocos, rachaduras, fissuras e queimaduras em postes de madeira e os danos causados por descargas atmosféricas e abalroamentos podem levar a necessidade de intervenções ou substituições;
Original assinado por: Diretora de Gestão, Interina – MARIA PEDRINHA DE BARROS
inspeção deverá ser também realizada nas estruturas adjacentes, verificando se as mesmas podem contribuir para a estabilidade do poste, até que as medidas de manutenção possam ser aplicadas;
7.7 Após a inspeção, independente do resultado, recompor o material retirado, compactando o mesmo com soquetes. No caso de calçadas cimentadas ou cobertas (cerâmicas, pedras), deve ser providenciado o devido reparo, em material equivalente ao original encontrado. Poderá ser mantida uma faixa (ou anel) de até 30 cm ao redor do poste, para facilitar futuras inspeções e intervenções;
7.8 O poste estando em situação de risco, sujeito à queda, acionar a sua substituição emergencial;
7.9 Em situação de risco controlado (ou controlável) a médio e longo prazo, registrar a ocorrência por meio eletrônico e ordem de serviço com laudo, colocando prazo para a ação corretiva e sugerindo medidas temporárias preventivas, tais como: colocação de escoras tipo “pé de amigo” no caso de postes quebrados na base, estai ou reforços do tipo “mão de amigo” para postes danificados junto ao topo. 8. PROCEDIMENTOS DE EXECUÇÃO PASSO A PASSO
8.1 PROCEDIMENTOS INICIAIS
Desenvolvimento Competência Riscos Controle
Passo 1
Localizar o poste a ser inspecionado no croqui.
Inspetor /
Motorista. Nenhum. Nenhum.
Passo 2
Estacionar veículo próximo ao poste a ser inspecionado.
Inspetor /
Motorista. Colisão com outros veículos ou estruturas da RD.
Ligar pisca alerta
Prestar atenção em veículos, pedestres e animais. Passo 3 Equipar-se de EPIs. Passo 4 Verificar o grau de inclinação do poste
Inspetor. Queda do poste. Manter-se afastado do poste. Usar capacete.
Passo 5
Limpar a área ao redor da base do poste. Detalhe:
Em postes abalroados, verificar a extensão dos danos da base.
Inspetor. Picada de insetos e
animais peçonhentos. Usar botas cano longo ou perneira Verificar se há presença de
abelhas, formigas ou cupins próximos ao poste inspecionado.
Original assinado por: Diretora de Gestão, Interina – MARIA PEDRINHA DE BARROS 8.2 POSTES DE MADEIRA
Desenvolvimento Competência Riscos Controle
Passo 1 Procedimentos iniciais. Passo 2 Inspecionar visualmente o poste a olho nu ou binóculo, verificando o número do poste, a existência de pontos deteriorados, buracos e demais avarias.
Inspetor. Incidência Solar. Usar protetor solar.
Passo 3
Escavar em pelo menos um ponto ao redor do poste, com uma profundidade não inferior a 30 cm.
Inspetor. Lesão nas mãos. Usar Luvas.
Passo 4 Avaliar a madeira no ponto escavado, verificando a existência de apodrecimento, desgaste da base.
Inspetor. Lesão nas mãos Usar Luvas.
Passo 5
Analisar a sanidade da madeira com uma chave de fenda/punsão, pressionando-o contra a madeira e forçando-o lateralmente. Detalhes: a) A madeira de boa qualidade não se soltará facilmente, oferecendo resistência ao rompimento das fibras, soltando farpas pequenas e firmes. A presença de orifícios indica ataque por cupins.
Inspetor. Lesão nas mãos; Lesão nos olhos.
Usar luvas;
Usar óculos de proteção.
b) Caso não seja encontrada nenhuma deterioração na região inspecionada, possivelmente não existirá deterioração
Original assinado por: Diretora de Gestão, Interina – MARIA PEDRINHA DE BARROS
da circunferência do poste. Neste caso a inspeção externa estará encerrada, devendo o seu resultado ser anotado. Passo 6 Anotar as irregularidades encontradas, sugerindo o poste a ser instalado, de acordo com o esfoço, para que seja
providenciada a sua substituição. Detalhe: Anotar os componentes existentes na estrutura e nas adjacentes, como: rede telefônica, iluminação pública e entre outros.
Inspetor. Nenhum. Nenhum.
Passo 7 Iniciar inspeção interna.
Detalhe: realizar inspeção interna somente nos caso em que a inspeção externa deixar dúvidas quanto ao estado do poste.
Inspetor. Nenhum. Nenhum.
Passo 8
Bater com o martelo, em volta de toda a circunferência do poste, da base até a altura de 2 metros, com pancadas firmes, atentando-se ao som produzido pela batida.
Inspetor. Lesão nas mãos; Lesão nos olhos.
Usar luvas;
Usar óculos de proteção.
Detalhes:
a) Som claro e firme sinaliza bom estado mecânico da madeira;
b) Som surdo e cavo sinaliza eventuais apodrecimentos ou ocos;
Original assinado por: Diretora de Gestão, Interina – MARIA PEDRINHA DE BARROS 8.3 POSTES DE CONCRETO
Desenvolvimento Competência Riscos Controle
Passo 1 Executar procedimentos iniciais. Passo 2 Inspecionar visualmente o poste a olho nu ou binóculo, verificando o número do poste, a existência de pontos deteriorados, buracos e demais avarias. Detalhe: Em caso de dúvidas durante a inspeção visual, escavar pelo menos um ponto ao redor do poste, com uma profundidade não inferior a 30 cm.
Inspetor. Incidência Solar. Usar protetor solar.
Passo 3
Avaliar o concreto do poste inspecionado.
Inspetor. Lesão nas mãos. Usar Luvas. Passo 4
Anotar as irregularidades encontradas, sugerindo o poste a ser instalado e a bitola correta do esforço ao poste a ser substituído. Detalhe:
Anotar os componentes
existentes na estrutura e nas adjacentes, como: rede telefônica, iluminação pública e
Inspetor. Nenhum. Nenhum.
ocos, ou quando houver dúvidas em relação à integridade interna do poste, proceder conforme passo 6. Passo 9 Procedimentos finais.
Original assinado por: Diretora de Gestão, Interina – MARIA PEDRINHA DE BARROS
Passo 5
Procedimentos finais.
8.4 PROCEDIMENTOS FINAIS
Desenvolvimento Competência Riscos Controle
Passo 1 Recolher materiais, ferramentas, equipamentos, lona e resíduos provenientes da execução da tarefa. Inspetor
Lesão nas mãos Entorse muscular Abalroamento Colisão
Atropelamento Tombamento. Lesão nas mãos
Usar capacete de segurança, luvas de vaqueta, Botina de segurança e uniforme de serviço;
Evitar caminhar pela via após a retirada da sinalização da área de trabalho
Adotar Técnica e postura correta para levantamento de peso Passo 2 Recolher Isolamento e sinalização da área de trabalho. Motorista/ Inspetor. Abalroamento Colisão Atropelamento Tombamento. Lesão nas mãos
Retirar o isolamento e a
sinalização na ordem inversa da instalação, mantendo-se sempre de frente para o fluxo de veículos Usar capacete de segurança, luvas
de vaqueta, Botina de segurança e uniforme de serviço;
Evitar caminhar pela via após a retirada da sinalização da área de trabalho
Passo 3
Desequipar-se dos EPIs e acondicioná-los
adequadamente.
9 HISTÓRICO
9.1 As anotações das alterações nesta Norma devem ser realizadas e acompanhadas pela Gerência da Qualidade de Processos e Documentação Normativa, seja de conteúdo ou modificação da legislação pertinente, registrando a versão atual do normativo aprovado.
10 ORIENTAÇÕES FINAIS
10.1 Toda e qualquer situação que não esteja contemplada neste procedimento, será analisada e orientada pelo grupo de elaboração dos POPs, juntamente com equipes de execução de serviços de campo;
10.2 As excepcionalidades relacionadas a este Procedimento devem ser justificadas pela área envolvida e submetida à aprovação do diretor da área solicitante; 10.3 Toda e qualquer excepcionalidade ou caso omisso neste Procedimento deve ser
analisado pela área gestora do processo e submetido à aprovação do Diretor de Gestão e, se for o caso, levado à Diretoria Executiva;
Original assinado por: Diretora de Gestão, Interina – MARIA PEDRINHA DE BARROS
10.4 As eventuais necessidades de alterações neste Procedimento, com o objetivo de otimização dos processos ou sua atualização em face de novas legislações sobre o assunto, devem ser submetidas à Diretoria Executiva, com as devidas justificativas;
10.5 A vigência dos instrumentos normativos é considerada a partir da data de sua aprovação, sendo revogados somente quando de sua alteração ou extinção; 10.6 As infrações quanto ao cumprimento deste Procedimento sujeitará o infrator às
penalidades previstas nos normativos concernentes;